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Tecnologia Digital:
morte do professor
do século passado?
                      Professor Gilson Nunes
     Especialista em Fundamentos Metodológicos de
     Apreciação e Crítica no Ensino das Artes – UFPB




Campina Grande, Paraíba – Brasil.


             - gilsonunes2000@bol.com.br -
Tecnologia Digital: adeus professor do século passado?

Vasculhando modésto acervo de revista SUPERINTERESSANTE, procurando
informações sobre a Arte na Pré-história no Brasil, já que muitos livros didáticos da
Disciplina de História só retratam, na grande maioria, as cavernas de Altamira na
Espanha e de Lascaux na França, como se no nosso país não existisse Arte Pré-
histórica, a negação de nosso passado primitivo, certo complexo de inferioridade, para
sublimarmos que somos modernos e contemporâneos em todos os sentidos, menos
primitivo, por isso, só enxergamos essas duas cavernas da Europa. Ou seja, fomos
acometidos por longos anos, por uma cegueira da caverna da indústria do analfabetismo
antivisual de nosso passado, impingido pela indústria do livro didático. Só
reconhecemos a cultura externa e subestimamos a nossa, delegando a mesma uma
realidade virtual.

Só nos reconhecemos como nação indígena no dia 19 de abril, Dia do Índio,
ridiculamente pintamos as nossas crianças como se fossem coelhinhos da páscoa e
colocamos numa roda dançando a mais popular música da Lady Zú, “Todo dia é dia de
índio”, depois esquecemos, e podemos até confundir índio com mendigo e atear fogo,
para esconder, eliminar a nossa miséria preconceituosa, com o extermínio do outro.
Uma cena bem marcante, que sensibilizou a todos no Distrito Federal, mais os índios
existem, mesmo que silenciados pelos fazedores dos livros didáticos.

Acidentalmente deparo-me com a seguinte manchete: “MESTRES COM DOTES
CIBERNÉTICOS”. Pela qual afirma que, “a informática entrou nas escolas pela porta
da frente, como disciplina indispensável nos currículos. Agora começa mudar o
conceito de aula.”. Afirmo, pelo menos no Colégio Objetivo, de São Paulo, onde três
salas superfuturistas passaram a funcionar no semestre de 1998. Revista ano 12, nº 9,
página 94. Segundo a reportagem, “em vez de lousa, um telão eletrônico. No lugar de
cadernos, micros, com editor de texto e navegador para internet. Tudo que é mostrado
no telão aparece instantaneamente na tela do aluno. Pode ser um trecho de um vídeo,
um site ou as anotações do professor. Esqueça a possibilidade de se distrair com
joguinhos: de sua mesa, o mestre tudo vê”.

Como subtítulo da matéria: “Aprendizagem on-line: professores e alunos unidos pela
eletrônica”. Coincidentemente, na página de nº 114 da revista, pude encontrar várias
citações de pessoas famosas. Posso citar aqui a primeira, do escritor americano, Tom
Wolfe, que na época da publicação da revista, contava com 67 anos: “Francamente, hoje
em dia sem uma teoria para seguir, eu não consigo entender uma pintura”. No mesmo
espaço o ilustre artista da vanguarda do início do século XX, Pablo Picasso (1881-1973)
afirma: “A pintura é uma profissão para um homem cego. Ele não pinta o que vê, mas o
que sente, o que disse para si mesmo que tinha visto”. Obedecendo a mesma lógica
considera o suíço Paul Klee (1879-1940): “a arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz
ver”. Levando a importância da imagem pictórica as últimas conseqüências, considerou
o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (1856-1950): “é mais fácil substituir um
homem morto do que uma boa pintura”. Parafraseando-o este último, posso questionar:
é mais cômodo substituir um professor do século passado por uma nova tecnologia
digital?

Está última página da revista é um relicário antropológico do pensamento de várias
figuras ilustres da cultura universal. Porém, não poderia deixar de registrar duas
citações que saltaram os olhos de tanta veemência, quando o pintor inglês John
Constable (1776-1837) afirmou: “Nunca houve um garoto pintor, nem nunca vai haver.
A arte requer um longo aprendizado, tanto mecânico quanto intelectual”. Esse conceito
pode ser comparado ao professor da Disciplina de Artes da Escola Pública ou Privada,
que de forma ingênua ministra as aulas, vítima do neoliberalismo educacional, que tudo
pode, condenando este profissional a escuridão da caverna, entre a vida e a morte,
significado sublimado da pintura pré-histórica.

Depois de 12 anos da publicação dessa matéria, as nossas escolas públicas pouco
mudaram ou ironicamente em “nada mudou”, restando saber se esta experiência
pioneira da escola de São Paulo aqui citada na introdução desse ensaio, mudou a
prática do ensino nas diversas disciplinas daquele colégio, tido como lugar privilegiado
da elite educacional. Logo, se a “pintura é a arte de proteger uma superfície plana do
tempo e expô-la aos críticos”, conforme considerou o escritor americano Ambrose
Bierce (1842-1914), as novas tecnologias a serviço do ensino da arte é uma ferramenta
concreta e poderosa a serviço de uma nova práxis crítica educacional, que não estamos
cegos e que podemos sim fazer uso dessa tecnologia.

Evidente que esta reportagem, curiosamente foi destacada discretamente nas últimas
páginas da revista de grande circulação nacional. Indago: Por que não foi uma manchete
de capa? Por que, os avanços tecnológicos não interessam ao grande público, apenas ao
grupo restrito que freqüenta as salas de aulas da escola referente, os filhos da elite
brasileira. Até porque os salários dos professores daquela escola devem ultrapassar os
R$ 3.300,00 pelo método dedutivo em relação aos demais salários dos professores
públicos espalhados por este Brasil, que 80% recebem abaixo de piso defasado da
miséria R$ 950,00, colocando todos na mesma vala comum, sem especificar a
qualificação. A Paraíba é exemplo, onde um professor ganha R$ 610,00.

Sob o manto dessa cruel realidade financeira, o sonho de consumo do professor, de ter
acesso as novas tecnologias digitais é algo utópico e surrealista, mesmo com a ridícula
propaganda de um banco federal, de patrocinar em suaves e infinitas prestações esse
sonho, pelo qual o banco fornece o dinheiro para compra de um computador e o
professor paga o valor de outro, só de juros do empréstimo. Sem esquecer aquele
político de plantão, que se aproveita do projeto de inclusão digital do Governo Federal e
distribui 150 notebooks para 150 professores, esquecendo os demais, num total de
aproximadamente 2 mil profissionais, ainda por cima manda estampar a cidade de
outdoor, “professor na era digital, na nossa cidade é uma realidade”, tratando todos
como analfabeto político. Essa é uma mídia barata que se espalha pelas principais
cidades do Nordeste.

Mesmo assim, muitos professores têm driblado a barreira da miséria e tem se privado de
algumas necessidades, poupança doméstico forçada e comprado o sonhado bem de
consumo tecnológico, e outros, submetem ao famoso crediário em 12 parcelas ou até em
16 meses, mesmos que tenha que entregar ao proprietário da loja mais da metade do
valor de outro computador, pelo parcelamento – vassalagem tecnológica. Foi possível
comprar o computador, mais o trauma esbarra na conta telefônica e no valor de acesso
ao sistema de internet banca larga, é uma ironia para o professor, pois com o aumento
do salário mínimo todo inicio de janeiro, o salário do professor só diminui, fazendo com
quer compre quilômetros de metros de fios para sair jogando pelos telhados dos
vizinhos garimpando um ponto de acesso. Esta é a realidade que pode parecer irônica,
mais é a realidade de boa parte da maioria dos professores de nosso país, porque não
afirmar, do povo brasileiro. Para ironizar ainda mais essa gente, os prefeitos estão
instalando em vários pontos da cidade internet sem fio, um convite para o assalto de
notebook, pois segurança neste país é outro ponto nevrálgico.

Respondendo o questionamento do título deste ensaio, posso afirmar que o professor do
século passado continuará vivinho, até porque sua forma de ensinar é útil ao sistema
neoliberal, que mantém a vanguarda da elite em detrimento da exclusão da maioria, esta
que sustenta o sonho de consumo da minoria. Aquele conceito de aula clássica será
substituído na escola pública pelo professor atrevido no bom sentido, que mesmo a
escola não oferecendo sequer uma tomada para instalar um vídeo, ele leva o seu
notebook para ilustrar as aulas, mesmo que seja uma “briga” por parte dos alunos para
encontrar um pedacinho de espaço para ver algo de extraordinário, um sonho de
consumo tão distante da maioria dos alunos da escola pública, que outrora era para o
professor. Por outro lado, o professor clássico será substituído sim, por outro professor
vanguarda, sintonizado com as novas tecnologias, fazendo uso da internet para
modernizar suas aulas, dando outro significado a profissão.

Logo, articular tecnologia digital com a realidade do professor é investir no salário
desse profissional, fornecer cursos sistemáticos de atualização com remuneração, para
que possa manipular os laboratórios de informática das escolas, caso contrário, no
futuro, poderão se converter nos velhos conservatórios de música medieval, apenas
reservado aos escolhidos e dotados pelo dom divino, até porque, antes, escola moderna
estava reservada apenas ao computador da diretora, instalado na administração.
Sabemos que hoje, muitas escolas da rede pública espalhadas por este país possuem
esses laboratórios, boa parte dos equipamentos em péssimas condições de uso, pois vão
se quebrando e não existe uma manutenção frequente, “o que é público é barato, e
descartável”; a miséria de recurso financeiro que o Governo Federal envia para as
escolas é mágica, e a gestora tem que fazer peripécia para o dinheiro render, milagre.


Arte-Educador – (Especialista em Artes Visuais pela UEPB).
Gilson Cruz Nunes

Campina Grande, 01 de maio de 2010.

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  • 1. Tecnologia Digital: morte do professor do século passado? Professor Gilson Nunes Especialista em Fundamentos Metodológicos de Apreciação e Crítica no Ensino das Artes – UFPB Campina Grande, Paraíba – Brasil. - gilsonunes2000@bol.com.br -
  • 2. Tecnologia Digital: adeus professor do século passado? Vasculhando modésto acervo de revista SUPERINTERESSANTE, procurando informações sobre a Arte na Pré-história no Brasil, já que muitos livros didáticos da Disciplina de História só retratam, na grande maioria, as cavernas de Altamira na Espanha e de Lascaux na França, como se no nosso país não existisse Arte Pré- histórica, a negação de nosso passado primitivo, certo complexo de inferioridade, para sublimarmos que somos modernos e contemporâneos em todos os sentidos, menos primitivo, por isso, só enxergamos essas duas cavernas da Europa. Ou seja, fomos acometidos por longos anos, por uma cegueira da caverna da indústria do analfabetismo antivisual de nosso passado, impingido pela indústria do livro didático. Só reconhecemos a cultura externa e subestimamos a nossa, delegando a mesma uma realidade virtual. Só nos reconhecemos como nação indígena no dia 19 de abril, Dia do Índio, ridiculamente pintamos as nossas crianças como se fossem coelhinhos da páscoa e
  • 3. colocamos numa roda dançando a mais popular música da Lady Zú, “Todo dia é dia de índio”, depois esquecemos, e podemos até confundir índio com mendigo e atear fogo, para esconder, eliminar a nossa miséria preconceituosa, com o extermínio do outro. Uma cena bem marcante, que sensibilizou a todos no Distrito Federal, mais os índios existem, mesmo que silenciados pelos fazedores dos livros didáticos. Acidentalmente deparo-me com a seguinte manchete: “MESTRES COM DOTES CIBERNÉTICOS”. Pela qual afirma que, “a informática entrou nas escolas pela porta da frente, como disciplina indispensável nos currículos. Agora começa mudar o conceito de aula.”. Afirmo, pelo menos no Colégio Objetivo, de São Paulo, onde três salas superfuturistas passaram a funcionar no semestre de 1998. Revista ano 12, nº 9, página 94. Segundo a reportagem, “em vez de lousa, um telão eletrônico. No lugar de cadernos, micros, com editor de texto e navegador para internet. Tudo que é mostrado no telão aparece instantaneamente na tela do aluno. Pode ser um trecho de um vídeo, um site ou as anotações do professor. Esqueça a possibilidade de se distrair com joguinhos: de sua mesa, o mestre tudo vê”. Como subtítulo da matéria: “Aprendizagem on-line: professores e alunos unidos pela eletrônica”. Coincidentemente, na página de nº 114 da revista, pude encontrar várias citações de pessoas famosas. Posso citar aqui a primeira, do escritor americano, Tom Wolfe, que na época da publicação da revista, contava com 67 anos: “Francamente, hoje em dia sem uma teoria para seguir, eu não consigo entender uma pintura”. No mesmo espaço o ilustre artista da vanguarda do início do século XX, Pablo Picasso (1881-1973) afirma: “A pintura é uma profissão para um homem cego. Ele não pinta o que vê, mas o que sente, o que disse para si mesmo que tinha visto”. Obedecendo a mesma lógica considera o suíço Paul Klee (1879-1940): “a arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver”. Levando a importância da imagem pictórica as últimas conseqüências, considerou o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (1856-1950): “é mais fácil substituir um homem morto do que uma boa pintura”. Parafraseando-o este último, posso questionar: é mais cômodo substituir um professor do século passado por uma nova tecnologia digital? Está última página da revista é um relicário antropológico do pensamento de várias figuras ilustres da cultura universal. Porém, não poderia deixar de registrar duas citações que saltaram os olhos de tanta veemência, quando o pintor inglês John Constable (1776-1837) afirmou: “Nunca houve um garoto pintor, nem nunca vai haver. A arte requer um longo aprendizado, tanto mecânico quanto intelectual”. Esse conceito pode ser comparado ao professor da Disciplina de Artes da Escola Pública ou Privada, que de forma ingênua ministra as aulas, vítima do neoliberalismo educacional, que tudo pode, condenando este profissional a escuridão da caverna, entre a vida e a morte, significado sublimado da pintura pré-histórica. Depois de 12 anos da publicação dessa matéria, as nossas escolas públicas pouco mudaram ou ironicamente em “nada mudou”, restando saber se esta experiência pioneira da escola de São Paulo aqui citada na introdução desse ensaio, mudou a prática do ensino nas diversas disciplinas daquele colégio, tido como lugar privilegiado da elite educacional. Logo, se a “pintura é a arte de proteger uma superfície plana do tempo e expô-la aos críticos”, conforme considerou o escritor americano Ambrose Bierce (1842-1914), as novas tecnologias a serviço do ensino da arte é uma ferramenta
  • 4. concreta e poderosa a serviço de uma nova práxis crítica educacional, que não estamos cegos e que podemos sim fazer uso dessa tecnologia. Evidente que esta reportagem, curiosamente foi destacada discretamente nas últimas páginas da revista de grande circulação nacional. Indago: Por que não foi uma manchete de capa? Por que, os avanços tecnológicos não interessam ao grande público, apenas ao grupo restrito que freqüenta as salas de aulas da escola referente, os filhos da elite brasileira. Até porque os salários dos professores daquela escola devem ultrapassar os R$ 3.300,00 pelo método dedutivo em relação aos demais salários dos professores públicos espalhados por este Brasil, que 80% recebem abaixo de piso defasado da miséria R$ 950,00, colocando todos na mesma vala comum, sem especificar a qualificação. A Paraíba é exemplo, onde um professor ganha R$ 610,00. Sob o manto dessa cruel realidade financeira, o sonho de consumo do professor, de ter acesso as novas tecnologias digitais é algo utópico e surrealista, mesmo com a ridícula propaganda de um banco federal, de patrocinar em suaves e infinitas prestações esse sonho, pelo qual o banco fornece o dinheiro para compra de um computador e o professor paga o valor de outro, só de juros do empréstimo. Sem esquecer aquele político de plantão, que se aproveita do projeto de inclusão digital do Governo Federal e distribui 150 notebooks para 150 professores, esquecendo os demais, num total de aproximadamente 2 mil profissionais, ainda por cima manda estampar a cidade de outdoor, “professor na era digital, na nossa cidade é uma realidade”, tratando todos como analfabeto político. Essa é uma mídia barata que se espalha pelas principais cidades do Nordeste. Mesmo assim, muitos professores têm driblado a barreira da miséria e tem se privado de algumas necessidades, poupança doméstico forçada e comprado o sonhado bem de consumo tecnológico, e outros, submetem ao famoso crediário em 12 parcelas ou até em 16 meses, mesmos que tenha que entregar ao proprietário da loja mais da metade do valor de outro computador, pelo parcelamento – vassalagem tecnológica. Foi possível comprar o computador, mais o trauma esbarra na conta telefônica e no valor de acesso ao sistema de internet banca larga, é uma ironia para o professor, pois com o aumento do salário mínimo todo inicio de janeiro, o salário do professor só diminui, fazendo com quer compre quilômetros de metros de fios para sair jogando pelos telhados dos vizinhos garimpando um ponto de acesso. Esta é a realidade que pode parecer irônica, mais é a realidade de boa parte da maioria dos professores de nosso país, porque não afirmar, do povo brasileiro. Para ironizar ainda mais essa gente, os prefeitos estão instalando em vários pontos da cidade internet sem fio, um convite para o assalto de notebook, pois segurança neste país é outro ponto nevrálgico. Respondendo o questionamento do título deste ensaio, posso afirmar que o professor do século passado continuará vivinho, até porque sua forma de ensinar é útil ao sistema neoliberal, que mantém a vanguarda da elite em detrimento da exclusão da maioria, esta que sustenta o sonho de consumo da minoria. Aquele conceito de aula clássica será substituído na escola pública pelo professor atrevido no bom sentido, que mesmo a escola não oferecendo sequer uma tomada para instalar um vídeo, ele leva o seu notebook para ilustrar as aulas, mesmo que seja uma “briga” por parte dos alunos para encontrar um pedacinho de espaço para ver algo de extraordinário, um sonho de consumo tão distante da maioria dos alunos da escola pública, que outrora era para o professor. Por outro lado, o professor clássico será substituído sim, por outro professor
  • 5. vanguarda, sintonizado com as novas tecnologias, fazendo uso da internet para modernizar suas aulas, dando outro significado a profissão. Logo, articular tecnologia digital com a realidade do professor é investir no salário desse profissional, fornecer cursos sistemáticos de atualização com remuneração, para que possa manipular os laboratórios de informática das escolas, caso contrário, no futuro, poderão se converter nos velhos conservatórios de música medieval, apenas reservado aos escolhidos e dotados pelo dom divino, até porque, antes, escola moderna estava reservada apenas ao computador da diretora, instalado na administração. Sabemos que hoje, muitas escolas da rede pública espalhadas por este país possuem esses laboratórios, boa parte dos equipamentos em péssimas condições de uso, pois vão se quebrando e não existe uma manutenção frequente, “o que é público é barato, e descartável”; a miséria de recurso financeiro que o Governo Federal envia para as escolas é mágica, e a gestora tem que fazer peripécia para o dinheiro render, milagre. Arte-Educador – (Especialista em Artes Visuais pela UEPB). Gilson Cruz Nunes Campina Grande, 01 de maio de 2010.