SlideShare uma empresa Scribd logo
Avaliação: o que/quem está em jogo?
Dilcelene Q. de Resende Cordeiro
dilcelenecordeiro@gmail.com
Doutoranda em Educação (UERJ)
Mestre em Educação (UFF)
Pedagoga
Quem sou eu?
Relações familiares - pai mais conhecido por seu alcoolismo; vizinhos forneciam contas do pequeno menino
chorando, seu pai batendo nele para cada hesitação ou erro.
Trajetória escolar - lutou com somas e soletrando toda a sua vida, foi no melhor um aluno médio, e alguns
biógrafos têm a hipótese de que ele pode ter tido a dislexia leve. Com a idade de 10 anos, se retirou da
escola.
Características pessoais - gordo, tinha 1m70 de altura, cabeça desproporcional, cabeleira rebelde e
desgrenhada. Era irritadiço, esquecido, sem o menor refinamento. Solteiro, morou em lugares bagunçados e
sujos. Espalhava seus materiais pela sala e seus móveis eram cobertos de poeira. Tinha estranhos hábitos,
como o de cuspir a qualquer momento e em qualquer lugar. Era desajeitado, espalhando destruição por onde
passava.
Diagnóstico – surdez progressiva.
Trabalho – aos quinze anos começa a trabalhar para sustentar seus dois irmãos, pois os pais não conseguem
sustentar a família.
Quem sou eu?
A música vem-me mais facilmente do que as palavras.
Beethoven em 1803, pintado por Christian Horneman (Foto: Wikicommons)
Quem sou eu?
Relações familiares – pais cuidadosos, mãe professora, avó professora.
Trajetória escolar - para a escola onde cursou da primeira à quarta série do antigo primário (atualmente 1º ao
5º ano do Ensino Fundamental), foi uma criança difícil. Colecionava boletins medíocres. Reprovada na antiga
4ª série, ficou um ano sem estudar. Detestava Matemática.
Características pessoais – criança disciplinada que gostava de ritos (formar, cantar hino, usar uniforme, ...).
Gostava dos textos dos livros didáticos; jogava xadrez como ninguém.
Diagnóstico – disritmia, epilepsia, glaucoma, transtorno de personalidade e autismo, por causa de seu
comportamento distraído, distante.
Trabalho – professora.
Quem sou eu?
Por que pesquiso? Porque minha ignorância me insulta.
Andrea Serpa
Andréa Serpa – Professora Adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense/Niterói
Quem sou eu?
Relações familiares – Não chegou a conhecer seu pai, mas foi criado por uma mãe
cuidadosa que sempre zelou por acompanhá-lo na escola. Como doméstica sustentou seus
três filhos.
Trajetória escolar - aplicado estudante, sempre ajudava aos colegas que apresentavam
dificuldades.
Características pessoais – inteligente, sempre foi o orgulho dos seus.
Diagnóstico – altas habilidades.
Trabalho – começou aos 19 anos e chegou a ser reconhecido internacionalmente pelo
exercício de sua liderança.
Frustração - Fez prova para o curso de sargento especialista, mas não passou.
Quem sou eu?
“Marcola (líder da facção criminosa PCC) e Fernandinho Beira-Mar (maior
traficante de drogas do Brasil) são exemplos de pessoas que não foram
percebidas de maneira adequada e usaram toda a sua inteligência e
capacidade de liderança para o crime”.
Luiz Fernando da Costa – líder do Comando Vermelho
Quem sou eu?
Relações familiares – seu pai possuía uma oficina eletrotécnica e tinha um grande interesse
por tudo que se relacionasse com invenções elétricas.
Trajetória escolar - era mau aluno, ou pelo menos tirava notas ruins. Desprezava as aulas.
Em conseqüência das suas dificuldades para memorizações ele se desinteressa pelas aulas
que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que
certo dia o diretor da escola, coincidentemente seu professor, convoca-o para uma reunião
e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse era uma falta de respeito pelo professor
da disciplina, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos.
Características pessoais – autodidata, dado a aptidões individuais. Possuidor de grande
intuição e habilidade lógica, para as disciplinas que exigiam capacidade de memória era um
fracasso! Sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do Estudo.
Diagnóstico – "Você não vai dar em nada na vida".
Quem sou eu?
Há muitas cátedras, mas poucos
professores prudentes e generosos.
Albert Einstein – físico alemão
FUNÇÕES
DA
AVALIAÇÃO
CLASSIFICAR
SELECIONAR
ESTABELECER FRONTEIRAS
CONFERIR VALOR
COMPARAR
INCLUIR OS APTOS E REFUGAR OS NÃO APTOS
CONTROLAR
EXERCER PODER IMPOR MODELOS CULTURAIS
MANTER PADRÕES
Fato
“Tanto alunos e alunas quanto professores e
professoras estão aprisionados pela lógica
seletiva da avaliação escolar, que não tem
como objeto o processo de conhecimento.”
(p.10)
FUNÇÕES
DA
AVALIAÇÃO
INVESTIGAR
NEGOCIAR
COMPREENDER PROCESSOS
FAVORECER A APRENDIZAGEM
TENSIONAR FRONTEIRAS
CONHECER OUTRAS LÓGICAS
Boicotar o projeto
ideológico perverso
de exclusão
FUNÇÕES
DA
AVALIAÇÃO
INVESTIGAR
NEGOCIAR
COMPREENDER PROCESSOS
FAVORECER A APRENDIZAGEM
TENSIONAR FRONTEIRAS
CONHECER OUTRAS LÓGICAS
BOICOTAR O PROJETO
IDEOLÓGICO PERVERSO
DE EXCLUSÃO
COMPARAR
CONTROLAR
SELECIONAR
IMPOR MODELOS CULTURAIS
EXERCER
PODER
ESTABELECER
FRONTEIRAS
CONFERIR VALOR
INCLUIR OS APTOS E REFUGAR OS NÃO APTOS
CLASSIFICAR
avaliação
Recolher
informações
Tratar e produzir
dados
Analisar e dar
publicidade
Desafio
“...necessidade de outro referencial no qual
fundamentar o processo avaliativo, um marco
favorável à interação entre teoria e prática e ao
diálogo entre alunos/as e professores/as com a
finalidade de compreender os processos
desenvolvidos na relação pedagógica e os
resultados alcançados.” (Esteban, 2001, p.106)
“A compreensão deste processo demanda
o desenvolvimento de uma atuação
pedagógica atenta aos conflitos,
contradições, fissuras, fragmentos, vozes
que constituem o panorama escolar e que
se escondem/revelam nos episódios
cotidianos.” (Idem, p.125)
Necessidade
construção de relações democráticas e
horizontais entre pessoas, grupos,
instituições e conhecimentos.
Avaliação: “prática de investigação”
A teoria não é guia da ação; é parte da ação. O
desenvolvimento teórico se entrelaça à prática e toma como
objeto de reflexão as conseqüências sociais de seus
resultados(...). A teoria é aceita como prática social.” (Idem,
p.167)
Renovação do senso comum: não negá-lo, mas realimentá-lo e
reconstruí-lo permanentemente.
Avaliação como interrogação/reflexão
Compromisso com a democratização da escola.
Educadores: pesquisadores da própria prática.
Intenção política de romper com avaliação como
prática de exclusão.
Assumir a heterogeneidade, o movimento, a diferença,
a complexidade como marcas do cotidiano escolar.
Novos olhares que mostram a produtividade do diálogo
entre conhecimento e desconhecimento, que
percebem todo ponto de chegada como indício de
novos pontos de partida, sendo ambos marcados pelos
erros e acertos, num processo contínuo e desafiador.
Desafio inscrito na necessidade/possibilidade humana
de sonhar utopias e tecer coletivamente trajetos para
torná-las realidade. (Idem, p.188)
Desejo
No fundo ninguém chega lá saindo do lá, mas de um certo aqui.
Paulo Freire
a utopia do horizonte
Referência Bibliográfica
• ESTEBAN, Maria Teresa. O que sabe que erra. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação educação inclusiva
Apresentação educação inclusivaApresentação educação inclusiva
Apresentação educação inclusiva
Bruno César Física
 
Indisciplina no contexto escolar
Indisciplina no contexto escolarIndisciplina no contexto escolar
Indisciplina no contexto escolar
Joanamtc
 
Indisciplina em contexto escolar
Indisciplina em contexto escolarIndisciplina em contexto escolar
Indisciplina em contexto escolar
ProgramaEscolasTEIP
 
A Indisciplina Em Contexto Escolar
A Indisciplina Em Contexto EscolarA Indisciplina Em Contexto Escolar
A Indisciplina Em Contexto Escolar
Maria Sousa
 
Universidade do estado da bahia resenha o mestre com carinho 1
Universidade do estado da bahia  resenha o mestre com carinho 1Universidade do estado da bahia  resenha o mestre com carinho 1
Universidade do estado da bahia resenha o mestre com carinho 1
familiaestagio
 
O cotidiano escolar
O cotidiano escolarO cotidiano escolar
O cotidiano escolar
mariavalezin
 
Indisciplina
IndisciplinaIndisciplina
Indisciplina
guest1c37d0
 
Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...
Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...
Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...
Rosane Domingues
 
Projeto Interdisciplinar Ciencias Sociais
Projeto Interdisciplinar Ciencias SociaisProjeto Interdisciplinar Ciencias Sociais
Projeto Interdisciplinar Ciencias Sociais
marciarsantos
 

Mais procurados (9)

Apresentação educação inclusiva
Apresentação educação inclusivaApresentação educação inclusiva
Apresentação educação inclusiva
 
Indisciplina no contexto escolar
Indisciplina no contexto escolarIndisciplina no contexto escolar
Indisciplina no contexto escolar
 
Indisciplina em contexto escolar
Indisciplina em contexto escolarIndisciplina em contexto escolar
Indisciplina em contexto escolar
 
A Indisciplina Em Contexto Escolar
A Indisciplina Em Contexto EscolarA Indisciplina Em Contexto Escolar
A Indisciplina Em Contexto Escolar
 
Universidade do estado da bahia resenha o mestre com carinho 1
Universidade do estado da bahia  resenha o mestre com carinho 1Universidade do estado da bahia  resenha o mestre com carinho 1
Universidade do estado da bahia resenha o mestre com carinho 1
 
O cotidiano escolar
O cotidiano escolarO cotidiano escolar
O cotidiano escolar
 
Indisciplina
IndisciplinaIndisciplina
Indisciplina
 
Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...
Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...
Margareth A G Alberico - A Pratica Da Escola Regular E A Inclusao Do Portador...
 
Projeto Interdisciplinar Ciencias Sociais
Projeto Interdisciplinar Ciencias SociaisProjeto Interdisciplinar Ciencias Sociais
Projeto Interdisciplinar Ciencias Sociais
 

Semelhante a Avaliação

Indisciplina e violência na escola
Indisciplina e violência na escolaIndisciplina e violência na escola
Indisciplina e violência na escola
lucia_nunes
 
Projeto chega de bullying de simone drumond
Projeto chega de bullying de simone drumondProjeto chega de bullying de simone drumond
Projeto chega de bullying de simone drumond
SimoneHelenDrumond
 
Indisciplina escolar
Indisciplina escolarIndisciplina escolar
Indisciplina-escolar.pptx
Indisciplina-escolar.pptxIndisciplina-escolar.pptx
Indisciplina-escolar.pptx
Joana Faria
 
O coordenador Pedagógico e os problemas Comportamentais
O coordenador Pedagógico e os problemas ComportamentaisO coordenador Pedagógico e os problemas Comportamentais
O coordenador Pedagógico e os problemas Comportamentais
RenataFariasDias
 
A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...
A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...
A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...
pecpec
 
DIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptx
DIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptxDIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptx
DIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptx
radiusae2023
 
O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.
O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.
O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.
Fábio Fernandes
 
Compreender E Ensinar Formiga
Compreender E Ensinar   FormigaCompreender E Ensinar   Formiga
Compreender E Ensinar Formiga
Júlia Eugênia Gonçalves
 
Professor Lopo Rodrigues
Professor Lopo RodriguesProfessor Lopo Rodrigues
Professor Lopo Rodrigues
DNonline
 
Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...
Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...
Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...
Esequias Caetano
 
Afetividade uma opcao para a educacao
Afetividade uma opcao para a educacaoAfetividade uma opcao para a educacao
Afetividade uma opcao para a educacao
Daniele Occaso
 
A criança com deficiência intelectual e a construção
A criança com deficiência intelectual e a construçãoA criança com deficiência intelectual e a construção
A criança com deficiência intelectual e a construção
josilau
 
Portfolio exemplo
Portfolio exemploPortfolio exemplo
Portfolio exemplo
Ana Valeria Silva
 
207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil
207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil
207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil
Elis15
 
Dislexia2011x 121009212215-phpapp01
Dislexia2011x 121009212215-phpapp01Dislexia2011x 121009212215-phpapp01
Dislexia2011x 121009212215-phpapp01
becastanheiradepera
 
História atividade 01
História atividade 01História atividade 01
História atividade 01
dicasdubr
 
1º Seminário de Práticas Educativas na Educação
1º Seminário de Práticas Educativas na Educação1º Seminário de Práticas Educativas na Educação
1º Seminário de Práticas Educativas na Educação
Arlette Basilio
 
Diagnóstico Psicopedagógico
Diagnóstico PsicopedagógicoDiagnóstico Psicopedagógico
Diagnóstico Psicopedagógico
Rochelle Arruda
 
Eveline tonelotto barbosa
Eveline tonelotto barbosaEveline tonelotto barbosa
Eveline tonelotto barbosa
Juliana Soares
 

Semelhante a Avaliação (20)

Indisciplina e violência na escola
Indisciplina e violência na escolaIndisciplina e violência na escola
Indisciplina e violência na escola
 
Projeto chega de bullying de simone drumond
Projeto chega de bullying de simone drumondProjeto chega de bullying de simone drumond
Projeto chega de bullying de simone drumond
 
Indisciplina escolar
Indisciplina escolarIndisciplina escolar
Indisciplina escolar
 
Indisciplina-escolar.pptx
Indisciplina-escolar.pptxIndisciplina-escolar.pptx
Indisciplina-escolar.pptx
 
O coordenador Pedagógico e os problemas Comportamentais
O coordenador Pedagógico e os problemas ComportamentaisO coordenador Pedagógico e os problemas Comportamentais
O coordenador Pedagógico e os problemas Comportamentais
 
A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...
A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...
A teoria das inteligências múltiplas aplicada a crianças com necessidades edu...
 
DIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptx
DIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptxDIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptx
DIDÁCTICA - RUI ALBERTO 2024_091316.pptx
 
O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.
O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.
O uso da fala e as interações com a professora e com o professor.
 
Compreender E Ensinar Formiga
Compreender E Ensinar   FormigaCompreender E Ensinar   Formiga
Compreender E Ensinar Formiga
 
Professor Lopo Rodrigues
Professor Lopo RodriguesProfessor Lopo Rodrigues
Professor Lopo Rodrigues
 
Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...
Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...
Palestra Hélida Reis - Dia Mundial da Conscientização do Autismo/ Autismo: De...
 
Afetividade uma opcao para a educacao
Afetividade uma opcao para a educacaoAfetividade uma opcao para a educacao
Afetividade uma opcao para a educacao
 
A criança com deficiência intelectual e a construção
A criança com deficiência intelectual e a construçãoA criança com deficiência intelectual e a construção
A criança com deficiência intelectual e a construção
 
Portfolio exemplo
Portfolio exemploPortfolio exemplo
Portfolio exemplo
 
207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil
207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil
207321143 atps-de-organizacao-e-metodologia-da-educacao-infantil
 
Dislexia2011x 121009212215-phpapp01
Dislexia2011x 121009212215-phpapp01Dislexia2011x 121009212215-phpapp01
Dislexia2011x 121009212215-phpapp01
 
História atividade 01
História atividade 01História atividade 01
História atividade 01
 
1º Seminário de Práticas Educativas na Educação
1º Seminário de Práticas Educativas na Educação1º Seminário de Práticas Educativas na Educação
1º Seminário de Práticas Educativas na Educação
 
Diagnóstico Psicopedagógico
Diagnóstico PsicopedagógicoDiagnóstico Psicopedagógico
Diagnóstico Psicopedagógico
 
Eveline tonelotto barbosa
Eveline tonelotto barbosaEveline tonelotto barbosa
Eveline tonelotto barbosa
 

Último

A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptxA Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
tamirissousa11
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
shirleisousa9166
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Falcão Brasil
 
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptxSlides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
Mary Alvarenga
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
Falcão Brasil
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Falcão Brasil
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
LeideLauraCenturionL
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Falcão Brasil
 
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdfLivro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
CarolineSaback2
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
Ceiça Martins Vital
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Falcão Brasil
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
LuizHenriquedeAlmeid6
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Mary Alvarenga
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
portaladministradores
 
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamasConhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
edusegtrab
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 

Último (20)

FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptxA Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
A Priula sobre a primeira Guerra Mundial.pptx
 
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdfCaderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
Caderno_de_referencias_Ocupacaohumana_IV_FlaviaCoelho_compressed.pdf
 
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
Aviação de Reconhecimento e Ataque na FAB. A Saga dos Guerreiros Polivalentes...
 
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptxSlides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
Slides Lição 3, Betel, A relevância da Igreja no cumprimento de sua Missão.pptx
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
Caça-palavras - multiplicação
Caça-palavras  -  multiplicaçãoCaça-palavras  -  multiplicação
Caça-palavras - multiplicação
 
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdfA Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
A Atuação das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).pdf
 
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdfOs Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
Os Setores Estratégicos da END - O Setor Cibernético.pdf
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
 
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdfOrganograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
Organograma do Ministério da Defesa (MD).pdf
 
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdfLivro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
Livro - Planejamento em Orientação Educacional - Heloísa Lück.pdf
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdfP0107 do aluno da educação municipal.pdf
P0107 do aluno da educação municipal.pdf
 
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdfPortfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
Portfólio Estratégico da Marinha do Brasil (MB).pdf
 
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptxSlides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
Slides Lição 3, CPAD, Rute e Noemi, Entrelaçadas pelo Amor.pptx
 
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
Desafio matemático -  multiplicação e divisão.Desafio matemático -  multiplicação e divisão.
Desafio matemático - multiplicação e divisão.
 
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdfAPRESENTAÇÃO  CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
APRESENTAÇÃO CURSO FORMAÇÃO EXPERT EM MODERAÇÃO DE FOCUS GROUP.pdf
 
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamasConhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
Conhecimento sobre Vestimenta Anti chamas
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 

Avaliação

  • 1. Avaliação: o que/quem está em jogo? Dilcelene Q. de Resende Cordeiro dilcelenecordeiro@gmail.com Doutoranda em Educação (UERJ) Mestre em Educação (UFF) Pedagoga
  • 2. Quem sou eu? Relações familiares - pai mais conhecido por seu alcoolismo; vizinhos forneciam contas do pequeno menino chorando, seu pai batendo nele para cada hesitação ou erro. Trajetória escolar - lutou com somas e soletrando toda a sua vida, foi no melhor um aluno médio, e alguns biógrafos têm a hipótese de que ele pode ter tido a dislexia leve. Com a idade de 10 anos, se retirou da escola. Características pessoais - gordo, tinha 1m70 de altura, cabeça desproporcional, cabeleira rebelde e desgrenhada. Era irritadiço, esquecido, sem o menor refinamento. Solteiro, morou em lugares bagunçados e sujos. Espalhava seus materiais pela sala e seus móveis eram cobertos de poeira. Tinha estranhos hábitos, como o de cuspir a qualquer momento e em qualquer lugar. Era desajeitado, espalhando destruição por onde passava. Diagnóstico – surdez progressiva. Trabalho – aos quinze anos começa a trabalhar para sustentar seus dois irmãos, pois os pais não conseguem sustentar a família.
  • 3. Quem sou eu? A música vem-me mais facilmente do que as palavras. Beethoven em 1803, pintado por Christian Horneman (Foto: Wikicommons)
  • 4. Quem sou eu? Relações familiares – pais cuidadosos, mãe professora, avó professora. Trajetória escolar - para a escola onde cursou da primeira à quarta série do antigo primário (atualmente 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental), foi uma criança difícil. Colecionava boletins medíocres. Reprovada na antiga 4ª série, ficou um ano sem estudar. Detestava Matemática. Características pessoais – criança disciplinada que gostava de ritos (formar, cantar hino, usar uniforme, ...). Gostava dos textos dos livros didáticos; jogava xadrez como ninguém. Diagnóstico – disritmia, epilepsia, glaucoma, transtorno de personalidade e autismo, por causa de seu comportamento distraído, distante. Trabalho – professora.
  • 5. Quem sou eu? Por que pesquiso? Porque minha ignorância me insulta. Andrea Serpa Andréa Serpa – Professora Adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense/Niterói
  • 6. Quem sou eu? Relações familiares – Não chegou a conhecer seu pai, mas foi criado por uma mãe cuidadosa que sempre zelou por acompanhá-lo na escola. Como doméstica sustentou seus três filhos. Trajetória escolar - aplicado estudante, sempre ajudava aos colegas que apresentavam dificuldades. Características pessoais – inteligente, sempre foi o orgulho dos seus. Diagnóstico – altas habilidades. Trabalho – começou aos 19 anos e chegou a ser reconhecido internacionalmente pelo exercício de sua liderança. Frustração - Fez prova para o curso de sargento especialista, mas não passou.
  • 7. Quem sou eu? “Marcola (líder da facção criminosa PCC) e Fernandinho Beira-Mar (maior traficante de drogas do Brasil) são exemplos de pessoas que não foram percebidas de maneira adequada e usaram toda a sua inteligência e capacidade de liderança para o crime”. Luiz Fernando da Costa – líder do Comando Vermelho
  • 8. Quem sou eu? Relações familiares – seu pai possuía uma oficina eletrotécnica e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas. Trajetória escolar - era mau aluno, ou pelo menos tirava notas ruins. Desprezava as aulas. Em conseqüência das suas dificuldades para memorizações ele se desinteressa pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo dia o diretor da escola, coincidentemente seu professor, convoca-o para uma reunião e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos. Características pessoais – autodidata, dado a aptidões individuais. Possuidor de grande intuição e habilidade lógica, para as disciplinas que exigiam capacidade de memória era um fracasso! Sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do Estudo. Diagnóstico – "Você não vai dar em nada na vida".
  • 9. Quem sou eu? Há muitas cátedras, mas poucos professores prudentes e generosos. Albert Einstein – físico alemão
  • 10. FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO CLASSIFICAR SELECIONAR ESTABELECER FRONTEIRAS CONFERIR VALOR COMPARAR INCLUIR OS APTOS E REFUGAR OS NÃO APTOS CONTROLAR EXERCER PODER IMPOR MODELOS CULTURAIS MANTER PADRÕES
  • 11. Fato “Tanto alunos e alunas quanto professores e professoras estão aprisionados pela lógica seletiva da avaliação escolar, que não tem como objeto o processo de conhecimento.” (p.10)
  • 12. FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO INVESTIGAR NEGOCIAR COMPREENDER PROCESSOS FAVORECER A APRENDIZAGEM TENSIONAR FRONTEIRAS CONHECER OUTRAS LÓGICAS Boicotar o projeto ideológico perverso de exclusão
  • 13. FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO INVESTIGAR NEGOCIAR COMPREENDER PROCESSOS FAVORECER A APRENDIZAGEM TENSIONAR FRONTEIRAS CONHECER OUTRAS LÓGICAS BOICOTAR O PROJETO IDEOLÓGICO PERVERSO DE EXCLUSÃO COMPARAR CONTROLAR SELECIONAR IMPOR MODELOS CULTURAIS EXERCER PODER ESTABELECER FRONTEIRAS CONFERIR VALOR INCLUIR OS APTOS E REFUGAR OS NÃO APTOS CLASSIFICAR
  • 15. Desafio “...necessidade de outro referencial no qual fundamentar o processo avaliativo, um marco favorável à interação entre teoria e prática e ao diálogo entre alunos/as e professores/as com a finalidade de compreender os processos desenvolvidos na relação pedagógica e os resultados alcançados.” (Esteban, 2001, p.106)
  • 16. “A compreensão deste processo demanda o desenvolvimento de uma atuação pedagógica atenta aos conflitos, contradições, fissuras, fragmentos, vozes que constituem o panorama escolar e que se escondem/revelam nos episódios cotidianos.” (Idem, p.125)
  • 17. Necessidade construção de relações democráticas e horizontais entre pessoas, grupos, instituições e conhecimentos.
  • 18. Avaliação: “prática de investigação” A teoria não é guia da ação; é parte da ação. O desenvolvimento teórico se entrelaça à prática e toma como objeto de reflexão as conseqüências sociais de seus resultados(...). A teoria é aceita como prática social.” (Idem, p.167) Renovação do senso comum: não negá-lo, mas realimentá-lo e reconstruí-lo permanentemente.
  • 19. Avaliação como interrogação/reflexão Compromisso com a democratização da escola. Educadores: pesquisadores da própria prática. Intenção política de romper com avaliação como prática de exclusão. Assumir a heterogeneidade, o movimento, a diferença, a complexidade como marcas do cotidiano escolar.
  • 20. Novos olhares que mostram a produtividade do diálogo entre conhecimento e desconhecimento, que percebem todo ponto de chegada como indício de novos pontos de partida, sendo ambos marcados pelos erros e acertos, num processo contínuo e desafiador. Desafio inscrito na necessidade/possibilidade humana de sonhar utopias e tecer coletivamente trajetos para torná-las realidade. (Idem, p.188) Desejo
  • 21. No fundo ninguém chega lá saindo do lá, mas de um certo aqui. Paulo Freire a utopia do horizonte
  • 22. Referência Bibliográfica • ESTEBAN, Maria Teresa. O que sabe que erra. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.