O documento discute a terapia gênica, incluindo sua história, aplicações clínicas atuais e potenciais como tratamento para câncer, doenças cardiovasculares e hepatite C. Problemas como segurança, eficácia e questões éticas também são abordados.
Novo fármaco
•Propriedades físico-químicas
•Propriedades farmacológicas:
-Mecanismo de ação
-Atividades metabólitos
-Velocidade de absorção
-Padrão de distribuição
-Velocidade de eliminação/excreção
-Local de ação
-Duração ação
-Degradação metabólica
-Concentração mínima para o efeito janela terapêutica
-Concentração mínima de toxicidade
6.
Visão biomolecular
• Séc.XIX- início genética- Mendel
• 1953- estrutura do DNA – Watson e Crick
• 1979 -DNA recombinante
• 2003- sequenciamento do genoma-Collins. E Craig Venter
Visão biomolecular
7.
Visão biomolecular
• Trilhões de células individuais no
corpo humano
• Cada célula produz proteínas
específicas para uma determinada
parte do corpo: hepatócitos,
hemácias, neurônios, etc
• A informação de qual proteína produzir é passada através
dos genes ~ 35.000 genes no Homo sapiens sapiens
Os genes influenciampraticamente todas as doenças
humanas, seja pela codificação de proteínas anormais
diretamente responsáveis pela doença, seja por
determinar suscetibilidade a agentes ambientais que a
induzem.
10.
Farmacogenética
Área especial dagenética-bioquímica
que avalia a variabilidade na resposta a
drogas, decorrente da variabilidade de
um gene
11.
Farmacogenética
Curvas dos níveisplasmáticos de nortriptilina para indivíduos com
diferentes números de cópias funcionais do gene CYP2D6
14.
Terapia gênica
A terapia gênica se baseia na introdução ou
modificação de genes com o uso das tecnologias
de DNA recombinante a fim de conferir uma nova
função ou melhorar os efeitos de um gene anormal
Terapia gênica XFarmacoterapia
Terapia Gênica Farmacoterapia
Gene de interesse Pró-droga
Proteína expressa Droga
Excipientes
Elementos presentes nos plasmídeos
(promotores e sítios de poliadenilação)
Vetor de transferência
Formulação farmacêutica
Sequência promotora do gene que regula a
taxa da transcrição
Biodiponibilidade
18.
Funções do GeneIntroduzido
• Corrigir uma mutação de perda de função;
• Substituir ou inativar um alelo dominante
cujo produto anormal causa a doença;
• Degradação um mRNA mutante (e.i.
usando RNAi);
• Introdução de genes cujo produto tenha
ação farmacológica
Bibliotecas de DNA
Representam,
teoricamente,todo o
material genético de um
organismo clonado em um
vetor
– Genômica = clonada
diretamente do
genoma
– cDNA = feita a partir de
mRNA
22.
Biblioteca Genômica
• Extraçãodo DNA genômico;
• Clivagem com enzimas de restrição;
• Ligação dos fragmentos nos vetores;
• Transformação celular;
• Replicação do vetor
Seleção do gene
Éum fragmento de DNA de tamanho variado que é usado
em amostras de DNA para detectar a presença de
sequências de nucleotídeos que são complementares a
sequencia da sonda, emitindo fluorescência
Vetores
A base daterapia gênica consiste na
introdução de genes em células. Porém, a
entrada de DNA puro através da membrana
plasmática de células eucarióticas é
extremamente rara.
Por conseguinte, há necessidade de um carreador que facilite a
entrada do DNA nas células vivas. Esse veículo é denominado
“vetor”.
O vetor devechegar até a célula-alvo!
Porém, ele pode ficar comprometido pela presença de ...
• Interferentes da estabilidade do sistema terapêuticos
• Interferentes na difusão a um tecido,
• Proteínas circulantes e de proteínas da matriz extracelular
Uma vez dentro da célula-alvo:
• liberação do sistema no citoplasma,
• transporte até o núcleo,
• passagem por poros da carioteca ,
• dissociação do DNA.
Demais eventos necessários para culminar na
37.
Transferência gênica
• métodosfísicos: o transgene é
introduzido de maneira mecânica na células ;
• métodos químicos: o vetor é alguma substância de
origem química;
• métodos biológicos: emprego de organismos que
naturalmente possuem a capacidade de transferir
material genético, como os vírus ou algumas bactérias.
41.
Tipos de TerapiaGênica
• Em células germinativas
– Terapia de prevenção
• Introdução de um gene em
gameta ou zigoto visando
impedir a transmissão de um
gene anormal para a geração
seguinte
• Proibida em seres humanos
42.
Tipos de TerapiaGênica
• Em células somáticas
-Para fins terapêuticos
Ex- vivo: requer a retirada de células de um
organismo para cultivo e manipulação in vitro,
seguidos por subsequente reimplantação destas
células no organismo. Seus principais atrativos
são a ausência de resposta imunológica ao vetor
e a maior eficiência de entrega deste.
In- vivo:
• In situ: administração do vetor diretamente no
tecido alvo. De maior interesse clínico embora
não seja apropriada para alguns tipos de tecidos
• Sistêmica: maior potencial de uso, embora o
direcionamento de genes é insuficiente e alguns
vetores são prontamente removidos pelo fígado
Guidelines
• Pesquisa deveestar limitada a células
somáticas
• O benefício terapêutico deve ser maior do que o risco
• A doença deve estar limitada a um único cromossomo e o
gene normal já deve estar clonado e disponível
• Preferencialmente, a terapia deve envolver células que
podem ser isoladas, modificadas em cultura, e re-introduzidas
no paciente
Hemofilia
É umadoença monogênica.
O procedimento é o de introduzir o
respectivo gene sadio (fator VIII ou fator
IX, dependendo do tipo de hemofilia) em
células do paciente, para que essas passem
a produzir a proteína necessária
Doença de Parkinson
Osmodelos experimentais pré-clínicos consistem em
lesões químicas da substância negra em ratos ou em
primatas. Foram testados vários tipos de vetores virais
Problemas com aTerapia Gênica:
• Segurança:
toxicidade
resposta imune
integração
transformação maligna
integração às células germinativas
replicação viral por meio de recombinação
• Eficácia: *A avaliação do sucesso do
procedimento envolve a análise
Captação pela célula-alvo da manutenção de expressão do
Controle da expressão gênica gene nas células transformadas e
a correção da doença.
64.
Ética
Ensaiosclínicos aprovação
• Embora não exista legislação
específica no Brasil
• Comitês de ética locais e nacionais,
como a Comissão Nacional de Ética
em Pesquisa (Conep)
• Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança (CtnBio)
• Aceita somente a terapia gênica em
células somáticas/diplóides
65.
Rede de TerapiaGênica
O Instituto do Milênio Rede de Terapia Gênica (IMRTG)
• Pesquisadores dos Estados do RJ, SP e RS compõem
10 grupos de terapia gênica experimental strictu
sensu.
• Os aspectos abordados incluem o desenvolvimento
de vetores e suas aplicações em 5 classes principais
de patologias: câncer, doenças hematológicas,
doenças monogênicas, doenças degenerativas e
doenças infecciosas.
66.
Rede de TerapiaGênica
UFRJ - Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho - RJ
UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo - SP
USP - Departamento de Microbiologia - SP
USP/INCOR - Instituto do Coração - SP
INCA - Instituto Nacional do Câncer - RJ
UFRGS - Departamento de Genética - RS
HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS
IBU - Instituto Butantan - SP
FFFCMPA - Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto
Alegre - RS
IC-FUC - Instituto de Cardiologia do RS - Fundação Universitária de
Cardiologia - RS
DBCD - Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento - SP
FIOCRUZ/IOC - Instituto Oswaldo Cruz - RJ
UFRGS - Departamento de Biofísica - RS
#3 Para introduzir a temática da terapia gênica, vamos revisar alguns conceitos da farmacologia que vão nos ajudar na contextualização desta modalidade terapêutica . A farmacologia é a junção dos estudos de farmacocinética, onde estuda o processo de absorção, distribuição, metabolismo e excreção de um farmaco, bem como da farmacodinâmica que se baseia na elucidação do mecanismo de ação de farmácos no organismo, através da interação com receptores. Porém, antes disso existe a fase biofarmacêutica que é de fundamental importância na estruturação do medicamento
#4 Fase biofarmaceutica envolve A formulação farmaceutica
#15 A terapia gênica (TG) é um tratamento que se caracteriza pela inserção de um gene funcional dentro da célula humana a fim de conferir uma nova função ou melhorar os efeitos de um gene anormal. A terapia gênica constitui-se na transferencia de material genético para dentro das células de um indivíduo com objetivo de conferirir um benefício terapeutico ao corrigir alguma anormalidade existente ou proporcionar às células uma nova função.
#19 Compensação de genes defeituosos ou ausentes; aumento ou redução das funções de genes presentes; interferência no ciclo de vida de agentes infecciosos; aquisição da sensibilidade a uma pró-droga normalmente inerte
#32 Plasmídeos são moléculas de DNA circular, de fita dupla e extracromossômico, relativamente pequenas de vários milhares de pares de nucleotídeos que possuem capacidade de replicação autônoma
#43 Ex- vivo: ausência de resposta imunológica ao vetor e maior eficiência na entrega deste, porém é um processo que exige mais etapas e com alguns tipos de tecido isto não é possível. In- vivo: in situ, facilita a eficiência, visto a baixa capacidade de entrega de alguns vetores, embora não seja possível em alguns tipos de tecidos Sistemica, não fosse a baixa eficiência da entrega de vetores e degração hepática
#48 Severe Combined Defficience -Deficiência da Adenosina Desaminase- degeneração das células do sistema imune 7 Injeções com intervalo de 1 a 2 meses – parou 6 meses. Recontinuou aplicações por 2 anos, após 12 anos foi verificado que as células continuavam a expressar a ADA. Porém continuaram a realizar injeções semanais da enzima em doses menores
#52 . A terapia deve não apenas fazer o organismo voltar a produzir a proteína que falta, mas produzi-la em quantidade suficiente para restabelecer a saúde do paciente e por longo prazo, idealmente por toda a vida.