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Disciplina
Materno Infantil
Aula 5
PROFESSORA
HELOISY TAVARES
Gestação Ectópica
É quando o embrião, resultante da
fecundação do óvulo pelo
espermatozoide, se adere e começa a
se desenvolver fora da cavidade
uterina, local correto onde deveria se
fixar.
2
Gestação Ectópica
 Gestação ectópica íntegra: tríade clássica dor
pélvica, o atraso menstrual e o sangramento
genital. devemos suspeitar da patologia em
questão e solicitar os exames complementares.
 Gestação ectópica rota: a tríade clássica
costuma ser mais evidente. A dor geralmente é
intensa e a paciente pode evoluir
com instabilidade hemodinâmica devido ao
abdome agudo hemorrágico.
3
Causas da Gestação Ectópica
 Alterações no peristaltismo das tubas
uterinas;
 Má formação tubária;
 Infecção tubária.
4
Tipos de Gravidez Ectópica
5
 Tubária: o embrião se desenvolve na trompa,
podendo ser tanto na parte mais externa
quanto na mais interna. Prevalencia de 9
5
% dos
casos.
 Abdominal: o embrião pode se desenvolver na
região abdominal, ele sai pelo lado externo da
trompa e se adere no peritônio, tecido que
reveste a parte interna da cavidade
abdominal.
Tipos de Gravidez Ectópica
6
 Cervical: o embrião sai da cavidade uterina e
se implanta no colo do útero.
 Ovariana: é uma gravidez considerada rara e
acontece quando o embrião se aloca no
ovário.
 Heterotrofica: condição rara na qual ocorre
uma gestação ectópica simultaneamente a
uma gestação intrauterina.
Sinais e Sintomas
(hemorragia
ser ao lado
 Sangramento vaginal;
 Choque hipovolêmico
interna);
 Dor pélvica, que pode
direito ou esquerdo;
 Inchaço na região abdominal;
7
Sinais e Sintomas
 Fraqueza;
 Enjoos;
 Vômitos;
 Desmaios;
 Palidez (em alguns casos);
8
Fatores de Risco
 Apresenta ou já apresentou algum
quadro de Infecção Sexualmente
Transmissível (IST);
 Tem antecedentes de endometriose;
 Já teve uma gravidez ectópica anterior.
9
Diagnóstico
 Presença da Tríade: dor pélvica
associada a atraso menstrual e
sangramento genital;
 Dosagem de β-hCG maior ou igual a
1.500 mUI/ml;
 Ultrassonografia transvaginal não mostra
imagens compatíveis com gestação.
10
Tratamento Cirúrgico
11
 Salpingostomia laparoscópica: é feita
uma incisão na trompa contralateral a
sua irrigação, procedimento
conservador.
 Laparotomia + salpingectomia: retira-
se toda a trompa.
Tratamento Medicamentoso
12
 Metotrexato (MTX): esse composto
é capaz de impedir a divisão das
células trofoblásticas.
Critérios para Indicação MTX
13
 Estabilidade hemodinâmica;
 Diâmetro da massa anexial <3,5 cm;
 Ausência de batimento cardíaco fetal;
 Desejo de gravidez futura / preservação
fertilidade;
 Concordância da paciente em realizar o
tratamento conservador;
Cuidados de Enfermagem
 Controle rigoroso de SSVV;
 Punção de acesso venoso calibroso;
 Controle de sangramento;
 Hemotransfusão;
 Administrar medicamentos;
 Repouso.
14
Abortamento
Interrupção da gestação da 20ª a 22ª
semana, pesando até 500g.
Causas: hormonais, emocionais,
ginecopatias (incompetência istmo-
cervical), infecções virais (IST), anomalias
do trato reprodutivo materno,
15
Abortamento
Ameaça de abortamento: sangramento
uterino com a cérvix fechada sem eliminação
de tecidos ovulares.
Abortamento espontâneo: perda involuntária
da gestação.
Completo: após sangramento, não há mais
evidência de gestação, e o Beta-HCG que era
alto e caiu. Feto e anexos são expulsos;
16
Abortamento
Incompleto: eliminação parcial do conteúdo
gestacional, ficam fragmentos.
Retido: passa-se um tempo entre a morte do
embrião e sua expulsão.
Infectado: decorre da eliminação incompleta
do ovo, do embrião ou da placenta.
17
Sinais e Sintomas
Ameaça de aborto: sangramento e dor discretos,
ausência de febre, colo fechado, exame especular e
USG sem alterações;
Completo: sangramento discreto ou ausente,
ausência de dor e febre, colo fechado, exame
especular sem alterações, USG mostra útero vazio;
Retido: ausência de sangramento e dor e febre, colo
fechado, exame especular sem alterações, USG
ausência de BCF ou do embrião;
18
Sinais e Sintomas
Incompleto: sangramento presente e as vezes
abundante, cólicas, exame especular saída de
tecido pelo colo, colo entreaberto, USG sugere
presença de restos ovulares;
Infectado: sangramento variável, sinais de
peritonite, febre, saída de secreção purulenta,
colo entreaberto, USG pode ser visualizados
restos ovulares.
18
Tratamento Ameaça de Abortamento
19
 Acompanhamento ambulatorial;
 Repouso relativo;
 Abstinência sexual;
 Ultra-sonografia seriada em intervalos
dependentes da evolução do quadro;
 Uso de medicações.
Tratamento Abortamento Incompleto
20
 Contolar SSVV;
 Solicitar hemograma e tipagem sanguínea, se Rh
negativo, administrar imunoglobulina D;
 Realizar acesso venoso calibroso;
 Gestação de 1o trimestre uso do Misoprostol;
 Gestação de 2o trimestre uso do Misoprostol,
ocitocina em solução glicosada na velocidade de 40
mUI/min;
 Esvaziamento da cavidade uterina: AMIU ou
curetagem,
Tratamento Abortamento Retido
21
 Uso de Misoprostol;
 Inibição da lactação- Cabergolina 1mg
(2 comprimidos) VO em dose única. Essa
medicação age na hipófise impedindo que
haja produção da prolactina.
 Esvaziamento uterino – AMIU ou curetagem;
Tratamento Abortamento Infectado
22
 Antibioticoterapia:
 Sem peritonite: Cefazolina: 2 g EV de 8/8 horas
e metronidazol: 500 mg EV de 8/8 horas.
 Com peritonite: Clindamicina 900 mg IV a
cada 8 horas e Gentamicina 3-5 mg/kg IV
(máx 240 mg), uma vez ao dia.
Tratamento Abortamento Infectado
23
 Profilaxia antitetânica deve ser feita com
antitoxina 10.000 U
I IV de soro antitetânico (SAT),
se a paciente não for adequadamente
vacinada.
 Se a paciente for imunizada, fazer dose de
reforço da vacina se a última dose tiver sido
administrada há mais de 5 (cinco) anos;
Tratamento Abortamento Infectado
24
 A infecção geralmente é polimicrobiana,
envolvendo a Escherichia coli, Streptococcus,
anaeróbios e patógenos sexualmente
transmissíveis.
 Deles, o Clostridium perfringens está associado a
uma maior causa de morte (bactéria causadora
do tétano).
Tratamento Abortamento Infectado
25
 Gestação de 1o trimestre: o AMIU ou dilatação do colo e
curetagem uterina;
 Gestação de 2o trimestre: esvaziamento uterino após a
expulsão do feto;
 Uso de Misoprostol, ocitocina em solução glicosada na
velocidade de 40 mUI/min o Inibição da lactação -
Cabergolina: 1 mg (2 comprimidos) VO em dose única.
Cuidados de Enfermagem
 Preparar o paciente para curetagem;
 Tricotomia;
 Higiene;
 Jejum;
 Administrar medicamentos;
 Controle rigoroso dos SSV
 Realizar acesso venoso calibroso.
26
Obrigada
Heloisy Tavares
helerilima@gmail.com
9. 8845-4380
@saudedelas_
@maternarconsultoria

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  • 2. Gestação Ectópica É quando o embrião, resultante da fecundação do óvulo pelo espermatozoide, se adere e começa a se desenvolver fora da cavidade uterina, local correto onde deveria se fixar. 2
  • 3. Gestação Ectópica  Gestação ectópica íntegra: tríade clássica dor pélvica, o atraso menstrual e o sangramento genital. devemos suspeitar da patologia em questão e solicitar os exames complementares.  Gestação ectópica rota: a tríade clássica costuma ser mais evidente. A dor geralmente é intensa e a paciente pode evoluir com instabilidade hemodinâmica devido ao abdome agudo hemorrágico. 3
  • 4. Causas da Gestação Ectópica  Alterações no peristaltismo das tubas uterinas;  Má formação tubária;  Infecção tubária. 4
  • 5. Tipos de Gravidez Ectópica 5  Tubária: o embrião se desenvolve na trompa, podendo ser tanto na parte mais externa quanto na mais interna. Prevalencia de 9 5 % dos casos.  Abdominal: o embrião pode se desenvolver na região abdominal, ele sai pelo lado externo da trompa e se adere no peritônio, tecido que reveste a parte interna da cavidade abdominal.
  • 6. Tipos de Gravidez Ectópica 6  Cervical: o embrião sai da cavidade uterina e se implanta no colo do útero.  Ovariana: é uma gravidez considerada rara e acontece quando o embrião se aloca no ovário.  Heterotrofica: condição rara na qual ocorre uma gestação ectópica simultaneamente a uma gestação intrauterina.
  • 7. Sinais e Sintomas (hemorragia ser ao lado  Sangramento vaginal;  Choque hipovolêmico interna);  Dor pélvica, que pode direito ou esquerdo;  Inchaço na região abdominal; 7
  • 8. Sinais e Sintomas  Fraqueza;  Enjoos;  Vômitos;  Desmaios;  Palidez (em alguns casos); 8
  • 9. Fatores de Risco  Apresenta ou já apresentou algum quadro de Infecção Sexualmente Transmissível (IST);  Tem antecedentes de endometriose;  Já teve uma gravidez ectópica anterior. 9
  • 10. Diagnóstico  Presença da Tríade: dor pélvica associada a atraso menstrual e sangramento genital;  Dosagem de β-hCG maior ou igual a 1.500 mUI/ml;  Ultrassonografia transvaginal não mostra imagens compatíveis com gestação. 10
  • 11. Tratamento Cirúrgico 11  Salpingostomia laparoscópica: é feita uma incisão na trompa contralateral a sua irrigação, procedimento conservador.  Laparotomia + salpingectomia: retira- se toda a trompa.
  • 12. Tratamento Medicamentoso 12  Metotrexato (MTX): esse composto é capaz de impedir a divisão das células trofoblásticas.
  • 13. Critérios para Indicação MTX 13  Estabilidade hemodinâmica;  Diâmetro da massa anexial <3,5 cm;  Ausência de batimento cardíaco fetal;  Desejo de gravidez futura / preservação fertilidade;  Concordância da paciente em realizar o tratamento conservador;
  • 14. Cuidados de Enfermagem  Controle rigoroso de SSVV;  Punção de acesso venoso calibroso;  Controle de sangramento;  Hemotransfusão;  Administrar medicamentos;  Repouso. 14
  • 15. Abortamento Interrupção da gestação da 20ª a 22ª semana, pesando até 500g. Causas: hormonais, emocionais, ginecopatias (incompetência istmo- cervical), infecções virais (IST), anomalias do trato reprodutivo materno, 15
  • 16. Abortamento Ameaça de abortamento: sangramento uterino com a cérvix fechada sem eliminação de tecidos ovulares. Abortamento espontâneo: perda involuntária da gestação. Completo: após sangramento, não há mais evidência de gestação, e o Beta-HCG que era alto e caiu. Feto e anexos são expulsos; 16
  • 17. Abortamento Incompleto: eliminação parcial do conteúdo gestacional, ficam fragmentos. Retido: passa-se um tempo entre a morte do embrião e sua expulsão. Infectado: decorre da eliminação incompleta do ovo, do embrião ou da placenta. 17
  • 18. Sinais e Sintomas Ameaça de aborto: sangramento e dor discretos, ausência de febre, colo fechado, exame especular e USG sem alterações; Completo: sangramento discreto ou ausente, ausência de dor e febre, colo fechado, exame especular sem alterações, USG mostra útero vazio; Retido: ausência de sangramento e dor e febre, colo fechado, exame especular sem alterações, USG ausência de BCF ou do embrião; 18
  • 19. Sinais e Sintomas Incompleto: sangramento presente e as vezes abundante, cólicas, exame especular saída de tecido pelo colo, colo entreaberto, USG sugere presença de restos ovulares; Infectado: sangramento variável, sinais de peritonite, febre, saída de secreção purulenta, colo entreaberto, USG pode ser visualizados restos ovulares. 18
  • 20. Tratamento Ameaça de Abortamento 19  Acompanhamento ambulatorial;  Repouso relativo;  Abstinência sexual;  Ultra-sonografia seriada em intervalos dependentes da evolução do quadro;  Uso de medicações.
  • 21. Tratamento Abortamento Incompleto 20  Contolar SSVV;  Solicitar hemograma e tipagem sanguínea, se Rh negativo, administrar imunoglobulina D;  Realizar acesso venoso calibroso;  Gestação de 1o trimestre uso do Misoprostol;  Gestação de 2o trimestre uso do Misoprostol, ocitocina em solução glicosada na velocidade de 40 mUI/min;  Esvaziamento da cavidade uterina: AMIU ou curetagem,
  • 22. Tratamento Abortamento Retido 21  Uso de Misoprostol;  Inibição da lactação- Cabergolina 1mg (2 comprimidos) VO em dose única. Essa medicação age na hipófise impedindo que haja produção da prolactina.  Esvaziamento uterino – AMIU ou curetagem;
  • 23. Tratamento Abortamento Infectado 22  Antibioticoterapia:  Sem peritonite: Cefazolina: 2 g EV de 8/8 horas e metronidazol: 500 mg EV de 8/8 horas.  Com peritonite: Clindamicina 900 mg IV a cada 8 horas e Gentamicina 3-5 mg/kg IV (máx 240 mg), uma vez ao dia.
  • 24. Tratamento Abortamento Infectado 23  Profilaxia antitetânica deve ser feita com antitoxina 10.000 U I IV de soro antitetânico (SAT), se a paciente não for adequadamente vacinada.  Se a paciente for imunizada, fazer dose de reforço da vacina se a última dose tiver sido administrada há mais de 5 (cinco) anos;
  • 25. Tratamento Abortamento Infectado 24  A infecção geralmente é polimicrobiana, envolvendo a Escherichia coli, Streptococcus, anaeróbios e patógenos sexualmente transmissíveis.  Deles, o Clostridium perfringens está associado a uma maior causa de morte (bactéria causadora do tétano).
  • 26. Tratamento Abortamento Infectado 25  Gestação de 1o trimestre: o AMIU ou dilatação do colo e curetagem uterina;  Gestação de 2o trimestre: esvaziamento uterino após a expulsão do feto;  Uso de Misoprostol, ocitocina em solução glicosada na velocidade de 40 mUI/min o Inibição da lactação - Cabergolina: 1 mg (2 comprimidos) VO em dose única.
  • 27. Cuidados de Enfermagem  Preparar o paciente para curetagem;  Tricotomia;  Higiene;  Jejum;  Administrar medicamentos;  Controle rigoroso dos SSV  Realizar acesso venoso calibroso. 26