SlideShare uma empresa Scribd logo
Prenhez Tubária
Mauro carneiro
Mariana Felipe
Thiago Henrique
Wanessa Carvalho
Internato de Ginecologia e Obstetrícia
Hospital e Maternidade Dom Orione
Prenhez Ectópica
• É quando o ovo se implanta fora do útero,e,
nesse sentido sinônimo de prenhez extra- uterina
(túbaria, ovariana, abdominal)
• A incidência de prenhez ectópica é de 1,5 a 2%
das gestações, Se não diagnosticada ou tratada,
pode provocar morte materna devido à ruptura
do local de implantação e à hemorragia
intraperitoneal
• A prenhez tubária representa >95% das
ectópicas
LOCAIS
• 96% nas tubas  ampola (73%)
• Ovário
•Tuba uterina
•Interstício
•Ligamentos
•Colo Uterino
Etiologia
• O principal fator para o desenvolvimento da
prenhez ectópica é a doença da trompa uterina,
entre as quais cirurgia tubária , doença
inflamatória pélvica(DIP), gravidez tubária
anterior e exposição in útero ao dietilestilbestrol.
• Pacientes assintomáticas com esses antecedentes
têm direito a exame sonográfico precoce no pré –
natal. Todavia mais da metade das gestações
ectópicas ocorrem sem fatores de riscos
conhecidos.
Etiologia (cont.)
• A principio tudo que embargue, mecanicamente ou alongue o
trânsito do ovo para a cavidade uterina pode ser causa de
prenhez ectópica.
• DIP ( a andossalpingite, ocasionando fusão das pregas
tubárias,saculações, diverticulos e os processos inflamatórios
pélvicos inespecíficos(perissalpingite) eis os fatores mais
importantes, depois da introdução do antibiótico a incidência
cresceu, pois o medicamento evita a oclusão total da trompa,
não lhe restitui,integralmente , a estrutura anatômica e
funcional)
Etiologia (cont.)
• ENCOMETRIOSE
• OPERAÇÕES ANTERIORES
• MAL FORMAÇOES TUBÁRIAS
• HIPERTRANMIGRAÇÕES
• DIU
Etiologia (cont.)
Ovulares
Principais
• Genéticas
• Imunológicas
• Oócitos anômalos
• Refluxo mentrual
• Fertilização in vitro
• Deficiência da fase
lútea
Extraovulares
Dificultam no trânsito do
oócito ou zigoto
•Salpingite
•Divertículos
•Septos
•Hipoplasia
•Mesosalpinge estreita
•Tumores
•Endometriose
•Espasmo
•Cílios tubários imóveis
•DIU
Etiologia (cont.)
• O ovo fertilizado pode se locar em qualquer posição
da trompa, dando origem às gestações tubárias
ampular, ístmica e interticial; a ampola é o local mais
frequente(80%), depois o istmo (10%).
• ABORTAMENTO OU ROTURA TUBÁRIA
• PRENHEZ INTRALIGAMENTAR
• PRENHEZ INTERSTICIAL
• PRENHEZ HETEROTÓPICA
Abordagem passo a passo do
diagnóstico
• HISTÓRIA: Os sintomas comuns incluem dor abdominal,
amenorréia e sangramento vaginal,mas estes podem estar
associados também ao aborto no início da gestação, sendo
necessário fazer mais exames para distinguir entre as 2
entidades.
• EXAME FISÍCO : Frequentemente não há nada digno de
nota em casos de gravidez ectópica não rota, embora a
avaliação deva incluir um exame pélvico completo para
descartar um aborto espontâneo, que frequentemente se
manifesta com dilatação do colo uterino. Alguns pacientes
podem apresentar dor à mobilização do colo, massa anexial
ou sensibilidade.
Abordagem passo a passo do
diagnóstico (cont.)
• Exame físico:
Sinal de Laffon – dor no ombro devido à
irritação do nervo frênico
Sinal de Blumberg
Sinal de Cullen
Sinal de Proust – dor à mobilização do colo
uterino e abaulamento e dor no fundo de saco
de Douglas, decorrente do acumulo de sangue.
• TESTES DECISIVOS: Uma vez confirmada a gravidez por
exame de urina ou gonadotrofina coriônica humana (hCG), o
exame de USTV de alta resolução é utilizado para determinar a
localização da gravidez. A ultrassonografia transabdominal
também pode ser utilizado; contudo, é menos sensível que a
USTV. Se for visualizada uma gestação intrauterina, que pode ser
viável ou não, a probabilidade de haver uma gravidez ectópica é
extremamente baixa, com a exceção da gestação heterotópica.
• Ocasionalmente, uma gravidez ectópica é visualizada na USTV e
o diagnóstico é feito diretamente.
Exames auxiliares
• Raramente, os exames complementares são necessários
para confirmação se não foi visualizada uma gestação
intrauterina na ultrassonografia e os níveis de hCG estão
elevados mas não caem a uma taxa que confirme um
aborto espontâneo ou um aumento na zona
discriminatória (na qual a gestação viável deveria ser
observada no útero através da ultrassonografia).
• Esses exames complementares podem incluir os
seguintes:
• Nível de progesterona (>25 ng por ml)
• Laparoscopia diagnóstica
• Dilatação e Curetagem
Diagnósticos Diferenciais
Aborto espontâneo
Apendicite aguda
Torção ovariana
Doença inflamatória pélvica (DIP) ou abscesso tubo-ovariano
Cisto ou folículo do corpo lúteo roto
Nefrolitíase
Infecção do trato urinário (ITU)
Abordagem do tratamento
Conduta expectante:
• A conduta expectante é apropriada para a paciente de
baixo risco que adere à recomendação médica e está
hemodinamicamente estável, com hCG (gonadotropina
coriônica humana) <200 U/L (<200 mU/mL) e declínio
do diâmetro da massa ectópica <3 cm, sem evidências
de atividade cardíaca fetal, e disposta a seguir a
vigilância rigorosa.
• Os estudos relatam taxas de sucesso entre 47% e 82%
com esta abordagem. O insucesso da conduta
expectante é seguido pelo tratamento clínico ou
cirúrgico
Terapia medicamentosa
• O tratamento clínico é reservado para pacientes estáveis
hemodinamicamente que satisfazem alguns critérios.
• A droga de escolha é o Metotrexato, um agonista do ácido fólico
que interfere na produção de purinas e pirimidinas e
consequentemente na síntese do DNA e RNA, impedindo a
multiplicação celular. A atividade do trofoblasto é altamente
vulnerável ao Metotrexato.
• Os protocolos para terapia com metotrexato incluem regimes de
doses únicas e múltiplas. Apesar dos 2 regimes não terem sido
comparados diretamente, estudos de metanálise recentes
demonstraram que a opção de dose única é ligeiramente menos
eficaz (88%) que a opção de dose múltipla (93%), enquanto causa
menos efeitos adversos.
Terapia medicamentosa (cont.)
• Apesar das pacientes inicialmente se sentirem menos
energéticas e sentirem mais dor, pacientes tratadas
com metotrexato tiveram a mesma qualidade de vida
após 16 semanas que as tratadas cirurgicamente.
• Desde que a paciente esteja clinicamente estável, o
metotrexato em dose única é seguido por uma
segunda dose se o valor da hCG sérica não diminuir
>15% no dia 7 após a administração de metotrexato,
em comparação com o dia 4.
• A qualquer momento, se a paciente estiver
clinicamente instável, a intervenção cirúrgica é
indicada.
Terapia medicamentosa (cont.)
Condições necessárias para que eu possa utilizar a terapia medicamentosa:
1. IG < 6 semanas
2. Saco gestacional < 3,5 cm
3. Feto sem atividade cardíaca
4. Beta-hCG < 5.000 mUI/ml
5. Vontade de preservar a fertilidade
6. Funções hepática e renal normais
7. Leucócitos > 2000 mUI/ml
8. Plaquetas > 105/ml
9. Acesso fácil ao hospital
> Chance de sucesso
Dia 1 METOTREXATO 50 mg/m2 IM
HCG, função renal e hepatica, hemogramaDia 4
Dia 10 HCG, função renal e hepática, hemograma
Se decréscimo <15% → CIRURGIA
HCG, função renal e hepatica, hemograma
Se decréscimo <15% → 2a dose METOTREXATO (15%)
Dia 7
• Taxa de sucesso 88%
• Efeitos adversos 31%
• Dor abdominal 21%
• Admissões hospitalares 12%
Terapia medicamentosa (cont.)
Terapia medicamentomesa (cont.)
• Caso uma segunda dose de metotrexato não se
mostre eficaz, pode-se utilizar uma terceira dose.
• Após uma terceira dose sem a regressão dos
níveis hormonais, considera-se o fracasso da
terapia. Uma nova abordagem deve ser instituída.
• Caso ocorra a queda hormonal, a dosagem do
beta-hCG deve ser repetida semanalmente até
sua negativação.
Terapia medicamentosa (cont.)
• Injeção direta sobre o ovo:
Menor efeito colateral, entretanto, procedimento
invasivo.
• Injeção intramuscular em dias alternados:
0,1 mg/kg de Metratexato no D1,D3,D5
0,1 mg/kg de acido folínico no D2,D4,D6
Dosagem do beta-hCG deve ser diária, até que se
tenha uma queda de pelo menos 15% em 48h.
(4 x – Intervalos de 7 dias)
Tratamento medicamentoso (cont.)
Contra indicações :
1. Aleitamento
2. Imunodeficiencia
3. Alcoolismo
4. Doença renal ou hepática
5. Discrasias sanguíneas
6. Pneumopatias ativas
7. Úlcera péptica
8. Hipersensibilidade à droga
Tratamento medicamentoso (cont.)
Efeitos colaterais:
1. Náuseas
2. Vômitos
3. Diarréias
4. Estomatite
5. Elevação transaminases
6. Supressão medula óssea
7. Hepatotoxicidade
8. Fibrose pulmonar
9. Alopécia
10. Dor abdominal
Tratamento medicamentoso (cont.)
• Preconiza-se acompanhamento laboratorial do
paciente durante o uso de metrotexate:
Hemograma completo, coagulograma, função
hepatica e renal.
• Alguns dias após uso da medicação, pode-se
ocorrer dor abdominal aguda, pela necrose do
sítio de implantação do ovo, mimetizando quadro
de rotura tubária.
Ultrassonografia + dosagem HB + observação
vigorosa
 Gravidez intra-uterina 54%
 Ectópica recorrente 8%
Yao M, Tulandi T. Fertil Steril 1997
Fertilidade futura
Tratamento medicamentoso (cont.)
Terapia cirúrgica:
• O manejo cirúrgico é indicado para a gravidez ectópica rota,
não satisfazendo os critérios para terapia medicamentosa ou
conduta expectante (hCG ≥5000 U/L [5000 mU/mL], atividade
cardíaca na gravidez ectópica, tamanho ectópico ≥3.5 cm) ou
quando a hCG não diminui 20% em 2 ou 3 dias com tratamento
clínico, apesar da terceira dose do metotrexato.
• Tratamentos cirúrgicos anteriores incluíam salpingectomia por
meio de laparotomia, mas o método preferido atualmente
consiste em laparoscopia com salpingostomia ou
salpingectomia, dependendo do estado da tuba contralateral e
do desejo de fertilidade futura.
Extração cirúrgica da gravidez ectópica
Mulheres com fator Rh negativo
• A análise do American College of Emergency
Physicians' Clinical Subcommittee não encontrou
evidências suficientes favoráveis ou contrárias ao
tratamento com imunoglobulina anti-D em
mulheres com fator Rh negativo com gravidez
ectópica.Contudo, o National Institute for Health
and Care Excellence (NICE) do Reino Unido
recomenda a imunoglobulina anti-D para todas as
mulheres com fator Rh negativo que se
submetem à cirurgia para gravidez ectópica, mas
não para aquelas que são tratadas com
medicamentos
Monitoramento
• Após o tratamento (clínico ou cirúrgico) as pacientes são
examinadas semanalmente e os níveis de gonadotropina
coriônica humana (hCG) devem ser obtidos em série até
que sejam indetectáveis.
• Se os níveis não baixarem, a paciente pode ser tratada com
um segundo ciclo de metotrexato ou com uma dose pós-
cirúrgica de metotrexato; neste caso, o monitoramento
subsequente é com hCG em série semanalmente e
ultrassonografia transvaginal até que a hCG alcance <10 U/L
(<10 mU/mL).
• Níveis crescentes posteriores são tratados cirurgicamente.
Uma vez que os níveis séricos de hCG forem indetectáveis,
não há mais necessidade de monitoramento.
Instruções ao paciente
• As pacientes com história de gravidez ectópica
prévia devem ser encorajadas a serem
avaliadas precocemente em gestações
subsequentes para descartar a recorrência de
gravidez ectópica.
Complicações
• Efeitos adversos associados à terapia de
metotrexato
• Trofoblasto persistente
• Dano aos órgãos ou vasculatura adjacentes
resultante da intervenção cirúrgica
• Gravidez ectópica recorrente
• E agora vamos as questões...
• Mentira! 
Boa noite!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Partograma
PartogramaPartograma
Partograma
tvf
 
Distocias e partograma
Distocias e partograma Distocias e partograma
Distocias e partograma
Deuza Maquiné
 
Uso do partograma
Uso do partogramaUso do partograma
Uso do partograma
Patricia de Rossi
 
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Caroline Reis Gonçalves
 
Abordagem das infecções congênitas na gravidez
Abordagem das infecções congênitas na gravidezAbordagem das infecções congênitas na gravidez
Abordagem das infecções congênitas na gravidez
chirlei ferreira
 
Disturbios puerperais
Disturbios puerperaisDisturbios puerperais
Disturbios puerperais
HIAGO SANTOS
 
Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...
Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...
Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
Puerpério
PuerpérioPuerpério
Puerpério
Cleidenisia Daiana
 
Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...
Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...
Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
Grávidez ectópica tec enfermagem
Grávidez ectópica tec enfermagemGrávidez ectópica tec enfermagem
Grávidez ectópica tec enfermagem
Guthemberg Fernandes
 
Seminário leucorréias -UNIR
Seminário leucorréias -UNIRSeminário leucorréias -UNIR
Seminário leucorréias -UNIR
Gabriela Toledo
 
Mola Hidatiforme
Mola HidatiformeMola Hidatiforme
Sangramento no Primeiro Trimestre
Sangramento no Primeiro TrimestreSangramento no Primeiro Trimestre
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
Edema Agudo do Pulmão - Manejo
Edema Agudo do Pulmão - ManejoEdema Agudo do Pulmão - Manejo
Edema Agudo do Pulmão - Manejo
El Nino Cansado
 
Vulvovaginite atrófica
Vulvovaginite atróficaVulvovaginite atrófica
Vulvovaginite atrófica
Vanessa Boeira
 
Aula assistência de enfermagem no puerperio imeditato
Aula assistência de enfermagem no puerperio imeditatoAula assistência de enfermagem no puerperio imeditato
Aula assistência de enfermagem no puerperio imeditato
Viviane da Silva
 
Pré parto
Pré parto Pré parto
Pré parto
tvf
 
Fisiologia e mecanismo do trabalho de parto
Fisiologia e mecanismo do trabalho de partoFisiologia e mecanismo do trabalho de parto
Fisiologia e mecanismo do trabalho de parto
Karen Kaline
 
Complicações na gestação
Complicações na gestaçãoComplicações na gestação
Complicações na gestação
Alinebrauna Brauna
 

Mais procurados (20)

Partograma
PartogramaPartograma
Partograma
 
Distocias e partograma
Distocias e partograma Distocias e partograma
Distocias e partograma
 
Uso do partograma
Uso do partogramaUso do partograma
Uso do partograma
 
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
Aula 3 - GINECOLOGIA - doenças sexualmente transmissíveis, infecções genitour...
 
Abordagem das infecções congênitas na gravidez
Abordagem das infecções congênitas na gravidezAbordagem das infecções congênitas na gravidez
Abordagem das infecções congênitas na gravidez
 
Disturbios puerperais
Disturbios puerperaisDisturbios puerperais
Disturbios puerperais
 
Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...
Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...
Exames Preventivos na Mulher: indo além do Rastreio dos Cânceres de Colo e de...
 
Puerpério
PuerpérioPuerpério
Puerpério
 
Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...
Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...
Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da ...
 
Grávidez ectópica tec enfermagem
Grávidez ectópica tec enfermagemGrávidez ectópica tec enfermagem
Grávidez ectópica tec enfermagem
 
Seminário leucorréias -UNIR
Seminário leucorréias -UNIRSeminário leucorréias -UNIR
Seminário leucorréias -UNIR
 
Mola Hidatiforme
Mola HidatiformeMola Hidatiforme
Mola Hidatiforme
 
Sangramento no Primeiro Trimestre
Sangramento no Primeiro TrimestreSangramento no Primeiro Trimestre
Sangramento no Primeiro Trimestre
 
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
Abordagem sindrômica das ds ts 26.9
 
Edema Agudo do Pulmão - Manejo
Edema Agudo do Pulmão - ManejoEdema Agudo do Pulmão - Manejo
Edema Agudo do Pulmão - Manejo
 
Vulvovaginite atrófica
Vulvovaginite atróficaVulvovaginite atrófica
Vulvovaginite atrófica
 
Aula assistência de enfermagem no puerperio imeditato
Aula assistência de enfermagem no puerperio imeditatoAula assistência de enfermagem no puerperio imeditato
Aula assistência de enfermagem no puerperio imeditato
 
Pré parto
Pré parto Pré parto
Pré parto
 
Fisiologia e mecanismo do trabalho de parto
Fisiologia e mecanismo do trabalho de partoFisiologia e mecanismo do trabalho de parto
Fisiologia e mecanismo do trabalho de parto
 
Complicações na gestação
Complicações na gestaçãoComplicações na gestação
Complicações na gestação
 

Semelhante a Prenhez tubária

Patologia obstetricia 2016
Patologia obstetricia  2016Patologia obstetricia  2016
Patologia obstetricia 2016
angelalessadeandrade
 
slide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.ppt
slide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.pptslide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.ppt
slide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.ppt
Francielttonsantos
 
Mola Hidatiforme completa
Mola Hidatiforme completaMola Hidatiforme completa
Mola Hidatiforme completa
Thiago Henrique
 
Aula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy Tavares
Aula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy TavaresAula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy Tavares
Aula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy Tavares
IgrejaBblica1
 
Hemorragias na gestação
Hemorragias na gestaçãoHemorragias na gestação
Hemorragias na gestação
tvf
 
Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)
Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)
Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)
SMS - Petrópolis
 
Gravidez ectópica
Gravidez ectópicaGravidez ectópica
Gravidez ectópica
Bruno Oliveira
 
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a Conduta
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a CondutaDescolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a Conduta
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a Conduta
Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF/Fiocruz)
 
Aula 7 -_disturbios_hemorragicos
Aula 7 -_disturbios_hemorragicosAula 7 -_disturbios_hemorragicos
Aula 7 -_disturbios_hemorragicos
Gustavo Henrique
 
Abortamentoh
AbortamentohAbortamentoh
Abortamentoh
Ana Cdergvgbgdd
 
Hemorragias na gestação
Hemorragias na gestaçãoHemorragias na gestação
Hemorragias na gestação
Raine Danyele Vieira de Sousa
 
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesIntercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Juan Figueiredo
 
Apendicite
Apendicite Apendicite
Apendicite
Mensa Charles
 
DDP
DDP DDP
2914516.ppt
2914516.ppt2914516.ppt
2914516.ppt
ngeloDanielMera
 
Gravidez nos CSP
Gravidez nos CSPGravidez nos CSP
Gravidez nos CSP
Eluisa Silva
 
Cintilografia do trato digestivo
Cintilografia do trato digestivoCintilografia do trato digestivo
Cintilografia do trato digestivo
medNuclearHuap
 
Protocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo risco
Protocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo riscoProtocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo risco
Protocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo risco
Professor Robson
 
Pré-Natal
Pré-NatalPré-Natal
5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx
5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx
5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx
Natasha Louise
 

Semelhante a Prenhez tubária (20)

Patologia obstetricia 2016
Patologia obstetricia  2016Patologia obstetricia  2016
Patologia obstetricia 2016
 
slide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.ppt
slide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.pptslide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.ppt
slide aula síndromes hemorrágicas enp 375 2020.ppt
 
Mola Hidatiforme completa
Mola Hidatiforme completaMola Hidatiforme completa
Mola Hidatiforme completa
 
Aula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy Tavares
Aula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy TavaresAula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy Tavares
Aula sobre Materno Infantil - minstrada pela professora Heloisy Tavares
 
Hemorragias na gestação
Hemorragias na gestaçãoHemorragias na gestação
Hemorragias na gestação
 
Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)
Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)
Aula de Doenças Hipertensiva Específica da Gestação (Dheg)
 
Gravidez ectópica
Gravidez ectópicaGravidez ectópica
Gravidez ectópica
 
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a Conduta
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a CondutaDescolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a Conduta
Descolamento Prematuro de Placenta (DPP): otimizando o Diagnóstico e a Conduta
 
Aula 7 -_disturbios_hemorragicos
Aula 7 -_disturbios_hemorragicosAula 7 -_disturbios_hemorragicos
Aula 7 -_disturbios_hemorragicos
 
Abortamentoh
AbortamentohAbortamentoh
Abortamentoh
 
Hemorragias na gestação
Hemorragias na gestaçãoHemorragias na gestação
Hemorragias na gestação
 
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentesIntercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
Intercorrências clínicas e obstétricas mais frequentes
 
Apendicite
Apendicite Apendicite
Apendicite
 
DDP
DDP DDP
DDP
 
2914516.ppt
2914516.ppt2914516.ppt
2914516.ppt
 
Gravidez nos CSP
Gravidez nos CSPGravidez nos CSP
Gravidez nos CSP
 
Cintilografia do trato digestivo
Cintilografia do trato digestivoCintilografia do trato digestivo
Cintilografia do trato digestivo
 
Protocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo risco
Protocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo riscoProtocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo risco
Protocolo clínico de atendimento na rede básica de pré natal de baixo risco
 
Pré-Natal
Pré-NatalPré-Natal
Pré-Natal
 
5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx
5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx
5° AULA - Assistência de Enfermagem no PARTO-PUÉRPERIO.pptx
 

Mais de Thiago Henrique

Clube de revista
Clube de revistaClube de revista
Clube de revista
Thiago Henrique
 
Coronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarction
Coronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarctionCoronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarction
Coronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarction
Thiago Henrique
 
Transcatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve in
Transcatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve inTranscatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve in
Transcatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve in
Thiago Henrique
 
Oncologia ginecologica
Oncologia ginecologicaOncologia ginecologica
Oncologia ginecologica
Thiago Henrique
 
Métodos contraceptivos trabalho internato
Métodos contraceptivos   trabalho internatoMétodos contraceptivos   trabalho internato
Métodos contraceptivos trabalho internato
Thiago Henrique
 
Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)
Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)
Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)
Thiago Henrique
 
Trabalho clipping ca utero (2)
Trabalho clipping ca utero (2)Trabalho clipping ca utero (2)
Trabalho clipping ca utero (2)
Thiago Henrique
 
Seminario pato ca esofago (1)
Seminario pato ca esofago (1)Seminario pato ca esofago (1)
Seminario pato ca esofago (1)
Thiago Henrique
 
Imunocancer
ImunocancerImunocancer
Imunocancer
Thiago Henrique
 
Obesidadecerto (1)
Obesidadecerto (1)Obesidadecerto (1)
Obesidadecerto (1)
Thiago Henrique
 
Morfologia da síndrome de cushing
Morfologia da síndrome de cushingMorfologia da síndrome de cushing
Morfologia da síndrome de cushing
Thiago Henrique
 
Rcu
RcuRcu
Osteossarcoma
OsteossarcomaOsteossarcoma
Osteossarcoma
Thiago Henrique
 
Caso clínico Furúnculo
Caso clínico FurúnculoCaso clínico Furúnculo
Caso clínico Furúnculo
Thiago Henrique
 

Mais de Thiago Henrique (14)

Clube de revista
Clube de revistaClube de revista
Clube de revista
 
Coronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarction
Coronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarctionCoronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarction
Coronary intervention for persistent occlusion after myocardial infarction
 
Transcatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve in
Transcatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve inTranscatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve in
Transcatheter aortic valve replacement with a self-expanding valve in
 
Oncologia ginecologica
Oncologia ginecologicaOncologia ginecologica
Oncologia ginecologica
 
Métodos contraceptivos trabalho internato
Métodos contraceptivos   trabalho internatoMétodos contraceptivos   trabalho internato
Métodos contraceptivos trabalho internato
 
Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)
Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)
Autoimunidade na oftalmopatia de graves (2)
 
Trabalho clipping ca utero (2)
Trabalho clipping ca utero (2)Trabalho clipping ca utero (2)
Trabalho clipping ca utero (2)
 
Seminario pato ca esofago (1)
Seminario pato ca esofago (1)Seminario pato ca esofago (1)
Seminario pato ca esofago (1)
 
Imunocancer
ImunocancerImunocancer
Imunocancer
 
Obesidadecerto (1)
Obesidadecerto (1)Obesidadecerto (1)
Obesidadecerto (1)
 
Morfologia da síndrome de cushing
Morfologia da síndrome de cushingMorfologia da síndrome de cushing
Morfologia da síndrome de cushing
 
Rcu
RcuRcu
Rcu
 
Osteossarcoma
OsteossarcomaOsteossarcoma
Osteossarcoma
 
Caso clínico Furúnculo
Caso clínico FurúnculoCaso clínico Furúnculo
Caso clínico Furúnculo
 

Último

TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das MãosTREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
Anderson1783
 
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptxMini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
GleenseCartonilho
 
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
OttomGonalvesDaSilva
 
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdfCirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
BrunaNeves80
 
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARMElectrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
dantemalca
 
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
KauFelipo
 
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
maripinkmarianne
 
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RXPosicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
paathizinhya
 
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdfNR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
guilhermefontenele8
 

Último (9)

TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das MãosTREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
TREINAMENTO PROTEÇÃO DAS MÃOS.ppt Proteção das Mãos
 
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptxMini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
Mini curso Análise de LCR Liquorologia.pptx
 
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024mini curso de suturas para enfermeiros 2024
mini curso de suturas para enfermeiros 2024
 
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdfCirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
Cirurgia Bucomaxilofacial - Roberto Prado _ OCR.pdf
 
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARMElectrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
Electrocardiografia - Manual AMIR - ENARM
 
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
9 - Nutrição e Longevidade - apóstila.pdf
 
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdfRelação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
Relação de Médicos e Prestadores 2023.pdf
 
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RXPosicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
Posicionamento dos ombros para avalizaçao por RX
 
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdfNR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
NR 12 - OPERADOR DE CESTO AÉREO elet.pdf
 

Prenhez tubária

  • 1. Prenhez Tubária Mauro carneiro Mariana Felipe Thiago Henrique Wanessa Carvalho Internato de Ginecologia e Obstetrícia Hospital e Maternidade Dom Orione
  • 2. Prenhez Ectópica • É quando o ovo se implanta fora do útero,e, nesse sentido sinônimo de prenhez extra- uterina (túbaria, ovariana, abdominal) • A incidência de prenhez ectópica é de 1,5 a 2% das gestações, Se não diagnosticada ou tratada, pode provocar morte materna devido à ruptura do local de implantação e à hemorragia intraperitoneal • A prenhez tubária representa >95% das ectópicas
  • 3. LOCAIS • 96% nas tubas  ampola (73%) • Ovário •Tuba uterina •Interstício •Ligamentos •Colo Uterino
  • 4. Etiologia • O principal fator para o desenvolvimento da prenhez ectópica é a doença da trompa uterina, entre as quais cirurgia tubária , doença inflamatória pélvica(DIP), gravidez tubária anterior e exposição in útero ao dietilestilbestrol. • Pacientes assintomáticas com esses antecedentes têm direito a exame sonográfico precoce no pré – natal. Todavia mais da metade das gestações ectópicas ocorrem sem fatores de riscos conhecidos.
  • 5. Etiologia (cont.) • A principio tudo que embargue, mecanicamente ou alongue o trânsito do ovo para a cavidade uterina pode ser causa de prenhez ectópica. • DIP ( a andossalpingite, ocasionando fusão das pregas tubárias,saculações, diverticulos e os processos inflamatórios pélvicos inespecíficos(perissalpingite) eis os fatores mais importantes, depois da introdução do antibiótico a incidência cresceu, pois o medicamento evita a oclusão total da trompa, não lhe restitui,integralmente , a estrutura anatômica e funcional)
  • 6. Etiologia (cont.) • ENCOMETRIOSE • OPERAÇÕES ANTERIORES • MAL FORMAÇOES TUBÁRIAS • HIPERTRANMIGRAÇÕES • DIU
  • 7. Etiologia (cont.) Ovulares Principais • Genéticas • Imunológicas • Oócitos anômalos • Refluxo mentrual • Fertilização in vitro • Deficiência da fase lútea Extraovulares Dificultam no trânsito do oócito ou zigoto •Salpingite •Divertículos •Septos •Hipoplasia •Mesosalpinge estreita •Tumores •Endometriose •Espasmo •Cílios tubários imóveis •DIU
  • 8. Etiologia (cont.) • O ovo fertilizado pode se locar em qualquer posição da trompa, dando origem às gestações tubárias ampular, ístmica e interticial; a ampola é o local mais frequente(80%), depois o istmo (10%). • ABORTAMENTO OU ROTURA TUBÁRIA • PRENHEZ INTRALIGAMENTAR • PRENHEZ INTERSTICIAL • PRENHEZ HETEROTÓPICA
  • 9. Abordagem passo a passo do diagnóstico • HISTÓRIA: Os sintomas comuns incluem dor abdominal, amenorréia e sangramento vaginal,mas estes podem estar associados também ao aborto no início da gestação, sendo necessário fazer mais exames para distinguir entre as 2 entidades. • EXAME FISÍCO : Frequentemente não há nada digno de nota em casos de gravidez ectópica não rota, embora a avaliação deva incluir um exame pélvico completo para descartar um aborto espontâneo, que frequentemente se manifesta com dilatação do colo uterino. Alguns pacientes podem apresentar dor à mobilização do colo, massa anexial ou sensibilidade.
  • 10. Abordagem passo a passo do diagnóstico (cont.) • Exame físico: Sinal de Laffon – dor no ombro devido à irritação do nervo frênico Sinal de Blumberg Sinal de Cullen Sinal de Proust – dor à mobilização do colo uterino e abaulamento e dor no fundo de saco de Douglas, decorrente do acumulo de sangue.
  • 11. • TESTES DECISIVOS: Uma vez confirmada a gravidez por exame de urina ou gonadotrofina coriônica humana (hCG), o exame de USTV de alta resolução é utilizado para determinar a localização da gravidez. A ultrassonografia transabdominal também pode ser utilizado; contudo, é menos sensível que a USTV. Se for visualizada uma gestação intrauterina, que pode ser viável ou não, a probabilidade de haver uma gravidez ectópica é extremamente baixa, com a exceção da gestação heterotópica. • Ocasionalmente, uma gravidez ectópica é visualizada na USTV e o diagnóstico é feito diretamente.
  • 12. Exames auxiliares • Raramente, os exames complementares são necessários para confirmação se não foi visualizada uma gestação intrauterina na ultrassonografia e os níveis de hCG estão elevados mas não caem a uma taxa que confirme um aborto espontâneo ou um aumento na zona discriminatória (na qual a gestação viável deveria ser observada no útero através da ultrassonografia). • Esses exames complementares podem incluir os seguintes: • Nível de progesterona (>25 ng por ml) • Laparoscopia diagnóstica • Dilatação e Curetagem
  • 13. Diagnósticos Diferenciais Aborto espontâneo Apendicite aguda Torção ovariana Doença inflamatória pélvica (DIP) ou abscesso tubo-ovariano Cisto ou folículo do corpo lúteo roto Nefrolitíase Infecção do trato urinário (ITU)
  • 14. Abordagem do tratamento Conduta expectante: • A conduta expectante é apropriada para a paciente de baixo risco que adere à recomendação médica e está hemodinamicamente estável, com hCG (gonadotropina coriônica humana) <200 U/L (<200 mU/mL) e declínio do diâmetro da massa ectópica <3 cm, sem evidências de atividade cardíaca fetal, e disposta a seguir a vigilância rigorosa. • Os estudos relatam taxas de sucesso entre 47% e 82% com esta abordagem. O insucesso da conduta expectante é seguido pelo tratamento clínico ou cirúrgico
  • 15. Terapia medicamentosa • O tratamento clínico é reservado para pacientes estáveis hemodinamicamente que satisfazem alguns critérios. • A droga de escolha é o Metotrexato, um agonista do ácido fólico que interfere na produção de purinas e pirimidinas e consequentemente na síntese do DNA e RNA, impedindo a multiplicação celular. A atividade do trofoblasto é altamente vulnerável ao Metotrexato. • Os protocolos para terapia com metotrexato incluem regimes de doses únicas e múltiplas. Apesar dos 2 regimes não terem sido comparados diretamente, estudos de metanálise recentes demonstraram que a opção de dose única é ligeiramente menos eficaz (88%) que a opção de dose múltipla (93%), enquanto causa menos efeitos adversos.
  • 16. Terapia medicamentosa (cont.) • Apesar das pacientes inicialmente se sentirem menos energéticas e sentirem mais dor, pacientes tratadas com metotrexato tiveram a mesma qualidade de vida após 16 semanas que as tratadas cirurgicamente. • Desde que a paciente esteja clinicamente estável, o metotrexato em dose única é seguido por uma segunda dose se o valor da hCG sérica não diminuir >15% no dia 7 após a administração de metotrexato, em comparação com o dia 4. • A qualquer momento, se a paciente estiver clinicamente instável, a intervenção cirúrgica é indicada.
  • 17. Terapia medicamentosa (cont.) Condições necessárias para que eu possa utilizar a terapia medicamentosa: 1. IG < 6 semanas 2. Saco gestacional < 3,5 cm 3. Feto sem atividade cardíaca 4. Beta-hCG < 5.000 mUI/ml 5. Vontade de preservar a fertilidade 6. Funções hepática e renal normais 7. Leucócitos > 2000 mUI/ml 8. Plaquetas > 105/ml 9. Acesso fácil ao hospital > Chance de sucesso
  • 18. Dia 1 METOTREXATO 50 mg/m2 IM HCG, função renal e hepatica, hemogramaDia 4 Dia 10 HCG, função renal e hepática, hemograma Se decréscimo <15% → CIRURGIA HCG, função renal e hepatica, hemograma Se decréscimo <15% → 2a dose METOTREXATO (15%) Dia 7 • Taxa de sucesso 88% • Efeitos adversos 31% • Dor abdominal 21% • Admissões hospitalares 12% Terapia medicamentosa (cont.)
  • 19. Terapia medicamentomesa (cont.) • Caso uma segunda dose de metotrexato não se mostre eficaz, pode-se utilizar uma terceira dose. • Após uma terceira dose sem a regressão dos níveis hormonais, considera-se o fracasso da terapia. Uma nova abordagem deve ser instituída. • Caso ocorra a queda hormonal, a dosagem do beta-hCG deve ser repetida semanalmente até sua negativação.
  • 20. Terapia medicamentosa (cont.) • Injeção direta sobre o ovo: Menor efeito colateral, entretanto, procedimento invasivo. • Injeção intramuscular em dias alternados: 0,1 mg/kg de Metratexato no D1,D3,D5 0,1 mg/kg de acido folínico no D2,D4,D6 Dosagem do beta-hCG deve ser diária, até que se tenha uma queda de pelo menos 15% em 48h. (4 x – Intervalos de 7 dias)
  • 21. Tratamento medicamentoso (cont.) Contra indicações : 1. Aleitamento 2. Imunodeficiencia 3. Alcoolismo 4. Doença renal ou hepática 5. Discrasias sanguíneas 6. Pneumopatias ativas 7. Úlcera péptica 8. Hipersensibilidade à droga
  • 22. Tratamento medicamentoso (cont.) Efeitos colaterais: 1. Náuseas 2. Vômitos 3. Diarréias 4. Estomatite 5. Elevação transaminases 6. Supressão medula óssea 7. Hepatotoxicidade 8. Fibrose pulmonar 9. Alopécia 10. Dor abdominal
  • 23. Tratamento medicamentoso (cont.) • Preconiza-se acompanhamento laboratorial do paciente durante o uso de metrotexate: Hemograma completo, coagulograma, função hepatica e renal. • Alguns dias após uso da medicação, pode-se ocorrer dor abdominal aguda, pela necrose do sítio de implantação do ovo, mimetizando quadro de rotura tubária. Ultrassonografia + dosagem HB + observação vigorosa
  • 24.  Gravidez intra-uterina 54%  Ectópica recorrente 8% Yao M, Tulandi T. Fertil Steril 1997 Fertilidade futura Tratamento medicamentoso (cont.)
  • 25. Terapia cirúrgica: • O manejo cirúrgico é indicado para a gravidez ectópica rota, não satisfazendo os critérios para terapia medicamentosa ou conduta expectante (hCG ≥5000 U/L [5000 mU/mL], atividade cardíaca na gravidez ectópica, tamanho ectópico ≥3.5 cm) ou quando a hCG não diminui 20% em 2 ou 3 dias com tratamento clínico, apesar da terceira dose do metotrexato. • Tratamentos cirúrgicos anteriores incluíam salpingectomia por meio de laparotomia, mas o método preferido atualmente consiste em laparoscopia com salpingostomia ou salpingectomia, dependendo do estado da tuba contralateral e do desejo de fertilidade futura.
  • 26. Extração cirúrgica da gravidez ectópica
  • 27. Mulheres com fator Rh negativo • A análise do American College of Emergency Physicians' Clinical Subcommittee não encontrou evidências suficientes favoráveis ou contrárias ao tratamento com imunoglobulina anti-D em mulheres com fator Rh negativo com gravidez ectópica.Contudo, o National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido recomenda a imunoglobulina anti-D para todas as mulheres com fator Rh negativo que se submetem à cirurgia para gravidez ectópica, mas não para aquelas que são tratadas com medicamentos
  • 28. Monitoramento • Após o tratamento (clínico ou cirúrgico) as pacientes são examinadas semanalmente e os níveis de gonadotropina coriônica humana (hCG) devem ser obtidos em série até que sejam indetectáveis. • Se os níveis não baixarem, a paciente pode ser tratada com um segundo ciclo de metotrexato ou com uma dose pós- cirúrgica de metotrexato; neste caso, o monitoramento subsequente é com hCG em série semanalmente e ultrassonografia transvaginal até que a hCG alcance <10 U/L (<10 mU/mL). • Níveis crescentes posteriores são tratados cirurgicamente. Uma vez que os níveis séricos de hCG forem indetectáveis, não há mais necessidade de monitoramento.
  • 29. Instruções ao paciente • As pacientes com história de gravidez ectópica prévia devem ser encorajadas a serem avaliadas precocemente em gestações subsequentes para descartar a recorrência de gravidez ectópica.
  • 30. Complicações • Efeitos adversos associados à terapia de metotrexato • Trofoblasto persistente • Dano aos órgãos ou vasculatura adjacentes resultante da intervenção cirúrgica • Gravidez ectópica recorrente
  • 31. • E agora vamos as questões...