Edson Marques F.
 Quando admitir o paciente na UTI?
 Tratamento das disfunções orgânicas mais comuns
CV,Resp,Renal
 Diagnóstico e tratamento da HIA/SCA em PAG
 Profilaxia ATB?
 Suporte nutricional: Quando e qual?
 Papel da cirurgia? Indicações, momento e papel de
técnicas menos invasivas como laparoscopia ou
drenagem percutânea
 Pancreatite biliar- drenagem do ducto biliar em quem e
quando?
 Qual o papel de tratamentos que modulam a
inflamação?
Pancreatite aguda com complicações locais ou sistêmicas sendo
as disfunções orgânicas as mais importantes( PAG estaria
para PA como sepsis grave está para sepsis)
Complicações sistêmicas
Choque
Insf.Respiratória /Renal/Hepática
Coagulopatia
Sepsis grave
Complicações locais
Necrose pancreática
Necrose pancreática infectada
Abscesso pancreático
Coleções peripancreáticas e pseudocisto
HIA
15-20% dos
Casos de PA
Mortalidade>25%
Pancreatite Aguda Grave
Morte
Precoce < 1 semana Tardia ( > 1 semana)
 Beira do leito – Avaliação seriada com
parâmetros clínicos e laboratoriais e imagem
além de escores específicos e sistêmicos de
gravidade nas primeiras 48h-72h
FC,pO2, hemoconcentração,Vol.Urinário
encefalopatia, , RX tórax
PAG
Hematócrito e severidade da pancreatite
Arch Surg. 2002;137:730-736
As variáveis de 48h são mais acuradas na predição
prognóstica
VS
Escores de severidade (APACHE II, SAPS 2 e SOFA )
6 escores específicos para pancreatite(incluindo Ranson)
APACHE II e SOFA score apresntaram poder discriminatório maior que os
escores específicos , justificando seu uso como preditores de desfechos
Pancreatite Aguda Grave
Disfunção orgânica afeta prognóstico
MODS e sua duração são os melhores marcadores de mortalidade e gravidade da PA
American Gastroenterologist Association, Medical Posicion statement on AP, 2007
Obesdidade piora prognóstico
de PAG
 Os marcadores séricos (PCR,Procalcitonina,IL6
e Tripsinogênio ativado tem papel limitado na
triagem e evolução do paciente com PAG na
UTI
Crit Care Med 2004 Vol. 32, No. 12
 Não realizar na
admissão se dx
estabelecido.
Realizar após
adequada
ressuscitação se
quadro clínico
demonstra
piora/dúvida
diagnóstica e
para guiar
punção para
avaliação de
infecção de
necrose
Am J Gastroentrol 2006;101:2379-2400
Pancreatite aguda grave
 Pilar do tratamento
 Monitorização hemodinâmica invasiva se disf.
Orgânica- Ressuscitação Guiada por metas
precoce
 Monitorizar parâmetros de perfusão( Lactato,
svO2, CO2art-CO2vc), diurese( nem sempre
ausência de diurese=hipovolemia)
 Considerar dose de stress corticóide
 Utilização de testes de fluido responsividade-
PLR(Critical Care Medicine:March 2010 - Volume 38 - Issue 3 - pp 819-825)
 Afastar comprometimento miocárdico-
depressão miocárdica relaciaonada a
SIRS/Sepsis/Sepsis grave (Swan, ECO), devido
a diferença de tratamento
 Diferenciar edema pulmonar não cardiogênico
daquele relacionada a aumento de
permeabilidade endotelial(SDRA)
Swan/ECO/PiCCO
 Mensurar PIA - Coleções intraabdominais,
necessidade de volume>3,5l/24h, acidose,
coagulopatia, obesidade- Atentar para
PPAbdominal
Tríade clássica da ACS:
1) Estado patológico
causado por elevação
aguda da IAP > 20 mmHg
2) Associada a disfunção de
órgãos
3) Descompressão
abdominal causa
efeitos benéficos
Pancreatite Aguda Grave:
Mentula P et al. Surgical descompression for abdominal
compartment syndrome in severe acute pancreatitis. Arch Surg
(2010); in press
26 pacientes: IAP media = 31,5 mmhg
SOFA médio no momento da descompressão = 12
Mortalidade = 46%
Subgrupo de 17 pacientes c/ descompressão em 4 dias:
Mortalidade = 18%
 Compressão do parênquima pulmonar
 Alteração postural e estrutural cardíaca
 Influência na pré carga (↓)
 Influência na pós carga ()
 Influência na contratilidade (↓)
Variáveis fundamentais
na restauração da
perfusão sistêmica e
DO2
Aumento HIA
Elevação
diafragmática
Redução da área das zonas I e III
 Erro de leitura do CAP
 Mau posicionamento do cateter
PRE LOAD LVEDV LEVEDP LAP PAOP
CHANGING
VENTRICUL
AR
COMPLIANC
E
ALTERED
VENTRICU
LAR
GEOMETRY
MITRAL
VALVE
DISEASE
ELEVATED
INTRATHORACIC OR
INTRA-ABDOMINAL
PRESSURE
CATHETER
POSITION
Em condições de ↑ Ptor como na HIA,
diferentes níveis de SVV e ∆PP discriminam a
fluidoresponsividade
O estudo evidencia (com limitações), que o
∆PP pode ter um valor maior para fluido
responsividade em situações de PIA
aumentada
 Inicialmente ofertar O2 adicional- SpO2>90%
 Se esforço ventilatório/hipoxemia refratária
IOT/VM com parâmetros de ventilação protetora
Pplat<30 VC 4-6 ml/kg peso ideal – PEEP ideal
(tabela do ARDS NET ou PEEPXComplacência
 VNI deve ser evitada
 Manter BH estável a negativo após
ressuscitação
 Sedação guiada por escores (RASS) e variável
de acordo com fção pulmonar/CV eatuações
da enfermagem com monitorizaçõa de
Delirium
 Sedo-Analgesia opióides,∂2 agonistas,
Cetamina, haloperidol
 Se possível despertar diário com teste de
autonomia, Considerar TQT precoce
 Bundle de profilaxia de PAV
 Fase Inicial- recuperação da volemia e DO2
 Não resposta ou com SDRA considerar RRT
precoce
 Método preferido CVVHDF- maior clearence
de moléculas pequenas e médias, maior
tolerância hemodinâmica, potencial de
adsorção de mediadores infamatórios
 Atentar para eletrólitos, temperatura
 Anticoagulação
 A infecção usualmente ocorre após10 dias do início do
quadro.
Profilaxia atb não recomendado até o momento
Durante os primeiros 7 dias a necrose pode parecer séptica com febre, leucocitose e
disf.orgânica
Tratamento empírico pode ser apropriado se suspeita de infecção enquanto se reali-
za testes para comprovação envolvendo antifúngicos(considerar candida escore)
Descontinuar terapia se culturas(incluindo punção da necrose) for negativa
Am J Gastroenterol 2006;101:2379-2400
 TC – achado de ar retroperitoneal… raro e insensível .
 Fine needle aspiration (FNA) Aspiração do tecido necrótico com
gram e cultura
 Sinais clínicos insuficientes (procalcitonina?)
NE X NPT Meta--análise
Marik PE et. BMJ 2004;328:1407
 Anti TNFα, PAF- sem benefício
 rhAPC- considerar o alto risco de hemorragia
retroperitoneal em casos graves
 Considerar plasmaféres em casos de
Hipertrig;iceridemia
Paciente com quadro compatível com PA
Avaliação de severidade/comorbidades
PA leve PAG
Condução clínica enfermaria UTI/SEMI
Intensivista/Cirurgião/Endoscopista/Gastro/radiologis
ta
RV/suporte de fçao org
Medir PIA
NE precoce/considerar NPT
CECT- 72-96h
Não cirúrgico
S/DMOS
Necrose focal
Necrose 30-
50%
FNP- sem
sepsis
Cirurgia tardia
FNP +sepsis
Abd Cirúrgico/SCA
Abcesso
Hemoperitôneo

 

 

aula Pancreatite aguda.ppt

  • 1.
  • 2.
     Quando admitiro paciente na UTI?  Tratamento das disfunções orgânicas mais comuns CV,Resp,Renal  Diagnóstico e tratamento da HIA/SCA em PAG  Profilaxia ATB?  Suporte nutricional: Quando e qual?  Papel da cirurgia? Indicações, momento e papel de técnicas menos invasivas como laparoscopia ou drenagem percutânea  Pancreatite biliar- drenagem do ducto biliar em quem e quando?  Qual o papel de tratamentos que modulam a inflamação?
  • 3.
    Pancreatite aguda comcomplicações locais ou sistêmicas sendo as disfunções orgânicas as mais importantes( PAG estaria para PA como sepsis grave está para sepsis) Complicações sistêmicas Choque Insf.Respiratória /Renal/Hepática Coagulopatia Sepsis grave Complicações locais Necrose pancreática Necrose pancreática infectada Abscesso pancreático Coleções peripancreáticas e pseudocisto HIA 15-20% dos Casos de PA Mortalidade>25%
  • 4.
    Pancreatite Aguda Grave Morte Precoce< 1 semana Tardia ( > 1 semana)
  • 5.
     Beira doleito – Avaliação seriada com parâmetros clínicos e laboratoriais e imagem além de escores específicos e sistêmicos de gravidade nas primeiras 48h-72h FC,pO2, hemoconcentração,Vol.Urinário encefalopatia, , RX tórax
  • 6.
  • 7.
    Arch Surg. 2002;137:730-736 Asvariáveis de 48h são mais acuradas na predição prognóstica
  • 8.
    VS Escores de severidade(APACHE II, SAPS 2 e SOFA ) 6 escores específicos para pancreatite(incluindo Ranson) APACHE II e SOFA score apresntaram poder discriminatório maior que os escores específicos , justificando seu uso como preditores de desfechos
  • 9.
    Pancreatite Aguda Grave Disfunçãoorgânica afeta prognóstico MODS e sua duração são os melhores marcadores de mortalidade e gravidade da PA American Gastroenterologist Association, Medical Posicion statement on AP, 2007
  • 10.
  • 11.
     Os marcadoresséricos (PCR,Procalcitonina,IL6 e Tripsinogênio ativado tem papel limitado na triagem e evolução do paciente com PAG na UTI Crit Care Med 2004 Vol. 32, No. 12
  • 12.
     Não realizarna admissão se dx estabelecido. Realizar após adequada ressuscitação se quadro clínico demonstra piora/dúvida diagnóstica e para guiar punção para avaliação de infecção de necrose Am J Gastroentrol 2006;101:2379-2400
  • 13.
  • 14.
     Pilar dotratamento  Monitorização hemodinâmica invasiva se disf. Orgânica- Ressuscitação Guiada por metas precoce  Monitorizar parâmetros de perfusão( Lactato, svO2, CO2art-CO2vc), diurese( nem sempre ausência de diurese=hipovolemia)  Considerar dose de stress corticóide  Utilização de testes de fluido responsividade- PLR(Critical Care Medicine:March 2010 - Volume 38 - Issue 3 - pp 819-825)
  • 15.
     Afastar comprometimentomiocárdico- depressão miocárdica relaciaonada a SIRS/Sepsis/Sepsis grave (Swan, ECO), devido a diferença de tratamento  Diferenciar edema pulmonar não cardiogênico daquele relacionada a aumento de permeabilidade endotelial(SDRA) Swan/ECO/PiCCO  Mensurar PIA - Coleções intraabdominais, necessidade de volume>3,5l/24h, acidose, coagulopatia, obesidade- Atentar para PPAbdominal
  • 17.
    Tríade clássica daACS: 1) Estado patológico causado por elevação aguda da IAP > 20 mmHg 2) Associada a disfunção de órgãos 3) Descompressão abdominal causa efeitos benéficos
  • 18.
    Pancreatite Aguda Grave: MentulaP et al. Surgical descompression for abdominal compartment syndrome in severe acute pancreatitis. Arch Surg (2010); in press 26 pacientes: IAP media = 31,5 mmhg SOFA médio no momento da descompressão = 12 Mortalidade = 46% Subgrupo de 17 pacientes c/ descompressão em 4 dias: Mortalidade = 18%
  • 20.
     Compressão doparênquima pulmonar  Alteração postural e estrutural cardíaca  Influência na pré carga (↓)  Influência na pós carga ()  Influência na contratilidade (↓) Variáveis fundamentais na restauração da perfusão sistêmica e DO2
  • 21.
    Aumento HIA Elevação diafragmática Redução daárea das zonas I e III  Erro de leitura do CAP  Mau posicionamento do cateter PRE LOAD LVEDV LEVEDP LAP PAOP CHANGING VENTRICUL AR COMPLIANC E ALTERED VENTRICU LAR GEOMETRY MITRAL VALVE DISEASE ELEVATED INTRATHORACIC OR INTRA-ABDOMINAL PRESSURE CATHETER POSITION
  • 22.
    Em condições de↑ Ptor como na HIA, diferentes níveis de SVV e ∆PP discriminam a fluidoresponsividade O estudo evidencia (com limitações), que o ∆PP pode ter um valor maior para fluido responsividade em situações de PIA aumentada
  • 24.
     Inicialmente ofertarO2 adicional- SpO2>90%  Se esforço ventilatório/hipoxemia refratária IOT/VM com parâmetros de ventilação protetora Pplat<30 VC 4-6 ml/kg peso ideal – PEEP ideal (tabela do ARDS NET ou PEEPXComplacência  VNI deve ser evitada
  • 25.
     Manter BHestável a negativo após ressuscitação  Sedação guiada por escores (RASS) e variável de acordo com fção pulmonar/CV eatuações da enfermagem com monitorizaçõa de Delirium  Sedo-Analgesia opióides,∂2 agonistas, Cetamina, haloperidol  Se possível despertar diário com teste de autonomia, Considerar TQT precoce  Bundle de profilaxia de PAV
  • 28.
     Fase Inicial-recuperação da volemia e DO2  Não resposta ou com SDRA considerar RRT precoce  Método preferido CVVHDF- maior clearence de moléculas pequenas e médias, maior tolerância hemodinâmica, potencial de adsorção de mediadores infamatórios  Atentar para eletrólitos, temperatura  Anticoagulação
  • 29.
     A infecçãousualmente ocorre após10 dias do início do quadro.
  • 30.
    Profilaxia atb nãorecomendado até o momento Durante os primeiros 7 dias a necrose pode parecer séptica com febre, leucocitose e disf.orgânica Tratamento empírico pode ser apropriado se suspeita de infecção enquanto se reali- za testes para comprovação envolvendo antifúngicos(considerar candida escore) Descontinuar terapia se culturas(incluindo punção da necrose) for negativa Am J Gastroenterol 2006;101:2379-2400
  • 31.
     TC –achado de ar retroperitoneal… raro e insensível .  Fine needle aspiration (FNA) Aspiração do tecido necrótico com gram e cultura  Sinais clínicos insuficientes (procalcitonina?)
  • 32.
    NE X NPTMeta--análise Marik PE et. BMJ 2004;328:1407
  • 33.
     Anti TNFα,PAF- sem benefício  rhAPC- considerar o alto risco de hemorragia retroperitoneal em casos graves  Considerar plasmaféres em casos de Hipertrig;iceridemia
  • 34.
    Paciente com quadrocompatível com PA Avaliação de severidade/comorbidades PA leve PAG Condução clínica enfermaria UTI/SEMI Intensivista/Cirurgião/Endoscopista/Gastro/radiologis ta RV/suporte de fçao org Medir PIA NE precoce/considerar NPT CECT- 72-96h Não cirúrgico S/DMOS Necrose focal Necrose 30- 50% FNP- sem sepsis Cirurgia tardia FNP +sepsis Abd Cirúrgico/SCA Abcesso Hemoperitôneo      