INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS (IRA)
P R O F : E N F ° L A R I S S A M A C H A D O
INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS (IRA)
As infecções respiratórias agudas são as infecções do aparelho
respiratório que afetam o nariz, a garganta, os ouvidos, a laringe,
os brônquios e os pulmões, causando inflamação, sinusite,
bronquite, asma e pneumonia.
É definida como a incapacidade do sistema respiratório,
desenvolvida agudamente, em promover adequadamente as
trocas gasosas, ou seja, promover oxigenação e eliminação de gás
carbônico.
Do de vista de parâmetros gasométricos, a IRpA é definida pela
presença de:
• PaO2 <55-60 mmHg, cm paciente respirando em ar ambiente
(FIO2=0,21)
Que pode ou não estar associada a:
• PaCO2 > 50 mmHg, usualmente determinando acidose
respiratória (pH <7,35).
INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS (IRA)
A criança com infecção respiratória aguda pode ter tosse, nariz escorrendo, dor de
ouvido, dor de garganta, chiado no peito, dificuldade para respirar, febre ou temperatura
muito baixa. Além disso, a criança perde o apetite, pode ficar muito irritada e chorosa.
Algumas ficam com os olhos vermelhos e lacrimejando. As crianças maiores reclamam
de dor de cabeça e dores no corpo. As infecções respiratórias agudas, principalmente a
pneumonia, podem trazer risco de vida quando não tratadas.
Toda a criança que apresenta um destes sinais, por até 7 dias sem melhorar, deve ser levada ao
serviço de saúde.
Classificação da Insuficiência respiratória aguda (IRA)
TIPO I OU HIPOXÊMICA => CAUSAS PULMONARES
HIPOXEMIA
PaO2 MENOR QUE 60mmHg
IMINENTE RISCO DE VIDA
TIPO II OU HIPERCAPNICA => CAUSAS XTRAPULMNARES
PaCO2 RELACIONADA COM VENTILAÇÃO ALVEOLAR
→ AUMENTO DA VENTLAÇÃO ALVEOLAR => REDUÇÃO PaCO2 => HIPOCAPNIA
→ REDUÇÃO DA VENTILAÇÃO ALVEOLAR => AUMENTO PaCO2 => HIPERCAPNIA
Cuidados para a criança com IRA
NARIZ ENTUPIDO – Lavar com soro fisiológico cada narina, sempre que necessário. Este pode ser
preparado em casa, misturando 1 colher pequena de sal com um litro de água fervida e deve ser
preparado todos os dias.
Cuidados para a criança com IRA
TOSSE – Dar bastante líquidos (Chás caseiros ou água). Evitar xaropes contra a tosse, pois ajuda a
eliminar o catarro. Quando a criança está com dificuldade de eliminar o catarro, realizar a
tapotagem. Deitar a criança de bruços, no colo, e bater com as mão sem concha nas suas costas.
Cuidados para a criança com IRA
FEBRE – Dar banho morno e aplicar compressas úmidas só com água na testa, nuca e virilha. Na
febre alta procurar atendimento médico urgente.
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
OTITE MÉDIA – Classifica-se em: Otite Média Aguda, Otite Média Supurativa, Otite Média Supurativa Crônica
ETIOLOGIA:
• Infecciosa – Streptococuspneumoniae; Haemophilus influenza.
• Não infecciosa – em consequência do bloqueio por edema das trompas de Eustáquio e Rinite alérgica.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Otalgia, febre, secreção auditiva de característica purulenta.
TRATAMENTO: Antibioticoterapia, analgésico, antitérmico, cirúrgico (casos graves).
Cuidados de enfermagem – Têm por objetivo diminuir a dor e orientar para evitar recidivas
• Aplicar calor com compressa morna no local
• Manter os cuidados com a higiene do ouvido
• Orientar sobre perdas temporárias da audição
• Cuidado com água no canal auditivo
• Observar sinais de hipertermia
AMIGDALITE – É uma inflamação das amígdalas, que geralmente ocorre associada à faringite.
ETIOLOGIA:
• Agentes virais
• Agentes bacterinaos (Streptococus).
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Hipertermia, anorexia, halitose, respiração pela boca com sensação de irritação da
mucosa, orofaringe hiperemiada, exsudato.
TRATAMENTO: Analgésico, antitérmico, antibioticoterapia, cirurgias (amidalectomia)
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo diminuir a dor e promover o conforto do paciente Cuidados visam o
conforto do paciente
• Cuidados visam o conforto do paciente
• Minimizar as manifestações clínicas
• Administrar NBZ
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
FARINGITE – É a inflamação da faringe, e tem seu agente etiológico como um dos causadores de sequelas
graves.
ETIOLOGIA: Espretococcus beta-hemolítico do grupo A e sequelas; Febre reumática; Glomerulonefrite aguda.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Cefaleia, mal-estar, anorexia, rouquidão, tosse, dor abdominal, vômito, inflamação
com exsudato.
TRATAMENTO: Antibioticoterapia (penicilina), analgésico, antitérmico.
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico
• Aplicar compressas mornas
• Manter ingesta hídrica adequada
• Dieta branda e líquida
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
LARINGITE – Infecção da laringe causada por agentes virais.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Odinofagia, indisposição, febre, congestão nasal, rouquidão, cefaléia, coriza.
TRATAMENTO: Líquidos e ar umidificado
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico
• Aplicar compressas mornas
• Manter ingesta hídrica adequada
• Dieta branda e líquida
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
GRIPE – Infecção causada geralmente por vírus de diferentes tipos, que sofrem alterações significativas no
tempo.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Mucosa e faringe seca, rouquidão, febre, mialgia, calafrios, fotofobia, prostração.
TRATAMENTO: Sintomático
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico
• Aplicar compressas mornas
• Manter ingesta hídrica adequada
• Dieta branda e líquida
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
BRONQUITE – Inflamação das grandes vias aéreas, estando invariavelmente associado a uma IRA.
ETIOLOGIA: Agentes virais, sendo muito comum o Mycoplasma pneumoniae.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse seca, metálica e improdutiva, respiração ruidosa, dor torácica, falta de ar,
vômito e febre.
TRATAMENTO: Diminuir temperatura, dor e umidificar secreções.
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro
sintomatológico
• Cuidados com oxigenoterapia
• Manter ingesta hídrica adequada
• Dieta branda e líquida
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
BRONQUIOLITE – Infecção viral aguda dos bronquíolos, que ocorre principalmente no inverno.
ETIOLOGIA: Adenovírus, Influenza.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Obstrução das VA, faringite, tosse, sibilância, febre, taquipneia, cianose, agitação,
dispneia, fome de ar intensa, batimento da asa do nariz.
TRATAMENTO: Tratar com ar umidificado, aumentar a ingesta hídrica, Graves: oxigenioterapia e terapia venosa.
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro
sintomatológico, promover o conforto.
• Observar oxigenoterapia e terapia endovenosa
• Verificar SSVV
• Elevar decúbito
• Observar permeabilidade das VA
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
PNEUMONIA – É a inflamação do parênquima pulmonar, dificultando as trocas gasosas.
FATORES DE RISCO:
• Idade < 6 anos
• Estado imunológico debilitado
• Situação econômica precária
• Poluição ambiental
• Pais fumantes
• Baixo peso
• Desmame
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA:
Pneumonia viral: tosse, febre, taquipneia, cianose, fadiga, prostração, presença de ruídos respiratórios e
estridores.
TRATAMENTO: Sintomático, oxigênio, fisioterapia respiratória e administração de líquidos
Pneumonia Bacteriana (pneumococos): tosse, indisposição, respiração rápida e superficial, dor torácica,
batimento de asa do nariz, cianose, palidez agitação e letargia.
TRATAMENTO:
• Crianças maiores: antibióticos, antitérmicos, sedativos para tosse, repouso e líquidos.
• Crianças menores: mesmo das crianças maiores, com líquido endovenoso e oxigenioterapia.
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
Cuidados de Enfermagem – Tem por objetivo aliviar o quadro sindrômico, promover o conforto e evitar
complicações e agravamento do quadro.
• Avaliar respiração
• Administrar oxigenioterapia
• Controlar SSVV
• Elevar decúbito
• Estimular drenagem postural
• Aspirar secreções quando necessária
• Aliviar desconforto
OBSERVAÇÃO: Aspiração de líquidos ou alimentos, provocados pela dificuldade de deglutir em função de
paralisias, debilidade, ausência do reflexo da tosse pode causar a Pneumonia Aspirativa. É importante orientar
os pais sobre a gravidade da doença e as formas de prevenção da mesma.
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
ASMA – Obstrução das VA por edema e/ou muco, desencadeada por diversos estímulos.
ETIOLOGIA: Duvidosa, pode ter relação com fatores bioquímicos, imunológicos, alérgicos, climático, psicológico, físicos.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse, irritabilidade, falta de ar, sibilância audível, rubor, lábios avermelhados escuro, progredindo para
cianose, sudorese, diafragma deprimido.
TRATAMENTO: Uso de corticosteróide, antiinflamatório, broncodilatores. Realização de exercícios através da fisioterapia respiratória.
Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo identificar e eliminar fatores irritantes e alérgicos, além de orientar os pais sobre a
doença e no reconhecimento de sinais agudos.
• Controle rigoroso da terapia endovenosa.
• Administrar oxigenioterapia.
• Oferecer líquidos (controle).
• Elevar decúbito.
• Controlar SSVV
• Estimular participação dos pais nos cuidados.
Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM PEDIATRIA
Obs: Responsável pela elaboração do POP: Enf. Emanuel Pereira dos Santos Enf. Maria da Penha Pinheiro
Definição - É o procedimento técnico utilizado para remover secreções do trato respiratório (oral e nasal) quando
necessário
Objetivo:
 Melhorar a respiração;
 Fornecer adequada oxigenação ao paciente;
 Remover por aspiração as secreções do trato respiratório sem que haja traumatismo;
 Promover permeabilidade de vias aéreas superiores.
Indicação:
• Crianças com aumento da produção de secreções, vômitos ou sangue na cavidade bucal e nasal com
impossibilidade de expulsá-los espontaneamente;
• Antes da intubação e da extubação traqueal.
MATERIAL A SER UTILIZADO:
 Bandeja ou cuba rim;
 Álcool à 70%;
 Álcool gel à 70%;
 Luva de procedimento;
 Sonda de aspiração compatível com o paciente;
 Gaze não estéril;
 Água destilada ou soro fisiológico;
 Equipamentos de proteção individual (EPI): gorro, máscara cirúrgica, óculos de proteção, avental ou capote
não-estéril;
 Toalha de rosto ou papel toalha;
 Aparelho de aspiração portátil ou fonte de vácuo em rede;
 Frasco de vidro de aspiração;
 Válvula redutora de pressão para rede de vácuo;
 Frasco coletor de secreções descartável, preferencialmente e na sua ausência a extensão
ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM PEDIATRIA
1 Explicar o procedimento a ser realizado e sua finalidade a criança e/ou ao familiar;
2 Higienizar as mãos;
3 Reunir os materiais necessários e encaminhá-los próximo ao leito;
4 Fechar as cortinas do Box da criança;
5 Posicionar o paciente em fowler ou semi-fowler, se não for contraindicado;
6 Abrir o pacote do cateter, apenas na extremidade e deixar o resto protegido com a embalagem;
7 Abrir o invólucro das gazes esterilizadas e deixá-las na mesa de cabeceira;
8 Ligar o sistema de vácuo ou aspirador portátil;
9 Paramentar-se com os EPIs;
10 Ligar o aspirador;
11 Com a mão dominante, segurar a face da criança;
12 Pinçar o intermediário do silicone de aspiração;
13 Com a mão dominante introduzir a sonda de aspiração na cavidade nasal (pinçada) e abrir quando estiver introduzida;
14 Ocluir a válvula e retirar a sonda lentamente com movimentos circulares;
15 Com a mão dominante introduzir a sonda de aspiração na cavidade oral (pinçada) e abrir quando estiver introduzida;
16 Ocluir a válvula e retirar a sonda lentamente com movimentos circulares;
17 Repetir o processo até a limpeza total da cavidade oral, avaliando condição respiratória da criança;
18 Aspirar água destilada para limpeza da extensão;
19 Retirar sonda, máscara, luvas e óculos;
20 Desligar o aspirador ou válvula da rede de vácuo;
21 Deixar a criança o mais confortável e segura no leito;
22 Manter o ambiente em ordem e desprezar o material adequadamente;
23 Proceder às anotações de enfermagem no prontuário da criança, constando: descrição da quantidade e características da secreção
aspirada, de ocorrências adversas e as medidas tomadas.
ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM PEDIATRIA
aula 5 IRAS.pptx

aula 5 IRAS.pptx

  • 1.
    INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS(IRA) P R O F : E N F ° L A R I S S A M A C H A D O
  • 2.
    INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS(IRA) As infecções respiratórias agudas são as infecções do aparelho respiratório que afetam o nariz, a garganta, os ouvidos, a laringe, os brônquios e os pulmões, causando inflamação, sinusite, bronquite, asma e pneumonia. É definida como a incapacidade do sistema respiratório, desenvolvida agudamente, em promover adequadamente as trocas gasosas, ou seja, promover oxigenação e eliminação de gás carbônico. Do de vista de parâmetros gasométricos, a IRpA é definida pela presença de: • PaO2 <55-60 mmHg, cm paciente respirando em ar ambiente (FIO2=0,21) Que pode ou não estar associada a: • PaCO2 > 50 mmHg, usualmente determinando acidose respiratória (pH <7,35).
  • 3.
    INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS(IRA) A criança com infecção respiratória aguda pode ter tosse, nariz escorrendo, dor de ouvido, dor de garganta, chiado no peito, dificuldade para respirar, febre ou temperatura muito baixa. Além disso, a criança perde o apetite, pode ficar muito irritada e chorosa. Algumas ficam com os olhos vermelhos e lacrimejando. As crianças maiores reclamam de dor de cabeça e dores no corpo. As infecções respiratórias agudas, principalmente a pneumonia, podem trazer risco de vida quando não tratadas. Toda a criança que apresenta um destes sinais, por até 7 dias sem melhorar, deve ser levada ao serviço de saúde.
  • 4.
    Classificação da Insuficiênciarespiratória aguda (IRA) TIPO I OU HIPOXÊMICA => CAUSAS PULMONARES HIPOXEMIA PaO2 MENOR QUE 60mmHg IMINENTE RISCO DE VIDA TIPO II OU HIPERCAPNICA => CAUSAS XTRAPULMNARES PaCO2 RELACIONADA COM VENTILAÇÃO ALVEOLAR → AUMENTO DA VENTLAÇÃO ALVEOLAR => REDUÇÃO PaCO2 => HIPOCAPNIA → REDUÇÃO DA VENTILAÇÃO ALVEOLAR => AUMENTO PaCO2 => HIPERCAPNIA
  • 5.
    Cuidados para acriança com IRA NARIZ ENTUPIDO – Lavar com soro fisiológico cada narina, sempre que necessário. Este pode ser preparado em casa, misturando 1 colher pequena de sal com um litro de água fervida e deve ser preparado todos os dias.
  • 7.
    Cuidados para acriança com IRA TOSSE – Dar bastante líquidos (Chás caseiros ou água). Evitar xaropes contra a tosse, pois ajuda a eliminar o catarro. Quando a criança está com dificuldade de eliminar o catarro, realizar a tapotagem. Deitar a criança de bruços, no colo, e bater com as mão sem concha nas suas costas.
  • 8.
    Cuidados para acriança com IRA FEBRE – Dar banho morno e aplicar compressas úmidas só com água na testa, nuca e virilha. Na febre alta procurar atendimento médico urgente.
  • 9.
    Assistência de enfermagemà criança com distúrbios respiratórios OTITE MÉDIA – Classifica-se em: Otite Média Aguda, Otite Média Supurativa, Otite Média Supurativa Crônica ETIOLOGIA: • Infecciosa – Streptococuspneumoniae; Haemophilus influenza. • Não infecciosa – em consequência do bloqueio por edema das trompas de Eustáquio e Rinite alérgica. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Otalgia, febre, secreção auditiva de característica purulenta. TRATAMENTO: Antibioticoterapia, analgésico, antitérmico, cirúrgico (casos graves). Cuidados de enfermagem – Têm por objetivo diminuir a dor e orientar para evitar recidivas • Aplicar calor com compressa morna no local • Manter os cuidados com a higiene do ouvido • Orientar sobre perdas temporárias da audição • Cuidado com água no canal auditivo • Observar sinais de hipertermia
  • 10.
    AMIGDALITE – Éuma inflamação das amígdalas, que geralmente ocorre associada à faringite. ETIOLOGIA: • Agentes virais • Agentes bacterinaos (Streptococus). MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Hipertermia, anorexia, halitose, respiração pela boca com sensação de irritação da mucosa, orofaringe hiperemiada, exsudato. TRATAMENTO: Analgésico, antitérmico, antibioticoterapia, cirurgias (amidalectomia) Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo diminuir a dor e promover o conforto do paciente Cuidados visam o conforto do paciente • Cuidados visam o conforto do paciente • Minimizar as manifestações clínicas • Administrar NBZ Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 11.
    FARINGITE – Éa inflamação da faringe, e tem seu agente etiológico como um dos causadores de sequelas graves. ETIOLOGIA: Espretococcus beta-hemolítico do grupo A e sequelas; Febre reumática; Glomerulonefrite aguda. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Cefaleia, mal-estar, anorexia, rouquidão, tosse, dor abdominal, vômito, inflamação com exsudato. TRATAMENTO: Antibioticoterapia (penicilina), analgésico, antitérmico. Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico • Aplicar compressas mornas • Manter ingesta hídrica adequada • Dieta branda e líquida Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 12.
    LARINGITE – Infecçãoda laringe causada por agentes virais. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Odinofagia, indisposição, febre, congestão nasal, rouquidão, cefaléia, coriza. TRATAMENTO: Líquidos e ar umidificado Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico • Aplicar compressas mornas • Manter ingesta hídrica adequada • Dieta branda e líquida Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 13.
    GRIPE – Infecçãocausada geralmente por vírus de diferentes tipos, que sofrem alterações significativas no tempo. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Mucosa e faringe seca, rouquidão, febre, mialgia, calafrios, fotofobia, prostração. TRATAMENTO: Sintomático Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico • Aplicar compressas mornas • Manter ingesta hídrica adequada • Dieta branda e líquida Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 14.
    BRONQUITE – Inflamaçãodas grandes vias aéreas, estando invariavelmente associado a uma IRA. ETIOLOGIA: Agentes virais, sendo muito comum o Mycoplasma pneumoniae. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse seca, metálica e improdutiva, respiração ruidosa, dor torácica, falta de ar, vômito e febre. TRATAMENTO: Diminuir temperatura, dor e umidificar secreções. Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico • Cuidados com oxigenoterapia • Manter ingesta hídrica adequada • Dieta branda e líquida Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 15.
    BRONQUIOLITE – Infecçãoviral aguda dos bronquíolos, que ocorre principalmente no inverno. ETIOLOGIA: Adenovírus, Influenza. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Obstrução das VA, faringite, tosse, sibilância, febre, taquipneia, cianose, agitação, dispneia, fome de ar intensa, batimento da asa do nariz. TRATAMENTO: Tratar com ar umidificado, aumentar a ingesta hídrica, Graves: oxigenioterapia e terapia venosa. Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo aliviar o quadro sintomatológico, promover o conforto. • Observar oxigenoterapia e terapia endovenosa • Verificar SSVV • Elevar decúbito • Observar permeabilidade das VA Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 16.
    PNEUMONIA – Éa inflamação do parênquima pulmonar, dificultando as trocas gasosas. FATORES DE RISCO: • Idade < 6 anos • Estado imunológico debilitado • Situação econômica precária • Poluição ambiental • Pais fumantes • Baixo peso • Desmame Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 17.
    CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA: Pneumonia viral:tosse, febre, taquipneia, cianose, fadiga, prostração, presença de ruídos respiratórios e estridores. TRATAMENTO: Sintomático, oxigênio, fisioterapia respiratória e administração de líquidos Pneumonia Bacteriana (pneumococos): tosse, indisposição, respiração rápida e superficial, dor torácica, batimento de asa do nariz, cianose, palidez agitação e letargia. TRATAMENTO: • Crianças maiores: antibióticos, antitérmicos, sedativos para tosse, repouso e líquidos. • Crianças menores: mesmo das crianças maiores, com líquido endovenoso e oxigenioterapia. Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 18.
    Cuidados de Enfermagem– Tem por objetivo aliviar o quadro sindrômico, promover o conforto e evitar complicações e agravamento do quadro. • Avaliar respiração • Administrar oxigenioterapia • Controlar SSVV • Elevar decúbito • Estimular drenagem postural • Aspirar secreções quando necessária • Aliviar desconforto OBSERVAÇÃO: Aspiração de líquidos ou alimentos, provocados pela dificuldade de deglutir em função de paralisias, debilidade, ausência do reflexo da tosse pode causar a Pneumonia Aspirativa. É importante orientar os pais sobre a gravidade da doença e as formas de prevenção da mesma. Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 19.
    ASMA – Obstruçãodas VA por edema e/ou muco, desencadeada por diversos estímulos. ETIOLOGIA: Duvidosa, pode ter relação com fatores bioquímicos, imunológicos, alérgicos, climático, psicológico, físicos. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Tosse, irritabilidade, falta de ar, sibilância audível, rubor, lábios avermelhados escuro, progredindo para cianose, sudorese, diafragma deprimido. TRATAMENTO: Uso de corticosteróide, antiinflamatório, broncodilatores. Realização de exercícios através da fisioterapia respiratória. Cuidados de Enfermagem – Têm por objetivo identificar e eliminar fatores irritantes e alérgicos, além de orientar os pais sobre a doença e no reconhecimento de sinais agudos. • Controle rigoroso da terapia endovenosa. • Administrar oxigenioterapia. • Oferecer líquidos (controle). • Elevar decúbito. • Controlar SSVV • Estimular participação dos pais nos cuidados. Assistência de enfermagem à criança com distúrbios respiratórios
  • 21.
    ASPIRAÇÃO DE VIASAÉREAS SUPERIORES EM PEDIATRIA Obs: Responsável pela elaboração do POP: Enf. Emanuel Pereira dos Santos Enf. Maria da Penha Pinheiro Definição - É o procedimento técnico utilizado para remover secreções do trato respiratório (oral e nasal) quando necessário Objetivo:  Melhorar a respiração;  Fornecer adequada oxigenação ao paciente;  Remover por aspiração as secreções do trato respiratório sem que haja traumatismo;  Promover permeabilidade de vias aéreas superiores. Indicação: • Crianças com aumento da produção de secreções, vômitos ou sangue na cavidade bucal e nasal com impossibilidade de expulsá-los espontaneamente; • Antes da intubação e da extubação traqueal.
  • 22.
    MATERIAL A SERUTILIZADO:  Bandeja ou cuba rim;  Álcool à 70%;  Álcool gel à 70%;  Luva de procedimento;  Sonda de aspiração compatível com o paciente;  Gaze não estéril;  Água destilada ou soro fisiológico;  Equipamentos de proteção individual (EPI): gorro, máscara cirúrgica, óculos de proteção, avental ou capote não-estéril;  Toalha de rosto ou papel toalha;  Aparelho de aspiração portátil ou fonte de vácuo em rede;  Frasco de vidro de aspiração;  Válvula redutora de pressão para rede de vácuo;  Frasco coletor de secreções descartável, preferencialmente e na sua ausência a extensão ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM PEDIATRIA
  • 23.
    1 Explicar oprocedimento a ser realizado e sua finalidade a criança e/ou ao familiar; 2 Higienizar as mãos; 3 Reunir os materiais necessários e encaminhá-los próximo ao leito; 4 Fechar as cortinas do Box da criança; 5 Posicionar o paciente em fowler ou semi-fowler, se não for contraindicado; 6 Abrir o pacote do cateter, apenas na extremidade e deixar o resto protegido com a embalagem; 7 Abrir o invólucro das gazes esterilizadas e deixá-las na mesa de cabeceira; 8 Ligar o sistema de vácuo ou aspirador portátil; 9 Paramentar-se com os EPIs; 10 Ligar o aspirador; 11 Com a mão dominante, segurar a face da criança; 12 Pinçar o intermediário do silicone de aspiração; 13 Com a mão dominante introduzir a sonda de aspiração na cavidade nasal (pinçada) e abrir quando estiver introduzida; 14 Ocluir a válvula e retirar a sonda lentamente com movimentos circulares; 15 Com a mão dominante introduzir a sonda de aspiração na cavidade oral (pinçada) e abrir quando estiver introduzida; 16 Ocluir a válvula e retirar a sonda lentamente com movimentos circulares; 17 Repetir o processo até a limpeza total da cavidade oral, avaliando condição respiratória da criança; 18 Aspirar água destilada para limpeza da extensão; 19 Retirar sonda, máscara, luvas e óculos; 20 Desligar o aspirador ou válvula da rede de vácuo; 21 Deixar a criança o mais confortável e segura no leito; 22 Manter o ambiente em ordem e desprezar o material adequadamente; 23 Proceder às anotações de enfermagem no prontuário da criança, constando: descrição da quantidade e características da secreção aspirada, de ocorrências adversas e as medidas tomadas. ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM PEDIATRIA