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Amigdalites e otites na pediatria

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  • Excelente aula. Parabéns pela objetividade.
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Amigdalites e otites na pediatria

  1. 1. OTITE E AMIGDALITE NA INFÂNCIA <br />AMANDA THOMÉ<br />CLAUDIA CORREARD<br />
  2. 2. AMIGDALITES – PARTE I<br />A IMPORTÂNCIA CLÍNICA E PRECOCE É FUNDAMENTAL!<br />
  3. 3. Anatomia<br />AMIGDALAS PALATINAS<br />
  4. 4. Anatomia<br />ADENÓIDE (Amígdala faringea)<br />AMÍGDALAS PALATINAS<br />
  5. 5. Amigdalite<br /><ul><li>Infecção das amígdalas
  6. 6. Principal sintoma: dor de garganta
  7. 7. Etiologia viral ou bacteriana
  8. 8. Agente bacteriano mais frequente:
  9. 9. Streptococcuspyogenes</li></ul>Fig.1 – Amígdalas edemaciadas, hiperemiadas e purulentas<br />
  10. 10. Enfermidades das amígdalas e adenóides<br />Amigdaliteaguda<br />Amigdalitecrônica (recorrente)<br />Hiperplasiaobstrutiva de amígdalas e adenóides<br />Hiperplasia de adenóides<br />Diversos<br />
  11. 11. Amigdaliteaguda<br />30% bacteriana<br />Streptococcus pyogenes (Grupo A beta-hemolitico): potencialparaseqüelas<br />
  12. 12. Amigdaliteaguda- Quadroclínico<br />Odinofagia<br />Febre<br />Exudatosamigdalianos<br />Linfadenopatiasubmandibular dolorosa<br />
  13. 13. Amigdaliteaguda- Viral x Bacteriana<br />Viral<br />Febrebaixa<br />Pequenaleucocitose<br />Poucoexudato (placas)<br />Bacteriana<br />Febrealta (>38, 5ºC)<br />Leucocitose<br />Placasabundantes<br />
  14. 14. Etiologia Viral<br />Rhinovírus<br />Coronavírus<br />Adenovírus<br />Vírus parainfluenza<br />Vírus influenza<br />Citomegalovírus<br />Coxsackie A e outros enterovírus<br />Vírus Epstein-Barr<br />Vírus Herpes Simplex tipo I<br />Fig.2 – Adenovírus<br />
  15. 15. Etiologia Bacteriana<br /><ul><li>Streptococcuspyogenes
  16. 16. Corynebacteriumdiphtheriae
  17. 17. Neisseriagonorrhoeae
  18. 18. Haemophilusinfluenzae
  19. 19. Arcanobacteriumspp.
  20. 20. Borreliavicentie bacilos fusiformes (Angina de Vicent)</li></ul>Figs. 3 e 4– Streptococcus pyogenes.<br />
  21. 21. Colheita de Exsudado<br /><ul><li>Pedir ao doente para respirar fundo </li></ul> com a boca aberta<br /><ul><li>Baixar a língua com uma espátula
  22. 22. Fazer a colheita com uma zaragatoa seca, colher o exsudado da faringe posterior ou amígdalas, sem tocar nas paredes da cavidade bucal, língua ou úvula
  23. 23. Colocar a zaragatoa dentro de um tubo esterilizado, seco, adequado</li></li></ul><li>Amigdaliteaguda - Tratamento<br />PENICILINA (amoxicilina) 50mg/kg/dose – divididoem 3 (8/8h)<br />PENICILINA Benzatina- DU IM 600.000 U até 25 kg e o dobroacima de 25 kg. <br />MACROLÍDEOS(alergia a penicilina): Azitromicina- Claritromicina – Eritromicina (10-20 mg/kg dia) por 10 dias.<br />Manual assistênciapediátrica- SBP 2009<br />
  24. 24. Amigdaliteaguda - Tratamento<br />Emcaso de…<br />Obstruçãoventilatóriaaguda: antibioticoterapia IV e corticóides; amigdalectomia de urgência S/N<br />Amigdaliterecorrente: penicilinabenzatina (mensal)<br />
  25. 25. Amigdalites - Complicações<br />Abcessoperiamigdaliano<br />Linfadenite cervical<br />Abcessocervical<br />FEBRE REUMÁTICA <br />
  26. 26. Amigdalites - Complicações<br />Amigdalite = FR?<br />Não!!! <br />A FR é uma complicação da amigdalite causada pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (20% das amigdalites em crianças). <br />Nem todas a pessoas tem predisposição genética para evoluírem com Febre Reumática.<br />O problema é que antes de ter o primeiro episódio de FR, ninguém sabe quem está em risco e portanto faz-se necessário o tratamento de toda criança com amigdalite.<br />
  27. 27. Amigdalites - Complicações<br />Portanto, para que ocorra a Febre Reumática<br />Uma infecção de garganta causada pelo estreptococo.<br />Onão tratamento da infecção com o antibiótico adequado e o tempo correto de uso.<br /> <br />Uma predisposição genética individual.<br />
  28. 28. Abcessoperiamigdaliano<br />
  29. 29. Amigdalitecrônica (recorrente)<br />Amigdalite aguda recorrente: 7 episódios em 1 ano; 5 episódios por ano em 2 anos consecutivos ou 3 episódios por ano em 3 anos consecutivos. (NISA pediatricsapril 2011- MylaBoun)<br />
  30. 30. Amigdalitecrônica- Microbiologia<br />Streptococcus pyogenes (Grupo A beta-hemolitico)<br />H.influenza<br />S. aureus<br />Streptococcus pneumoniae<br />
  31. 31. Fatores de risco para amigdalite aguda de repetição em crianças<br />Objetivo: Avaliar os fatores de risco envolvidos na gênese de quadros de amigdalite aguda de repetição.<br />Amostra analisada (5.600 crianças).<br />Resultados:  Piores condições de hábitação, com moradias pequenas, com maior número de pessoas e presença de animais na mesma, a exposição passiva ao fumo e a redução do apetite foram estatisticamente mais freqüentes entre os com amigdalite aguda de repetição. <br />Risk factors for recurrent acute tonsillitis in children – Jornal de alergia e imunologia 22ªed. Pag 22 e 23- 2007.<br />
  32. 32. Amigdalitecrônica-Tratamento<br />O tratamentomaisindicado é a amigdalectomia. (MARK Lean, actual pediatris in NY- 2010, june)<br />
  33. 33. Guia Prático para Manejo no Ambulatório, na Emergência e na Enfermaria- SBP 2009<br />
  34. 34. Guia Prático para Manejo no Ambulatório, na Emergência e na Enfermaria- SBP 2009<br />
  35. 35. Mas doutor o que mais?<br />Fazer gargarejo com água morna.<br />Beber bastante bebida morna como chá e sopa se tolerar. <br />Comer alimentos macios ou gelados e fáceis de engolir.<br />Usar antitérmico na dose recomendada e/ou analgésico.<br />Bieluch VM, Martin ET, Chasin WD, Tally FP - Recurrenttonsilitishistologicandbacteriologicevaluation. Ann. Otol. Rhinol. Laryngol.,1989; 98: 332-335.<br />
  36. 36. Hipertrofiaobstrutiva de amígdalas e adenóides<br />Principal causa de mortesúbitaemcrianças.<br />Diagnóstico:<br />Anamnese: Roncos + Apnéianoturna+hipersonolênciadiurna + irritabilidade<br />Oroscopia<br />Radiografia de cavum<br />
  37. 37. Hipertrofiaobstrutiva de amigdalas e adenóides<br />Tratamentocirúrgico<br />amigdalectomia<br />
  38. 38. Hipertrofiaobstrutiva de amigdalas e adenóides<br />Tratamentocirúrgico<br />amigdalectomia<br />
  39. 39. Hipertrofiaobstrutiva de amigdalas e adenóides<br />Tratamentocirúrgico<br />amigdalectomia<br />
  40. 40. Hipertrofiaobstrutiva de amigdalas e adenóides<br />Tratamentocirúrgico<br />amigdalectomia<br />
  41. 41. Hipertrofiaobstrutiva de amigdalas e adenóides<br />Tratamentocirúrgico<br />amigdalectomia<br />
  42. 42. Hiperplasia de Adenóide<br />Tríadesintomática:<br />Vozhiponasal<br />Roncos<br />Respiração oral<br />Rinorréiapurulenta, gotejamentopós-nasal, tosse e cefaléia<br />Fasciesadenoidiano<br />
  43. 43. Fasciesadenoidiano<br />
  44. 44. Fasciesadenoidiano<br />
  45. 45. Amigdalectomia- Indicações<br />> 3 episódiosanuais<br />Hipertrofiaobstrutiva (apnéianoturna)<br />Halitose ?<br />Suspeita de neoplasia<br />
  46. 46. Hiperplasia de Adenóide- Tratamento<br />Adenoidectomia(obstruçõesmaioresque 50% do cavum)<br />Corticóidetópico intranasal por 6-8 semanas (ex: desonida).<br />
  47. 47. Hipertrofia unilateral de amígdalas<br />Neoplasia<br />Não-neoplásico: <br />Infecção (raro) <br />Congênito<br />
  48. 48. Hipertrofia unilateral de amígdalas<br />
  49. 49. Enfermidadesdiversas<br />CASEUNS AMIGDALIANOS<br />
  50. 50. Candidiase<br />
  51. 51. OTITES- PARTE II<br />A IMPORTÂNCIA CLÍNICA E PRECOCE É FUNDAMENTAL!<br />
  52. 52. Definição<br />OMA – processo inflamatório agudo do ouvido médio de origem infecciosa<br />OMS – inflamação do ouvido médio sem sinais e sintomas de infecção aguda com membrana timpânica íntegra.<br />
  53. 53. Epidemiologia<br />Mais frequente em crianças de 6 meses a 6 anos.<br />Mais prevalente no sexo masculino.<br />Há aumento da incidência no inverno e primavera(IVAS).<br />
  54. 54. Etiologia<br />AGENTES<br />= OMA<br />S. pneumoniae(30-50%)<br />H. influenzae (20-30%)<br />M. catarrhalis (1-5%)<br />= OMS<br />H. influenzae (39,1%)<br />S. pneumoniae<br />(12,5%)<br />M. catarrhalis (10,2%)<br />
  55. 55. Fatores de Risco<br />INFECÇÃO – suscetível para otite em 25% das crianças.<br />
  56. 56. Fatores de Risco<br /><ul><li>Fatores anatômicos – obstrução da tuba
  57. 57. Mecânica intrínseca</li></ul> extrínseca<br /><ul><li>Funcional abertura ineficiente
  58. 58. Anatomia na criança</li></li></ul><li>Fatores de Risco<br /><ul><li>Amamentação natural– imunoglobulina A– fator protetor das infecções
  59. 59. Mamadeira– desenvolvimento insuficiente da musculatura facial.</li></li></ul><li>Fatores de Risco<br />Creches – aumento de infecções das vias aéreas superiores.<br />
  60. 60. Fatores de Risco<br />Fumante passivo – otite de longa duração por dano a função mucociliar.<br />
  61. 61. Fatores de Risco<br /><ul><li>Refluxo gastroesofágico – recorrências das infecções das vias aéreas.
  62. 62. Saes, 2005, em um estudo, verificou remissão de otite quando instituído tratamento anti-RGE.</li></li></ul><li>Otoscopia<br /><ul><li>Membrana timpânica normal – posição neutra, transparente e cor pérola- acizentada.
  63. 63. Se criança chorando - hiperêmica</li></li></ul><li>Otoscopia<br />OMA: MT abaulada, opaca, hiperemiada, mobilidade diminuida.<br />
  64. 64. Otoscopia<br /><ul><li>OMS – MT retraída, pouca mobilidade
  65. 65. Presença de bolhas – permeabilidade da tuba auditiva.</li></li></ul><li>DiagnósticoClinico<br />OTITE MÉDIA AGUDA VIRAL<br />Vírus Sincicial Respiratório, Adenovírus, Influenza A ou B<br />Otalgia<br />Febre(nem sempre)<br />Otoscopia: mbtimpanicahiperemiada com pequenas alterações do reflexo luminoso e aumento da vascularização do cabo do martelo<br />MiringiteBolhosa<br />TTO: antiinflamatório não hormonal, calor local.<br />
  66. 66. OtiteMédiaAgudaNecrosante<br />Etiologia: Streptococcuspyogenes(produtor de toxina necrotizante) que leva à perfuração ampla e precoce da membrana timpanica.<br />Ocorre principalmente em crianças em curso de doenças exantemáticas(sarampo, escarlatina) ou com comprometimento do estado geral(pneumonia).<br />Toxina leva a osteíte do osso adjacente e dos ossículos= sequelas.<br />
  67. 67. OtiteMédiaAguda<br /><ul><li>Otalgia
  68. 68. Impressão dos pais
  69. 69. Mão no ouvido
  70. 70. Febre
  71. 71. Alteração do sono
  72. 72. Diminuição do apetite</li></li></ul><li>OtiteMédiaRecorrente<br />Fatores alérgicos associados<br />Hiperplasia adenoideana<br />Quimioprofilaxia: ATB (Amoxa ou SMZ+TMP) metade ou um terço da dose habitual e dose única por 3 a 6 meses.<br />Se falha terapêutica:Miringotomia com tubo de ventilação associada ou não a adenoidectomia.<br /><ul><li>3 ou mais episódios de OMA em 6 meses
  73. 73. 4 ou mais episódios de OMA em 1 ano</li></li></ul><li>Tratamento<br />
  74. 74. Tratamento<br />1ª escolha – amoxicilina<br /><ul><li>2ª escolha – amoxicilina-clavulanato ou cefalosporina de 2ª geração.</li></li></ul><li>Tratamento<br /><ul><li>Estudorandomizado com 40 crianças
  75. 75. Cefprozil versus cefaclor
  76. 76. Cefprozil – antibióticoadequado no tratamentoda OMA
  77. 77. Azitromicina versus amoxicilina – igual resposta clínica
  78. 78. Terapia de apoio – analgésicos e antipiréticos</li></ul>Carvalho, J.ped (Rio J), 1998<br />Kenna, Tratado de pediatria, 2002<br />Soc.Bras.Ped. Projeto diretrizes, 2005<br />
  79. 79. Tratamento<br />ANTIBIÓTICOSDOSES<br />Amoxicilina 40 mg/Kg/dia 8/8horas<br />AmoxicilinaClavulanato 40 mg/Kg/dia 8/8horas<br />Cefaclor 40 mg/Kg/dia 8/8 horas<br />Cefprozil 30 mg/Kg/dia 12/12horas<br />Azitromicina 12 mg/Kg/dia dose única<br />
  80. 80. Tratamentoda OMA:<br />
  81. 81. Tratamentoda OMS:<br />
  82. 82. Bibliografia - Livros<br />Kasper et al; Harrison – Medicina Interna; McGrawHill; 16ªedição; 2006<br />Murray et al; Microbiologia Médica; Elsevier; 5ª edição; 2006<br />Blackbook pediatria edição 2011<br />Nelson tratado de pediatria- otites e amigadlites, cap 22 e 16 pag. 220-260 e 454-477.<br />Bieluch VM, Martin ET, Chasin WD, Tally FP - Recurrenttonsilitishistologicandbacteriologicevaluation. Ann. Otol. Rhinol. Laryngol.,1989; 98: 332-335.<br />
  83. 83. Bibliografia - Internet<br />http://www.ghorayeb.com/Index.html<br />http://www.lookfordiagnosis.com/<br />http://www.scribd.com/<br />http://www.itg.be/<br />http://www.ehagroup.com/resources/pathogens/<br />http://www.saludalia.com/docs/Salud/web_saludalia/temas_de_salud/doc/otorrinolaringologia/doc/doc_amigdalitis.htm<br />http://www.mayoclinic.com/health/tonsillitis/DS00273/DSECTION=causes<br />http://www.nhs.uk/Conditions/Tonsillitis/Pages/Causes.aspx?url=Pages/What-is-it.aspx<br />
  84. 84. Agradecemos a atenção!<br />

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