Celeste Duque 2003-2004 Attachment Universidade do Algarve Escola Superior de Saúde de Faro ou Ligação Afectiva
Ligação Afectiva
Ligação Afectiva Bowlby (1950) realizou os primeiros estudos sobre os efeitos de privação afectiva nos primeiros anos de vida a pedido da OMS Tendo chamado a atenção para a enorme importância da relação mãe-filho no desenvolvimento saudável da criança. Em 1958, propõe o conceito de  ligação afectiva  –  attachment
Ligação Afectiva   (cont) Ainsworth & Bell (1970) definiram  ligação afectiva  como  “ uma ligação que uma pessoa ou animal estabelece com outro  significado – um laço que os une no espaço e que se preserva no tempo” .
Ligação Afectiva   (cont) Os comportamentos da ligação afectiva constituem tentativas para conseguir e manter um determinado grau de proximidade para com o objecto da ligação.
Ligação Afectiva   (cont) Comportamentos de ligação afectiva nos 1º s  meses de vida Sucção; Rotação; Ajustamentos posturais Quando se pega ao colo;  Sorriso; Choro; Vocalizações; Aproximar; Seguir.
Ligação Afectiva   (cont) Bowlby defende que a ligação afectiva mãe-filho dá resposta a a funções biológicas importantes as quais promovem a sobrevivência da espécie. A  ligação afectiva  parece estar relacionada com a  sensibilidade da mãe  para com as necessidades e sinais da criança e a  quantidade e natureza  (qualidade)  das inter-relações  entre elas.
Ligação Afectiva   (cont) Bowlby & Ainsworth descreveram  4 fases  no desenvolvimento da relação afectiva A criança faz movimentos de sucção, sorri, chora e utiliza outras vocalizações para com os objectos do meio; faz contacto visual com as pessoas. Por volta dos  3 meses , os bebés já diferenciam as pessoas das figuras inanimadas e tornam-se mais selectivas nas suas respostas.
Ligação Afectiva   (cont) Acontece quando o bebé começa a ser capaz de diferenciar a mãe, e mais uma ou duas pessoas, ao nível do  contacto de proximidade . Sucede por volta dos  6 meses , quando a ausência da mãe e a presença do estranho começa a causar ansiedade –  angústia do 8º mês .
Ligação Afectiva   (cont) Pode-se identificar no  fim do 1º ano de vida , quando o bebé começa a estabelecer uma  constância de mãe-objecto  ou  permanência de objectos  (das pessoas).
Ligação Afectiva   (cont) A  interdependência  com a  mãe  vai  aumentando  e  complexifica-se  até à  idade dos 4-5 anos , quando uma confiança completa é alcançada. Esta fase é mais de natureza cognitiva e representativa.
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Ao ser descrita e comprovada a importância do  attachment  ou  ligação afectiva  para o desenvolvimento saudável e global da criança,  os investigadores têm demonstrado um interesse crescente pelo estudo do desenvolvimento da ligação afectiva em crianças deficientes.
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) A presença de um qualquer  handicap  (deficiência) sensorial ou outro, pode interferir (ou atrasar) no estabelecimento dessa dinâmica de relação bidireccional da díada mãe-bebé. Mães, aparentemente sensíveis, que respondem prontamente aos seus filhos, aparentemente “normais” ou intactos Falham em atingir padrões comparáveis, quando os filhos são deficientes.
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Por outro lado, os bebés portadores de  handicaps  falham em atingir níveis ideais de estimulação da mãe,  o que conduz a mãe a falhar na interacção de resposta para com o seu bebé. Comportamento Maternos Comportamentos do Bebé
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Estudos comparativos entre crianças “normais” e crianças com Síndroma de Down Demonstram uma menor frequência de comportamentos de choro e vocalizações, nas crianças com Síndroma de Down.
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Estudos do  attachment  efectuados em crianças com Atraso Mental Sugerem a presença de  atrasos e perturbações no desenvolvimento  do  attachment .
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Foram investigados aspectos da  relação afectiva,  em  Crianças Surdas ,  Apesar das  dificuldades de comunicação  e dos  atrasos de linguagem , que estas crianças apresentam, com frequência, até aos  2 anos , Elas são capazes de estabelecer uma relação positiva, segura e recíproca com as mães, à semelhança das crianças “intactas” em termos auditivos.
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Estudos sobre  attachment,  em  Crianças Cegas ,  Documentam que os bebés invisuais demonstram uma ausência de “linguagem visual” criando problemas às mães na leitura dos sinais, O sorriso não é automático ou frequente Demonstram um pequeno repertório de sinais de expressões faciais Verificam-se diferenças na quantidade e qualidade das vocalizações espontâneas.
Ligação Afectiva em Crianças Deficientes   (cont) Foi estudado o efeito das  Deformações Crânio-Faciais,  na  qualidade  das  interacções mãe-bebé ,  Concluiu-se que Os bebés atraentes constituem um importante factor na qualidade da interacção.
Intervenção
Intervenção   (cont) Valorizar a importância do  attachment   para o desenvolvimento global, saudável e harmonioso da criança; Informar os pais;  Promover, através do estabelecimento de “comportamentos adaptativos”, competências nos pais que permitam Ultrapassar as barreiras criadas pelos  handicaps  dos filhos  para, deste modo, maximizar as oportunidades de interacção.

Attachment - Ligação Afectiva

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    Celeste Duque 2003-2004Attachment Universidade do Algarve Escola Superior de Saúde de Faro ou Ligação Afectiva
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    Ligação Afectiva Bowlby(1950) realizou os primeiros estudos sobre os efeitos de privação afectiva nos primeiros anos de vida a pedido da OMS Tendo chamado a atenção para a enorme importância da relação mãe-filho no desenvolvimento saudável da criança. Em 1958, propõe o conceito de ligação afectiva – attachment
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    Ligação Afectiva (cont) Ainsworth & Bell (1970) definiram ligação afectiva como “ uma ligação que uma pessoa ou animal estabelece com outro significado – um laço que os une no espaço e que se preserva no tempo” .
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    Ligação Afectiva (cont) Os comportamentos da ligação afectiva constituem tentativas para conseguir e manter um determinado grau de proximidade para com o objecto da ligação.
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    Ligação Afectiva (cont) Comportamentos de ligação afectiva nos 1º s meses de vida Sucção; Rotação; Ajustamentos posturais Quando se pega ao colo; Sorriso; Choro; Vocalizações; Aproximar; Seguir.
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    Ligação Afectiva (cont) Bowlby defende que a ligação afectiva mãe-filho dá resposta a a funções biológicas importantes as quais promovem a sobrevivência da espécie. A ligação afectiva parece estar relacionada com a sensibilidade da mãe para com as necessidades e sinais da criança e a quantidade e natureza (qualidade) das inter-relações entre elas.
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    Ligação Afectiva (cont) Bowlby & Ainsworth descreveram 4 fases no desenvolvimento da relação afectiva A criança faz movimentos de sucção, sorri, chora e utiliza outras vocalizações para com os objectos do meio; faz contacto visual com as pessoas. Por volta dos 3 meses , os bebés já diferenciam as pessoas das figuras inanimadas e tornam-se mais selectivas nas suas respostas.
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    Ligação Afectiva (cont) Acontece quando o bebé começa a ser capaz de diferenciar a mãe, e mais uma ou duas pessoas, ao nível do contacto de proximidade . Sucede por volta dos 6 meses , quando a ausência da mãe e a presença do estranho começa a causar ansiedade – angústia do 8º mês .
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    Ligação Afectiva (cont) Pode-se identificar no fim do 1º ano de vida , quando o bebé começa a estabelecer uma constância de mãe-objecto ou permanência de objectos (das pessoas).
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    Ligação Afectiva (cont) A interdependência com a mãe vai aumentando e complexifica-se até à idade dos 4-5 anos , quando uma confiança completa é alcançada. Esta fase é mais de natureza cognitiva e representativa.
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Ao ser descrita e comprovada a importância do attachment ou ligação afectiva para o desenvolvimento saudável e global da criança, os investigadores têm demonstrado um interesse crescente pelo estudo do desenvolvimento da ligação afectiva em crianças deficientes.
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) A presença de um qualquer handicap (deficiência) sensorial ou outro, pode interferir (ou atrasar) no estabelecimento dessa dinâmica de relação bidireccional da díada mãe-bebé. Mães, aparentemente sensíveis, que respondem prontamente aos seus filhos, aparentemente “normais” ou intactos Falham em atingir padrões comparáveis, quando os filhos são deficientes.
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Por outro lado, os bebés portadores de handicaps falham em atingir níveis ideais de estimulação da mãe, o que conduz a mãe a falhar na interacção de resposta para com o seu bebé. Comportamento Maternos Comportamentos do Bebé
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Estudos comparativos entre crianças “normais” e crianças com Síndroma de Down Demonstram uma menor frequência de comportamentos de choro e vocalizações, nas crianças com Síndroma de Down.
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Estudos do attachment efectuados em crianças com Atraso Mental Sugerem a presença de atrasos e perturbações no desenvolvimento do attachment .
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Foram investigados aspectos da relação afectiva, em Crianças Surdas , Apesar das dificuldades de comunicação e dos atrasos de linguagem , que estas crianças apresentam, com frequência, até aos 2 anos , Elas são capazes de estabelecer uma relação positiva, segura e recíproca com as mães, à semelhança das crianças “intactas” em termos auditivos.
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Estudos sobre attachment, em Crianças Cegas , Documentam que os bebés invisuais demonstram uma ausência de “linguagem visual” criando problemas às mães na leitura dos sinais, O sorriso não é automático ou frequente Demonstram um pequeno repertório de sinais de expressões faciais Verificam-se diferenças na quantidade e qualidade das vocalizações espontâneas.
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    Ligação Afectiva emCrianças Deficientes (cont) Foi estudado o efeito das Deformações Crânio-Faciais, na qualidade das interacções mãe-bebé , Concluiu-se que Os bebés atraentes constituem um importante factor na qualidade da interacção.
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    Intervenção (cont) Valorizar a importância do attachment para o desenvolvimento global, saudável e harmonioso da criança; Informar os pais; Promover, através do estabelecimento de “comportamentos adaptativos”, competências nos pais que permitam Ultrapassar as barreiras criadas pelos handicaps dos filhos para, deste modo, maximizar as oportunidades de interacção.