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Museu Britânico Identifica os elementos neoclássicos
ÉPOCAS 1. Época  Arcaica (900-600  a. C.) Desenvolvem-se os princípios da arte grega. Aparecem os elementos básicos das construções gregas, assim como das ordens arquitecónicas.  2. Época Clássica ( 500 a. C.) É o período de maior esplendor, chamado  Século de Péricles. Assistiu a um grande desenvolvimento da literatura, direito, filosofia, astronomia, comércio  e tácticas militares. 3. Época Helenística (400 -100 a. C.) Período de decadência. Assim chamado por causa da  fusão de ideias e culturas de ootras civilizações da Antiguidade.
A ARTE GREGA NO SÉCULO V a.C. ARQUITECTURA Deu particular atenção aos edifícios  Religiosos  Públicos  Templos  Teatros
CARACTERÍSTICAS DA ARQUITECTURA Arte à medida o homem Arte ao serviço da cidade e dos cidadãos Os edifícios mais significativos são os templos e os santuários e os teatros e estádios. Regem-se pelos princípios da harmonia grega baseada na ordem, simetria e equilíbrio. Influenciada por alguns princípios egípcios, ainda que dedicada ao homem Materiais mais utilizados: madeira, mármore.
CARACTERÍSTICAS DA ARQUITECTURA – os templos Edifício de maior interesse entre os gregos e a expressão máxima da sua arquitetura. Eram a morada e  abrigo do Deus. Tetos planos e inclinados, de duas águas, rodeados por colunas. Paredes de mármore, grossas e talhadas, sem janelas nem aberturas, pintadas com cores vivas. A natureza serviu de modelo à decoração, mais abundante no exterior que no interior As construções em linhas retas retangulares. Matemática e geometricamente calculado (chegavam a prever desvios óticos) A coluna como elemento básico e essencial, originando três ordens arquitetónicos: Dórico, Jónico e Coríntio.
Planta de templo grego Estrutura planimétrica do templo: Pronaos – antecede a naos Cella ou naos – onde estava a estátua da divindade Opistódomos – sucede a naos, câmara do tesouro (oferendas) Peristilo – corredor coberto e circundante, aberto lateralmente por colunas Simetria axial, ou de eixo
A ARTE GREGA: A ARQUITECTURA
A B C D E FUSTE CAPITEL ARQUITRAVE FRISO FRONTÃO
Alçado de templo grego Frontão Cornija Envasamento  ou  socalco – plataforma elevada para nivelar o terreno: estilóbato- último degrau onde assenta o edifício estereóbato- alicerce com dois ou mais degraus Colunas: fuste – tambores, caneluras capitel – gola, equino, ábaco Entablamento: arquitrave friso cornija (encimada por frontão triangular)
ORDENS ARQUITECTÓNICAS DÓRICO Ordem dórica Cobertura Coluna Frontão Arquitrave Cornija Telhado Fuste  dórico  com  canelado de  arestas  vivas
JÓNICO Cobertura Coluna Frontão Arquitrave Cornija Telhado Fuste  jónico  com  canelado de  arestas  aparadas Ordem jónica
CORINTIO
AS CARIÁTIDES As Caríatides: uma variação à utilização de colunas;
 
Obra-prima da Grécia Clásica  O Partenon Iniciado em 447 a.C. e terminado em 438 a. C.; os relevos foram esculpidos até 432 a. C.  Planta e fachada do templo Partenon
Parténon: É o mais conhecido edifício da Grécia Antiga as suas esculturas decorativas são um dos pontos altos da arte grega. Constituído em mármore do Monte Pentélico com as mais modernas técnicas da época No interior, abrigava a estatua, Atena Parteno em marfim e ouro. Atena Partenos;  parthenos  (em grego παρθένος, "virgem") refere-se ao estado virginal e solteiro da deusa.
CORRECÇÕES ÓPTICAS DO PARTENON
Proporção Os arquitectos Ictinos e Calícrates, ao planear o Partenon,  usaram a unidade de medida chamada módulo e assim estabeleceram a relação exacta das partes com o todo.
Templo de Atena Niké: dedicado a deusa Atena; Νίκη ( Níkē ) significa "vitória" em grego, um dos adjectivos dados à deusa. Construído em mármore pentélico; possui 4 colunas á frente e atrás; Decoração elegante dos capiteis de volutas enroladas, no friso e nos tímpanos. A estatua da deusa era em madeira, com um escudo na mão esquerda e uma romã, simbolizava a fertilidade, na mão direita. Atena Niké era deusa alada da vitória. Contudo, foi construída uma estatua sem asas, Niké Apteros (“sem asas”).
Erecteion: templo consagrado a Atena, Poseidon e Erecteu (mítico rei ateniense). É mais belo monumento da ordem jónica. No interior do templo, vivia uma serpente, à qual se oferecia um bolo sagrado cuja recusa era tomada como sinal de mal agouro para os atenienses.
O TEATRO É da mais importantes invenções da arquitectura grega, construído na encosta duma colina, aproveitando o terreno para ajustar as bancadas semicirculares. O teatro era o elemento central da vida da cidade. No centro ficava a orquestra, e ao fundo a cena.
A ESCULTURA O Homem como medida de todas as coisas Representação exata das aparências visíveis Realista e idealista Estreitamente ligada à arquitetura Profundamente humanista
Período Arcaico (pg. 27) Primeiro em madeira e depois em pedra Estética da estatuária egípcia  Kouroi: jovens nus (atletas heróis ou simbolizando deuses Korai: raparigas vestidas de longas túnicas Estátuas rígidas, corpos hirtos e esquematizados, rostos simétricos esboçando meios sorrisos; gradualmente foram adquirindo flexibilidade, movimento e expressão facial Relevo enquadrava-se na arquitetura nos tímpanos; estilisticamente idêntico à estatuária
Época clássica(pg. 28 a 30) Auge da beleza e da perfeição Domínio dos materiais e das técnicas, conceção plena da forma Imita modelos ideais da natureza aliados a estudos de anatomia e geometria Cânones: conjunto de regras de proporção métrica (1º cânone foi de Policleto em Doríforo) Ao realismo técnico aliou-se idealismo racional das formas  (formas anatómicas, dinamismo das formas anatómicas, idealismo do rosto de atleta sereno, calmo e imperturbável em Diadúmeno de Mirón)
Época clássica(pg. 28 a 30) Fídeas: artista mais genial do séc. V a.C.  (relevos de Parténon e do Templo de Atenas Niké): perfeição anatómica, robustez e serenidade, força, caráter idealista e divinizado, expressão “calma olímpica” Maioria das obras gregas chegam até nós através de cópias helenísticas e romanas
Época helenística(pg. 30 a 31) Relevos e estátuas mais naturalistas e expressivas e menos impessoais Surge o nu feminino Carater mais sensível e sensual Poderosa expressividade, tensão dos corpos, movimentos contorcionados Novo cânone: atleta mais esbelto e delgado Realismo expressivo: dinâmico, dramático de efeito teatral (sofrimento e paixão) Laocconte e Vitória de Samotrácia
A PINTURA MURAL Abundante mas resta-nos muito pouco Conhecimento da pintura apoiado na cerâmica e escritores  Decorava paredes internas de templos, túmulos e casas de habitação Cenas mitológicas semelhantes às dos relevos e cerâmica.
A CERÂMICA Múltiplos usos Grande produção Grande qualidade técnica (pastas, cozeduras e engobos) Simples, elegante e funcional Alia forma-função (uso doméstico, comercial, cerimonial religioso e fúnebre) Decoração acompanha evolução social, cultural e política da Grécia (documento histórico e “arquivo de imagens”) Como produto de exportação, espalhou-se por todo o mediterrâneo Atribuía-se grande valor à cerâmica (prestígio das olarias; a partir de meados do séc. IV a.C., reconhecimento  do artesão-oleiro e do pintor-decorador que assinavam peças, adquirindo estatuto de obra de autor)
Estilo geométrico Sécs. IX e VIII a. C. Ornamentação de geométricos simples (fig. 50, pg. 33): ponto, linha e circúlo No séc. VIII a.C. inclui figuras esquematizadas a preto (animais ou humanos, isolados ou organizados em cenas narrativas de batalhas e funerais) fig. 49, pg. 32 Grandes dimensões para cemitérios, contendo oferendas
Estilo arcaico Fase orientalizante (de finais do séc. VIII a. C. até meados dos séc. VII a.C.): Influência oriental nos temas, figuração e expressão, captada em viagens de colonização e comerciais (fig. 51, pg. 33) Fase arcaica recente (entre 650 a.C. e o final do séc. VI a.C.): conhecido como “estilo das figuras negras” (figs. da pg. 34) Figuras negras destacadas sobre fundo vermelho
Estilo arcaico Fase arcaica recente (contin.) Figuras negras destacadas sobre fundo vermelho Silhuetas à maneira antiga (rosto de perfil, olho de frente, tronco de frente, ancas a ¾ e pernas de perfil) Interior das figuras com linhas de músculos, barbas, penteados, padrões do vestuário ou outras partes do corpo Influência plástica da escultura do estilo severo (pormenores anatómicos) Desenho bidimensional mas maior naturalismo e expressão Noções de simetria e equilíbrio de composição Juntaram-se às cenas mitológicas, as cenas familiares e quotidianas Monopólio de produção em Atenas
Estilo clássico Entre 480 a.C. e 323 a.C.  Inovações técnicas e formais revolucionárias (cânones anatómicos, perspetiva, claro-escuro…) Figuras vermelhas, cor da argila (figs. pg. 35): negativo das figuras negras  Surgem cenários Desenho mais rigoroso Tridimensionalidade e naturalismo Figuras com movimento e realismo Diversidade estilística a partir do séc. IV a.C. (figuras pretas e vermelhas, fundos amarelados ou brancos, com formas definidas somente pelo contorno; fig 57 da pg. 35)