Educação e Museus Maria Esther Valente Coordenação de Educação em Ciências MAST COLLOQUIA [email_address] Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST
Natureza da Educação ■   A  educação  é um fenômeno próprio dos seres humanos. Nesse sentido compreender a natureza da educação é compreender a natureza do ser humano. ■   O termo  educação , de modo geral, é entendido como  transmissão  e  aprendizado  de técnicas culturais (uso, produção, comportamento, conduta)  que correspondem a cultura. Por meio destas técnicas os seres humanos são capazes de  satisfazer  suas necessidades, se  proteger  das diversidades (físicas, biológicas e ambientais) e de  trabalhar  em conjunto de forma mais ou menos ordenada  ■   É um conceito indispensável uma vez que é um fenômeno que ocorre em toda a sociedade humana (primitiva, civilizada etc.), cuja sobrevivência depende da transmissão de sua cultura de geração para geração.
Natureza da Educação ■   A cada necessidade (sobrevivência e superação) a sociedade se aparelha para enfrentar situações, novas ou em mudança, tornando flexível e corrigível as técnicas de que dispõem. É confiada à  educação  a tarefa não só de  transmitir , mas também de corrigir e  aperfeiçoar .  ■   Cada sociedade terá uma orientação da forma de Educação. Mais voltada para a  transmissão  que corresponde a uma  imutabilidade . Ou mais voltada para o  aperfeiçoamento  que corresponde à  transformação .  Transmissão  de técnicas e valores •  Formação  dos indivíduos -  capacitar para transformar .  ■  A escolha é realizada na tensão da permanência e da mudança. As escolhas levam à produção de diferentes saberes, materiais e não materiais, desenvolvidos a partir da antecipação nos indivíduos (por meio de representações mentais) de idéias – objetivos de ação.
Natureza da Educação ■   O objetivo da  educação  diz respeito de um lado à identificação dos elementos culturais pré-existentes, que serão escolhidos, para serem assimilados pelos indivíduos da espécie humana e de outro lado e concomitantemente, a descoberta das formas mais adequadas para que os indivíduos atinjam o objetivo determinado.  Nesse processo inscreve-se a educação que tem como tarefas ensinar  e produzir conhecimento para aperfeiçoar no campo das idéias, conceitos, valores, símbolos, hábitos, atitudes, habilidades, etc. Neste sentido educação e cultura estão sempre juntos.  O que se transmite na educação é sempre algo que precede o indivíduo, em um processo perpétuo de seleção e decantação.
Institucionalização da Educação ■   A  escola  é a instituição privilegiada onde se encontra a  educação  em sua forma institucionalizada. Existe para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitem o acesso ao saber elaborado, por meio de métodos pedagógicos. As atividades educativas se organizam a partir daí.  ■   Outras instituições também apresentam essa natureza educativa institucionalizada, são instituições com propriedades para a realização do processo educativo/pedagógico. ■  Considerando os museus como espaços de educação. Programas e projetos educacionais são gerados com base em modelos sociais e culturais. Seleções de parte da cultura são realizadas, com o intuito de torná-las acessíveis ao visitante, para tal processos de recontextualização da cultura se processam permitindo a socialização dos saberes acumulados (Martha Marandino)
A função educativa vem sendo realizada por meio de múltiplos e heterogêneos canais.  O Universo Educativo pode ser dividido em três tipos: Educação  Informal (difusa, espontânea):  composta por um imenso conjunto de possibilidades educativas que se apresentam no curso da vida cotidiana, constituindo um processo permanente e não organizado Educação  Não Formal :   setor educativo heterogêneo, múltiplo e diverso Educação   Formal  :  Escola Universo Educativo
Educação Formal e Não Formal  Possuem uma estrutura e uma organização, mas estritamente distintas * evita formalidades e hierarquias * descontextualizarão da aprendizagem (os conteúdos são ensinados e aprendidos fora de seu âmbito natural de produção e aplicação) * não possui currículos pré-estabelecidos * caracteriza-se por uma liberdade de escolha de acordo com os interesses pessoais * flexibilidade na adaptação dos conteúdos de aprendizagem a cada grupo concreto * seleção e ordenação de conteúdos que se relacionam por meio de planos de estudo, currículo... (seqüência) * separação institucional de relações assimétricas e complementares (aluno-professor) * não fixação de tempos * se baseia numa atitude voluntária * estabelecimento de tempos  pré-fixados  de ação (horários, calendário letivo...) * se dá fora do âmbito da escola  * definição de um espaço próprio-  a escola como lugar físico * sistemas individualizados ou coletivos * a distância ou  in loco  * forma coletiva e  presencia l  de ensino e aprendizagem Não Formal Formal
Educação Não Formal ->  muitas vezes complementa as lacunas deixadas pela educação escolar, embora não tenha esse objetivo ->  a transmissão de conhecimentos acontece de forma não obrigatória (não há testes, provas, avaliações...) ->   viabiliza o contato e a mistura de diferentes idades e gerações Conjunto de processos, meios e instituições específicas e diferentemente desenvolvidas, que possuem objetivos explícitos de formação ou de instrução; não se caracterizam, por sua vez, pela hierarquização e seqüencialidades próprias do sistema educativo regrado.
O MUSEU ■ “ Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, pesquisa, divulga e expõe, para fins de estudo, educação e lazer  testemunhos materiais e imateriais dos povos e seu meio ambiente”.  (ICOM, 2004) ■   O museu tem três funções: preservar, pesquisar e comunicar.  O museu tem três objetivos: estudo, educação e deleite (lazer) (François Marisse 2005) ■ “ Os museus fazem sua contribuição única para o público coletando, preservando e interpretando as coisas do mundo.  (...)  Suas missões incluem coleta e preservação, assim como exposição e educação com materiais não só próprios como também emprestados e fabricados com esse fim.  (...)  Suas coleções e/ou os objetos emprestados ou fabricados são as bases para pesquisa, exposições, e programas que convidam à participação pública . ”  Associação Americana de Museus – AAM. http://  www.aam-us.org
O movimento de aproximação Museu e público educação como mediação ■   1970 o grande movimento de reestruturação do museu e sua renovação, novos olhares sobre a instituição, vão se processar  não só sobre a relação com o público, mas também sobre uma maior reflexão em torno das disciplinas ligadas à museológia. ■   Democratização da sociedade e maior acesso do público aos museus. Ampliação de seu campo de ação e multiplicidade de propostas de atuação. A educação como dimensão destacada no processo de aproximação com o púbico geral e, especialmente o jovem estudante. Foco no aspecto social, abordando os interesses da sociedade passando a ser parceiro nas questões de diferentes âmbitos: social, econômico e político. Os  museus de ciência e tecnologia  respondem a essa demanda.
Educação em museu “ A educação em museu tem por finalidade auxiliar o visitante a  tornar-se competente , ou seja, capaz de  se apropriar do museu . Essa concepção do papel educativo do museu aparece intimamente ligada ao conceito de  autonomia na aprendizagem , definida pela atitude do sujeito em determinar seus objetivos, a escolher os meios para atingi-los e a avaliar seu empreendimento. Ensinar um visitante a se tornar competente consiste essencialmente em  ensiná-lo a aprender no museu .” Allard e Boucher, 1998 (Grifo nosso) Adriana Mortara, 2009
Allard e Boucher, 1999 E Adriana Mortara, 2009 Objetivos da Educação em Museus SABER FAZER Desenvolvimento das seguintes habilidades: observar discriminar identificar descrever classificar sintetizar comunicar
Objetivos Educação em Museus SABER FAZER Desenvolvimento das seguinte habilidades: formular questões antecipar respostas justificar decidir por uma resposta ou por uma solução questionar classificar comparar estabelecer relações localizar a informação Allard e Boucher, 1999 e Adriana Mortara, 2009
Considerações Valorização do Museu como espaço de veiculação, produção e divulgação de conhecimento, onde a convivência social aponta para outras referências para desvendar o mundo. (Margaret Lopes) O importante é saber ler a exposição, principal veículo de contato do público geral com o conhecimento veiculado pelo museu. Saber perceber como símbolos e arranjos museológicos são apresentados. Compreender assim as mensagens para empreender uma leitura crítica. A observação é um exercício de percepção e para que seja efetivo deve ser preparado, sob pena da visita ao museu ser comprometida com a incompreensão da proposta da visita. A preparação possibilita a consciência informada, levando do museu indagações e a vontade de buscar outras referencias. E, construir novos significados a partir das mensagens expositivas. Todas categorias de museus podem ser explorados pelas diferentes disciplinas do saber, por que toda construção do conhecimento está implicado em uma cultura e é historicamente construído.
Considerações “ Consideramos a memória não como algo imutável e repetitivo mas como possibilidade de reflexão sobre o passado por meio de sua representação no momento presente. A constituição da memória está intimamente relacionada com as transformações que o presente lhe confere na reelaboração do passado” (Vasconcelos e Almeida, 2001,p.107 “ Nessa perspectiva, o conhecimento da história de grupos sociais ou de sociedades distintas definiu uma memória que foi utilizada para rememorar ou glorificar o passado de grupos dominantes, fazendo se esquecer da dimensão crítica de sua construção e do uso desse passado nos dias de hoje.” (Vasconcelos e Almeida, 2001,p.107 Nesse sentido a memória deve ser entendida como objeto de conhecimento, e no museu de história, sua principal função seja a de contribuir para o entendimento de sua construção e de sua representação no momento atual, construindo novos significados. Trata-se de trabalhar mais com memórias.
Anonyme Le cabinet de Ferrante Imperato à Naples 1672, gravure, Bibliothèque Estense, Modène.
Primeira Exposição de História da Ciência Museu de História da Ciência  (Florença-1929)
Museu do Universo (Rio de Janeiro – 2005) Museu do Universo (Rio de Janeiro – 2005)
Exposição Universal Londres - 1851 Fonte: La revue 33 Exposição Universal Londres - 1851
Science Museum Londres – 1980’s Fonte: La revue 33
Musée des Arts et Metiers Paris - 1870 Fonte: La revue 38
Musée des Arts et Metiers Paris - 2000 Fonte: La revue 29
Laboratório Lavoisier, final século XVIII. Musée des Arts et Métiers (1993). Máquina de tecer (indústria têxtil) de 1746. Musée des Arts et Métiers (2000).
Musée des Arts et Metiers Paris - 2000 Fonte: La revue 29
 
O equilíbrio entre instituição e público   ■ “ Esta batalha que a educação teve que travar, no passado, para ganhar entrada no museu não foi fácil. (…) A oposição consistente ao avanço do uso das coleções foi formada de um bloco de homens conservadores que pode ser dividido em três SEÇÕES. A primeira e a maior é a dos curadores. Desde o início eles têm sido os guardiões e agentes de compras para museus (...) tornou-se assim sua responsabilidade organizar os objetos sob sua guarda para que os alunos de escolas, estudantes e ocasionalmente o público em geral pudesse vê-los e estudá-los por iniciativa própria (...). Obviamente, esta última é essencialmente uma característica educacional do trabalho do museu, mas, em vez de estar sob o controle dos educadores, transformou-se na função do curador. Uma vez que uma exposição tenha sido organizada sem consultar a equipe da área de educação, o curador diz, ‘Aqui está. Agora você explica ao público'. A segunda do grupo de conservadores foram os diretores. Por causa da tradição estiveram muito mais interessados na construção de coleções e no prestígio dos pesquisadores das instituições do que torná-las úteis. (...) a maioria dos diretores recua a qualquer forma de popularização com medo de que se possa rebaixar os padrões. (…). Finalmente, o terceiro grupo deste corpo leal da oposição consiste nos administradores.” ( Theodore   Low, 1942)
Museum Education  Centre for Informal Learning and Schools  (US)  http://www.exploratorium.edu/cils/index.html  Group for Education in Museums  (UK) http://www.gem.org.uk/  Inspiring learning for all  (UK)  http://www.inspiringlearningforall.gov.uk/default.aspx?flash=true  Museum Education Monitor  (US) http://www.mccastle.com/publications.asp  Museum Education Roundtable  (US)  http://www.mer-online.org/  Museum Learning Collaborative  (US) http://www.museumlearning.com/  Museum Audience Research  Australian Museum Audience Research Centre  (AUS)  http://www.amonline.net.au/amarc  Evaluation and Visitor Research Special Interest Group  (AUS)  http://amol.org.au/evrsig/index.html  Smithsonian Office of Policy and Analysis  (US) http://www.si.edu/opanda/  Visitor Research and Evaluation at the Exploratorium  (US)  http://www.exploratorium.org/partner/evaluation.html  Visitor Studies Association  (US) http://www.visitorstudies.org/

Apresentação em ppt de Esther

  • 1.
    Educação e MuseusMaria Esther Valente Coordenação de Educação em Ciências MAST COLLOQUIA [email_address] Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST
  • 2.
    Natureza da Educação■ A educação é um fenômeno próprio dos seres humanos. Nesse sentido compreender a natureza da educação é compreender a natureza do ser humano. ■ O termo educação , de modo geral, é entendido como transmissão e aprendizado de técnicas culturais (uso, produção, comportamento, conduta) que correspondem a cultura. Por meio destas técnicas os seres humanos são capazes de satisfazer suas necessidades, se proteger das diversidades (físicas, biológicas e ambientais) e de trabalhar em conjunto de forma mais ou menos ordenada ■ É um conceito indispensável uma vez que é um fenômeno que ocorre em toda a sociedade humana (primitiva, civilizada etc.), cuja sobrevivência depende da transmissão de sua cultura de geração para geração.
  • 3.
    Natureza da Educação■ A cada necessidade (sobrevivência e superação) a sociedade se aparelha para enfrentar situações, novas ou em mudança, tornando flexível e corrigível as técnicas de que dispõem. É confiada à educação a tarefa não só de transmitir , mas também de corrigir e aperfeiçoar . ■ Cada sociedade terá uma orientação da forma de Educação. Mais voltada para a transmissão que corresponde a uma imutabilidade . Ou mais voltada para o aperfeiçoamento que corresponde à transformação . Transmissão de técnicas e valores • Formação dos indivíduos - capacitar para transformar . ■ A escolha é realizada na tensão da permanência e da mudança. As escolhas levam à produção de diferentes saberes, materiais e não materiais, desenvolvidos a partir da antecipação nos indivíduos (por meio de representações mentais) de idéias – objetivos de ação.
  • 4.
    Natureza da Educação■ O objetivo da educação diz respeito de um lado à identificação dos elementos culturais pré-existentes, que serão escolhidos, para serem assimilados pelos indivíduos da espécie humana e de outro lado e concomitantemente, a descoberta das formas mais adequadas para que os indivíduos atinjam o objetivo determinado. Nesse processo inscreve-se a educação que tem como tarefas ensinar e produzir conhecimento para aperfeiçoar no campo das idéias, conceitos, valores, símbolos, hábitos, atitudes, habilidades, etc. Neste sentido educação e cultura estão sempre juntos. O que se transmite na educação é sempre algo que precede o indivíduo, em um processo perpétuo de seleção e decantação.
  • 5.
    Institucionalização da Educação■ A escola é a instituição privilegiada onde se encontra a educação em sua forma institucionalizada. Existe para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitem o acesso ao saber elaborado, por meio de métodos pedagógicos. As atividades educativas se organizam a partir daí. ■ Outras instituições também apresentam essa natureza educativa institucionalizada, são instituições com propriedades para a realização do processo educativo/pedagógico. ■ Considerando os museus como espaços de educação. Programas e projetos educacionais são gerados com base em modelos sociais e culturais. Seleções de parte da cultura são realizadas, com o intuito de torná-las acessíveis ao visitante, para tal processos de recontextualização da cultura se processam permitindo a socialização dos saberes acumulados (Martha Marandino)
  • 6.
    A função educativavem sendo realizada por meio de múltiplos e heterogêneos canais. O Universo Educativo pode ser dividido em três tipos: Educação Informal (difusa, espontânea): composta por um imenso conjunto de possibilidades educativas que se apresentam no curso da vida cotidiana, constituindo um processo permanente e não organizado Educação Não Formal : setor educativo heterogêneo, múltiplo e diverso Educação Formal : Escola Universo Educativo
  • 7.
    Educação Formal eNão Formal Possuem uma estrutura e uma organização, mas estritamente distintas * evita formalidades e hierarquias * descontextualizarão da aprendizagem (os conteúdos são ensinados e aprendidos fora de seu âmbito natural de produção e aplicação) * não possui currículos pré-estabelecidos * caracteriza-se por uma liberdade de escolha de acordo com os interesses pessoais * flexibilidade na adaptação dos conteúdos de aprendizagem a cada grupo concreto * seleção e ordenação de conteúdos que se relacionam por meio de planos de estudo, currículo... (seqüência) * separação institucional de relações assimétricas e complementares (aluno-professor) * não fixação de tempos * se baseia numa atitude voluntária * estabelecimento de tempos pré-fixados de ação (horários, calendário letivo...) * se dá fora do âmbito da escola * definição de um espaço próprio- a escola como lugar físico * sistemas individualizados ou coletivos * a distância ou in loco * forma coletiva e presencia l de ensino e aprendizagem Não Formal Formal
  • 8.
    Educação Não Formal-> muitas vezes complementa as lacunas deixadas pela educação escolar, embora não tenha esse objetivo -> a transmissão de conhecimentos acontece de forma não obrigatória (não há testes, provas, avaliações...) -> viabiliza o contato e a mistura de diferentes idades e gerações Conjunto de processos, meios e instituições específicas e diferentemente desenvolvidas, que possuem objetivos explícitos de formação ou de instrução; não se caracterizam, por sua vez, pela hierarquização e seqüencialidades próprias do sistema educativo regrado.
  • 9.
    O MUSEU ■“ Um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, pesquisa, divulga e expõe, para fins de estudo, educação e lazer testemunhos materiais e imateriais dos povos e seu meio ambiente”. (ICOM, 2004) ■   O museu tem três funções: preservar, pesquisar e comunicar. O museu tem três objetivos: estudo, educação e deleite (lazer) (François Marisse 2005) ■ “ Os museus fazem sua contribuição única para o público coletando, preservando e interpretando as coisas do mundo. (...) Suas missões incluem coleta e preservação, assim como exposição e educação com materiais não só próprios como também emprestados e fabricados com esse fim. (...) Suas coleções e/ou os objetos emprestados ou fabricados são as bases para pesquisa, exposições, e programas que convidam à participação pública . ” Associação Americana de Museus – AAM. http:// www.aam-us.org
  • 10.
    O movimento deaproximação Museu e público educação como mediação ■ 1970 o grande movimento de reestruturação do museu e sua renovação, novos olhares sobre a instituição, vão se processar não só sobre a relação com o público, mas também sobre uma maior reflexão em torno das disciplinas ligadas à museológia. ■ Democratização da sociedade e maior acesso do público aos museus. Ampliação de seu campo de ação e multiplicidade de propostas de atuação. A educação como dimensão destacada no processo de aproximação com o púbico geral e, especialmente o jovem estudante. Foco no aspecto social, abordando os interesses da sociedade passando a ser parceiro nas questões de diferentes âmbitos: social, econômico e político. Os museus de ciência e tecnologia respondem a essa demanda.
  • 11.
    Educação em museu“ A educação em museu tem por finalidade auxiliar o visitante a tornar-se competente , ou seja, capaz de se apropriar do museu . Essa concepção do papel educativo do museu aparece intimamente ligada ao conceito de autonomia na aprendizagem , definida pela atitude do sujeito em determinar seus objetivos, a escolher os meios para atingi-los e a avaliar seu empreendimento. Ensinar um visitante a se tornar competente consiste essencialmente em ensiná-lo a aprender no museu .” Allard e Boucher, 1998 (Grifo nosso) Adriana Mortara, 2009
  • 12.
    Allard e Boucher,1999 E Adriana Mortara, 2009 Objetivos da Educação em Museus SABER FAZER Desenvolvimento das seguintes habilidades: observar discriminar identificar descrever classificar sintetizar comunicar
  • 13.
    Objetivos Educação emMuseus SABER FAZER Desenvolvimento das seguinte habilidades: formular questões antecipar respostas justificar decidir por uma resposta ou por uma solução questionar classificar comparar estabelecer relações localizar a informação Allard e Boucher, 1999 e Adriana Mortara, 2009
  • 14.
    Considerações Valorização doMuseu como espaço de veiculação, produção e divulgação de conhecimento, onde a convivência social aponta para outras referências para desvendar o mundo. (Margaret Lopes) O importante é saber ler a exposição, principal veículo de contato do público geral com o conhecimento veiculado pelo museu. Saber perceber como símbolos e arranjos museológicos são apresentados. Compreender assim as mensagens para empreender uma leitura crítica. A observação é um exercício de percepção e para que seja efetivo deve ser preparado, sob pena da visita ao museu ser comprometida com a incompreensão da proposta da visita. A preparação possibilita a consciência informada, levando do museu indagações e a vontade de buscar outras referencias. E, construir novos significados a partir das mensagens expositivas. Todas categorias de museus podem ser explorados pelas diferentes disciplinas do saber, por que toda construção do conhecimento está implicado em uma cultura e é historicamente construído.
  • 15.
    Considerações “ Consideramosa memória não como algo imutável e repetitivo mas como possibilidade de reflexão sobre o passado por meio de sua representação no momento presente. A constituição da memória está intimamente relacionada com as transformações que o presente lhe confere na reelaboração do passado” (Vasconcelos e Almeida, 2001,p.107 “ Nessa perspectiva, o conhecimento da história de grupos sociais ou de sociedades distintas definiu uma memória que foi utilizada para rememorar ou glorificar o passado de grupos dominantes, fazendo se esquecer da dimensão crítica de sua construção e do uso desse passado nos dias de hoje.” (Vasconcelos e Almeida, 2001,p.107 Nesse sentido a memória deve ser entendida como objeto de conhecimento, e no museu de história, sua principal função seja a de contribuir para o entendimento de sua construção e de sua representação no momento atual, construindo novos significados. Trata-se de trabalhar mais com memórias.
  • 16.
    Anonyme Le cabinetde Ferrante Imperato à Naples 1672, gravure, Bibliothèque Estense, Modène.
  • 17.
    Primeira Exposição deHistória da Ciência Museu de História da Ciência (Florença-1929)
  • 18.
    Museu do Universo(Rio de Janeiro – 2005) Museu do Universo (Rio de Janeiro – 2005)
  • 19.
    Exposição Universal Londres- 1851 Fonte: La revue 33 Exposição Universal Londres - 1851
  • 20.
    Science Museum Londres– 1980’s Fonte: La revue 33
  • 21.
    Musée des Artset Metiers Paris - 1870 Fonte: La revue 38
  • 22.
    Musée des Artset Metiers Paris - 2000 Fonte: La revue 29
  • 23.
    Laboratório Lavoisier, finalséculo XVIII. Musée des Arts et Métiers (1993). Máquina de tecer (indústria têxtil) de 1746. Musée des Arts et Métiers (2000).
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    Musée des Artset Metiers Paris - 2000 Fonte: La revue 29
  • 25.
  • 26.
    O equilíbrio entreinstituição e público ■ “ Esta batalha que a educação teve que travar, no passado, para ganhar entrada no museu não foi fácil. (…) A oposição consistente ao avanço do uso das coleções foi formada de um bloco de homens conservadores que pode ser dividido em três SEÇÕES. A primeira e a maior é a dos curadores. Desde o início eles têm sido os guardiões e agentes de compras para museus (...) tornou-se assim sua responsabilidade organizar os objetos sob sua guarda para que os alunos de escolas, estudantes e ocasionalmente o público em geral pudesse vê-los e estudá-los por iniciativa própria (...). Obviamente, esta última é essencialmente uma característica educacional do trabalho do museu, mas, em vez de estar sob o controle dos educadores, transformou-se na função do curador. Uma vez que uma exposição tenha sido organizada sem consultar a equipe da área de educação, o curador diz, ‘Aqui está. Agora você explica ao público'. A segunda do grupo de conservadores foram os diretores. Por causa da tradição estiveram muito mais interessados na construção de coleções e no prestígio dos pesquisadores das instituições do que torná-las úteis. (...) a maioria dos diretores recua a qualquer forma de popularização com medo de que se possa rebaixar os padrões. (…). Finalmente, o terceiro grupo deste corpo leal da oposição consiste nos administradores.” ( Theodore Low, 1942)
  • 27.
    Museum Education Centre for Informal Learning and Schools (US) http://www.exploratorium.edu/cils/index.html Group for Education in Museums (UK) http://www.gem.org.uk/ Inspiring learning for all (UK) http://www.inspiringlearningforall.gov.uk/default.aspx?flash=true Museum Education Monitor (US) http://www.mccastle.com/publications.asp Museum Education Roundtable (US) http://www.mer-online.org/ Museum Learning Collaborative (US) http://www.museumlearning.com/ Museum Audience Research Australian Museum Audience Research Centre (AUS) http://www.amonline.net.au/amarc Evaluation and Visitor Research Special Interest Group (AUS) http://amol.org.au/evrsig/index.html Smithsonian Office of Policy and Analysis (US) http://www.si.edu/opanda/ Visitor Research and Evaluation at the Exploratorium (US) http://www.exploratorium.org/partner/evaluation.html Visitor Studies Association (US) http://www.visitorstudies.org/