RELATO DO PROCESSO DE ELABORAÇÃO DOS PLANOS
            ESTADUAIS DE CULTURA

            Estado: DISTRITO FEDERAL

    III SEMINARIO DE PLANOS ESTADUAIS DE CULTURA
             Florianópolis, 10 a 13/03/2013
Equipe
       • Nelson Gilles (Articulador)
    • Marcelo Manzatti (Coordenador)
       • Fabíola Resende (Analista)
Facilitadores
A opção da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal, em função
das características geográficas e de conformação do movimento cultural
local foi trabalhar, não com técnicos capacitados para a facilitação do
processo, mas sim, com multiplicadores recrutados nos diversos Fóruns
setoriais e regionais de cultura, convidados para compor um Grupo de
Trabalho específico para a elaboração do Plano, além dos próprios
membros do Conselho de Cultura do Distrito federal – CCDF, dos Conselhos
Regionais de Cultura – CRCs, Gerentes Regionais de Cultura – GRCs e
funcionários da Secretaria.

Facilitadores com o perfil técnico proposto atuarão apenas nos seminários
presenciais previstos para a discussão da minuta do Plano de Cultura do
Distrito Federal e na consulta pública via internet, com vistas a apoiar a
constituição de grupos de discussão e dinâmicas colaborativas.
Facilitadores/Governança
•   O Grupo de Trabalho foi composto, além da equipe de consultores, por cerca
    de 20 representantes dos diversos segmentos culturais;
•   O Conselho de Cultura é composto por 12 membros, sendo: seis representantes
    do governo e seis representantes da sociedade civil, provenientes dos
    diferentes segmentos culturais. No projeto de lei do Sistema de Cultura do DF, o
    Conselho será bastante ampliado, garantindo maior participação na discussão
    do Plano;
•   Os Conselhos Regionais de Cultura, em número de 31, são compostos por oito
    pessoas, sendo: quatro representantes do poder público e quatro da sociedade
    civil com atuação comprovada em âmbito regional;
•   Os Gerentes Regionais, em número de 31 – alguns com assessorias próprias –
    também participam dos Conselhos Regionais;
•   A Secretaria, além do próprio empenho do Secretário Hamilton Pereira,
    disponibilizou diversos assessores do Gabinete, além do envolvimento direto
    dos Subsecretários e de diversos Diretores e Coordenadores.
•   Recentemente foram criados oito os colegiados setoriais e mais oito estão em
    fase de criação. Estes terão responsabilidade na discussão do plano, também.
        Ao todo, cerca de 500 pessoas foram envolvidas no processo.
Facilitadores/Governança
•   Dificuldades junto ao Grupo de Trabalho: disponibilidade de tempo
    para o trabalho e para as reuniões presenciais, além do atraso na
    publicação da portaria de nomeação;

•   Dificuldades junto ao Conselho de Cultura: pauta trancada pela análise
    dos processos do Fundo de Apoio à Cultura – FAC;

•   Dificuldades juntos aos Gerentes Regionais de Cultura: distanciamento
    das gerências em relação à Secretaria de Cultura, uma vez que estão
    subordinadas à Secretaria de Governo;

•   Dificuldades junto aos Conselhos Regionais de Cultura: abandono dos
    postos após eleição na Conferência e demora na aprovação do
    regimento interno.
Facilitadores/Governança
• Dificuldades com a participação do poder legislativo:
  desinteresse e desconhecimento dos deputados da pauta da
  cultura; discordâncias quanto à destinação de emendas
  parlamentares; e, recentemente, foco na discussão da Lei de
  Incentivo à Cultura. A projeção é de que as dificuldades
  aumentem com a eleição de deputados de oposição, como
  Liliane Roriz à mesa da Comissão. A estratégia inicial era contar
  com a presença dos deputados distritais em todas as etapas do
  processo, sobretudo os membros da Comissão de Educação,
  Saúde e Cultura e os da Frente Parlamentar de Apoio à Cultura,
  além da melhor estrutura física, técnica e orçamentária da
  Câmara Legislativa, a fim de sensibilizar e conscientizar os
  parlamentares para a votação da proposta do Plano quando a
  mesma fosse encaminhada pelo Governador;
• Dificuldade de contar com a parceria de outras Secretarias de
  governo, como Educação, Turismo e Governo, dentre outras.
Governança
             FÓRUM ESTADUAL DE PLANEJAMENTO DA CULTURA

 A estratégia da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal foi a de
 construir uma ação ampla de articulação das diferentes instâncias e
 instituições de gestão da cultura e de pactuação com a sociedade civil, ao
 invés de constituir um Fórum próprio.
 A sensibilização e mobilização dos membros do poder executivo e, depois,
 paulatinamente, do Conselho de Cultura, a montagem do Grupo de
 Trabalho, o trabalho com os Conselhos Regionais de Cultura, a realização da
 consulta pública via internet, os seminários presenciais temáticas nas
 diferentes regiões, culminando com a realização da IV Conferência de
 Cultura, garantirão a constituição efetiva de um fórum privilegiado para a
 discussão de todos os aspectos que envolvem a construção da proposta do
 Plano de Cultura do Distrito Federal, com participação ampla e qualificada
 dos agentes culturais públicos e privados.
 Na consulta pública via internet já recebemos milhares de opiniões de mais
 de 1.200 pessoas diferentes.
Governança
 FÓRUM TERRITORIAL DE PLANEJAMENTO DA CULTURA

 Do mesmo modo, como já contamos com a estrutura dos
 Conselhos Regionais de Cultura, composto por representantes
 eleitos na III Conferência de Cultura, e das Gerências
 Regionais de Cultura, abrangendo as 31 regiões
 administrativas do Distrito Federal, e, como, do mesmo modo,
 haverá, durante a realização da IV Conferência de Cultura,
 pré-conferências regionais, acreditamos que a constituição de
 fóruns territoriais pode ser substituída pela mobilização
 destas instâncias em prol do trabalho de construção do Plano
 de Cultura.
Etapa de sensibilização

Divulgação em todas as mídias das atividades do processo via assessoria
de imprensa da Secretaria: constituição da equipe de consultoria,
audiência na Câmara Legislativa com a presença do secretário de
Cultura, assinatura da portaria de criação do Grupo de Trabalho,
Consulta Pública via site próprio, etc.

Notícias foram replicadas nas Rede Sociais e levaram à mobilização para
inclusão de novos membros no Grupo de Trabalho, demonstrando o
interesse pelo tema.

Foi criado um site para a mobilização permanente dos agentes culturais
e para a renovação das informações sobre o processo que já recebeu
contribuições de mais de 1.200 cidadãos.
Etapa de sensibilização
Avalie os resultados obtidos nesta fase
                                                        Plenamente   Parcialmente   Resultado
                                                         Alcançado    Alcançado       Nulo
Grupos técnicos de planejamento territorial
capacitados
                                                                          X
A proposta de planejamento divulgada, discutida e
conhecida por meio de reuniões e oficinas de                              X
sensibilização em todo o território
Levantamento expedito da realidade de cada território
realizado
                                                                          X
Grupos de Trabalho Setoriais organizados                                  X
Oficinas e eventos de mobilização promovidos                X
Fóruns territoriais constituídos                            X
Fórum estadual constituído                                  X
Grupo técnico de planejamento estadual constituído          X
Etapa de diagnóstico
Em 2011, a Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal assinou
acordo de cooperação com o Ministério da Cultura para o
desenvolvimento do Sistema de Cultura do Distrito Federal. A Secretaria
prepara uma minuta de projeto de lei para promover a consolidação das
leis culturais existentes no DF para alcançar o objetivo de se reformar as
instituições já criadas, criar as que ainda não foram institucionalizadas e
regular as relações entre todos os elementos constitutivos do Sistema.
O projeto deve ser finalizado ainda em 2013 após ter passado por uma
consulta pública para, finalmente, ser encaminhado ao Governador e à
Câmara Legislativa.
Uma plataforma está em fase de construção e definição de taxonomia
no Ministério da Cultura. No Distrito Federal, destaca-se o mapeamento
realizado pela Rede Candanga e o potencial de informações contidas no
Cadastro de Entes e Agentes Culturais (CEAC). Para a construção da
cartografia serão levados em consideração os estudos já realizados e
aqueles que serão elaborados.
Etapa de diagnóstico
O Ministério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares
(FCP), a Fundação Nacional de Artes (Funarte), a Fundação
Biblioteca Nacional (BN), a Fundação Casa de Rui Barbosa
(FCRB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) realizam ações de fomento à formação,
pesquisa e difusão do conhecimento que beneficiam, em
média, 1.300 pessoas por ano. A Secretaria de Cultura do
Distrito Federal beneficia, em média, 600 pessoas por ano.

De 2004 a 2012, o Ministério da Cultura, sozinho ou em
parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (SEC),
apoiou a implementação de 34 Pontos de Cultura no
Distrito Federal, sendo 20 conveniados à Secretaria de
Cultura pela Rede de Pontos da 508 Sul e 14 do Convênio
direto com o Ministério da Cultura.
Etapa de diagnóstico
Em 2011, 80% RAs receberam espetáculos e exposições
artísticas fomentados com recursos do Fundo de Apoio à
Cultura (FAC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei no.
8.313 de 1991). Não estão incluídos nesse cálculo os
projetos conveniados com o Ministério da Cultura, cujas
informações sobre local de realização ainda não constam no
Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). Essas
informações constarão no Salic a partir de 2012.

O Ministério da Cultura, a Fundação Nacional de Artes
(Funarte) e a Fundação Biblioteca Nacional (BN) apoiam por
ano, em média, o intercâmbio de aproximadamente 500
atividades culturais (que envolvem artistas e técnicos
individualmente ou grupos artísticos e culturais). O Fundo
de Apoio à Cultura apoia outros 550 artistas anualmente.
Etapa de diagnóstico
52% dos museus do Distrito Federal cadastrados no Sistema
Brasileiro de Museus têm ação de acessibilidade. Não
existem informações oficiais sobre a realidade dos teatros,
das bibliotecas, dos arquivos, dos centros culturais e dos
cinemas. Em função disto, reforçar-se a necessidade de
mapear a situação dos outros equipamentos.

Em 2013 o IPEA irá realizar uma ampla pesquisa sobre
exatamente quantos museus, teatros, salas de espetáculos,
arquivos públicos, cineclubes, cinemas e centros culturais
existem na 31 regiões administrativas do DF.

Atualmente, 67,74 % ou seja 21 das 31 RAs têm ao menos
uma biblioteca pública instalada.
Etapa de diagnóstico
O Núcleo de Referência e Pesquisa da Subsecretaria do Patrimônio
Histórico, Artístico e Cultural (Suphac) está organizado o acervo
bibliográfico, documental e publicações relacionadas ao patrimônio e para
isso conta com uma equipe de bibliotecárias, arquivistas e gerente.
Já estão elaborados oito planos setoriais nacionais, de um total de
dezenove colegiados formalmente instituídos junto ao Conselho Nacional
de Política Cultural (CNPC). A Secretaria de Estado da Cultura do Distrito
Federal possui atualmente 16 Colegiados Setoriais em vias de
institucionalização. No projeto de lei do Sistema de Cultura do Distrito
Federal está prevista a instalação definitiva destas instâncias associadas ao
Conselho.
Existem oito planos setoriais elaborados no âmbito do MinC, com alguma
ação, direta ou indireta, voltada para a infância e juventude. Há discussão
sobre a construção de uma política para infância e juventude no Ministério
e em alguns estados, tendo sido realizados encontros e oficinas de escuta
sobre o tema e três editais específicos para Pontinhos de Cultura e Leitura.
Etapa de diagnóstico
Em 2010, as atividades culturais representaram 2,6% do PIB
nacional - cerca de R$ 95,157 bilhões.

A 1ª Conferência de Cultura do Distrito Federal foi realizada
em 2005, com participação de cerca de 227 pessoas e
envolveu todas as RAs conferências regionais.

A 2ª Conferência de Cultura do Distrito Federal foi realizada
em 2009, com a participação de cerca de 900 pessoas e
envolveu parte das RAs em conferências regionais.

A 3ª Conferência de Cultura do Distrito Federal foi realizada
em 2011, com a participação de cerca de 6.113 pessoas e
envolveu todas as RAs em pré-conferência regionais, além
de 17 pré-conferências setoriais.
Etapa de diagnóstico – Desafios e oportunidades
 Desafios                                                   Oportunidades


 Déficit na estrutura de pessoal concursado e capacitado da O Sistema de Cultura do DF está em consulta pública e será
 SeCult                                                     encaminhado para votação em 2013.




 Orçamento anual direto para a SeCult                       Emendas parlamentares e Orçamento Participativo




 Gestores culturais das Regiões Administrativas indicados O DF possui uma secretaria específica que gerencia toda a área
 por políticos, independente de viverem ou não na cidade, cultural.
 sem específicas qualificações
Etapa de diagnóstico – Desafios e oportunidades
Falta de infraestrutura equipada, em todas as RA`s,          Já existem bibliotecas públicas em 21 das 31 RA`s existentes
disponíveis para o uso cotidiano dos artistas locais



Burocracia para acessar os recursos do Fundo de Apoio à      Amplo recurso do Fundo de Cultura do DF
Cultura – FAC DF

Ausência de cursos de formação continuada nas áreas          Presença da Universidade de Brasília e da Faculdade Dulcina
técnicas e artísticas.                                       com cursos de artes cênicas e música



Falta de parcerias diretas entre SeCult e Sec. de Educação   Existe a escola de música e o clube do choro que tem formado
                                                             diversos profissionais na área com possibilidades de ampliar
                                                             para outros RA`s.




Conselho de Cultura tem se sobrecarregado com as diversas    Atualmente está sendo criado os Colegiados Setoriais para 15
demandas do FAC-DF não avançando nas discuções e             áreas distintas.
encaminhamentos demandados pela classe artística

Apresentação df

  • 1.
    RELATO DO PROCESSODE ELABORAÇÃO DOS PLANOS ESTADUAIS DE CULTURA Estado: DISTRITO FEDERAL III SEMINARIO DE PLANOS ESTADUAIS DE CULTURA Florianópolis, 10 a 13/03/2013
  • 2.
    Equipe • Nelson Gilles (Articulador) • Marcelo Manzatti (Coordenador) • Fabíola Resende (Analista)
  • 3.
    Facilitadores A opção daSecretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal, em função das características geográficas e de conformação do movimento cultural local foi trabalhar, não com técnicos capacitados para a facilitação do processo, mas sim, com multiplicadores recrutados nos diversos Fóruns setoriais e regionais de cultura, convidados para compor um Grupo de Trabalho específico para a elaboração do Plano, além dos próprios membros do Conselho de Cultura do Distrito federal – CCDF, dos Conselhos Regionais de Cultura – CRCs, Gerentes Regionais de Cultura – GRCs e funcionários da Secretaria. Facilitadores com o perfil técnico proposto atuarão apenas nos seminários presenciais previstos para a discussão da minuta do Plano de Cultura do Distrito Federal e na consulta pública via internet, com vistas a apoiar a constituição de grupos de discussão e dinâmicas colaborativas.
  • 4.
    Facilitadores/Governança • O Grupo de Trabalho foi composto, além da equipe de consultores, por cerca de 20 representantes dos diversos segmentos culturais; • O Conselho de Cultura é composto por 12 membros, sendo: seis representantes do governo e seis representantes da sociedade civil, provenientes dos diferentes segmentos culturais. No projeto de lei do Sistema de Cultura do DF, o Conselho será bastante ampliado, garantindo maior participação na discussão do Plano; • Os Conselhos Regionais de Cultura, em número de 31, são compostos por oito pessoas, sendo: quatro representantes do poder público e quatro da sociedade civil com atuação comprovada em âmbito regional; • Os Gerentes Regionais, em número de 31 – alguns com assessorias próprias – também participam dos Conselhos Regionais; • A Secretaria, além do próprio empenho do Secretário Hamilton Pereira, disponibilizou diversos assessores do Gabinete, além do envolvimento direto dos Subsecretários e de diversos Diretores e Coordenadores. • Recentemente foram criados oito os colegiados setoriais e mais oito estão em fase de criação. Estes terão responsabilidade na discussão do plano, também. Ao todo, cerca de 500 pessoas foram envolvidas no processo.
  • 5.
    Facilitadores/Governança • Dificuldades junto ao Grupo de Trabalho: disponibilidade de tempo para o trabalho e para as reuniões presenciais, além do atraso na publicação da portaria de nomeação; • Dificuldades junto ao Conselho de Cultura: pauta trancada pela análise dos processos do Fundo de Apoio à Cultura – FAC; • Dificuldades juntos aos Gerentes Regionais de Cultura: distanciamento das gerências em relação à Secretaria de Cultura, uma vez que estão subordinadas à Secretaria de Governo; • Dificuldades junto aos Conselhos Regionais de Cultura: abandono dos postos após eleição na Conferência e demora na aprovação do regimento interno.
  • 6.
    Facilitadores/Governança • Dificuldades coma participação do poder legislativo: desinteresse e desconhecimento dos deputados da pauta da cultura; discordâncias quanto à destinação de emendas parlamentares; e, recentemente, foco na discussão da Lei de Incentivo à Cultura. A projeção é de que as dificuldades aumentem com a eleição de deputados de oposição, como Liliane Roriz à mesa da Comissão. A estratégia inicial era contar com a presença dos deputados distritais em todas as etapas do processo, sobretudo os membros da Comissão de Educação, Saúde e Cultura e os da Frente Parlamentar de Apoio à Cultura, além da melhor estrutura física, técnica e orçamentária da Câmara Legislativa, a fim de sensibilizar e conscientizar os parlamentares para a votação da proposta do Plano quando a mesma fosse encaminhada pelo Governador; • Dificuldade de contar com a parceria de outras Secretarias de governo, como Educação, Turismo e Governo, dentre outras.
  • 7.
    Governança FÓRUM ESTADUAL DE PLANEJAMENTO DA CULTURA A estratégia da Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal foi a de construir uma ação ampla de articulação das diferentes instâncias e instituições de gestão da cultura e de pactuação com a sociedade civil, ao invés de constituir um Fórum próprio. A sensibilização e mobilização dos membros do poder executivo e, depois, paulatinamente, do Conselho de Cultura, a montagem do Grupo de Trabalho, o trabalho com os Conselhos Regionais de Cultura, a realização da consulta pública via internet, os seminários presenciais temáticas nas diferentes regiões, culminando com a realização da IV Conferência de Cultura, garantirão a constituição efetiva de um fórum privilegiado para a discussão de todos os aspectos que envolvem a construção da proposta do Plano de Cultura do Distrito Federal, com participação ampla e qualificada dos agentes culturais públicos e privados. Na consulta pública via internet já recebemos milhares de opiniões de mais de 1.200 pessoas diferentes.
  • 8.
    Governança FÓRUM TERRITORIALDE PLANEJAMENTO DA CULTURA Do mesmo modo, como já contamos com a estrutura dos Conselhos Regionais de Cultura, composto por representantes eleitos na III Conferência de Cultura, e das Gerências Regionais de Cultura, abrangendo as 31 regiões administrativas do Distrito Federal, e, como, do mesmo modo, haverá, durante a realização da IV Conferência de Cultura, pré-conferências regionais, acreditamos que a constituição de fóruns territoriais pode ser substituída pela mobilização destas instâncias em prol do trabalho de construção do Plano de Cultura.
  • 9.
    Etapa de sensibilização Divulgaçãoem todas as mídias das atividades do processo via assessoria de imprensa da Secretaria: constituição da equipe de consultoria, audiência na Câmara Legislativa com a presença do secretário de Cultura, assinatura da portaria de criação do Grupo de Trabalho, Consulta Pública via site próprio, etc. Notícias foram replicadas nas Rede Sociais e levaram à mobilização para inclusão de novos membros no Grupo de Trabalho, demonstrando o interesse pelo tema. Foi criado um site para a mobilização permanente dos agentes culturais e para a renovação das informações sobre o processo que já recebeu contribuições de mais de 1.200 cidadãos.
  • 10.
    Etapa de sensibilização Avalieos resultados obtidos nesta fase Plenamente Parcialmente Resultado Alcançado Alcançado Nulo Grupos técnicos de planejamento territorial capacitados X A proposta de planejamento divulgada, discutida e conhecida por meio de reuniões e oficinas de X sensibilização em todo o território Levantamento expedito da realidade de cada território realizado X Grupos de Trabalho Setoriais organizados X Oficinas e eventos de mobilização promovidos X Fóruns territoriais constituídos X Fórum estadual constituído X Grupo técnico de planejamento estadual constituído X
  • 11.
    Etapa de diagnóstico Em2011, a Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal assinou acordo de cooperação com o Ministério da Cultura para o desenvolvimento do Sistema de Cultura do Distrito Federal. A Secretaria prepara uma minuta de projeto de lei para promover a consolidação das leis culturais existentes no DF para alcançar o objetivo de se reformar as instituições já criadas, criar as que ainda não foram institucionalizadas e regular as relações entre todos os elementos constitutivos do Sistema. O projeto deve ser finalizado ainda em 2013 após ter passado por uma consulta pública para, finalmente, ser encaminhado ao Governador e à Câmara Legislativa. Uma plataforma está em fase de construção e definição de taxonomia no Ministério da Cultura. No Distrito Federal, destaca-se o mapeamento realizado pela Rede Candanga e o potencial de informações contidas no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (CEAC). Para a construção da cartografia serão levados em consideração os estudos já realizados e aqueles que serão elaborados.
  • 12.
    Etapa de diagnóstico OMinistério da Cultura, a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Fundação Nacional de Artes (Funarte), a Fundação Biblioteca Nacional (BN), a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizam ações de fomento à formação, pesquisa e difusão do conhecimento que beneficiam, em média, 1.300 pessoas por ano. A Secretaria de Cultura do Distrito Federal beneficia, em média, 600 pessoas por ano. De 2004 a 2012, o Ministério da Cultura, sozinho ou em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), apoiou a implementação de 34 Pontos de Cultura no Distrito Federal, sendo 20 conveniados à Secretaria de Cultura pela Rede de Pontos da 508 Sul e 14 do Convênio direto com o Ministério da Cultura.
  • 13.
    Etapa de diagnóstico Em2011, 80% RAs receberam espetáculos e exposições artísticas fomentados com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei no. 8.313 de 1991). Não estão incluídos nesse cálculo os projetos conveniados com o Ministério da Cultura, cujas informações sobre local de realização ainda não constam no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). Essas informações constarão no Salic a partir de 2012. O Ministério da Cultura, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Fundação Biblioteca Nacional (BN) apoiam por ano, em média, o intercâmbio de aproximadamente 500 atividades culturais (que envolvem artistas e técnicos individualmente ou grupos artísticos e culturais). O Fundo de Apoio à Cultura apoia outros 550 artistas anualmente.
  • 14.
    Etapa de diagnóstico 52%dos museus do Distrito Federal cadastrados no Sistema Brasileiro de Museus têm ação de acessibilidade. Não existem informações oficiais sobre a realidade dos teatros, das bibliotecas, dos arquivos, dos centros culturais e dos cinemas. Em função disto, reforçar-se a necessidade de mapear a situação dos outros equipamentos. Em 2013 o IPEA irá realizar uma ampla pesquisa sobre exatamente quantos museus, teatros, salas de espetáculos, arquivos públicos, cineclubes, cinemas e centros culturais existem na 31 regiões administrativas do DF. Atualmente, 67,74 % ou seja 21 das 31 RAs têm ao menos uma biblioteca pública instalada.
  • 15.
    Etapa de diagnóstico ONúcleo de Referência e Pesquisa da Subsecretaria do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Suphac) está organizado o acervo bibliográfico, documental e publicações relacionadas ao patrimônio e para isso conta com uma equipe de bibliotecárias, arquivistas e gerente. Já estão elaborados oito planos setoriais nacionais, de um total de dezenove colegiados formalmente instituídos junto ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). A Secretaria de Estado da Cultura do Distrito Federal possui atualmente 16 Colegiados Setoriais em vias de institucionalização. No projeto de lei do Sistema de Cultura do Distrito Federal está prevista a instalação definitiva destas instâncias associadas ao Conselho. Existem oito planos setoriais elaborados no âmbito do MinC, com alguma ação, direta ou indireta, voltada para a infância e juventude. Há discussão sobre a construção de uma política para infância e juventude no Ministério e em alguns estados, tendo sido realizados encontros e oficinas de escuta sobre o tema e três editais específicos para Pontinhos de Cultura e Leitura.
  • 16.
    Etapa de diagnóstico Em2010, as atividades culturais representaram 2,6% do PIB nacional - cerca de R$ 95,157 bilhões. A 1ª Conferência de Cultura do Distrito Federal foi realizada em 2005, com participação de cerca de 227 pessoas e envolveu todas as RAs conferências regionais. A 2ª Conferência de Cultura do Distrito Federal foi realizada em 2009, com a participação de cerca de 900 pessoas e envolveu parte das RAs em conferências regionais. A 3ª Conferência de Cultura do Distrito Federal foi realizada em 2011, com a participação de cerca de 6.113 pessoas e envolveu todas as RAs em pré-conferência regionais, além de 17 pré-conferências setoriais.
  • 17.
    Etapa de diagnóstico– Desafios e oportunidades Desafios Oportunidades Déficit na estrutura de pessoal concursado e capacitado da O Sistema de Cultura do DF está em consulta pública e será SeCult encaminhado para votação em 2013. Orçamento anual direto para a SeCult Emendas parlamentares e Orçamento Participativo Gestores culturais das Regiões Administrativas indicados O DF possui uma secretaria específica que gerencia toda a área por políticos, independente de viverem ou não na cidade, cultural. sem específicas qualificações
  • 18.
    Etapa de diagnóstico– Desafios e oportunidades Falta de infraestrutura equipada, em todas as RA`s, Já existem bibliotecas públicas em 21 das 31 RA`s existentes disponíveis para o uso cotidiano dos artistas locais Burocracia para acessar os recursos do Fundo de Apoio à Amplo recurso do Fundo de Cultura do DF Cultura – FAC DF Ausência de cursos de formação continuada nas áreas Presença da Universidade de Brasília e da Faculdade Dulcina técnicas e artísticas. com cursos de artes cênicas e música Falta de parcerias diretas entre SeCult e Sec. de Educação Existe a escola de música e o clube do choro que tem formado diversos profissionais na área com possibilidades de ampliar para outros RA`s. Conselho de Cultura tem se sobrecarregado com as diversas Atualmente está sendo criado os Colegiados Setoriais para 15 demandas do FAC-DF não avançando nas discuções e áreas distintas. encaminhamentos demandados pela classe artística