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I MOSTRA DE
VIDEOS SOBRE BULLYING
“A compreensão do fenômeno bullying e
as estratégias de prevenção ao
problema”.
Faculdade de Ciências e Letras
Primeira produção
Bullying – um documentário
inicial
Ana Clara Diniz Requena
Jéssica Danielli Silva de Carvalho
Milca Cristina Rodrigues da Conceição
Natalia Izilda Geromel
Roberta dos Santos
O que é o Bullying?
Do inglês Bull (touro) vem o sentido de
intimidação, da força que assola,
menospreza, que diminui o outro. Desta
forma, bullying se refere às formas de
intimidação, de humilhação e menosprezo.
Bullying é uma forma e violência física ou
psicológica que provoca na vítima uma
sensação de impotência e falta de valor
perante os outros - como veremos na
entrevista com um adolescente que foi vítima
de bullying.
Os pais nem sempre sabem o que fazer – como
também veremos.
Quais suas características ?
Forma de violência entre pares
Repetição
Intenção de ferir
Desigualdade de Poder
Plateia
Dados atuais (2013): Pesquisa
Nacional de Saúde Escolar
(PENSE)
Um em cada cinco jovens na faixa dos 13 aos 15 anos
pratica bullying contra colegas no Brasil.
Foram entrevistados 109.104 alunos do 9º ano do
Ensino Fundamental (antiga 8ª série)
A grande maioria, 20,8% do total de quase 30% dos
envolvidos no maltrato, é formada por agressores.
Há leis no Brasil contra o Bullying?
Projeto de Lei Anti-bullying
Brasília - Projeto de lei, que obriga as escolas e
os clubes de recreação a adotarem medidas de
prevenção, conscientização, diagnose e
combate ao bullying, foi aprovado em
25/06/2014, em caráter conclusivo, pela
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da
Câmara e pelo Senado. Aguarda aprovação da
presidenta.
E os professores? Sabem como
intervir?
Professores, diretores e membros da escola exercem
papel fundamental na intervenção e prevenção do
problema.
Nem sempre reconhecem o problema. E, na maioria das
vezes, como veremos na entrevista no vídeo, sabem o
que fazer.
As práticas preventivas consistem em momentos em que
os alunos falam sobre o que sentem, podendo tomar
decisões. Isso significa que um trabalho de
PREVENÇÃO ao problema deve ser feito.
O que a escola pode fazer?
Estratégias de prevenção:
1- Montagem de estatuto contra bullying.
2- Proposta de assembleia para discutir os problemas
da sala e propor soluções conjuntas.
3- Elaboração de regras a partir das necessidades
4- Aplicação de sanções por reciprocidade.
5- Resolução de conflitos por meio de discussão de
dilemas morais, histórias, filmes, dramatizações .
6- Propostas de atividades para falar de si ou com
afetividade.
Assim...
Se é verdade que “a escola é um lugar
privilegiado para a aprendizagem do exercício da
cidadania” (Alonso, 2011, p.11), é preciso que
todos os que são protagonistas da educação
estejam preparados e convencidos de que está
em suas mãos o papel de modificar essa
realidade, que fere a todos e a cada um de nós.
Então, o primeiro vídeo ...
Nosso vídeo é um documentário que abordará o
fenômeno Bullying e suas características. Por
meio de entrevista com uma vítima, sua mãe e
uma professora da rede de ensino pública,
evidenciaremos as características do problema
que assola a escola.
Referencial Teórico
TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T. P. Estamos em conflito:
Eu, Comigo e com Você!Uma reflexão sobre o bullying
e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L.; DANI ,L.S.C.
(org.). Escola, conflitos e violência. Santa Maria:
UFSM, 2009.
Segunda produção
O conceito de Bullying e o
enfrentamento
Aline Adriano N’Fanda
Aline Rubiane de Carvalho Pavani
Amanda Paiva
Gabriela Donofre
Juliana de Freitas Pichelli
Bullying é um problema da escola?
Ao contrário do que o senso comum acredita, bullying não
é um fenômeno restrito somente à escola e à
universidade.
Compreende formas de violências comuns ao cotidiano de
crianças, jovens e adultos que convivem com seus
iguais, dentro ou fora das escolas e universidades, não
sendo um fato novo pois, desde sempre, ocorreu e
continua assolando a sociedade.
Quais os tipos de bullying?
Existem diferentes tipos de bullying: físico, verbal,
social, gestual, mafioso e cyberbullying (Avilés,
2013).
O que precisamos para superar?
Precisamos de atitudes humanizadoras, que
promovam o autorrespeito em crianças e
adolescentes e os façam refletir sobre sua
conduta moral, sobre o respeito e a empatia
pelos seus semelhantes.
É preciso que professores entendam o fenômeno
estudem-no para poder intervir e ajudar as
crianças e adolescentes a se sentirem fortes
para impedir o bullying .
Assim, a segunda produção...
Trata de um vídeo que conceitua o fenômeno
para um público infantil.
Explica o fenômeno, na tentativa de mostrar que
meninos e meninas que sofrem bullying
precisam de ajuda para se sentirem
fortalecidos.
Nisso, a escola pode e deve ajudar.
Referências
http://www.unesp.br/portal#!/debate academico/bullying-e-
cyberbullying-um-estigma-entre-nos/
TOGNETTA, L. R. P.; VINHA, T. P.; "Reconhecimento de
situações de bullying em escolas brasileiras por seus
gestores e as intervenções
proporcionadas","Investigación en el Àmbito Escolar: un
acercamiento multidimensional a las variables
psicológicas y educativas.", 05/2013, ed. 1, Editorial
GEU, Vol. 1, pp. 6, pp.227-232, 2013
Terceira produção
A vítima de bullying: Pedro e
seus amigos
Ana Lidia de Carvalho Erbetta Silva
Cristiane Priscila Reghini Gazetta
Luiz Eduardo Canaan
Raisa Celia Mazzi
Retomando as características que
constituem o fenômeno bullying:
A primeira característica a ser descrita é a
violência entre pares, melhor dizendo,
problemas que acontecem com crianças e
adolescentes e seus respectivos pares.
Com isto, não há autoridade no meio
daqueles que participam. Não se denomina
bullying quando um professor zomba,
expõe ou ameaça um aluno. Isto é
violência, desrespeito.
A próxima característica do fenômeno é a
repetição, que são ações que o autor
pratica sempre com a mesma pessoa e
repetidas vezes.
Outra característica é a intencionalidade das
agressões. O autor de bullying, por sofrer
de falta de sensibilidade, tem sua intenção
direcionada ao objetivo de ferir seu alvo,
fazendo seu par se sentir menosprezado.
Assim, as vítimas são sempre pessoas que,
por razões psicológicas, irão concordar com
a imagem que o agressor lhe atribui.
Decorrente disto, nos remetemos à próxima
característica: existe um alvo frágil -
crianças e adolescentes ficam na condição
de vítima por se sentirem sentindo
inferiores .
Assim, elas não enfrentam o agressor, muitas
vezes por falta de autoconfiança em si
mesmas.
A quinta característica presente no bullying:
existe sempre uma plateia: o autor precisa
manter uma boa imagem diante dos outros,
para que seu título de “valentão” seja
sempre lembrado. A reação da plateia é
muito importante - se a ação é aplaudida,
isso faz com que haja um ciclo vicioso.
Quem sofre o bullying é diferente?
As vítimas de bullying são exatamente aquelas
que são “diferentes” dos estereótipos sociais:
ou muito baixas, ou altas, ou feias, ou bonitas,
ou nerds...
Os “diferentes” também podem ser aqueles que
portam necessidades especiais. São muitas
vezes, alvos fáceis.
A vítima precisa, assim, ser fortalecida:
No caso da vítima é preciso que o professor faça
perguntas que a deixe indignada com a ação
sofrida, como: “Por que o deixou bater em você?”,
“Como você se sente com esta situação? “
“Você gostaria de dizer a seu colega que não
gostou do que aconteceu agora ou quer esperar
um pouco mais?” “Você quer minha ajuda?”
Para o agressor, é preciso dizer:
“Estou vendo que você e seu colega estão tendo
alguns problemas”. E também: “O que você fez
para ele não se pode fazer. Como você vai
fazer para que isso não se repita? O que você
pode fazer para que ele se sinta melhor?”
Separadamente, essas formas de intervir podem
levar a autores e alvos a se superarem.
Assim, a terceira produção: Pedro e
seus “amigos”...
O vídeo tem como objetivo mostrar como uma criança
ou adolescente pode sofrer uma agressão chamada
bullying.
Objetiva mostrar o quanto é difícil a superação do
problema, pois a vítima dificilmente se manifesta.
Mostra também o quanto há bullying com pessoas que são
“diferentes”, pois na visão dos agressores, ela é
considerada diferente, seja fisicamente ou
psicologicamente, sendo, assim, um alvo frágil de
atingir.
Referências:
TOGNETTA, L.R.P.; VICENTIN, V.F.(org). Esses
adolescentes de hoje... o desafio de educar
moralmente para que a convivência na escola
seja um valor. Americana:: Editora Adonis.
ISBN: 978-85-7913-238-4, 2014
Quarta produção
A superação – de vítima que toma
consciência da necessidade da
ajuda
Carina Teles de Souza
Glaucia Marina Brumati
Liege Borges da Silva
Mayara Dias dos S. Fernandes
Quemsão as vítimas de bullying?
Há vítimas passivas, que nada fazem para se defender.
Há vítimas provocadoras, cujas ações para se defender são as
mesmas que as fazem se tornar vítimas.
As vítimas passivas, normalmente ocultas aos olhos da
autoridade, podem, como resposta às constantes e degradantes
agressões sofridas, encontrar na agressão uma forma de tentar se
defender.
Em muitos casos, quando os pais
tomam ciência, recomendam como
atitude a retribuição das agressões,
dando valor a uma forma primitiva de
justiça.
* Alerta às escolas: quando os pais
mandam bater, muitas vezes é porque
as agressões a seus filhos são
rotineiras e não percebidas pelos
adultos.
 Formar cidadãos críticos;
 Auxiliar para que as crianças e os
adolescentes respeitem as individualidades,
diferenças, intimidades e limitações de cada
um.
 Fazer com que os alunos sejam convidados
a pensar sobre suas ações e fazer escolhas
que os permitam se responsabilizar pelas
suas ações.
Não dar uma escolha entre “parar de ofender”
ou “não parar”, mas entre “parar de ofender”
(disso não se deve abrir mão) ou ficar sem
participar de uma atividade. Isso leva à tomada
de consciência.
Qual a função primordial do educador?
O QUE É FUNÇÃO DA ESCOLA?
 Possibilitar o convívio ético entre seus personagens.
 Realizar assembleias para possibilitar uma discussão
crítica entre os alunos dentro da sala de aula, como
uma rotina e não apenas quando há problemas.
 Discutir situações cotidianas e hipotéticas para poder
se colocar no lugar dos personagens e pensar em
ações que possam resolver os problemas de
agressão.
 Permitir que alvos e autores de bullying falem sobre
como se sentem num conflito entre pares.
Assim, a quarta produção...
Neste trabalho, observaremos a história de um
personagem que, diante de uma situação
específica de bullying na qual se encontrava como
vítima passiva buscou, como alternativa de se
defender, também com condutas violentas.
Agindo de tal forma, pode ter se tornado um
agressor de bullying, ou então, continuar sendo
agredido como vítima, agora provocadora.
Como instrumento de produção, utilizamos a
técnica “Draw my life” : narração de uma história
de vida ilustrada através de desenhos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Leituras:
TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Bullying e intervenção no Brasil: um problema ainda sem
solução (2010). In: Actas do 8º Congresso Nacional da Saúde: Saúde, Sexualidade e
gênero. ISPA – Instituto Universitário. Lisboa, Portugal. Anais eletrônicos.
AVILÉS, J.M. (2013). Bullying: guia para educadores. Campinas: Mercado de Letras.
TOGNETTA, L.R.P.; MARTINÉZ, J.M.A. ROSÁRIO, P. Bullying e suas dimensões psicológicas
em adolescentes. In: International Journal of Developmental and Educational Psychology.
INFAD Revista de Psicologia, no. 01, vol. 07, p. 289-296, 2014.
TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Estamos em conflito: Eu, Comigo e com Você! Uma reflexão
sobre o bullying e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L.; DANI, L.S.C. (org.). Escola,
conflitos e violência. Santa Maria: UFSM, 2009.
AVILÉS, J.M.M.; ELVIRA, N.A. Esses adolescentes de hoje... podem ser protagonistas de uma
mudança? In: TOGNETTA, L.R.P.; VICENTIN, V. Esses adolescentes de hoje. Americana:
Editora Adonis. (texto traduzido).
Programa de edição:
Movie Maker e Magix vídeo easy HD.
Quinta produção
O mecanismo de autorregulação:
a superação de Serafina
Laís Ramos
Karen Vaz
Mariele Lucirio
Pâmela Amâncio
Priscila Gobbi.
Como reconhecer o bullying?
Alvos de bullying pouco se manifestam, tornando difícil
reconhecer que exista bullying entre as crianças e
adolescentes.
Frequentemente, professores e educadores, em geral, não
estão atentos a esse tipo de intimidação, já que não lhes
atinge diretamente.
Infelizmente, as atenções dos adultos que educam estão
voltadas às formas de indisciplina, ou mesmo aos
constantes desinteresses dos educandos às matérias
escolares.
Um exemplo…
Bom dia mamãe
Por favor conversar com o VIC sobre seu
comportamento em sala pois está brincando na
hora de fazer atividades (dar ‘cadernada’ na
cabeça do outro).
Peço sua ajuda e colaboração
Professora
Muitas vezes, professores se preocupam mais com a
interrupção das aulas do que ao desrespeito ao outro…
Qual a tarefa da escola?
A escola é o lugar ideal para o encontro das
soluções ao bullying:
As crianças podem ter contato com outras crianças
sendo cada uma de um jeito, pensando diferente,
agindo diferente. Afinal não somos iguais.
As crianças precisam aprender isso e saber lidar,
respeitando todas as diferenças.
As crianças podem ter oportunidades de se sentir
importantes quando podem falar, podem dizer o
que pensam e podem expressar o que sabem.
COMO FEZ SERAFINA...
Assim, a quinta produção ...
Conta a história de Serafina e seu medo. Não é uma
história de arrepiar, mas sim para pensar nos medos
que todo mundo tem e em como alguém se sente
quando a tratam como alguém diferente.
Essa história nos mostra claramente a superação do
bullying quando a vítima consegue se autorregular e
fazer algo em que se sinta importante para ser vista
pelos outros como alguém de valor.
Referências
TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.,P. Estamos em
conflito, eu comigo e com você: uma reflexão sobre
o bullying e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L.;
DANI, L.S.C.: Escola, conflitos e violências. Santa
Maria: Ed. Da UFSM.
TOGNETTA, L.R.P. “A história da menina e do medo
da menina”. Americana: Editora Adonis, 2012.
Sexta produção
Quando os espectadores nada
fazem
Bianca Aparecida Medeiros
Breno Mazieiro
Dierlem Cristina de Oliveira
Fernanda Gomez
Letícia Karoline Ferreira
Mariana Félix da Silva
Priscila Fante Bueno da Silva
Quem é a testemunha?
Ela assume uma posição “fora de jogo”,
como se nada tivesse a ver com o
problema, pelo medo de um punição da
autoridade. Mas, ao mesmo tempo, ainda
que de maneira controlada, também
zomba ou ri da crueldade feita a alguém,
não porque concorda com ela, mas pelo
temor de se tornar a próxima vítima e por
perceber que para manter uma boa
imagem diante do grupo é melhor “ficar
do lado” dos mais fortes.
O que está em jogo é, necessariamente, a
ausência de um sentimento de indignação que
permita a esse espectador um posicionamento
contrário à ações injustas.
Os perfis das testemunhas
Segundo Avilés (2013), não existe um único tipo
de testemunha. A estabilização dos papéis nos
perfis do bullying dura muito tempo e ninguém
tem feito nada para mudá-lo.
A indiferença das testemunhas:
Grande parte dos que veem os seus colegas
serem maltratados acreditam que o que está
acontecendo não é de sua conta.
O medo de intervir dos que contemplam:
Muitas testemunhas acreditam que deveriam
fazer alguma coisa, mas não fazem por medo
de atrapalhar o objetivo dos agressores e
serem as próximas a sofrer agressões.
A conivência de algumas testemunhas: Alguns
espectadores não só saem em defesa das
vítimas, mas também pensam que o agressor
age de acordo com o poder que tem no grupo.
Assim, a sexta produção...
Visa mostrar o quanto falta a sensibilização
a esses meninos e meninas que podem, e
devem, assumir uma posição de grande
atuação para superação do problema,
podendo ajudar a muitos colegas que
sofrem.
Referências
Avilés, J.M. Bullying: guia para educadores. Campinas:
Mercado de Letras, 2013.
TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Estamos em conflito:
Eu, comigo e com Você! Uma reflexão sobre o bullying
e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L; DANI, L.S.C.
(org.). Escola, conflitos e violência. Santa Maria:
UFSM, 2009.
Sétima produção
Uma possibilidade de superação:
as equipes de ajuda
AMANDA ZAGO
BÁRBARA PERIOTTO
LARISSA DI GENOVA
NATÁLIA PUPIN
RAYARA BRANDÃO
VITOR MUNO
O que diz a lei antibullying em
nosso país?
Em ambiente escolar, precisamos de ações que
contribuam para a efetiva prevenção do Bullying, pois
este problema acarreta consequências que marcam
negativamente o desenvolvimento cognitivo de uma
criança como, por exemplo, a queda do rendimento
escolar. Além disso, há também o sofrimento
ocasionado por atos de violência extrema que afetam
diretamente o indivíduo, física e psicologicamente
E ainda...
A escola deve agir frente a esse conflito. Deve ser
um espaço de aprendizagem e convivência
construtiva com valores de tolerância e respeito
às particularidades de cada membro que nela
está.
A lei de Diretrizes e Bases 9394/96 estabelece,
em seu artigo 3, inciso IV que, dentre os seus
princípios, está o respeito à liberdade e
apreço à tolerância.
Quem são os envolvidos numa
situação de bullying?
70 a 80% dos envolvidos são os que
assistem as cenas de bullying...
VÍTIMA
PÚBLICO OU
TESTEMUNHAS
AGRESSOR
O público...
...tem um importante papel para impedir que a
violência continue. Caso as testemunhas se
indignem diante de uma cena de Bullying elas
estarão consequentemente apoiando a vítima,
com atitudes positivas como a denúncia, ajuda
mútua e trabalhos coletivos de cooperação.
Além disso, estarão reiterando, com sua
indignação às injustiças, que a justiça e o
respeito são valores importantes.
Uma possibilidade de superação do
bullying...
São as ações de “suporte ou ajuda entre iguais”.
Dentre várias possibilidades de ação estão as
Equipes de Ajuda, formadas por alunos que
querem contribuir para a superação dos
problemas de bullying e de convivência na
escola.
Equipes de ajuda
São formadas por um grupo de meninos e
meninas de uma mesma escola. Eles trabalham
juntos em atividades relacionadas aos conflitos
reais de convivência que seu grupo escolar
enfrenta. Todos ajudam-se mutuamente diante
de determinadas cenas de conflito.
O objetivo é oferecer apoio a quem sem sente
sozinho e frágil. Desenvolvem também a
habilidade de cooperar com os outros.
Como agem?
Os alunos são escolhidos pelos colegas em
cada sala.
As equipes de ajuda auxiliam na redução do
índice desse fenômeno, observando o
comportamento das pessoas e contribuindo
com estratégias de autoproteção para a
modificação das ações das vítimas e dos
agressores, ocasionando a todos um bom clima
no convívio escolar.
Esses alunos passam por uma
formação em que aprendem:
• que todos os problemas têm importância e
devem ser trabalhados;
• a auxiliar os demais com habilidades de
autoproteção, para que sejam protagonistas da
sua segurança física e emocional;
• a ter atitudes de tolerância e compreensão do
outro - os agressores e as vítimas.
• a ter valores morais de respeito e valorização
às diferenças do grupo.
Assim, nossa sétima produção...
Consiste em mostrar que os trabalhos com as “Equipes
de ajuda” caminham por dois objetivos:
Primeiro:
Quando formamos os alunos participantes: eles,
desenvolvem habilidades que lhes permitam enfrentar
situações de agressão com assertividade e escuta
ativa;
Segundo:
Participantes e não participantes experimentam a
promoção de valores de não violência no contexto
escolar.
Referências
• BRASIL, Lei n° 9394/96, de 20 de novembro de 1996. Estabeleceu as
Diretrizes e Bses da Educação Nacional. Brasília, DF, 1996.
• Práticas positivas e prevenção na Escola_ Disponível em:
www.mprj.mp/documents/112957/1490663/cartilha_mprj_bullying_praticas_p
ositivas _de_ prevenção_na_escola.pdf
• Revista eletronica de investicacion psicoeducativ. ISSN, 1969-2095. N° 16
Vol 6 (3) 2008, pp.863-886.
• TOGNETTA,L.R.P; VINHA, T.P. Bullying e intervenção no Brasil: um
problema ainda sem solução (2010). In: Actas do 8º. Congresso Nacional de
Psicologia da Saúde: Saúde, Sexualidade e gênero. ISPA – Instituto
Universitário. Lisboa, Portugal. Anais eletrônicos. ISBN 978-972-8400-97-2.

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  • 4. Bullying é uma forma e violência física ou psicológica que provoca na vítima uma sensação de impotência e falta de valor perante os outros - como veremos na entrevista com um adolescente que foi vítima de bullying. Os pais nem sempre sabem o que fazer – como também veremos.
  • 5. Quais suas características ? Forma de violência entre pares Repetição Intenção de ferir Desigualdade de Poder Plateia
  • 6. Dados atuais (2013): Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PENSE) Um em cada cinco jovens na faixa dos 13 aos 15 anos pratica bullying contra colegas no Brasil. Foram entrevistados 109.104 alunos do 9º ano do Ensino Fundamental (antiga 8ª série) A grande maioria, 20,8% do total de quase 30% dos envolvidos no maltrato, é formada por agressores.
  • 7. Há leis no Brasil contra o Bullying? Projeto de Lei Anti-bullying Brasília - Projeto de lei, que obriga as escolas e os clubes de recreação a adotarem medidas de prevenção, conscientização, diagnose e combate ao bullying, foi aprovado em 25/06/2014, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e pelo Senado. Aguarda aprovação da presidenta.
  • 8. E os professores? Sabem como intervir? Professores, diretores e membros da escola exercem papel fundamental na intervenção e prevenção do problema. Nem sempre reconhecem o problema. E, na maioria das vezes, como veremos na entrevista no vídeo, sabem o que fazer. As práticas preventivas consistem em momentos em que os alunos falam sobre o que sentem, podendo tomar decisões. Isso significa que um trabalho de PREVENÇÃO ao problema deve ser feito.
  • 9. O que a escola pode fazer? Estratégias de prevenção: 1- Montagem de estatuto contra bullying. 2- Proposta de assembleia para discutir os problemas da sala e propor soluções conjuntas. 3- Elaboração de regras a partir das necessidades 4- Aplicação de sanções por reciprocidade. 5- Resolução de conflitos por meio de discussão de dilemas morais, histórias, filmes, dramatizações . 6- Propostas de atividades para falar de si ou com afetividade.
  • 10. Assim... Se é verdade que “a escola é um lugar privilegiado para a aprendizagem do exercício da cidadania” (Alonso, 2011, p.11), é preciso que todos os que são protagonistas da educação estejam preparados e convencidos de que está em suas mãos o papel de modificar essa realidade, que fere a todos e a cada um de nós.
  • 11. Então, o primeiro vídeo ... Nosso vídeo é um documentário que abordará o fenômeno Bullying e suas características. Por meio de entrevista com uma vítima, sua mãe e uma professora da rede de ensino pública, evidenciaremos as características do problema que assola a escola.
  • 12. Referencial Teórico TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T. P. Estamos em conflito: Eu, Comigo e com Você!Uma reflexão sobre o bullying e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L.; DANI ,L.S.C. (org.). Escola, conflitos e violência. Santa Maria: UFSM, 2009.
  • 13. Segunda produção O conceito de Bullying e o enfrentamento Aline Adriano N’Fanda Aline Rubiane de Carvalho Pavani Amanda Paiva Gabriela Donofre Juliana de Freitas Pichelli
  • 14. Bullying é um problema da escola? Ao contrário do que o senso comum acredita, bullying não é um fenômeno restrito somente à escola e à universidade. Compreende formas de violências comuns ao cotidiano de crianças, jovens e adultos que convivem com seus iguais, dentro ou fora das escolas e universidades, não sendo um fato novo pois, desde sempre, ocorreu e continua assolando a sociedade.
  • 15. Quais os tipos de bullying? Existem diferentes tipos de bullying: físico, verbal, social, gestual, mafioso e cyberbullying (Avilés, 2013).
  • 16. O que precisamos para superar? Precisamos de atitudes humanizadoras, que promovam o autorrespeito em crianças e adolescentes e os façam refletir sobre sua conduta moral, sobre o respeito e a empatia pelos seus semelhantes. É preciso que professores entendam o fenômeno estudem-no para poder intervir e ajudar as crianças e adolescentes a se sentirem fortes para impedir o bullying .
  • 17. Assim, a segunda produção... Trata de um vídeo que conceitua o fenômeno para um público infantil. Explica o fenômeno, na tentativa de mostrar que meninos e meninas que sofrem bullying precisam de ajuda para se sentirem fortalecidos. Nisso, a escola pode e deve ajudar.
  • 18. Referências http://www.unesp.br/portal#!/debate academico/bullying-e- cyberbullying-um-estigma-entre-nos/ TOGNETTA, L. R. P.; VINHA, T. P.; "Reconhecimento de situações de bullying em escolas brasileiras por seus gestores e as intervenções proporcionadas","Investigación en el Àmbito Escolar: un acercamiento multidimensional a las variables psicológicas y educativas.", 05/2013, ed. 1, Editorial GEU, Vol. 1, pp. 6, pp.227-232, 2013
  • 19. Terceira produção A vítima de bullying: Pedro e seus amigos Ana Lidia de Carvalho Erbetta Silva Cristiane Priscila Reghini Gazetta Luiz Eduardo Canaan Raisa Celia Mazzi
  • 20. Retomando as características que constituem o fenômeno bullying:
  • 21. A primeira característica a ser descrita é a violência entre pares, melhor dizendo, problemas que acontecem com crianças e adolescentes e seus respectivos pares. Com isto, não há autoridade no meio daqueles que participam. Não se denomina bullying quando um professor zomba, expõe ou ameaça um aluno. Isto é violência, desrespeito.
  • 22. A próxima característica do fenômeno é a repetição, que são ações que o autor pratica sempre com a mesma pessoa e repetidas vezes.
  • 23. Outra característica é a intencionalidade das agressões. O autor de bullying, por sofrer de falta de sensibilidade, tem sua intenção direcionada ao objetivo de ferir seu alvo, fazendo seu par se sentir menosprezado. Assim, as vítimas são sempre pessoas que, por razões psicológicas, irão concordar com a imagem que o agressor lhe atribui.
  • 24. Decorrente disto, nos remetemos à próxima característica: existe um alvo frágil - crianças e adolescentes ficam na condição de vítima por se sentirem sentindo inferiores . Assim, elas não enfrentam o agressor, muitas vezes por falta de autoconfiança em si mesmas.
  • 25. A quinta característica presente no bullying: existe sempre uma plateia: o autor precisa manter uma boa imagem diante dos outros, para que seu título de “valentão” seja sempre lembrado. A reação da plateia é muito importante - se a ação é aplaudida, isso faz com que haja um ciclo vicioso.
  • 26. Quem sofre o bullying é diferente? As vítimas de bullying são exatamente aquelas que são “diferentes” dos estereótipos sociais: ou muito baixas, ou altas, ou feias, ou bonitas, ou nerds... Os “diferentes” também podem ser aqueles que portam necessidades especiais. São muitas vezes, alvos fáceis.
  • 27. A vítima precisa, assim, ser fortalecida: No caso da vítima é preciso que o professor faça perguntas que a deixe indignada com a ação sofrida, como: “Por que o deixou bater em você?”, “Como você se sente com esta situação? “ “Você gostaria de dizer a seu colega que não gostou do que aconteceu agora ou quer esperar um pouco mais?” “Você quer minha ajuda?”
  • 28. Para o agressor, é preciso dizer: “Estou vendo que você e seu colega estão tendo alguns problemas”. E também: “O que você fez para ele não se pode fazer. Como você vai fazer para que isso não se repita? O que você pode fazer para que ele se sinta melhor?” Separadamente, essas formas de intervir podem levar a autores e alvos a se superarem.
  • 29. Assim, a terceira produção: Pedro e seus “amigos”... O vídeo tem como objetivo mostrar como uma criança ou adolescente pode sofrer uma agressão chamada bullying. Objetiva mostrar o quanto é difícil a superação do problema, pois a vítima dificilmente se manifesta. Mostra também o quanto há bullying com pessoas que são “diferentes”, pois na visão dos agressores, ela é considerada diferente, seja fisicamente ou psicologicamente, sendo, assim, um alvo frágil de atingir.
  • 30. Referências: TOGNETTA, L.R.P.; VICENTIN, V.F.(org). Esses adolescentes de hoje... o desafio de educar moralmente para que a convivência na escola seja um valor. Americana:: Editora Adonis. ISBN: 978-85-7913-238-4, 2014
  • 31. Quarta produção A superação – de vítima que toma consciência da necessidade da ajuda Carina Teles de Souza Glaucia Marina Brumati Liege Borges da Silva Mayara Dias dos S. Fernandes
  • 32. Quemsão as vítimas de bullying? Há vítimas passivas, que nada fazem para se defender. Há vítimas provocadoras, cujas ações para se defender são as mesmas que as fazem se tornar vítimas. As vítimas passivas, normalmente ocultas aos olhos da autoridade, podem, como resposta às constantes e degradantes agressões sofridas, encontrar na agressão uma forma de tentar se defender.
  • 33. Em muitos casos, quando os pais tomam ciência, recomendam como atitude a retribuição das agressões, dando valor a uma forma primitiva de justiça. * Alerta às escolas: quando os pais mandam bater, muitas vezes é porque as agressões a seus filhos são rotineiras e não percebidas pelos adultos.
  • 34.  Formar cidadãos críticos;  Auxiliar para que as crianças e os adolescentes respeitem as individualidades, diferenças, intimidades e limitações de cada um.  Fazer com que os alunos sejam convidados a pensar sobre suas ações e fazer escolhas que os permitam se responsabilizar pelas suas ações. Não dar uma escolha entre “parar de ofender” ou “não parar”, mas entre “parar de ofender” (disso não se deve abrir mão) ou ficar sem participar de uma atividade. Isso leva à tomada de consciência. Qual a função primordial do educador?
  • 35. O QUE É FUNÇÃO DA ESCOLA?  Possibilitar o convívio ético entre seus personagens.  Realizar assembleias para possibilitar uma discussão crítica entre os alunos dentro da sala de aula, como uma rotina e não apenas quando há problemas.  Discutir situações cotidianas e hipotéticas para poder se colocar no lugar dos personagens e pensar em ações que possam resolver os problemas de agressão.  Permitir que alvos e autores de bullying falem sobre como se sentem num conflito entre pares.
  • 36. Assim, a quarta produção... Neste trabalho, observaremos a história de um personagem que, diante de uma situação específica de bullying na qual se encontrava como vítima passiva buscou, como alternativa de se defender, também com condutas violentas. Agindo de tal forma, pode ter se tornado um agressor de bullying, ou então, continuar sendo agredido como vítima, agora provocadora. Como instrumento de produção, utilizamos a técnica “Draw my life” : narração de uma história de vida ilustrada através de desenhos.
  • 37. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Leituras: TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Bullying e intervenção no Brasil: um problema ainda sem solução (2010). In: Actas do 8º Congresso Nacional da Saúde: Saúde, Sexualidade e gênero. ISPA – Instituto Universitário. Lisboa, Portugal. Anais eletrônicos. AVILÉS, J.M. (2013). Bullying: guia para educadores. Campinas: Mercado de Letras. TOGNETTA, L.R.P.; MARTINÉZ, J.M.A. ROSÁRIO, P. Bullying e suas dimensões psicológicas em adolescentes. In: International Journal of Developmental and Educational Psychology. INFAD Revista de Psicologia, no. 01, vol. 07, p. 289-296, 2014. TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Estamos em conflito: Eu, Comigo e com Você! Uma reflexão sobre o bullying e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L.; DANI, L.S.C. (org.). Escola, conflitos e violência. Santa Maria: UFSM, 2009. AVILÉS, J.M.M.; ELVIRA, N.A. Esses adolescentes de hoje... podem ser protagonistas de uma mudança? In: TOGNETTA, L.R.P.; VICENTIN, V. Esses adolescentes de hoje. Americana: Editora Adonis. (texto traduzido). Programa de edição: Movie Maker e Magix vídeo easy HD.
  • 38. Quinta produção O mecanismo de autorregulação: a superação de Serafina Laís Ramos Karen Vaz Mariele Lucirio Pâmela Amâncio Priscila Gobbi.
  • 39. Como reconhecer o bullying? Alvos de bullying pouco se manifestam, tornando difícil reconhecer que exista bullying entre as crianças e adolescentes. Frequentemente, professores e educadores, em geral, não estão atentos a esse tipo de intimidação, já que não lhes atinge diretamente. Infelizmente, as atenções dos adultos que educam estão voltadas às formas de indisciplina, ou mesmo aos constantes desinteresses dos educandos às matérias escolares.
  • 40. Um exemplo… Bom dia mamãe Por favor conversar com o VIC sobre seu comportamento em sala pois está brincando na hora de fazer atividades (dar ‘cadernada’ na cabeça do outro). Peço sua ajuda e colaboração Professora Muitas vezes, professores se preocupam mais com a interrupção das aulas do que ao desrespeito ao outro…
  • 41. Qual a tarefa da escola? A escola é o lugar ideal para o encontro das soluções ao bullying: As crianças podem ter contato com outras crianças sendo cada uma de um jeito, pensando diferente, agindo diferente. Afinal não somos iguais. As crianças precisam aprender isso e saber lidar, respeitando todas as diferenças. As crianças podem ter oportunidades de se sentir importantes quando podem falar, podem dizer o que pensam e podem expressar o que sabem. COMO FEZ SERAFINA...
  • 42. Assim, a quinta produção ... Conta a história de Serafina e seu medo. Não é uma história de arrepiar, mas sim para pensar nos medos que todo mundo tem e em como alguém se sente quando a tratam como alguém diferente. Essa história nos mostra claramente a superação do bullying quando a vítima consegue se autorregular e fazer algo em que se sinta importante para ser vista pelos outros como alguém de valor.
  • 43. Referências TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.,P. Estamos em conflito, eu comigo e com você: uma reflexão sobre o bullying e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L.; DANI, L.S.C.: Escola, conflitos e violências. Santa Maria: Ed. Da UFSM. TOGNETTA, L.R.P. “A história da menina e do medo da menina”. Americana: Editora Adonis, 2012.
  • 44. Sexta produção Quando os espectadores nada fazem Bianca Aparecida Medeiros Breno Mazieiro Dierlem Cristina de Oliveira Fernanda Gomez Letícia Karoline Ferreira Mariana Félix da Silva Priscila Fante Bueno da Silva
  • 45. Quem é a testemunha? Ela assume uma posição “fora de jogo”, como se nada tivesse a ver com o problema, pelo medo de um punição da autoridade. Mas, ao mesmo tempo, ainda que de maneira controlada, também zomba ou ri da crueldade feita a alguém, não porque concorda com ela, mas pelo temor de se tornar a próxima vítima e por perceber que para manter uma boa imagem diante do grupo é melhor “ficar do lado” dos mais fortes.
  • 46. O que está em jogo é, necessariamente, a ausência de um sentimento de indignação que permita a esse espectador um posicionamento contrário à ações injustas.
  • 47. Os perfis das testemunhas Segundo Avilés (2013), não existe um único tipo de testemunha. A estabilização dos papéis nos perfis do bullying dura muito tempo e ninguém tem feito nada para mudá-lo. A indiferença das testemunhas: Grande parte dos que veem os seus colegas serem maltratados acreditam que o que está acontecendo não é de sua conta.
  • 48. O medo de intervir dos que contemplam: Muitas testemunhas acreditam que deveriam fazer alguma coisa, mas não fazem por medo de atrapalhar o objetivo dos agressores e serem as próximas a sofrer agressões. A conivência de algumas testemunhas: Alguns espectadores não só saem em defesa das vítimas, mas também pensam que o agressor age de acordo com o poder que tem no grupo.
  • 49. Assim, a sexta produção... Visa mostrar o quanto falta a sensibilização a esses meninos e meninas que podem, e devem, assumir uma posição de grande atuação para superação do problema, podendo ajudar a muitos colegas que sofrem.
  • 50. Referências Avilés, J.M. Bullying: guia para educadores. Campinas: Mercado de Letras, 2013. TOGNETTA, L.R.P.; VINHA, T.P. Estamos em conflito: Eu, comigo e com Você! Uma reflexão sobre o bullying e suas causas afetivas. In: CUNHA, J.L; DANI, L.S.C. (org.). Escola, conflitos e violência. Santa Maria: UFSM, 2009.
  • 51. Sétima produção Uma possibilidade de superação: as equipes de ajuda AMANDA ZAGO BÁRBARA PERIOTTO LARISSA DI GENOVA NATÁLIA PUPIN RAYARA BRANDÃO VITOR MUNO
  • 52. O que diz a lei antibullying em nosso país? Em ambiente escolar, precisamos de ações que contribuam para a efetiva prevenção do Bullying, pois este problema acarreta consequências que marcam negativamente o desenvolvimento cognitivo de uma criança como, por exemplo, a queda do rendimento escolar. Além disso, há também o sofrimento ocasionado por atos de violência extrema que afetam diretamente o indivíduo, física e psicologicamente
  • 53. E ainda... A escola deve agir frente a esse conflito. Deve ser um espaço de aprendizagem e convivência construtiva com valores de tolerância e respeito às particularidades de cada membro que nela está. A lei de Diretrizes e Bases 9394/96 estabelece, em seu artigo 3, inciso IV que, dentre os seus princípios, está o respeito à liberdade e apreço à tolerância.
  • 54. Quem são os envolvidos numa situação de bullying? 70 a 80% dos envolvidos são os que assistem as cenas de bullying... VÍTIMA PÚBLICO OU TESTEMUNHAS AGRESSOR
  • 55. O público... ...tem um importante papel para impedir que a violência continue. Caso as testemunhas se indignem diante de uma cena de Bullying elas estarão consequentemente apoiando a vítima, com atitudes positivas como a denúncia, ajuda mútua e trabalhos coletivos de cooperação. Além disso, estarão reiterando, com sua indignação às injustiças, que a justiça e o respeito são valores importantes.
  • 56. Uma possibilidade de superação do bullying... São as ações de “suporte ou ajuda entre iguais”. Dentre várias possibilidades de ação estão as Equipes de Ajuda, formadas por alunos que querem contribuir para a superação dos problemas de bullying e de convivência na escola.
  • 57. Equipes de ajuda São formadas por um grupo de meninos e meninas de uma mesma escola. Eles trabalham juntos em atividades relacionadas aos conflitos reais de convivência que seu grupo escolar enfrenta. Todos ajudam-se mutuamente diante de determinadas cenas de conflito. O objetivo é oferecer apoio a quem sem sente sozinho e frágil. Desenvolvem também a habilidade de cooperar com os outros.
  • 58. Como agem? Os alunos são escolhidos pelos colegas em cada sala. As equipes de ajuda auxiliam na redução do índice desse fenômeno, observando o comportamento das pessoas e contribuindo com estratégias de autoproteção para a modificação das ações das vítimas e dos agressores, ocasionando a todos um bom clima no convívio escolar.
  • 59. Esses alunos passam por uma formação em que aprendem: • que todos os problemas têm importância e devem ser trabalhados; • a auxiliar os demais com habilidades de autoproteção, para que sejam protagonistas da sua segurança física e emocional; • a ter atitudes de tolerância e compreensão do outro - os agressores e as vítimas. • a ter valores morais de respeito e valorização às diferenças do grupo.
  • 60. Assim, nossa sétima produção... Consiste em mostrar que os trabalhos com as “Equipes de ajuda” caminham por dois objetivos: Primeiro: Quando formamos os alunos participantes: eles, desenvolvem habilidades que lhes permitam enfrentar situações de agressão com assertividade e escuta ativa; Segundo: Participantes e não participantes experimentam a promoção de valores de não violência no contexto escolar.
  • 61. Referências • BRASIL, Lei n° 9394/96, de 20 de novembro de 1996. Estabeleceu as Diretrizes e Bses da Educação Nacional. Brasília, DF, 1996. • Práticas positivas e prevenção na Escola_ Disponível em: www.mprj.mp/documents/112957/1490663/cartilha_mprj_bullying_praticas_p ositivas _de_ prevenção_na_escola.pdf • Revista eletronica de investicacion psicoeducativ. ISSN, 1969-2095. N° 16 Vol 6 (3) 2008, pp.863-886. • TOGNETTA,L.R.P; VINHA, T.P. Bullying e intervenção no Brasil: um problema ainda sem solução (2010). In: Actas do 8º. Congresso Nacional de Psicologia da Saúde: Saúde, Sexualidade e gênero. ISPA – Instituto Universitário. Lisboa, Portugal. Anais eletrônicos. ISBN 978-972-8400-97-2.