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APOSTILA PARA TREINAMENTO DE 
PINTORES 
“Na especificação de um esquema de pintura procura-se indicar tintas de alto padrão técnico, preparo 
adequado de superfície e condições de aplicação para se conseguir bom desempenho do esquema 
de pintura e conseqüentemente adequado tempo de vida útil das estruturas ou equipamentos. 
Entretanto por ocasião do esquema de pintura se não houver qualificação do pintor, todos os gastos 
na elaboração da especificação e na aquisição dos materiais podem ser perdidos pelo fato desses 
profissionais não terem os conhecimentos teóricos básicos para que, somados à capacitação prática, 
permitam atingir os objetivos da PINTURA INDUSTRIA.” 
O aço é o principal material utilizado pela engenharia na construção de 
equipamentos e instalações. E devido sua baixa resistência à corrosão, a PINTURA 
INDUSTRIAL tornou-se o principal meio de proteção anticorrosiva da era moderna. 
A aplicação de PINTURA INDUSTRIAL consiste na interposição de uma película, em 
geral orgânica, entre o meio corrosivo e o material metálico que se deseja proteger. 
Estes revestimentos são aplicados por forma de TINTAS. 
Para que serve a Pintura Industrial? 
A Pintura Industrial tem uma série de utilidades, tais como: Identificação de fluidos em 
tanques, reservatórios, tubulações, etc., maior ou menos absorção de calor, finalidade 
estética, sinalização de estruturas e/ou equipamentos e para TRATAMENTO 
ANTICORROSIVO. 
Mas, o que é CORROSÃO? 
Corrosão é a deterioração de um material, especialmente metálico, por ação química ou 
eletroquímica do meio, e deve ser combatido, pois com a corrosão, há uma perda de 
matéria (aço), o que implica na confiabilidade operacional do equipamento. O metal se 
desfaz gradativamente, causando a perda total do equipamento. E no nosso caso, 
minimizamos esse processo corrosivo por meio de aplicação de tintas, que formam uma 
proteção por barreira impedindo a passagem das intempéries ao aço.
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Vocês pintores, sabem o que é tinta? 
Tinta são substâncias químicas em forma líquida, pastosa ou em pó, que após aplicação e 
cura, forma um filme seco, duro e obliterante. Seus constituintes são: 
· RESINA: É o constituinte ligante ou aglomerante das partículas de pigmento e o 
responsável pela continuidade e formação da película; 
· PÍGMENTOS: São partículas sólidas finamente divididas que são utilizados para se 
obter uma séria de propriedades, como propriedades anticorrosivas, propriedades 
estéticas/decorativas e impermeabilização; 
· SOLVENTES: São substâncias puras utilizadas tanto para auxiliar na fabricação das 
tinas, na solubilização de resinas e no controle da viscosidade, facilitando a aplicação; 
· ADITIVOS: São substâncias adicionadas em pequenas quantidades às tintas para 
conferir propriedades especificas a mesma. 
Para fins de proteção anticorrosiva de estruturas metálicas ou de equipamentos, um 
esquema de pintura é composto, na maioria dos casos, por três tipos de tinta: Tinta de 
fundo (primer), Tinta intermediária e Tinta de acabamento. 
· TINTA DE FUNDO (PRIMER): São aquelas que são aplicadas diretamente ao substrato, 
portanto, é a tinta responsável pela aderência do esquema de pintura ao substrato a se 
proteger e são as que contêm na composição os pigmentos ditos anticorrosivos; 
· TINTA INTERMEDIÁRIA: São tintas normalmente utilizadas nos esquemas de pintura 
com a função de aumentar a espessura do revestimento, com o objetivo de aumentar a 
proteção por barreira do mesmo. Algumas tintas intermediárias são denominadas 
seladoras, que são utilizadas para selar uma película muito porosa, antes da aplicação da 
tinta de acabamento, que é o caso de tintas de fundo à base de etil silicato de zinco (N- 
1661) que é usado a tinta epóxi óxido de ferro (N-1202); 
· TINTA DE ACABAMENTO: São as tintas que têm a função de conferir a resistência 
química ao revestimento, pois são elas que estão em contato direto com o meio corrosivo, 
possuem na maioria dos casos boa resistência à raios ultravioletas e são as tintas que 
conferem a cor final dos revestimentos por pintura.
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MISTURA, DILUIÇÃO E HOMOGENEIZAÇÃO DAS TINTAS 
Antes e durante a aplicação, toda tinta deve ser homogeneizada para manter o 
pigmento em suspensão. Paratintas de dois ou mais componentes, deve ser feito a 
homogeneização de cada componente separadamente antes da mistura dos mesmos e 
após a mistura, a aparência deve ser uniforme, não devendo apresentar veios ou faixas de 
cores diferentes. 
A mistura, homogeneização e diluição só devem ser feitas por ocasião da aplicação 
A e homogeneização devem ser feitas por meio de um misturador mecânico ou 
pneumático, admitindo-se a mistura manual para recipientes com capacidade de até 18l, 
sendo que as tintas pigmentadas com alumínio, exceto da norma PETROBRAS N-2231, 
devem ser misturadas manualmente. Em caso de tintas ricas em zinco, a mistura deve ser 
sempre mecânica, mesmo para recipientes com capacidade inferior a 18l. 
A diluição só deve ser feita quando há real necessidade para a aplicação das tintas e o 
diluente/redutor a ser usado deve ser o especificado pelo fabricante da tinta, e não 
ultrapassando o percentual máximo de diluição especificado do mesmo. 
É de EXTREMA importância respeitar a proporção de mistura das tintas de mais de um 
componente, indicados no rótulo do recipiente. Deve também ser respeitado, para tintas de 
2 ou mais componentes, o tempo de indução e o tempo de vida útil da mistura (pot-life). 
A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DA SUPERFÍCIE 
Quanto mais limpa e isenta de contaminantes como tintas velhas mal aderidas, óleos, 
graxas, carepa de laminação, sais e CORROSÃO, melhor será o desempenho do 
esquema de pintura e a aderência do esquema ao substrato. Portanto, não ignorem o fato 
de não poder colocar a mão em peças jateadas ou tratadas, pois nossa mão contém sal e 
é oleosa, o que pode condenar e fatalmente prejudicar o bom desempenho da pintura.
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Porque não se pode pintar sobre carepa de laminação? 
Algumas peças novas parecem já estarem pintadas, pois sua superfície apresenta uma 
camada muito dura, uniforme e aderente ao substrato, ou até mesmo por não apresentar 
inicialmente uma aparência ruim, muitas pessoas pensam que podem pintar sobre a 
carepa de laminação. Mas NÃO deve! 
Com o passar do tempo e a exposição do material às intempéries, devido ao coeficiente de 
dilatação da carepa de laminação ser diferente do coeficiente de dilatação do aço, há o 
desprendimento dessa camada rígida e conseqüentemente o encontro do meio corrosivo 
com o aço, o que ocasiona na Oxidação do aço, e o desplacamento da carepa de 
laminação, e, se pintado, da tinta. 
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS 
Alguns fatores climáticos devem ser respeitados quando falamos em PINTURA 
INDUSTRIAL, pois “passar por cima” de algum desses fatores pode fatalmente condenar a 
integridade da película. 
Os serviços de pintura devem ser realizados dentro das seguintes condições: 
 A umidade relativa do ar (U.R.A) máxima deve ser de no máximo 85%; 
 A temperatura máxima da superfície deve ser de no máximo de 52ºC, exceto para as 
tintas de fundo ricas em zinco à base de silicatos que, neste caso, é de 40ºC; 
 A temperatura mínima da superfície deve ser de no mínimo 3ºC acima do ponto de 
orvalho (P.O); 
 A temperatura ambiente deve ser de no mínimo 5ºC. 
 Recentemente, com a nova revisão da N-13, tintas a base de etil silicato de zinco 
somente devem ser aplicadas com URA acima de 60% (e até 85%, claro).
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PELÍCULA: Cada demão de tinta deve estar isenta (durante e após exposição) de falhas e 
defeitos, como: 
· ESCORRIMENTO: Defeito ocorrido durante a aplicação da pintura em formas de ondas ou 
gotas. Suas principais causas são: aplicação excessiva de tinta, diluição excessiva de tinta 
e erro na proporção de mistura de tintas com mais de 1 componente; 
· EMPOLAMENTO: Também chamado de “bolhas”, é um defeito estrutural da película, 
caracterizado pelo aparecimento de saliências que variam de tamanho e intensidade. Suas 
principais causas são: Formação gasosa cuja origem, geralmente, se deve a retenção de 
solvente, motivado por não respeitar o intervalo mínimo para repintura e poliuretanos 
quando aplicados sob condições de alta umidade ou contaminados com água, tendem a 
apresentar esse defeito; 
· ENRUGAMENTO: Defeito que torna a pintura semelhante à superfície de um papelão 
ondulado e/ou conrrugado e é típico das tintas alquídicas ou óleo-resinosas. Suas 
principais causas são: Ocorre quando não se respeita os intervalos para repintura, a ação 
do solvente da demão anterior e ocorre quando tinta aplicada com espessura excessiva; 
surgindo após secagem/cura; 
· FENDIMENTO: Pintura com rachaduras/trincas que podem chegar até o substrato. Ocorre 
quando se movimenta muito uma superfície (entorta), e é uma característica das tintas 
ricas em zinco à base de silicatos quando aplicadas em espessura excessiva; 
· CRATÉRAS: Também chamado de “olho de peixe”, é um defeito na película seca, 
caracterizado por uma depressão arredondada sobre a superfície pintada. Ocorre devido à 
contaminação do substrato com água, óleos, graxa, etc., e quando há retenção de gases 
na película anterior; 
· IMPREGNAÇÃO DE ABRASIVO E/OU MATERIAIS ESTRANHOS: Nada mais é de que a 
Inclusão de pêlos, fiapos, sujeira na película da tinta, devido a contaminantes que não 
foram removidos da película antes da aplicação de tinta, tais contaminantes podem vir do 
ar e o material para aplicação pode estar sujo ou contaminado; 
· DESCASCAMENTO: Defeito causado pela perda de aderência da película seca, 
espontânea ou provocadamente. Ocorre pela Contaminação da superfície principalmente 
por óleo, sal, graxa, água, umidade, etc., devido a tintas incompatíveis, superfícies de difícil 
aderência (lisas, com pouca rugosidade) ou pela falta de um primer de aderência, por 
condensação no substrato ou aplicação de tinta sobre superfície não tratada;
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· ENFERRUJAMENTO: É a degradação da película em relação ao meio, com visível 
deterioração do substrato. Ocorre quando há defeitos visíveis na película da tinta, 
causados ou não por danos mecânicos e pela deposição de espessura insuficiente ao 
substrato, pois a película da tinta não é capaz de cobrir os picos e os vales, deixando o aço 
em contato direto com o meio corrosivo, causando a Ferrugem, que é o produto de 
corrosão; 
· PULVERIZAÇÃO SECA (OVERSPRAY): Defeito estrutural da película decorrente da 
pulverização deficiente, de modo que as partículas não se aglutinem, resultando espaços 
intersticiais ou poros na película, com penetração dos agentes corrosivos. O filme seco fica 
poroso, assim como uma lixa fina, mas ao passar dos dedos não sai pó. Ocorre 
principalmente por realização da aplicação em tempo com muito vento, em aplicação de 
tintas em superfícies muito elevadas e pela distância incorreta da pistola em relação ao 
substrato. 
· AMPOAMENTO/GIZAMENTO: Não confundir com defeito, é apenas uma 
falha característica das tintas de resinas epóxi quando expostas ao sol, onde a película 
perde seu brilho e solta um pó esbranquiçado que sai ao passar dos dedos.
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PRINCIPAIS NORMAS DE TINTAS: 
 N-1202: TINTA EPÓXI ÓXIDO DE FERRO 
Tinta de fundo utilizada por diversos esquemas de pintura e dentro do campo da 
PETROBRAS, esta tinta é utilizada com a função de tinta intermediária seladora (ou tie-coat) 
em esquemas de pintura com tintas de fundo ricas em zinco à base de silicatos (ex.: 
N-1661) e tem a função de evitar a formação de bolhas na aplicação da tinta de 
acabamento. 
 N-1259: TINTA DE ALUMÍNIO FENÓLICA 
Tinta de acabamento muito utilizada em esquemas que vão ser expostos em diversos tipos 
de ambientes, exceto em condições de imersão e em meios ácidos e alcalinos fortes. Deve 
se tomar muito cuidado o intervalo de pintura e a aplicação, do contrário pode causar o 
ENRUGAMENTO; 
A mistura e homogeneização deve ser sempre feito manualmente e após mistura da resina 
oleosa (componente A) e a pasta de alumínio (componente B), a tinta pode ser guardada e 
reaproveitada, porém apresentará um aspecto com menos brilho. 
 N-1277: TINTA DE FUNDO EPÓXI PÓ DE ZINDO AMIDA CURADA 
A tinta de fundo epóxi rica em zinco é bastante usada em retoques para esquemas de 
pintura cuja tinta de fundo é rica em zinco à base de silicatos, porém só até 120ºC de 
temperatura de operação. 
 N-1661: TINTA DE ZINCO-ETIL SILICATO 
Tinta de fundo rica em zinco com alto teor de zinco na composição. Sua cura não é afetada 
se após aplicação, a U.R.A atingir ou superar 85%. O controle de espessura deve ser 
muito rígido, pois em espessura excessiva pode ocasionar o FENDIMENTO. Requer o 
máximo de limpeza possível da superfície. A mistura, homogeneização e a aplicação deve 
ser feito com uso de um agitador mecânico/pneumático afim de manter o pó de zinco em 
suspensão. 
 N-2198: TINTA DE ADERÊNCIA EPÓXI-ISOCIANATO ÓXIDO DE FERRO 
Tinta condicionadora de aderência para aplicação de esquemas de pintura em aço 
galvanizado e alumínio.
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 N-2231: TINTA DE ETIL SILICATO DE ZINDO-ALIMÍNIO 
Tinta utilizada para proteção anticorrosiva de estruturas metálicas ou de equipamentos 
sujeitos a altas temperaturas (até 500ºC). É utilizada em revestimento único (uma demão 
apenas). Requer o máximo de limpeza possível da superfície. A mistura, homogeneização 
e a aplicação deve ser feito com uso de um agitador mecânico/pneumático afim de manter 
o pó de zinco em suspensão. 
 N-2288: TINTA DE FUNDO EPÓXI PIGMENTADA COM ALUMÍNIO 
É utilizada, principalmente, em esquemas de pintura para proteção de superfícies ferrosas, 
preparadas por meio de ferramentas mecânicas e é uma alternativa de revestimento para 
os casos que não se é possível realizar tratamentos com Jateamento abrasivo, são 
denominadas tinas “surface tolerant”. 
 N-2492: ESMALTE SINTÉTICO BRILHANTE 
Tinta de acabamento alquídica brilhante utilizada em esquemas de pintura para atmosferas 
de baixa a média agressividade. Não necessita de lixamento após passado o intervalo 
máximo para repintura, apenas um “trapeamento” com solvente da própria tinta pois 
apresentam boa aderência entre demãos. Não tem resistência química. 
 N-2628: TINTA EPÓXI-POLIAMIDA DE ALTA ESPESSURA 
Tinta de alto teor de sólidos. É utilizada como tinta intermediária para encorpar a película 
ou em alguns casos tintas de acabamento. 
 N-2629: TINTA DE ACABAMENTO EPÓXI SEM SOLVENTE 
Tinta de alto teor de sólidos. É indicada, principalmente, para pintura interna de tanques de 
produtos claros. 
 N-2630: TINTA EPÓXI-FOSFATO DE ZINDO DE ALTA ESPESSURA 
Tinta com alto teor de sólidos. Tinta de fundo sobre a qual se pode aplicar uma série de 
tintas de acabamento. Contém a presença de um pigmento anticorrosico atóxico chamado 
fosfato de zinco. São fornecidas nas cores branco, vermelho óxido e cinza.
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 N-2677: TINTA DE POLIURETANO ACRÍLICO 
Tinta de acabamento fornecida em dois componentes. Apresentam boa resistência à 
radiação solar e boa retenção de cor e brilho. 
 N-2678: TINTA EPÓXI POLIAMIDA PIGMENTADA COM ALUMÍNIO 
Mesma função e características da norma N-2288, porém com agente de cura poliamina. 
 N-2680: TINTA EPÓXI, SEM SOLVENTES, TOLERANTE A SUPERFÍCCIES 
MOLHADAS 
Tintas de fundo/acabamento aplicável a superfícies de aço-carbono secas, com umidade 
residual ou molhadas, portanto as restrições de ponto de orvalho e umidade relativa do ar 
não são aplicáveis. É isenta de solvente, tem 100% de sólidos.

Apostila para pintor industrial

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  • 3.
    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br MISTURA, DILUIÇÃO E HOMOGENEIZAÇÃO DAS TINTAS Antes e durante a aplicação, toda tinta deve ser homogeneizada para manter o pigmento em suspensão. Paratintas de dois ou mais componentes, deve ser feito a homogeneização de cada componente separadamente antes da mistura dos mesmos e após a mistura, a aparência deve ser uniforme, não devendo apresentar veios ou faixas de cores diferentes. A mistura, homogeneização e diluição só devem ser feitas por ocasião da aplicação A e homogeneização devem ser feitas por meio de um misturador mecânico ou pneumático, admitindo-se a mistura manual para recipientes com capacidade de até 18l, sendo que as tintas pigmentadas com alumínio, exceto da norma PETROBRAS N-2231, devem ser misturadas manualmente. Em caso de tintas ricas em zinco, a mistura deve ser sempre mecânica, mesmo para recipientes com capacidade inferior a 18l. A diluição só deve ser feita quando há real necessidade para a aplicação das tintas e o diluente/redutor a ser usado deve ser o especificado pelo fabricante da tinta, e não ultrapassando o percentual máximo de diluição especificado do mesmo. É de EXTREMA importância respeitar a proporção de mistura das tintas de mais de um componente, indicados no rótulo do recipiente. Deve também ser respeitado, para tintas de 2 ou mais componentes, o tempo de indução e o tempo de vida útil da mistura (pot-life). A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DA SUPERFÍCIE Quanto mais limpa e isenta de contaminantes como tintas velhas mal aderidas, óleos, graxas, carepa de laminação, sais e CORROSÃO, melhor será o desempenho do esquema de pintura e a aderência do esquema ao substrato. Portanto, não ignorem o fato de não poder colocar a mão em peças jateadas ou tratadas, pois nossa mão contém sal e é oleosa, o que pode condenar e fatalmente prejudicar o bom desempenho da pintura.
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    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br Porque não se pode pintar sobre carepa de laminação? Algumas peças novas parecem já estarem pintadas, pois sua superfície apresenta uma camada muito dura, uniforme e aderente ao substrato, ou até mesmo por não apresentar inicialmente uma aparência ruim, muitas pessoas pensam que podem pintar sobre a carepa de laminação. Mas NÃO deve! Com o passar do tempo e a exposição do material às intempéries, devido ao coeficiente de dilatação da carepa de laminação ser diferente do coeficiente de dilatação do aço, há o desprendimento dessa camada rígida e conseqüentemente o encontro do meio corrosivo com o aço, o que ocasiona na Oxidação do aço, e o desplacamento da carepa de laminação, e, se pintado, da tinta. CONDIÇÕES CLIMÁTICAS Alguns fatores climáticos devem ser respeitados quando falamos em PINTURA INDUSTRIAL, pois “passar por cima” de algum desses fatores pode fatalmente condenar a integridade da película. Os serviços de pintura devem ser realizados dentro das seguintes condições:  A umidade relativa do ar (U.R.A) máxima deve ser de no máximo 85%;  A temperatura máxima da superfície deve ser de no máximo de 52ºC, exceto para as tintas de fundo ricas em zinco à base de silicatos que, neste caso, é de 40ºC;  A temperatura mínima da superfície deve ser de no mínimo 3ºC acima do ponto de orvalho (P.O);  A temperatura ambiente deve ser de no mínimo 5ºC.  Recentemente, com a nova revisão da N-13, tintas a base de etil silicato de zinco somente devem ser aplicadas com URA acima de 60% (e até 85%, claro).
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    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br PELÍCULA: Cada demão de tinta deve estar isenta (durante e após exposição) de falhas e defeitos, como: · ESCORRIMENTO: Defeito ocorrido durante a aplicação da pintura em formas de ondas ou gotas. Suas principais causas são: aplicação excessiva de tinta, diluição excessiva de tinta e erro na proporção de mistura de tintas com mais de 1 componente; · EMPOLAMENTO: Também chamado de “bolhas”, é um defeito estrutural da película, caracterizado pelo aparecimento de saliências que variam de tamanho e intensidade. Suas principais causas são: Formação gasosa cuja origem, geralmente, se deve a retenção de solvente, motivado por não respeitar o intervalo mínimo para repintura e poliuretanos quando aplicados sob condições de alta umidade ou contaminados com água, tendem a apresentar esse defeito; · ENRUGAMENTO: Defeito que torna a pintura semelhante à superfície de um papelão ondulado e/ou conrrugado e é típico das tintas alquídicas ou óleo-resinosas. Suas principais causas são: Ocorre quando não se respeita os intervalos para repintura, a ação do solvente da demão anterior e ocorre quando tinta aplicada com espessura excessiva; surgindo após secagem/cura; · FENDIMENTO: Pintura com rachaduras/trincas que podem chegar até o substrato. Ocorre quando se movimenta muito uma superfície (entorta), e é uma característica das tintas ricas em zinco à base de silicatos quando aplicadas em espessura excessiva; · CRATÉRAS: Também chamado de “olho de peixe”, é um defeito na película seca, caracterizado por uma depressão arredondada sobre a superfície pintada. Ocorre devido à contaminação do substrato com água, óleos, graxa, etc., e quando há retenção de gases na película anterior; · IMPREGNAÇÃO DE ABRASIVO E/OU MATERIAIS ESTRANHOS: Nada mais é de que a Inclusão de pêlos, fiapos, sujeira na película da tinta, devido a contaminantes que não foram removidos da película antes da aplicação de tinta, tais contaminantes podem vir do ar e o material para aplicação pode estar sujo ou contaminado; · DESCASCAMENTO: Defeito causado pela perda de aderência da película seca, espontânea ou provocadamente. Ocorre pela Contaminação da superfície principalmente por óleo, sal, graxa, água, umidade, etc., devido a tintas incompatíveis, superfícies de difícil aderência (lisas, com pouca rugosidade) ou pela falta de um primer de aderência, por condensação no substrato ou aplicação de tinta sobre superfície não tratada;
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    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br · ENFERRUJAMENTO: É a degradação da película em relação ao meio, com visível deterioração do substrato. Ocorre quando há defeitos visíveis na película da tinta, causados ou não por danos mecânicos e pela deposição de espessura insuficiente ao substrato, pois a película da tinta não é capaz de cobrir os picos e os vales, deixando o aço em contato direto com o meio corrosivo, causando a Ferrugem, que é o produto de corrosão; · PULVERIZAÇÃO SECA (OVERSPRAY): Defeito estrutural da película decorrente da pulverização deficiente, de modo que as partículas não se aglutinem, resultando espaços intersticiais ou poros na película, com penetração dos agentes corrosivos. O filme seco fica poroso, assim como uma lixa fina, mas ao passar dos dedos não sai pó. Ocorre principalmente por realização da aplicação em tempo com muito vento, em aplicação de tintas em superfícies muito elevadas e pela distância incorreta da pistola em relação ao substrato. · AMPOAMENTO/GIZAMENTO: Não confundir com defeito, é apenas uma falha característica das tintas de resinas epóxi quando expostas ao sol, onde a película perde seu brilho e solta um pó esbranquiçado que sai ao passar dos dedos.
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    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br PRINCIPAIS NORMAS DE TINTAS:  N-1202: TINTA EPÓXI ÓXIDO DE FERRO Tinta de fundo utilizada por diversos esquemas de pintura e dentro do campo da PETROBRAS, esta tinta é utilizada com a função de tinta intermediária seladora (ou tie-coat) em esquemas de pintura com tintas de fundo ricas em zinco à base de silicatos (ex.: N-1661) e tem a função de evitar a formação de bolhas na aplicação da tinta de acabamento.  N-1259: TINTA DE ALUMÍNIO FENÓLICA Tinta de acabamento muito utilizada em esquemas que vão ser expostos em diversos tipos de ambientes, exceto em condições de imersão e em meios ácidos e alcalinos fortes. Deve se tomar muito cuidado o intervalo de pintura e a aplicação, do contrário pode causar o ENRUGAMENTO; A mistura e homogeneização deve ser sempre feito manualmente e após mistura da resina oleosa (componente A) e a pasta de alumínio (componente B), a tinta pode ser guardada e reaproveitada, porém apresentará um aspecto com menos brilho.  N-1277: TINTA DE FUNDO EPÓXI PÓ DE ZINDO AMIDA CURADA A tinta de fundo epóxi rica em zinco é bastante usada em retoques para esquemas de pintura cuja tinta de fundo é rica em zinco à base de silicatos, porém só até 120ºC de temperatura de operação.  N-1661: TINTA DE ZINCO-ETIL SILICATO Tinta de fundo rica em zinco com alto teor de zinco na composição. Sua cura não é afetada se após aplicação, a U.R.A atingir ou superar 85%. O controle de espessura deve ser muito rígido, pois em espessura excessiva pode ocasionar o FENDIMENTO. Requer o máximo de limpeza possível da superfície. A mistura, homogeneização e a aplicação deve ser feito com uso de um agitador mecânico/pneumático afim de manter o pó de zinco em suspensão.  N-2198: TINTA DE ADERÊNCIA EPÓXI-ISOCIANATO ÓXIDO DE FERRO Tinta condicionadora de aderência para aplicação de esquemas de pintura em aço galvanizado e alumínio.
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    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br  N-2231: TINTA DE ETIL SILICATO DE ZINDO-ALIMÍNIO Tinta utilizada para proteção anticorrosiva de estruturas metálicas ou de equipamentos sujeitos a altas temperaturas (até 500ºC). É utilizada em revestimento único (uma demão apenas). Requer o máximo de limpeza possível da superfície. A mistura, homogeneização e a aplicação deve ser feito com uso de um agitador mecânico/pneumático afim de manter o pó de zinco em suspensão.  N-2288: TINTA DE FUNDO EPÓXI PIGMENTADA COM ALUMÍNIO É utilizada, principalmente, em esquemas de pintura para proteção de superfícies ferrosas, preparadas por meio de ferramentas mecânicas e é uma alternativa de revestimento para os casos que não se é possível realizar tratamentos com Jateamento abrasivo, são denominadas tinas “surface tolerant”.  N-2492: ESMALTE SINTÉTICO BRILHANTE Tinta de acabamento alquídica brilhante utilizada em esquemas de pintura para atmosferas de baixa a média agressividade. Não necessita de lixamento após passado o intervalo máximo para repintura, apenas um “trapeamento” com solvente da própria tinta pois apresentam boa aderência entre demãos. Não tem resistência química.  N-2628: TINTA EPÓXI-POLIAMIDA DE ALTA ESPESSURA Tinta de alto teor de sólidos. É utilizada como tinta intermediária para encorpar a película ou em alguns casos tintas de acabamento.  N-2629: TINTA DE ACABAMENTO EPÓXI SEM SOLVENTE Tinta de alto teor de sólidos. É indicada, principalmente, para pintura interna de tanques de produtos claros.  N-2630: TINTA EPÓXI-FOSFATO DE ZINDO DE ALTA ESPESSURA Tinta com alto teor de sólidos. Tinta de fundo sobre a qual se pode aplicar uma série de tintas de acabamento. Contém a presença de um pigmento anticorrosico atóxico chamado fosfato de zinco. São fornecidas nas cores branco, vermelho óxido e cinza.
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    Rua Vicente Apa(antiga Eloi Mendes), 81 - Centro - Duque de Caxias/RJ - BRASIL - CEP: 25.010-550 Fone RJ: (21) 3189-8001 / 2671-0544 / 2772-0319 - Fax: (21) 2671-1924 SP: (11) 3230-6511 - PR: (41) 7816-7575 technospray@technospray.com.br - www.technospray.com.br  N-2677: TINTA DE POLIURETANO ACRÍLICO Tinta de acabamento fornecida em dois componentes. Apresentam boa resistência à radiação solar e boa retenção de cor e brilho.  N-2678: TINTA EPÓXI POLIAMIDA PIGMENTADA COM ALUMÍNIO Mesma função e características da norma N-2288, porém com agente de cura poliamina.  N-2680: TINTA EPÓXI, SEM SOLVENTES, TOLERANTE A SUPERFÍCCIES MOLHADAS Tintas de fundo/acabamento aplicável a superfícies de aço-carbono secas, com umidade residual ou molhadas, portanto as restrições de ponto de orvalho e umidade relativa do ar não são aplicáveis. É isenta de solvente, tem 100% de sólidos.