APOSTILA DE PRODUÇÃO TEXTUAL COM GÊNEROS
Org. Por M.A.Bastos, graduada em Letras, pós-graduada em Linguística aplicada na Língua portuguesa; com ênfase nos
“gêneros discursivos”. Essa apostila foi pensada numa pespectiva de produção textual com sete gêneros discursivos em uma
seguência didática um pouco reduzida,mas que acredito ser eficiente.
Pablo Neruda
INSTITUIÇÃO DE ENSINO:_____________________________________________
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ALUNO:____________________________________________________________
TURMA:______________
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INTRODUÇÃO
Este material foi pensado por mim, na intenção de auxiliar minhas práticas
pedagógicas de produção dos gêneros textuais em sala e fora da mesma, usando à
sequência didática como metodologia, a qual, segundo Dolz, Noverraz e Schneuwly
(1994), pode ser entendida como “um conjunto de atividades escolares organizadas,
de maneira sistemática, em torno de um gênero textual (oral ou escrito)”. Segundo
os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de Língua Portuguesa configuram-se
como síntese do que foi possível aprender e avançar nesta década, em que a
democratização das oportunidades educacionais começa a ser levada em
consideração em sua dimensão política, também no que diz respeito aos aspectos
intraescolares.
O domínio da linguagem, como atividade discursiva e cognitiva, e o domínio
da língua, como sistema simbólico utilizado por uma comunidade linguística, são
condições de possibilidade de plena participação social. Pela linguagem os homens
e as mulheres se comunicam, têm acesso à informação, expressam e defendem
pontos de vista, partilham ou constroem visões de mundo, produzem cultura.
Assim, um projeto educativo comprometido com a democratização social e
cultural atribui à escola a função e a responsabilidade de contribuir para garantir a
todos os alunos o acesso aos saberes linguísticos necessários para o exercício da
cidadania. Neste sentido, muitos estudos têm sido desenvolvidos na área de Língua
Portuguesa, a fim de mostrar a importância do trabalho com a produção escrita em
sala de aula. Esses estudos apontam que o objeto de estudo privilegiado no ensino
de linguagem deva ser o texto. A produção de texto em sala de aula deve partir do
envolvimento do aluno com o texto produzido, ativando sempre sua leitura de
mundo, fazendo uso dos diferentes gêneros discursivos. A proposta terá foco nos
gêneros indicados no 7ª ano, da coleção do livro didático Tecendo Linguagens de
Língua portuguesa, dos anos finais do ensino fundamental II.
Com Base nos pressupostos teóricos de Bakhtin, os PCN fazem as
seguintes considerações:
“Todo o texto se organiza dentro de um determinado gênero. Os vários
gêneros existentes, por sua vez, constituem formas relativamente estáveis de
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enunciados, disponíveis na cultura, caracterizados por três elementos: conteúdo
temático, estilo e construção posicional. Pode-se ainda afirmar que a noção de
gêneros refere-se a ‘famílias’ de textos que compartilham algumas características
comuns, em bora heterogenias como visão geral de ação à qual o texto se articula,
tipo de suporte comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo
número quase ilimitado.” Ou seja, Um bom texto deve ser escrito com coesão e
coerência. Coesão é manter todos os itens ligados entre si, para que não haja
problemas no entendimento da mensagem, tem a ver com o uso correto das
regências verbais e nominais. Assim são os gêneros, eles existem em grande
quantidade justamente porque as práticas sociocomunicativas são dinâmicas e
variáveis.
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Sumário
Crônica ...........................................................................................................5
Carta pessoal. ..............................................................................................12
Notícia. .........................................................................................................17
Dramático. ....................................................................................................24
Conto maravilhoso........................................................................................35
Mito...............................................................................................................43
Propaganda ..................................................................................................58
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Atividades de produção textual – 01 (Crônica ).
Leia o texto, analise-o e responda as questões subsequentes.
Texto – modelo 01
Criança diz cada uma
Aninha já estava com dois anos. Loira, linda. Nunca tinha cortado os
cabelos. Eram amarelos-ouro e cacheados. “Parecia um anjinho barroco”, diz a mãe
coruja.
Lá um dia, a mãe pega uma enorme tesoura e resolve dar um trato na
cabeça da criança, pois as melenas já estavam nos ombros. Chama a menina, que
chega ressabiada, olhando a cintilante tesoura.
– Mamãe vai cortar o cabelinho da Aninha.
– Aninha olha para a tesoura, se apavora.
– Não quero, não quero, não quero!!!
– Não dói nada...
– Não quero!, já disse.
E sai correndo. A mãe sai correndo atrás. Com a tesoura na mão. A muito
custo, consegue tirar a filha que estava debaixo da cama, chorando temendo o pior.
Consola a filha. Sentam-se na cama. Dá um tempo. A menina para de chorar. Mas,
não tira o olho da tesoura.
– Olha, meu amor, a mamãe promete cortar só dois dedinhos.
Aninha abre as duas mãos, já submissa, desata o choro, perguntando,
olhando para a enorme tesoura e para a própria mãozinha:
– Quais deles, mãe?
Mário Prata. “100 crônicas de Mário Prata”. São Paulo: Cartaz editorial,
1997.
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Questão 1 – O objetivo de quem escreveu o texto é:
a) informar sobre um fato ocorrido.
b) expor uma opinião.
c) criticar um comportamento infantil.
d) contar uma história.
Comente aqui, o que você entendeu do texto Criança diz cada uma.
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Observe como o seu texto será corrigido para depois produzir.
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Para a produção de um bom texto é necessário observar a importância dos
conetivos de coerência e coesão na contrução das frases e parágrafos.
Atenção: Leia os conectivos a seguir para melhor utiliza-los na produção de seus
textos.
Mais um exemplo de crônica para você, leia.
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Texto – modelo 02
Pneu furado
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro,
olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha
que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo "Pode deixar". Ele
trocaria o pneu.
– Você tem macaco? - perguntou o homem.
– Não - respondeu a moça.
– Tudo bem, eu tenho - disse o homem - Você tem estepe?
– Não - disse a moça.
– Vamos usar o meu - disse o homem. E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o
olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava
esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a
pouco chegou o dono do carro.
– Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
– É. Eu... Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
– Coisa estranha.
– É uma compulsão. Sei lá.
(Luís Fernando Veríssimo. Pai não entende nada. L&PM, 1991).
Estrutura básica da crônica, analise o texto que você leu e respondas o que pede.
Titulo –
Narrador –
Personagens –
Espaço –
Tempo –
Fato cotidiano –
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Enredo –
Linguagem –
Discurso –
É necessário aprender
A estrutura do texto narrativo
O texto narrativo apresenta uma certa estrutura, composta pela apresentação,
complicação, clímax e desfecho.
Apresentação: parte do texto em que algumas personagens são apresentadas e
algumas circunstâncias da história são expostas, como o momento e o lugar de
desenvolvimento da ação;
Complicação: parte do texto em que a ação tem início propriamente dito. Os
episódios se sucedem, conduzindo ao clímax;
Clímax: ponto da narrativa em que a ação alcança o seu momento crítico, tornando
o desfecho inevitável;
Desfecho: solução do conflito produzido pelas ações das personagens. Elementos
da narrativa
Os elementos que compõem a narrativa são o foco narrativo (1ª e 3ª pessoa), as
personagens (protagonista, antagonista e coadjuvante), narrador (narrador-
personagem, narrador-observador), tempo (cronológico e psicológico) e espaço.
São três os tipos de foco narrativo:
Narrador-personagem: tipo de narrador que conta a história na qual é participante.
A história é contada em 1ª pessoa e ele é narrador e personagem ao mesmo tempo;
Narrador-observador: narrador em 3ª pessoa que conta a história como alguém
que observa tudo o que acontece, transmitindo os fatos ao leitor;
Narrador-onisciente: sabe todas as informações sobre o enredo e as personagens,
revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. Normalmente ele utiliza o
discurso indireto livre em suas narrativas.
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É necessário aprender
Tipos de crônicas – Outras Crônicas além da narrativa.
 Crônica Descritiva;
 Crônica Dissertativa;
 Crônica Narrativo-Descritiva;
 Crônica Humorística;
 Crônica Lírica;
 Crônica Poética;
 Crônica Jornalística.
Os cinco cronistas “mais importantes” da literatura brasileira
Machado de Assis, Lima Barreto, João do Rio,Paulo
Mendes Campos, Carlos Drummond de Andrade.
Agora que você tem um bom conhecimento sobre crônicas narrativas, é a sua
vez, com bastante criatividade produza o gênero crônica na característica narrativa
com um fato do seu cotidiano que você acredita ser importante.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e a estrutura de crônica, como está o seu texto: precisando refazer, bom,
muito bom, excelente.
Aqui é para você passar seu texto a limpo.
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Atividade de produção 02, (gênero carta pessoal).
Leia o texto e responda as questões sequintes.
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Texto – modelo 01
Querida Ângela,
Depois que você foi embora para Ribeirão Preto, eu fiquei um tempão andando pela casa que
nem barata tonta, achando tudo muito sem graça. Cada vez que eu pensava que ia ter que esperar as
outras férias para brincar outra vez com você, me dava vontade de sair gritando de raiva. Mamãe me
deu um picolé para eu ficar contente, mas a raiva era tanta que eu mastiguei toda a ponta do pauzinho,
até ficar franjinha. Mais tarde a Maria e a Cláudia vieram me chamar para brincar. Nós ficamos pulando
corda na calçada, e depois sentamos no muro e ficamos brincando de botar apelidos nos meninos. O
Carlinhos ficou sendo o Carlão-sem-sabão. Toda vez que a mãe dele chamava para tomar banho, ele
volta depois com outra roupa, mas com a mesma cara. A Cláudia disse que o Carlinhos abre o chuveiro
só pra mãe dele ouvir o barulho, mas vai ver ele fica sentado na privada vendo a água correr. Aí troca
de roupa, e pronto.
A mania do Chico é dizer que um jogo não valeu sempre que ele está perdendo. Então, o
apelido dele ficou sendo mesmo Chico-não-valeu. Não deu para inventar mais apelido porque os
meninos ficaram loucos da vida, quiseram tomar a corda da gente e começaram a puxar nosso cabelo.
No fim cansou, a gente acabou indo todo mundo jogar queimada na casa do Fernando.
Eu voltei para casa contente da vida, mas quando o Fábio me viu foi dizendo: “Tá tristinha
porque a priminha foi embora? Vai ser ruim mexericar sozinha por aí, né?” Ah, Ângela, que raiva! Às
vezes dá vontade de trocar esse irmão marmanjo por uma irmã do meu tamanho como você!
Um beijo
Marisa
1. Esse texto é uma carta pessoal.
a) Quem escreveu esta carta?
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b) Para quem ela escreve?
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É necessário aprender
Conceito de carta
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A carta pessoal é um tipo de texto utilizado entre as pessoas com o objetivo de
corresponderem entre si, contando as novidades, trocando informações, enviando e
recebendo notícias de familiares e amigos. A linguagem utilizada é de acordo com o
nível de intimidade estabelecido entre o remetente – a pessoa que envia, e o
destinatário – a pessoa que recebe. Podendo ser mais formal ou informal.
Uma carta costuma conter as seguintes partes:
 Local e data
 Saudação
 Assunto
 Despedida
 Assinatura
Observe a carta abaixo e identifique esses elementos, escrevendo nela os nomes
correspondentes.
Texto – modelo 02
Goiânia, 31 de julho de 2009
Querido amigo Lucas;
Gostaria de dizer-lhe que estou com muitas saudades, e não vejo à hora de estarmos juntos outra vez!
Por aqui estamos todos bem, somente a saudade nos incomoda. Estamos nos preparando para a
grande viagem até sua casa.
Já fiz vários planos para aproveitarmos muito estas férias.
Um forte abraço...
Gustavo
Agora é sua vez de praticar, seguindo a estrutura dos textos 1 e 2, escreva
uma carta pessoal para alguém de sua estima. Não se esqueça de adequar à
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linguagem ao seu leitor e de utilizar as regras gramaticais e linguísticas necessárias
para a produção do seu texto.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e a estrutura da carta pessoal, como está o seu texto: precisando
refazer, bom, muito bom, excelente.
Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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Atividade de produção 03 ( Notícia).
Leia o texto e responda as questões sequintes.
Texto – modelo 01
1,5 milhão de cearenses vivem com até R$ 2,33/dia
Em Fortaleza, 133.992 pessoas têm este perfil. Regionais V e VI concentram casos mais críticos na
Capital
A alegria de Francisca Íris, 38, tem cor amarelo-ovo e repousava no sofá ao relento quando O
POVO encontrou com ela e “Coitada”, a cachorra, no Conjunto Palmeiras, em Fortaleza, ontem à tarde.
Estar no rol de 1,5 milhão de cearenses cuja renda familiar mensal é inferior a R$ 70 por pessoa só
permite o mínimo da subsistência. Faz a mulher e o companheiro Sebastião Morais da Silva, 48, o “Gil”,
encontrarem no descarte alheio refeições para uma semana num saco encardido, povoado de moscas
e cheio de sobras de gordura de carne bovina. Mas não tira o sorriso e a vontade de poesia dos dois.
Ela já salvou da morte no lixo três buquês de flores. “Não queria que elas morressem”, explica Íris - a
“Lôra”.
Apenas em Fortaleza, 133.992 “Lôras” e “Gils da Favela” tentam sobreviver com até R$ 2,33
por dia, segundo relatório do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). Banheiro?
Luxo. Colchão para dormir? A metade carcomida de um encontrado na rua. Sonhos? Milhares. A
começar por trazer os dois filhos para debaixo do mesmo teto. Teto? Lona. “Mas eu gosto daqui. É uma
comunidade boa; calma”, diz ela, referindo-se ao bairro da capital com o maior número de pessoas na
extrema pobreza (ver quadro ao lado).
O índice de 17,8% de cearenses com este perfil é o terceiro maior do País, conforme o Ipece.
Fica atrás apenas dos estados do Maranhão e Bahia. O de Fortaleza (5,46% da população) é o menor
do Estado. Em números absolutos, porém, ocupa o topo do ranking por ser a mais populosa com seus
2,5 milhões de moradores.
Jornal O POVO, 06/11/2012.
01. O principal problema retratado na notícia acima é
a) a falta de estrutura básica nas casas das pessoas mais carentes.
b) os recursos financeiros escassos de boa parte da população cearense.
c) o descaso do poder público com relação às reais necessidades da população.
d) a falta de políticas públicas para a criação de mais empregos e ampliação da
renda.
e) o déficit de moradias dignas para a população, que tem de viver em lugares
impróprios.
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02. responda:
a) O que aconteceu?
b) Onde ?
c) Quando?
d) Com quem ?
e) Por quem a notícia é apresentada ?
É necessário aprender
Notícia é qualquer tipo de informação que apresenta um acontecimento novo e
recente ou que divulga uma novidade sobre uma situação já existente. A origem da
palavra "notícia" provém do Latim, em que “notitia” significa “notoriedade;
conhecimento de alguém; noção”.
Gênero Textual Notícia
A Notícia é um gênero textual jornalístico e não literário que está presente em nosso
dia-a-dia, sendo encontrada principalmente nos meios de comunicação. Trata-se,
portanto de um texto informativo sobre um tema atual ou algum acontecimento real,
veiculada pelos principais meios de comunicação: jornais, revistas, meios televisivos,
rádio, internet, dentre outros.
Por esse motivo, as notícias possuem teor informativo e podem ser textos descritivos
e narrativos ao mesmo tempo, apresentando, portanto, tempo, espaço e as
personagens envolvidas.
Texto – modelo 02
África concentra 90% das crianças com vírus da aids, diz ONU
Cinquenta por cento destas crianças morrem antes dos cinco anos de idade.
Organização pede que os menores tenham acesso a tratamento antirretroviral.
A África abriga quase a totalidade de crianças infectadas pelo vírus HIV no mundo, lamentou na terça-
feira (10), em Abidjã, o diretor-executivo da Unaids, um dos braços da ONU para questões sobre
Aids/HIV, Michel Sidibé. Ele pediu que os menores tenham acesso universal ao tratamento
antirretroviral.
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"É uma questão de justiça social (...), uma questão de desigualdade profunda, porque 90% das
crianças que vivem com aids se encontram, infelizmente, na África", afirmou Sidibé, na abertura de
uma reunião sobre a aids e as crianças, que foi assistida por uma dezena de ministros de Saúde do
continente e especialistas internacionais.
"Cinquenta por cento destas crianças que nascem com aids morrem antes do seu quinto aniversário"
porque não têm "a sorte de ter acesso aos serviços que estão à disposição das demais crianças do
resto do mundo", denunciou o diretor-executivo da Unaids.
"O acesso universal ao tratamento para as crianças deve se transformar em realidade", pediu.
A questão do HIV pediátrico tem um "caráter importante e urgente", assegurou por sua parte
Dominique Ouattara, primeira-dama da Costa do Marfim e embaixadora da Unaids para a eliminação
da transmissão de mãe para filho.
Na Costa do Marfim, "somente 18% dos menores de 5 anos que vivem com o HIV/aids têm acesso ao
tratamento antirretroviral", recordou Terence McCulley, embaixador americano na Costa do Marfim.
Cinco milhões de pessoas seguem sem ter acesso ao tratamento contra o HIV/aids na África central e
ocidental, segundo informação da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), publicado em março.
10/05/2016 16h50 - Atualizado em 10/05/2016 16h51
Os elementos constituintes do texto notícia são os seguintes:
 Manchete ou título principal – Geralmente é grafado de forma bastante
evidente, com o objetivo de chamar a atenção do leitor.
 Título auxiliar – Serve como um complemento do principal, com o acréscimo
de algumas informações, a fim de torná-lo ainda mais chamativo ao leitor.
 Lide (lead) – Corresponde ao primeiro parágrafo e nele são expostas as
informações que mais despertar a atenção do leitor para continuar com a
leitura do texto. Busca responder às questões: Quem? Onde? O que? Como?
Quando? Por quê?. Esta estratégia é bastante utilizada em jornais devido ao
seu caráter informativo e por poder levar informações rápidas e claras ao
leitor.
 Corpo da notícia – Trata-se da informação propriamente dita, com a
exposição mais detalhada dos acontecimentos mencionados. Após trazer as
informações mais importantes no primeiro parágrafo, os parágrafos seguintes
apresentam os outros acontecimentos sempre em ordem decrescente de
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relevância. As informações realmente necessárias para o entendimento dos
fatos – tais como as personagens, o espaço e o tempo – são priorizadas.
Observe o esquema a seguir, ele pode auxiliar você, na sua produção.
21
NOVA DROGA
Anvisa aprova medicamento contra o câncer de
pulmão e de pele
Para a circulação do remédio, ainda falta a
definição do valor do remédio, processo que dura
aproximadamente três meses.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
aprovou, nesta segunda-feira (4), a droga Opdivo, da
farmacêutica Brisol, o primeiro remédio para tratar dois
tipos de câncer: o de pulmão e o melanoma (de pele).
Os imunoterápicos são medicamentos que agem
ativando o sistema imunológico para combater a doença.
Estudos demonstram que esses remédios aumentam
expressivamente a sobrevida e tem poucos efeitos
colaterais em comparação com as terapias.
A provação do Opdivo é importante porque, entre os
cânceres, o de pulmão é o que mais mata no mundo.
Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca),
surgirão 28.220 casos da doença no Brasil em 2016.
Para a circulação do medicamento falta apenas
definir o preço, que é determinado pela Anvisa e deve
demorar cerca de três meses.
Nos EUA, cada aplicação custa cerca de US$ 15 mil
(R$ 55 mil). No Brasil, esse custo costuma decair em
aproximadamente 40%.
Subtítulo
Lead
Corpo
da notícia
A montagem
deste
esquema é
de,
M.A. Bastos.
Título
22
Responda sobre o texto acima:
01 – O objetivo do texto é:
a) persuadir
b) alertar
c) informar
d) divulgar
Agora que você tem um bom conhecimento sobre o gênero notícia, é a sua
vez, com bastante criatividade produza uma notícia baseado-se em fatos reais ou
fictício.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e a estrutura da notícia, como está o seu texto; precisando refazer, bom,
muito bom, excelente?
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Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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Atividade de produção 04 ( Gênero dramático).
Texto – modelo 01
Busca Ao Tesouro
(Monteiro Lobato)
1ª CENA
Dona Benta: Bom dia! (ou Boa tarde). Gosto muito de contar histórias para as
crianças. Hoje estou aqui para contar mais uma história muito interessante a vocês.
É a história de um tesouro escondido. Um tesouro muito valioso. Todos que tinham
alguns problemas e tocassem naquele tesouro, os problemas desapareciam. A
nossa história começa quando Pedrinho sonha numa noite de luar.
Pedrinho: (Deitado em sua caminha, luar ao fundo, a boneca Emília entra)
Emília: Pedrinho, acorda. Você tem uma grande missão a realizar.
Pedrinho: O quê? (acordando) Quem está falando?
Emília: Sou eu, a boneca Emília. Não me conhece mais não? Sou a boneca de
Narizinho.
Pedrinho: Boneca Emília? Mas bonecas não falam. Deve ser um sonho. Vou voltar a
dormir. (deita-se)
Emília: Será que eu vou ter que beliscar o seu bumbum?
Pedrinho: Acho bom, pra eu ter certeza que não é um sonho.
Emília: (Se aproxima e belisca o seu bumbum)
Pedrinho: Ai, doeu sabia!
Emília: Você não pediu?
Pedrinho: Pedi, mas não precisava exagerar.
Emília: E então, está preparado?
Pedrinho: Preparado pra quê?
Emília: Preparado para encontrar um grande tesouro.
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Pedrinho: Tesouro? Que tesouro?
Emília: O que você vai procurar.
Pedrinho: Mas é necessário que eu vá mesmo? Por que eu?
Emília: Porque você foi o escolhido.
Pedrinho: Essa história não está me cheirando bem. Mas se é para o bem de todos,
diga aos seus superiores que eu vou.
2ª CENA
Dona Benta: Pedrinho, então, juntou as suas coisas de viagem, colocou em uma
maletinha e saiu estrada a fora, em busca daquele tal tesouro. Mas quando ele
estava no meio do caminho, descobriu que não tinha pego as pistas, e imaginou...
Pedrinho: Caramba, mas pra que lado eu vou? Pra lá ou para cá? Estou perdido. E
agora! O que faço?
Visconde: (entrando) Bom dia Pedrinho? Pra onde você está indo?
Pedrinho: Não sei. Acho que me perdi. Eu tinha que encontrar um grande tesouro,
mas não me deram as pistas.
Visconde: Que tesouro é esse?
Pedrinho: Não sei te informar, só sei que é um grande tesouro.
Visconde: Posso ir com você?
Pedrinho: Eu acho que pode.
Visconde: Então vamos por ali. Acho que sei o caminho. (sai na frente)
Pedrinho: Mas como que ele sabe o caminho? (sai também)
3ª CENA
Dona Benta: Mas eis que naquela estrada uma vilã muito ruim resolve aparecer para
atrapalhar tudo. Porque ela tinha muito interesse naquele tesouro. Era a bruxa Cuca.
Cuca: Então quer dizer que esses dois estão indo procurar um grande tesouro. Pois
fiquem sabendo que eu também estou procurando esse tesouro. Ele é muito valioso.
É mágico. E como eu já sei fazer algumas mágicas, com ele vou fazer muito mais, e
serei a Dona do Sítio do Pica-pau amarelo. Mas sozinha acho que não vou
conseguir, preciso de um aliado. (aparece o Saci) Acho que já encontrei alguém.
Saci: Bom dia Cuca? O que está fazendo por aqui?
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Cuca: Procurando um grande tesouro. Um super tesouro. Um baita de um tesouro.
Será que você não podia me ajudar, não?
Saci: Ajudar? Eu? Será que eu devo em crianças?
Cuca: Repartirei a metade com você, está bem?
Saci: A metade? Um grande tesouro? Quem sabe assim com esse grande tesouro
eu não consigo melhorar a minha aparência... Então eu vou.
Responda as questões referente ao texto anterior:
1.Que personagens atuam nessas cenas?
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2. Qual era a grande missão de Pedrinho?
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É necessário aprender
O Gênero Dramático (ou Teatral) faz parte de um dos três gêneros literários, ao lado
do gênero lírico e épico.
No entanto, o gênero dramático, como o próprio nome indica, são os textos literários
feitos com o intuito de serem encenados ou dramatizados. Do grego, a palavra
“drama” significa “ação”.
Texto – modelo 02
27
Monólogo de criança!
Sou criança! Cheguei, recentemente, de uma longa viagem. Andei pelo caminho
misterioso do pensamento dos meus pais, e, durante a concepção, fiz um estágio
muito feliz ao lado do coração da minha mãe.
Hoje estou aqui, um pouco assustada, porque os adultos conversam coisas
confusas que ainda não consegui entender. A vida é simples e bonita, mas os
adultos complicam tudo.
Sabe, imaginam que nós, crianças, somos incapazes, fracas e bobas. Não é nada
disso! A gente está apenas se esforçando para crescer e, à medida que o tempo
passa, florescer e ajudar a construir este mundo: soltar os passarinhos das gaiolas,
plantar flores nos jardins, devolver o azul cristalino dos nossos lagos e abrir as
janelas das casas.
As pessoas crescem, ficam fortes e nos sufocam com suas idéias e, às vezes, nem
nos deixam falar nada. Algumas, por falta de argumentos, nos agridem.
Eu gostaria que nos olhassem como sementes de guerra ou de paz. "Quem semeia
vento, colhe tempestade". Aos gritos, batendo portas, e com tanta falta de
compreensão, a gente pode ingressar na juventude, agressiva e desajustada.
Na verdade, a criança tem uma mensagem de paz. Por favor, se você está triste e
não se realizou como pessoa, procure, urgente, um outro meio de desabafar suas
mágoas. Não deposite suas dores e lágrimas nessa plantinha que mal começa a
brotar. Ela se chama criança e só cresce feliz com os fluídos magnéticos do AMOR.
Autora - Ivone Boechat ( nº 024 )
De sua opinião sobre o texto acima ou sua compreensão o que preferir.
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TEXTO – modelo 03
Leia a seguir o trecho que inicia o texto teatral “Pluft, O Fantasminha”, de
Maria Clara Machado.
PLUFT - Mamãe!
MÃE - O que é, Pluft?
PLUFT - (Sempre com a boneca de pano) Mamãe, gente existe?
MÃE - Claro, Pluft. Claro que gente existe.
PLUFT - Mamãe, tenho tanto medo de gente! (Larga a boneca)
MÃE - Bobagem, Pluft.
PLUFT - Ontem passou lá embaixo, perto do mar, e eu vi.
MÃE - Viu o que, Pluft?
PLUFT - Vi gente, mamãe. Só pode ser. Três.
MÃE - E você teve medo?
PLUFT - Muito, mamãe.
MÃE - Você é bobo, Pluft. Gente é que tem medo de fantasma e não fantasma que
tem
medo de gente.
PLUFT - Mas eu tenho.
MÃE - Se seu pai fosse vivo, Pluft, você apanharia uma surra com esse medo bobo.
Qualquer dia destes eu vou te levar ao mundo para vê-los de perto.
PLUFT - Ao mundo, mamãe?!
MÃE - É, ao mundo. Lá embaixo, na cidade...
PLUFT - (Muito agitado vai até a janela. Pausa) Não, não, não. Eu não acredito em
gente, pronto...
MÃE - Vai sim, e acabará com estas bobagens. São histórias demais que o tio
Gerúndio
conta para você.
(Pluft corre até um canto e apanha um chapéu de almirante)
PLUFT - Olha, mamãe, olha o que eu descobri! O que é isto?!
MÃE - Isto tio Gerúndio trouxe do mar.
(Pluft fora de cena continua a descobrir coisas, que vai jogando em cena: panos,
roupas, chapéus etc.)
PLUFT - Por que tio Gerúndio não trabalha mais no mar, hem, mamã?
MÃE - Porque o mar perdeu a graça para ele...
PLUFT - Vamos brincar, tá bem? Finge que eu sou gente. (Veste-se de fraque e de
cartola)
MÃE - (Sem vê-lo) Chega de fazer desordem, meu filho. Você acaba acordando tio
Gerúndio. (Ela olha para o baú)
PLUFT - (Pé ante pé, chega por detrás da cadeira da mãe e grita) Uuuuh! (A mãe
leva
um grande susto e deixa cair as agulhas e o tricô) Eu sabia! Eu sabia que você
também
tinha medo de gente. Peguei! Peguei! Peguei mamãe com medo de gente... Peguei
mãe
com medo de gente!...
MÃE - (Procurando de gatinhas os óculos e o tricô) Pluft, você quer apanhar?
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Como é que eu posso acabar o meu tricô para os fantasminhas pobres, se você não
me deixa trabalhar?
(A mãe volta à cadeira bufando e Pluft volta à janela pensativo).
Desvendando Teatro (www.desvendandoteatro.com)
ESTUDO DO TEXTO
1 – Que características do texto de Maria Clara Machado indicam que ele é um texto
teatral?
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2 – Releia a última rubrica. Que informação ela nos dá?
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O QUE É UMA PEÇA TEATRAL ?
Uma peça teatral é uma forma literária normalmente constituída de diálogos
entre personagens e destinada a ser encenada - não apenas lida. As peças
teatrais, tais como as conhecemos no mundo ocidental, surgiram na Grécia Antiga.
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Nas encenações, os atores devem respeitar um roteiro, feito por um dramaturgo.
O diretor tem o papel de fazer o roteiro ser cumprido nos mínimos detalhes, e
também é o responsável por dirigir os ensaios. Os cenógrafos também são muito
importantes, já que eles caracterizam o espaço onde a peça será apresentada.
ESTRUTURA DA PEÇA TEATRAL :
1.Indicação do nome das personagens no início de cada fala;
2 . Listagem inicial das personagens;
3 . Indicações sobre o cenário e guarda-roupas das personagens;
4 . Indicações sobre movimentação das personagens em palco, as atitudes que
devem tomar, os gestos que devem fazer ou a entoação de voz com que devem
proferir as palavras.
5 . informações sobre a estrutura externa da peça (divisão em atos, cenas ou
quadros);
DIVISÃO DO TEXTO DA PEÇA TEATRAL :
 exposição: apresentação dos personagens e antecedentes da ação;
 conflito: conjunto de fatos que fazem a ação progredir;
 desenlace: desfecho da ação dramática.
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PERSONAGENS DO TEXTO TEATRAL PODEM SER :
 protagonista ou personagem principal;
 personagens secundárias;
 figurantes.
É necessário aprender
Sabendo que texto dramático é aquele criado para ser encenado (o teatral),
podemos dizer que as rubricas são importantes, pois indicam as situações, o
ambiente, a descrição dos cenários e também as “inflexões” (emoções) que
ditam como as palavras devem sair das bocas das personagens.
Texto teatral
modelo – 04 de redação sobre o texto teatral. 20 linhas
Personagens
1. Conquistador
2. Atendente
3. Jovem
4. Namorada
O conquistador “safado”
(Em uma noite chuvosa um conquistador entra em um hotel totalmente
molhado)
CONQUISTADOR (abre a porta)
- Boa noite! Tem vaga?
ATENDENTE
- Boa noite! Sim, temos vaga! O senhor está acompanhado?
CONQUISTADOR
- Sim, minha namorada está para chegar!
ATENDENTE
- Temos vagas para casal só no 3º andar no nº 45.
CONQUISTADOR
- Tudo bem, quanto custa a suíte?
ATENDENTE
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- R$ 120,00 a diária. Vai pagar com cartão?
CONQUISTADOR
- Não, vou pagar em dinheiro. Já vou deixar pago. Quando minha namorada
chegar, faça um favor de encaminhá-la à suíte.
ATENDENTE
- Ok, senhor.
(O conquistador entra no elevador. Em seguida entra uma jovem muito
atraente. Olha para ela e pisca. Ela sorri)
CONQUISTADOR
- Oi! Gatinha. Sua mãe é advogada?
JOVEM
- Não, por quê?
CONQUISTADOR
- Tua mãe te fez direito
JOVEM (sorri e começa a conversar)
- Você tem namorada?
CONQUISTADOR
- Não. Você quer ser minha namorada?
JOVEM
- Não, não te conheço!
CONQUISTADOR
- Quer ir tomar um sorvete, pra gente se conhecer?
JOVEM
- Não, minha mãe disse pra eu não sair com estranhos.
(Foram para o quarto e logo em seguida chegou a namorada. Ela entra no
quarto e pega os dois no maior amasso, briga com o conquistador e termina tudo)
Obs: Quando o texto teatral ( peça teatral ) é encenado, fazem parte , além do
cenário , outros elementos , como música , luz , figurino , maquiagem , gestos ,
movimentos ,etc.
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Agora que você tem um bom conhecimento sobre o gênero DRAMÁTICO, é a
sua vez, com bastante criatividade baseado-se em fatos reais ou fictício produza
seu texto.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e a estrutura da carta pessoal, como está o seu texto: precisando
refazer, bom, muito bom, excelente.
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Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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Atividade de produção 05 ( conto maravilhoso).
Texto – modelo 01
OS GNOMOS E O SAPATEIRO
Era uma vez um sapateiro tão pobre, tão pobre, que só lhe restava
couro para um único par de sapatos. Certa noite, quando ia começar a fazê-lo,
sentiu-se cansado. Apenas recortou uma tira de couro e deixou para terminar o
serviço no dia seguinte.
De manhã, quando voltou para a mesa de sua oficina, encontrou o par
de sapatos prontinho. Apanhou cada um dos sapatos e examinou-os, tentando
descobrir quem os havia confeccionado, mas não conseguiu: era um verdadeiro
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mistério. Intrigava-o ainda mais o fato de que aquele par de sapatos era o mais
perfeito que ele já tinha visto.
O sapateiro ainda estava parado, pensando, com o par de sapatos na
mão, quando um freguês entrou em sua oficina. O homem apaixonou-se pelos
sapatos e fez questão de comprá-los imediatamente. Peter, o sapateiro, não
desejava vende-los; queria primeiro descobrir como haviam aparecido em sua mesa.
Mas o freguês lhe ofereceu tanto dinheiro pelos sapatos que ele terminou
concordando em vendê-los.
Peter usou o dinheiro para comprar mais couro. À noite, cortou o
material e foi se deitar.
No dia seguinte, aconteceu a mesma coisa: os sapatos apareceram
prontos e em seguida veio um freguês que os comprou por um preço altíssimo.
E, assim, os dias se passavam e o sapateiro se tornava cada vez mais
rico. Até que Heidi, sua mulher, sugeriu:
─ Precisamos descobrir o que está acontecendo! Em vez de ir dormir,
vamos nos esconder atrás da porta e espiar.
À meia-noite em ponto surgiram dois graciosos gnomos, completamente
nus. Sentaram-se na mesa de Peter com tanta rapidez que ele e sua mulher não
conseguiam enxergar os movimentos de suas mãos.
Heidi ficou encantada com os gnomos:
─ Eles nos ajudaram, agora estamos ricos! ─ disse. ─ Mas os dois
homenzinhos estão com frio! Isso não é justo! Vou costurar roupinhas lindas para
eles.
E assim o fizeram. Naquela noite colocaram as roupinhas ao lado do couro,
e se esconderam. Os homenzinhos adoraram o presente.
Desse dia em diante, os dois gnomos nunca mais voltaram, mas mesmo
assim Peter, Heidi e os filhos viveram felizes para sempre.
contos de Grimm: Jacob e Wilhelm Grimm.
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Responda as questões abaixo, para apropriar-se das características do conto.
1) O gênero conto se caracteriza por narrar fatos mágicos, indique quais das
características abaixo estão presentes no texto.
a) Apresenta vilões e heróis em luta.
b) Geralmente apresenta final feliz.
c) Inicia-se com ”Era uma vez”.
d) Narra fatos que acontecem no mundo da fantasia, envolvendo personagens
dotadas de poderes mágicos.
2) Que fato, acontece no conto que modifica o rumo da história?
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3) Quais elementos da narrativa aparecem no texto?
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Observe com atenção, os passos para a produção de um conto maravilhos
É necessário aprender
Os contos maravilhosos têm origem oriental, e diferentemente dos contos de fadas,
lidam com uma temática social: o herói (ou anti-herói), que é uma pessoa de origem
humilde ou que passa por grandes privações, triunfa ao conquistar riqueza e poder.
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Texto – modelo 02
O MÉDICO FANTASMA
Esta história tem sido contada de pai para filho na cidade de Belém do Pará.
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Tudo começou numa noite de lua cheia de um sábado de verão.
Dois garotos conversavam sentados na varanda da casa de um deles.
— Você acredita em fantasma? — perguntou o mais novo.
— Eu não! — disse o outro.
— Acredita sim! — insistiu o mais novo.
— Pode apostar que não — replicou o outro.
— Tudo bem. Aposto minha bola de futebol que você não tem coragem de entrar no
cemitério à noite.
— Ah, é? — disse o garoto que fora desafiado. Pois então vamos já para o cemitério,
que eu vou provar minha coragem.
Assim, os dois garotos foram até a rua do cemitério. O portão estava fechado. O
silêncio era profundo. Estava tão escuro... Eles começaram a sentir medo.
Para ganhar a aposta, era preciso atravessar a rua e bater a mão no portão do
cemitério. O garoto que tinha topado o desafio correu. Parou na frente do portão e
começou a fazer careta para o amigo. Depois se encostou ao portão e tentou bater a
mão nele. Foi quando percebeu que ela estava presa.
— Socorro! Alguém me ajude! — ele gritou, desmaiando em seguida.
Nisso apareceu um velhinho vindo do fundo do cemitério, abriu o portão e chamou o
outro menino.
— Seu amigo prendeu a manga da camisa no portão e desmaiou de medo.
Coitadinho, pensou que algum fantasma o estivesse segurando.
O garoto reparou que o velhinho era muito magro, quase transparente.
— Obrigado. Como é que o senhor se chama?
— Eu sou o médico daqui. Vou acordar seu amigo.
O velhinho passou a mão na cabeça do menino desmaiado e ele despertou na
mesma hora.
— Vão pra casa, meninos — ele disse. Já passou da hora de dormir.
E foi assim que os meninos perceberam que tinham conhecido um fantasma e
entenderam que não precisavam ter medo de fantasmas, pois esses, apesar de
misteriosos, são do bem.
Heloísa Prieto. “Lá vem história outra vez: contos do folclore mundial”.
São Paulo. Cia das letrinhas, 1997
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Analise o texto anterior e identifique-o quanto a estrutura do texto, Copie frases que
comprove.
1- Situação inicial
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2- Conflito
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3- Climax
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4- Resolução e desfecho
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5- Final
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Agora que você tem um bom conhecimento sobre o gênero conto
maravilhoso, é a sua vez, com bastante criatividade produza seu texto.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e as características do mito como está o seu texto: precisando refazer,
bom, muito bom, excelente?
Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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Atividade de produção 06 (mito)
Texto – modelo 01
LENDA: A VITÓRIA-RÉGIA
Era uma noite de luar. As estrelas brilharam no céu como diamantes. E a
Lua iluminava a Terra com seus raios prateados. Um velho cacique, fumando seu
cachimbo, contava à crianças as histórias maravilhosas de sua tribo Ele era também
feiticeiro e conhecia todos os mistérios da natureza. Um dos curumins que o ouviam
perguntou ao velho de onde vinham as estrelas que luziam no céu. E o cacique
respondeu: --- Eu as conheço todas. Cada estrela é uma índia que se casou com a
Lua. Não sabiam? A Lua é um guerreiro belo e forte. Nas noites de luar, ele desce à
Terra para se casar com uma índia. Aquela estrela que estão vendo é Nacaíra, a
índia mais formosa da tribo dos maués. A outra é Janã, a flor mais graciosa da tribo
dos aruaques. A respeito disso, vou contar a vocês uma história que aconteceu, há
muitos anos, em nossa tribo. Prestem atenção: Havia, entre nós, uma índia jovem e
bonita, chamada Naiá. Sabendo que a lua era um guerreiro belo e poderoso, Naiá
por ele se apaixonou. Por isso, recusou as propostas de casamento que lhe fizeram
os jovens mais fortes e bravos de nossa tribo. Todas as noites, Naiá ia para a
floresta e ficava admirando a Lua com seus raios prateados. Às vezes, ela saía
correndo através da mata, para ver se conseguia alcançar a Lua com seus braços.
Mas esta continuava sempre afastada e indiferente, apesar dos esforços da índia
para atingi-la. Uma noite, Naiá chegou à beira de um lago. Viu nele, refletida, a
imagem da Lua. Ficou radiante! Pensou que era o guerreiro branco que amava. E,
para não perde-lo, lançou-se nas águas profundas do lago. Coitada! Morreu
afogada. Então a Lua, que não quisera fazer de Naiá uma estrela do céu, resolveu
torna-la uma estrela das águas. Transformou o corpo da índia numa flor imensa e
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bela. Todas as noites, essa flor abre suas pétalas enormes, para que a Lua ilumine
sua corola rosada. Sabem qual é essa flor? É a vitória-régia!
Heobaldo Miranda Santos. Lendas e mitos do Brasil.
São Paulo: Nacional, 2005.
Responda sobre o texto:
1 - De acordo com a história contada pelo cacique, qual é a origem das estrelas?
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2 - Como a Lua é caracterizada na lenda?
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Mitos, por sua vez, são narrativas utilizadas pelos povos antigos para explicar fatos
da realidade e fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles. Os
mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses e heróis.
Todos estes componentes são misturados a fatos reais, características humanas e
pessoas que realmente existiram. Um dos objetivos do mito é transmitir
conhecimento e explicar fatos que a ciência ainda não havia explicado.
Características de um mito:
Tem caráter explicativo ou simbólico.
Relaciona-se com uma data ou com uma religião.
Procura explicar as origens do mundo e do homem por meio de personagens
sobrenaturais como deuses ou semi-deuses.
Ao contrário da explicação filosófica, que se utiliza da argumentação lógica para
explicar a realidade, o mito explica a realidade através de suas histórias sagradas,
que não possuem nenhum tipo de embasamento para serem aceitas como
verdades.
Alguns acontecimentos históricos podem se tornar mitos, desde que as pessoas de
determinada cultura agreguem uma simbologia que tornem o fato relevante para as
suas vidas.
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Todas as culturas possuem seus mitos. Alguns assuntos, como a criação do mundo,
são bases para vários mitos diferentes.
Mito não é o mesmo que fábula, conto de fadas ou lenda.
Leia com atenção o texto abaixo e depois responda às questões:
Texto – modelo 02
ECO e NARCISO
Eco era o nome de uma ninfa muito tagarela, que conversava muito e sem
pensar. Não conseguia ouvir em silêncio quando alguém estava falando. Sempre se
intrometia e interrompia, nem que fosse para concordar e repetir o que o outro dizia.
Um dia, fez isso com a ciumenta deusa Juno, quando ela andava pelos bosques
furiosa, procurando o marido Júpiter, que brincava com as ninfas. A tagarelice de
Eco atrasou a poderosa Juno, que resolveu:
- De agora em diante, sua língua só vai servir para o mínimo possível.
E a partir desse dia, a coitada da Eco só podia mesmo repetir as últimas
palavras do que alguém dissesse. [...]
Por isso, algum tempo depois, quando ela viu um rapaz belíssimo e se
apaixonou por ele, tratou de ir atrás sem dizer nada, em silêncio. Esse rapaz se
chamava Narciso e dizem que foi o homem mais bonito e deslumbrante que já
existiu. Todo mundo se enamorava dele, que nem ligava.
Eco ficou louca por Narciso e o seguia por toda parte. Bem que tinha
vontade de se aproximar e confessar seu amor, mas não tinha mais sua própria
fala... [...] Só lhe restava ficar escondida, por perto, esperando que ele dissesse
alguma coisa que ela pudesse repetir.
Um dia, o belo Narciso estava passeando no bosque com uns amigos,
mas se perdeu do grupo e não conseguiu encontrá-los. Começou a chamar:
- Tem alguém aqui?
Era a chance da ninfa! E ela logo respondeu, ainda escondida:
- Aqui! Aqui!
Espantado, Narciso olhou em volta e não viu ninguém. Chamou:
- Vem cá!
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Ela repetiu:
- Vem cá! Vem cá!
[...]
O rapaz não desistiu:
- Vamos nos encontrar...
Toda feliz, Eco saiu do meio das árvores e correu para abraçá-lo
repetindo:
- Vamos nos encontrar...
Mas ele fugiu dela, gritando:
- Pare com isso! Prefiro morrer a deixar que você me toque!
A pobre Eco só podia repetir:
- Que você me toque... que você me toque...
E saiu correndo, triste e envergonhada, para se esconder no fundo de uma
caverna. Sofreu tanto com essa dor de amor, que foi emagrecendo, definhando, até
perder o corpo, desaparecer por completo e ficar reduzida apenas a uma voz,
repetindo as palavras dos outros – isso que nós chamamos de eco.
Narciso continuou sua vida, sempre da mesma maneira. Sem ligar para
ninguém, nunca se importando com os outros, brincando com o sentimento alheio.
Até que alguém, que ele fez sofrer muito, rezou para Nêmesis, a deusa do Destino,
e pediu:
- Que ele possa amar alguém tanto como nós o amamos! E que também
seja impossível que ele conquiste seu amor!
Nêmesis ouviu essa oração. Achou que era justa e resolveu atender ao
pedido.
Havia no fundo do bosque um laguinho de águas cristalinas e tranquilas,
onde nunca vinha um animal beber água e não caíam folhas ou galhos secos – um
verdadeiro espelho. Era cercado por uma grama verdinha e macia, e muito fresco.
Um lugar gostosíssimo. Um dia, no meio de uma caçada, Narciso passou por ali.
Com sede resolveu tomar um pouco d´água. Deitando na margem, com a cabeça
debruçada sobre o lago, ficou encantado pelo belíssimo reflexo que via. Nunca tinha
se visto num espelho e não sabia que era a sua própria imagem. Mas imediatamente
se apaixonou, maravilhado por tanta beleza. Ficou ali parado, contemplando aquele
rosto mais bonito do que jamais vira. [...]
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Os amigos apareceram para procurá-lo, mas ele não deu atenção.
Chamaram-no para ir embora, mas ele ficou. Olhando o reflexo no lago. [...]
Muito tempo Narciso ficou ali, sem comer nem dormir, admirando aquele
ser por quem estava tão apaixonado. Chorou – e suas lágrimas caíram sobre a
imagem, que chorava com ele, e ficou turva.
- Ai de mim! – gemia ele.
A única resposta que tinha era de Eco, sempre escondida:
- Ai de mim!
Desinteressado de tudo, cada vez mais fascinado por si mesmo, foi
definhando. Ao perceber que ia morrer, suspirou:
- Adeus!
Fechou os olhos, deixou cair a cabeça sobre a grama. Na água, o rosto
sumiu. Só Eco respondeu:
- Adeus!
Mais tarde, os amigos voltaram. Mas já o encontraram morto. Prepararam tudo para
o funeral, mas, quando vieram pegar o corpo, não estava mais lá. Em seu lugar
nascera uma flor perfumada e linda, com uma estrela de pétalas brancas em volta
de um miolo amarelo. Para sempre chamada de narciso.
Ana Maria Machado – Histórias greco-romanas – Editora FTD
1) Quem são os protagonistas da história?
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2) Quem são os antagonistas das personagens principais?
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3) Qual é a característica mais marcante de cada protagonista?
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4) Como essa característica interfere no destino de cada um?
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É necessário aprender
Mito são narrativas utilizadas pelos povos gregos antigos para explicar fatos da
realidade e fenômenos da natureza, as origens do mundo e do homem, que não
eram compreendidos por eles. Os mitos se utilizam de muita simbologia,
personagens sobrenaturais, deuses e heróis. ... Um mito não é um conto de fadas
ou uma lenda.
Agora que você tem um bom conhecimento sobre o gênero mito, é a sua vez,
com bastante criatividade produza seu texto.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e as características do mito como está o seu texto: precisando refazer,
bom, muito bom, excelente?
Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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Atividade de produção 06 ( conto de enigma “terror”)
Texto – modelo 01
Disponivel em:
http://colegiodomhelder.com.br/wpcontent/uploads/2012/07/224_02_12_Conto_de_enigma_
e_conto_de_terror.pdf
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Responda as questões referente ao texto anterio.
1) Em que pessoa do discurso é narrada a história?
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2) Em que época e lugar se passa a história ?
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3) Em que trecho o narrador anucia ao leitor que vai contar algo mistérioso?
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Características do conto de enigma
Primeiro exemplo
Em geral, os contos de enigma "apresentam" ao leitor algumas informações iniciais
relacionadas ao tempo e ao espaço da narrativa.
As narrativas de enigma se caracterizam, entre outros elementos, por
apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado. Por esse motivo, essas
histórias, geralmente, apresentam a figura de um detetive ou de alguém que
desempenha o papel de esclarecer o enigma, tornando-se um herói após
desmembrar todo o "problema".
Alguns elementos do gênero:
* Há sempre um mistério a ser desvendado.
* A investigação do enigma corresponde ao foco principal da história.
* Caso o mistério corresponda a um crime, no início da narrativa são apresentados
alguns indícios deixados pelo culpado.
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* Conforme surgem pistas sobre o crime, possíveis culpados e novos suspeitos
ganham destaque na narrativa.
* Os enigmas são desvendados por meio de raciocínio lógico.
* O suspense, o medo e o desejo de saber são ingredientes importantes na trama.
* Os contos de enigma estabelecem um jogo entre o leitor e a narrativa.
* Por meio do texto, o leitor assume uma postura investigativa.
Segundo exemplo
Enredo, personagens e narrador
A narrativa de enigma tem como personagens o criminoso, a vítima, os suspeitos, o
detetive. Analise o trecho "o homem de ferro estava abalado até a alma". Veja como
ela indica uma característica fundamental de Sherlock Holmes: seu jeito de ser que
nunca demonstra medo ou descontrole emocional. Assim costumam ser os detetives
das histórias de suspense e enigma.
A narrativa se desenvolve a partir de um crime cometido, e o leitor acompanha todos
os procedimentos da investigação, por meio do olhar do narrador. Uma das
características da narrativa de enigma é o fato de que a história da investigação é
frequentemente contada por um amigo do detetive, no papel de narrador. Esse, na
maioria das vezes, reconhece estar escrevendo um livro e, assim como o leitor,
desconhece o que vai acontecer, ao longo da história - o que ajuda a criar o
suspense...
A linguagem
Repare como, no trecho selecionado "O Cão de Baskerville", adjetivos e locuções
adjetivas auxiliam na caracterização do ambiente sombrio.
homem de ferro,
grito de agonia,
novo som,
grito mais alto,
grito muito mais perto,
último grito desesperado,
noite silenciosa,
troar sussurrado,
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grito desesperado,
murmúrio baixo e constante do mar,
pancada forte e ensurdecedora,
noite sem vento.
Observe também o papel dos advérbios: rapidamente, imediatamente que dão à
cena rapidez nas ações de investigação por parte do detetive e seu ajudante.
Analise ainda a escolha de termos que ajudam a criar o suspense: "cochichou
Holmes"; "nenhum outro som rompeu o silêncio da noite". Veja que "cochichar"
indica que os dois personagens estão em uma situação em que os mínimos gestos
são importantes. No uso do verbo "romper" há a ideia de que o silêncio pode ser
prenúncio de ataque, de morte, mas nada é forte suficientemente para "romper com
o silêncio", para acabar com ele.
O mais famoso dos detetives
O detetive Sherlock Holmes é britânico, culto, um verdadeiro aristocrata, criado por
Conan Doyle (1859-1930). Holmes desvenda seus mistérios de maneira sutil e
elegante. O detetive, protagonista de aventuras interessantes, chegou a ser tão
famoso que muita gente não acredita que seja uma personagem. Seu amigo
inseparável, John Watson, é o narrador dos seus casos. Watson é inteligente, mas o
mestre o supera de longe, no uso do raciocínio dedutivo.
Texto – modelo 02
O incrível enigma do galinheiro
Isso aconteceu numa época em que o grande detetive Sherlock Holmes
estava aposentado e um pouco esquecido. Em Londres, onde morava, ninguém
mais o chamava para elucidar mistérios. Conformava-se, dizendo: não se fazem
mais bandidos como antigamente.
Meu tio Clarimundo, leitor das aventuras de Sherlock, foi quem decidiu
contratá-lo. Mas que não trouxesse seu secretário, Dr. Watson, que só servia para
ouvir no final de cada caso a mesma frase: Elementar Watson.
- Mas se tratava de um caso tão insignificante – protestou mamãe.
- Insignificante? Esse enigma está nos pondo malucos.
54
Alguém andava assaltando nosso galinheiro. A cada dia sumia uma galinha.
Quem faria isso, estando a casa cercada por paredes de imensos edifícios? Não
havia muros para saltar e nem grades para pular. E na casa só morávamos eu,
meus pais, tio Clarimundo e Noca, a velha empregada. Um enigma muito
enigmático, sim.
Sherlock Holmes chegou e hospedou-se no quarto dos fundos. Ele, seu boné
xadrez, seu cachimbo, lógico e mais, logicamente, sua lupa, que aumentava tudo.
Chegou anunciando:
Chamarei esta aventura de “O caso das galinhas desaparecidas”. Ou ficaria
melhor “O incrível enigma do galinheiro”?
Ambos são bons, mas...
- Na maior parte o culpado é o mordomo. – informou Sherlock – Onde está o
sujeito?
- Não temos mordomo – lamentou tio Clarimundo.
- Então, leve-me à cena do crime.
Levamos Sherlock ao quintal, pequeno e espremido entre os prédios. Ele tirou
a lupa do bolso. Um palito ou folha de árvores examinava concentradamente.
Depois, tomava notas num caderno. Mas como a viagem o
cansara, foi dormir cedo. Na manhã seguinte, minha mãe acordou
com uma informação:
- Sumiu outra galinha.
- Esta noite dormirei no galinheiro.
E dormiu mesmo, sentado numa poltrona. Desta vez eu que
o acordei.
- Mister Holmes, roubaram mais uma galinha.
A notícia fez com que se decidisse:
- A história se chamará mesmo “O incrível enigma do galinheiro”.
- Não estamos preocupados com títulos – rebateu meu tio.
- Mas meu editor está.
Neste dia, consegui ler o caderno de anotações do detetive. Li: nada, nada,
nada. Um nada em cada página. Organizado, não? Também, nesse dia, Sherlock
telefonou para Londres para trocar impressões com o fiel Dr. Watson. Uma
fortuninha em chamadas internacionais.
55
E as galinhas continuavam desaparecendo, apesar de Sherlock Holmes
dormir no galinheiro. Ele já andava falando sozinho.
- Nem sinal de gato, cachorro, raposa, gambá. Todo meu prestígio está em
jogo.
Por fim, restou apenas uma galinha.
À hora do almoço o famoso detetive, sentindo-se velho e fracassado, sofreu
uma crise, chorando na frente de todos. Nós nos comovemos muito com a situação.
Um homem daqueles derramar lágrimas... Noca, então, deu um passo à frente e
confessou:
- Eu que roubava as galinhas. Dava às famílias pobres de uma favela.
Sherlock enxugou imediatamente as lágrimas na manga do paletó.
- Já sabia. Fingi chorar para que ela confessasse.
- Então, desconfiava de Noca? – perguntou tio Clarimundo.
- Encontrei penas de galinha no quarto dela. Elementar, Clarimundo. E o que
dizem de comermos a penosa que resta no galinheiro?
Não sei se foi escrito “o incrível enigma do galinheiro”. Se foi, pobres leitores.
Na verdade eu que roubava as galinhas para dar aos favelados. Inclusive quando o
detetive dormia no galinheiro. Noca sabia disso e assumiu a culpa em meu lugar.
Elementar, Mister Sherlock Holmes.
(Marcos Rey, Em Vice-Versa ao Contrário. Org. Heloísa Prieto São Paulo, Companhia das Letrinhas,
1993)
Sobre o texto anterior responda
1 – Quais são as características que o texto apresenta sobre Sherlock Holmes?
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2 – Descreva os passos mais importante da investigação de Sherlock Holmes?
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É necessário aprender
O romance é uma narrativa um pouco mais longa que o conto. ... Em geral, os
contos de enigma "apresentam" ao leitor algumas informações iniciais relacionadas
ao tempo e ao espaço da narrativa. As narrativas de enigma se caracterizam, entre
outros elementos, por apresentar um crime ou um mistério a ser desvendado.
Agora que você tem um bom conhecimento sobre o gênero narrativa de
enigma , é a sua vez, com bastante criatividade produza seu texto.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e as características da narrativa de enigma, como está o seu texto:
precisando refazer, bom, muito bom, excelente?
Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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Atividade de produção 07 (Propaganda).
Texto 07
Propaganda
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1- Na frase Rende tanto que só fome de elefante para dar conta, a expressão
grifada significa que o molho de tomate.
(A) dá para fazer muitos pratos.
(B) é muito saboroso.
(C) tem um sabor muito forte.
(D) pode ser usado em qualquer receita.
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É necessário aprender
Propaganda é um modo específico sistemático de persuadir visando influenciar com
fins ideológicos, políticos as emoções, atitudes, opiniões ou ações do público alvo.
Seu uso primário advém de contexto político, referindo-se geralmente aos esforços
de persuasão patrocinados por governos e partidos políticos.
Agora que você tem um bom conhecimento sobre o gênero propaganda ,
é a sua vez, com bastante criatividade produza seu texto.
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Agora com sinceridade leia sua produção e diz, segundo os critérios de
avaliação e as características da narrativa de enigma, como está o seu texto:
precisando refazer, bom, muito bom, excelente?
Aqui é para você passar a limpo a sua produção.
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“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.”
Mahatma Gandhi
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REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1990.
DOLZ, Joaquim; SCHNEUWLY, BERNARD. O oral como texto: como construir um
objeto de ensino. In: SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim. Gêneros orais e
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SP: Mercado das Letras, 2004, p. 149-185.
BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: ensino medio – linguagens, códigos e
suas tecnologias. Brasília: MEC/SEMT, 1999.
____. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do Ensino
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Coleção Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa 7º ano, 2014, manual do
professor. OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE NA
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&sa=X&ved=0ahUKEwido7fS2r7ZAhUGHpAKHftDAScQ_AUICigB&biw=1366&bih=6
62#imgrc https://www.estudopratico.com.br/o-texto-noticia/
64
https://www.acessaber.com.br/atividades/interpretacao-de-texto-genero-noticia-8o-
ano/
http://www.otempo.com.br>. Com adaptações feitas pela autora desta atividade.
https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20110803112826AAT3lVF
http://popportugues.blogspot.com.br/2015/04/interpretacao-de-texto-conto-7-
ano.html http://professoracarina.blogspot.com.br/2011/01/texto-com-interpretacao-o-
medico.html https://pt.slideshare.net/MarilzaFuentes/o-conto-maravilhoso
http://armazemdetexto.blogspot.com.br/2017/04/lendas-e-mitos-com-
interpretacao.html http://colegiodomhelder.com.br/wp
content/uploads/2012/07/224_02_12_Conto_de_enigma_e_conto_de_terror.pdf
https://www.google.com.br/search?q=interpreta%C3%A7%C3%A3o+de+texto+narrat
iva+de+enigma&sa=X&ved=0ahUKEwiH56jp49LZAhWCtVkKHX2LBE8Q1QIIuwEoB
A&biw=1366&bih=637
https://www.significadosbr.com.br/mito
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x_3985.html
http://tecnicaderedacao.blogspot.com.br/2010/04/contos-de-enigma-o-que-e.html.
Data do acesso: 03 de maio de 2013.

APOSTILA DE PRODUÇÃO TEXTUAL COM GÊNEROS 7ª ano-1.pdf