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DESMISTIFICANDO...
Escrever não é dom.
Escrever é uma atividade que
pode ser treinada e melhorada a
cada dia.
Escrever bem depende de cada
um.
COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO
Competência I: Demonstrar domínio da norma padrão
da língua escrita
Competência II: Compreender a proposta de
redação e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos
limites estruturais do texto dissertativo-
argumentativo.
Competência III: Selecionar, relacionar, organizar e
interpretar informações, fatos, opiniões e
argumentos em defesa de um ponto de vista.
COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO
Competência IV: Demonstrar conhecimento dos
mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação.
Competência V: Elaborar proposta de intervenção
para o problema abordado, respeitando os direitos
humanos.
TIPO TEXTUAL
Usamos essa expressão para designar uma
espécie de sequência teoricamente definida pela
NATUREZA LINGUÍSTICA de sua
composição.
Aspectos lexicais
Sintáticos
Tempos verbais
Relações lógicas
TIPO TEXTUAL
A expressão tipo de texto é equivocadamente
empregada e não designa um tipo, mas sim um
gênero de texto.
Exemplo:
A carta pessoal não é um tipo de texto informal e
sim um gênero textual.
A carta pessoal pode conter uma sequência
narrativa, uma argumentação, uma descrição e
assim por diante.
O QUE É
ISSO???
GÊNEROS TEXTUAIS
São os textos materializados encontrados em
nosso cotidiano. Esses apresentam
características sócio-comunicativas definidas
por seu estilo, função, composição, conteúdo
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GÊNEROS TEXTUAIS
Carta pessoal,
comercial, bilhete
Diário pessoal,
agenda, anotações
Romance
Resenha
Blog
E-mail
Bate-papo (Chat)
Facebook
Aula expositiva,
virtual
Debate
Entrevista
Lista de compras
Piada
Cardápio
Horóscopo
Instruções de uso
Telefonema etc.
RECEITA DE BOLO
BULA DE REMÉDIO
MANUAL DE INSTRUÇÃO
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Em todos esses gêneros encontramos tipos
textuais, podendo ocorrer que o mesmo
gênero realize dois ou mais tipos.
Um texto é tipologicamente variado -
heterogêneo
Quando se nomeia um certo texto como
narrativo, descritivo ou argumentativo, não está
se nomeando o gênero e sim o predomínio de um
tipo de sequência de base.
Os gêneros distribuem-se pelas
modalidades num contínuo, desde os mais
informais aos formais e em todos os
contextos e situações da vida cotidiana.
Há alguns gêneros que só são recebidos na
forma oral: notícias de televisão ou rádio.
Novenas e ladainhas , embora tenham sido
escritas, seu uso é sempre oral. Ninguém
reza por escrito e sim oralmente.
Os GÊNEROS textuais fundam-se em
critérios externos (sócio-comunicativos e
discursivos)
Os TIPOS textuais fundam-se em critérios
internos (linguístico e formais).
VS.
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1. NARRATIVO:
Texto utilizado para contar um caso, narrar fato(s),
historiar acontecimentos, não importando se fictícios
ou verídicos.
Predominam os tempos pretéritos: perfeito ou imperfeito.
A ação é um dos principais ingredientes da narração. O
tempo é outro dos ingredientes. O autor, muitas vezes,
utiliza personagens que dialogam.
Exemplos: uma crônica, um caso, um conto, uma notícia
de jornal, uma partida de futebol, um romance, uma
parábola, uma historinha infantil etc.
2. DESCRITIVO:
É o texto do objeto - da impressão física, da imagem,
da cor, do aroma, da beleza, da feiura, do relevo,
da paisagem, da precisão quanto aos aspectos
físicos.
Predomina o tempo pretérito imperfeito ou mesmo o
presente ( indicativo e subjuntivo), frases nominais
e verbos de ligação (ser, estar, ficar, parecer,
tornar-se) .
Exemplos: os aspectos físicos e tipos humanos de
uma favela carioca, a obra de um sociólogo que
descreve o biótipo de um determinado povo, o
texto de um “ folder ” turístico, etc.
3. DISSERTATIVO:
É o texto da ideia - da opinião, do ponto de vista.
Privilegia o discurso indireto ( 3ª pessoa + se ),
embora possa redigido na 1ª pessoa do plural.
Aborda, quase sempre, um tema palpitante do
comportamento humano: justiça social, ética
(práticas aéticas), ecologia (crimes ambientais), paz
(violência urbana), democracia, liberdade, futuro
do homem (seus medos e anseios) etc.
Exemplos: um editorial de jornal, um artigo do Diogo
Mainardi (Veja), um texto de pensamentos
filosóficos etc.
4. INJUNTIVO:
I N S T R U C I O N A L :
A orientação não é coercitiva, não
estabelece claramente uma ordem,
mas uma sugestão, um conselho.
Exemplos:
a) o texto que predomina num
livro de autoajuda;
b) o manual de instruções de um
eletroeletrônico;
c) o manual de instruções (
programação ) - dirigido a
determinados funcionários de uma
empresa – sobre metas, funções
etc.;
d) uma ingênua receita de bolo
escrita pela avó...
P R E S C R E T I V O :
A orientação é uma imposição,
uma ordem baseada em
condições sine qua non.
Exemplos:
a) a receita de um médico (a um
paciente) transmitida à
enfermeira responsável;
b) os artigos da Constituição
ou do Código de Processo
Penal;
c) a norma culta da Língua
Portuguesa;
d) manuais de guerrilha;
d) as cláusulas de um contrato;
e) o edital de um concurso
público...
Texto com a finalidade de instruir o leitor (interlocutor). Por esse
motivo, sua estrutura se caracteriza por verbos no imperativo:
ordenando ou sugerindo.
EXEMPLO PRÁTICO DE TIPOS
TEXTUAIS:
1º) Fui criada ( e até hoje moro ) numa casa simples,
mas de cômodos bem amplos e confortáveis. Um
jardim colorido e aromático. Beija-flores por aqui não
faltam. Tenho duas filhas. Ana, uma menina alta,
meio desengonçada, mas de um brilho especial nos
olhos muito pretos. Virgínia, uma menina muito
magra, gestos e rosto delicados, tem uma cabeleira
tão ruiva que poderia ser confundida com uma dessas
atrizes do cinema americano....
(Texto Descritivo)
TIPOLOGIA TEXTUAL
2º) Certo dia, minhas duas filhas e eu fomos
passear pelo sítio. Na margem do rio havia uma
pequena canoa. O espírito de aventura falou
mais alto. Entramos na canoa e, no meio do leito,
notamos a água infiltrando-se. Percebi o
desespero das meninas, mas tive de aparentar
toda a calma e...
(Percebe-se que se trata de um texto narrativo)
TIPOLOGIA TEXTUAL
3º) A vida de uma mulher não é fácil em parte
alguma deste mundo. A sociedade machista
impõe-lhe regras e destinos que ela jamais pode
escolher. A mulher será sempre uma escrava
totalmente submissa ao marido, às tradições,
aos costumes e à hipocrisia chauvinista dos...
(Este é o exemplo clássico do texto dissertativo)
TIPOLOGIA TEXTUAL
4º) Minhas receitas preferidas. Bolo de Banana.
Caramelize uma forma com açúcar, corte 10
bananas no sentido do comprimento, coloque-as
na forma, bata 4 ovos com uma xícara de leite,
duas de farinha de trigo e uma colher de
fermento. Despeje a massa na forma, polvilhe (a
gosto) com canela e açúcar e leve ao forno pré-
aquecido em 180ºC. Deixe...
(Este é um texto injuntivo-instrucional)
TIPOLOGIA TEXTUAL
5ª) Como fazer um parto de emergência ( recado
para minhas filhas e netas). Mantenha a calma.
Prepare uma superfície limpa para ela se deitar.
Pegue uma tesoura e três pedaços de linha de
25cm. Ferva tudo por 10 minutos. Dobre um
cobertor e coloque-o sobre a futura mamãe. Lave
bem as mãos e as unhas com água e sabão.
Quando as contrações aumentarem...
(Este é um texto injuntivo-prescritivo)
REPRESENTAR
 AÇÕES
 OBJETOS, SERES, ESPAÇOS.
ANALISAR
 FATOS, IDEIAS, CONCEITOS.
QUAL É A FUNÇÃO DO TEXTO?
NARRAR
E DESCREVER
ARGUMENTAR
(dissertação)
Narrar é contar, relatar fatos, histórias. Neste ato,
involuntariamente, respondemos às perguntas: o quê,
onde, quem, como, quando, por quê. Nas histórias há
a presença das personagens que praticam ou sofrem
ações, ocorridas em um tempo e espaço físico. A ação
é obrigatória, não existe narração sem ação. Poderá
haver mistura de realidade e ficção ou a
predominância de uma sobre a outra.
O CONCEITO DE NARRAÇÃO
O lacaio do hotel Bazar Eslavo, em Moscou,
Nikolai Tchikildieiev, adoeceu. Suas pernas
ficaram dormentes, seu passo se tornou
claudicante até que, certa vez, quando caminhava
por um corredor, ele tropeçou e caiu com uma
bandeja, na qual havia presunto e ervilhas. Foi
obrigado a se demitir. Todo o dinheiro que
possuía, seu e de sua esposa, ele gastou no
tratamento, já não tinha como se alimentar, se
entediava sem trabalho e resolveu que era preciso
ir para casa de sua família, no interior.
EXEMPLO: NARRAÇÃO
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ELEMENTOS DA NARRATIVA
• Enredo
• Personagens
• Espaço
• Tempo
• Narrador
• O QUÊ? : fato acontecido
• COMO? : modo como o fato ocorreu
• POR QUÊ? : causa, razão por que o fato aconteceu
• QUEM? : personagem(ns)
• ONDE? : lugar (espaço) em que o fato ocorreu
• QUANDO? : tempo em que o fato ocorreu
• Enredo
• Personagens
• Espaço
• Tempo
• Narrador
Chamamos de ENREDO as sequencias de ações.
Conheça as partes do enredo:
1. Apresentação: As personagens são apresentadas. São
localizadas no tempo e no espaço. Não há conflito.
2. Conflito: Surge a complicação entre as personagens.
Ocorre então a quebra da normalidade.
3. Clímax: É o ponto culminante. Aumenta a tensão entre
as personagens. É o ponto-chave da história.
4. Desfecho: O conflito criado entre as personagens tem
seu final. O desfecho pode ser feliz, trágico ou pode ser
deixado em suspense (o leitor dá o final que desejar, de
acordo com sua imaginação).
O ENREDO
É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo.
O enredo pode ser organizado de diversas formas. Observe a seguir, a organização
mais comum:
• situação inicial – personagens e espaço são apresentados.
• estabelecimento de um conflito – surge uma situação a ser
resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e
acontecimentos.
• desenvolvimento – busca de solução do conflito.
• clímax – ponto de maior tensão na narrativa.
• desfecho – solução do conflito.
O ESPAÇO
A construção do espaço contribui para
elaborar as personagens. Se o autor
descreve uma personagem que mora na
cidade, em uma casa grande e todo
organizado, o leitor imagina certas
características para essa personagem,
diferentes das que suporia para alguém
que sempre viveu num deserto, por
exemplo.
Espaço é o lugar em que a narrativa ocorre.
O TEMPO
Tempo cronológico: fatos apresentados na
ordem dos acontecimentos.
Tempo psicológico: é a maneira pela qual a
passagem do tempo é vivenciada. O tempo
nesse caso não é uma sequência temporal
linear, pois é medido pelas emoções e não
pelo relógio.
Tempo em uma narrativa pode ser definido como a
duração da ação. Pode ser cronológico ou psicológico.
NARRADOR
Tudo na narrativa depende do narrador, isto é, a voz que
conta a história.
O ponto principal de uma narrativa é o seu ponto de vista,
ou seja, a perspectiva, o modo de contar e de organizar o
que é contado.
Desse modo, o narrador funciona como um mediador entre a
história narrada e o leitor, ouvinte ou espectador.
Basicamente, existem três tipos de ponto de vista, ou foco
narrativo, determinado pelo tipo de narrador.
TIPOS DE NARRADORES
1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é
participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo,
e conta a história em 1ª pessoa.
• Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que
era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então
pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que
eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas
para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado
dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...
2 - NARRADOR-OBSERVADOR (NEUTRO): É O QUE CONTA UMA
HISTÓRIA COMO ALGUÉM QUE OBSERVA O QUE ACONTECE.
TRANSMITE PARA O LEITOR APENAS OS FATOS QUE CONSEGUE
OBSERVAR E CONTA A HISTÓRIA EM 3ª PESSOA.
Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze
acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara
seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e
resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas
sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo
desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco
tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar,
pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se
de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e
no voo dos pássaros. (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16
3 – NARRADOR INTRUSO (ONISCIENTE): NÃO PARTICIPA DA
HISTÓRIA, MAS FAZ VÁRIAS INTERVENÇÕES COM COMENTÁRIOS E
OPINIÕES ACERCA DAS AÇÕES DAS PERSONAGENS. O FOCO
NARRATIVO É EM 3ª PESSOA.
“Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos
amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na com um
ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela
idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola.”
“Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iriaentrar. Os
medos devem ser eliminados na infância. Paulinhoainda quis
argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais tremerem. Mas
o medo dos pais é outra história. Paulinhoentrou para a natação.”
(Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e
outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.
Bezerro sem mãe
Rachel de Queiroz
Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano me que as
vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas
dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha perdido
o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe.
A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos cheios
de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia,
morrendo de fome e abandonado.
Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava.
Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e o
empurrava para longe.
Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que
estava secado ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe
e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho.
Ora, foi uma beleza! a vaca deu uma lambida no couro,
sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade. E
por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de
repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce.
Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está
adotado.”
E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de
verdade.
enredo
apresentação
desenvolvimento
desfecho
clímax
complicação: quebra da
situação inicial e
estabelecimento de um
conflito
Descrever é enumerar,
sequenciar, listar
características de seres com o
objetivo de formar uma
imagem mental. As
características podem ser
físicas e/ou psicológicas. Pode
haver mistura dessas
características no mesmo
texto. Pode haver ou não ação
na descrição. A descrição
pode, ainda, se ater ao real
e/ou fictício (ou misturá-los).
O CONCEITO DE DESCRIÇÃO
Depois das propriedades dos camponeses, começava um barranco abrupto
e escarpado, que terminava no rio; aqui e ali, no meio da argila, afloravam
pedras enormes. Pelo declive, perto das pedras e das valas escavadas pelos
ceramistas, corriam trilhas sinuosas, entre verdadeiras montanhas de cacos de
louça, ora pardos, ora vermelhos, e lá embaixo se estendia um prado vasto,
plano, verde-claro, já ceifado, onde agora vagava o rebanho de camponeses.
(Anton Tchekhov)
EXEMPLO: DESCRIÇÃO
Dissertar é debater, discutir um tema, assunto da realidade,
normalmente da atualidade, com o leitor. É apresentar argumentos,
provas, comprovações que visam a convencê-lo.
A dissertação pressupõe o conhecimento do assunto a ser
debatido e a organização das ideias, dos argumentos. Neste tipo de
texto não há a possibilidade de se inventar fatos, argumentos, ideias,
dados, gráficos inexistentes. Tudo dever ter por base o real.
O CONCEITO DE DISSERTAÇÃO
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A DISSERTAÇÃO: PRINCÍPIOS
Fundamenta-se a partir da
argumentação.
Exige uma boa construção mental para
efetivar o convencimento do leitor.
Necessita de uma ideia central: tese.
Fundamenta-se com ‘dados de realidade’.
A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA
INTRODUÇÃO DESENVOLVI-
MENTO
CONCLUSÃO
INTRODUÇÃO
É o parágrafo inicial.
Traz o início da argumentação.
Apresenta a ideia-chave do
texto.
A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA
Pode ser desenvolvido por
comparação, ironia, contraste,
testemunho, enumeração etc.
A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil
trouxe ao debate a polêmica questão que envolve
a liberação ou não da venda de bebidas alcoólicas
dentro dos estádios que abrigarão os jogos da
competição. Sabe-se que dos 12 Estados que serão
sedes de jogos da Copa de 2014, em pelo menos
quatro existem leis que proíbem álcool nos estádios.
De um lado, os que defendem a proibição
argumentam que a liberação da venda de bebidas
alcoólicas durante a realização dos jogos do mundial
constitui uma ameaça à segurança pública e uma
afronta à soberania nacional. De outro, os que
defendem a liberação se baseiam na existência de um
compromisso nacional com a FIFA para a liberação da
venda de bebidas alcoólicas durante a Copa.
DESENVOL-
VIMENTO
Espaço para listar os dados/
reforço da tese.
Engloba argumentação +
fundamentação.
Parte mais consistente do
texto.
A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA
MODELO
A justificativa apontada pelos que defendem
a proibição da venda de bebidas alcoólicas,
entre eles destacando-se o Ministério Público
e demais instituições que atuam na
segurança pública, é a de que o álcool é uma
ameaça à saúde pública, sendo que os seus
efeitos no organismo humano podem incitar a
violência nas praças esportivas.
CONCLUSÃO
Último parágrafo do texto.
Em geral, retoma a tese inicial e
a reforça.
Costuma ser bem criativa para
“laçar” o leitor.
A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA
MODELO
Portanto, a proibição das bebidas
alcoólicas seria um atestado da
incompetência da segurança pública e
privada do país. A questão é muito mais
de investimentos na área de inteligência
policial e educação do povo.
TÓPICO FRASAL
É a síntese da argumentação de cada
parágrafo.
Localização: geralmente, no início do
parágrafo.
Natureza: uma frase, em geral, curta.
MODELO
Cada candidato tenta encontrar meios de atingir
a população em seu benefício. Alguns usam a
religiosidade para impressionar os mais beatos;
outros fazem da humildade e da simplicidade
sua bandeira. De um modo geral, investem
muito dinheiro em suas campanhas, que
normalmente são conduzidas por agências de
publicidade.
PROBLEMAS MAIS
ENCONTRADOS NAS REDAÇÕES
PROBLEMAS ENCONTRADOS
Desvio da norma padrão.
Marcas de oralidade.
Incoerência argumentativa.
Falta de consistência na apresentação dos
‘dados de realidade’.
Pouca noção de parágrafo.
‘Auxílio’ da internet.
MODELO: PARÁGRAFO
Com a evolução da humanidade e graças a
inúmeras percussoras desse processo de
igualdade social, hoje podemos ver nosso
horizonte social e profissional sem uma
abrangência limitada. Podemos fazer qualquer
coisa, exercer qualquer função na sociedade.
Somos mães, esposas, profissionais de
sucesso, políticas respeitadas, modelos, enfim
qualquer coisa que quisermos ser e acima de
tudo podemos ser mulheres.
O fato de vender bebidas alcoólicas nos
estádios de futebol durante a realização dos
jogos do Mundial em pouco ou em nada alterará
o comportamento dos torcedores, uma vez que
o tempo do jogo é o mesmo e o intervalo não é
suficiente para levar a uma alteração efetiva de
comportamento deles. Associe-se a isso o fato
de que a proibição de venda de álcool em vários
estados não conseguiu banir efetivamente a
violência tão presente entre as torcidas
organizadas. Sem contar que constitui um
contrassenso, uma vez que os maiores
patrocinadores das competições de clubes de
futebol do planeta são grandes cervejarias.
MODELO: ARGUMENTAÇÃO
Em nossas vidas passamos por vários
momentos bons e ruins onde reflete variados
comportamentos. Quando estamos passando
por dificuldade nossa esperança sempre está
nesse ditado popular: “nada melhor que um dia
após o outro”. No entanto, ele nos ajuda de uma
certa forma para que tenhamos facilidade de
superar por exemplo o fim de um
relacionamento onde precisamos de tempo para
esquecer a pessoa amada.
O QUE FAZER PARA TER SUCESSO NA REDAÇÃO?
CHAVE PARA O SUCESSO: LEITURA
LEIA (NO PAPEL OU NA TELA)
Livros didáticos e paradidáticos.
Revistas e jornais científicos e de
interesse geral.
Livros religiosos.
Romances.
Bulas de remédio.
Enfim, leia de tudo.
CHAVE PARA O SUCESSO: CULTURA
GERAL
FORME UMA CULTURA GERAL:
Assista a filmes, novelas, seriados.
Ouça músicas: mpb, jazz, blues,
forró, sertanejo, gospel etc.
Veja programas de entrevista.
Frequente cultos religiosos ou
grupos alternativos.
Converse com pessoas
inteligentes.
CHAVE PARA O SUCESSO: PRÁTICA
TENHA UMA PRÁTICA DE TEXTO:
Escreva sempre.
Veja os temas que estão ‘na
moda’, pesquise sobre eles e
escreva uma redação, com a sua
opinião sobre cada um.
Revise o texto depois de feito ou
dê para um colega ou professor
ler.
Se não gostar, escreva de novo.
REFLEXÃO
“Aprender a escrever é aprender a pensar.”
(Saramago)
barbara.franco5@etec.sp.gov.br

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  • 3. DESMISTIFICANDO... Escrever não é dom. Escrever é uma atividade que pode ser treinada e melhorada a cada dia. Escrever bem depende de cada um.
  • 4. COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO Competência I: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita Competência II: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo- argumentativo. Competência III: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
  • 5. COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO Competência IV: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação. Competência V: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
  • 6. TIPO TEXTUAL Usamos essa expressão para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela NATUREZA LINGUÍSTICA de sua composição. Aspectos lexicais Sintáticos Tempos verbais Relações lógicas
  • 7. TIPO TEXTUAL A expressão tipo de texto é equivocadamente empregada e não designa um tipo, mas sim um gênero de texto. Exemplo: A carta pessoal não é um tipo de texto informal e sim um gênero textual. A carta pessoal pode conter uma sequência narrativa, uma argumentação, uma descrição e assim por diante.
  • 9. GÊNEROS TEXTUAIS São os textos materializados encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo
  • 11. GÊNEROS TEXTUAIS Carta pessoal, comercial, bilhete Diário pessoal, agenda, anotações Romance Resenha Blog E-mail Bate-papo (Chat) Facebook Aula expositiva, virtual Debate Entrevista Lista de compras Piada Cardápio Horóscopo Instruções de uso Telefonema etc.
  • 16. Em todos esses gêneros encontramos tipos textuais, podendo ocorrer que o mesmo gênero realize dois ou mais tipos. Um texto é tipologicamente variado - heterogêneo Quando se nomeia um certo texto como narrativo, descritivo ou argumentativo, não está se nomeando o gênero e sim o predomínio de um tipo de sequência de base.
  • 17. Os gêneros distribuem-se pelas modalidades num contínuo, desde os mais informais aos formais e em todos os contextos e situações da vida cotidiana. Há alguns gêneros que só são recebidos na forma oral: notícias de televisão ou rádio. Novenas e ladainhas , embora tenham sido escritas, seu uso é sempre oral. Ninguém reza por escrito e sim oralmente.
  • 18. Os GÊNEROS textuais fundam-se em critérios externos (sócio-comunicativos e discursivos) Os TIPOS textuais fundam-se em critérios internos (linguístico e formais). VS.
  • 20. 1. NARRATIVO: Texto utilizado para contar um caso, narrar fato(s), historiar acontecimentos, não importando se fictícios ou verídicos. Predominam os tempos pretéritos: perfeito ou imperfeito. A ação é um dos principais ingredientes da narração. O tempo é outro dos ingredientes. O autor, muitas vezes, utiliza personagens que dialogam. Exemplos: uma crônica, um caso, um conto, uma notícia de jornal, uma partida de futebol, um romance, uma parábola, uma historinha infantil etc.
  • 21. 2. DESCRITIVO: É o texto do objeto - da impressão física, da imagem, da cor, do aroma, da beleza, da feiura, do relevo, da paisagem, da precisão quanto aos aspectos físicos. Predomina o tempo pretérito imperfeito ou mesmo o presente ( indicativo e subjuntivo), frases nominais e verbos de ligação (ser, estar, ficar, parecer, tornar-se) . Exemplos: os aspectos físicos e tipos humanos de uma favela carioca, a obra de um sociólogo que descreve o biótipo de um determinado povo, o texto de um “ folder ” turístico, etc.
  • 22. 3. DISSERTATIVO: É o texto da ideia - da opinião, do ponto de vista. Privilegia o discurso indireto ( 3ª pessoa + se ), embora possa redigido na 1ª pessoa do plural. Aborda, quase sempre, um tema palpitante do comportamento humano: justiça social, ética (práticas aéticas), ecologia (crimes ambientais), paz (violência urbana), democracia, liberdade, futuro do homem (seus medos e anseios) etc. Exemplos: um editorial de jornal, um artigo do Diogo Mainardi (Veja), um texto de pensamentos filosóficos etc.
  • 23. 4. INJUNTIVO: I N S T R U C I O N A L : A orientação não é coercitiva, não estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, um conselho. Exemplos: a) o texto que predomina num livro de autoajuda; b) o manual de instruções de um eletroeletrônico; c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a determinados funcionários de uma empresa – sobre metas, funções etc.; d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó... P R E S C R E T I V O : A orientação é uma imposição, uma ordem baseada em condições sine qua non. Exemplos: a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida à enfermeira responsável; b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal; c) a norma culta da Língua Portuguesa; d) manuais de guerrilha; d) as cláusulas de um contrato; e) o edital de um concurso público... Texto com a finalidade de instruir o leitor (interlocutor). Por esse motivo, sua estrutura se caracteriza por verbos no imperativo: ordenando ou sugerindo.
  • 24. EXEMPLO PRÁTICO DE TIPOS TEXTUAIS: 1º) Fui criada ( e até hoje moro ) numa casa simples, mas de cômodos bem amplos e confortáveis. Um jardim colorido e aromático. Beija-flores por aqui não faltam. Tenho duas filhas. Ana, uma menina alta, meio desengonçada, mas de um brilho especial nos olhos muito pretos. Virgínia, uma menina muito magra, gestos e rosto delicados, tem uma cabeleira tão ruiva que poderia ser confundida com uma dessas atrizes do cinema americano.... (Texto Descritivo)
  • 25. TIPOLOGIA TEXTUAL 2º) Certo dia, minhas duas filhas e eu fomos passear pelo sítio. Na margem do rio havia uma pequena canoa. O espírito de aventura falou mais alto. Entramos na canoa e, no meio do leito, notamos a água infiltrando-se. Percebi o desespero das meninas, mas tive de aparentar toda a calma e... (Percebe-se que se trata de um texto narrativo)
  • 26. TIPOLOGIA TEXTUAL 3º) A vida de uma mulher não é fácil em parte alguma deste mundo. A sociedade machista impõe-lhe regras e destinos que ela jamais pode escolher. A mulher será sempre uma escrava totalmente submissa ao marido, às tradições, aos costumes e à hipocrisia chauvinista dos... (Este é o exemplo clássico do texto dissertativo)
  • 27. TIPOLOGIA TEXTUAL 4º) Minhas receitas preferidas. Bolo de Banana. Caramelize uma forma com açúcar, corte 10 bananas no sentido do comprimento, coloque-as na forma, bata 4 ovos com uma xícara de leite, duas de farinha de trigo e uma colher de fermento. Despeje a massa na forma, polvilhe (a gosto) com canela e açúcar e leve ao forno pré- aquecido em 180ºC. Deixe... (Este é um texto injuntivo-instrucional)
  • 28. TIPOLOGIA TEXTUAL 5ª) Como fazer um parto de emergência ( recado para minhas filhas e netas). Mantenha a calma. Prepare uma superfície limpa para ela se deitar. Pegue uma tesoura e três pedaços de linha de 25cm. Ferva tudo por 10 minutos. Dobre um cobertor e coloque-o sobre a futura mamãe. Lave bem as mãos e as unhas com água e sabão. Quando as contrações aumentarem... (Este é um texto injuntivo-prescritivo)
  • 29. REPRESENTAR  AÇÕES  OBJETOS, SERES, ESPAÇOS. ANALISAR  FATOS, IDEIAS, CONCEITOS. QUAL É A FUNÇÃO DO TEXTO? NARRAR E DESCREVER ARGUMENTAR (dissertação)
  • 30. Narrar é contar, relatar fatos, histórias. Neste ato, involuntariamente, respondemos às perguntas: o quê, onde, quem, como, quando, por quê. Nas histórias há a presença das personagens que praticam ou sofrem ações, ocorridas em um tempo e espaço físico. A ação é obrigatória, não existe narração sem ação. Poderá haver mistura de realidade e ficção ou a predominância de uma sobre a outra. O CONCEITO DE NARRAÇÃO
  • 31. O lacaio do hotel Bazar Eslavo, em Moscou, Nikolai Tchikildieiev, adoeceu. Suas pernas ficaram dormentes, seu passo se tornou claudicante até que, certa vez, quando caminhava por um corredor, ele tropeçou e caiu com uma bandeja, na qual havia presunto e ervilhas. Foi obrigado a se demitir. Todo o dinheiro que possuía, seu e de sua esposa, ele gastou no tratamento, já não tinha como se alimentar, se entediava sem trabalho e resolveu que era preciso ir para casa de sua família, no interior. EXEMPLO: NARRAÇÃO
  • 33. ELEMENTOS DA NARRATIVA • Enredo • Personagens • Espaço • Tempo • Narrador
  • 34. • O QUÊ? : fato acontecido • COMO? : modo como o fato ocorreu • POR QUÊ? : causa, razão por que o fato aconteceu • QUEM? : personagem(ns) • ONDE? : lugar (espaço) em que o fato ocorreu • QUANDO? : tempo em que o fato ocorreu • Enredo • Personagens • Espaço • Tempo • Narrador
  • 35. Chamamos de ENREDO as sequencias de ações. Conheça as partes do enredo: 1. Apresentação: As personagens são apresentadas. São localizadas no tempo e no espaço. Não há conflito. 2. Conflito: Surge a complicação entre as personagens. Ocorre então a quebra da normalidade. 3. Clímax: É o ponto culminante. Aumenta a tensão entre as personagens. É o ponto-chave da história. 4. Desfecho: O conflito criado entre as personagens tem seu final. O desfecho pode ser feliz, trágico ou pode ser deixado em suspense (o leitor dá o final que desejar, de acordo com sua imaginação).
  • 36. O ENREDO É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo. O enredo pode ser organizado de diversas formas. Observe a seguir, a organização mais comum: • situação inicial – personagens e espaço são apresentados. • estabelecimento de um conflito – surge uma situação a ser resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e acontecimentos. • desenvolvimento – busca de solução do conflito. • clímax – ponto de maior tensão na narrativa. • desfecho – solução do conflito.
  • 37. O ESPAÇO A construção do espaço contribui para elaborar as personagens. Se o autor descreve uma personagem que mora na cidade, em uma casa grande e todo organizado, o leitor imagina certas características para essa personagem, diferentes das que suporia para alguém que sempre viveu num deserto, por exemplo. Espaço é o lugar em que a narrativa ocorre.
  • 38. O TEMPO Tempo cronológico: fatos apresentados na ordem dos acontecimentos. Tempo psicológico: é a maneira pela qual a passagem do tempo é vivenciada. O tempo nesse caso não é uma sequência temporal linear, pois é medido pelas emoções e não pelo relógio. Tempo em uma narrativa pode ser definido como a duração da ação. Pode ser cronológico ou psicológico.
  • 39. NARRADOR Tudo na narrativa depende do narrador, isto é, a voz que conta a história. O ponto principal de uma narrativa é o seu ponto de vista, ou seja, a perspectiva, o modo de contar e de organizar o que é contado. Desse modo, o narrador funciona como um mediador entre a história narrada e o leitor, ouvinte ou espectador. Basicamente, existem três tipos de ponto de vista, ou foco narrativo, determinado pelo tipo de narrador.
  • 40. TIPOS DE NARRADORES 1 - Narrador-personagem: é o que conta a história da qual é participante. Ele é narrador e personagem ao mesmo tempo, e conta a história em 1ª pessoa. • Quando avistei-a sozinha na arquibancada da quadra, percebi que era a melhor oportunidade para definitivamente conhecê-la. Então pedi a meu melhor amigo Fabrício que me ajudasse com o plano que eu tinha bolado. Mas enquanto eu passava algumas coordenadas para Fabrício vi Marcos da 8ª série se aproximar e sentar ao lado dela. Será que eles estavam ficando? Mas logo o Marcos...
  • 41. 2 - NARRADOR-OBSERVADOR (NEUTRO): É O QUE CONTA UMA HISTÓRIA COMO ALGUÉM QUE OBSERVA O QUE ACONTECE. TRANSMITE PARA O LEITOR APENAS OS FATOS QUE CONSEGUE OBSERVAR E CONTA A HISTÓRIA EM 3ª PESSOA. Aos quatorze anos, Miguel Strogoff, que desde os onze acompanhava o pai nas frequentes incursões pela estepe, matara seu primeiro urso. A vida na estepe dera-lhe uma força e resistência incomuns e o rapaz podia passar vinte e quatro horas sem comer e dez noites sem dormir, sem aparentar excessivo desgaste físico, conseguindo sobreviver onde outros em pouco tempo morreriam. Era capaz de guiar-se em plena noite polar, pois o pai lhe ensinara os segredos da orientação – valendo-se de sinais quase imperceptíveis na neve e nas árvores, no vento e no voo dos pássaros. (Júlio Verne, Miguel Strogoff, p. 16
  • 42. 3 – NARRADOR INTRUSO (ONISCIENTE): NÃO PARTICIPA DA HISTÓRIA, MAS FAZ VÁRIAS INTERVENÇÕES COM COMENTÁRIOS E OPINIÕES ACERCA DAS AÇÕES DAS PERSONAGENS. O FOCO NARRATIVO É EM 3ª PESSOA. “Flávia logo percebeu que as outras moradoras do prédio, mães dos amiguinhos do seu filho, Paulinho, seis anos, olhavam-na com um ar de superioridade. Não era para menos. Afinal o garoto até aquela idade — imaginem — se limitava a brincar e ir à escola.” “Se tinha medo, então era para a natação mesmo que ele iriaentrar. Os medos devem ser eliminados na infância. Paulinhoainda quis argumentar. Sugeriu alpinismo. Foi a vez de os pais tremerem. Mas o medo dos pais é outra história. Paulinhoentrou para a natação.” (Carlos Eduardo Novaes. A cadeira do dentista e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994. p. 15-7.
  • 43. Bezerro sem mãe Rachel de Queiroz Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano me que as vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe. A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos cheios de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia, morrendo de fome e abandonado. Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava. Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e o empurrava para longe. Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que estava secado ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho. Ora, foi uma beleza! a vaca deu uma lambida no couro, sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade. E por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce. Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está adotado.” E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de verdade. enredo apresentação desenvolvimento desfecho clímax complicação: quebra da situação inicial e estabelecimento de um conflito
  • 44. Descrever é enumerar, sequenciar, listar características de seres com o objetivo de formar uma imagem mental. As características podem ser físicas e/ou psicológicas. Pode haver mistura dessas características no mesmo texto. Pode haver ou não ação na descrição. A descrição pode, ainda, se ater ao real e/ou fictício (ou misturá-los). O CONCEITO DE DESCRIÇÃO
  • 45. Depois das propriedades dos camponeses, começava um barranco abrupto e escarpado, que terminava no rio; aqui e ali, no meio da argila, afloravam pedras enormes. Pelo declive, perto das pedras e das valas escavadas pelos ceramistas, corriam trilhas sinuosas, entre verdadeiras montanhas de cacos de louça, ora pardos, ora vermelhos, e lá embaixo se estendia um prado vasto, plano, verde-claro, já ceifado, onde agora vagava o rebanho de camponeses. (Anton Tchekhov) EXEMPLO: DESCRIÇÃO
  • 46. Dissertar é debater, discutir um tema, assunto da realidade, normalmente da atualidade, com o leitor. É apresentar argumentos, provas, comprovações que visam a convencê-lo. A dissertação pressupõe o conhecimento do assunto a ser debatido e a organização das ideias, dos argumentos. Neste tipo de texto não há a possibilidade de se inventar fatos, argumentos, ideias, dados, gráficos inexistentes. Tudo dever ter por base o real. O CONCEITO DE DISSERTAÇÃO
  • 48. A DISSERTAÇÃO: PRINCÍPIOS Fundamenta-se a partir da argumentação. Exige uma boa construção mental para efetivar o convencimento do leitor. Necessita de uma ideia central: tese. Fundamenta-se com ‘dados de realidade’.
  • 49. A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA INTRODUÇÃO DESENVOLVI- MENTO CONCLUSÃO
  • 50. INTRODUÇÃO É o parágrafo inicial. Traz o início da argumentação. Apresenta a ideia-chave do texto. A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA Pode ser desenvolvido por comparação, ironia, contraste, testemunho, enumeração etc.
  • 51. A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil trouxe ao debate a polêmica questão que envolve a liberação ou não da venda de bebidas alcoólicas dentro dos estádios que abrigarão os jogos da competição. Sabe-se que dos 12 Estados que serão sedes de jogos da Copa de 2014, em pelo menos quatro existem leis que proíbem álcool nos estádios. De um lado, os que defendem a proibição argumentam que a liberação da venda de bebidas alcoólicas durante a realização dos jogos do mundial constitui uma ameaça à segurança pública e uma afronta à soberania nacional. De outro, os que defendem a liberação se baseiam na existência de um compromisso nacional com a FIFA para a liberação da venda de bebidas alcoólicas durante a Copa.
  • 52. DESENVOL- VIMENTO Espaço para listar os dados/ reforço da tese. Engloba argumentação + fundamentação. Parte mais consistente do texto. A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA
  • 53. MODELO A justificativa apontada pelos que defendem a proibição da venda de bebidas alcoólicas, entre eles destacando-se o Ministério Público e demais instituições que atuam na segurança pública, é a de que o álcool é uma ameaça à saúde pública, sendo que os seus efeitos no organismo humano podem incitar a violência nas praças esportivas.
  • 54. CONCLUSÃO Último parágrafo do texto. Em geral, retoma a tese inicial e a reforça. Costuma ser bem criativa para “laçar” o leitor. A DISSERTAÇÃO: ESTRUTURA
  • 55. MODELO Portanto, a proibição das bebidas alcoólicas seria um atestado da incompetência da segurança pública e privada do país. A questão é muito mais de investimentos na área de inteligência policial e educação do povo.
  • 56. TÓPICO FRASAL É a síntese da argumentação de cada parágrafo. Localização: geralmente, no início do parágrafo. Natureza: uma frase, em geral, curta.
  • 57. MODELO Cada candidato tenta encontrar meios de atingir a população em seu benefício. Alguns usam a religiosidade para impressionar os mais beatos; outros fazem da humildade e da simplicidade sua bandeira. De um modo geral, investem muito dinheiro em suas campanhas, que normalmente são conduzidas por agências de publicidade.
  • 59. PROBLEMAS ENCONTRADOS Desvio da norma padrão. Marcas de oralidade. Incoerência argumentativa. Falta de consistência na apresentação dos ‘dados de realidade’. Pouca noção de parágrafo. ‘Auxílio’ da internet.
  • 60. MODELO: PARÁGRAFO Com a evolução da humanidade e graças a inúmeras percussoras desse processo de igualdade social, hoje podemos ver nosso horizonte social e profissional sem uma abrangência limitada. Podemos fazer qualquer coisa, exercer qualquer função na sociedade. Somos mães, esposas, profissionais de sucesso, políticas respeitadas, modelos, enfim qualquer coisa que quisermos ser e acima de tudo podemos ser mulheres.
  • 61. O fato de vender bebidas alcoólicas nos estádios de futebol durante a realização dos jogos do Mundial em pouco ou em nada alterará o comportamento dos torcedores, uma vez que o tempo do jogo é o mesmo e o intervalo não é suficiente para levar a uma alteração efetiva de comportamento deles. Associe-se a isso o fato de que a proibição de venda de álcool em vários estados não conseguiu banir efetivamente a violência tão presente entre as torcidas organizadas. Sem contar que constitui um contrassenso, uma vez que os maiores patrocinadores das competições de clubes de futebol do planeta são grandes cervejarias.
  • 62. MODELO: ARGUMENTAÇÃO Em nossas vidas passamos por vários momentos bons e ruins onde reflete variados comportamentos. Quando estamos passando por dificuldade nossa esperança sempre está nesse ditado popular: “nada melhor que um dia após o outro”. No entanto, ele nos ajuda de uma certa forma para que tenhamos facilidade de superar por exemplo o fim de um relacionamento onde precisamos de tempo para esquecer a pessoa amada.
  • 63. O QUE FAZER PARA TER SUCESSO NA REDAÇÃO?
  • 64. CHAVE PARA O SUCESSO: LEITURA
  • 65. LEIA (NO PAPEL OU NA TELA) Livros didáticos e paradidáticos. Revistas e jornais científicos e de interesse geral. Livros religiosos. Romances. Bulas de remédio. Enfim, leia de tudo.
  • 66. CHAVE PARA O SUCESSO: CULTURA GERAL
  • 67. FORME UMA CULTURA GERAL: Assista a filmes, novelas, seriados. Ouça músicas: mpb, jazz, blues, forró, sertanejo, gospel etc. Veja programas de entrevista. Frequente cultos religiosos ou grupos alternativos. Converse com pessoas inteligentes.
  • 68. CHAVE PARA O SUCESSO: PRÁTICA
  • 69. TENHA UMA PRÁTICA DE TEXTO: Escreva sempre. Veja os temas que estão ‘na moda’, pesquise sobre eles e escreva uma redação, com a sua opinião sobre cada um. Revise o texto depois de feito ou dê para um colega ou professor ler. Se não gostar, escreva de novo.
  • 70. REFLEXÃO “Aprender a escrever é aprender a pensar.” (Saramago)