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As Teorias Absolutistas


Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam orações,
intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e
por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida
quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é
bom e agradável diante de Deus nosso Salvador
                        Primeira carta de Paulo a Timóteo Cap. II 1,2,3
O QUE FOI?
O absolutismo foi a centralização despótica do poder nas
mãos de um soberano.
Os meios usados por estes monarcas para conseguir e
justificar a centralização total do poder foram baseados em
preceitos religiosos.


CONTEXTO
- Transição entre o feudalismo e o capitalismo.
- Nova adequação do poder, conciliando parcialmente os interesses
da tradicional nobreza e da nascente burguesia.
ESSA IDEOLOGIA FOI IMPORTANTE PARA:

- NOBREZA: burocracia administrativa (cargos) e privilégios
(pensões e isenção de impostos).

- BURGUESIA: dinamização das atividades comerciais (unificação
de moedas, leis, sistemas de pesos e medidas, conquista de
mercados e eliminação de barreiras internas prejudiciais ao
comércio).

QUANDO
Aproximadamente entre os séculos XV e XVIII.

ONDE
França, Espanha, Inglaterra, Portugal
Teóricos Absolutistas
JEAN BODIN
                      (1530-1596) - A República.
     Defende a idéia de “soberania não partilhada” , ou seja, a soberania
real não poderia sofrer restrições pois emana das leis de Deus.
     Não aceita a possibilidade de uma forma de governo pautada na
ausência de soberania utilizando uma argumentação de traço fortemente
religioso para defender o regime monárquico.
     Segundo o próprio autor, “todas as leis da natureza nos guiam para a
monarquia; seja observando esse pequeno mundo que é nosso corpo,
seja observando esse grande mundo, que tem um soberano Deus.
JACQUES BOSSUET
            (1627-1704) - A política segundo a Sagrada Escritura

        Desenvolve a doutrina do direito divino segundo a qual, qualquer
governo formado legalmente expressa a vontade de Deus e é sagrado e
qualquer rebelião contra ele é criminosa.
        Sua teoria influenciou os reis franceses da dinastia Bourbon, Luís XIV,
XV e XVI.
        (...) “aquele que deu reis aos homens quis que eles fossem
respeitados como Seus representantes”, afirmava Luís XVI.
HUGO GROTIUS
           (1583-1645) - Do direito de Paz e de Guerra

    Defende o governo despótico e o poder ilimitado do Estado, sem os
quais se estabeleceria o caos e a turbulência.
    Todos os indivíduos, sem exceção, devem obedecer ao Estado
cegamente.
NICOLAU MAQUIAVEL
                 (1469-1527) - O Príncipe




Separação entre Ética e política.
       Para Maquiavel, a “razão de Estado” deve estar acima de
tudo.
       A frase “os fins justificam os meios” geralmente atribuída a
Maquiavel não foi dita por ele, mas resume muito bem seu
pensamento.
THOMAS HOBBES
               (1588-1679) – Leviatã
        Poder do Estado acima de tudo.
        A sociedade necessita de uma autoridade à qual todos os
membros devem render o suficiente da sua liberdade natural, por
forma a que a autoridade possa assegurar a paz interna e a
defesa comum.
        O Estado serve para livrar a humanidade do caos e da
anarquia já que “o homem é o lobo do homem”.
ATIVIDADE
Na primeira metade do século XVII, quando este
quadro foi pintado, desenvolvia-se o capitalismo
comercial. Uma soma crescente de riqueza se
acumulava na Europa, beneficiando os reis, a
burguesia, o clero e a nobreza. Começavam a se
firmar as monarquias absolutistas. Para os
trabalhadores, porém, restava a pobreza e o
trabalho penoso. Na arte, firmava-se o estilo
barroco. Alguns pintores começavam a retratar, com
realismo, a vida do povo simples.

Para pensar:
A centralização política beneficiou todos os
setores da sociedade europeia? Para ajudá-lo (a)
nessa questão leia os textos “A cidade e o
campo” e “A formação das monarquias
Nacionais” de modo que você possa estabelecer
uma relação entre os mesmos.

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  • 1. As Teorias Absolutistas Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador Primeira carta de Paulo a Timóteo Cap. II 1,2,3
  • 2. O QUE FOI? O absolutismo foi a centralização despótica do poder nas mãos de um soberano. Os meios usados por estes monarcas para conseguir e justificar a centralização total do poder foram baseados em preceitos religiosos. CONTEXTO - Transição entre o feudalismo e o capitalismo. - Nova adequação do poder, conciliando parcialmente os interesses da tradicional nobreza e da nascente burguesia.
  • 3. ESSA IDEOLOGIA FOI IMPORTANTE PARA: - NOBREZA: burocracia administrativa (cargos) e privilégios (pensões e isenção de impostos). - BURGUESIA: dinamização das atividades comerciais (unificação de moedas, leis, sistemas de pesos e medidas, conquista de mercados e eliminação de barreiras internas prejudiciais ao comércio). QUANDO Aproximadamente entre os séculos XV e XVIII. ONDE França, Espanha, Inglaterra, Portugal
  • 5. JEAN BODIN (1530-1596) - A República. Defende a idéia de “soberania não partilhada” , ou seja, a soberania real não poderia sofrer restrições pois emana das leis de Deus. Não aceita a possibilidade de uma forma de governo pautada na ausência de soberania utilizando uma argumentação de traço fortemente religioso para defender o regime monárquico. Segundo o próprio autor, “todas as leis da natureza nos guiam para a monarquia; seja observando esse pequeno mundo que é nosso corpo, seja observando esse grande mundo, que tem um soberano Deus.
  • 6. JACQUES BOSSUET (1627-1704) - A política segundo a Sagrada Escritura Desenvolve a doutrina do direito divino segundo a qual, qualquer governo formado legalmente expressa a vontade de Deus e é sagrado e qualquer rebelião contra ele é criminosa. Sua teoria influenciou os reis franceses da dinastia Bourbon, Luís XIV, XV e XVI. (...) “aquele que deu reis aos homens quis que eles fossem respeitados como Seus representantes”, afirmava Luís XVI.
  • 7. HUGO GROTIUS (1583-1645) - Do direito de Paz e de Guerra Defende o governo despótico e o poder ilimitado do Estado, sem os quais se estabeleceria o caos e a turbulência. Todos os indivíduos, sem exceção, devem obedecer ao Estado cegamente.
  • 8. NICOLAU MAQUIAVEL (1469-1527) - O Príncipe Separação entre Ética e política. Para Maquiavel, a “razão de Estado” deve estar acima de tudo. A frase “os fins justificam os meios” geralmente atribuída a Maquiavel não foi dita por ele, mas resume muito bem seu pensamento.
  • 9. THOMAS HOBBES (1588-1679) – Leviatã Poder do Estado acima de tudo. A sociedade necessita de uma autoridade à qual todos os membros devem render o suficiente da sua liberdade natural, por forma a que a autoridade possa assegurar a paz interna e a defesa comum. O Estado serve para livrar a humanidade do caos e da anarquia já que “o homem é o lobo do homem”.
  • 10. ATIVIDADE Na primeira metade do século XVII, quando este quadro foi pintado, desenvolvia-se o capitalismo comercial. Uma soma crescente de riqueza se acumulava na Europa, beneficiando os reis, a burguesia, o clero e a nobreza. Começavam a se firmar as monarquias absolutistas. Para os trabalhadores, porém, restava a pobreza e o trabalho penoso. Na arte, firmava-se o estilo barroco. Alguns pintores começavam a retratar, com realismo, a vida do povo simples. Para pensar: A centralização política beneficiou todos os setores da sociedade europeia? Para ajudá-lo (a) nessa questão leia os textos “A cidade e o campo” e “A formação das monarquias Nacionais” de modo que você possa estabelecer uma relação entre os mesmos. Elabore um texto sobre o assunto.