CURSO DE CAPACITAÇÃO DE AUXILIARES
DE BIBLIOECA PARA OS POLOS DE
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA UFG
Suely Gomes (org.)
Goiânia 2009
O curso está voltado para capacitação de auxiliares de bibliotecas que atuam nos pólos de apoio presen-
cial para educação a distância dos municípios parceiros do CIAR/UFG/UAB.
Reitoria da Universidade Federal de Goiás
Pró-Reitoria de Graduação
Centro Integrado de Aprendizagem em Rede
Coordenador de Produção
Cleomar Rocha
Projeto Gráfico
Elízeo Hamu
Editoração Eletrônica
Elízeo Hamu
Ilustração
Lucas França Borges
Yannick Aimé Ferreira Taillebois
Capa
Yannick Aimé Ferreira Taillebois
Revisão Linguística
Raquel Queiroz de Almeida
Suely Henrique de Aquino Gomes
Revisão Pedagógica
Daniela da Costa Britto Pereira Lima
Revisão de Conteúdo
Suely Henrique de Aquino Gomes
C858 Curso de capacitação de auxiliares de bibliotecas para os polos de educação a
distância da UFG / Suely Henrique de Aquino Gomes (org.). -- Goiânia :
Centro Integrado de Apredizagem em Rede, Universidade Federal de Goiás,
2009.
148 p. : il.
ISBN: 978-85-87191-12-0
Autores: Arnaldo Alves Ferreira Júnior, Cláudia Regina Ribeiro Rocha,
Patricia Martins Pereira, Sheila Cristina Frazão, Tatiane Ferreira, Thalita Franco
dos Santos.
1. Curso de auxiliar de biblioteca - EAD. 2. Biblioteca - Processamento
tecnico - planejamento - atendimento ao usúario - fontes de informação.
3. Biblioteca universitária. I. Gomes, Suely H. Aquino.
CDU 025
CDD 20ed 025
3EAD - CIAR/UFG/UAB
SUMÁRIO
Módulo 1 - A Biblioteca Universitária: Estrutura, Função e Dinâmica
Tema 1 - Biblioteconomia ................................................................................................................................................. 10
Tema 2 - Bibliotecas ............................................................................................................................................................ 17
Tema 3 - Bibliotecas Universitárias .............................................................................................................................. 19
Tema 4 - Formação e desenvolvimento de acervo ............................................................................................... 22
Tema 5 - Automação de bibliotecas ............................................................................................................................. 26
Tema 6 - Direito Autoral .................................................................................................................................................... 30
Módulo 2 - Processamento técnico
Temática 1 - Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento 37
Temática 2 - Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio 48
Temática 3 - Preparo Mecânico de Materiais ........................................................................................................... 62
Módulo 3 - Fontes de Informação
Tema 1 - Introdução às Fontes de Informação ........................................................................................................ 72
Tema 2 - Introdução às Fontes de Informação ........................................................................................................ 75
Tema 3 - Fontes de Informações Gerais ...................................................................................................................... 80
Tema 4 - A Avaliação de Fontes de Informação ...................................................................................................... 88
Módulo 4 - Atendimento ao usuário
Tema 1 - Atendimento ao usuário ................................................................................................................................. 94
Tema 2 - Regulamento da biblioteca ........................................................................................................................... 99
Tema 3 - Serviço de empréstimo ................................................................................................................................... 101
Tema 4 - Serviço de referência ........................................................................................................................................ 104
Tema 5 - Biblioteca em uso .............................................................................................................................................. 106
Módulo 5 - Planejamento e Organização de Biblioteca
Tema 1 - Administração de Bibliotecas ...................................................................................................................... 112
Tema 2 - Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração ............................................................................. 115
Tema 3 - Diagnóstico da unidade informacional ................................................................................................... 120
Tema 4 - Relatórios estatísticos ...................................................................................................................................... 122
Tema 5 - Organização do espaço físico ....................................................................................................................... 127
Anexo
Anexo ........................................................................................................................................................................................ 136
4 Auxiliar de Biblioteca
Apresentação
Caro(a) aluno(a),
É com imensa satisfação que apresentamos a 1ª. edição do livro Curso de capacitação de Auxiliares de Bi-
blioteca para os polos de Educação a Distancia da UFG. Resultado do esforço e dedicação de uma equipe de
profissionais, professores e técnicos de diversas áreas que gentilmente compartilharam seus conhecimentos
para o aprimoramento do produto final, este livro tem como princípio básico fornecer aos alunos e demais
interessados no assunto uma síntese do funcionamento de uma biblioteca universitária: sua função social,
dinâmica, estruturas, serviços, produtos e processos.
O pleno funcionamento das bibliotecas dos polos é fundamental para a formação dos alunos que opta-
ram pela modalidade de ensino a distância. A ACRL - Association of College and Research Library, no seu Gui-
delines for Distance Learning Library Service, declara que“o acesso adequado aos recursos e serviços bibliote-
cários é essencial para que os objetivos do ensino superior sejam atingidos, independente da localização de
alunos, professores ou programas de ensino”.
A portaria 301, de 7 de abril de 1998, normatiza, em âmbito nacional, os procedimentos de credencia-
mento de instituições para oferta de cursos a distância. Esse instrumento estabelece como um dos requisi-
tos para a autorização de funcionamento destes cursos a estruturação de biblioteca, conforme especificado
no Artigo 3º., inciso IV:
IV – descrição da infra-estrutura, em função do projeto a ser desenvolvido: instala-
ções físicas, destacando salas para atendimento aos alunos; laboratórios; biblioteca
atualizada e informatizada, com acervo de periódicos e livros, bem como fitas de
áudio e vídeo.[grifo nosso]
 A inclusão, por parte do MEC, da biblioteca como critério para se avaliar as condições de oferta dos
cursos tradicionais, seja em nível de graduação, seja em nível da pós-graduação, é um indicativo da sua im-
portância no contexto da formação de profissionais qualificados e da produção de novos conhecimentos.
A exigência justifica-se pelo importante papel que as bibliotecas universitárias vêm cumprindo, ao longo
de sua existência, no apoio às atividades de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas em suas respectivas
instituições.
Para cumprir suas funções, a biblioteca deve ser concebida como um espaço privilegiado de interação e
encontro entre usuário e autor, entre o novo e o antigo, entre o científico e o cultural, entre o bibliotecário
e os demais funcionários da biblioteca. Assim, toda a estrutura de uma unidade de informação deve estar
orientada para uma perspectiva humana, e todos os produtos, serviços e procedimentos só fazem sentido
quando as pessoas (funcionários, usuários e autores) são tomadas como o parâmetro estruturador.
Uma das primeiras ações nessa direção é investir na qualificação da equipe que irá atuar na intermediação
entre o usuário e a informação. Contar com auxiliares de biblioteca capacitados para desenvolver o traba-
lho básico em uma biblioteca englobando processos relativos à organização informacional, processamento
técnico dos materiais informacionais, atendimento a usuários, acompanhamento das ações administrativas
e dos serviços prestados é fundamental.
Assim, este livro foi organizado como material pedagógico para o curso de Capacitação de Auxiliares de
Biblioteca e tem como público alvo o pessoal que atuará nas bibliotecas dos polos de apoio presencial para
educação a distância dos municípios parceiros da UFG/UAB.
O livro está estruturado em cinco módulos e teve como eixo norteador as atividades que são de respon-
sabilidade do auxiliar de biblioteca, de acordo com a classificação brasileira de ocupações, elaborada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego.
Omódulo1,intitulado“Abibliotecauniversitária:estrutura,funçãoedinâmica”, abordaasprincipaisquestões
relacionadas à Biblioteconomia, à biblioteca universitária e à função dos profissionais da informação que atuam
nas bibliotecas (bibliotecários e auxiliares de biblioteca). São apresentados noções de direitos autorais e ética
profissional, além de princípios de formação e desenvolvimento de acervo – uma das principais atividades de
qualquer biblioteca.
O módulo 2 volta-se para o processamento técnico: como organizar o acervo por área do conhecimento?
Como inserir e manter o catálogo on-line bibliográfico da biblioteca? Como preparar o acervo adquirido
para disponibilizá-lo nas estantes da biblioteca? Para capacitá-lo a responder tais questões, dividimos este
módulo em três unidades:
unidade 1: Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento;• 
unidade 2: Inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema Openbiblio;• 
unidade 3: Preparo mecânico de materiais. Esperamos, desta forma, possibilitar a compreensão neces-• 
sária dos procedimentos técnicos corriqueiros de uma biblioteca.
O objetivo do módulo 3 é desenvolver a reflexão crítica acerca das necessidades, da busca, acesso, avalia-
5EAD - CIAR/UFG/UAB
ção e uso de fontes de informação no atendimento às demandas dos usuários por levantamentos bibliográ-
ficos. São abordados temas relacionados à caracterização, classificação e tipologia de fontes de informação;
noções relacionadas à natureza dos suportes informacionais, mecanismos para recuperar a informação de-
sejada e por fim, os critérios utilizados para avaliação de fontes de informação. Ao final deste módulo, você
estará apto a orientar o usuário sobre as diversas estratégias para recuperação da informação utilizada pelas
diferentes fontes de informação.
Segundo o sistema de classificação brasileira de ocupações, compete ao auxiliar de biblioteca atender ao
usuário, o que implica:
Orientar o usuário sobre o funcionamento, regulamento e recursos da unidade de informação.• 
Emprestar material do acervo.• 
Cadastrar o usuário.• 
Controlar empréstimo, devolução, renovação e reserva de material.• 
Auxiliar na editoração de trabalhos acadêmicos.• 
Aplicar sanções ao usuário.• 
Reservar material bibliográfico.• 
Monitorar visitas à biblioteca.• 
Localizar material no acervo.• 
Atualizar o cadastro de usuários.• 
Confeccionar o cartão de identificação do usuário.• 
Participar do estudo das demandas existentes e potenciais.• 
O módulo 4 foi elaborado especificamente com o objetivo de contribuir para a ampliação e consolidação
de seus conhecimentos que resultem em um excelente atendimento aos usuários de sua biblioteca.
Finalmente, o módulo 5 - Planejamento e Organização - apresenta conceitos, princípios e critérios para que
você esteja apto a participar do planejamento e organização do espaço físico da biblioteca de seu polo.
Por fim, desejamos que este material contribua para que você faça a diferença na unidade em que você
irá atuar.
Torcemos pelo seu sucesso!
Profa. Suely Henrique de Aquino Gomes
Coordenadora do Curso de Biblioteconomia
FACOMB/UFG
7EAD - CIAR/UFG/UAB
Módulo 1
A Biblioteca Universitária: Estrutura, Função
e Dinâmica
Carga horária: 10 horas
Cláudia Regina Ribeiro Rocha
Graduada em Biblioteconomia e Letras; pós-graduada em Administração do Ensi-
no Superior; Gestão Estratégica em Marketing e Mestranda em Desenvolvimento
Regional.
Atualmente, coordena as Bibliotecas das Faculdades ALFA e atua como Bibliotecá-
ria no Sistema de Bibliotecas da UFG. Tem experiência em gestão de serviços em
bibliotecas universitárias; autora de livros na área de Normalização e Metodologia
Científica.
E-mail: claudiaregina.ribeiro@bol.com.br
Telefone: (62) 3521-1152
Suely Henrique de Aquino Gomes
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; Mestre em Automação
de bibliotecas pela University College London; Doutora em Ciência da Informação
pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University
- Inglaterra. Professora do curso de Biblioteconomia e do Mestrado em Comunica-
ção, Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG.
Atualmente, ocupa o cargo de coordenação do Curso de Biblioteconomia.
E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com
Telefone: (62) 3521-1348
Currículo resumido das autoras
8 Auxiliar de Biblioteca
Apresentação do Módulo 1
Resumo do conteúdo do módulo
Bem-vindos(as) ao estudo do Módulo 1: Biblioteca Universitária: estrutura, função e
dinâmica.
Você fez uma ótima opção ao participar deste Curso de Capacitação de Auxiliares de
Bibliotecas para os Polos de Educação a Distância da UFG, que tem início com esta
Unidade.
Desejamos que aproveite bem esta oportunidade com participação efetiva nas dis-
cussões e reflexões propostas!
O módulo 1 do Curso de Capacitação de auxiliares de bibliotecas para os polos de Educação a Distância
da UFG aborda as principais questões relacionadas à Biblioteconomia e à Biblioteca universitária, com ên-
fase na estrutura, função, principais serviços, dinâmica e práticas diárias que envolvem o fazer e as decisões
profissionais.
Neste estudo, faremos também uma discussão sobre a função e papel dos profissionais da informação
que atuam nas bibliotecas, pois entendemos que é importante que você, ao atuar nas bibliotecas dos po-
los, seja também capaz de compreender os diferentes
papéis desempenhados pelos auxiliares de biblioteca e
o bibliotecário, sendo este último o gestor dos processos
relacionados aos procedimentos técnico-administrativos
na Biblioteca.
Durante o estudo deste módulo, recomendamos que
entre em contato conosco através de e-mail, dentro do
ambiente virtual de aprendizagem através da ferramenta
mensagem. Teremos o maior prazer em atendê-lo.
Vamos lá?!
9EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema Conteúdo
1 Biblioteconomia:
2 Bibliotecas:
3 Biblioteca Universitária:
4 Formação e desenvolvimento de acervo
5 Automação de bibliotecas
6 Direito Autoral
Roteiro do Módulo 1
10 Auxiliar de Biblioteca
Tema 1- Biblioteconomia
Biblioteconomia: Conceito, Origem e Função Social
A biblioteconomia é considerada uma das profissões mais antigas da humanidade, mes-
mo assim, não é muito conhecida pela maioria das pessoas. Ela surge da necessidade de re-
produzir, organizar, preservar e dar amplo acesso à produção intelectual e cultural da socie-
dade. Sua origem está atrelada ao desenvolvimento da escrita, do livro, do ensino superior
(universidades) e da imprensa em uma sequência de avanços tecnológicos e culturais.
Acredita-se que sua gênese remonta às atividades dos monges que se dedicavam à cópia dos manus-
critos, conforme determinava a regra de S. Pacómio. Esta atividade era considerada um exercício espiritual;
uma forma de os monges da Idade Média aprimorarem as virtudes e merecerem as graças divinas.
“DuranteaIdadeMédiaolivroerapraticamen-
te uma exclusividade da Igreja, todas as grandes
abadias possuíam um scriptorium, onde eram
confeccionados os manuscritos, desde a pre-
paração do pergaminho até às ilustrações, que
tinham fundamental importância, tanto como
elemento decorativo como para representar gra-
ficamente os textos” (CECCHINI, 2008).
Biblioquê?
Mas afinal, o que quer dizer Biblioteconomia?
Scriptorium: significa “lugar para escre-
ver”. Termo usado para designar a sala dos
monastérios medievais europeus reser-
vada para a copia dos manuscritos pelos
escribas.
Manuscrito: documento em pergaminho
ou papel; livro escrito á mão.
Pergaminho: o documento escrito em pe-
les de cabra, cordeiro, carneiro ou ovelha.
O termo biblioteconomia é composto dos elementos gregos biblíon (livro) + théke
(caixa) + nomos (regra), que resulta no termo grego bibliothékenomos, ou “regras para
depósito de livros”. Assim, a partir da formação etimológica do termo, a biblioteconomia
foi, até recentemente, entendida como conjunto de regras voltado para a organização de
livros em espaços físicos específicos denominados bibliotecas.
Hoje, o termo não contempla mais de forma fidedigna as atividades e o espaço de
trabalho do profissional, uma vez que a proliferação de suportes para o registro do conhe-
cimento extrapola a noção de livros organizados em espaços fechados. Atualmente esses
espaços recebem diversas denominações: centro de documentação, arquivos, centros de
informação, bibliotecas, bibliotecas virtuais, bibliotecas eletrônica ou digital, etc. Essas de-
nominações estão reunidas sob o termo genérico“unidades de informação”.
Os avanços tecnológicos, científicos e sociais resultaram na produção de uma grande massa documen-
tal, registrada nos mais variados suportes (livros, cds, vhs, dvds, etc) e em redes de informações complexas,
cujo acesso torna-se difícil sem o auxílio de um profissional que faça o meio de campo entre a informação e
aquele que dela precisa – o usuário.
11EAD - CIAR/UFG/UAB
Desta forma, é possível definir a biblioteconomia como o campo do saber que se ocupa do desenvolvi-
mento e aplicação de um conjunto de conhecimentos teóricos e técnicos para gerenciar os processos de
armazenar, recuperar e disseminar informações em qualquer tipo de veículo ou formato de maneira ágil,
eficaz e dinâmica, independentemente das denominações dos lugares constituídos para tal fim (bibliotecas,
centros de documentação, instituições públicas ou privadas).
A biblioteconomia é regida por alguns princípios conhecidos na área como Lei de Ranghanathan. Estas
leis são expressas da seguinte forma:
Os livros são para serem usados;• 
Todo leitor tem seu livro;• 
Todo livro tem seu leitor;• 
Poupe o tempo do leitor;• 
Uma biblioteca é um organismo em crescimento.• 
Um pouquinho de história
A escrita mais antiga é a ideográfica (representação gráfica de idéias), inscrita em pedras (6000 AC),• 
ossos (1500 AC), placas de madeira encerada, barro (3000 AC), folhas de palmeira, linho e papiro (3500
AC).
No séc. VI desenvolveram-se várias caligrafias ou estilos de letras nacionais.• 
No século IV DC, o pergaminho tornou-se o suporte principal da escrita na Europa.• 
Meados do séc. XVI, o papel substitui o pergaminho quase inteiramente, após a imprensa ter utilizado• 
ambos como suporte da escrita.
No séc. XIII, a indústria e comércio regular do livro começa a estruturar-se.• 
A imprensa (Gutenberg) foi um avanço técnico que possibilitou a multiplicação, difusão e populariza-• 
ção dos impressos e livros.
A invenção de máquinas de escrever no séc. XIX facilitou o trabalho de composição.• 
Fonte: (ORIGEM ..., 2008)
Os profissionais da informação: bibliotecários, auxiliares de bibliotecas
Em uma organização, ninguém trabalha sozinho. Na biblioteca não é diferente. Para cumprir a missão
pela qual foi constituída, ela conta com uma equipe de profissionais para desenvolver suas atividades, estru-
turar seus produtos, prestar seus serviços e manter o ambiente em condições adequadas para uso.
Entre todos aqueles que trabalham na biblioteca, dois profissionais são devidamente capacitados para
lidarem com o mundo informacional: o bibliotecário e o Auxiliar de Bibliotecas.
Os profissionais da informação: bibliotecários, auxiliares de bibliotecas
Você sabia que o primeiro curso de biblioteconomia foi criado em 1873, pela Escola de Chartes, na Fran-
ça?
O primeiro curso de Biblioteconomia do Brasil foi criado em 1911, pela Biblioteca Nacional, e teve início
em 1915.
Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972) foi um pensador indiano, professor de Matemática e é con-
siderado o pai da Biblioteconomia? (NORUZI, 2005)
12 Auxiliar de Biblioteca
O Bibliotecário: quem é? O que faz?
A designação Bibliotecário é privativa dos Bacharéis em Biblioteconomia, a partir da promulgação da Lei
nº 4084, de 30/06/1962, que dispõe sobre a profissão e regula seu exercício. Segundo esta lei, o bibliotecá-
rio é um profissional liberal e está incluído no grupo 19 do plano da Confederação Nacional das Profissões
Liberais. O Ministério do Trabalho e do Emprego classifica o bibliotecário na família dos Profissionais da
Informação (código 2612) juntamente com os documentalistas e analistas de informação.
Como se pode verificar na tabela“Profissionais da Informação”a seguir, diversas nomenclaturas são utili-
zadas para designar o bibliotecário, sem, no entanto, se chegar a um consenso. Mas se não existe um acordo
sobre a nomenclatura profissional, há consenso sobre as transformações que a profissão sofre e vem sofren-
do. Ao longo da história, o bibliotecário passou de guardião de documentos (livros) para mediador entre a
informação e aqueles que dela necessitam.
2612 :: Profissionais da informação
2612-05
Bibliotecário - Bibliógrafo, Biblioteconomista, Cientista de informação, Consultor de informação,
Especialista de informação, Gerente de informação, Gestor de informação.
2612-10
Documentalista - Analista de documentação, Especialista de documentação, Gerente de
documentação,Supervisordecontroledeprocessosdocumentais,Supervisordecontroledocumenta,
Técnico de documentação, Técnico em suporte de documentação.
2612-15
Analista de informações (pesquisador de informações de rede) - Pesquisador de informações de
rede.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego http://www.mtecbo.gov.br/
Diversos estudiosos têm apontado para um novo perfil do profissional, qual seja o de cientistas da infor-
mação e de gestor da informação.
Na posição de cientistas da informação, o bibliotecário volta-se para produção de conhecimentos e de-
senvolvimento de tecnologias que auxiliem o gerenciamento dos fluxos da informação na sociedade. Como
gestor, o bibliotecário planeja, organiza, avalia, estrutura e motiva equipes para viabilizar a coleta, armaze-
namento, tratamento, democratização do acesso e agregação de valor à informação. Ambos têm dado con-
tribuições importantes para o desenvolvimento social, científico, tecnológico e econômico da sociedade.
Segundo a classificação de ocupações brasileiras do Ministério do Trabalho, compete ao bibliotecário:
Localizar, recuperar, disponibilizar a informação, independente do suporte em que ela esteja registra-• 
da;
Gerenciar unidades, redes e sistemas de informação;• 
Tratar tecnicamente a informação;• 
Desenvolver serviços, produtos e programas informacionais;• 
Disseminar a informação;• 
Desenvolver estudos e pesquisas bibliográficas;• 
Prestar serviços de consultoria e assessoria em informação;• 
Realizar difusão cultural;• 
Desenvolver ações educativas;• 
Desenvolver competências pessoais (liderança, capacidade de síntese, educação continuada etc).• 
Em termos da Lei No
4.084, de 30 de junho de 1962, que regulamenta o exercício profissional,
Art. 6o
– São atribuições dos Bacharéis em Biblioteconomia, a organização, direção e
execução dos serviços técnicos de repartições públicas federais, estaduais, municipais e
autárquicas e empresas particulares concernentes às matérias e atividades seguintes:
O ensino de Biblioteconomia;a)
A fiscalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia reconhecidos, equiparadosb)
ou em via de equiparação;
13EAD - CIAR/UFG/UAB
Administração e direção de bibliotecas;c)
A organização e direção dos serviços de documentação;d)
A execução dos serviços de classificação e catalogação de manuscritos e de livros raros e precio-e)
sos, de mapotecas, de publicações oficiais e seriadas, de bibliografia e referência.
Que tal acessar o site http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2612-05?
Lá você terá mais informações sobre as competências do profissional da informação.
Para saber sobre as instituições que oferecem graduação em Biblioteconomia, acesse o site http://www.
cfb.org.br/html/links/links_instituicoes.asp
O Auxiliar de Biblioteca: quem é? O que faz?
Na classificação de ocupações brasileiras, do Ministério do Trabalho e Emprego, o Auxiliar de Biblioteca
recebe o código 3711-05, podendo também ser denominado, Auxiliar de bibliotecário, Auxiliar de serviços
bibliotecários ou Assistente de Biblioteca. Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego,
“os Auxiliares de Biblioteca são técnicos de nível médio que estão no início de car-
reira, cujo exercício não requer experiência profissional anterior. Os profissionais
sem formação técnica profissionalizante devem ser classificados como 4151 - Au-
xiliares de serviços de documentação, informação e pesquisa. Pode-se demandar
aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocu-
pacional, exceto os casos previstos na Lei 10.097/2000.”
O Auxiliar de Biblioteca passa a maior parte do tempo em contato direto com os usuários. Por isso, ele
pode ajudar o bibliotecário a identificar as demandas de serviços, diagnosticar dificuldades de acesso às
informações e ao acervo, observar o uso ou não de espaços da biblioteca e dos recursos de informação.
Seguindo orientações do Ministério do Trabalho e Emprego, compete ao Auxiliar de Bibliotecas
(http://www.mtecbo.gov.br):
1 - PARTICIPAR DO PROCESSO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Orientar o usuário sobre as diversas linguagens para recuperação da informação;• 
Elaborar folhetos, cartazes,•  clipping e alertas bibliográficas;
Organizar mural e painel para exposição das novas aquisições;• 
Orientar o usuário na preservação do acervo;• 
Participar de redes de discussão em diferentes meios;• 
Participar na elaboração de publicações e manuais de procedimentos;• 
Divulgar materiais promocionais e eventos culturais;• 
Auxiliar nas atividades de ensino a distância;• 
Auxiliar na organização de teleconferências.• 
2 - REALIZAR A MANUTENÇÃO DO ACERVO
Manter o acervo em ordem de acordo com sistema de classificação adotado;• 
Realizar higienização e reparação de documentos;• 
Participar do remanejamento e inventário do acervo;• 
Guardar e substituir documentos;• 
Selecionar e preparar documentos para a encadernação;• 
Controlar acervo de duplicatas de documentos;• 
Auxiliar no descarte de documentos• 
Controlar permutas de documentos;• 
Conferir documentos encadernados.• 
14 Auxiliar de Biblioteca
3 - ATENDER O USUÁRIO NAS FORMAS PRESENCIAL E A DISTÂNCIA
Orientar o usuário sobre o funcionamento, regulamento e recursos da unidade de informação;• 
Emprestar material do acervo;• 
Cadastrar o usuário;• 
Pesquisar por solicitação do usuário;• 
Realizar serviços de comutação;• 
Realizar empréstimos entre bibliotecas;• 
Cobrar devolução de empréstimos;• 
Controlar empréstimo, devolução, renovação e reserva de material;• 
Auxiliar na editoração de trabalhos acadêmicos;• 
Auxiliar o usuário em pesquisa bibliográfica;• 
Aplicar sanções ao usuário;• 
Fazer levantamentos bibliográficos;• 
Reservar material bibliográfico;• 
Orientar nas normas de apresentação de trabalhos acadêmicos;• 
Digitalizar materiais;• 
Monitorar visitas à biblioteca;• 
Auxiliar na capacitação do usuário para o uso e apropriação da informação;• 
Pesquisar bases de dados;• 
Localizar material no acervo;• 
Atualizar o cadastro de usuários;• 
Controlar agenda de eventos e cursos;• 
Confeccionar o cartão de identificação do usuário;• 
Participar do estudo das demandas existentes e potenciais.• 
4 - TRATAR INFORMAÇÃO E DOCUMENTOS
Auxiliar na seleção e aquisição de documentos para incorporação ao acervo;• 
Tombar documentos para incorporação ao acervo;• 
Participar do processo de consistência da base de dados;• 
Participar da organização da hemeroteca;• 
Magnetizar e etiquetar documentos do acervo;• 
Auxiliar na catalogação, classificação e indexação de documentos;• 
Alimentar bases de dados;• 
Arquivar a produção acadêmica;• 
Cadastrar a produção científica do corpo docente;• 
Carimbar e cadastrar documentos;• 
Desdobrar e arquivar fichas catalográficas;• 
Conferir a existência de defeitos nos documentos adquiridos;• 
Prestar informações para desenvolvimento de programas de computador para sistemas de informação;• 
Realizar permutas de material bibliográfico;• 
Controlar aquisição e doação de documentos;• 
Auxiliar na elaboração de resumos.• 
5 - REALIZAR ATIVIDADES TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS
Participar na gestão administrativa da unidade de informação e documentação;• 
Participar de reuniões de planejamento e avaliação;• 
Colaborar na elaboração do regimento interno da biblioteca e elaboração de projetos;• 
Manter cadastro de endereços institucionais;• 
Organizar e controlar arquivos administrativos;• 
Auxiliar na aquisição de material de consumo, mobiliário e equipamentos;• 
Coletar dados, preencher planilhas estatísticas e elaborar relatórios estatísticos;• 
Auxiliar na operação de sistemas de contratos eletrônicos;• 
Executar serviços de digitação e datilografia;• 
Realizar a venda de publicações e materiais correlatos;• 
Controlar os estoques de material de consumo;• 
Auxiliar no inventário de bens patrimoniais não bibliográficos.• 
15EAD - CIAR/UFG/UAB
6 - ORGANIZAR ATIVIDADES CULTURAIS E DE EXTENSÃO
Viabilizar a organização das atividades culturais;• 
Fazer contatos com lideranças, instituições da comunidade profissionais para atividades de incentivo• 
à leitura;
Auxiliar na busca de parcerias;• 
Participar na realização de saraus culturais;• 
Elaborar programas culturais em conjunto com a comunidade;• 
Auxiliar na realização de feiras de livros, organização de exposições;• 
Realizar campanhas de doação;• 
Apoiar ações da associação de amigos da biblioteca;• 
Realizar atividades de leitura, escrita e oralidade;• 
Auxiliar na realização da biblioteca itinerante;• 
Realizar atividades de leitura em hospitais, presídios e outras instituições;• 
Participar da organização de concursos literários.• 
7 - PARTICIPAR DA ORGANIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DO AMBIENTE
Controlar as condições de higiene e limpeza do ambiente;• 
Organizar a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;• 
Manter a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;• 
Controlar o fluxo do usuário;• 
Elaborar a sinalização do ambiente;• 
Auxiliar no controle do uso e manutenção dos equipamentos;• 
Avaliar o uso e adequação do ambiente.• 
Participar na elaboração e análise de critérios estatísticos;• 
Reproduzir documentos.• 
No ambiente da biblioteca, nem sempre as atividades de auxiliares de bibliotecas e bibliotecários estão
muito claras. Em um dos poucos estudos realizados a respeito do assunto, Ferreira aponta que bibliotecários
em posição de gestores
têm tomado para si tarefas que deveriam ser realizadas pelos auxiliares, a exemplo
do registro de materiais bibliográficos e não-bibliográficos, das baixas sofridas no
acervo, da conferência dos materiais adquiridos e do arquivamento das faturas de
compra de publicações. Nesse sentido, é compreensível que os bibliotecários exi-
jam qualidade na realização das tarefas, haja vista que as informações processadas
no trabalho informacional nas bibliotecas universitárias são direcionadas para as
atividades de ensino, de pesquisa e de extensão. Porém, isso não significa dizer que
os (as) bibliotecários (as) devam tomá-las para si, pois, aos gestores, cabe o papel
de orientar os auxiliares na realização do trabalho informacional e acompanhar seu
desempenho, o que corresponde, efetivamente, às funções administrativas de co-
mando e de controle. (FERREIRA, 2006, p.111)
Independente das atribuições legais, dentro deste cenário, quais as habilidades e atitudes que se deseja
de um Auxiliar de Bibliotecas? Consideramos ser importantíssimo que ele/ela mantenha boa comunicação
com a equipe da biblioteca e com os usuários; conheça a biblioteca em que trabalha para poder oferecer
uma boa orientação ao usuário; seja curioso e procure lidar com diversas mídias - livros, revistas, jornais,
CDS, DVDS, computadores. O Auxiliar de Biblioteca deve exercitar constantemente a criatividade e o inte-
resse em aprender sempre.
Ética profissional
De uma maneira geral, quando falamos em ética profissional, nos referimos a um conjunto de princípios
e valores importante não só para a convivência humana, mas também para o ambiente de trabalho. A ética
profissional reflete a nossa imagem, os valores e a imagem da instituição através das pessoas. Estes valores
orientam as atividades e as relações de trabalho e constituem-se em princípios fundamentais para a ativi-
dade profissional.
16 Auxiliar de Biblioteca
Embora não haja um conjunto de regras constituído em relação à ética profis-
sional específica para os auxiliares de biblioteca, entendemos que devem ser se-
guidas as mesmas regras aplicadas aos profissionais que lidam com a informação,
uma vez que estes profissionais também se incluem na classe de trabalhadores da
informação.
A Resolução Nº. 42 de 11 de Janeiro de 2002, do Conselho Federal de Bibliote-
conomia, dispõe sobre Código de Ética da Biblioteconomia e está disponível no site
http://www.cfb.org.br/.
No entanto, o compromisso ético do profissional da informação não se restringe à observância de regras
de cunho meramente profissional. No contexto de uma sociedade pós-industrial em que a informação as-
sume importância cada vez maior no desenvolvimento econômico e social, o compromisso com a ética da
informação torna-se fundamental.
A ética da informação trata dos dilemas e conflitos morais que surgem da interação entre o homem e
o ciclo da informação (produção, organização, disseminação e uso). Aborda problemas morais como, por
exemplo, a liberdade de intelectual versus acessibilidade, privacidade e confidencialidade da Informação.
A liberdade intelectual diz respeito ao direto de todo usuário da biblioteca de ler, ver e ouvir o que se
quer ler, ver e ouvir sem a censura de funcionários ou repressão institucional. (BUSHA, 1972). Mas, todos
podem ter acesso a tudo? Uma criança pode ter acesso a material pornográfico? E material de cunho pedó-
filo? É claro que existem limites, portanto, a liberdade intelectual deve ser contextualizada e ponderada em
relação a outros valores sociais.
A privacidade é entendida como controle sobre as informações pessoais ou o direito de não ter suas
informações pessoais documentadas e divulgadas. Este direito é ameaçado pela intensificação dos fluxos
de informação nas redes de computadores (Internet) e as novas tecnologias de comunicação. Na Europa, a
privacidade é entendida como direito fundamental que deve ser garantido pelo Estado; é condição impor-
tante para outros direitos humanos como a dignidade, a autonomia e a liberdade. Nos EUA, a privacidade é
um direito individual do consumidor que pode ser trocada por um benefício como, por exemplo, a utilização
gratuita da Internet (PRIVACIDADE..., 2008).
A confidencialidade refere-se à necessidade de estabelecer mecanismos que impeçam o acesso a infor-
mações por pessoas não autorizadas. Envolve mecanismos de segurança de informação.
Você sabia que ética e moral são
quase sinônimas? Veja o glossário.
Ética - do grego ethos, significa “princípio
de conduta moral de pessoas, grupos,
religião, etc”.
Moral - do latim morales, “trata dos
costumes, deveres e modos de proceder
dos homens para com outros homens”.
Por isso que a ética e a moral são termos
indissociáveis.
Fonte: Minidicionário Sacconi da Língua
Portuguesa (1999).
17EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 2 - Biblioteca: conceitos, funções e tipologias
Se a palavra biblioteca vem do grego bi-
blion (livro) + théke (caixa), então ela signifi-
ca“depósito de livro”?
Isso mesmo. A biblioteca, tomando-se a origem grega do termo, é etimologicamen-
te definida como um espaço físico em que se guardam livros. E aqui cabem as mesmas
observações já feitas anteriormente. Os meios para registrar o conhecimento sofreram
avanços significativos ao longo da nossa história: pedra, argila, pergaminho, papel, etc.
Hoje em dia a informação é registrada em diversos outros tipos de suportes tais como
CDs, fitas, VHS, filmes, DVD, grandes bancos de dados eletrônicos, entre outros. Portanto,
atualmente, a biblioteca não é constituída somente de livros impressos em papel e não
está confinada a um espaço físico predeterminado. Os avanços tecnológicos permitem
estruturar bibliotecas digitais.
São grandes os esforços empreendidos no âmbito da biblioteconomia para acompanhar esses avanços
tecnológicos. Prevê-se que, em um futuro não muito distante, os acervos das bibliotecas sejam, preponde-
rantemente, armazenadas em formato digital ou eletrônico à medida que cresce o volume de informações
disponibilizado nas novas mídias. Apesar de não acreditarmos no desaparecimento dos livros, a tendência é
que estes convivam harmonicamente com outros suportes e formas de registros do conhecimento.
A biblioteca, no entanto, não sofre somente influências dos avanços tecnológicos. Como instituição so-
cialmente constituída, sua concepção acompanha as transformações políticas, sociais e culturais do mundo
contemporâneo. Ao longo da história, o seu perfil passa de“depósito de livros”para instituições promotoras
do amplo acesso à informação.
Fica evidente que é preciso pensar a biblioteca de uma maneira mais abrangente. Assim podemos dizer
que essa instituição é todo espaço (concreto, virtual ou híbrido) destinado a uma coleção de informações
registrada em qualquer suporte - papel ou digitalizadas, com o propósito de reunir, preservar e dar amplo
acesso à produção científica, artística, cultural e tecnológica de uma sociedade.
Biblioteca de Ninive é apontada pelos historiadores como a biblioteca mais antiga, Mantida pelo rei• 
Assurbanipal (século VII a.C.), chegou a possuir 25 mil placas de argila em seu acervo.
Biblioteca de Carlos Magno – rei dos Francos (768-814), foi a mais importante biblioteca pública na• 
antiguidade.
Biblioteca de Alexandria (Séc. II AC) chegou a ter 700.0000 volumes (pergaminhos) antes de ser• 
destruída por três incêndios
Biblioteca universitária surge no séc. XIII, juntamente com a criação das primeiras universidades.• 
Biblioteca Nacional e Pública do Rio de Janeiro foi a primeira biblioteca oficial do Brasil, criada por• 
Dom João VI, em 1807, quando a família real mudou-se para o Brasil fugindo de um confronto com
Napoleão.
A biblioteca pode estar associada à função de educar - neste caso, incluem-se as bibliotecas públicas,
escolares, universitárias; de preservar a memória de uma sociedade – como no caso da biblioteca nacional;
ou à função de recreação – que pode ser o caso das bibliotecas públicas, comunitárias, escolares e infantis.
Porém, a função de disseminar a informação para todo usuário que recorra a seus serviços é comum a todas
as elas, independente de sua natureza (CARVALHO, 2002).
“Assim é a biblioteca moderna: recreia, educa e instrui.Viva, dinâmica e amena, não
aparece já com a fisionomia dos outros tempos, severa, acética, pouco convidativa.
Tudo nela é, agora, um permanente convite à leitura.”
Discurso de Governador JK, na inauguração da Biblioteca Pública Estadual Luiz de
Bessa, em 1954. http://www.cultura.mg.gov.br
18 Auxiliar de Biblioteca
Para Refletir
“Os vários incêndios e destruições perpetrados por mãos ignóbeis ao longo da História não impediram,
porém, que as bibliotecas continuassem a ser uma das maiores expressões de persistência da Humanida-
de. Como seria mais fácil rastrear as nossas origens caso não tivesse sido consumido pelo fogo o magnífi-
co acervo de um dos maiores redutos do saber da Antigüidade, a Biblioteca de Alexandria. E são tantos os
outros casos. [...] O século XXI também já tece sua triste história: após a destruição e o saque ocorridos em
Bagdá, bibliotecários e editores iranianos informaram, na última Feira do Livro de Frankfurt, que enfren-
tam agora a monstruosa tarefa de reconstruir as bibliotecas do país, restaurar manuscritos inestimáveis e
tentar criar um mercado editorial moderno.”(SPITZ, 2003).
Tipos de bibliotecas
Obviamente que não!
As bibliotecas têm suas especificidades e dinâmicas definidas em função,
principalmente, do seu propósito, usuário ou da instituição que ela serve – fá-
bricas, empresas, escolas etc. A partir daí, estabelece-se a estrutura física, ad-
ministrativa, de serviços, produtos e acervos para atender às demandas desses
usuários ou instituições.
Assim, existem vários tipos de bibliotecas: bibliotecas públicas, bibliotecas
particulares, bibliotecas escolares, bibliotecas comunitárias, bibliotecas espe-
cializadas, bibliotecas infantis bibliotecas universitárias, bibliotecas digitais, só
para citar alguns.
As bibliotecas são todas iguais?
Que tal visitar o site
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bibliotecas?
Lá você encontrará as maiores informações sobre os diversos tipos de bibliotecas
Um exemplo de biblioteca digital, criada em 2004 e mantida pela Secretaria de Educação a Distância,
vinculada ao Ministério da Educação do Brasil, é o Domínio Público. O acervo é constituído por obras de
domínio público, ou seja, aquelas que não têm mais restrições impostas pelos direitos autorais ou que foram
devidamente cedidas pelos proprietários intelectuais da obra. Seu principal objetivo é promover o amplo
acesso às obras literárias, artísticas e científicas em textos, sons, imagens e vídeos (PORTAL...,2008).
As bibliotecas dos polos de apoio presencial para a educação a distância podem ser pensadas na mesma
perspectiva das bibliotecas universitárias uma vez que seu público é composto por alunos, professores e
funcionários envolvidos nas atividades de pesquisa e ensino de nível superior e seu acervo é pensado para
esta finalidade.
O propósito das bibliotecas do polo é ser o local onde estudantes, tutores, monitores, funcionários, entre
outras categorias de prováveis usuários terão acesso a um ambiente físico de estudo e a importantes fontes
de informação para o bom desempenho de suas atividades didático-pedagógicas. As condições de funcio-
namento dessas unidades nos polos são estratégicas para a viabilidade e qualidade dos cursos ofertados a
distância.
19EAD - CIAR/UFG/UAB
Para Refletir
“Não só de pão vive o homem. Eu, se tivesse fome e me encontrasse desamparado na rua, não pediria
pão;antes,pediriameiopãoeumlivro.Eeuatacoviolentamenteaosquesomentefalamdereivindicações
econômicas sem referir jamais às reivindicações culturais que é o que os pobres pedem a gritos. Está
certo que todos os homens comam, mas que todos os homens saibam. Que gozem todos os frutos do
espírito humano porque o contrário é convertê-los em máquinas a serviço do Estado, é convertê-los em
escravos de uma terrível organização social”– Federico Garcia Lorca, fragmento de um discurso proferido
à inauguração da Biblioteca de Fuentevaqueros (apud CALVO, 2005)
Tema 3 - Biblioteca Universitária
A biblioteca universitária tem um papel a ser desempenhado na for-
mação do aluno e no desenrolar das atividades dos demais atores en-
volvidos no processo de formação em nível superior (ensino, pesquisa
e extensão). Sua missão não se limita a organizar e dispor em estantes
enfileiradas as obras e documentos de que seu usuário precisa. Vai além.
Ela tem ao mesmo tempo função cultural, social e educativa.
Na sua função educativa, a biblioteca é mais que a extensão da sala
de aula. Pode ser pensada como um espaço de auto-aprendizagem e de
educação continuada. Espaço de descobertas e de confrontos de idéias
que levarão a construção de conhecimentos sólidos e a uma nova com-
preensão do mundo.
Ainda sob a perspectiva da biblioteca como espaço de aprendiza-
gem, algumas bibliotecas universitárias têm envidado esforços para
desenvolver em seus usuários competências informacionais indispen-
sáveis para agir em uma sociedade caracterizada como “sociedade da
informação”.
Ao se envolver no processo pedagógico de desenvolvimento de competências informacionais daqueles
que a ela se reportam, a biblioteca universitária também colabora para a formação de cidadão que sabe
como adquirir e usar o conhecimento para que possa exercer seus direitos e deveres. No contexto atual, é
sabido que o acesso à informação é condição fundamental para o exercício da cidadania. O exercício da
cidadania pressupõe que se tenha, no mínimo, conhecimento dos deveres e direitos fundamentais de cada
pessoa.
A biblioteca universitária exerce ainda um importante papel na inclusão digital. É comum que esta unida-
de, principalmente aquela vinculada à instituição pública de ensino superior, abra suas portas não somente
para o público de sua instituição, mas para alunos e professores de escolas de ensino médio e superior, seja
da rede pública ou privada, e para as comunidades geograficamente próximas ao local de seu funciona-
mento. As comunidades vizinhas, em muitos casos, procuram a biblioteca atraídas pela possibilidade de
utilização da Internet.
Cultura e bibliotecas são, para muitos, termos indissociáveis. A maioria significativa das bibliotecas uni-
versitárias dispõe de espaços culturais que visam promover talentos, sensibilizar e propiciar o contato do
usuário com as diversas manifestações e representações artístico-culturais locais ou nacionais.
Para exercer todas as suas funções, a biblioteca universitária precisa constantemente criar mecanismos
de ação que despertem no seu usuário o interesse pela leitura, pelas descobertas e valoração de todas as
formas de representações e manifestações culturais como meios de buscar conhecimentos para o seu apri-
moramento contínuo.
Competência informacional: para que se
desenvolva a competência informacional,
é preciso “ter habilidades para encontrar,
avaliar, interpretar, criar e aplicar a infor-
mação disponível na geração de novos
conhecimentos.” (BELLUZZO et al. 2004,
p.95.)
20 Auxiliar de Biblioteca
Principais Atividades da Biblioteca Universitária
Para alcançar os propósitos para os quais foi estruturada, a biblioteca realiza uma
série de atividades, muitas das quais não são visíveis para o usuário. Durante o cur-
so, você terá oportunidade de conhecer três das principais atividades realizadas em
uma biblioteca e qual sua participação nestas atividades. São elas:
Planejamento e organização do espaço da biblioteca•  – essas são atividades de
natureza administrativa que visam estabelecer os objetivos a longo, médio e curto
prazo a serem alcançados pela biblioteca; criar condições para atingir estes objeti-
vos; e estruturar os espaços físicos para que estejam de acordo com a natureza da
unidade de informação;
Preparação do material para disponibilizá-lo aos usuários•  – este conjunto de
ações é conhecido no âmbito da Biblioteconomia como “Processamento técnico” e
envolve técnicas específicas para a descrição física do documento (catalogação), a descrição do conte-
údo (classificação e indexação) e o preparo mecânico do material (tombamento, identificação etc.).
Atendimento ao usuário•  – talvez esta seja a atividade fim da biblioteca, a atividade para a qual ela foi
constituída – atender com qualidade os seus usuários, prestando-lhes assistência adequada na busca
da informação, estruturando serviços para este propósito. Neste curso você terá oportunidade de
aprofundar seus conhecimentos no atendimento direto ao usuário através dos serviços de referência
e empréstimos.
Formação e desenvolvimento de acervo•  – o acervo de uma biblioteca é composto pelos mais varia-
dos tipos de documentos que ela disponibiliza para os seus usuários. Os tipos de documentos mais
comuns, no entanto, são os livros e as revistas científicas. Mas como esses variados tipos de documen-
tos passam a fazer parte do acervo de uma biblioteca? Quais são os procedimentos envolvidos na
formação e no desenvolvimento deste acervo?
Nesse módulo, daremos atenção especial aos procedimentos necessários para a Formação e Desenvol-
vimento de Acervo. O Processamento Técnico, o Atendimento ao Usuário e o Planejamento de Unidades de
Informação serão objetos dos módulos 2, 4 e 5 respectivamente.
Principais Serviços
A biblioteca tem por objetivo oferecer serviços aos usuários. Neste curso você terá oportunidade de
conhecer os seguintes serviços promovidos pela maioria das bibliotecas:
a. Consulta local ao acervo – normalmente, a consulta ao acervo é feita através do acesso ao catálogo
da biblioteca, onde se poderá consultar, por diversos campos, como autor, título, assunto, série e outros, a
existência do material de interesse do usuário. Em geral, o usuário de bibliotecas tem acesso livre à maioria
das coleções (Acesse o site do Sistema de Bibliotecas da UFG: www.bc.ufg.br). Algumas bibliotecas, porém,
podem fazer restrições quanto ao acesso ao acervo. Neste caso, o usuário poderá consultar o catálogo da
biblioteca para verificar a existência do material, anotar as informações para a localização dos materiais nas
estantes e solicitá-lo aos auxiliares de biblioteca.
b. Empréstimo domiciliar – O empréstimo é a única forma de retirada dos materiais da biblioteca. Para uti-
lizá-lo, o usuário precisa estar cadastrado na biblioteca e deve possuir vínculos com a instituição (professor,
aluno ou funcionário). O prazo para a devolução dos materiais é uma decisão administrativa e poderá variar
de acordo com as categorias e com o tipo de material solicitado.
c. Reserva e renovação de materiais – esses serviços podem ser solicitados pelo usuário no balcão de aten-
dimento da biblioteca ou podem ser feitos diretamente através do sistema automatizado da biblioteca me-
diante uso de senha e login.
Quais as atividades de uma Biblio-
teca Universitária? Curioso? Nestas
unidades você saberá a resposta.
21EAD - CIAR/UFG/UAB
d. Levantamento bibliográfico e acesso às bases de dados de pesquisa – este serviço consiste em identifi-
car, pesquisar e levantar informações no acervo da biblioteca, de outras Instituições e em bases de dados de
fontes/bibliografias (nacionais ou internacionais), sobre determinado assunto ou autor de interesse.
Atualmente, encontram-se disponíveis inúmeras bases de dados de livre acesso (gratuitas) ou de acesso
restrito. Neste último caso, é necessário utilizar senhas ou autorizações prévias fornecidas normalmente pela
biblioteca de onde a pesquisa está sendo realizada.
A UFG disponibiliza através do Portal de periódicos da Capes acesso a várias bases de dados internacionais
de textos completos de artigos de mais de 2400 revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, além de ba-
ses de dados com referências e resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento. Faz também
indicações de importantes fontes de informação com acesso gratuito na Internet.
Este serviço pode ser feito diretamente pelo usuário ou pode ser solicitado ao bibliotecário do setor de Re-
ferência da Biblioteca.
e. Treinamento de usuários – O treinamento de usuários é um serviço muito importante oferecido pela bi-
blioteca com o objetivo de orientar alunos, professores, funcionários sobre a melhor forma de utilização dos
produtos, serviços e acervo. É oferecido a partir do momento em que o usuário é cadastrado no sistema, sen-
do realizado de forma individual ou em grupo, mediante agendamento com o bibliotecário responsável.
f. Divulgação de novas aquisições – Esse serviço tem como objetivo divulgar, através de boletins eletrôni-
cos enviados diretamente aos usuários ou impressos, informações sobre os novos materiais bibliográficos
adquiridos pela biblioteca e que já se encontram à disposição para serem utilizados, com a finalidade de
promover o uso junto aos usuários. Além do boletim é importante que a biblioteca realize exposições com
as novas aquisições, de preferência em local visível e próximo aos usuários.
Você terá oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os serviços oferecidos em bibliotecas
ao realizar o módulo 4. Mas nada impede que você familiarize com os serviços prestados pelo Sistema de
Bibliotecas da UFG, visitando o site: www.bc.ufg.br.
Aproveite o próximo tópico. Ele será im-
portante para os processos de aquisição
de materiais que farão parte do acervo da
Biblioteca.
22 Auxiliar de Biblioteca
Tema 4 - Formação e desenvovimento de acervos
O acervo de uma biblioteca é constituído por diferentes tipos de documentos que ficam, de uma maneira
geral, disponíveis para o atendimento das necessidades de informação dos usuários. O Auxiliar de Biblioteca
deve procurar conhecer as características básicas de cada um deles para que saiba realizar com efetividade
suas funções na biblioteca. Muitas vezes, a biblioteca possui um acervo considerado bom, porém, em algu-
mas circunstâncias pode não atender às necessidades de informação e de estudo dos usuários. Por isso, é
importante que o acervo seja constituído de forma criteriosa, considerando a política de formação e desen-
volvimento de coleções definidas pelos bibliotecários. Esta política deve contemplar questões básicas que
fazem parte da cadeia documental, desde a escolha (seleção) dos documentos que farão parte do acervo,
passando pelos processos de aquisição, avaliação e descarte dos materiais, conservação e restauração de
documentos.
Todo o profissional que atua em uma biblioteca universitária deve conhecer a política e os procedimen-
tos relacionados ao processo de formação e desenvolvimento de coleções. Isto os ajudará a compreender,
identificar e encaminhar as demandas dos seus usuários.
Seleção dos documentos
Nem sempre todos os materiais que chegam à biblioteca necessariamente atendem qualitativamente as
demandas dos usuários. Por isso, os bibliotecários realizam atividades de seleção dos materiais com base em
algumas questões, como:
Estes materiais atendem aos usuários da biblioteca?• 
É relevante e atende aos objetivos da biblioteca?• 
Algumas fontes de informação podem ser utilizadas para apoiar as atividades de seleção, como a consul-
ta aos catálogos de editores, resenhas de jornais e revistas, recebimento de sugestões de professores, alunos
ou funcionários da instituição, usuários em geral, visitas a livrarias ou sites de editores, bibliografias sobre
temas específicos.
Visto por esse ângulo, a seleção pode ser considerado como um processo intelectual que consiste em
escolher os documentos que a Biblioteca deseja adquirir e incorporar no acervo. Tem início a partir do mo-
mento em que o responsável pela Biblioteca precisa tomar a decisão se um determinado material poderá ou
não fazer parte do acervo, e por isso deve ser feito por um profissional experiente.
Uma vez selecionado o que se pretende adquirir, o passo seguinte é observar os procedimentos institu-
ídos pela Biblioteca em relação à política de aquisição dos materiais. A política deve ser adequada e bem
definida para evitar equívocos nessa etapa.
Aquisição
Imagine que você está em uma biblioteca universitária e ao atender um professor ele solicita que a biblioteca
adquira um determinado material.
Como proceder?
Como a biblioteca poderá adquirir o material?
Há formas diferentes de adquirir os documentos?
Aquisição
22 Auxiliar de Biblioteca
A qualidade do acervo de uma biblioteca se mede pela capacidade da biblioteca em atender as necessi-
dades dos usuários e não pela quantidade de exemplares armazenados.
A aquisição é o procedimento que permite adquirir o material solicitado, de forma a atender as deman-
das dos usuários e os objetivos da biblioteca.
23EAD - CIAR/UFG/UAB
Compete ao setor de aquisição da Biblioteca estabelecer uma política de aquisição bem definida para
que a escolha dos materiais não seja feita ao acaso, mas em função de alguns critérios, como:
Relevância do material e atendimento às necessidades e demandas dos usuários;• 
Orçamento disponível para a compra e para o tratamento dos materiais adquiridos;• 
As prioridades a serem atendidas de acordo com os cursos;• 
Natureza da Biblioteca e dos serviços oferecidos aos usuários.• 
Formas de aquisição de materiais
A aquisição dos materiais pode ser feita envolvendo procedimentos comerciais ou não. Os procedimen-
tos comerciais envolvem a compra propriamente dita; os materiais são adquiridos através de contato com
fornecedores, produtores, editores ou livreiros.
Os materiais bibliográficos adquiridos de forma não comercial correspondem às doações e permutas, ou
seja, a troca de materiais produzidos entre as instituições, órgãos públicos, instituições em geral ou através
do próprio autor.
Avaliação e DescarteAvaliação e Descarte
Importante
Todos os materiais, independente da sua forma de aquisição, deverão ser encaminhados para recebi-
mento no setor de aquisição da Biblioteca para que sejam feitos os procedimentos internos de controle e
encaminhamento dos materiais adquiridos.
Você já deve ter observado que em uma biblioteca há diferentes tipos de
material, com características e finalidades diversas. Cada tipo de documento
possui também um ciclo de vida útil diferente, que é influenciado por diversos
fatores. O principal deles se refere ao tempo propriamente dito. Com o passar
dos anos muitos materiais disponíveis na biblioteca tornam-se obsoletos por
vários motivos, entre eles, podemos citar os próprios conteúdos que podem fi-
car desatualizados ou não atender mais aos seus usuários; e os danos causados
pelo excesso de utilização do material ou causados por agentes naturais, quími-
cos ou biológicos.
Diante desses fatos, é recomendável que periodicamente se realize proce-
dimentos de descarte dos documentos que já não são úteis à Biblioteca. Esse processo requer a definição
de critérios claros, estabelecidos pela equipe conforme avaliação feita em relação ao uso dos materiais,
a fim de que não haja prejuízos ao acervo e, consequentemente, ao usuário da biblioteca. Portanto, esse
procedimento requer cuidados e tomada de decisões acertadas para evitar que sejam descartados itens
importantes do acervo.
Atividades de planejamento que definam a política de descarte dos materiais, considerando o tempo
máximo de permanência das coleções não utilizadas nas estantes, acervos danificados ou obsoletos e de-
fasados são medidas fundamentais e necessárias neste trabalho. Pela importância da ação, esta deve ser
realizada ou acompanhada pelo bibliotecário responsável.
Uns materiais têm vida mais curta
que outros. Entre eles: os anuários,
repertórios e relatórios provisórios.
24 Auxiliar de Biblioteca
Oprocessodedescarteobjetivaretirardoacervomateriaisquejánãosãoúteisparaatenderàdemanda
da Biblioteca, seja por questões relacionadas ao conteúdo ou às condições físicas apresentadas pelos
documentos, em especial quando muito danificados, sem condições de uso ou de recuperação. É preciso
estabelecer critérios para o descarte considerando a utilidade, o valor histórico e o grau de atualização
do documento.
Uma vez retirados do acervo para descarte, os procedimentos técnicos relacionados ao controle das bai-
xas deverão ser informados às pessoas responsáveis pela manutenção das coleções para que sejam realiza-
das as operações de baixa no registro de cada um deles.
Conservação de documentos
Dentre as atividades consideradas fundamentais para a gestão adequada do acervo em Bibliotecas, des-
tacam-se aquelas relacionadas à conservação dos documentos, em seus diversos formatos. A conservação
preventiva garante o uso mais prolongado e custos mais baixos de reparação do acervo. Por isso é funda-
mental que o Auxiliar de Biblioteca apóie e adote as ações voltadas para a prevenção de danos no acervo,
orientando os usuários quanto ao uso correto do documento, zelando pela disposição correta nas estantes,
observando e sendo proativo em relação a possíveis ataques de fungos, insetos, excesso de exposição à
luminosidade e outros agentes que possam diminuir a vida útil do documento.
É importante que a biblioteca estabeleça medidas de proteção
para o seu acervo, reunidas em uma política de conservação.
Uma boa política de conservação inclui o combate aos agentes químicos,
biológicos, físicos e outros relacionados ao próprio manuseio constante dos
documentos. A biblioteca deve adotar periodicamente medidas de controle
e prevenção para evitar que o acervo seja danificado ou deteriorado precoce-
mente. Uma boa política de conservação prevê o controle e o combate a dete-
rioração causada por agentes químicos, biológicos, físicos, animais e humanos
e outros relacionados ao próprio manuseio constante dos documentos.
Algumas medidas podem ser adotadas para prevenir a deterioração dos documentos. Estas medidas
incluem:
Controle da temperatura ambiente adequada (aproximadamente 23 graus), por meio da utilização de• 
aparelhos de climatização;
Limpeza constante dos documentos e do mobiliário para evitar o ataque de insetos;• 
Controle da luz com o uso de persianas ou cortinas especiais, por exemplo, a fim de evitar a exposição• 
direta da luz solar;
Combate a insetos e microorganismos, por meio da utilização de fungicidas adequados;• 
Armazenagem adequada dos materiais na forma vertical para evitar danos físicos nos materiais;• 
Procedimentos de encadernação do material danificado;• 
Realizar e manter campanhas de orientação quanto ao uso correto dos documentos.• 
Esta última medida é muito importante, pois estabelece relações de parcerias entre a Biblioteca e os usu-
ários, o que garante maior compromisso de que os materiais não serão intencionalmente danificados.
25EAD - CIAR/UFG/UAB
Restauração de documentos
Ações preventivas de conservação do acervo são importantes para evitar que os documentos passem
por processos de recuperação ou restauração. Porém, nem sempre é possível combater todos os agentes
que causam danos aos materiais. Neste caso, é necessário promover ações que recuperem ou restaurem os
documentos danificados.
A recuperação e a restauração de documentos exigem técnicas e habilidades específicas; alguns erros
nestes procedimentos podem causar maiores danos e efeitos irreparáveis aos materiais. É aconselhável que
sejam feitos por pessoas experientes, que dominem as técnicas relacionadas ao
trabalho.
Pequenos reparos podem ser feitos por pessoal treinado e com a utilização
de materiais adequados para o trabalho. Porém, é sempre necessário analisar o
material, observar as condições e estado físico, como: o tipo de encadernação
existente, a integridade da paginação e se o documento está completo para que
procedimentos de recuperação sejam adequados e planejados.
As técnicas mais avançadas de recuperação e restauração exigem profissionais com conhecimentos mais
especializados, equipamentos e materiais mais adequados ao trabalho. Nesse caso, se não houver nenhum
profissional habilitado na biblioteca para recuperar os documentos danificados, recomenda-se encaminha-
los para um profissional especializado.
Uma boa encadernação permite maior utilização e conservação dos documentos.
Para fazer pequenos reparos nos livros, tenha em mãos: cola plás-
tica, tesoura, papel de seda, pincel redondo para cola, cartolina
ou papelão de 100g e fita gomada.
Os principais agentes de deterioração são:
1) Os agentes físicos:
O próprio tempo, que deteriora os documentos;• 
A variação climática, principalmente em países muito quentes ou úmidos;• 
A falta de ventilação;• 
E o excesso de luminosidade.• 
2) Os agentes biológicos
Os microorganismos, (fungos e bactérias);• 
Insetos;• 
Roedores.• 
3) Os agentes químicos
A própria acidez da celulose;• 
A poluição.• 
4) A ação humana causada pela
Manipulação;• 
Circulação do documento.• 
Restauração de documentos
Ações preventivas de conservação do acervo são importantes para evitar que os documentos passem
Dicas
Para o manuseio dos materiais:
Manter as mãos limpas ao manusear os materiais;• 
Conservar os documentos em lugar seguro e limpo;• 
Não rasgar, riscar, dobrar, recortar páginas ;• 
Não utilizar clips metálicos para marcar páginas.• 
26 Auxiliar de Biblioteca
Tema 5 - Automação de bibliotecas
A informatização da biblioteca, iniciada no final da década de 60, al-
terou substancialmente a forma como as atividades, os serviços e produ-
tos de informação são estruturados, mantidos e oferecidos à comunida-
de. Os computadores e as redes de informação que se estabeleceram a
partir da conexão dessas máquinas são importantes aliados no processo
de acesso e democratização da produção cultural, científica e artística.
É inegável que a automação de bibliotecas tem proporcionado diver-
sas vantagens quando comparada com os processos manuais anterior-
mente vigentes no ambiente organizacional. Mas, ao mesmo tempo, a
automação de uma unidade de informação se mostra uma tarefa com-
plexa e envolve determinados desafios que demandam um planejamen-
to sistemático do processo. É necessário avaliar e escolher entre os inú-
meros softwares existentes no mercado, tanto comerciais quanto livres,
aquele que melhor atende as especificidades daquela biblioteca.
A escolha de um software para automação da biblioteca faz-se com
base em certos critérios como características gerais do software, os mó-
dulos oferecidos (circulação, catalogação, relatórios estatísticos, etc), uti-
lização do protocolo Z39.50 e do padrão bibliotecário (AACR2, ABNT,
MARC). Além desses critérios, para sugerir um software para as biblio-
tecas dos polos de ensino a distância parceiros da UFG, levaram-se em
consideração também as questões econômicas. Assim, a opção por um
software livre torna-se atraente.
Observados os critérios, o OpenBiblio mostrou-se satisfatório para o
gerenciamento de base de dados bibliográficos para os polos de ensino
a distância.
Protocolo Z39.50: protocolo de comuni-
cação entre computadores desenvolvido
para permitir pesquisa e recuperação de
informação (textos completos, dados bi-
bliográficos, imagens, multimeios, entre
outros) em redes de computadores distri-
buídos.
AACR2: O código Anglo Americano de
Registros Catalográficos – peça chave no
processamento técnico de material biblio-
gráfico, tem como objetivo a normalização
internacional da catalogação. A última
atualização do código ocorreu em 2005.
Está previsto para 2008 o AACR3, sob a de-
nominação de Resource Description and
Access – RDA.
ABNT: conjunto de normas cujo objetivo
é uniformizar o formato de apresentação
da publicação.
MARC: O Machine Readable Cataloging é
um conjunto de códigos que torna o for-
mato de descrição catalográfica descrito
no AACR legível para o computador. O For-
mato MARC é muito utilizado no mundo
todo. O MEC exige que os sistemas infor-
matizados das bibliotecas brasileiras utili-
zem o MARC.
Uma das alternativas cada vez mais confiáveis, e destinada à informatização das bibliotecas é adoção de
software livre de código-fonte aberto, também conhecido como software livre (free software) ou fonte
aberta (open source) uma opção que tem conquistado significativo espaço no mercado das tecnologias
da informação, merecendo atenção dos paises em desenvolvimento. (SILVA, 2007).
O software Openbiblio
Diversas atividades e serviços da biblioteca podem ser automatiza-
dos utilizando softwares livre. O OpenBiblio é um bom exemplo.
O Openbiblio é um software livre que inclui em seu pacote um Catálogo de
acesso aberto (OPAC) para consultas on-line do material inserido na base de da-
dos e Módulos de administração de circulação, catalogação, relatórios. O fator fun-
damental para a escolha do Openbiblio para os propósitos deste curso foi, além
do que ele oferece, a utilização do protocolo Z39.50 e do padrão bibliotecário
(AACR2, ABNT, MARC). Todas as telas estão traduzidas para o português.
A seguir apresentamos brevemente as opções oferecidas pelo OpenBiblio em
cada um de seus módulos.
27EAD - CIAR/UFG/UAB
OPAC e Páginas de Resultado de Buscas :1.
Online Public Access Catalog (OPAC) .a)
Resultado de Busca .b)
Conceitos gerais para administração da biblioteca:2.
Entendendo as mudanças de status da bibliografia.a)
Entendendo o código de barras .b)
Página de Circulação:3.
Página de Procurar Membros (Página inicial de Circulação).a)
Página de Informações do membro.b)
Visualizando Código de Barras.c)
Empréstimo.d)
Página de Catalogando:4.
Nova Bibliografia e Editar Basic.a)
Novo Exemplar e Editar Exemplar.b)
O OpenBiblio oferece também a possibilidade de emissão de diversos tipos de relatórios das atividades
realizadas. Esses relatórios podem ser ferramentas importantes para o administrador da biblioteca estrutu-
rar ações que levam à melhoria dos serviços e produtos oferecidos ao usuário.
Os relatórios padrões são (MANUAL, 2007):
Busca de exemplar.a)
Balanço de devolução por usuário.b)
Balanço de devolução por documento.c)
Bibliografia mais utilizada (popular).d)
Lista de membros com débitos na biblioteca (atrasos).e)
Reservas realizadas pelos membros.f)
No nosso encontro presencial e nos módulos subsequentes, você terá a oportunidade de aprofundar
seus conhecimentos sobre o software que será uma ferramenta importante no seu dia-a-dia na biblioteca
em que você irá atuar.
Nesse módulo, você aprenderá como excluir do catálogo de sua biblioteca aquele material que foi sele-
cionado para o descarte.
Exclusão de registros na base de dados
Lembra-se da necessidade de fazer o descarte de material bibliográfico que não aten-
de mais as necessidades dos usuários? Pois bem, após selecionar e aprovar os itens a
serem encaminhados para descarte, o próximo passo consiste em dar baixa do item no
catálogo da biblioteca. Para realizar esta etapa:
Acesse o sistema OpenBiblio.• 
Selecione a opção “Catalogando”. Esta opção permitirá a inserção de novo item bi-• 
bliográfico ou a busca de itens já inseridos, conforme a seguinte tela:
O CIAR instalou e configurou o OpenBiblio no servidor
web UFG. Você terá acesso a ele via internet pelo endereço:
http://openbiblio.ciar.ufg.br/home/index.php
28 Auxiliar de Biblioteca
Fonte: Manual de instalação openbiblio
Legenda: 38 – busca por código de barra; 39 – busca por título, autor ou assunto; 40 – busca um item biblio-
gráfico; 41 - Inserção de novo item bibliográfico; 42– importação de formato marc
Em seguida, selecione a opção “busca um item bibliográfico”. A busca poderá ser por título, autor ou• 
código de barra. Após informar qualquer uma dessas informações, entraremos na tela de Resultado
da Pesquisa.
Fonte: manual de instalação do openbiblio, p.47
29EAD - CIAR/UFG/UAB
Ao clicar em cima do nome da bibliografia selecionada, aparecerão as seguintes opções:“Informações• 
da bibliografia; Editar Basic; Editar Marc; Novo Exemplar; Pedidos de reserva; Apagar; Nova Bibliografia
por comparação”. Selecione a opção“Apagar”. Surgirá a seguinte tela:
“Caso a bibliografia tiver exemplares cadastrados, não será permitida a exclusão.
Será necessário voltar para a tela de informações da bibliografia para excluir cada
exemplar [...]. Aparecerá a pergunta para a confirmação da exclusão. Caso positivo
clique no botão “Apagar”. Caso for necessário cancele o processo de exclusão de
voluntários, clicar em Cancelar.”(MANUAL, 2007).
Pronto! O item foi excluído do catálogo da
biblioteca.
30 Auxiliar de Biblioteca
Tema 6 - Direitos Autorais
Não poderíamos concluir este módulo sem apresentar algumas considerações sobre direitos autorais.
Esta é uma questão fundamental uma vez que os serviços de fotocópias oferecidos pelas bibliotecas não
devem passar ao largo dos aspectos legais envolvidos em tais práticas e, como profissionais da informação,
o bibliotecário e os auxiliares de bibliotecas devem estar atentos tanto aos direitos dos usuários quanto aos
dos autores. Nas palavras de Calvo (2004),“Creio não haver nada que possa melhor defender os direitos dos
autores que as bibliotecas”.
Enquanto realiza o seu trabalho na Biblioteca, você verifica que muitos documentos adquiridos possuem
um símbolo ©, seguido de informações de data, autor ou editor.
Este símbolo indica que o documento tem sua re-
produção restringida pelo copyright (direito à cópia),
uma dos aspectos do direito autoral.
O direito autoral é um dispositivo legal que prote-
ge o autor, tanto em âmbito moral quanto material, de
possíveis perdas relacionadas ao uso indevido de al-
guma obra. Indica restrição de reprodução de alguns
documentos. Mas não se pode confundir direito autoral com copyright.
O criador de uma obra sempre detém a “paternidade” de sua produção
intelectual e pode repassar o copyright para terceiros. É o que acontece,
por exemplo, com autores de trabalhos científicos que, em muitos casos,
cedem o copyright para editoras comerciais de revistas científicas como
a Nature ou Science, por exemplo.
Apesar de recomendável não é necessário registrar a obra para que
ela passe a ser legalmente protegida. A sua simples criação já é suficiente
para que seu criador usufrua os direitos autorais de sua obra. O registro
pode ser requerido junto a Escola Nacional de Belas Artes, a Biblioteca
Nacional, Escola de Música - UFRJ - MEC, Escola de Belas Artes - UFRJ -
MEC, Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual - SDAV, Esplanada
dos Ministérios, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agrono-
mia - CONFEA, Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI.
São passíveis de proteção legal as obras literárias e artísticas (roman-
ces, poemas, peças de teatro, filmes, trabalhos musicais, desenhos, pin-
turas, fotografias, esculturas e desenhos arquitetônicos); programas de
rádio e televisão e programas de computador.
Mas os direitos do autor não podem se resumir a uma“mera questão
econômica” e legal, defende Calvo. Segundo ela, todo escritor / autor
teria direito a:
Formar-se leitor;1.
Tornar-se criador;2.
Fazer-se conhecer;3.
Ser lido;4.
Perdurar;5.
Fazer parte do“corpo cultural”;6.
Estar em permanente diálogo com os leitores e outros criadores;7.
Obter o respeito da comunidade;8.
Agregar valor às suas obras;9.
Obter uma compensação financeira por seu trabalho.10.
O que significa este ©?
Copyright – direito de reprodução do
documento, da exploração comercial da
obra.
Direito autoral – direito de autoria, de
produção intelectual.
31EAD - CIAR/UFG/UAB
Limitações do direito autoral no Brasil
Mesmo caracterizado como um monopólio, a legislação brasileira (Lei 9.610/98) prevê limitações dos
direitos autorais. Estas limitações são tratadas no capítulo IV da lei.
Assim, não constitui ofensa aos direitos autorais“a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas,
para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante
o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários”. (Lei 9.610/98, Art 46)
É permitida também a reprodução, em um só exemplar, de pequenos trechos, para uso privado do copista,
desde que feita por este, sem intuito de lucro. A utilização de trechos de qualquer obra para fins de estudo é
possível desde que sejam indicados (citados) o nome do autor e da obra da qual a parte citada foi retirada.
LEGISLAÇÃO
1. Nacional: www.planalto.gov.br
•  Lei 9.610/98 na íntegra
2. Internacional: www.wipo.int e www.upov.int
Resumo do Módulo 1
O módulo 1 do curso de Capacitação de Auxiliares de Biblioteca para os polos de Educação a Distância
da UFG abordou as principais questões relacionadas à Biblioteconomia e à Biblioteca universitária, com ên-
fase na estrutura, função, principais serviços, dinâmica e prática diárias que envolvem o fazer e as decisões
profissionais.
Nesse estudo, fizemos também uma discussão sobre a função e papel dos profissionais da informação
que atuam nas bibliotecas, pois entendemos que é importante que você, ao atuar nas bibliotecas dos polos,
seja também capaz de compreender os diferentes papéis desempenhados pelos Auxiliares de Biblioteca e
pelo Bibliotecário, sendo este último, o gestor dos processos relacionados aos procedimentos técnicos e
administrativos na biblioteca.
Você teve oportunidade ainda de conhecer o OpenBiblio, software de automação de bibliotecas escolhi-
do para implantação nos polos de ensino a distância que dão apoio ao CIAR/UFG.
Referências
BELLUZZO, R. C. B. Formação contínua de professores do ensino fundamental sob a ótica do desenvolvimen-
to da Information Literacy, competência indispensável ao acesso à informação e geração do conhecimento.
Transinformação. Campinas, v. 16, n. 1, p. 17-32, jan./abr., 2004.
BUSHA, Charles H. The attitudes of Midwestern public librarians toward intellectual freedom and censorship.
[s.n]: [Bloomington, Ind., 1972.]
CALVO, Blanca. Las bibliotecas y los derechos de los autores. Noticias.com, 2005. Disponível em: <http://
www.noticias.com/articulo/08-02-2005/carlos-usua-pena/bibliotecas-y-derechos-autores-4dla.html>.
Acesso em: 07 nov. 2005.
CARVALHO, Kátia. O Profissional da Informação: O Humano Multifacetado
DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.3 n.5 out/02
CECCHINI, Isabel. Casa do Manuscrito. www.casadomanuscrito.com.br/casa/ curio_05.htm. Acessado em
09/10/2008
FERREIRA, Rubens da Silva. Auxiliares de biblioteca e trabalho informacional: desafios e possibilidades
para o Sibi/UFPA. Ci. Inf. vol. 35 no.1 Brasília Jan./Apr. 2006 Disponível em http://www.scielo.br/scielo.
php?pid=S0100-19652006000100011&script=sci_arttext Acessado em Out 2008.
FONSECA, Edson Nery. Introdução à Biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, 1992.
GUINCHAT, Claire. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação. Brasília: IBICT, 1994.
32 Auxiliar de Biblioteca
MANUAL de Instruções do Openbiblio. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste - FATEC – ZL, 2007.
MILANESI, Luís. Biblioteca. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000.
NORUZI, Ali Reza. Aplicação das Leis de Ranganathan a WEB. ExtraLibris Revista. 2005. Disponível em http://
extralibris.org/revista/aplicacao-das-leis-de-ranganathan-a-web/ Acessado em 15/10/008
ORIGEM do termo biblioteca: conceito, contextualização histórica, evolução da biblioteca pública em Portu-
gal. Disponível em http://princesasissi.blogspot.com/2006/09/origem-do-termo-biblioteca-conceito.html.
Acessado em 20/11/2008
PORTAL Domínio Público. Disponível em: <http://www.dominiopublico.org.br. Acesso em: 04 nov. 2008.
PRIVACIDADE na Internet: estamos perdendo essa batalha?, 2008. Disponível em http://wharton.universia.
net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1542&language=portuguese&specialId=
SILVA, Divina Aparecida da; ARAÚJO, Iza Antunes. Auxiliar de Biblioteca. Brasília: Thesaurus, 1997.
SILVA, José Fernando Modesto. Software livre: modelos de seleção como subsídio à gestão bibliotecá-
ria. In: XIII CBBD, Brasília, 7 a 11 de Julho 2007. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/
textos/2007FMODESTOCBBD.pdf acessado em 12 de Nov/2008.
SPITZ, Eva. Uma maravilhosa história das bibliotecas. November 15th, 2003. Disponível em http://biblio.cru-
be.net/?p=223, acessado em 13 de outubro de 2008.
33EAD - CIAR/UFG/UAB
35EAD - CIAR/UFG/UAB
Módulo 2
Processamento técnico
Carga horária: 30 horas
Arnaldo Alves Ferreira Júnior
Bibliotecário-documentalista, supervisor de processamento técnico do Instituto Fe-
deral de Educação, Ciência eTecnologia de Goiás; Professor do curso de Bibliotecono-
mia da Universidade Federal de Goiás, mestrando do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação da UFG.
E-mail: arnaldojunior@ifgoias.edu.br
Telefone: (62) 3227-2750
Currículo Resumido do(a) autor(a)
36 Auxiliar de Biblioteca
O principal objetivo do Módulo de Processamento Técnico é proporcionar a compreensão das etapas que
constituem o preparo dos livros para uso na biblioteca. Aqui serão mostradas as três principais fases pelas
quais passa o livro, desde o momento em que se deve identificar o seu conteúdo, cadastrar os dados do livro
no sistema de informática, carimbagem/colagem de etiquetas, até que, finalmente, o livro fica pronto para
que o usuário possa utilizá-lo.
Apresentação do Módulo 2
Objetivos do Módulo 2
Roteiro do Módulo 2
Neste módulo, refletiremos sobre os procedimentos realizados pela biblioteca para pro-
cessar e preparar tecnicamente os materias para serem utilizados pelos usuários. Para tal,
o módulo está estruturado em três unidades: Organização e distribuição dos materiais da
biblioteca por áreas de conhecimento; Inserção e manutenção de registros bibliográficos
utilizando o sistema OpenBiblio; Preparo mecânico de materiais.
Aproveite bem esta oportunidade!
Olá!
Bem-vindo(a) ao módulo 2 do curso de Capacitação de Auxiliares
de Bibliotecas para os polos de Educação a Distância da UFG.
Temática Conteúdo
1 Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento
1) Sistema de classificação do conhecimento: histórico, evolução, principais conceitos.
2) Organização dos conhecimentos no sistema CDU: Índice, Tabelas Principais e Tabelas
Auxiliares.
2 Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio
1) Catalogação:
Origens.• 
Principais conceitos.• 
Padrão internacional de descrição bibliográfica (ISBD).• 
Principais Códigos de Catalogação Utilizados no Brasil.• 
2) Manutenção do Catálogo On-line da Biblioteca.
3 Preparo Mecânico de Materiais
1) Conhecendo as partes do Livro.
2) Carimbagem de materiais informacionais.
3) Colagem de bolso.
4) Etiquetagem do material.
5) Noções de registro.
37EAD - CIAR/UFG/UAB
Todos(as) Animados(as)?
Claro que sim!
Temática 1
Organização e distribuição de material bibliográfico por áreas
de conhecimento
Carga horária: 10 horas
Nessaunidadevocêiráconhecerumpoucosobreosconteúdosreferentesaoes-
tudo dos Sistemas de Classificação. Com certeza você já deve ter se perguntado
como as bibliotecas organizam aquela quantidade imensa de livros e outros ma-
teriais. É justamente classificando tudo por áreas do conhecimento que a organi-
zação das bibliotecas se torna possível.
Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos sistemas de classificação
e os conceitos da área, para que você compreenda a terminologia técnica espe-
cífica relacionada ao assunto. Em seguida, entraremos no conteúdo referente ao
sistemapropriamentedito,comoestáorganizado,eéclaro,haveráexercíciospráticosparaassegurarquevocêcom-
preenda o máximo possível da unidade.
Ao final dessa temática, você deverá ser capaz de compreender como o conhecimento humano está devi-
damente organizado em grandes classes, e distribuir os materiais de sua biblioteca de acordo com essas
classes, tornando possível uma perfeita organização.
38 Auxiliar de Biblioteca
Tema 1 - Sistema de classificação do conhecimento: Histórico,
Evolução, Principais Conceitos
1. Sistema de Classificação Decimal Universal
A classificação do conhecimento humano sempre foi um desafio para os
filósofos, de um modo geral, e para os bibliotecários enquanto organizado-
res do conhecimento produzido por uma determinada sociedade.
No âmbito da biblioteconomia, os sistemas de classificação são artifícios en-
contrados para representar de forma mais fácil e eficiente o conteúdo de deter-
minadodocumento,comoobjetivoderecuperarmanualouautomaticamentea
informaçãoqueousuáriosolicita(TRISTÃO,2004).Dentreossistemasmaisconhe-
cidoseutilizados,estáosistemadeclassificaçãouniversal.
O início do desenvolvimento do que conhecemos hoje por Sistema de
Classificação Universal, teve como precursores Paul Otlet (1869-1944) e seu
colega, Henri La Fontaine (1854-1943). Ambos trabalhavam em um índice bi-
bliográfico que arrolasse todas as informações publicadas, sob a orientação
do Institute International de Bibliographie - IIB (hoje a reconhecida Federação
Internacional de Informação e Documentação – FID).
Na busca por orientação para desenvolver um esquema de classifica-
ção, Otlet tomou conhecimento da Classificação Decimal de Dewey, 5ª
edição, de 1894, da qual conseguiu um exemplar. Estudando o sistema,
ficou impressionado com a riqueza de conteúdos e detalhes do material
e, escrevendo para Melvil Dewey, autor da Classificação Decimal que leva
seu nome, obteve autorização para a tradução de sua obra para a língua
francesa.
Impressionados com a capacidade do sistema, Otlet e La Fontaine
perceberam que a organização do conhecimento humano poderia ser
expressa internacionalmente através dos números, ou seja, quanto mais
números decimais utilizar, de forma mais específica pode-se representar a
informação, e ainda, que os números podiam ser compreendidos em qual-
quer idioma, facilitando assim a comunicação da informação.
O trabalho deixou de ser uma simples tradução. Recebeu várias inova-
ções, adaptações e complementos, passando a se constituir em um siste-
ma de classificação que permitiria aos bibliotecários especificar e direcio-
nar assuntos de forma bem mais objetiva, atendendo as necessidades dos
usuários.
Paul Otlet (1869-1944)
Fonte: www.mementoproduction.be/Otlet.htm
HenriLaFontaine(1854-1943)
Fonte:FUNDAÇÃONOBEL:http://nobelprize.org/
CLASSIFICAR significa organizar ob-
jetos ou idéias segundo determinados
critérios.
Classificação Decimal de Dewey - siste-
ma de classificação que deu origem ao
Sistema de Classificação Decimal Univer-
sal e cujo autor é Mevil Dewey.
ORGANIZAR, por sua vez, pode ser enten-
dida como a atividade voltada para arru-
mar de determinado modo; colocar em
certa ordem (SOUZA, 1998, apud TRISTÃO,
2004).
39EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 2 - Organização do conhecimento no sistema CDU: Índi-
ce, tabelas principais e tabelas auxiliares
A Classificação Decimal Universal (CDU) é um esquema internacional de classificação de conteúdos de docu-
mentos, ou seja, não serve para classificar apenas livros, mas também revistas, filmes, discos e materiais audiovi-
suais,entreoutros.Baseia-senoconceitodequetodooconhecimentopodeserdivididoem10classesprincipais,
e estas podem ser infinitamente divididas numa hierarquia decimal.
Osdocumentossãoclassificadosdeacordocomoassuntoaquesereferem,eéessequedeterminaonúmero
que lhes é colocado na lombada e em seguida, são arrumados na estante de acordo com o número de classe
atribuído. Exemplo:
55•  Geologia
32•  Política
61•  Medicina
9•  História
51•  Matemática etc.
Setomarmos,umaclasseprincipal,porexemploaclasse6,CiênciasAplicadas.Medicina.Tecnologia,poderemos
ver como esta se subdivide:
61•  Ciências médicas.
62 Engenharia.Tecnologia em geral.• 
63•  Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia.
64•  Ciência Doméstica. Economia Doméstica.
65•  Organização e administração da indústria, do comércio e dos transportes.
66•  Tecnologia química. Indústrias químicas.
67•  Indústrias e ofícios diversos.
68•  Indústrias, artes e ofícios de artigos acabados.
69•  Construção civil. Materiais de construção. Prática e processos de construção.
A subclasse 62 Engenharia subdivide-se por sua vez em:
620•  Engenharia em geral. Testes dos materiais. Energia.
621•  Engenharia mecânica.
622•  Engenharia de minas.
623•  Engenharia naval e militar.
624•  Engenharia civil e estruturas em geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção de túneis e de pon-
tes. Superestruturas.
624•  Engenharia civil divide-se em áreas diferentes que podem por sua vez ser divididas novamente em
áreas ainda mais especializadas:
624.01•  Estruturas e elementos estruturais segundo o material e o processo de construção.
624.011•  Estruturas e materiais de origem orgânica.
624.012•  Estruturas de alvenaria.
624.012.45•  Estruturas de betão armado.
624.1•  Infra-estruturas das construções. Fundações. Construção de túneis.
624.2/.8•  Construção de pontes etc.
E assim infinitamente...• 
Com isso, Otlet e La Fontaine conseguiram implantar um grau maior de
detalhamento na organização dos assuntos dentro desse novo esquema
de classificação.
O resultado desse trabalho, em língua francesa, foi publicado pelo Ins-
titute International de Bibliographie – IIB, sediado em Bruxelas - no Pa-
lais Mondial, de forma preliminar em 1904, e foi denominada “Manuel du
Repertoire Bibliographique Universel” (Manual do Repertório Bibliográfico
Universal) e em 1907, surgiu a reimpressão desta edição do Repertório, em
forma de catálogo sistemático, sendo hoje a Classificação Decimal Univer-
sal - CDU, com aproximadamente 33.000 subdivisões.
40 Auxiliar de Biblioteca
Estrutura e Notação
A Classificação Decimal Universal – CDU - apresenta-se em dois volumes:
Parte 1 – Tabela Sistemática;• 
Parte 2 – Índice Alfabético.• 
A tabela sistemática, por sua vez, subdivide-se em outras duas tabelas: a tabela principal e as tabelas au-
xiliares. Faz uso de números arábicos que, depois de pesquisados, passam a formar a notação que é o código
(valor numérico) que representa os conceitos na classificação e expressa sua ordenação. Observando a CDU,
na pontuação de suas notações, esta acrescenta um ponto a cada grupo de três dígitos para facilitar a leitura,
não tendo, portanto, valor classificatório.
Tabela principal
A tabela principal é igualmente identificada como notação primária, lembrando que notação é o número
que está na tabela de classificação e que representa o assunto que se busca para classificar corretamente os
documentos. A base da CDU é constituída por nove classes específicas e uma classe geral, apresenta-se somen-
te com um algarismo arábico e na classe 4 – Lingüística, que foi incorporada na classe 8 – Literatura (em 1963),
deixando então, a classe quatro vaga para futuras expansões.
Veja como se distribui o conhecimento no Sistema CDU.
0. Generalidades. Informação. Organização.
01•  Bibliografias. Catálogos.
02•  Bibliotecas. Biblioteconomia.
03•  Livros de Referência: Enciclopédias, Dicionários.
04•  Ensaios, Panfletos, e Brochuras.
05•  Publicações Periódicas. Periódicos.
06•  Instituições. Academias. Congressos. Sociedades. Organismos Científicos. Exposições. Museus.
07•  Jornais. Jornalismo. Imprensa.
08•  Poligrafias. Poligrafias Coletivas.
09•  Manuscritos. Obras Notáveis e Obras Raras.
1. Filosofia. Psicologia.
11•  Metafísica.
133•  Metafísica da vida espiritual. Ocultismo.
14•  Sistemas e pontos de vista filosóficos.
159.1•  Psicologia.
16•  Lógica. Teoria do Conhecimento. Metodologia da Lógica.
17•  Filosofia Moral. Ética. Filosofia Prática.
2. Religião. Teologia.
21•  Teologia Natural. Teologia Racional. Filosofia Religiosa.
22•  A Bíblia. Sagradas Escrituras.
23•  Teologia Dogmática.
24•  Teologia Prática.
25•  Teologia Pastoral.
26•  Igreja Cristã em Geral.
27•  História Geral da Igreja Cristã.
28•  Igrejas Cristãs. Seitas. Denominações (Confissões).
41EAD - CIAR/UFG/UAB
29•  Religiões não-cristãs.
3. Ciências Sociais. Economia. Direito. Política. Assistência Social. Educação.
31•  Demografia. Sociologia. Estatística.
32•  Política.
33•  Economia. Ciência Econômica.
34•  Direito. Jurisprudência.
35•  Administração Pública. Governo. Assuntos Militares.
36•  Assistência Social. Previdência Social. Segurança Social.
37•  Educação.
38•  Metrologia. Pesos e Medidas.
39•  Etnologia. Etnografia. Costumes. Modas. Tradições. Folclore.
4. Classe vaga.
5. Matemática e Ciências Naturais.
50•  Generalidades sobre as Ciências Puras.
51•  Matemática.
52•  Astronomia. Astrofísica. Pesquisa Espacial. Geodésica.
53•  Física.
54•  Química. Mineralogia.
55•  Ciências da Terra. Geologia. Meteorologia.
56•  Paleontologia.
57•  Biologia. Antropologia.
58•  Botânica.
59•  Zoologia.
6. Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia.
61•  Ciências Médicas.
62•  Engenharia. Tecnologia em Geral.
63•  Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia.
64•  Ciência Doméstica. Economia Doméstica.
65•  Organização e Administração da Indústria, do Comércio e dos Transportes.
66•  Indústria Química. Tecnologia Química.
67•  Indústrias e Ofícios Diversos.
68•  Indústrias, Artes e Ofícios de Artigos Acabados.
69•  Engenharia Civil e Estruturas em Geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção deTúneis e de Pon-
tes. Superestruturas.
7. Arte. Belas-artes. Recreação. Diversões. Desportos.
70•  Generalidades.
71•  Planejamento Regional e Urbano. Paisagens, Jardins etc.
72•  Arquitetura.
73•  Artes Plásticas. Escultura. Numismática.
74•  Desenho. Artes Industriais.
75•  Pintura.
76•  Artes Gráficas.
77•  Fotografia e Cinema.
78•  Música.
79•  Entretenimento. Lazer. Jogos. Desportos.
42 Auxiliar de Biblioteca
8. Linguagem. Lingüística. Literatura.
80•  Lingüística. Filologia. Línguas.
81•  vaga.
82•  Literatura em Língua Inglesa.
83•  Literatura Alemã/Escandinava/Holandesa.
84•  Literatura Francesa.
85•  Literatura Italiana.
86•  Literatura Espanhola/Portuguesa.
87•  Literatura Clássica (Latim e Grego).
88•  Literatura Eslava.
89•  Literatura em outras Línguas.
9. Geografia. Biografia. História.
90•  Arqueologia; Antiguidades.
91•  Geografia, Exploração da Terra e Viagens.
929•  Biografias.
93•  História.
94•  História Medieval e Moderna em Geral. História da Europa.
95•  História da Ásia.
96•  História da África.
97•  História da América do Norte e Central.
98•  História da América do Sul.
99•  História da Oceania, dos Territórios Árticos e da Antártida.
Uma versão adaptada da tabela CDU encontra-se no anexo.
43EAD - CIAR/UFG/UAB
Tabelas auxiliares
As tabelas auxiliares apresentam-se em duas divisões: os sinais e as subdivisões auxiliares. O uso destas ta-
belas permite, além dos números simples, a construção de números compostos e sínteses. Os números simples
são qualquer número extraído da tabela principal ou auxiliar e citado isoladamente. Por exemplo: Brasil (81)
ou Medicina 61.
Os números compostos são os criados por síntese, ou seja, a composição feita com números extraídos de
mais de uma parte da tabela (principal ou auxiliar), que juntos formam uma notação de assunto. Por exem-
plo: Medicina no Brasil 61(81) ou Mineração e Metalúrgica 622 + 669.
Outros assuntos podem ainda ser encontrados nas tabelas auxiliares, como:
nomes de países (tabela auxiliar comum de lugar);• 
idiomas (tabela auxiliar comum de línguas);• 
a forma como o assunto se apresenta, se é um dicionário, uma enciclopédia ou um relatório etc. (ta-• 
bela auxiliar comum de formas);
raças e nacionalidades (tabela auxiliar comum de raça e nacionalidade), podem também mencionar o• 
tempo de que o assunto trata (tabela auxiliar comum de tempo);
e ainda tratar do ponto de vista sob o qual o assunto pode ser apresentado (tabela auxiliar comum de• 
ponto de vista).
Enfim, nas tabelas da CDU podemos classificar os assuntos de maneira completa e abrangente, passando
para os nossos usuários confiabilidade e segurança através de nossos serviços.
Sinais
Os sinais, apresentados na Tabela – Coordenação e Extensão e Tabela – Relação, Subagrupamento e Or-
denação são em número de cinco:
coordenação, representado pelo sinal de + (adição);• 
extensão, representado pela / (barra oblíqua);• 
relação, representado pelo sinal de : (dois pontos);• 
subagrupamento, representado pelos [ ] (colchetes) e• 
ordenação, representado pelos :: (dois pontos duplos).• 
Os sinais permitem a composição de números, atingindo um grau maior de especificidade e de recupe-
ração de assuntos.
Números de classificação utilizando os sinais de relação (:), coordenação (+) e extenção
consecutiva(/).
44 Auxiliar de Biblioteca
Subdivisões auxiliares
As subdivisões auxiliares podem ser categorizadas em:
•  auxiliares comuns: possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e indicam características repeti-
tivas, ou seja, aquelas que são aplicadas em todas as classes principais. São eles: auxiliar comum de língua
de forma, de lugar, de raça, de tempo, de ponto de vista, de materiais e de pessoas. Incluem-se, também, o
asterisco e as extensões alfabéticas. Essas podem ser utilizadas junto a qualquer assunto das tabelas prin-
cipais, portanto, fiquem à vontade para utilizá-las quando necessário.
auxiliares especiais:•  indicam características que se repetem somente em determinados lugares da
tabela, isto é, aqueles que são aplicáveis a um número limitado da tabela, cuja classe principal à qual
está subordinada autorize sua utilização. São eles: auxiliares especiais de ponto zero, hífen e após-
trofo. Só podem ser utilizadas junto aos assuntos que o sistema permitir, mas não fique preocupado,
todas as vezes que essas tabelas especiais precisarem ser utilizadas haverá uma indicação.
Em resumo, a CDU utiliza na composição da sua notação números decimais, sinais, símbolos, letras ou
palavras, portanto, é uma notação mista. Na estrutura do sistema aparecem, também, outros símbolos iden-
tificados a seguir:
remissiva“ver”aparece por extenso nas tabelas;• 
seta•  → indica“ver também”;
subdividir como = indica a divisão paralela, os números que antecedem o símbolo podem ser subdivi-• 
didos de maneira análoga à do número que o segue, o que permitirá uma série exatamente análoga,
com os mesmos conceitos e mesmos algarismos.
Exemplo de classificação utilizando os núme-
ros da tabela auxiliar de línguas.
Exemplo de classificação com auxiliar especial
de - (hífen).
Exemplo de classificação utilizando os núme-
ros da tabela auxiliar de formas.
Exemplo de classificação utilizando os núme-
ros da tabela auxiliar de lugares.
45EAD - CIAR/UFG/UAB
Índice
É o instrumento criado para facilitar a busca de assuntos nas tabelas principais. Ele aparece como um vo-
lume 2 – Índice Alfabético e vem separado dos demais. É mais volumoso que o volume 1 – Tabelas Sistemá-
ticas. Os assuntos que os bibliotecários identificam nos materiais são procurados neste índice. Os números
identificados são anotados e em seguida, são consultadas as tabelas principais. É necessário ter sempre o
cuidado de verificar se o número do assunto encontrado realmente corresponde ao assunto que está indi-
cado no material. Nem sempre o assunto encontrado no índice corresponde ao assunto procurado. É preciso
ter atenção ao classificar, pois os assuntos podem ser estudados sob diversos pontos de vista. Mas não se
preocupem, com o dia-a-dia essas observações ficarão mais claras.
A Prática da organização dos materiais por assunto
Para organizarmos os assuntos referentes aos materiais que temos em nossa biblioteca, é preciso seguir
alguns procedimentos que garantirão que organizemos de forma correta. Para que você compreenda quais
os passos a seguir, observe atentamente o fluxograma abaixo:
Resumo da temática 1
O conteúdo desta Unidade se refere tão somente à descrição dos conceitos sobre a Teoria da Classifica-
ção e sobre a Estrutura do Sistema de Classificação Decimal Universal, que é justamente o sistema adotado
pela Universidade Federal de Goiás e por muitas outras bibliotecas universitárias. Sugerimos que o mesmo
sistema seja utilizado de forma simplificada para organização do conhecimento e documentos das Bibliote-
cas dos Polos de Ensino a Distância do CIAR/UFG.
Resumo da temática 1
Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense:
http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/• 
Consórcio CDU: http://www.udcc.org/• 
InstitutoBrasileirodeInformaçãoemCiênciaeTecnologia:http://www.ibict.br/• 
Biblioteconomia, Informação & Tecnologia da Informação:• 
http://www.conexaorio.com/biti/psite3.cgi
46 Auxiliar de Biblioteca
Referências
CAMPOS, Liene; MENEZES, Estera Muszkat. Classificação Decimal Universal – CDU: instruções e exercícios.
Florianópolis: Editora da UFSC, 1987.
DAHLBERG, I. Fundamentos teórico-conceituais da classificação. R. Bibliotecon. Brasília, v.6, n.1, 1978. p.9-21.
GUINCHAT, C. & MENOU, M. Introduçãogeralàsciênciasetécnicasdainformaçãoedocumentação. 2.ed. corr. aum.,
por Marie France Blanquet; trad. de MiriamVieira da Cunha. Brasília : IBICT, 1994. 54p.
PIEDADE, M. A. Requião. Introdução à Teoria da Classificação. São Paulo: Interciência, 1983.
SILVA, Odilon Pereira da; GANIM, Fátima. Manual da CDU. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994.
SOUZA, Sebastião. CDU: como entender e utilizar a edição-padrão internacional em língua portuguesa. 3. ed.
rev. ampli. Brasília: Thesaurus, 2004.
TRISTÃO, Ana Maria Delazari. Sistema de classificação facetada e tesauros: instrumentos para organização do
conhecimento. Ciência da Informação, Vol. 33, No 2 (2004).
47EAD - CIAR/UFG/UAB
48EAD - CIAR/UFG/UAB
Temática 2
Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando
o sistema OpenBiblio
Carga horária: 10 horas
Apresentação da temática 2
Bem-vindos(as) à temática 2: “Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema
OpenBiblio”.
Essa parte do trabalho de processamento técnico é conhecida por catalogação, cabendo ao Auxiliar de
Biblioteca apoiar o bibliotecário nesta atividade.
É nessa parte que avaliaremos com muito cuidado os dados que identificam os materiais, tais como au-
tores, títulos, dados de publicação, entre outros. Serão por esses dados que procuraremos os livros para
os usuários no momento do atendimento, portanto, se esse trabalho não for feito com bastante atenção e
cuidado, dificilmente acharemos o livro solicitado.
Tema Conteúdo
1 Catalogação: Origens, principais conceitos, padrão internacional de descrição bibliográfica
(ISBD), principais códigos de catagolação utilizados no Brasil
2 Manutenção do Catálogo On-line da Biblioteca
Nessa unidade, veremos o conteúdo referente à etapa de inserção e manutenção de
registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio. Primeiramente, é preciso enten-
der os termos utilizados na área, para que vocês não se percam durante nossa caminhada,
juntamente com um breve histórico da área de catalogação. Depois de entendermos esses
conteúdos, aí sim poderemos passar à parte da inserção e manutenção de registros biblio-
gráficos. Para essa tarefa, você utilizará o OpenBiblio. Ao final dessa unidade, você será capaz
de entender os termos mais utilizados pelo trabalho de catalogação e conseguir identificar nas obras biblio-
gráficas os itens mais importantes para identificar corretamente uma obra, bem como inserir esses dados
eficientemente no programa de gestão da biblioteca.
Vamos ao trabalho!
Objetivos da Unidade 2
49 Auxiliar de Biblioteca
Tema 1 - Catalogação: Origem, principais conceitos, padrão in-
ternacional de descrição bibliográfica (ISBD), principais códigos
de catalogação utilizados no Brasil
De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho, os Auxiliares de Biblio-
teca devem atuar no tratamento, recuperação, disseminação da informação, administração do acervo e
na manutenção de bancos de dados.
Fonte: http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=3711-05. Acesso em: 12/12/2008
Foi aqui que tudo começou!
Origem
Historicamente, a primeira menção sobre catálogos apareceu na Bibliote-
cadeAssurbanipal,emAssíria,datandoentre668-626a.C.Atualmente,oMu-
seu Britânico de Londres ainda mantém alguns fragmentos de índices desta
biblioteca da Antiguidade, como escritas rudimentares. Outra biblioteca a
registrar obras em catálogos foi em Alexandria (260-240 a.C.), onde Calímaco
realizou a primeira iniciativa para a organização de um catálogo metódico.
Da Antiguidade até Renascença, incluindo a Idade Média, os catálogos eram
inventários das coleções a que se referiam, ao que hoje poderíamos entender por“livros de tombo”.
Emrelaçãoàsuaorganização,aprincipalcaracterísticafísicadoscatálogoseraoformatodecódice,ouseja,
em formato de livro. No convento St. Martin, em Dover na Inglaterra, foi encontrada uma lista de livros datada
de 1389, o que se considera como o primeiro catálogo da forma como o compreendemos hoje, pois listava o
conteúdo de cada obra do convento, além de uma breve análise das suas partes. Outra obra considerada de
importância histórica é o catálogo de Amplonius Ratnick, de Berka na Alemanha, nos anos de 1410-12.
Já no século XV, com o avanço decorrente dos estudos na área de bibliografias, Johann Tritheim – biblió-
grafo e bibliotecário alemão – elabora uma bibliografia em ordem cronológica com índice alfabético de autor.
Em meados do século XVI, Konrad Gesner – bibliógrafo e naturalista suíço – cria uma bibliografia em ordem
de autor junto com um índice de assuntos. Com as ideias advindas dos ideais iluministas no século XVIII e as
tentativas de organizar e sistematizar o conhecimento humano produzido até então, surgem as primeiras En-
ciclopédias (a Enciclopédia de Diderot e a Enciclopédia Britannica), que podemos considerar como catálogos
de conhecimentos. Ainda no século XVIII, o objetivo pelo qual os catálogos eram confeccionados mudou, a
partir de então os catálogos passam a ser desenvolvidos para servir como um instrumento de busca de in-
formações, resultado do crescimento de bibliotecas na Europa. Em 1791, foi publicado o primeiro código de
catalogação e suas características eram a simplicidade e a brevidade, era curto e prático.
No final do século XIX, tem-se o início da Biblioteconomia como conhecida hoje, pelo menos em termos
teóricos e não práticos. Nesta época surgem também os primeiros pensadores da área:
Anthony Panizzi – 91 regras – British Museum – Inglaterra;• 
Charles Jewett – código da Smithsonian Institute – Estados Unidos;• 
Carl Dziatzko – Instruções Prussianas - Prússia;• 
Charles Ammi Cutter – Rules for a dictionary catalogue – Estados Unidos.• 
No século XX, os desenvolvimentos mais importantes na área da catalogação vão se referir ao desenvolvi-
mento do código de catalogação anglo-americano, conhecido na área pela sigla AACR, que é o código mais
utilizado no Brasil. Inicialmente, mesmo com uma série de inconsistências, foi adotado pela maioria dos paí-
ses, até aqueles que possuíam seus códigos nacionais. Essa utilização se deu talvez pelo fato de que o AACR
foi o código mais fiel aos princípios da Conferência de Paris. Ocorrida em 1961, reuniu a maioria das agências
50EAD - CIAR/UFG/UAB
A partir deste momento já
temos a Catalogação como
conhecemos!
de catalogação do mundo na época, para discutirem os rumos que o processo de catalogação deveria seguir.
Em 1967, foi lançada a primeira edição do AACR, inicialmente publicado em duas versões – norte-americana
e inglesa – por questões de divergências em alguns pontos. Em 1969, é lançada no Brasil a 1ª edição do AACR,
tornando-se a partir de então o código mais utilizado no país. Outro evento notável realizado naquele ano
foi a Reunião Internacional de Especialista em Catalogação – RIEC, em Copenhague, Dinamarca. Como maior
contribuição deste evento, além do avanço no sentido da padronização das práticas de catalogação, foi a
publicação por Michael Gorman, especialista alemão, do documento International Standard Bibliographic
Description – ISBD.
Principais códigos de catalogação utilizados no Brasil:
Código de Catalogação da Biblioteca Vaticana;• 
AACR1 (traduzido e publicado em 1969);• 
AACR2 (traduzido e publicado em 1983);• 
“catalogação referenciada”;• 
ACR2 revisão (traduzido em 2002 e publicado em 2005).• 
Sobre as ISBD’s
Em 1971, a IFLA - International Federation of Library Associations - publica os estudos do ISBD(M) (para
monografia), a ela seguem outras normas para outros tipos de materiais:
Obras raras - ISBD (A)• 
Material não livro - ISBD (NBM)• 
Publicações seriadas - ISBD(S)• 
Material cartográfico (mapas, atlas etc.) - ISBD (CM)• 
Geral - ISBD(G)• 
Com o objetivo de ser instrumento de intercâmbio internacional de informação bibliográfica, a padro-
nização proposta tem várias vantagens. Entre outras, a de permitir a interpretação dos dados bibliográficos
para além dos limites da barreira linguísticas, determina os elementos necessários à descrição bibliográfica,
estabelece a ordem de apresentação dos elementos na descrição de materiais, utiliza sequências de pontu-
ação padronizadas, e por fim, apresenta a seguinte ordem geral dos elementos da descrição bibliográfica:
Zona do título e da indicação do autor;• 
Zona de designação geral de material (DGM);• 
Zona da edição;• 
Zona do pé de impressão (local de impressão, nome do editor, data de publicação, local de impressão,• 
nome do impressor);
Zona da colação (número de volumes e/ou número de páginas, indicação da ilustração, formato, ma-• 
terial acompanhante);
Zona de coleção;• 
Zona de notas;• 
Zona do ISBN, da encadernação e do preço.• 
O Anglo-American Cataloguing Rules – 2ª Edição (AACR2), de 1978, tem como base o ISBD(M) para des-
crição bibliográfica de monografias. A estrutura de zonas do ISBD foi incorporada pelo AACR2, mas alteran-
do-se o nome de zonas para áreas. A estrutura do AACR2 está dividida da seguinte maneira:
Parte I: trata da descrição bibliográfica dos diversos tipos e suportes de material em seus 12 capítulos,• 
dividi-se de forma determinada, e se dedica a cada um dos suportes a seguir: livros, folhetos, materiais
cartográficos, manuscritos, música, gravações sonoras, filmes, microformas etc.;
Parte II: trata da escolha e forma dos pontos de acesso, ou seja, das informações que se prestam a servir de• 
informação principal na busca de materiais informacionais (cabeçalhos, títulos uniformes e remissivas).
51 Auxiliar de Biblioteca
Conheça agora alguns termos
da área de Catalogação!
Para entender a linguagem do bibliotecário
Áreas - Seções da descrição que compreendem
dados de uma categoria particular ou de um con-
junto de categorias. As áreas são compostas pelos
elementos.
Entrada principal (ou ficha principal) - Registro
catalográfico completo de um documento, apre-
sentado na forma que o permita ser identificado.
A entrada (ou ficha) principal pode incluir as pistas
dos cabeçalhos sob os quais serão acessadas as ou-
tras entradas (ou fichas) no catálogo.
Cabeçalho - Palavra ou frase colocada no alto de
uma entrada catalográfica, como ponto de acesso
a um registro do catálogo.
Entrada secundária (ou ficha secundária) - Re-
gistro catalográfico produzido a partir da entrada
(ficha principal) para possibilitar o acesso a outros
dados desse registro no catálogo.
Catalogação - Processo de descrição (ou represen-
tação) das características de um documento, que
objetiva permitir sua identificação, busca e seleção
pelo usuário. Para tanto, inclui os processos de:
1) descrição bibliográfica do documento;
2) determinação dos pontos de acesso ao docu-
mento;
3) elaboração do código de localização do docu-
mento.
Fonte principal de informação - A fonte de dados
de um documento que tem prioridade no preparo
de uma descrição bibliográfica ou de parte dela.
Catálogo - Conjunto de entradas (fichas) principais
e secundárias que representam documentos que
compõem um dado acervo de biblioteca. Em uma
biblioteca, o acervo e seu catálogo, são decorrentes
de objetivos institucionalmente construídos.
Item - Um documento ou um grupo de documen-
tos sob qualquer suporte, editado, distribuído ou
tratado como uma entidade intelectual autônoma,
constituindo a base de uma única descrição biblio-
gráfica.
Código de localização do documento - Codifica-
ção dada a um documento. Realiza a relação do
registro bibliográfico que representa o documento
como o mesmo. Objetiva o acesso ao documento
depois de localizado no registro bibliográfico de
um catálogo. (Em geral, em bibliotecas compostas
por acervos grandes e com temas genéricos, utili-
za-se o código de localização denominado número
de chamada).
Número de chamada - Código de localização do
documento em uma biblioteca composto por um
número de classificação, uma notação referente à
entrada principal (autor ou título; em geral, o pri-
meiro) e outras informações, quando existentes
(edição, volume, exemplar e outros).
Os elementos de conteúdo são tratados na indexa-
ção e na elaboração de resumos.
Descrição bibliográfica - Conjunto de dados que
descreve (ou representa) os elementos característi-
cos de um documento. Compõe-se dos elementos
de identificação e de descrição física do documen-
to. (Refere-se tanto ao processo quanto ao produ-
to).
Páginaderosto - Página do início de um documen-
to, que traz o título principal e, em geral, embora
não necessariamente, a indicação de responsabili-
dade e os dados referentes à sua produção.
52EAD - CIAR/UFG/UAB
Documento - a informação registrada em qualquer
suporte manipulável e “COLEÇÃO”para o conjunto
de documentos produzidos por um princípio co-
mum.
Pistas - Cabeçalhos registrados na entrada (ficha)
principal, que representam os outros acessos pos-
síveis a um mesmo registro do catálogo.
Elementos - Palavras, frases ou grupos de caracte-
res que representam uma unidade distinta de infor-
mação, e compõem uma área.
Ponto de acesso - Nome, termo, código, etc., sob o
qual pode ser procurado e identificado um registro
bibliográfico.
Entrada analítica - Entrada para parte de um docu-
mento, já registrado sob uma entrada abrangente,
considerada uma entidade intelectual autônoma.
Conheça também a estrutura e a
pontuação do Código que se usa para
descrever os materiais da sua biblioteca.
AACR2 : Estrutura e Uso
Áreas e elementos da descrição
Área do título e informações sobre tipos de autoria:
Título principal.• 
Títulos equivalentes.• 
Outras informações sobre o título.• 
Indicação de autoria: autor da obra, tradutor, ilustrador, organizador.• 
Área da edição:
Indicação de edição.• 
Indicação de responsabilidade relativa à edição.• 
Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta)• 
Lugar de publicação, distribuição etc.• 
Editora, distribuidor etc.• 
Data de publicação, distribuição etc.• 
Lugar de impressão.• 
Impressor.• 
Data da impressão.• 
Área da descrição física (anterior colação):
Extensão da publicação.• 
Ilustrações.• 
Dimensões.• 
Material adicional.• 
Área da série:
Título principal da série.• 
Título equivalente.• 
Outras informações sobre o título da série.• 
Indicação de responsabilidade relativa à série.• 
ISSN.• 
Numeração da série.• 
53 Auxiliar de Biblioteca
Área das notas:
Toda informação que o catalogador julgar importante.• 
Área do número normalizado e das modalidades de aquisição:
ISBN.• 
Modalidade de aquisição.• 
Qualificação.• 
AACR2 - Áreas e pontuação.• 
Área do título e da indicação de responsabilidade:
título principal.• 
= título equivalente• 
: outro título ou informação sobre o título• 
/ primeiro dado referente à responsabilidade• 
, segundo e terceiro dados de responsabilidade• 
; dados análogos subsequentes• 
Área da edição:
.-- indicação de edição.• 
/ primeiro dado de responsabilidade da edição.• 
, segundo e terceiro dados de responsabilidade.• 
; dados análogos subsequentes.• 
Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta):
.-- primeiro local de publicação.• 
; segundo local de publicação.• 
: editora.• 
, data de publicação.• 
( ) detalhes de impressão (lugar: nome, data).• 
Área da descrição física (anterior colação):
.-- paginação e/ou número de volumes.• 
: dado referente à ilustração.• 
; dimensão.• 
+ material adicional.• 
( ) detalhes físicos do material adicional.• 
Área da série:
.-- título da série.• 
: outras informações sobre o título da série.• 
/ primeira indicação de responsabilidade de série.• 
. título da subsérie.• 
, ISSN.• 
; numeração dentro da série ou subsérie.• 
( ) indicação de série.• 
Área das notas:
Sem pontuação específica.• 
Área do número normalizado e das modalidades de aquisição:
( ) qualificação.• 
54EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 2 - Manuntenção do catálogo on-line da biblioteca
Pessoal, agora que vocês já conhecem um pouquinho
dos princípios da catalogação, vamos ver como inserir
dados no catálogo on-line do OpenBiblio!
Nessa parte do módulo vamos inserir uma obra bibliográfica como exemplo, utilizando o sof-
tware OpenBilio, conforme segue abaixo.
Áreas Fontes de Informação
Título e indicações de autorias
(autor da obra, ilustrador etc).
Página de rosto.
Edição
Página de rosto, outras prelimi-
nares e colofão*
Publicação, distribuição, etc.
Página de rosto, outras prelimi-
nares e colofão*
Descrição física Toda publicação
Série Toda publicação
Notas Toda publicação
Números normalizados Qualquer fonte
A Obra a ser inserida é esta acima.
Conforme vocês poderão observar, alguns dados já existem na capa como título da obra, autores, editores,
porém outros dados deverão ser procurados em outras partes da obra. Observe o quadro acima, ele apre-
senta os locais que devem ser observados e os dados que serão importantes para a atividade que iremos
realizar.
1º Passo: Abra o OpenBiblio. A primeira tela a aparecer deverá ser esta abaixo, em seguida clique em“Cata-
logando”, como na figura.
55 Auxiliar de Biblioteca
2º Passo: você irá visualizar a tela abaixo; em seguida selecione“Nova Bibliografia”.
3º Passo: A página de cadastro aparecerá, nela preencha os dados do livro, começando por escolher o tipo
de material, nesse caso“Livro”.
4º Passo: Na primeira parte do cadastro preencha os campos solicitados, conforme a figura abaixo:
Gênero:•  dentro das várias opções, marque“Livros novos”;
Número de Chamada:•  Essa é a informação que permitirá a localização do livro na estante. Coloque as 3
primeiras letras do sobrenome do primeiro autor em maiúsculas e as 3 primeiras letras do título do livro
em minúsculas, assim: SIL/aux;
Mostrar no OPAC:•  Marque essa opção para que os dados do livro apareçam nas buscas que os usuários
farão;
Título:•  Coloque o título em destaque do livro, nesse caso,“Auxiliar de Biblioteca”;
Restante do Título/Subtítulo:•  Nesse campo, coloque o restante ou subtítulo do livro em letras minús-
culas,“técnicas e práticas para a formação profissional”;
Indicação de responsabilidade, tradutor etc.:•  Aqui coloque o nome do segundo autor, iniciando pelo
seu sobrenome e separados por vírgula:“Araújo, Iza Antunes”;
Autor principal:•  É o primeiro autor mencionado. Coloque da mesma forma que o segundo autor, nesse
caso:“Silva, Divina Aparecida da”;
Descritor de termos (palavras – chave):•  Nesse campo serão colocadas as palavras que representarão
o conteúdo dos materiais, coloque uma palavra-chave em cada campo, lembrando que serão no má-
ximo 5, aqui poderá ser“Auxiliar de biblioteca”;
Descritor de termos (palavras – chave) 2:•  Outra palavra-chave do nosso exemplo era“Formação pro-
fissional”;
56EAD - CIAR/UFG/UAB
Continuando o 4º Passo: Na parte de baixo da tela os dados continuam:
Edição:•  O exemplar que estamos catalogando pertence à“5. ed.”
International Standard Book Number (ISBN):•  É o número normalizado internacional que identifica o
livro,podeserencontradonacontracapajuntoaocódigodebarras,nãoconfundircomeste.Paraesselivroo
número do ISBN é: 8570623518. Sem utilização de hífens.
Número de Classificação:•  É o número retirado da Classificação Decimal Universal, no caso é 025, reti-
rado da tabela CDU.
Lembrando o Sistema de Classificação Decimal Universal:
0 Generalidades. Informação. Organização.
01•  Bibliografias. Catálogos.
02•  Bibliotecas. Biblioteconomia.
Local de Publicação, Distribuição etc.:•  Se refere ao local de publicação, neste caso “Brasília”;
Nome da Editora, Distribuidor etc.:•  O nome da editora é“Thesaurus”;
Data de Publicação, Distribuição etc.:•  Entra sempre como ano de publicação do documento o ano
em que foi publicado, no caso do exemplo, 2003.
DescriçãoFísica(númerodepáginas):•  O número de páginas, corresponde ao número que constar da
última página, neste caso“151 p.”;
Após colocar todos esses dados no formulário de cadastro, clique em Enviar, para efetivar o cadastro da
obra.
57 Auxiliar de Biblioteca
5º Passo: A tela abaixo deverá aparecer com a seguinte mensagem em destaque:
6º Passo: Seguindo as informações da tela anterior, a próxima tela deverá ser esta. Deixe a opção“Gerar au-
tomaticamente”marcada para o programa criar um código de barras para a obra que estamos catalogando,
em seguida clique em“Enviar”;
7ºPasso: Para emitir etiqueta, observe o número criado pelo sistema, nesse caso 000061, em seguida clique
em“Relatórios”, como mostrado na figura abaixo:
58EAD - CIAR/UFG/UAB
8º Passo: Nesta tela, clique em“Busca de Exemplar”;
9º Passo: No campo“Código de Barras começa com”, insira o número do código de barras, quanto ao cam-
po“Ordenar por”, escolha a opção de sua preferência, em seguida clique em“Enviar”;
10º Passo: A tela seguinte deverá conter os dados, com os dados do material que iremos imprimir a etiqueta
de lombada. Nesta tela escolha a opção“Etiquetas”, à esquerda da página, conforme abaixo;
59 Auxiliar de Biblioteca
11º Passo: Aqui clique apenas em“Submit”;
12º Passo: O programa irá gerar automaticamente uma etiqueta com as informações necessárias à identi-
ficação da obra no acervo, conforme a página abaixo. Confira os dados que serão impressos. A seguir basta
clicar em“Imprimir”na opção“Arquivo”e pronto.
Resumo da Unidade 2
Nesta Unidade foram apresentados os conceitos principais da prática da catalogação e a estrutura da
descrição física de documentos. Também foi apresentado a catalogação passo a passo de uma obra biblio-
gráfica usando o programa OpenBilio.
Portal de Referência da Universidade Federal Fluminense:
< http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia> Acesso em:12/12/08
Fundação Biblioteca Nacional: < http://www.bn.br > Acesso em:12/12/08
60EAD - CIAR/UFG/UAB
Referências
BARBOSA, Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de janeiro: BNG; Brasilart, 1978.
CINTRA, A.M.; KOBASHI, N.Y.; LARA, M.L.G. de & TÁLAMO, M.F.G. (2002). Para entender as Linguagens Docu-
mentárias. 2a. ed. rev. e ampl. São Paulo: POLIS.
CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. Trad. e adaptação do texto norte-americano editado pela ALA
por Abner Lellis Corrêa Vicentini com a colab. de Pe. Astério Tavares Campos. Brasília: Ed. Dos Tradutores, 1960.
528p.
CRUZ, Anamaria da Costa. Representação descritiva de documentos: estudos de iniciação. Rio de Janeiro: FE-
BAB, 1994. p. 15-97
MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1995. 1123p.
PRADO, Heloisa de A. Organização e administração de bibliotecas. 2 ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Cien-
tíficos, 1981.
62EAD - CIAR/UFG/UAB
Temática 3
Preparo Mecânico de Materiais
Carga horária: 6 horas
Apresentação da Unidade 3
Bem-vindos(as)!
Aqui serão apresentadas orientações referentes ao preparo mecânico de materiais. Os
conteúdos que compõem o campo abrangido por essa modalidade estão compreendidos
dentro do módulo de processamento técnico. Não se apresenta como uma disciplina em sen-
tido amplo, mas como uma atividade posterior à classificação de assuntos e à descrição física
de documentos. Seus desdobramentos como atividades inerentes ao processamento técnico
se constituem em:
Carimbar o material nos devidos lugares e com os tipos de carimbos adequados;• 
Colar o bolso no livro, onde constarão os dados de empréstimo;• 
Etiquetar o material com etiquetas contendo os dados de localização do livro;• 
Registro do livro na biblioteca;• 
Compor a notação de autor para individualização da obra no acervo e distribuição e organização dos• 
livros nas estantes.
O objetivo desta unidade é possibilitar a compreensão do conjunto de atividades que compõem o prepa-
ro mecânico de materiais, capacitando-o a desempenhá-las com qualidade, aliando eficácia na realização do
trabalho com eficiência na utilização dos recursos. Possibilitará, ainda, a compreensão da importância que
essa atividade impõe ao processo de busca e recuperação da informação. Aqui, serão abordadas as técnicas
de: carimbagem do material; colagem de bolso; etiquetagem do material; noções de registro; composição
de notação de autor e por fim, a organização dos livros nas estantes.
Apresentação da Unidade 3
Prontos(as) para mais uma unidade?
Roteiro Unidade Temática 3
Tema Conteúdo
1 Conhecendo as partes do livro
2 Carimbagem de materiais informacionais
3 Colagem de bolso
4 Etiquetagem de material
5 Noções de registro
6 Composição de notação do autor
7 Organização dos livros na estante
Objetivos da Unidade 3
63 Auxiliar de Biblioteca
Tema 1 - Conhecendo as partes do livro
O preparo mecânico de materiais informacionais é um processo cuja finalidade é identificá-los como pro-
priedade da instituição, e prepará-lo para que seja devidamente localizado e recuperado. É de fundamental
importância que o responsável por essa atividade conheça todas as partes do livro para que não haja erro no
momento da efetivação de cada etapa que compõe o processo. A figura a seguir o ajudará nesta tarefa.
Partes do livro
Aba
Aba
g
g
g
c
r
d
d
Fonte: http://www.reler.com.br/Estado_Livros_Virtuais.htm
Após conhecer os elementos constitutivos do livro, passemos para a descrição das etapas que compõem o
processo de preparo mecânico.
Tema 2 - Carimbagem de materiais informacionais
A carimbagem de um material informacional tem por finalidade firmar propriedade. Geralmente, usa-se
um carimbo no verso da folha de rosto. Na parte inferior ou no local onde não há informações registradas,
contendo, por exemplo, a logomarca e/ou nome da instituição, o número e a data do registro, o valor do
material, o tipo de aquisição (compra, doação ou permuta) e a data da carimbagem.
Exemplo:
É conveniente carimbar também uma página pré-estabelecida pela biblioteca, a página segredo, isso é
importante para que os livros tenham uma marcação específica. É o mesmo que fazemos quando compramos
um livro, nós colocamos nosso nome.
Exemplo:
Uma biblioteca pode estabelecer a carimbagem segredo na página 32. Nas publicações com menos de
32 páginas pode-se carimbar a página 12.
64EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 3 - Colagem de bolso
Para facilitar o controle de entrega de materiais emprestados, é interessante o preparo de um bolso para
proteger e guardar o cartão e/ou ficha que contém o registro das datas de devolução. Antigamente, usava-
se o procedimento manual para empréstimo, isto é, utilizava-se um cartão com o nome do livro e o número
de registro que se localizava no bolso, contendo um espaço para registrar o nome do usuário e as datas de
empréstimo e devolução. O cartão ficava retido a partir da data do empréstimo na biblioteca juntamente
com a ficha de inscrição do usuário. Após a devolução, o cartão retornava ao bolso do livro. Atualmente, com
a informatização de serviços de biblioteca, dispõe-se nos livros apenas a ficha ou comprovante de emprés-
timo contendo informações sobre as datas de devolução para lembrar ao usuário a data do retorno do livro
à biblioteca.
Lembramos que o empréstimo dos materiais é feito atraves do software utilizado pela biblioteca. Caso sua
biblioteca ainda não esteja informatizada, recomenda-se o uso do cartão para empréstimo manual.
O bolso deve ser colado na parte interna do livro, sempre na mesma posição, pois vale lembrar que deve
haver sempre uniformidade quanto às medidas adotadas pela biblioteca. Aconselha-se a fixação na última
página do livro. Caso a mesma tenha informações registradas, pode-se fixá-lo no verso da capa.
Dentro do bolso coloca-se o cartão (no caso de empréstimo manual) e a ficha para registro de datas.
Exemplos:
Modelo de bolso para alocação de fichas de datas de devolução.
É recomendável, também, carimbar as áreas externas do livro, ou seja, o corte e bordas (superior e inferior).
O ideal é o uso de um carimbo pequeno (estreito) que contenha apenas o nome da instituição.
Borda inferior
Borda superior
Borda lateral
Locais a ser
carimbados
65 Auxiliar de Biblioteca
Modelos da ficha de data de devolução e cartão de empréstimo.
Tema 4 - Etiquetagem do material
A etiquetagem é o procedimento de identificação do material com o número de chamada a fim de facili-
tar a recuperação do material nas estantes. Digita-se o número de chamada na etiqueta, a qual se prega na
lombada do livro, protegendo-a com fita adesiva transparente. A identificação pode conter, além do número
de chamada (classificação e notação de autor), o número da edição, do exemplar e volume (quando for o
caso) para melhor individualização.
Vale lembrar que a colagem da etiqueta deve seguir um padrão. Muitas bibliotecas fixam as etiquetas
com uma distância de alguns centímetros do final da lombada do livro. Por exemplo: 2cm, 3cm, 4cm etc.
As bibliotecas informatizadas têm a possibilidade de imprimirem etiquetas contendo códigos de barras
para leitura do material em software, seja para empréstimo, seja para inventário, ou outra atividade correlata.
Essa etiqueta pode vir junto à etiqueta de lombada, ou individualizada na página de rosto e/ou outra página
pré-estabelecida. Muitas bibliotecas utilizam os dois modelos, isto é, optam por colarem o código de barras
tanto na lombada quanto no interior do livro. Esse procedimento é recomendado, pois, caso um código de
barras falhe tem-se outra opção.
Existe no mercado uma variedade de etiquetas. Aconselha-se a escolha de um material de boa qualidade
para melhor conservação. Dentro dessa variedade, existem as diversas numerações correspondentes ao ta-
manho. Cada biblioteca se encarrega em escolher o tamanho e o modelo da etiqueta.
Exemplos:
Modelo de material com etiquetas de lombada Modelo de Colagem da etiqueta de código de barras na pá-
gina de rosto
Modelo de Colagem da etiqueta de lombada com código de barras
66EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 5 - Noções de registro
Tema 6 - Composição de notação do autor
Todo material adquirido pela biblioteca, seja por compra, doação ou permuta, deve ser registrado para
possibilitar o controle do acervo. Trata-se do registro de um número a cada exemplar, conhecido como nú-
mero de registro, ou número de tombo. Conforme já mencionado anteriormente, esse número é colocado
no livro, no campo reservado do carimbo, no local estabelecido pela biblioteca, utilizado no verso da página
de rosto.
Vale observar que o número aplicado a cada exemplar é estabelecido por meio de uma sequência de en-
tradas, uma ordem numérica crescente. A composição desta sequência pode ser pré-estabelecida em uma
folha com números de tombos, fazendo um destaque sempre no último número utilizado para não perder a
sequência. Pode-se também adotar fichas de tombos, contendo as seguintes informações:
Número do registro;• 
Data da realização do registro;• 
Autor;• 
Título;• 
Local;• 
Ano da publicação;• 
Edição;• 
Assunto(s);• 
Número de classificação;• 
Coleção;• 
Forma de aquisição (compra, doação ou permuta);• 
Outras informações.• 
Após o preenchimento, os dados devem ser inseridos em catálogo informatizado e as fichas devem ser
arquivadas.
É importante ressaltar que além de livros outros documentos também são registrados, tais como: folhetos,
periódicos, vídeos, CDs etc. Para tanto, basta fazer uma adaptação para cada tipo de material. Os procedimentos
são sempre os mesmos, o que muda é o formato do documento.
Pode-se também, além das fichas de tombos, fazer um registro de entrada num livro – o livro de tombo.
Muitas bibliotecas optam em inserir os dados diretamente nos campos de descrição física oferecidos pelo sof-
tware de automação adotado por elas. Mas, vale considerar que a conservação dos dados de registro manual
oferece segurança quanto à preservação de dados, caso estes sejam corrompidos. Ou seja, se houver falha no
sistema informatizado, pode-se recorrer às fichas e/ou ao livro de tombo para recomeçar o processo. O pro-
grama que será utilizado para gerenciar a biblioteca, o OpenBiblio, nos dá a opção de gerar um relatório de
tombos inseridos, o que poderá ser impresso e encadernado, gerando assim um livro de tombo a partir dos
livros inseridos no sistema.
As principais vantagens do registro de entrada são:
Identificar cada exemplar dos documentos contidos na biblioteca;• 
Tombar como bem patrimonial da instituição;• 
Informar de maneira sucinta o número de aquisições que compõem o acervo;• 
Fornecer informações sobre baixas (materiais retirados do acervo): motivos;• 
Informar o valor financeiro, ou formas de aquisição para fins de relatório estatístico;• 
Oferecer atualidade e coerência;• 
Oferecer segurança ao patrimônio.• 
A notação de autor refere-se à composição de uma lógica alfabética ou alfanumérica dos dados do autor
e do título. Serve para individualizar os autores numa mesma classificação.Trata-se de um componente mui-
to importante, assim como o número de classificação, na organização dos materiais nas estantes. O número
de Cutter, ou notação de Cutter, é um sistema muito utilizado em bibliotecas. É um número composto por
três dígitos retirados da Tabela de Cutter, criada por Charles Cutter. Consiste em colocar a primeira letra em
maiúsculo do sobrenome do autor, seguido do número de Cutter e a primeira letra da primeira palavra do
título em minúsculo.
67 Auxiliar de Biblioteca
Exemplo: Livro – Cidadania no Brasil: o longo caminho
Autor – José Murillo de Carvalho
Notação – C324c
A tabela de Cutter pode ser adquirida na versão impressa ou em programa de computador. Através da
internet poderá ser encontrada facilmente no seguinte endereço eletrônico: http://www.davignon.qc.ca/
cutter1.html, ou ainda pode ser instalado no computador da biblioteca, gratuitamente, um programa cha-
mado OCLC Dewey Cutter Program, que gera automaticamente o número de autor de acordo com a Tabela
de Cutter e pode ser encontrado em: http://www.oclc.org/dewey/support/program/.
Muitas bibliotecas brasileiras utilizam o sistema de três letras. Usam-se as três primeiras letras do último
sobrenome do autor em maiúsculo e as três primeiras letras do título em minúsculo, desconsiderando arti-
gos. É desta maneira que as bibliotecas dos polos de ensino a distância deverão utilizar, pois devem seguir o
modelo que o Sistema de Bibliotecas da UFG utiliza.
Exemplo: Livro – As razões do Iluminismo
Autor – Sérgio Paulo Rouanet
Notação – ROU/raz
Tema 7 - Organização dos livros nas estantes
A organização de livros nas estantes é uma atividade muito importante, pois ordena os materiais para pos-
terior busca e localização. Em bibliotecas cujo acesso às estantes é livre, o sistema utilizado é a arrumação
relativa por assunto. Os livros são reunidos conforme o assunto tratado. Os assuntos são representados pelo
código de chamada, que se compõe de um conjunto formado por letras e números.
No momento da arrumação, primeiramente leva-se em consideração o número de classificação, consi-
derando, em seguida, a notação do autor, ou seja, a ordem alfabética do sobrenome do autor e do título da
obra. (Cutter ou sistema de notação de três letras).
O acervo da maioria das bibliotecas encontra-se dividido em: acervo geral, acervo de referência, acervo de
periódicos, materiais especiais (vídeos, CDs, DVDs, etc.). Portanto, o auxiliar precisa se atentar no momento da
ordenação para arquivar os documentos no local adequado.
As estantes devem estar assinaladas com as categorias do conhecimento, segundo o sistema de classi-
ficação decimal universal (CDU).
68EAD - CIAR/UFG/UAB
Dicas para a organização do acervo
Separar o material segundo a sua natureza (periódico, livro, muitimí-• 
dia)
Após essa separação, organize cada conjunto segundo a classe a que• 
pertence;
Dentro da classe, separar pela ordem alfabética (Cutter ou sistema de• 
três letras);
Observar os exemplares, edição e volume colocando-os na sequência.• 
A organização na estante vai do assunto mais geral para o assunto mais• 
específico.
Os documentos são colocados na estante de cima para baixo e da es-• 
querda para a direita, de acordo com o número de chamada.
Ao atingirem a última prateleira inferior, os documentos continuam na• 
estante logo à direita.
Não ocupe totalmente as prateleiras das estantes. Reserve 20% de es-• 
paço para a entrada de novas aquisições.
Os documentos devem ser colocados na borda das prateleiras, em posi-• 
ção vertical com auxílio de bibliocantos.
Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense:
http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/
Referências
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. Rio de Janeiro: Livros técnicos cien-
tíficos, 1979.
SILVA, Divina Aparecida da; ARAÚJO, Iza Antunes. Auxiliar de Bibliotecas: técnicas e práticas para a formação
profissional. 5. ed. Brasília: Thesaurus, 2003.
BIBLIOCANTO - suporte para separar e
manter em posição vertical livros, discos,
fichas e outros documentos.
70EAD - CIAR/UFG/UAB
Módulo 3
Fontes de Informação
Carga horária: 15 horas
Thalita Franco dos Santos
Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília. Graduada em Bi-
blioteconomia pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é professora substi-
tuta da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de
Goiás. Foi responsável pela Seção de Desenvolvimento de Coleções do Ministério da
Saúde, coordenadora do Centro de Estudos e Informação (CEI) do Grupo Transas do
Corpo e da Livraria do SUTRI – restaurante, café e livraria.
E-mail: thalitafdsantos@gmail.com
Telefone: (62) 3521-1333
Suely Henrique de Aquino Gomes
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; Mestre em Automação
de bibliotecas pela University College London; Doutora em Ciência da Informação
pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University -
Inglaterra. É professora do curso de Biblioteconomia e do mestrado em Comunicação,
Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia. Atualmente,
ocupa o cargo de coordenadora do curso de Biblioteconomia.
E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com
Telefone: (62) 3521-1348
Currículo resumido das autoras
71 Auxiliar de Biblioteca
Objetivos do Módulo 3
Com este curso de EAD, objetivamos desenvolver a reflexão crítica das necessidades, da busca, acesso,
avaliação e o uso de fontes de informação no contexto dos polos de ensino a distância da UFG. Os objetivos
específicos estabelecidos para esse módulo são:
Conhecer a tipologia de fontes de informação existentes;• 
Habilitar o auxiliar de biblioteca a identificar e utilizar fontes de informação;• 
Caracterizar e avaliar fontes de informação;• 
Capacitar o auxiliar de biblioteca para a pesquisa de informação em fontes gerais de informação.• 
Serão abordados temas relacionados à caracterização de fontes de informação como: conceitos, objeti-
vos e funções. Classificação e tipologia de fontes de informação: impressas, eletrônicas e multimeios. Noções
relacionadas à natureza dos suportes informacionais, prática da pesquisa e recuperação da informação, as-
sim como estratégias de busca. Por fim, veremos os critérios utilizados para avaliação de fontes de informa-
ção impressas e eletrônicas.
Apresentação do Módulo 3
Este módulo será realizado na modalidade de Educação a Distância (EAD), por meio de
diferentes recursos. Nessa modalidade, é você que organiza seu tempo de estudo e a ela-
boração das atividades previstas. No final do curso de auxiliares de bibliotecas, realizaremos
um encontro presencial destinado ao último tema do módulo e, principalmente, para sanar
as dúvidas que ficaram em relação aos conteúdos apresentados. Entretanto, para evitar que
isto aconteça, você terá à sua disposição o contato direto com a tutora, uso de ferramentas
como chats, fóruns de discussão e realização de atividades teórico-práticas para fixação da
aprendizagem.
Esperamos que este módulo ajude na tarefa de sanar as necessidades de informação dos
usuários dos polos de Educação a Distância da UFG, assim como suas próprias necessidades informacio-
nais.
Ressaltamos que esta será uma experiência de aprendizado mútuo e de trocas.
Então, vamos lá e bons estudos!
Bem vindo(a) ao módulo 3“Fontes de
Informação”!
Tema Conteúdo
1 Introdução às Fontes de Informação
2 A Pesquisa Bibliográfica em Fontes de Informação
3 Fontes de Informação Gerais
4 A Avaliação de Fontes de Informação
Roteiro do Módulo 3
72EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema1 - Introdução às Fontes de Informação
Vivemos em uma sociedade“da informação”. Uma das características
desta sociedade é a produção intensiva do conhecimento e sua rápida
divulgação através dos meios mais variados, gerando um “caos docu-
mentário”.
Cláudio Starec (2007), consultor de comunicação organizacional e
jornalista, indaga:
Como podemos recuperar as melhores informações, se a
cada ano a humanidade produz 17 exabytes de informa-
ção original? Só para termos uma ideia do que isso sig-
nifica, um exabyte é o equivalente a todo o conteúdo da
Biblioteca do Congresso Norte Americano, considerado
o mais completo do mundo. A sensação é que estamos,
literalmente, afogados num oceano de informação, num
caos documentário sem precedente na história, que origi-
nou uma explosão de informação, mas que nos leva para
longe de atingir uma revolução do conhecimento.
É inviável a uma unidade de informação adquirir toda a produção
informacional que possa ser de interesse de seus usuários. Sendo as-
sim, todos os esforços são direcionados no sentido de garantir acesso ao
maior número possível de fontes de informação. Mas há de se ressaltar
que a “explosão bibliográfica”torna bastante complexa a tarefa de loca-
lizar a informação de que se necessita, conforme já pontuado por Starec
(2007).
Para transitar no universo informacional, é necessário desenvol-
ver determinadas competências informacionais. Segundo Miranda
(2004, p. 112), “o desenvolvimento de competências informacionais
pode tornar mais efetivo o trabalho de qualquer profissional, no to-
cante às tarefas ligadas à informação, principalmente em atividades
intensivas de informação”.
Segundo a autora, a competência informacional pode “estar ligada à
habilidade de mediação que o profissional que trabalha com a informa-
ção deve ter para realizar o encontro entre a informação e seu usuário”
(Miranda, 2004), o que envolveria o conhecimento do ciclo informacio-
nal do contexto informacional e das tecnologias de informação.
Nesse módulo são apresentadas ferramentas necessárias para atuar nessa
mediação. Priorizaremos as seguintes fontes eletrônicas de informação: catá-
logosdebibliotecas(UFGedospolosdeensinoadistância);Scielo;bibliotecas
virtuais; bibliotecas digitais de teses e dissertações e o Google.
Mãos à obra!
Para transitar no universo informacional, é necessário desenvol-
ver determinadas competências informacionaiscompetências informacionais. Segundo Miranda
(2004, p. 112), “o desenvolvimento de competências informacionais
Explosão Bibliográfica acesse:
www.sibi.ufrj.br/trab_mariza_ago2001.doc
COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: capacidade em
lidar com as tecnologias da informação,
com o ciclo informacional e com os con-
textos informacionais.
FOnTe: miranDa (2004)
CICLO INFORMACIONAL: determinação de ne-
cessidades de informação, coleta, proces-
samento, distribuição e uso da informação.
Conhecer o ciclo informacional implica no
conhecimento das diversas fontes estrutu-
radas para facilitar a distribuição e o uso da
informação.
CONTEXTO INFORMACIONAL: contexto em que
se dá o ciclo Informacional: quem é o usu-
ário, quais são os recursos à disposição,
qual a questão colocada?
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: combinação
de computadores, telecomunicação e
sistemas de software que ajudam a orga-
nização, transmissão, armazenamento e
utilização de dados, informações ou co-
nhecimentos.
FOnTe: miranDa (2004)
73 Auxiliar de Biblioteca
Você sabe o que é uma fonte de informação?
Você já utilizou alguma?
Com certeza!
As Fontes de Informação
Podemos considerar fontes de informação todos aqueles instrumentos e recur-
sos que servem para orientar a busca por (ou satisfazer uma necessidade de) in-
formações que irão atender às demandas informacionais, sejam pessoais ou dos
usuários da biblioteca.
Geralmente, as fontes de informação são utilizadas diretamente por um profissio-
nal da informação, intermediário entre a informação e o usuário (RAMIREZ, [199-]). No
entanto, extrapolando o estudo de Miranda (2004, p. 121), acreditamos que o con-
junto de conhecimentos e habilidades no manuseio desses recursos informacionais
“não precisa estar ligado somente ao profissional da informação ou a um só tipo de
trabalho[ensino, pesquisa e extensão]”, principalmente em uma sociedade caracteri-
zada como da informação ou do conhecimento.
Para o manuseio dos recursos informacionais, voltados para satisfazer as demandas
por informação, é fundamental, primeiro, que se conheçam as diferentes tipologias e
classificações de fontes de informação. Em um segundo momento, saber como se estrutura uma estratégia de
busca. Finalmente, saber o funcionamento, conteúdo e organização das diferentes fontes.
Classificação e Tipologia de Fontes de Informação
As fontes podem ser classificadas segundo o suporte em que a informação foi registrada; o conte-
údo e; a cobertura das áreas do conhecimento.
Assim, segundo o suporte em que a informação foi registrada, as fontes podem ser classificadas em:
Fontes de informação impressas:•  são aquelas disponibilizadas em formato impresso, utilizando o pa-
pel como suporte. Exemplos: livros, dicionários, periódicos, jornais semanais, boletins, relatórios, manu-
ais e vários outros.
Fonte de informação em formato multimeios:•  são aquelas disponibilizadas em formato multimeios,
ou seja, em formatos especiais considerados não convencionais. Como exemplo, podemos citar: car-
tazes, folders, fitas de vídeo, fotografias, bases de dados em CD-ROM e outros.
Fontes de informação eletrônicas:•  são aquelas que se utilizam de equipamentos eletrônicos. É impor-
tante destacar que o formato eletrônico é aquele que possui características que não são compartilhadas
com o formato em papel. Possuem mecanismos de busca mais avançados e desenvolvidos, e o acesso
pode ser remoto, via internet e de qualquer lugar. Os periódicos, e-books, sites e todas as fontes disponi-
bilizadas via internet, são consideradas fontes de informação eletrônicas.
Tendo como base o seu conteúdo e estrutura, as fontes podem ser categorizadas em fontes primárias,
secundárias e terciárias. É importante ressaltar que essa classificação é utilizada tanto para as fontes de in-
formação impressas, como para as eletrônicas ou em formato multimeios.
Mueller (2000) estabelece as seguintes características para cada uma dessas classificações:
Fontes de Informação Primárias:
São aquelas que contêm informações originais ou, pelo menos, novas interpretações de fatos ou• 
ideias já conhecidos;
São geralmente produzidos com interferência direta do autor da pesquisa;• 
São dispersas e desorganizadas do ponto de vista de produção, divulgação e controle.• 
São exemplos de fontes de informação primárias:
Periódicos (jornais e revistas, científicas ou não).• 
Relatórios técnicos.• 
74EAD - CIAR/UFG/UAB
Teses e Dissertações.• 
Patentes.• 
Nomes.• 
Marcas comerciais.• 
Traduções.• 
Legislação.• 
Normas Técnicas.• 
Fontes de Informação Secundárias:
Têm a função de facilitar o uso do conhecimento disperso nas fontes primárias;• 
apresentam informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de sua• 
finalidade.
São exemplos de fontes de informação secundárias:
Bases de Dados e Bancos de Dados.• 
Bibliografias e Índices.• 
Biografias.• 
Dicionários.• 
Enciclopédias.• 
Livros.• 
Manuais.• 
Internet.• 
Catálogos de Bibliotecas.• 
Filmes e Vídeos.• 
Siglas e Abreviaturas.• 
Fontes de Informação Terciárias:
Têm a função de guiar o usuário para as fontes primárias e secundárias;• 
São documentos que apresentam uma síntese ou uma consolidação das informações.• 
São exemplos de fontes de informação terciárias:
Bibliotecas e Centros de Informação.• 
Diretórios.• 
Revisões de Literatura.• 
Guias.• 
Quanto a cobertura aos conteúdos informacionais, temos as fontes de informação gerais e as fontes
de informação especializadas.
As fontes gerais de informação abrangem várias áreas do conhecimento. Como exemplo, podemos citar
as bibliotecas digitais de teses e dissertações, o SCIELO, bases de dados, bibliotecas, sites e portais, desde
que disponibilizem informações de temáticas variadas.
Já as fontes de informação especializadas são aquelas cujos conteúdos abrangem
uma área específica do conhecimento. Neste caso, podemos citar a Biblioteca Virtual
em Saúde, Ministério da Ciência e Tecnologia, a Associação Brasileira de Normas Técni-
cas (ABNT), entre outras.
Neste curso de capacitação, daremos ênfase às fontes de informação gerais por se-
rem mais abrangentes.
Fique atento ao ambiente de aprendizagem
do curso! Acesse todos os dias para ver as
novidades e participar das atividades. Até lá!
75 Auxiliar de Biblioteca
Tema 2 - A Pesquisa Bibliográfica em Fontes de Informação
Até o advento dos computadores, as buscas por informação bibliográfica (livros, artigos, teses, disserta-
ções, etc) eram feitas utilizando fontes impressas (secundárias ou terciárias; gerais ou especializadas). Era um
trabalho bem moroso.
O desenvolvimento de sistemas automatizados de recuperação de informação facilitou sobremaneira a
tarefa e aumentou a qualidade das pesquisas bibliográficas ao possibilitar a elaboração de estratégias de
buscas mais complexas em um período menor de tempo.
Segundo Lopes (2002, p 67), os sistemas automatizados demandam experiência com as fontes eletrôni-
cas de informação, que devem ser combinadas com um bom conhecimento das linguagens e estratégias de
busca desses sistemas.
No tema 3 conheceremos e aprenderemos a utilizar algumas dessas fontes de informação. Mas antes
disso, é fundamental que você saiba um pouco sobre como elaborar uma boa estratégia de busca para en-
contrar a informação desejada.
Estratégias de busca
O dicionário Aurélio eletrônico (2006) define “estratégia” como a “arte de aplicar os meios disponíveis
com vistas à execução de objetivos específicos”; “busca” pode ser conceituada como “procura minuciosa:
revista, exame”. Assim, estratégias de busca podem ser definidas como uma técnica ou conjunto de regras
para fazer com que uma pergunta formulada encontre a informação armazenada em alguma fonte. Cada
questão dirigida à unidade de informação demandará uma estratégia específica.
Para facilitar esse processo, contamos com uma série de dicas e etapas que, se observadas, nos auxiliarão
no estabelecimento de estratégias de busca eficazes. Organizamos essas dicas nos seguintes tópicos: pes-
quisa de informação; pontos de acesso; recursos de busca.
Pesquisa de informação
Todo o processo de busca por informação inicia-se com a identificação de uma questão que demanda
informações para ser respondida. Assim, o primeiro passo em direção ao estabelecimento de uma boa estra-
tégia de busca é entender a questão ou o problema que levou o usuário a procurar a ajuda do profissional
de informação.
Se a questão não for bem delineada pelo profissional da informação, dificilmente os resultados da busca
serão satisfatórios.
O primeiro passo, portanto, é discutir com o usuário o tópico geral da pesquisa, com o intuito de eliminar
mal entendidos, dúvidas e suposições. Este primeiro contato é chamado de“entrevista de referência”e pode
ser realizada face-à-face, por telefone ou mesmo via msn (messenger).
Durante a entrevista,
todos os parâmetros relevantes devem ser considerados para se determinarem
os limites da busca. Quanto, em termos de recursos financeiros, pode ser gasto na
busca? Deve a busca ser limitada nos anos mais recentes? Quais as bases de dados
que provavelmente irão fornecer as mais relevantes citações? O pesquisador quer
todas as citações que mencionam uma autoridade particular ou somente as que
são autorizadas por uma pessoa particular? (LOPES, 2004, p. 69)
Algumas bibliotecas dispõem de formulários próprios para conduzir a entrevista de referência. O formulário
adotado pela Biblioteca Central da Universidade Federal de Goiás é apresentado a seguir,
como um parâmetro que pode ser adaptado para a realidade do polo em que você irá
trabalhar.
Que tal desenvolver um formulário
personalizado para a sua Unidade?
Mãos à obra!
76EAD - CIAR/UFG/UAB
77 Auxiliar de Biblioteca
Não existe uma única estratégia, uma única solução ou uma estratégia pronta e definida (CENDON,• 
2006).
Leve em consideração a finalidade da pesquisa (trabalho escolar, fundamentação para pós-gradu-• 
ação, trabalho). Isso pode mudar as fontes a serem utilizadas (LOPES, 2004).
Muitas vezes o usuário não tem clareza quanto a sua necessidade informacional. Você pode ajudá-• 
lo nesta tarefa, mas caberá ao usuário dar as diretrizes sobre a pesquisa (LOPES, 2004).
Pontos de acesso
Os sistemas automatizados possibilitam várias formas (pontos) de acesso ao documento registrado em
suas bases de dados: autor, título, resumo, palavras-chave, data de publicação, código de classificação, edi-
tora etc.
Esses campos podem ser combinados para se obter maior precisão nos resultados da pesquisa bibliográ-
fica, como veremos mais adiante.
Recursos de busca
Os recursos de busca permitem fazer pesquisas bibliográficas com maior nível de complexidade, envol-
vendo vários conceitos (termos) na mesma estratégia de busca e oferecem a possibilidade de truncagem de
raízes de palavras e de substituição de caracteres no meio dos termos. Mas como fazer isso? De duas formas:
a primeira é conhecida como busca utilizando-se operadores booleanos (and, or, not); a segunda, é a busca
por truncagem. Essas duas possibilidades não são excludentes, isto é, você pode combiná-las quando achar
necessário.
• Busca por Operadores Booleanos - Baseada nas propriedades básicas da teoria dos conjuntos, a
busca por operadores Booleanos utiliza as noções de interseção (and), adição (or) e exclusão (not) na
elaboração das estratégias de busca, conforme a seguir:
a) AND (E) – é empregado quando se deseja que a informação encontrada tenha obrigatoriamente
TODAS as palavras digitadas nos campos. Exemplo: CASA AND MACHADO DE ASSIS. Neste caso,
você só vai recuperar informações que tragam os termos especificados na estratégia de busca.
b) OR (OU) – é empregado quando se deseja encontrar uma informação que tenha qualquer uma
das palavras digitadas nos campos. A busca utilizando-se este operador é mais abrangente, pois,
a informação encontrada pode ter qualquer um dos termos digitados, ou ainda informações que
contenham os dois termos. Exemplo: MATEMÁTICA OR ÁLGEBRA. Neste caso você pode recuperar
informações com as palavras matemática ou com álgebra, ou ainda com os dois termos juntos.
c) AND NOT (E NÃO) – é empregado quando se deseja encontrar uma informação que tenha o termo
digitado no primeiro campo, mas que não tenha o termo digitado no campo seguinte. A busca utili-
zando-se este operador é restringida. Exemplo: CULTURA BRASILEIRA AND NOT CULTURA POPULAR.
Neste caso, você vai recuperar informações que tragam o termo CULTURA BRASILEIRA mas, que não
tratem de CULTURA POPULAR, ou seja, este último termo é excluído dos resultados encontrados.
• Truncagem - utiliza símbolos como asterisco (*) e cifrão ($) para pesquisar palavras com a mesma
raiz. Desta forma, substitui-se o símbolo utilizado por uma palavra ou frase desconhecida. Exemplo:
aliment* (permitindo localizar informações sobre: alimento, alimentação, alimentício, entre outras).
Alguns sistemas, como o Google, fazem a truncagem de termos automaticamente, sem a necessidade
de utilização de nenhum símbolo especial.
78EAD - CIAR/UFG/UAB
Não se preocupe, teremos oportunidade
de ver na prática como realizar as buscas
usando esses recursos!
Definição de termos de busca
Chegou a hora de estabelecer quais os termos
irão representar o tópico ou assunto que o usuário
está interessado. Alguns instrumentos básicos para
ajudar nesta etapa são os dicionários – busca de si-
nônimos, ou dicionários de língua estrangeira para
tradução do termo em outras línguas. A consulta a
um Thesaurus, se houver para a área em foco, é uma importante fonte
de consulta para gerar uma lista de palavras-chave a ser usada na estra-
tégia de busca.
É importante também, especificar aqueles termos que são relevantes
para a pesquisa. Caberá ao usuário decidir que termos poderão ser inclu-
ídos ou não na busca.
A formulação da estratégia de busca
Após realizada a entrevista com o usuário e definidos os termos, chegou a hora de formular a estratégia de
busca. Nesse ponto, o intermediário poderá orientar o usuário no agrupamento e na combinação dos termos,
reunindo em conjuntos aqueles termos similares. No final, podem-se ter diversos conjuntos de termos similares
(LOPES, 2004). Estes devem ser combinados usando os recursos de buscas: truncagem ou operadores booleanos.
Lembre-se de excluir aqueles termos indesejados.
A forma como esses termos são combinados irá qualificar a busca como simples ou complexa.
Montando a expressão de busca
Busca simples (termo A AND termo B)
Buscas complexas - Blocos conceituais (conceito A OR palavras sinônimas ou afins) AND (conceito B OR
palavras sinônimas ou afins)
Crescimento da pérola: a partir de documentos encontrados é possível identificar novos conceitos,
termos de busca, e autores para realizar novas buscas
(CENDON, 2006).
A formulação da estratégia de busca
“Opesquisadordeveselecionarostermosqueespecifiquemoproblemaporcausadoseugrandeconheci-
mento do assunto; o intermediário deve ajudar, mas não deve definir o assunto, porque, na maioria das vezes,
a definição obtida para o tema é completamente contrária à do pesquisador”(LOPES, 2004).
Thesaurus (tesouro) - dicionário de ideias
afins; Lista de palavras com significados
semelhantes, restrito a um domínio espe-
cífico do conhecimento.
Fonte: wikipedia
79 Auxiliar de Biblioteca
Para refinar sua busca:
Use termos mais específicos.• 
Apresente conceitos secundários.• 
Busca por frase exata usando“aspas”.• 
Limite por data de publicação, idioma, formato dos arquivos etc.• 
Utilize restrições como ano, idioma etc.• 
Para ampliar sua busca:
Use truncamento (*), ($) etc.• 
Use termos mais abrangentes.• 
Descubra mais termos e expressões afins.• 
Não utilize conceitos secundários.• 
Reduza o número de conceitos.• 
Remova restrições como ano e idioma.• 
Não busque por campos específicos.• 
80EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 3 - Fontes Gerais de Informação
Vimos que a produção intensiva da informação na nossa sociedade causa algumas dificuldades para
localizar aquela informação da qual se necessita. O caos documentário ou informacional demanda interven-
ções para viabilizar a recuperação da informação desejada.
Nessa linha, Teixeira Filho sugere que o caminho mais simples e mais comum é reunir e organizar em
um só lugar as informações produzidas. Obviamente que é impossível reunir toda a produção intelectual
de uma sociedade em um único espaço físico. Surgem, então, as fontes de informações eletrônicas, carac-
terizadas como grandes bases de dados bibliográficas que podem ser especializadas em um determinado
assunto ou área do conhecimento; ou gerais, conforme vimos anteriormente.
Neste tópico, serão apresentadas as seguintes fontes de informação gerais: Google, Scielo, bibliotecas
virtuais e digitais e catálogos de Bibliotecas.
GOOGLE
A internet é, sem dúvida alguma, uma fonte riquíssima de informação, pois a partir dela é possível se ter
acesso à inúmeras outras fontes de informação.
Uma dessas, que veremos mais aprofundadamente, são as ferramentas de busca na internet. Essas fontes
de informação fazem uma varredura em toda a rede para localizar as informações de interesse do usuário e,
sendo assim, atuam como facilitadores para a localização de informações em buscas gerais. São exemplos des-
sas fontes: CADÊ, YAHOO e o GOOGLE.
O Google é uma empresa privada fundada em 1998, que produziu e mantém o maior site de busca dis-
ponível na internet. Pode ser acessada através do link: www.google.com.br.
Além do mecanismo de busca (Google Search), o Google oferece serviços como: G-mail, Orkut, Google
Maps, Google Earth, Google Talk, Google Groups, Google News, entre outros.
Para realizar pesquisas no Google Search, assim como na maioria das ferramentas de busca disponíveis na
web, recomenda-se o uso de palavras-chave.
Google: pesquisa avançada
Lembre-se que a experiência é adquirida com
a prática!
Por isso comece a simular algumas pesquisas.
81 Auxiliar de Biblioteca
SCIELO: Acesso a revistas científicas
As revistas científicas constituem o meio mais importante para a co-
municação científica. Desde seu surgimento, há mais de três séculos
atrás,podemserencontradaspredominantementenoformatoimpresso.
Mas com o advento da tecnologia, buscaram-se alternativas para acessar
o conhecimento científico de forma mais rápida, versátil e econômica.
Surge então o PERIÓDICO ELETRÔNICO!
Periódico Eletrônico – Designa periódi-
cos aos quais se tem acesso mediante o
uso de equipamentos eletrônicos. (MUEL-
LER , 2000)
Os periódicos eletrônicos podem ser disponibilizados de duas formas:
1. CD-ROM: mídias que você utiliza em um computador, através de compra ou assinatura. Possuem
características mais semelhantes aos periódicos impressos.
2. On-line: disponíveis via internet. Alguns mantêm o formato tradicional de um periódico impres-
so, sendo apenas a versão eletrônica do periódico. Outros possuem formatos inovadores; sem equi-
valentes em papel; variados recursos como links para outros acessos, contato direto com o autor;
podem incluir som, imagem e movimento.
3. Para saber mais sobre periódicos científicos eletrônicos acesse:
http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1701/2111
Existem fontes de informação muito importantes para identificação de periódicos, que se constituem
peças-chave para a recuperação de informações científicas. O SCIELO é uma dessas fontes.
AScientificElectronicLibraryOnline-SCIELOdisponibiliza,deformagratuitaeon-line,umacoleçãoselecionada
de revistas científicas brasileiras que está disponível para acesso pelo endereço www.scielo.br
Atualmente, conta com uma lista de mais de 210 títulos de periódicos nacionais, de diversas áreas do
conhecimento, com acesso ao texto completo de cada artigo de cada periódico.
A pesquisa no Scielo pode ser feita por:
PERIÓDICOS:•  lista alfabética de periódicos, lista de periódicos por assunto e pesquisa livre;
ARTIGOS:•  índice de autores; índice de assuntos; e pesquisa livre.
A pesquisa livre pode ser feita através do FORMULÁRIO BÁSICO, podendo se utilizar os operadores boo-
leanos AND ou OR e a truncagem. O sistema orienta o usuário quanto à utilização desses recursos por inter-
médio de notas, visualizadas na parte inferior da tela.
scielO: FOrmUláriO BásicO
82EAD - CIAR/UFG/UAB
Bibliotecas digitais: http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/221/388
Bibliotecas virtuais: http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/orgvirt1.htm
scielO: FOrmUláriO livre
Além disso, a pesquisa também pode ser feita utilizando o FORMULÁRIO LIVRE. Neste caso, há possibili-
dade de se combinar até três termos de busca a partir dos operadores booleanos AND, OR, ou AND NOT. É
possível também indicar os campos (autor, título, assunto, resumo etc) em que o sistema deverá buscar os
termos especificados.
Bibliotecas digitais e virtuais
Uma biblioteca ou unidade de informação é sem dúvida, uma riquíssima fonte de informação. Entretanto,
seuacessopodeserrestritodependendodesualocalização.Comoavançotecnológico,novasestruturasforam
surgindo e as formas de acessar a informação passaram por grandes transformações. Até que nos deparamos
com coleções hoje disponíveis inteiramente via internet, muitas com acesso público e gratuito. As bibliotecas
digitais e as bibliotecas virtuais podem ser citadas como exemplo.
Dadas as primeiras intruções, agora é só
treinar!
83 Auxiliar de Biblioteca
Portal Domínio Público
O portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br), é uma bi-
blioteca virtual criada em 2004 e que objetiva permitir a coleta, a inte-
gração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, pro-
movendo o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (nos
formatos de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público* ou
com sua divulgação devidamente autorizada (PORTAL, 2008).
No portal Domínio Público, além da pesquisa básica, você tem a
possibilidade de realizar a pesquisa por conteúdo, pesquisa teses e dis-
sertações e pesquisa por nome do autor.
Agora é hora de você acessar o Portal Domínio Público para conhecê-lo, caso você ainda não o conheça,
ambientar-se com sua página e ver as possibilidades de se realizar pesquisas.
DOMÍNIO PÚBLICO – uma obra consi-
derada de domínio público é aquela que
pode ser reproduzida sem autorização do
autor. Segundo a lei de direitos autorais,
são consideradas obras de domínio pú-
blico:
obras com prazo de proteção patrimo-• 
nial esgotado (mais de 70 anos após a
morte do autor, contados a partir do
1ª de janeiro do ano posterior à data
de seu falecimento);
obras de autores falecidos que não te-• 
nham deixado herdeiros;
obras de autores desconhecidos, res-• 
salvada a proteção legal aos conheci-
mentos étnicos e tradicionais.
Fonte: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998
de Direitos Autorais
pOrTal DOmÍniO pÚBlicO: pesqUisa Básica
Não perca tempo! No Portal Domínio Público
você ainda pode pesquisar por imagens,
sons e vídeos.
84EAD - CIAR/UFG/UAB
a BDTD: pesqUisa simpliFicaDa
a BDTD: pesqUisa avançaDa
Visite o site da BDTD para você se familiarizar
com a ferramenta!
Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações
A Biblioteca Digital Brasileira deTeses e Dissertações (BDTD) é um projeto do Instituto Brasileiro de Informa-
ção em Ciência e Tecnologia (IBICT) que, segundo o qual,“integra os sistemas de informação de teses e disser-
tações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras e também estimula o registro e publicação
de teses e dissertações em meio eletrônico”(BDTD, 2008).
O objetivo da BDTD é“disponibilizar gradativamente para consulta ou download, a produção nacional de
teses e dissertações e oferecer aos usuários produtos e serviços integrados capazes de proporcionar aumento
significativo ao impacto de suas pesquisas”(BDTD, 2008).
A BDTD está disponível no endereço: http://bdtd2.ibict.br/ e disponibiliza dois tipos de pesquisa: a simpli-
ficada e a avançada.
85 Auxiliar de Biblioteca
Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFG
A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFG, desde 2007 disponibiliza de forma gratuita e on-line
as teses e dissertações dos programas de pós-graduação da Universidade. A BDTD é um projeto realizado
em parceria com o IBICT e de responsabilidade da Biblioteca Central da UFG.
Ela pode ser acessada através do site da Biblioteca Central (www.bc.ufg.br) pelo link “Teses e Disserta-
ções”, no menu à esquerda, ou ainda diretamente pelo endereço www.bdtd.ufg.br/tedesimplificado.
A BDTD-UFG possibilita realizar pesquisas através da busca simples e busca avançada.
BDTD-UFG: busca simples
BDTD-UFG: busca avançada
Catálogos de bibliotecas
Os catálogos on-lines de bibliotecas são grandes bases de dados bi-
bliográficos. Neste item você será apresentado ao catálogo do OpenBi-
blio e ao da Biblioteca Central da UFG (Sophia).
As bases de dados de bibliotecas e unidades de informação são
fontes importantíssimas na recuperação de informação nesses espaços.
Para tanto, é imprescindível saber utilizar essas bases de dados, realizan-
do buscas e recuperando os resultados encontrados.
Base de dados – indica uma coleção de
dados que serve de suporte a um sistema
de recuperação de informações. Bases de
dados reunidas formam banco de dados.
(BASTOS, 2001.)
86EAD - CIAR/UFG/UAB
OpenBiblio
Como você já deve ter visto em outros módulos, o OpenBiblio é a base de dados utilizada nas bibliotecas dos
polos de Educação a Distância da UFG e pode ser acessada pelo endereço http://openbiblio.ciar.ufg.br
Realizar a pesquisa nela é super fácil! Basta selecionar o campo em que se deseja pesquisar:“AUTOR,TÍTULO
ou ASSUNTO”, digitar o termo de pesquisa escolhido e clicar em“PROCURAR”.
O resultado da pesquisa fornecerá as informações sobre a publicação, assim como seu status na bibliote-
ca (disponível ou emprestado), o número de chamada (para que a publicação seja localizada na estante), o
código de barras, o tipo de material etc.
Na aula presencial realizaremos pesquisas nesta base de dados!
Sophia
Sophia é o nome da base de dados do sistema de bibliotecas da UFG, disponível através do site da
Biblioteca Central (www.bc.ufg.br), no link“Acervo-Busca”do lado esquerdo do site, ou pelo endereço
http://www.bc.ufg.br/sophia para acesso direto.
O Sophia disponibiliza uma série de serviços on-line para usuários cadastrados no sistema como: renova-
ção de empréstimo, reservas, sugestões de aquisição, entre outros.
Na busca rápida do Sophia é possível realizar pesquisas com palavras-chave, título, autor, assunto, entre
outros termos.
Open biblio: pesquisa no catálogo
Sophia: página principal
87 Auxiliar de Biblioteca
sOphia: BUsca cOmBinaDa
Já a busca combinada permite combinar até quatro termos de busca, utilizando-se dos operadores boole-
anos E, OU e E NÃO.
Não perca tempo! acesse as bases de dados
e tente simular pesquisas. em caso de dúvida
entre em contato com a tutora!
88EAD - CIAR/UFG/UAB
Então, como fazer para diminuirmos essas
incertezas?
Tema 4 - Avaliação de Fontes de Informação
Neste módulo, estamos conhecendo um pouco da imensa variedade e quantidade de fontes de informação
disponíveis hoje para nós. Mas, será que todas as informações disponíveis nessas fontes são confiáveis?
A internet como fonte de informação, possibilitou que as informações pudessem ser acessadas de qualquer
lugar, a qualquer hora! Entretanto, temos que tomar cuidado com as informações que acessamos na internet,
pois com tanta informação disponível, acabamos tendo dificuldades de delimitar a confiabilidade das informa-
ções coletadas.
Avaliando...
Seguem alguns critérios essenciais que devem ser considerados na hora de avaliar as fontes de informa-
ção:
Autoridade – quem produziu esta fonte? Quais são as credencias, especialidades e habilidades desta pes-• 
soa,grupodepessoasouinstituição?Éconhecidonaárea?Écitadoporoutrosautores?Existemcríticasaos
seus trabalhos? Qual a qualidade das informações que esta fonte indica?
Atualidade –Afontepossuirevisãoeatualizaçãodoconteúdo?Datadepublicação?Algumasáreasneces-• 
sitam de informação sempre atualizada e revisada? Entretanto, deve-se atentar para o caso de a fonte ser a
única sobre determinada informação. Neste caso, deve-se considerá-la.
Precisão – está relacionada ao conteúdo da informação, exatidão, pontualidade, se é condizente com os• 
objetivos propostos, se o referencial teórico é substancial etc.
Clareza na apresentação.• 
Organização da informação.• 
Cobertura – é a abrangência da literatura da área em questão. A fonte cobre o todo ou grande parte do• 
assunto em questão? Ou é superficial?
Relevância – coerência com os propósitos do usuário que busca a fonte de informação.• 
Os critérios apresentados acima são utilizados para avaliar tanto fontes de informação impressa quanto
eletrônicas. Entretanto, quando falamos de fontes disponíveis na internet, ainda é preciso tomar alguns cui-
dados com relação às informações disponibilizadas.
Para tanto, alguns critérios específicos para esse tipo de fonte devem ser considerados:
Apresentação – está relacionado com a organização das informações. É importante atentar para:• 
Fonte – deve ser legível para todo tipo de usuário;• 
Layout – visual - deve ser agradável, pois influencia na forma como o usuário percebe a informação;• 
Fundo – padrões de textura e cores – aumenta o interesse ao acesso à fonte de informação;• 
Interface – deve ser amigável e o usuário deve ter facilidade ao utilizá-la;• 
Permanência – refere-se à probabilidade de um documento da•  web manter-se no mesmo endereço ao
longo do tempo, ou de ser movimentado para outro diferente.
Constância – diz respeito à estabilidade dos conteúdos dos documentos com o passar do tempo.• 
89 Auxiliar de Biblioteca
A partir de agora, comece a observar esses critérios em cada fonte de informação utilizada e rapidamente
isso se tornará um hábito!
Avaliação de fontes de informação na internet:
http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/293/216
Viu como é fácil tomar alguns cuidados antes
de usar qualquer tipo de informação?
Resumo do Módulo 3
Referências
Neste módulo, você aprendeu um pouco mais sobre fontes de informação: seus conceitos, importância,
tipologia e classificação.
Pôde conhecer e simular pesquisas em fontes de informação disponíveis para acesso da biblioteca dos po-
los de Educação à Distância. Entre elas estão: Scielo, Portal de Periódicos Capes, Google, Bibliotecas Digitais de
Teses e Dissertações, Domínio Público, Sophia e o OpenBiblio que é o software a ser utilizado nos polos.
Para finalizar este módulo, você aprendeu a importância de se avaliar as fontes de informação, visto que
nem tudo que está disponível para acesso realmente pode ser considerado confiável. Além disso, conheceu
os principais critérios a serem observados quando for realizar alguma pesquisa em uma fonte de informação
desconhecida.
Agora sim, você poderá auxiliar seus usuários na satisfação de necessidades informacionais e poderá tam-
bém auxiliá-lo a realizar suas próprias pesquisas.
Para isso, não deixe de conhecer e utilizar essas e outras novas fontes de informação!!
BIBLIOTECA Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnolo-
gia. Disponível em: <http://www.ibict.br>. Acesso em: 12 dez 2008.
CUNHA, Murilo Bastos. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia. Brasília, Briquet de Le-
mos/Livros, 2001.
GOULART, Elias Estevão; HETEM JÚNIOR, Annibal. Pesquisas na web: estratégias de busca. Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 53-66, jan./jun. 2007. Disponível em: < http://
server01.bc.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=92&layout=abstract>. Acesso em: 12 dez 2008.
90EAD - CIAR/UFG/UAB
LOPES, Ilza Leite. Estratégia de busca na recuperação da informação: revisão da literatura. Ci. Inf., Brasília, v. 31,
n. 2, p. 60-71, maio/ago. 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n2/12909.pdf>. Acesso em:
12 dez 2008.
MIRANDA, SilvâniaVieira. Identificando competências informacionais. Ci. Inf. [online]. 2004, v. 33, n. 2, pp. 112-
122. ISSN 0100-1965.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação científica e a literatura científica.
In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Orgs.). Fontes de
informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. p. 21-34.
___________________. O periódico científico. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares;
KREMER, Jeannette Marguerite (Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizon-
te: Editora UFMG, 2000. p. 73-95.
PORTAL de Acesso Livre – Capes. Disponível em: <http://www.acessolivre.capes.gov.br>. Acesso em: 12 dez
2008.
PORTAL de Periódicos da Capes. Disponível em: <http://www.periodicos.capes.gov.br>. Acesso em: 12 dez
2008.
PORTAL Domínio Público. Disponível em: <http://www.dominiopublico.org.br. Acesso em: 12 dez 2008.
RAMÍREZ, Isabel de Torres. (Coord.) Las fuentes de información: estudios teórico-práticos. Madrid: Editorial Sín-
tesis, [199-].
SCIELO - Scientific Eletronic Library Online. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 12 dez 2008.
TOMAÉL, M. I. et al. Avaliação de fontes de informação na internet: critérios de qualidade. Informação & Socie-
dade; estudos, João Pessoa, v. 11, n. 2, p. 13-35, 2001. Disponível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/
ies/article/view/293/216>. Acesso em: 12 dez 2008.
STAREC, Cláudio. A arte de transformar informação em oportunidades. Disponível em: http://www.catho.com.
br/cursos/index.php?p=artigo&id_artigo=144&acao=exibir&. Acesso em: 12 dez 2008.
Para saber mais sobre o assunto
CAMPELLO, Bernadete; CALDEIRA, Paulo da Terra (Orgs.). Introdução às fontes de informação. Belo Horizonte:
Autêntica Editora, 2005.
CAMPELLO, B. S.; CALDEIRA, P.T.; MACEDO,V. A. A. (Orgs.). Formas e expressão do conhecimento: introdução às
fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998.
CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B.V.; KREMER, J. M. (Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais.
Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000.
TOMAÉL, Maria Inês; VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Orgs.). Avaliação de fontes de informação na internet.
Londrina: Eduel, 2004.
BARBOSA, Ricardo Rodrigues. Uso de fontes de informação para a inteligência competitiva: um estudo da in-
fluência do porte das empresas sobre o comportamento informacional. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, n. esp., 1º sem. 2006. Disponível em: <http:/http://
www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/345/388>. Acesso em: 12 dez 2008.
BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (Orgs.). O zapear a informação em bibliotecas e na Internet. Belo
Horizonte: Autêntica, 2003.
TOMAÉL, Maria Inês et al. Fontes de informação na internet: acesso e avaliação das disponíveis nos sites das uni-
versidades. Disponível em: <http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t138.doc>. Acesso em: 12 dez 2008.
92EAD - CIAR/UFG/UAB
Módulo 4
Atendimento ao usuário
Carga horária: 15 horas
Patrícia Martins Pereira
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Goiás. Pesquisadora,
produtora e consultora cultural. Atuou como professora substituta no curso de Biblio-
teconomia da UFG. Atualmente, é especialista em informação no PROQUEST (www.
proquest.co.uk) representando America Latina e Caribe.
E-mail: patricia.martins@latin.proquest.com
Telefone: (62) 3299-1938
Sheila Cristina Frazão
Especialista em docência superior pela Universidade Gama Filho. Graduada em Biblio-
teconomia pela Universidade Federal de Goiás. Experiência em organização e gestão
de bibliotecas universitárias, pública e escolar. Atualmente é bibliotecária do Setor de
Referência do Sistema de Bibliotecas da UFG.
E-mail: sheilafrazao@gmail.com
Telefone: (62) 3521-1116
Currículo resumido das autoras
93 Auxiliar de Biblioteca
Objetivos do Módulo 4
Conceituar e socializar o que é o atendimento ao usuário.• 
Identificar as principais rotinas e tarefas do auxiliar na biblioteca.• 
Promover o serviço de empréstimo e referência.• 
Identificarquaissãoosdiferentestiposdeusuárioseusosdeinformação.• 
Abordar a importância das relações interpessoais entre a equipe da biblioteca, usuário, recursos do-• 
cumentais e informacionais.
Apresentação do Módulo 4
Esse módulo foi elaborado com o objetivo de contribuir para a realização de seus estudos
e para a ampliação de seus conhecimentos sobre atendimento ao usuário em unidade de
informação.
Recomendamos que:
Acesse o ambiente virtual•  Moodle diariamente.
Dedique-se pelo menos 1 hora por dia para a realização dos estudos.• 
Consulte o orientador sempre que achar necessário.• 
Desejamos que você aproveite ao máximo o estudo dos temas abordados neste módulo.
Bem-vindos(as) ao Módulo 4: Atendi-
mento ao usuário.
Tema Conteúdo
1 Atendimento ao usuário
2 Regulamento da biblioteca
3 Serviço de empréstimo
4 Serviço de referência
5 Biblioteca em uso
Roteiro do Módulo 4
94EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 1 - Atendimento ao usuário
O que é atendimento?
A equipe da biblioteca deve priorizar um trabalho pró-ativo, desde seu planejamento, até a montagem e
funcionamento buscando atrair o usuário de diferentes formas. A proposição de um ambiente atraente, con-
fortável, acessibilidade na entrada, nas dependências, com um acervo composto por diferentes coleções,
com diversidade de títulos e em quantidade e qualidades desejáveis, que atenda as demandas da clientela
é de fundamental importância para o bom atendimento a todos que se dirigem à biblioteca.
Algumas pessoas podem não saber procurar os materiais que precisam, elas podem não saber usar os
catálogos, ou olhar nas estantes, daí o importante papel de quem irá atendê-las.
Os diferentes públicos
Na biblioteca universitária, o público é composto, basicamente, pela comunidade interligada à institui-
ção: professores(as), estudantes, servidores(as), pesquisadores(as) e colaboradores(as).
Mas entendendo a biblioteca como de acesso público, a comunidade se amplia para outros públicos,
quais sejam:
Crianças;• 
Jovens;• 
Especialistas;• 
Educadores;• 
Outros(as) bibliotecários(as) e auxiliares de biblioteca;• 
Pessoas da comunidade com diferentes interesses e faixas etárias:• 
Adultos;• 
Melhor idade, portadores ou não de necessidades especiais;• 
Administradores públicos;• 
Políticos;• 
Turistas;• 
Patrocinadores;• 
Profissionais da imprensa;• 
Associações;• 
Sindicatos;• 
Fornecedores de equipamentos, livros, outros recursos etc.• 
Entende-se por usuário, aquela pessoa que procura a biblioteca com a finalidade de utilizar os recursos
disponíveis naquele ambiente, incluindo o de leitura e o acesso intermediado pela equipe. O conjunto de
usuários constitui-se na clientela da biblioteca.
Uma das tarefas mais importantes na biblioteca é fazer com que a
informação esteja sempre disponível e motivar as pessoas a fazerem
uso dela.
O contato do usuário pode ser presencial ou à distância, por e-mail,
telefone, fax ou telegrama, e deve ser compreendido e utilizado pela
equipe de forma a aproximar o usuário, escutá-lo e buscar o atendimen-
to adequado para sua necessidade.
O atendimento deverá ter uma abordagem clara, bem orientada e
num ambiente apropriado para um contato mais demorado, se assim se
fizer necessário.
A equipe da biblioteca deve ser capacitada, orientada e interessada,
manuseando e acessando sempre as obras, de forma a se familiarizar com
seu arranjo, entradas e saídas temáticas, como sumários e índices.
O auxiliar deve priorizar o atendimento personalizado ao público, clien-
te, usuário, leitor e visitante, seja de forma presencial ou à distância.
Sumário: é um elemento pré-textual, ou
seja, antecede o corpo principal do traba-
lho, cujo objetivo é enumerar as principais
divisões, seções e outras partes de um do-
cumento, nas mesma ordem em que a ma-
téria nele se sucede. Não se deve confundir
sumário com índices, listas e glossários.
Índice: elemento pós-textual, isto é, ge-
ralmente incluído no final do documento
e apresenta a enumeração detalhada dos
assuntos, nomes de pessoas, nomes geo-
gráficos, acontecimentos, etc., ordenados
sob determinado critério (alfabético, cro-
nológico ou outros) com a indicação de
sua localização no texto (NBR 6034).
Lista: elemento pré-textual que enume-
ra recursos utilizados no texto, tais como
datas, ilustrações, exemplo, tabelas, siglas,
etc., na ordem em que aparece.
Glossário: Lista de termos utilizados no
documento, quase sempre dispostos por
ordem alfabética, com suas respectivas
significação ou a sua versão em outra lín-
gua.
Fonte: ABNT, 1989.
95 Auxiliar de Biblioteca
Segundo Guinchat:
O usuário é um elemento fundamental de todos os sistemas de informação, pois a
única justificativa das atividades destes sistemas é a transferência de informações
entre dois ou mais interlocutores distantes no espaço e no tempo.
(...) o usuário é um agente essencial na concepção de qualquer sistema de infor-
mação. Ele é um fator dinâmico, mas pode ser também um fator de resistência se
desconhece os mecanismos da informação e se retém informações!
GUINCHAT, 1994, p. 480-481
Para reconhecer os diferentes tipos de usuário, uma reflexão:
Clientes internos? Quem são?• 
Equipe da biblioteca (Bibliotecário(a), estagiário, bolsistas, servidores, auxiliares).• 
Clientes externos?• 
Professores.• 
Servidores.• 
Estudantes.• 
Comunidade.• 
Turistas (eventualidade).• 
Como adequar públicos e usos diferentes?
Prioritariamente, a biblioteca universitária atende sua comunidade acadêmica e para tanto dispõe de
materiais referentes às suas áreas de atuação. Ou seja, relacionados às disciplinas dos cursos ministrados na
universidade.
Porém, não há impedimento e é até desejável que a biblioteca amplie seus recursos informacionais de
modo a atender outros interesses dos clientes. Os livros literários, informativos, de curiosidades, entre ou-
tros, completam a formação acadêmica e pessoal do indivíduo, sendo assim, é importante que ele tenha
acesso a esse tipo de material.
Todos podem utilizar o espaço da biblioteca e de seu acervo para consulta local, porém, somente a co-
munidade acadêmica (alunos, servidores, professores), devidamente cadastrada na biblioteca, utilizará o
serviço de empréstimo domiciliar.
Quais são os possíveis usos?
É importante que a biblioteca busque focar no público-alvo que tem por objetivo atender, mas nunca se
feche a outros usuários, mesmo tendo características bem definidas de uma biblioteca universitária.
Para cada biblioteca, tipos diversos de usuários; para cada clientela, demandas diferenciadas de informa-
ção e documentação.
Cada usuário traz consigo diferentes necessidades e interesses para cada momento de sua vida. O que
vale dizer é que para cada usuário há uma demanda específica, e que esta pode variar por finalidades, perí-
odos de sua vida e sua formação.
Conhecer a clientela que compõe a biblioteca é uma tarefa constante, inquietadora e indispensável no
trabalho da equipe.
Quem irá participar da biblioteca de
nosso polo?
96EAD - CIAR/UFG/UAB
Perfil do Auxiliar de Biblioteca
O auxiliar é o profissional entre todos da equipe que fica a maior parte do tempo junto ao usuário, tendo
maiores possibilidades de descobrir as dificuldades de acesso ao acervo, que observa o uso ou não uso de
um determinado espaço e recurso de informação.
Dentro desse cenário, é importantíssimo que o auxiliar:
Goste de executar seu trabalho e comunique aos seus superiores e companheiros sempre que tiver• 
dificuldades.
Mantenha boa comunicação com toda a equipe.• 
Combine com alegria, ânimo, leitura, atendimento, colaboração.• 
A capacitação, que é o objetivo deste curso, é um passo importante. Porém, é indispensável que o auxiliar
esteja comprometido com o trabalho, os desafios e as possibilidades advindas da função.
Facilita muito o trabalho do auxiliar contar com recursos documentais e informacionais que atendam a de-
manda do usuário em quantidade e qualidade, que sejam organizados segundo técnicas biblioteconômicas,
como foi visto no módulo“ProcessosTécnicos”, ou seja, que todo o material seja descrito, organizado, sistemati-
zado e acondicionado por temáticas e ambientes adequados, preferencialmente em rede, por meio do acesso
remoto a um software em linha (on-line) acessível a todos os interessados.
Cabe ao auxiliar conhecer os recursos disponíveis na biblioteca. Ele deve ser curioso, orientado, e estar
preparado para uma relação constante com os livros, revistas, jornais, CDs, DVDs, entre outros.
É preciso estar dotado de um grande desejo de ampliar o seu olhar e facilitar o contato entre recursos e
usuários.
Ser criativo e interessado – uma vez que a equipe esteja capacitada a comunicar seu trabalho, que o acervo
tenha sido selecionado, adquirido, organizado e esteja acessível ao usuário, é importante que o auxiliar de
biblioteca se sinta apto e interessado em ser pró-ativo, antecipar-se às demandas, necessidades, orientações
de interesse do usuário.
O QUE SE ESPERA DO AUXILIAR?
Saber priorizar, ser efetivo, pró-ativo, autônomo para
atender, buscar informações, ser colaborador e aten-
to com a equipe e o usuário, Ser curioso e ter dispo-
sição para pesquisar nas mais diversas fontes de in-
formação.
97 Auxiliar de Biblioteca
Rotinas/tarefas a serem realizadas pelo auxiliar?
No atendimento:
Receber os usuários.• 
Explicar o funcionamento da biblioteca.• 
Informar os serviços oferecidos.• 
Treinar o usuário na consulta on-line (catálogo automatizado – OpenBiblio).• 
Divulgar e explicar as normas adotadas pela biblioteca.• 
Na consulta local ao material:
Orientar os usuários em suas pesquisas.• 
Orientar os usuários na busca on-line de material (OpenBiblio).• 
Ensinar os usuários a manusear as obras de referência (dicionários, enciclopédias, atlas, manuais etc).• 
Orientar os usuários na localização do material nas estantes, em relação ao endereço do livro (classifi-• 
cação + notação de autor).
No empréstimo domiciliar (As etapas de empréstimo serão abordadas detalhadamente mais à frente):
Solicitar a apresentação da carteira de identificação.• 
Efetivar ou gravar o empréstimo.• 
Anotar na papeleta de devolução a data de devolução e entregar o material para o usuário.• 
Alertar o usuário quanto à data de devolução.• 
Na devolução:
Apresentação do livro pelo usuário.• 
Conferir a data de devolução. Se houver atraso, cobrar multa.• 
Anotar devolvido na papeleta de devolução.• 
Agrupar o livro junto aos demais devolvidos para posterior reposição nas estantes.• 
Na renovação de empréstimo:
Receber o material.• 
Verificar a data de devolução: se houver atraso, a multa deve ser paga antes de proceder a renova-• 
ção.
Selecionar a renovação (no OpenBiblio).• 
Efetivar a renovação.• 
Na reposição do material na estante:
Separar o material devolvido e os recolhidos nas mesas por número de chamada (classificação + no-• 
tação de autor), iniciando na classe 0 até a 9, se tiver.
Recolocar nas devidas estantes.• 
Para que haja sucesso nas atividades da biblioteca, propõem-se uma equação bastante efetiva, que é:
Auxiliar de biblioteca, bibliotecário + toda a equipe, desde a portaria até o voluntário, com quem a
biblioteca pode contar + o(a) bolsista, o(a) estagiário(a) é = a alma da biblioteca.
Portanto, a forma como o auxiliar atua e todos os outros recursos humanos constituem o tom de prazer
ou não da equipe.
O profissional que irá atender a diferentes processos na biblioteca está em contato permanente com o
público interno e externo. Trabalha, portanto, com leitores e situações diferenciadas e deve favorecer o pro-
cesso de comunicação, fortalecendo a imagem da equipe, da biblioteca e consequentemente da instituição
à qual está vinculada.
Para que isso seja uma realidade e perdure, é necessário que toda a equipe esteja bem relacionada entre
si.
Todos devem conhecer a biblioteca e a instituição, suas normas, regras, o que facilita que sejam adotados pro-
cedimentos corretos, evitando que sejam dados direcionamentos diferentes para o mesmo caso.
98EAD - CIAR/UFG/UAB
Para Refletir
Fala-se tanto em qualidade dos serviços prestados pela biblioteca e na verdade qualidade é servir bem, e sem-
pre (um pouco melhor); é valorizar as pessoas e trabalhar pela integração da equipe. É preciso acreditar que a
qualidade dos serviços nas bibliotecas só é possível através das pessoas. (SILVA; ARAÚJO, 2003, p.122).
99 Auxiliar de Biblioteca
Tema 2 - Regulamento da Biblioteca
A importância do regulamento da biblioteca
O regulamento é o documento que determina as regras de funcionamento da biblioteca. Deve ser ela-
borado e aprovado com a participação de toda a equipe, de modo que todos conheçam as regras e possam
orientar corretamente os usuários para o bom uso da biblioteca.
O regulamento facilita e assegura o trabalho da equipe no esclarecimento ou na orientação ao usuário,
no que se refere aos serviços, à consulta do acervo, bem como direitos e deveres do usuário.
O que deve constar no regulamento da biblioteca?
A identificação da biblioteca: nome, instituição a qual está subordinada ou órgão mantenedor, ende-• 
reço completo.
Dias e horários de funcionamento detalhados para que não haja dúvidas do período em que o usu-• 
ário poderá efetivamente usufruir da biblioteca. Cada polo deverá definir dias e horários, de modo a
atender às necessidades dos usuários, considerando períodos de aula e o tempo livre (antes e depois
das aulas) para uso da biblioteca.
Apresentar a finalidade da biblioteca e os serviços que oferece.• 
Esclarecer as categorias de usuários e quais podem utilizar o serviço de empréstimo domiciliar.• 
Apresentar as condições para inscrição do usuário.• 
Condições para consulta local: cuidados ao manusear os materiais, acesso às estantes (se é livre ou• 
fechado), orientação do auxiliar na busca nas estantes, deixar bolsas, mochilas na portaria.
Empréstimo domiciliar: relacionar o material que é emprestado para cada tipo de usuário, quais ma-• 
teriais não são emprestados, tempo limite de empréstimo, penalidades para atrasos, danos e extravio
de material emprestado.
Relacionar direitos e deveres dos usuários.• 
Estabelecer as penalidades em caso de atraso ou extravio de material: valor de multa, reposição de• 
livro perdido.
Abaixo indicamos alguns sites que divulgam regulamento de biblioteca e normas para empréstimo que
poderão ajudá-lo a participar mais efetivamente na elaboração de um regulamento para a sua unidade.
Direitos e deveres do usuário
Relacionamos aqui alguns direitos e deveres dos usuários. Se necessário, a equipe pode acrescentar mais
alguns itens que julgar conveniente para a sua unidade.
Direitos:
Ser bem tratado pela equipe da biblioteca;• 
Utilizar de todo material disponível para consulta;• 
Contar com o auxílio de um funcionário sempre que precisar;• 
Participar de eventos promovidos pela biblioteca.• 
Deveres:
Conhecer e obedecer as normas da biblioteca;• 
Respeitar os funcionários;• 
Usar adequadamente o acervo, visando sua conservação;• 
Direitos e deveres do usuário
Visite os sites:
http://www.ourinhos.unesp.br/doc/regulamento-bib.pdf
http://www.ence.ibge.gov.br/biblioteca/regulamento_interno.asp
http://www.unoescjba.edu.br/biblioteca/quem_somos/regulamento_unificado.pdf
http://www.bu.ufsc.br/normas.html
100EAD - CIAR/UFG/UAB
Deixar sobre as mesas os livros utilizados (não retorná-los às estantes).• 
Identificar-se sempre que for solicitado;• 
Não comer, beber, fumar e utilizar aparelho celular na biblioteca;• 
Não entrar com bolsas, sacolas, mochilas.• 
101 Auxiliar de Biblioteca
Tema 3 - Serviço de empréstimo
Empréstimo domiciliar
Este serviço tem por finalidade possibilitar ao cliente um tempo maior para o uso do material disponível.
É um serviço fundamental para facilitar a leitura, pesquisa e estudos dos usuários.
Antes de oferecer o serviço de empréstimo, é necessário determinar quais materiais da coleção podem
ser emprestados e qual o tempo limite. Essas decisões dependerão da quantidade de material, estimativa de
usuários, a facilidade de acesso à biblioteca, considerando a distância geográfica, acesso remoto etc.
Como já apresentado no item anterior, essas informações irão constar no regulamento e devem ser di-
vulgadas para os usuários.
Os clientes dos polos poderão usufruir, também, do sistema de bibliotecas da UFG (SIBI/UFG). Para tanto,
deverão conhecer e seguir as normas de empréstimo de material do sistema.
Atenção! No caso do SIBI/UFG foram elaboradas normas para empréstimo, uso das salas didáticas de
informática, uso do guarda-volumes e utilização de serviços on-line. Observe na sua unidade a necessidade
da elaboração de todas essas normas separadamente, ou se é possível englobar todas as regras no regula-
mento da biblioteca.
No mais, você pode seguir o sistema da UFG como modelo, adequando as normas quando necessário.
Se tiver dúvida solicite o auxílio do profissional bibliotecário.
Inscrição do usuário
A inscrição é feita no balcão de atendimento da biblioteca onde será cadastrado no sistema. Na ocasião,
o usúario deverá apresentar a carteira de identificação que comprova seu vínculo com a instituição.
Utilizando como exemplo o cadastro de usúario pelo OpenBiblio, deve-se inicialmente abrir a tela de
“circulação”e clique em“novo membro”, preencher a ficha e clique em“enviar”.
Os clientes dos polos poderão usufruir, também, do sistema de bibliotecas da UFG (SIBI/UFG). Para tanto,
deverão conhecer e seguir as normas de empréstimo de material do sistema.
Consulte os documentos abaixo, utilize-os como modelo:
manual de usuário do SIBI/UFG 2008: http://www.bc.ufg.br/sophia/bc/download/guia2008.pdf• 
regulamento de empréstimo no SIBI/UFG: http://www.bc.ufg.br/uploads/files/resolucao722.pdf• 
OpenBiblio: Cadastro de usúario
Pronto. O usuário está cadastrado!
102EAD - CIAR/UFG/UAB
Como fazer o empréstimo?
Para o empréstimo de materiais, siga os passos conforme o modelo abaixo:
Na guia“circulação”e no local“inscrição”, insira o número do cadastro do usuário. Outra opção é procurar o
usuário pelo sobrenome.
OpenBiblio: Empréstimo - Busca pelo sobrenome
Busca pelo sobrenome
Depois de localizar o usuário, selecione o nome desejado:
OpenBiblio: Localização do usúario
Aparecerá a tela do usuário, suas permissões de empréstimo e histórico de empréstimos e devoluções:
OpenBiblio: Informações do usúario
103 Auxiliar de Biblioteca
Embaixo no item“empréstimo de bibliografia”deverá ser colocado o número de código de barra (gerado
quando o livro é processado no OpenBiblio) para efetivar o empréstimo.
Depois de registrado o empréstimo, o auxiliar irá anotar a data de devolução do livro na “papeleta de
devolução” que será colada na contracapa posterior do livro ou no bolso, conforme forma de preparação
material adotada pela biblioteca, exposto no módulo 2, unidade temática 3.
Para fazer a devolução dos materiais vá até a guia ”circulação”e em seguida em“devolução de bibliografia”,
coloque o número do código de barras e clique em“devolver”. Em seguida, anotar na papeleta de devolução a
data em que os materiais foram efetivamente devolvidos.
OpenBiblio: Empréstimo de bibliografia - Continuação da tela anterior.
ParamaioresesclarecimentossobreoempréstimonoOpenBiblio,consulteomanualdeinstruçõesdisponívelno
site:
http://openbiblio.incubadora.fapesp.br/portal/down/fontes/InstalandoOpenBiblio06.pdf/view
104EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 4 - Serviço de referência e informação
O que é o serviço de referência?
Serviço responsável por sistematizar e oferecer o “cardápio” da biblioteca, por meio da sua equipe, ten-
do por finalidade instigar e fomentar de forma apetitosa a degustação dos recursos da biblioteca. Agrega
a ação da equipe de biblioteca, ou seja, do(a) bibliotecário(a), do(a) auxiliar e outros profissionais, visando
diagnosticar, antecipadamente e constantemente as necessidades, interesses e problemas do usuário no
acesso à biblioteca, seus recursos e sua equipe, buscando solucioná-los. Demonstra interesse pelo usuário
com a finalidade de recepcionar, atender, acolher, informar, formar e orientar a clientela interna e externa,
facilitando e estimulando o uso da biblioteca e seus recursos.
Para o atendimento ao usuário, o bibliotecário, o auxiliar e demais membros da equipe contam com as
obras de referência que devem ser instaladas prioritariamente nas proximidades da entrada da biblioteca,
de maneira acessível.
Em geral, o livro/obra de referência possui um registro de R ou REF compondo o número de chamada,
que é impresso na etiqueta colocada na lombada do livro, ou seja, endereço de localização do livro na es-
tante:
REF ou R
As obras de referência são recursos indispensáveis em todas as bibliotecas. De consulta rápida às remis-
sivas ou outros títulos, consultas e acessos, são obras bastante utilizadas na maioria das bibliotecas. Não são
emprestadas para uso externo ao ambiente da biblioteca, ou seja, não se faz o empréstimo domiciliar e mere-
cem atenção e cuidado especial no seu uso e conservação, tendo em vista que possuem custo elevado e uso
frequente.
As principais obras são:
Atlas, bibliografias, catálogos, dicionários, enciclopédias, fontes estatísticas, guias, índices, em forma-• 
to impresso, eletrônico e digital.
Um bom serviço de referência agrega outros materiais de consulta, como informações sobre a institui-• 
ção, a biblioteca, a cidade, incluindo mapas, folders, impressos e outros.
Questão de referência
No serviço de referência temos a“questão de referência”, que é a dúvida/questão que o usuário traz para ser
resolvida pelo auxiliar e/ou pela equipe da biblioteca, seja por meio do acesso a um livro, lugar, informação,
pessoa, etc. Se a questão do usuário é previsível ou recorrente, deixa de ser questão de referência e passa a ser
uma demanda atendida pela biblioteca, seja pela oferta de produtos, serviços, programas, informes e outros.
Assim, não é uma questão de referência o horário de funcionamento da biblioteca, nem tão pouco os
serviços, atividades que a biblioteca desenvolve, pois, na medida do possível a equipe da biblioteca deverá
produzir um folder, um mapa, um diretório/website que preste essas informações à sua comunidade.
A entrevista e o processo de referência atende todos os pontos de interesse do usuário, desde o problema
ou dúvida que o leva a buscar a biblioteca, a sua abordagem com a equipe até a solução dessa dúvida.
ConformejáenfatizadonomóduloIII,duranteaentrevistatem-seaoportunidadedediscernirseadúvidadousu-
ário é uma questão de referência ou uma questão que possa ser respondida com um impresso, como: folder, cartaz,
mural e outros. Ou seja, informações que já tenham sido questionadas anteriormente e que a biblioteca já sabe de
antemãoasrespostas.
Segundo Silva; Araújo (2003, p. 103) as principais fases da entrevista são:
o problema, isto é, o que motivou o usuário a ir à biblioteca;• 
a necessidade de informação: o que o usuário precisa;• 
a questão inicial: a primeira solicitação ao pessoal de referência;• 
a questão negociada: conversa que vai esclarecer a questão inicial;• 
a estratégia de busca: criada a partir da conversa;• 
processo de busca: como e onde buscar a resposta;• 
a resposta: apresentação do resultado da busca;• 
a solução: a satisfação do usuário com a resposta recebida.• 
105 Auxiliar de Biblioteca
Serviços para usuários
O próprio atendimento, a orientação para o uso da coleção, o fornecimento de informações, o apoio às
pesquisas são considerados serviços oferecidos pela biblioteca.
Podemos relacionar mais alguns serviços:
Empréstimo entre bibliotecas;• 
COMUT – comutação bibliográfica;• 
Reprodução de documentos;• 
Acesso à internet e a bases de dados como, por exemplo, portal da CAPES, portal de pesquisas;• 
Elaboração de boletins e informativos para divulgar o acervo e a biblioteca;• 
Serviço de pesquisa a distância por telefone,•  e-mail, fax – o usuário solicita informação sobre o funcio-
Namento, sobre o acervo ou um assunto específico;
Visita orientada e treinamento de usuários.• 
A seguir apresentamos um serviço que será de grande utilidade para os clientes:
Levantamento ou pesquisa bibliográfica – consiste em localizar referências bibliográficas que servirão• 
como ponto de partida para os trabalhos científicos e pesquisas. O usuário preenche um formulário
em que define o assunto da pesquisa, o tipo de material (artigo de periódico, parte de documento,
teses) e suporte (impresso ou correio eletrônico). Caso haja dúvidas de como realizar a pesquisa soli-
citada, consulte novamente o módulo 3“Fontes de Informação”. Naquele módulo, foram apresentadas
diversas fontes de informação importantes para o levantamento bibliográfico e as estratégias de bus-
cas para localizar as informações publicadas sobre determinado assunto.
Serviços para usuários
Antes de começar a procurar informação:
Qual é o objetivo da minha pesquisa?• 
O que já sei e o que quero saber sobre o assunto?• 
Na pesquisa da informação:
Onde posso encontrar a informação de que necessito?• 
Das informações que localizei, qual é a mais pertinente?• 
Fonte: LUTA (2008)
Não Se Preocupe!
A implantação dos serviços é gradual e constante. Inicie com o que for possível e amplie à medida que a
unidade dispor de mais estrutura e recursos humanos, financeiros, de equipamentos.
106EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 5 - Biblioteca em uso
A recompensa do trabalho
O trabalho de atendimento, especialmente na realização do serviço de referência, é de grande relevância para
a comunidade usuária, o que gera uma satisfação profissional quando bem realizado. Não sendo rotineiro, o
trabalho oferece perspectivas amplas da receptividade dos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, sendo
possível verificar a satisfação do usuário e agregar novas possibilidades de acesso constantemente.
(...) além da satisfação derivada da participação num serviço importante prestado à
comunidade, o verdadeiro bibliotecário de referência encontra razões pessoais de
prazer em seu trabalho.
Além de aprender nos livros, o bibliotecário de referência também adquire percepção
sobre o comportamento humano, simpatia para com as pessoas, e, de vez em quando, a
amizade de uma grande personalidade. Há também no trabalho de referência emoções
evariedadesqueevitamamonotonia.Obibliotecáriodereferêncianuncasabequalserá
a próxima consulta, e se ele e os recursos da biblioteca estarão à sua altura. Se possuir os
instintos de um detetive ou de um caçador, ficará encantado com as questões difíceis
que tiver que resolver, regozijando-se com suas soluções corretas.
Se não os possuir, será melhor que não fique no trabalho de referência, pois nele não
encontrará felicidade nem sucesso. (HUTCHINS, 1973, p. 280).
Para Refletir
Há muitas possibilidades com pessoas, livros e um espaço preparado para recebê-los.
A biblioteca, e o acesso a tudo que há nela, supõe um direito de todos em prol da igualdade de oportuni-
dades e de igualdade ao acesso à informação.
Algumas práticas promotoras de acesso, uso e leitura
Como se vê, o trabalho na biblioteca é bastante instigante. Manter a biblioteca ativa e dinâmica é função
das mais importantes. Relacionamos aqui algumas dicas para ajudá-lo:
sensibilizar o público quanto à apropriação do espaço, do bom uso das coleções, dos recursos dispo-• 
níveis.
desenvolver suas habilidades de busca, pesquisa, fontes de informação, base de dados; saber localizar os• 
materiais com rapidez e precisão.
orientar o usuário para o uso autônomo das coleções.• 
pesquisar a história do bairro, da cidade, conhecer a comunidade e contar com a colaboração dela na• 
realização de eventos na biblioteca, tais como: poetas, escritores, artesãos, profissionais liberais.
estimular o empréstimo domiciliar.• 
convidar professores e servidores para utilizarem e colaborarem com a biblioteca.• 
promover eventos como saraus de poesia, lançamento de livros, exposição de obras de arte, rodas de• 
leitura.
106EAD - CIAR/UFG/UAB
Açougue cultural [http://www.t-bone.com.br].• 
Proler [www.proler.bn.br]• 
Fundación Germán Sánchez Ruipérez [http://www.fundaciongsr.es]• 
Biblioteca Demonstrativa de Brasília [http://www.bdb.org.br]• 
ProjetoSouEscritor[http://geocities.yahoo.com.br/orientando/aconteceu.htm]• 
http://www.folclorecapixaba.org.br• 
http://www.cordelon.hpg.ig.com.br• 
107 Auxiliar de Biblioteca
Resumo do Módulo 4
Referências
O módulo 4, do curso de Capacitação de Auxiliares de Bibliotecas para os polos de educação a distância da
UFG, aborda o atendimento ao usuário trabalhando os conceitos de usuário, atendimento, regulamento da bi-
blioteca, serviços de empréstimo e de referência. Apresenta o perfil do(a) auxiliar de biblioteca e o instiga para
a importância das inter-relações entre equipe e usuário.
Associação Brasileira de Norma Técnica [ABNT]. NBR 6027 - Sumário. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 1989.
GUINCHAT, Claire; BLANQUET, Marie-France. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e docu-
mentação. Trad. de Mirian Vieira da Cunha. Brasília: IBICT, 1994.
HUTCHINS, Margaret. Introdução ao trabalho de referência em bibliotecas . Trad. Ada Maria Coaracy. Rio de
Janeiro: FGV, 1973. 293 p.
LUTA para dar sentido à informação: guião para a realização de trabalhos de pesquisa. Biblioteca da Escola
Secundária Montemor-o-Velho. Disponível em: <http://www.anossaescola.com/esmontemor/ficheiros/
recursos/G_LUTA.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2008.
MILANESI, Luis. Públicos e uso da informação. IN: _______. Biblioteca. Cotia: Ateliê Editorial, 2002. p.53-82.
_______. NBR 6034 - Preparação de índice de publicações. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 1989.
_____. O que é biblioteca? 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.p.107.
SILVA, Divina Aparecida da; ARAUJO, Iza Antunes. Auxiliar de biblioteca: técnicas e práticas para formação
profissional. 4. ed. rev. aum. Brasília: Thesaurus, 2003. p.152.
108EAD - CIAR/UFG/UAB
110EAD - CIAR/UFG/UAB
Módulo 5
Planejamento e Organização de Biblioteca
Carga horária: 10 horas
Tatiane Ferreira
Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, especialista em
Docência Superior pela Fundação Lions e graduada em Biblioteconomia pela Uni-
versidade Federal de Goiás. Atualmente, é editora de sessão da Revista Brasileira de
Estudos em Segurança Pública, bibliotecária do Conselho Regional de Administração
de Goiás, bibliotecária da Polícia Militar de Goiás e professora substituta da Faculdade
de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás.
E-mail: tfteen@gmail.com
Telefone: 3201-1614
Suely Henrique de Aquino Gomes
Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; mestre em automação
de bibliotecas pela University College London; doutora em Ciência da Informação
pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University -
Inglaterra. É professora do curso de Biblioteconomia e do mestrado em Comunicação,
Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia. Atualmente,
ocupa o cargo de coordenação do curso de Biblioteconomia.
E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com
Telefone: (62) 3521-1348
Sheila Cristina Frazão
Especialista em Docência Superior pela Universidade Gama Filho, graduada em Biblio-
teconomia pela Universidade Federal de Goiás. Possui experiência em organização e
gestão de bibliotecas universitárias, públicas e escolares. Atualmente, é bibliotecária
do Setor de Referência do Sistema de Bibliotecas da UFG.
E-mail: sheilafrazao@gmail.com
Telefone: (62) 3521-1116
Currículo resumido das autoras
111 Auxiliar de Biblioteca
Objetivos do Módulo 5
Propiciar conhecimento básico para planejamento e organização das unidades de informação dos polos
da UFG.
Apresentação do Módulo 5
Esperamos que, no decorrer do curso, possamos ter várias trocas de experiência e que o
material sirva como guia para orientá-lo no seu trabalho na unidade de informação. Nesse mó-
dulo, você conhecerá alguns conceitos, práticas e experiências importantes para desenvolver
serviços e produtos com qualidade nas unidades de informação dos polos da UFG. Para isso,
comecemos a refletir:
O trabalho que presto na unidade de informação tem qualidade?• 
Eu faço planejamento?• 
O espaço da biblioteca está adequado para as suas atividades?• 
Eu sei descrever minhas atividades?• 
Eu consigo aferir minha produtividade?• 
Como elaborar um plano de ação?• 
Olá!
Bem vindo(a) ao módulo Planejamento e Organização de Biblioteca.
Tema Conteúdo
1 Administração de Bibliotecas
2 Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração
3 Diagnóstico da unidade informacional
4 Relatórios estatísticos
5 Organização do espaço físico
Roteiro do Módulo 5
112EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 1 - Administração de Bibliotecas
Toda biblioteca deve oferecer aos seus usuários serviços e produtos adequados e de qualidade, além
de um ambiente aprazível para estudos individuais e em grupo, sem esquecer aqueles que nela trabalham.
Para atender a esses quesitos, a biblioteca deve criar condições espaciais e arquitetônicas; deve dispor de
equipamentos e mobiliários adequados; acervo em acordo com as necessidades do seu público usuário;
uma equipe de funcionários com formação adequada para exercer as funções típicas de uma biblioteca; e
uma dotação orçamental que garanta o seu funcionamento.
Geralmente, a biblioteca dispõe de poucos recursos, espaços insuficientes, equipes pequenas, e muitas
demandas por parte dos usuários e da instituição mantenedora. Nesse contexto, fazer uma biblioteca fun-
cionar bem envolve importantes decisões quanto à orientação da equipe, manutenção e organização dos
espaços e alocação dos poucos recursos que geralmente são destinados ao seu funcionamento.
Assim, como em qualquer empresa ou organização, a biblioteca, para atingir os objetivos para os quais foi
constituída e atender as expectativas do seu público alvo, deve ser bem administrada para utilizar da melhor for-
ma possível os recursos disponíveis e manter sua equipe motivada a realizar o trabalho e vencer os desafios que
surgem no cotidiano. Compete ao bibliotecário administrar a biblioteca neste sentido.
Mas o que é administrar?
O termo“administração”vem do latim, ad (junto de) e ministratio (prestação
deserviço).“Administrar”podeserentendido,portanto,comoumaaçãodepres-
tação de serviço voltada para o“processo de trabalho com as pessoas e com os
recursosqueintegram, tornando possível o alcancedos seus objetivos. Adminis-
trar implica em tomar decisões e realizar ações.”(JACOBSEN et al, 2006, p 16).
Decidir é escolher entre alternativas qual delas seguir, levando-se em consi-
deração os reflexos futuros das decisões presentes; é posicionar-se em relação
ao que fazer no futuro (GOMES et al, 2006).
Por que administrar?
Porque os recursos estão cada vez mais difíceis;• 
os custos estão cada vez mais altos;• 
os consumidores estão mais exigentes;• 
os concorrentes estão mais fortes;• 
a abertura do mercado exige maior competência;• 
as mudanças são cada vez mais rápidas.• 
(GERALDO, 2008)
Assim, como em qualquer empresa ou organização, a biblioteca, para atingir os objetivos para os quais foi
constituída e atender as expectativas do seu público alvo, deve ser bem administrada para utilizar da melhor for-
Pondere...
A biblioteca concorre por recursos com os demais setores e atividades
da instituição a qual está vinculada. As verbas são, quase sempre, insu-
ficientes para atender todas as demandas da unidade. Portanto, é pre-
ciso pensar bem onde irão ser investidas.
113 Auxiliar de Biblioteca
Em qualquer organização, toma-se decisão sobre:
O que fazer?
O quanto fazer?
Com que fazer?
Como fazer?
Quando fazer?
Para quem fazer?
Chiavenato (1997) considera que o processo de decisão desenvolve-se em sete etapas, a saber:
Percepção da situação que abrange algum problema;• 
Diagnóstico e definição do problema;• 
Definição dos objetivos;• 
Busca de alternativas de solução ou de cursos de ação;• 
Escolha da alternativa mais apropriada ao alcance dos objetivos;• 
Avaliação e comparação dessas alternativas;• 
Implementação da alternativa escolhida.• 
Essas etapas estão interligadas, e cada uma exerce influência sobre as demais. Nem sempre as etapas são
seguidas à risca. Isso depende da urgência em se tomar a decisão (CHIAVENATO, 1997).
Quais as funções do bibliotecário administrador?
Espera-se daquele que assume a administração da biblioteca que es-
teja apto a desenvolver uma série de ações ordenadas – as chamadas
funções administrativas - que levem a unidade de informação a cumprir
os propósitos para os quais foi estruturada.
Assim, compete ao bibliotecário-administrador, planejar, organizar,
coordenar, dirigir e controlar as atividades desenvolvidas no âmbito de
sua biblioteca.
Planejar•  – ação voltada para pensar o futuro da biblioteca. Etapa
em que serão estabelecidos os objetivos da unidade e especifi-
cados como, quando e com que recursos serão realizados. O pro-
duto do planejamento é um plano de ações para atingir as metas
traçadas. É a primeira das funções: antes de agir, pensar.
Organizar•  – na fase de organização, os esforços voltam-se para
designar, agrupar, dividir e distribuir as atividades e tarefas para
cada um da equipe a fim de que os objetivos sejam alcançados
satisfatoriamente; delegar responsabilidades na consecução das
metas e objetivos estabelecidos; possibilitar a melhor utilização
dos recursos disponíveis (financeiros, humanos, materiais).
Dirigir/comandar•  – estimular os membros da equipe a colabora-
rem e assumirem responsabilidades pelo sucesso da biblioteca.
Para fazer a biblioteca acontecer, o bibliotecário e todos os mem-
bros da equipe precisam de motivação e disposição para irem
além do mero cumprimento apático das atividades que lhes são
delegadas.
Controlar•  – envolve o estabelecimento de padrões e critérios de
desempenho esperado, o acompanhamento na execução das ati-
vidades, a coleta de dados relativos ao desempenho de cada setor
ou funcionário, a avaliação do desempenho em relação ao padrão
estabelecido e a adoção de medidas de correção daquilo que fugir
ao esperado.
Objetivos indicam intenções gerais para
o futuro da biblioteca e o caminho bási-
co para chegar ao destino que se deseja.
Metas são as ações específicas mensu-
ráveis que constituem os passos para se
atingir os objetivos.
Fonte:
http://www.planodenegocios.com.
b r / d i n a ¬ m i c a _ a r t i g o. a s p ? t i p o _
tabela=artigo&id=27)
114EAD - CIAR/UFG/UAB
Quem deve participar do processo administrativo?
Atualmente, toda organização moderna adota o modelo de administração participativa. Em uma admi-
nistração participativa, é garantida a todos os membros da instituição ampla liberdade para manifestar suas
ideias, pontos de vista e opiniões em relação às principais decisões a serem tomadas no âmbito do trabalho.
A administração participativa volta-se para a valorização do trabalhador e a humanização do trabalho e
da produção. A pessoa não é, simplesmente, “um componente da estrutura produtiva como uma máquina
qualquer”(MASIERO, apudVANDI, 1999). Ela é fundamental no processo de condução das atividades organi-
zacionais voltadas para atingir os objetivos consensualmente estabelecidos. Conforme sinalizado por Vanti,
“este estilo de administração prioriza a tomada de decisões por consenso, pro-
curando contemplar todas as opiniões e pontos de vista dos integrantes de uma
equipe de trabalho. Para isto, estimula a exposição constante de razões, argumen-
tos, críticas, sugestões e ideias por parte de todos os membros, inclusive dos mais
introvertidos. Esta proposta busca um permanente envolvimento mental e emo-
cional, apontando para a motivação e a assunção de maiores responsabilidades
por parte dos integrantes do grupo.“(VANTI, 1999)
Portanto, é bastante salutar para a biblioteca que todos contribuam na administração.
Como o Auxiliar de Biblioteca pode colaborar nas atividades administra-
tivas?
A participação do Auxiliar de Biblioteca nas atividades administrativas já é contemplada no código de
classificação de ocupações do Ministério do Trabalho e do Emprego. De acordo com o código, é função do
Auxiliar de Biblioteca, dentre outras:
participar na gestão administrativa da unidade de informação e documentação;• 
participar de reuniões de planejamento e avaliação;• 
coletar dados estatísticos;• 
auxiliar na elaboração de projetos;• 
auxiliar no inventário de bens patrimoniais não bibliográficos;• 
participar na elaboração e análise de critérios estatísticos.• 
Deve também participar da organização, avaliação e manutenção do ambiente de trabalho, o que signi-
fica:
controlar as condições de higiene e limpeza do ambiente;• 
organizar a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;• 
manter a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;• 
controlar o fluxo do usuário;• 
elaborar a sinalização do ambiente;• 
auxiliar no controle do uso e manutenção dos equipamentos;• 
avaliar o uso e adequação do ambiente.• 
Mas para participar de forma mais efetiva, vamos saber mais sobre as funções administrativas? Os próxi-
mos itens serão dedicados ao planejamento, avaliação/diagnóstico, controles/emissão de relatórios estatís-
ticos e organização do espaço físico – funções em que o Auxiliar de Biblioteca está diretamente envolvido.
114EAD - CIAR/UFG/UAB
Lembre-se sempre:
Você é muito importante para a administração da biblioteca!
O auxiliar é o profissional entre todos da equipe que fica a maior parte do tempo junto ao usuário. As-
sim, possui maiores possiblilidades de descobrir as dificuldades de acesso ao acervo, ao observar o uso
ou não uso de um determinado espaço e recurso de informação.
115 Auxiliar de Biblioteca
Tema 2 - Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração
Se você pensou em “um planejamento”, acertou! É isso mesmo... Tudo que vamos fazer, inclusive uma
viagem, precisa de um planejamento. Precisamos pensar: Para onde ir? Com o quê? Como faremos? O que
temos para fazer? Quanto vamos gastar? Em quanto tempo? E assim por diante... Para organizar e manter
uma biblioteca, assim como numa viagem, precisamos de planejamento. Então, vamos lá!
No século XX, quando surgiu o interesse pelo planejamento, planejar voltava-se para o controle de mé-
todos, padrões, capacidade e incentivos de produção. Com o passar do tempo, percebeu-se a necessidade
da administração global, que segundo Henri Fayol (1841-1924), consistia em planejar, organizar, comandar,
coordenar e controlar as atividades nas empresas.
O planejamento não é um acontecimento, mas um processo contínuo, permanente e dinâmico que fixa
objetivos e define linhas de ação e etapas a serem atingidas. Essas ações devem ser identificadas de forma
adequada, considerando aspectos como o prazo, custos, qualidade, segurança, desempenho e outras condi-
cionantes. Um planejamento bem realizado oferece inúmeras vantagens à equipe de projetos. Tais como:
controle apropriado;• 
produtos e serviços entregues conforme requisitos exigidos pelo cliente;• 
melhor coordenação das interfaces do projeto;• 
resolução antecipada de problemas e conflitos; e• 
um grau mais elevado de acertos nas tomadas de decisão.• 
O tempo dedicado ao planejamento é vital para evitar problemas na fase de execução. Seu objetivo cen-
tral é estabelecer claramente os objetivos pretendidos, independente da área de atuação e dos meios que
serão empregados para o alcance desses objetivos (MORETO NETO, 2006, p 26). Ele estabelece o caminho, a
direção que a biblioteca irá tomar para atender as demandas de seus mais diferentes públicos.
Pare para pensar.
Para realizar uma
viagem, o que você
faz inicialmente?
Para Refletir
“Planejar é preparar-se para o inevitável, prevenindo o indesejável e controlando o que for controlável”
(Peter Drucker).
116EAD - CIAR/UFG/UAB 116EAD - CIAR/UFG/UAB
Para aprofundar seus conhecimentos sobre Planejamento Estratégico, acesse os sites:
http://www.planodenegocios.com.br/dinamica_artigo.asp?tipo_tabela=artigo&id=27
http://www.gestaoelideranca.com.br/gestaoelideranca/principal/conteudo.asp?id=3951
O planejamento possui três etapas (GOMES, 2008):
O estabelecimento dos objetivos a alcançar;• 
Tomada de decisões a respeito das ações futuras;• 
Elaboração de planos.• 
Do ponto de vista das atividades de uma biblioteca, deve-se planejar:
O espaço físico: planejamento do espaço;• 
a estrutura organizacional: esboço da estrutura com que sejam alcançados os objetivos previstos;• 
os produtos: refere-se a produtos e serviços a serem oferecidos;• 
os recursos humanos, materiais e financeiros necessários;• 
as operações: processos de produção e distribuição de produtos e serviços;• 
as formas de acompanhamento e avaliação, bem como da continuidade dos planos;• 
a organização como um todo (planejamento global): a combinação de todos os planos existentes na• 
organização e o processo pelo qual todos os planos internos se integram ao seu planejamento estraté-
gico.
Conforme a abrangência, o planejamento pode ser:
Estratégico;• 
Tático;• 
Operacional.• 
Independente do nível (abrangência) do planejamento, todos devem ser capazes de responder aos ques-
tionamentos: o quê? Quando? Como? E onde? Seja no nível estratégico, tático ou operacional. O planejamen-
to estratégico é o planejamento de longo alcance, no qual o horizonte de tempo é maior do que um ano e
envolve toda a organização. É muito comum nas empresas brasileiras encontrar planejamentos da ordem de
cinco anos. Devido ao seu planejamento temporal longo, o planejamento estratégico opera com dados que
são continuamente incompletos e imprecisos. O planejamento estratégico é desenvolvido pela alta direção da
instituição com a participação de todos.
117 Auxiliar de Biblioteca
Participe do fórum no moodle para obter
sua nota parcial.
O planejamento tático envolve um horizonte de tempo intermediário, geralmente um ano ou menos. E o
planejamento operacional consiste na tomada de decisão de curto prazo, normalmente feita em horas, dias
ou semanas. Neste último tipo, normalmente encontramos dados muito acurados e precisos, e seus méto-
dos devem ser capazes de manipular um grande volume de dados.
Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento
tático.
Cada um dos planejamentos operacionais deve conter detalhes sobre:
os recursos necessários para o seu desenvolvimento e Implantação;• 
os procedimentos básicos a serem adotados;• 
os produtos ou resultados finais esperados;• 
os prazos estabelecidos.• 
O planejamento operacional pode ser considerado como a formalização, principalmente de documentos
escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. Portanto, nesta situação têm-
se, basicamente, os planos de ação ou planos operacionais.
Método 5W 2H
O método 5W 2H é o check-list utilizado para construir os planos de
ação, frutos de planejamentos estratégicos ou táticos. Segundo Wei-
nhardt (2008, slide 20):
Os Ws correspondem às seguintes palavras do Inglês:
W•  hat (o quê);
W•  ho (quem);
W•  hen (quando);
W•  hy (por que); e
W•  here (onde).
Os Hs correspondem a
H•  ow (como); e
H•  ow Much (quanto custa).
O planejamento operacional pode ser considerado como a forma-
lização, principalmente de documentos escritos, das metodologias de
desenvolvimento e implantação estabelecidas. Portanto, nesta situação
têm-se, basicamente, os planos de ação ou planos operacionais.
PLANO DE AÇÃO - é um documento que mos-
tra o planejamento de todas as ações ne-
cessárias para atingir um resultado dese-
jado.
118EAD - CIAR/UFG/UAB
Fonte: WEINHARDT (2008, slide 23)
Oquê?
WHAT
Açãoou
tarefapro-
postaaser
realizadas
paraatingir
osobjetivos
estratégicos
oudasmetas
táticas.
Porquê?
WHY
Justificativa
lógicasobrea
motivaçãoda
açãopropos-
ta.
Como?
WOW
Meioou
maneirapela
qualaação
podeser
viabilizada.
Quando?
WHEN
Prazooudata
deconclusão
daação.
Quem?
Oqueéumplanodeação
WHO
Responsável
pelarealiza-
çãodaação.
Nãoprecisa
seroexecu-
tor.
Onde?
WHERE
Localondese
daráaação.
Quanto
custa?
HOW
MUCH
Custoestima-
doparaa
realizaçãoda
ação.
119 Auxiliar de Biblioteca
120EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 3 - Avaliação e Diagnóstico da Unidade Informacional
A avaliação é uma atividade que deve ser planejada para subsidiar a
tomada de decisão no ambiente de trabalho. Deve ser uma prática cos-
tumeira de todos os que trabalham na biblioteca. Esta atividade deve
ser propositiva, podendo ter como objetivo promover a excelência dos
serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, subsidiar a alocação de
recursos de modo mais eficiente, identificar oportunidades de expansão
de atuação da biblioteca e/ou identificar a adequação da sua infra-estru-
tura física e tecnológica no atendimento às demandas dos usuários.
Lancaster (1996) mostra que existem várias razões para se realizar a
avaliação de uma unidade de informação e de seus serviços, e que a mais
importante é a necessidade de estabelecer indicadores para mostrar o seu
nível de desempenho. Somente a partir do conhecimento de seu desem-
penho é que se pode promover melhorias significativas.
AVALIAR - Calcular ou determinar o valor, o
preço ou o merecimento de. vtd 2 Reco-
nhecer a grandeza, a intensidade, a força
de: Avaliar a dor, a mágoa. vtd 3 Apreciar:
Avaliar a força, os costumes. vtd 4 Compu-
tar, orçar: Avaliar a riqueza de um povo.
Avaliam a herança em dois milhões de
dólares.
Moderno Dicionário da Língua Portuguesa
Michaelis
Nós avaliamos e somos avaliados o tempo todo. Somos
avaliados na escola, no trabalho, em casa...
Avaliamos o modo que o outro se veste, dança, pensa...
Avaliamos o tempo: se está frio ou quente;
um restaurante: se está limpo, se a comida é boa e assim
por diante.
O conhecimento vem por meio do diagnóstico da unidade. Esse é considerado a primeira etapa do pro-
cesso de planejamento. Consiste na intervenção da rotina da instituição, usando métodos científicos e so-
ciais para avaliar o estado da organização num determinado momento. Exemplificando: Quando o paciente
vai a um médico que nunca consultou anteriormente, o médico realiza o diagnóstico do paciente. Nesse
diagnóstico, o profissional pergunta ao paciente o nome, o peso, a idade, os hábitos e vícios, os sintomas e
muitas outras informações. Após realizado o levantamento destas informações, o médico irá analisar estas
informações, diagnosticar os sintomas e adotar as medidas necessárias para ajudar o seu paciente a recu-
perar a saúde.
A elaboração do diagnóstico
Para elaborar o diagnóstico de uma unidade de informação, pode-se adotar o seguinte roteiro:
a) Identificar e caracterizar os recursos humanos alocados na biblioteca em atividade regular, quanto
ao número, formação, cargos ou funções contratuais, situação funcional e atividades de capacitação/
treinamento realizadas;
b) Caracterizar os recursos físicos da biblioteca quanto ao espaço físico ocupado e ambiências exis-
tentes, condições de ventilação, iluminação e segurança;
c) Identificar e caracterizar o mobiliário disponível para usuários, funcionários, serviços e armazena-
mento do acervo;
d) Identificar os equipamentos existentes na biblioteca;
e) Caracterizar a comunidade usuária da biblioteca quanto à tipologia, acesso ao acervo e frequência
de uso;
121 Auxiliar de Biblioteca
f) Identificar a responsabilidade, os instrumentos e os critérios adotados para a seleção dos mate-
riais;
g) Identificar as tipologias adotadas para a aquisição dos materiais, assim como a procedência dos
recursos financeiros;
h) Identificar e caracterizar o acervo da biblioteca por tipologias documentais;
i)Verificar o horário semanal de funcionamento da biblioteca nos períodos de funcionamento da unidade
(matutino, vespertino e noturno).
Para cada item acima relacionado, deve-se emitir um juízo de valor. Por exemplo, sobre os recursos huma-
nos: são suficientes? Estão qualificados para as atividades? Estão satisfeitos? Estão em desvio de função? Sobre
a infra-estrutura, novamente procure avaliar se os recursos são condizentes com os planos da biblioteca. E
assim sucessivamente.
O diagnóstico permitirá a identificação dos pontos fortes (aspectos em que a biblioteca está bem avalia-
da) e os pontos fracos (problemas que precisam ser sanados).
Em uma organização, a avaliação deve estar respaldada em relatórios.
No próximo tópico do módulo, você aprenderá a emitir os principais relatórios estatísticos utilizados nas
atividades administrativas da biblioteca.
Fique atento ao moodle, pois vocês fará
uma atividade importante sobre os temas
que trabalhamos até agora!
Vamos lá?
122EAD - CIAR/UFG/UAB
Tema 4 - Os Relatórios Estatísticos
Como ressaltado anteriormente, as decisões devem ser baseadas em dados sobre a realidade da biblio-
teca. As estatísticas reunidas e analisadas oferecem subsídios para a tomada decisão. São importantes para
avaliar os serviços prestados, bem como o grau de satisfação dos usuários, a adequação do acervo e do es-
paço físico. Além disso, as estatísticas servem para orientar a solução de problemas, sanar falhas, melhorar e
ampliar os serviços e o atendimento oferecidos e conhecer as necessidades dos usuários.
A equipe deve contar com instrumentos para coletar informações importantes, a fim de pensar nos ob-
jetivos que a biblioteca irá perseguir. Algumas informações devem ser sistematicamente coletadas, como a
frequência de entrada da biblioteca, consulta aos materiais, empréstimos domiciliares, material inserido na
base de dados do OpenBiblio.
O próprio software de biblioteca (OpenBiblio) emite vários relatórios necessários à preparação das esta-
tísticas. Para gerar relatórios, basta clicar na opção“relatórios”da página principal do sistema, conforme tela
a seguir.
Para que servem os relatórios estatísticos?
lisTa De relaTóriOs
123 Auxiliar de Biblioteca
No campo “Mais Novo do que”, informe a data no formato: aaaa-mm-dd. Por exemplo: 2008-12-5 (5 de
dezembro de 2008). O sistema oferece a possibilidade de ordenar os resultados por código de barra, título
e selecionar o formato do arquivo (HTML ou csv). Após o preenchimento dos campos para ordem da busca,
clique no botão“Enviar”.
Balanço de Devoluções dos membros:•  gera um relatório de devoluções realizadas pelos membros.
Selecione os parâmetros para os campos conforme opções e clique“Enviar”.
Bibliografia Devolvida:•  gera um relatório das bibliografias devolvidas.
Busca de Exemplar
Após selecionar“relatórios”, serão oferecidas as seguintes opções (MANUAL, 2007):
Busca de Exemplar:•  realiza buscas dos exemplares contidos na biblioteca.
124EAD - CIAR/UFG/UAB
Você pode fixar um período de tempo para contabilizar as devoluções, para ordenar os resultados (por
código de barra, autor, título, código do usuário, nome do usuário, data de empréstimo etc) e definir o for-
mato do arquivo em que serão gerados os resultados. Após definir os parâmetros, clique“enviar”.
Bibliografias Mais Populares•  - gera um relatório das bibliografias mais populares ou consultadas.
Após definir como os resultados serão ordenados e qual o formato do arquivo a ser gerado, clique “En-
viar”.
Membros com livros atrasados•  - gera um relatório de membros com atrasos em sua conta.
Para o campo“Até”, informe a data no formato: aaaa-mm-dd. Por exemplo: 2008-12-22 (22 de dezembro
de 2008). Se permanecer a opção“today”, o sistema emitirá todos os membros em atraso até o dia em que
foi solicitado a geração do relatório. Após informar os parâmetros solicitados pelo sistema, clique“enviar”.
Reservas Realizadas Contendo Informações do Membro:•  gera um relatório dos membros.
Observe que o formato das datas para os campos“Reservando antes de”e“Reservado desde”é aaaa-mm-
dd (ex: 2008-03-25, para indicar 25 de março de 2008). Selecione como os resultados serão ordenados e o
formato do arquivo que será gerado pelo sistema. Após, clique“Enviar”.
125 Auxiliar de Biblioteca
Alémdessesrelatórios,aequipetambémpodeprepararoutrosformuláriosimpressosqueconsiderarimportan-
tes para a avaliação dos serviços da biblioteca e elaboração de estatísticas, conforme sugestões abaixo.
Quadro de frequência de usuários•  - Ao final do mês, somar o total de usuários por categoria para to-
talizar a frequência à biblioteca.
Consulta aos materiais•  – consiste em anotar o tipo e a quantidade de material utilizado durante todo
o período de atendimento. Pode ser captado dos materiais deixados sobre as mesas ou que o auxiliar
tenha oferecido ao usuário.
126EAD - CIAR/UFG/UAB
Tire suas dúvidas sobre o openbiblio no moodle.
As estatísticas devem culminar em relatórios que ofereçam dados sobre acervo, serviços de processa-
mento técnico, serviços a usuários, usuários inscritos, frequência, consultas e empréstimos, ação de divul-
gação e eventos promovidos. Os relatórios podem ser mensais, semestrais ou anuais. Esses relatórios geral-
mente contribuem para mostrar às instituições mantenedoras como os recursos estão sendo aplicados para
o atendimento das demandas do público da biblioteca.
127 Auxiliar de Biblioteca
Tema 5 - Organização do Espaço Físico
A biblioteca deve oferecer condições para acolher os
diversos públicos e as diversas atividades nela realizadas.
Pensar o espaço físico da biblioteca é fundamental para
que todos se sintam bem acolhidos.
O espaço da biblioteca
O primeiro passo a ser definido na organização de uma biblioteca é a sua localização.
Para tanto, deve-se levar em consideração os seguintes pontos:
facilidade de acesso;• 
boa iluminação, porém que não seja diretamente exposta a raios solares durante grande parte do dia.• 
O sol direto é altamente prejudicial aos livros e torna o ambiente muito quente, pouco acolhedor. A
radiação UV máxima recomendada tanto para a área destinada ao acervo quanto para aquela onde as
pessoas permanecerão (usuários e funcionários) é de 75 UV (m w/lumem);
entrada independente de forma a permitir seu funcionamento, mesmo fora das horas e períodos nor-• 
mais de aula;
possibilidade de ampliações futuras;• 
distância de locais de muito barulho;• 
localização térrea pois, os livros colocam uma sobrecarga na estrutura da edificação de cerca de 800• 
kg/m de estante.
Acessibilidade com especial atenção aos usuários portadores de deficiências físicas, assim é preciso• 
providenciar rampas de acesso para facilitar a locomoção desses usuários.
Sanitários exclusivos para os funcionários, a fim de evitar ausências prolongadas que possam preju-• 
dicar o atendimento ao público.
127 Auxiliar de Biblioteca
Planejamento de Bibliotecas em relação ao peso
Andréa Lemos e Rosilei Paixão
Muitos são os casos em que a implantação de uma unidade de informação ocorre em locais inadequa-
dos, pois são adaptadas salas já existentes na instituição sem observar alguns critérios de segurança como
o peso, por exemplo.
Para elaborarmos um projeto de edifício deverá ser levado em conta o“peso vivo”e o“peso morto”.
O“peso vivo”é calculado prevendo-se o crescimento da coleção, a quantidade de mobiliário e os equi-
pamentos que serão utilizados no armazenamento e na climatização . É importante que o bibliotecário
possa fornecer ao arquiteto o número provável de usuários em relação a uma população ou instituição
para estimar o número de pessoas que circularão pelo local. Deve-se calcular uma média de 75 Kg/m2
por pessoa.
É importante observarmos que livros armazenados juntos são muito pesados. Livros comuns coloca-
dos em uma prateleira de 90 cm pesam cerca de 11,4kg a 13,60kg. Coleções de referência pesam cerca de
23 kg a 25 Kg em cada prateleira.
Também deve ser computado o “peso morto” que se constitui do telhado, das paredes, janelas, piso
etc.
Para que uma biblioteca possa ter toda a sua extensão preparada para suportar o peso da coleção é
preciso observar os seguintes critérios: colunas de sustentação maiores e fundações mais profundas, o
que representa um custo maior na construção mas, que permitirá instalar a biblioteca em qualquer andar
do edifício, apesar da recomendação de instalá-la preferencialmente no andar térreo.
128EAD - CIAR/UFG/UAB
O espaço mínimo indicado para a biblioteca é de, aproximadamente, 50 m2
, o que corresponde
ao tamanho de uma sala de aula.
A capacidade de resistência ao peso indicada como segura é a de aproximadamente 732 kg/m2 (150
lb/ ft2) o que permitirá arranjar livremente a coleção e a área de armazenamento que torna-se mais pesa-
da à medida que é condensada.
Organização do espaço
As áreas destinadas à biblioteca deverão estar naturalmente relacionadas com o tamanho da instituição,
com o número de usuários e serviços a serem prestados. Para que uma biblioteca cumpra suas finalidades
mínimas, é preciso pensar em:
espaço para funcionários;• 
espaço para acervo;• 
espaço para usuários.• 
Espaço para funcionários:
Levam-se em consideração os seguintes setores ou atividades internas:
Recepção•  – deve estar próxima à entrada da biblioteca, para realização de empréstimos e devolução de
documentos. Por ser um ponto de observação e apoio aos frequentadores da biblioteca, a localização da
recepção deve oferecer uma visão geral da biblioteca. A recepção deve contar com um balcão. Este balcão
deve ter escaninhos para arquivar livros de empréstimos, gavetas, prateleira para livros devolvidos etc.
Na recepção deve-se considerar também a possibilidade de disponibilizar para o usuário um terminal de
consulta on-line ao catálogo da biblioteca.
Os espaços são calculados tendo como parâmetro o mobiliário e equipamentos específicos (mesas, ca-
deiras, estantes e circulação) para cada item acima relacionado.
recepçÃO - Bc/UFG
129 Auxiliar de Biblioteca
sala de preparação do material•  – sala especial para execução dos serviços técnicos. Deve ter mesas
suficientes para a quantidade de profissionais que ali trabalham.
sala de reunião•  – sala para trabalhos em equipe. Sala com pelo menos nove metros quadrados, com
mesa de seis lugares e estante para livros. Ou ainda, mesas pequenas que possam ser agrupadas.
sala De preparaçÃO - Bc/UFG
sala De reUniÃO - ciar/UFG
Para acomodar um funcionário deve-se prever uma área de aproximadamente 6,5 m², considerando-se
que o funcionário precisará de:
mesa 1,20 X 0,75m• 
cadeira 0,45 X 0,45 m• 
área de circulação 0,60 X 0,45 m• 
A área mínima para uma pessoa em sala individual não deve ser inferior a 9,3 m² . Essa área vai dimi-
nuindo proporcionalmente ao aumento do número pessoas que ocuparão uma sala.
130EAD - CIAR/UFG/UAB
Espaço para acervo
Umaestantedefacedupla,com10prateleiras,temacapacidadedearmazenarnovemetroslinearesdoacer-
vo (armazenamentocompacto).Deveseracrescentadoaocálculomais25%paraalojarcomodamenteacoleção
atual. O cálculo de crescimento da coleção é feito por meio da medição por títulos ao ano.
As dimensões gerais:
Largura das seções – 1m
Profundidade – 20 a 25cm
Espessura das prateleiras – 2 a 2,5cm
Espaço entre estantes fronteiras – 0,76 a 1m
Largura dos corredores principais – 1,10m
Peso – 80Kg/m³
Área – 1m²/50 volumes
Número medio de volumes por prateleira – 30
O acervo geralmente é organizado conforme a natureza do material: revistas científicas (periódicos), livros,
discos, vídeos etc. O acervo deve ser acomodado em estantes próprias para os diversos tipos de material. Elas
devem ser em aço, para evitar cupim e outros parasitas.
acervO Geral - Bc/UFG
131 Auxiliar de Biblioteca
Assim, pode-se pensar em destinar áreas para as seguintes coleções:
referência•  – material bibliográfico destinado à consulta e a prestar informações, tais como enciclopédias,
dicionários, atlas etc. As estantes podem ter de 1 a 1,10 cm de altura. Como o material de referência é mais
volumoso, em média podem ser colocados 18 volumes por prateleira.
Referência - BC/UFG
setor de periódicos•  –umdosmaisimportantessetoresdabiblioteca.Nestelocaldevem-secolocarmóveis
expositores de revistas e jornais.
sala de material áudio-visual•  – sala para armazenar matérias especiais como vídeo, CD, DVD etc. Esta
sala deverá ter os equipamentos, leitores e tomadas para testes.
Setor de periódicos - BC/UFG
Sala de material audio visual - BC/UFG
132EAD - CIAR/UFG/UAB
Livros•  – as estantes para os livros têm as seguintes especificações:
a) altura máxima: 1,80cm;
b) largura das secções: 1m;
c) profundidade: 0,20 a 0,25cm;
d) número de prateleiras: de 5 a 6 (reguláveis e removíveis);
e) espaço entre uma estante e outra: 0,76 a 1 m para facilitar a circulação dos usuários.
As estantes devem ser dispostas em blocos, de forma que a movimentação de leitores pela coleção de
livros não perturbe os que estão estudando em seus lugares. Para calcular a área das estantes e sua quan-
tidade, deve-se observar o seguinte: 1 m² para 50 volumes. Este cálculo é feito prevendo o crescimento
vegetativo da biblioteca. Dessa forma, o acervo ainda pode ocupar 2/3 da capacidade total das estantes.
Conforme este cálculo, a biblioteca com coleção de 3.000 volumes deverá reservar, no mínimo, 60 m² para a
área global das estantes, inclusive corredores.
Espaço para o leitor
O espaço físico mínimo necessário para o usuário depende da categoria em que ele se insere. De um
modo geral destina-se para (Wehplozt; Candido, Bono, 2008):
aluno de graduação – 2,3 m²;• 
aluno de pós-graduação – 3,2 m²;• 
professores – 3,7 m².• 
sala de leitura•  – espaço para acomodar 10% dos usuários, onde pode ficar localizado o ponto do con-
trole de empréstimo e seção de referência.
Mesa de estudo individual Espaço entre mesas
133 Auxiliar de Biblioteca
mesas De esTUDO em GrUpO
Não esqueça que ainda serão necessários:
mural de cortiça para divulgar os eventos e serviços da biblioteca;• 
ar condicionado;• 
bebedouro;• 
copiadora;• 
microcomputador e impressora;• 
telefone/fax.• 
Dicas:
Para definir o tipo de mobiliário para as diversas atividades do usuário, considere:
Mesas: o tamanho mínimo de mesa individual é de 90 cm X 60 cm. Mesas muito compridas devem• 
ser evitadas. O espaço que um adulto ocupa é de 80 cm, no mínimo. As mesas redondas para 6 ou 8
leitores são caras e ocupam muito espaço. Entre uma mesa e outra deve haver um espaço de 1,5 m
mais ou menos. As mesas mais recomendáveis são as simples, sem ornamentação e de cantos arre-
dondados. A altura regulará entre 80 e 85 cm.
Cadeiras: devem ser resistentes, com pés protegidos por borrachas para evitar o barulho. O tama-• 
nho deve ser de 0,45 m X 0,45 m.
WEHRPLOTZ; CANDIDO; BONO (2008)
Resumo do Módulo 5
Neste módulo você teve a oportunidade de conhecer alguns princípios e funções da administração. É por
meio de uma boa administração que a biblioteca pode de fato cumprir seus propósitos. Cabe ao adminis-
trador, com a colaboração de toda a sua equipe, planejar, organizar, controlar, liderar e avaliar os objetivos
e resultados alcançados. A participação do Auxiliar de Biblioteca não só é desejável, como também prevista
em suas atribuições pelo sistema de classificação de ocupações do Ministério do Trabalho e do Emprego.
Você aprendeu também como emitir relatórios estatísticos utilizando o sistema OpenBiblio e organizar o
espaço físico da biblioteca. Esperamos que você esteja apto a responder questões do tipo: como organizar
o espaço para acomodar usuários, acervo e funcionários? Qual o mobiliário necessário? Qual o melhor local
para implantar a biblioteca?
Esperamos que você tenha aproveitado bastante.
Boa sorte!
134EAD - CIAR/UFG/UAB
Referências
ALMEIDA, Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de informação. Brasília: Ed. Bri-
quet de Lemos, 2000.
CARVALHO, Dóris de Queiroz. Bibliotecas de escolas técnicas industriais. Brasília: MEC, 1970.
CHIAVENATO, I. Administração Teoria, Processo e Prática. São Paulo: Makron Books, 1997.
___________. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 1997.
DRUCKER, P. F. 50 casos de Administração. São Paulo: Pioneira, 1993.
GERALDO, Luiz Gonzaga. Noções sobre Administração Rural. Belo Horizonte: EMATER/MG, 2000. Disponível em:
<http://www.emater.mg.gov.br/doc%5Csite%5Cserevicoseprodutos%5Clivraria%5CComercializa%C3%A7%
C3%A3o%5CNo%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20Administra%C3%A7%C3%A3o%20Rural.pdf>. Acesso em:
12 dez 2008.
GOMES, Alexandre de Assis. O Processo Administrativo. Disponível em: <http://www.faculdadefortium.com.
br/alexandre_assis/material/ADM%20-%20O%20Processo%20Administrativo%20-%20O%20planejamen-
to.pdf>. Acesso em: 12 dez 2008.
HAMPTON, D. R. Administração Contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo: McGraw Hill, 1992.
JACOBSEN, Alessandra Linhares; CRUZ JUNIOR, João Benjamim da; MORETTO NETO, Luis Moretto. Adminis-
tração: Introdução e teorias. Florianópolis : SEaD/UFSC, 2006.
LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 1996.
LODDI, J. B. História da Administração. São Paulo: Pioneira, 1993.
Manual de Instruções do OpenBiblio. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste - FATEC – ZL, 2007.
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e Administração de Bibliotecas. 2. ed. São Paulo: T. A. Queiroz,
2000.
VANTI, Nádia. Ambiente de qualidade em uma biblioteca universitária: aplicação do 5S e de um estilo parti-
cipativo de administração. Ci.Inf. vol.28 n.3 Brasilia Sept./Dec. 1999
WEHRPLOT,Elizabeth; CANDIDO, Helena; BONO, Leonardo. Padrões de espaços em biblioteca: acervo, usuários,
funcionários. Disponível em: <http://campus.fortunecity.com/mcat/102/espaco.htm>. Acesso em: 12 dez
2008.
136EAD - CIAR/UFG/UAB
0 Generalidades
001 Ciência e conhecimento em geral.
004 Informática
004.3 Equipamento informático. Hardware
004.4 Software
004.7 Comunicação de computadores. Redes de computadores. Inter-
net
005 Gestão
008 Civilização, cultura e progresso
01 Bibliografias. Catálogos
02 Biblioteca e Documentação
025.45 Classificações decimais (CDU, CDD)
027.8 Bibliotecas escolares
030 Obras gerais de referência. Enciclopédias e Dicionários, etc.
Classificar aqui obras sobre enciclopédias e outras obras gerais
de referência. Para as próprias enciclopédias e obr. ref. utilizar o
auxiliar de forma (03)
050 Publicações periódicas.
06 Organizações e colectividades de qualquer tipo. Associações.
Congressos. Exposições.
069 Museus. Colecções. Galerias. Exposições permanentes
070 Jornais. Jornalismo. Imprensa.
087.5 Publicações para crianças e jovens
087.7 Publicações oficiais e semioficiais
1 Filosofia. Psicologia
1 A/Z Filósofos
1(031) Enciclopédia de Filosofia
1(038) Dicionário de Filosofia
1(091) História da Filosofia
101 Natureza e âmbito da filosofia
111 Metafísica Geral. Ontologia
122 Metafísica Especial
13 Filosofia da Mente e do Espírito
133 Ocultismo
14 Sistemas Filosóficos
159.9 Psicologia
159.96 Estados e processos mentais especiais (hipnose, sonhos)
159.97 Psicopatologia. Deficiências mentais
159.98 Psicologia aplicada. Psicotecnologia
161/162 Fundamentos da lógica
164 Logística. Lógica simbólica
165 Teoria do conhecimento. Epistemologia
167/168 Metodologia lógica
17 Filosofia moral. Ética. Filosofia prática
Anexo
137 Auxiliar de Biblioteca
2 Religião
2-1 Teoria e filosofia da religião. Fenómeno da religião
2-15 Natureza de Deus(es)
2-17 Universo. Cosmologia
2-18 Homem. Humanidade. Antropologia doutrinal
2-2 Testemunhos da religião
2-3 Pessoas na religião
2-4 Actividades religiosas. Práticas religiosas
2-5 Devoção. Culto. Rituais e cerimónias
21 Religiões pré-históricas e primitivas
22 Religiões do extremo oriente
23 Religiões da Índia
24 Budismo
25 Religiões do mundo antigo
26 Judaísmo
27 Cristianismo
27-23 Bíblia. Textos originais. Versões da bíblia. Histórias da Bíblia
27-9 História geral da igreja cristã
271/279 Igrejas e seitas cristãs
28 Islamismo
29 Movimentos espirituais modernos
3 Ciências Sociais
3(031) Enciclopédia de Ciências Sociais
3(038) Dicionário de Ciências Sociais
3(091) História das Ciências Sociais
30 Teorias, metodologias e métodos nas ciências sociais em
geral. Sociografia
311 Ciência estatística
314 Demografia. Estudos da população
316 Sociologia
32 Política
321 Formas de Organização Política
324 Eleições. Campanhas Eleitorais. Resultados Eleitorais
325 Colonização
328 Parlamentos. Governos
329 Partidos e Movimentos Políticos
33 Economia
330 Economia em Geral
331 Trabalho. Emprego. Economia do trabalho. Organização do
trabalho
334 Formas de organização e cooperação na economia
336 Finanças. Banca. Moeda
339 Comércio. Relações económicas internacionais. Economia
Mundial
339.92 União Europeia (actividades económicas)
138EAD - CIAR/UFG/UAB
34 Direito
342 Direito Público. Direito Constitucional. Direito administra-
tivo
347 Direito Civil
35 Administração pública
355/359 Arte e Ciência Militares. Defesa Nacional. Exército
36 Assistência. Segurança Social.
366 Consumo
368 Seguros
37 Educação
37.01 Teoria e política da educação
37.013 Pedagogia geral
37.02 Questões gerais de didáctica e metodologia
37.03 Formação da inteligência e da personalidade (matérias trans-
versais: educação para a cidadania, educação para a saúde,
educação ambiental, educação rodoviária, etc.)
37.04 Orientação escolar e profissional
37.06 Problemas sociais. Relações escola-família
371 Organização do ensino. Sistemas educativos
371.1 Gestão das escolas.
371.13 Formação de professores
371.2 Organização da instrução, do ensino
371.26 Avaliação dos alunos. Métodos de avaliação
371.27 Sistemas de avaliação. Exames. Notas
371.64 Bibliotecas escolares
371.67 Materiais de ensino. Livros escolares
371.7 Saúde e higiene escolar. Educação para a saúde
373.2 Formas de ensino pré-escolar
373.3 Escolas do ensino básico
373.5 Escolas do ensino secundário
374.7 Educação de adultos
376 Ensino especial
377 Formação profissional
378 Ensino superior. Universidades
379.8 Lazer
39 Etnologia. Etnografia. Usos e costumes. Vida Social.
398 Folclore em sentido restrito. Tradições populares
4 Vazia
5 Ciências Exactas e Naturais
5(031) Enciclopédia da Ciência
5(038) Dicionário da Ciência
5(091) História da ciência
50 Generalidades sobre ciências puras
502 O meio ambiente e a sua protecção
139 Auxiliar de Biblioteca
504 Ameaças ao ambiente
51 Matemática
511 Teoria dos números
512 Álgebra
514 Geometria
517 Análise matemática
519.2 Probabilidade. Estatística matemática
52 Astronomia. Astrofísica. Investigação espacial. Geodésia
523 Sistema Solar
524 Estrelas. Sistemas Estrelares. Universo
53 Física
531 Mecânica geral. Mecânica dos corpos sólidos
532 Mecânica dos fluidos. Hidromecânica
534 Acústica. Vibrações
535 Óptica
536 Calor. Termodinâmica
537 Electricidade. Magnetismo. Electromagnetismo.
539 Natureza física da matéria
54 Química
542 Química prática de laboratório
543 Química analítica
544 Química física
546 Química inorgânica
547 Química orgânica
548 Cristalografia
549 Mineralogia
55 Ciências da terra. Ciências geológicas
551.1/.4 Geologia geral
551.5 Meteorologia. Climatologia
552 Petrologia. Rochas. Minerais
56 Paleontologia
57 Ciências Biológicas
572 Antropologia
573 Biologia Geral e Teórica
574 Ecologia geral e biodiversidade
575 Genética. Hereditariedade
576 Biologia celular. Citologia
577 Bioquímica. Biologia Molecular
58 Botânica
59 Zoologia
592 Invertebrados
597/599 Vertebrados
140EAD - CIAR/UFG/UAB
599.89 Hominídeos. Homo sapiens. Humanos. Homem Classificar
aqui a posição da humanidade na natureza e comparações
entre humanos e animais no geral.
Para antropologia geral ver 572; para anatomia humana ver
611; para fisiologia humana ver 612; para patologia humana
ver 616
6 Ciências Aplicadas
6(031) Enciclopédia das ciências aplicadas
6(038) Dicionário das ciências aplicadas
61 Ciências médicas
611 Anatomia. Anatomia humana e comparada
612 Fisiologia. Fisiologia humana e comparada
613 Higiene. Saúde e higiene pessoal
613.2 Dietética. Princípios nutricionais aplicados à alimentação
613.81 Bebidas alcoólicas. Abstinência. Movimento anti bebidas
alcoólicas
613.83 Narcóticos
613.84 Tabaco. Fumar. Movimento antitabágico
613.88 Educação sexual. Sexualidade. Planeamento familiar.
614 Saúde pública. Prevenção de acidentes
614.4 Controlo e prevenção das doenças transmissíveis (infeccio-
sas, contagiosas). Prevenção de epidemias
615 Farmacologia. Terapêutica. Toxicologia
616 Patologia. Medicina clínica
616.9 Doenças transmissíveis. Doenças, febres infecciosas e conta-
giosas
616.98 Infecções virais e bacterianas (inclui SIDA)
62 Engenharia. Tecnologia em geral. Maquinaria
621.3 Electrotecnia
621.39 Telecomunicações. Comunicação. Radiocomunicação. Ima-
gem (televisão, vídeo, etc.)
Nota: classificar aqui apenas em relação à comunicação eléc-
trica
624 Engenharia civil e estrutural
63 Agricultura. Silvicultura.
64 Economia doméstica. Ciências domésticas.
65 Organização e administração da indústria, do comércio e dos
transportes
656 Serviços postais e de transportes
657 Contabilidade
658 Gestão, administração empresarial. Organização comercial
658.3 Relações humanas no seio da empresa. Gestão e administra-
ção de recursos humanos
658.8 Marketing. Vendas. Pesquisa de mercado
659 Publicidade. Propaganda
141 Auxiliar de Biblioteca
659.3 Comunicação de massas. Informação, esclarecimento do
público em geral
659.4 Relações públicas
66 Tecnologia química. Indústria química e afins
663 Microbiologia industrial. Indústria de bebidas.
664 Produção e conservação de alimentos sólidos
666.1 Indústria do vidro
666.3 Cerâmica
67 Indústrias e ofícios diversos
68 Indústrias, artes e ofícios de artigos acabados
681.8 Instrumentos musicais
689 Artesanato amador. Hobbies
7 Arte. Música. Jogos. Despor-
tos. Espectáculos
7(031) Enciclopédia de Arte
7(038) Dicionário de Arte
7(091) História da Arte
7 A/Z Artistas e sua obra
7.01 Teoria geral da arte. Estética. Filosofia da arte. Crítica da arte
7.03 Estilos artísticos
71 Planeamento territorial físico. Planeamento regional, urbano
e rural
72 Arquitectura
73 Artes plásticas
73.02 Técnicas das artes plásticas
74 Desenho. Design. Artes e ofícios aplicados
744 Desenho técnico
75 Pintura
75 A/Z Pintores
76 Artes gráficas. Gravura
77 Fotografia
78 Música
78.03 História da Música
79 Divertimentos. Espectáculos. Jogos. Desportos
791 Cinema. Filmes
791(049.32) Análises criticas a filmes
791.077 Filme amador (inclui home movies)
791.221/.228 Género de filmes
791.221.1 Musicais [subdivisão de 791.221 apenas na versão CDU Int.]
791.229 Filme documentário. Cine jornal
792 Teatro. Representação teatral
792.21 Tragédias
792.8 Ballet. Coreografia. Dança
794 Jogos de mesa e tabuleiro
796 Desportos. Ginástica
142EAD - CIAR/UFG/UAB
796.3 Jogos de bola
796.4 Ginástica. Acrobacia. Atletismo
796.5 Excursões. Montanhismo. Campismo
796.6 Desportos sobre rodas. Ciclismo. Patinagem
796.7 Automobilismo. Motociclismo.
796.8 Desportos de combate. Provas de força.
797 Desporto aquático. Desporto aéreo
798 Desportos com cavalos e outros animais
8 Linguística. Literatura
80 Questões gerais relativas à linguística e à literatura. Filologia
81 Linguística. Línguas
811.111 Língua inglesa
811.111(038) Dicionário de Inglês
811.111(038)=134.3 Dicionário de Inglês-Português
811.111(038)=134.3
811.134.3(038)=111
Dicionário de Inglês-Português, Português-Inglês
[indicar duas notações]
811.111’36 Gramática da língua inglesa
811.112.2 Língua alemã
811.124 Latim
811.133.1 Língua francesa
811.134.2 Língua espanhola
811.134.3 Língua portuguesa
811.14’02 Grego clássico
82 Literatura
Indicar aspectos filológicos da literatura dando outra notação
em 801 e aspectos linguísticos com outra notação em 81
82(031) Enciclopédia de literatura
82(038) Dicionário de literatura
82(091) História da literatura
82-1/-9 Géneros literários
Nota: aplicáveis em 821.1/.9
82-1 Poesia
82-2 Drama / Peças de teatro
82-3 Ficção. Prosa narrativa
82-31 Romance
82-311.9 Ficção científica
82-312.4 Romance policial. Romance de mistério, suspense. Thrillers
82-32 Histórias curtas. Novela
82-34 Conto. Lenda
82-342 Contos com teoria ou prática moral
82-343 Mitos. Lendas. Contos de fadas
82-39 Romances antigos. Medievais. De cavalaria
82-6 Cartas. Arte epistolar
82-83 Diálogos filosóficos ou discursivos
82-9 Outros géneros literários – banda desenhada
143 Auxiliar de Biblioteca
82-93 Literatura infantil e juvenil
82-94 História como género literário. Crónicas. Anais. Diários.
Biografias. Autobiografias.
82-96 Obras de ciência e filosofia como literatura
82-992 Narrativas de viagens
82 A/Z Obras de autores específicos
Nota: Seleccionar o número de literatura em questão em
821... especificar o género e o nome do autor, de forma abre-
viada se assim se entender
Ex: 821.111SHAK [Obras de W. Shakespeare]
82 A/Z 1/7 Tipos de edição
82 A/Z 1/7.02 Edição bilingue ou comentada
82 A/Z 1/7.05 Edição resumidas. Paráfrases
82 A/Z3 Selecções. Antologias
82 A/Z7 Obras individuais
Nota: acrescentar o título abreviado se necessário
Ex: 821.111SHAK7ROM [Romeu e Julieta de
W.Shakespeare]
82.0 Teoria, estudos e técnicas literárias
82.02 Escolas tendências e movimentos literários: especificar por
extensão alfabética. Ex: 82.02 Romantismo
82.09 Crítica Literária. Estudos literários
821.1/.8 Literatura por países
821.111 Literatura inglesa
821.111(73) Literatura americana
821.112.2 Literatura alemã
821.131.1 Literatura italiana
821.133.1 Literatura francesa
821.134.2 Literatura espanhola
821.134.2(7/8) Literatura hispano-americana
821.134.3 Literatura portuguesa
821.134.3(038) Dicionário de literatura portuguesa
821.134.3(091) História da literatura portuguesa
821.134.3.09 Crítica, estudos de literatura portuguesa
821.134.3 A/Z.09 Crítica literária a um autor específico português:
Ex: 821.134.3 Queirós, Eça de.09 [Eça de Queirós]
821.134.3 A/Z Obra de um autor específico português
Ex: 821.134.3QUEI [Obras de Eça de Queirós]
821.134.3 A/Z7 Obras individuais
Ex: 821.134.3QUEI7MAI [Os Maias de Eça de
Queirós]
821.134.3-1 Literatura portuguesa – Poesia
Nota: Utilizada no caso de se pretender separar a literatura
de uma língua por géneros, recorrendo aos auxiliares especi-
ais em 82-1/-9
821.134.3(6) Literatura africana em língua portuguesa
821.134.3(81) Literatura brasileira
821.14’02 Literatura grega clássica
144EAD - CIAR/UFG/UAB
821.16 Literaturas eslavas
821.411.21 Literaturas árabes
9 Geografia. Biografias.
História.
902 Arqueologia
903 Pré-história. Vestígios. Artefactos. Antiguidades. Interpreta-
ção e síntese de relíquias do homem antigo, suas formas de
cultura e civilizações
904 Vestígios culturais dos períodos históricos. Artefactos da
história antiga, medieval e moderna
908 Monografias regionais ou de países
Ex: 908(469.6) [Monografia do Algarve]
91 Geografia
910 Geografia como ciência
911 Geografia geral (física, humana, teórica, comparada, norma-
tiva, aplicada)
912 Representação não literárias, não textuais de uma região.
Gráficos, cartogramas, mapas, atlas, globos
913(100) Geografia universal
913(3) Geografia do mundo antigo
913(4) Geografia da Europa
913(469) Geografia de Portugal
929 Biografias
929 A/Z Biografias individuais
Ex: 32Relvas, José
929Relvas, José [Biografia do político José Relvas]
929.6 Heráldica
929.7 Nobreza. Títulos. Nobiliarquia
929.9 Bandeiras. Estandartes
93 História
930.1 História como ciência. Teoria e filosofia da história
930.2 Metodologia da história
930.85 História das civilizações
94 História em geral: países e povos
94(100) História mundial (enumeração cronológica dos factos)
94(100)”…/05)” História antiga em geral
94(100)”05/14” História da Idade Média em geral
94(100)”15/19” História Moderna e contemporânea em geral
94(100)”1914/1918” História do da Primeira Guerra Mundial
94(100)”20” História do século XXI
94(3) História do mundo antigo
94(33) História do Egipto antigo
94(4+7) História do Ocidente
94(4) História da Europa
94(4)”375/1492” História da Europa na Idade Média
94(4)”1492/1914” História da Europa na Idade Moderna
145 Auxiliar de Biblioteca
94(=214.58) História dos povos romani, ciganos
94(469) História de Portugal
Fundo Local
3(469. ) Ciências Sociais (Sociologia, política, Direito, etc.)
37(469. ) Educação
398(469. ) Folclore
502(469. ) Ciências naturais. Meio ambiente
7(469. ) Arte
908(469. ) Monografias da região
Ex: 908(469.6) [Monografia do Algarve]
91(469. ) Geografia
929(469. ) Biografias
94(469. ) História
Alterados / Retirados da tabela anterior (referente à versão para o ensino secundário)
031 Enciclopédias
038 Dicionários
038=111 Dicionário de Inglês
038=112.2 Dicionário de Alemão
038=124 Dicionário de Latim
038=14 Dicionário de Grego
038=131.1 Dicionário de Francês
038=134.3 Dicionário de Português
22 Bíblia
23/28 Cristianismo
29 Religiões não cristãs. Mitologia. Cultos.
371.2 Alunos
371.214 Currículos
373.4 Ensino 2º e 3º ciclos
38 Turismo
504 Ciências do meio ambiente. Educação ambiental
502 Ciências Naturais
551 Geodinâmica. Geomorfologia. Oceanografia, etc.
614.4 Prevenção das doenças infecto contagiosas (hepatite, sida)
659.3 Comunicação social.
7(064) Catálogos de museus e exposições
791.43 Cinema
Desnecessários na tabela pela introdução de novas notações
314.7 Migração
524.8 O Universo
539.1 Física Nuclear. Física atómica. Física molecular
544.6 Electroquímica
613.8 Saúde e higiene do sistema nervoso
146EAD - CIAR/UFG/UAB
Notas:
•	 Esta tabela não substitui a tabela CDU publicada pela BN.
•	 Recomenda-se vivamente a utilização da tabela BN com mais notações, indicações e exemplos.
•	 Para imprimir seleccione tudo e modifique a cor do texto para automático.
•	 Autor da adaptação inicial: desconhecido
Legenda:
A vermelho notações da nova tabela CDU BN
A azul – correcções e notações adicionais que já constavam da tabela BN mas não estavam incluídas
nesta versão
A2  livro- auxiliar-de-biblioteca-pdf
A2  livro- auxiliar-de-biblioteca-pdf

A2 livro- auxiliar-de-biblioteca-pdf

  • 1.
    CURSO DE CAPACITAÇÃODE AUXILIARES DE BIBLIOECA PARA OS POLOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA DA UFG Suely Gomes (org.) Goiânia 2009
  • 3.
    O curso estávoltado para capacitação de auxiliares de bibliotecas que atuam nos pólos de apoio presen- cial para educação a distância dos municípios parceiros do CIAR/UFG/UAB. Reitoria da Universidade Federal de Goiás Pró-Reitoria de Graduação Centro Integrado de Aprendizagem em Rede Coordenador de Produção Cleomar Rocha Projeto Gráfico Elízeo Hamu Editoração Eletrônica Elízeo Hamu Ilustração Lucas França Borges Yannick Aimé Ferreira Taillebois Capa Yannick Aimé Ferreira Taillebois Revisão Linguística Raquel Queiroz de Almeida Suely Henrique de Aquino Gomes Revisão Pedagógica Daniela da Costa Britto Pereira Lima Revisão de Conteúdo Suely Henrique de Aquino Gomes C858 Curso de capacitação de auxiliares de bibliotecas para os polos de educação a distância da UFG / Suely Henrique de Aquino Gomes (org.). -- Goiânia : Centro Integrado de Apredizagem em Rede, Universidade Federal de Goiás, 2009. 148 p. : il. ISBN: 978-85-87191-12-0 Autores: Arnaldo Alves Ferreira Júnior, Cláudia Regina Ribeiro Rocha, Patricia Martins Pereira, Sheila Cristina Frazão, Tatiane Ferreira, Thalita Franco dos Santos. 1. Curso de auxiliar de biblioteca - EAD. 2. Biblioteca - Processamento tecnico - planejamento - atendimento ao usúario - fontes de informação. 3. Biblioteca universitária. I. Gomes, Suely H. Aquino. CDU 025 CDD 20ed 025
  • 4.
    3EAD - CIAR/UFG/UAB SUMÁRIO Módulo1 - A Biblioteca Universitária: Estrutura, Função e Dinâmica Tema 1 - Biblioteconomia ................................................................................................................................................. 10 Tema 2 - Bibliotecas ............................................................................................................................................................ 17 Tema 3 - Bibliotecas Universitárias .............................................................................................................................. 19 Tema 4 - Formação e desenvolvimento de acervo ............................................................................................... 22 Tema 5 - Automação de bibliotecas ............................................................................................................................. 26 Tema 6 - Direito Autoral .................................................................................................................................................... 30 Módulo 2 - Processamento técnico Temática 1 - Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento 37 Temática 2 - Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio 48 Temática 3 - Preparo Mecânico de Materiais ........................................................................................................... 62 Módulo 3 - Fontes de Informação Tema 1 - Introdução às Fontes de Informação ........................................................................................................ 72 Tema 2 - Introdução às Fontes de Informação ........................................................................................................ 75 Tema 3 - Fontes de Informações Gerais ...................................................................................................................... 80 Tema 4 - A Avaliação de Fontes de Informação ...................................................................................................... 88 Módulo 4 - Atendimento ao usuário Tema 1 - Atendimento ao usuário ................................................................................................................................. 94 Tema 2 - Regulamento da biblioteca ........................................................................................................................... 99 Tema 3 - Serviço de empréstimo ................................................................................................................................... 101 Tema 4 - Serviço de referência ........................................................................................................................................ 104 Tema 5 - Biblioteca em uso .............................................................................................................................................. 106 Módulo 5 - Planejamento e Organização de Biblioteca Tema 1 - Administração de Bibliotecas ...................................................................................................................... 112 Tema 2 - Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração ............................................................................. 115 Tema 3 - Diagnóstico da unidade informacional ................................................................................................... 120 Tema 4 - Relatórios estatísticos ...................................................................................................................................... 122 Tema 5 - Organização do espaço físico ....................................................................................................................... 127 Anexo Anexo ........................................................................................................................................................................................ 136
  • 5.
    4 Auxiliar deBiblioteca Apresentação Caro(a) aluno(a), É com imensa satisfação que apresentamos a 1ª. edição do livro Curso de capacitação de Auxiliares de Bi- blioteca para os polos de Educação a Distancia da UFG. Resultado do esforço e dedicação de uma equipe de profissionais, professores e técnicos de diversas áreas que gentilmente compartilharam seus conhecimentos para o aprimoramento do produto final, este livro tem como princípio básico fornecer aos alunos e demais interessados no assunto uma síntese do funcionamento de uma biblioteca universitária: sua função social, dinâmica, estruturas, serviços, produtos e processos. O pleno funcionamento das bibliotecas dos polos é fundamental para a formação dos alunos que opta- ram pela modalidade de ensino a distância. A ACRL - Association of College and Research Library, no seu Gui- delines for Distance Learning Library Service, declara que“o acesso adequado aos recursos e serviços bibliote- cários é essencial para que os objetivos do ensino superior sejam atingidos, independente da localização de alunos, professores ou programas de ensino”. A portaria 301, de 7 de abril de 1998, normatiza, em âmbito nacional, os procedimentos de credencia- mento de instituições para oferta de cursos a distância. Esse instrumento estabelece como um dos requisi- tos para a autorização de funcionamento destes cursos a estruturação de biblioteca, conforme especificado no Artigo 3º., inciso IV: IV – descrição da infra-estrutura, em função do projeto a ser desenvolvido: instala- ções físicas, destacando salas para atendimento aos alunos; laboratórios; biblioteca atualizada e informatizada, com acervo de periódicos e livros, bem como fitas de áudio e vídeo.[grifo nosso]  A inclusão, por parte do MEC, da biblioteca como critério para se avaliar as condições de oferta dos cursos tradicionais, seja em nível de graduação, seja em nível da pós-graduação, é um indicativo da sua im- portância no contexto da formação de profissionais qualificados e da produção de novos conhecimentos. A exigência justifica-se pelo importante papel que as bibliotecas universitárias vêm cumprindo, ao longo de sua existência, no apoio às atividades de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas em suas respectivas instituições. Para cumprir suas funções, a biblioteca deve ser concebida como um espaço privilegiado de interação e encontro entre usuário e autor, entre o novo e o antigo, entre o científico e o cultural, entre o bibliotecário e os demais funcionários da biblioteca. Assim, toda a estrutura de uma unidade de informação deve estar orientada para uma perspectiva humana, e todos os produtos, serviços e procedimentos só fazem sentido quando as pessoas (funcionários, usuários e autores) são tomadas como o parâmetro estruturador. Uma das primeiras ações nessa direção é investir na qualificação da equipe que irá atuar na intermediação entre o usuário e a informação. Contar com auxiliares de biblioteca capacitados para desenvolver o traba- lho básico em uma biblioteca englobando processos relativos à organização informacional, processamento técnico dos materiais informacionais, atendimento a usuários, acompanhamento das ações administrativas e dos serviços prestados é fundamental. Assim, este livro foi organizado como material pedagógico para o curso de Capacitação de Auxiliares de Biblioteca e tem como público alvo o pessoal que atuará nas bibliotecas dos polos de apoio presencial para educação a distância dos municípios parceiros da UFG/UAB. O livro está estruturado em cinco módulos e teve como eixo norteador as atividades que são de respon- sabilidade do auxiliar de biblioteca, de acordo com a classificação brasileira de ocupações, elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Omódulo1,intitulado“Abibliotecauniversitária:estrutura,funçãoedinâmica”, abordaasprincipaisquestões relacionadas à Biblioteconomia, à biblioteca universitária e à função dos profissionais da informação que atuam nas bibliotecas (bibliotecários e auxiliares de biblioteca). São apresentados noções de direitos autorais e ética profissional, além de princípios de formação e desenvolvimento de acervo – uma das principais atividades de qualquer biblioteca. O módulo 2 volta-se para o processamento técnico: como organizar o acervo por área do conhecimento? Como inserir e manter o catálogo on-line bibliográfico da biblioteca? Como preparar o acervo adquirido para disponibilizá-lo nas estantes da biblioteca? Para capacitá-lo a responder tais questões, dividimos este módulo em três unidades: unidade 1: Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento;•  unidade 2: Inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema Openbiblio;•  unidade 3: Preparo mecânico de materiais. Esperamos, desta forma, possibilitar a compreensão neces-•  sária dos procedimentos técnicos corriqueiros de uma biblioteca. O objetivo do módulo 3 é desenvolver a reflexão crítica acerca das necessidades, da busca, acesso, avalia-
  • 6.
    5EAD - CIAR/UFG/UAB çãoe uso de fontes de informação no atendimento às demandas dos usuários por levantamentos bibliográ- ficos. São abordados temas relacionados à caracterização, classificação e tipologia de fontes de informação; noções relacionadas à natureza dos suportes informacionais, mecanismos para recuperar a informação de- sejada e por fim, os critérios utilizados para avaliação de fontes de informação. Ao final deste módulo, você estará apto a orientar o usuário sobre as diversas estratégias para recuperação da informação utilizada pelas diferentes fontes de informação. Segundo o sistema de classificação brasileira de ocupações, compete ao auxiliar de biblioteca atender ao usuário, o que implica: Orientar o usuário sobre o funcionamento, regulamento e recursos da unidade de informação.•  Emprestar material do acervo.•  Cadastrar o usuário.•  Controlar empréstimo, devolução, renovação e reserva de material.•  Auxiliar na editoração de trabalhos acadêmicos.•  Aplicar sanções ao usuário.•  Reservar material bibliográfico.•  Monitorar visitas à biblioteca.•  Localizar material no acervo.•  Atualizar o cadastro de usuários.•  Confeccionar o cartão de identificação do usuário.•  Participar do estudo das demandas existentes e potenciais.•  O módulo 4 foi elaborado especificamente com o objetivo de contribuir para a ampliação e consolidação de seus conhecimentos que resultem em um excelente atendimento aos usuários de sua biblioteca. Finalmente, o módulo 5 - Planejamento e Organização - apresenta conceitos, princípios e critérios para que você esteja apto a participar do planejamento e organização do espaço físico da biblioteca de seu polo. Por fim, desejamos que este material contribua para que você faça a diferença na unidade em que você irá atuar. Torcemos pelo seu sucesso! Profa. Suely Henrique de Aquino Gomes Coordenadora do Curso de Biblioteconomia FACOMB/UFG
  • 8.
    7EAD - CIAR/UFG/UAB Módulo1 A Biblioteca Universitária: Estrutura, Função e Dinâmica Carga horária: 10 horas Cláudia Regina Ribeiro Rocha Graduada em Biblioteconomia e Letras; pós-graduada em Administração do Ensi- no Superior; Gestão Estratégica em Marketing e Mestranda em Desenvolvimento Regional. Atualmente, coordena as Bibliotecas das Faculdades ALFA e atua como Bibliotecá- ria no Sistema de Bibliotecas da UFG. Tem experiência em gestão de serviços em bibliotecas universitárias; autora de livros na área de Normalização e Metodologia Científica. E-mail: claudiaregina.ribeiro@bol.com.br Telefone: (62) 3521-1152 Suely Henrique de Aquino Gomes Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; Mestre em Automação de bibliotecas pela University College London; Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University - Inglaterra. Professora do curso de Biblioteconomia e do Mestrado em Comunica- ção, Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG. Atualmente, ocupa o cargo de coordenação do Curso de Biblioteconomia. E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com Telefone: (62) 3521-1348 Currículo resumido das autoras
  • 9.
    8 Auxiliar deBiblioteca Apresentação do Módulo 1 Resumo do conteúdo do módulo Bem-vindos(as) ao estudo do Módulo 1: Biblioteca Universitária: estrutura, função e dinâmica. Você fez uma ótima opção ao participar deste Curso de Capacitação de Auxiliares de Bibliotecas para os Polos de Educação a Distância da UFG, que tem início com esta Unidade. Desejamos que aproveite bem esta oportunidade com participação efetiva nas dis- cussões e reflexões propostas! O módulo 1 do Curso de Capacitação de auxiliares de bibliotecas para os polos de Educação a Distância da UFG aborda as principais questões relacionadas à Biblioteconomia e à Biblioteca universitária, com ên- fase na estrutura, função, principais serviços, dinâmica e práticas diárias que envolvem o fazer e as decisões profissionais. Neste estudo, faremos também uma discussão sobre a função e papel dos profissionais da informação que atuam nas bibliotecas, pois entendemos que é importante que você, ao atuar nas bibliotecas dos po- los, seja também capaz de compreender os diferentes papéis desempenhados pelos auxiliares de biblioteca e o bibliotecário, sendo este último o gestor dos processos relacionados aos procedimentos técnico-administrativos na Biblioteca. Durante o estudo deste módulo, recomendamos que entre em contato conosco através de e-mail, dentro do ambiente virtual de aprendizagem através da ferramenta mensagem. Teremos o maior prazer em atendê-lo. Vamos lá?!
  • 10.
    9EAD - CIAR/UFG/UAB TemaConteúdo 1 Biblioteconomia: 2 Bibliotecas: 3 Biblioteca Universitária: 4 Formação e desenvolvimento de acervo 5 Automação de bibliotecas 6 Direito Autoral Roteiro do Módulo 1
  • 11.
    10 Auxiliar deBiblioteca Tema 1- Biblioteconomia Biblioteconomia: Conceito, Origem e Função Social A biblioteconomia é considerada uma das profissões mais antigas da humanidade, mes- mo assim, não é muito conhecida pela maioria das pessoas. Ela surge da necessidade de re- produzir, organizar, preservar e dar amplo acesso à produção intelectual e cultural da socie- dade. Sua origem está atrelada ao desenvolvimento da escrita, do livro, do ensino superior (universidades) e da imprensa em uma sequência de avanços tecnológicos e culturais. Acredita-se que sua gênese remonta às atividades dos monges que se dedicavam à cópia dos manus- critos, conforme determinava a regra de S. Pacómio. Esta atividade era considerada um exercício espiritual; uma forma de os monges da Idade Média aprimorarem as virtudes e merecerem as graças divinas. “DuranteaIdadeMédiaolivroerapraticamen- te uma exclusividade da Igreja, todas as grandes abadias possuíam um scriptorium, onde eram confeccionados os manuscritos, desde a pre- paração do pergaminho até às ilustrações, que tinham fundamental importância, tanto como elemento decorativo como para representar gra- ficamente os textos” (CECCHINI, 2008). Biblioquê? Mas afinal, o que quer dizer Biblioteconomia? Scriptorium: significa “lugar para escre- ver”. Termo usado para designar a sala dos monastérios medievais europeus reser- vada para a copia dos manuscritos pelos escribas. Manuscrito: documento em pergaminho ou papel; livro escrito á mão. Pergaminho: o documento escrito em pe- les de cabra, cordeiro, carneiro ou ovelha. O termo biblioteconomia é composto dos elementos gregos biblíon (livro) + théke (caixa) + nomos (regra), que resulta no termo grego bibliothékenomos, ou “regras para depósito de livros”. Assim, a partir da formação etimológica do termo, a biblioteconomia foi, até recentemente, entendida como conjunto de regras voltado para a organização de livros em espaços físicos específicos denominados bibliotecas. Hoje, o termo não contempla mais de forma fidedigna as atividades e o espaço de trabalho do profissional, uma vez que a proliferação de suportes para o registro do conhe- cimento extrapola a noção de livros organizados em espaços fechados. Atualmente esses espaços recebem diversas denominações: centro de documentação, arquivos, centros de informação, bibliotecas, bibliotecas virtuais, bibliotecas eletrônica ou digital, etc. Essas de- nominações estão reunidas sob o termo genérico“unidades de informação”. Os avanços tecnológicos, científicos e sociais resultaram na produção de uma grande massa documen- tal, registrada nos mais variados suportes (livros, cds, vhs, dvds, etc) e em redes de informações complexas, cujo acesso torna-se difícil sem o auxílio de um profissional que faça o meio de campo entre a informação e aquele que dela precisa – o usuário.
  • 12.
    11EAD - CIAR/UFG/UAB Destaforma, é possível definir a biblioteconomia como o campo do saber que se ocupa do desenvolvi- mento e aplicação de um conjunto de conhecimentos teóricos e técnicos para gerenciar os processos de armazenar, recuperar e disseminar informações em qualquer tipo de veículo ou formato de maneira ágil, eficaz e dinâmica, independentemente das denominações dos lugares constituídos para tal fim (bibliotecas, centros de documentação, instituições públicas ou privadas). A biblioteconomia é regida por alguns princípios conhecidos na área como Lei de Ranghanathan. Estas leis são expressas da seguinte forma: Os livros são para serem usados;•  Todo leitor tem seu livro;•  Todo livro tem seu leitor;•  Poupe o tempo do leitor;•  Uma biblioteca é um organismo em crescimento.•  Um pouquinho de história A escrita mais antiga é a ideográfica (representação gráfica de idéias), inscrita em pedras (6000 AC),•  ossos (1500 AC), placas de madeira encerada, barro (3000 AC), folhas de palmeira, linho e papiro (3500 AC). No séc. VI desenvolveram-se várias caligrafias ou estilos de letras nacionais.•  No século IV DC, o pergaminho tornou-se o suporte principal da escrita na Europa.•  Meados do séc. XVI, o papel substitui o pergaminho quase inteiramente, após a imprensa ter utilizado•  ambos como suporte da escrita. No séc. XIII, a indústria e comércio regular do livro começa a estruturar-se.•  A imprensa (Gutenberg) foi um avanço técnico que possibilitou a multiplicação, difusão e populariza-•  ção dos impressos e livros. A invenção de máquinas de escrever no séc. XIX facilitou o trabalho de composição.•  Fonte: (ORIGEM ..., 2008) Os profissionais da informação: bibliotecários, auxiliares de bibliotecas Em uma organização, ninguém trabalha sozinho. Na biblioteca não é diferente. Para cumprir a missão pela qual foi constituída, ela conta com uma equipe de profissionais para desenvolver suas atividades, estru- turar seus produtos, prestar seus serviços e manter o ambiente em condições adequadas para uso. Entre todos aqueles que trabalham na biblioteca, dois profissionais são devidamente capacitados para lidarem com o mundo informacional: o bibliotecário e o Auxiliar de Bibliotecas. Os profissionais da informação: bibliotecários, auxiliares de bibliotecas Você sabia que o primeiro curso de biblioteconomia foi criado em 1873, pela Escola de Chartes, na Fran- ça? O primeiro curso de Biblioteconomia do Brasil foi criado em 1911, pela Biblioteca Nacional, e teve início em 1915. Shiyali Ramamrita Ranganathan (1892-1972) foi um pensador indiano, professor de Matemática e é con- siderado o pai da Biblioteconomia? (NORUZI, 2005)
  • 13.
    12 Auxiliar deBiblioteca O Bibliotecário: quem é? O que faz? A designação Bibliotecário é privativa dos Bacharéis em Biblioteconomia, a partir da promulgação da Lei nº 4084, de 30/06/1962, que dispõe sobre a profissão e regula seu exercício. Segundo esta lei, o bibliotecá- rio é um profissional liberal e está incluído no grupo 19 do plano da Confederação Nacional das Profissões Liberais. O Ministério do Trabalho e do Emprego classifica o bibliotecário na família dos Profissionais da Informação (código 2612) juntamente com os documentalistas e analistas de informação. Como se pode verificar na tabela“Profissionais da Informação”a seguir, diversas nomenclaturas são utili- zadas para designar o bibliotecário, sem, no entanto, se chegar a um consenso. Mas se não existe um acordo sobre a nomenclatura profissional, há consenso sobre as transformações que a profissão sofre e vem sofren- do. Ao longo da história, o bibliotecário passou de guardião de documentos (livros) para mediador entre a informação e aqueles que dela necessitam. 2612 :: Profissionais da informação 2612-05 Bibliotecário - Bibliógrafo, Biblioteconomista, Cientista de informação, Consultor de informação, Especialista de informação, Gerente de informação, Gestor de informação. 2612-10 Documentalista - Analista de documentação, Especialista de documentação, Gerente de documentação,Supervisordecontroledeprocessosdocumentais,Supervisordecontroledocumenta, Técnico de documentação, Técnico em suporte de documentação. 2612-15 Analista de informações (pesquisador de informações de rede) - Pesquisador de informações de rede. Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego http://www.mtecbo.gov.br/ Diversos estudiosos têm apontado para um novo perfil do profissional, qual seja o de cientistas da infor- mação e de gestor da informação. Na posição de cientistas da informação, o bibliotecário volta-se para produção de conhecimentos e de- senvolvimento de tecnologias que auxiliem o gerenciamento dos fluxos da informação na sociedade. Como gestor, o bibliotecário planeja, organiza, avalia, estrutura e motiva equipes para viabilizar a coleta, armaze- namento, tratamento, democratização do acesso e agregação de valor à informação. Ambos têm dado con- tribuições importantes para o desenvolvimento social, científico, tecnológico e econômico da sociedade. Segundo a classificação de ocupações brasileiras do Ministério do Trabalho, compete ao bibliotecário: Localizar, recuperar, disponibilizar a informação, independente do suporte em que ela esteja registra-•  da; Gerenciar unidades, redes e sistemas de informação;•  Tratar tecnicamente a informação;•  Desenvolver serviços, produtos e programas informacionais;•  Disseminar a informação;•  Desenvolver estudos e pesquisas bibliográficas;•  Prestar serviços de consultoria e assessoria em informação;•  Realizar difusão cultural;•  Desenvolver ações educativas;•  Desenvolver competências pessoais (liderança, capacidade de síntese, educação continuada etc).•  Em termos da Lei No 4.084, de 30 de junho de 1962, que regulamenta o exercício profissional, Art. 6o – São atribuições dos Bacharéis em Biblioteconomia, a organização, direção e execução dos serviços técnicos de repartições públicas federais, estaduais, municipais e autárquicas e empresas particulares concernentes às matérias e atividades seguintes: O ensino de Biblioteconomia;a) A fiscalização de estabelecimentos de ensino de Biblioteconomia reconhecidos, equiparadosb) ou em via de equiparação;
  • 14.
    13EAD - CIAR/UFG/UAB Administraçãoe direção de bibliotecas;c) A organização e direção dos serviços de documentação;d) A execução dos serviços de classificação e catalogação de manuscritos e de livros raros e precio-e) sos, de mapotecas, de publicações oficiais e seriadas, de bibliografia e referência. Que tal acessar o site http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=2612-05? Lá você terá mais informações sobre as competências do profissional da informação. Para saber sobre as instituições que oferecem graduação em Biblioteconomia, acesse o site http://www. cfb.org.br/html/links/links_instituicoes.asp O Auxiliar de Biblioteca: quem é? O que faz? Na classificação de ocupações brasileiras, do Ministério do Trabalho e Emprego, o Auxiliar de Biblioteca recebe o código 3711-05, podendo também ser denominado, Auxiliar de bibliotecário, Auxiliar de serviços bibliotecários ou Assistente de Biblioteca. Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, “os Auxiliares de Biblioteca são técnicos de nível médio que estão no início de car- reira, cujo exercício não requer experiência profissional anterior. Os profissionais sem formação técnica profissionalizante devem ser classificados como 4151 - Au- xiliares de serviços de documentação, informação e pesquisa. Pode-se demandar aprendizagem profissional para a(s) ocupação(ões) elencada(s) nesta família ocu- pacional, exceto os casos previstos na Lei 10.097/2000.” O Auxiliar de Biblioteca passa a maior parte do tempo em contato direto com os usuários. Por isso, ele pode ajudar o bibliotecário a identificar as demandas de serviços, diagnosticar dificuldades de acesso às informações e ao acervo, observar o uso ou não de espaços da biblioteca e dos recursos de informação. Seguindo orientações do Ministério do Trabalho e Emprego, compete ao Auxiliar de Bibliotecas (http://www.mtecbo.gov.br): 1 - PARTICIPAR DO PROCESSO DE DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO Orientar o usuário sobre as diversas linguagens para recuperação da informação;•  Elaborar folhetos, cartazes,•  clipping e alertas bibliográficas; Organizar mural e painel para exposição das novas aquisições;•  Orientar o usuário na preservação do acervo;•  Participar de redes de discussão em diferentes meios;•  Participar na elaboração de publicações e manuais de procedimentos;•  Divulgar materiais promocionais e eventos culturais;•  Auxiliar nas atividades de ensino a distância;•  Auxiliar na organização de teleconferências.•  2 - REALIZAR A MANUTENÇÃO DO ACERVO Manter o acervo em ordem de acordo com sistema de classificação adotado;•  Realizar higienização e reparação de documentos;•  Participar do remanejamento e inventário do acervo;•  Guardar e substituir documentos;•  Selecionar e preparar documentos para a encadernação;•  Controlar acervo de duplicatas de documentos;•  Auxiliar no descarte de documentos•  Controlar permutas de documentos;•  Conferir documentos encadernados.• 
  • 15.
    14 Auxiliar deBiblioteca 3 - ATENDER O USUÁRIO NAS FORMAS PRESENCIAL E A DISTÂNCIA Orientar o usuário sobre o funcionamento, regulamento e recursos da unidade de informação;•  Emprestar material do acervo;•  Cadastrar o usuário;•  Pesquisar por solicitação do usuário;•  Realizar serviços de comutação;•  Realizar empréstimos entre bibliotecas;•  Cobrar devolução de empréstimos;•  Controlar empréstimo, devolução, renovação e reserva de material;•  Auxiliar na editoração de trabalhos acadêmicos;•  Auxiliar o usuário em pesquisa bibliográfica;•  Aplicar sanções ao usuário;•  Fazer levantamentos bibliográficos;•  Reservar material bibliográfico;•  Orientar nas normas de apresentação de trabalhos acadêmicos;•  Digitalizar materiais;•  Monitorar visitas à biblioteca;•  Auxiliar na capacitação do usuário para o uso e apropriação da informação;•  Pesquisar bases de dados;•  Localizar material no acervo;•  Atualizar o cadastro de usuários;•  Controlar agenda de eventos e cursos;•  Confeccionar o cartão de identificação do usuário;•  Participar do estudo das demandas existentes e potenciais.•  4 - TRATAR INFORMAÇÃO E DOCUMENTOS Auxiliar na seleção e aquisição de documentos para incorporação ao acervo;•  Tombar documentos para incorporação ao acervo;•  Participar do processo de consistência da base de dados;•  Participar da organização da hemeroteca;•  Magnetizar e etiquetar documentos do acervo;•  Auxiliar na catalogação, classificação e indexação de documentos;•  Alimentar bases de dados;•  Arquivar a produção acadêmica;•  Cadastrar a produção científica do corpo docente;•  Carimbar e cadastrar documentos;•  Desdobrar e arquivar fichas catalográficas;•  Conferir a existência de defeitos nos documentos adquiridos;•  Prestar informações para desenvolvimento de programas de computador para sistemas de informação;•  Realizar permutas de material bibliográfico;•  Controlar aquisição e doação de documentos;•  Auxiliar na elaboração de resumos.•  5 - REALIZAR ATIVIDADES TÉCNICO-ADMINISTRATIVAS Participar na gestão administrativa da unidade de informação e documentação;•  Participar de reuniões de planejamento e avaliação;•  Colaborar na elaboração do regimento interno da biblioteca e elaboração de projetos;•  Manter cadastro de endereços institucionais;•  Organizar e controlar arquivos administrativos;•  Auxiliar na aquisição de material de consumo, mobiliário e equipamentos;•  Coletar dados, preencher planilhas estatísticas e elaborar relatórios estatísticos;•  Auxiliar na operação de sistemas de contratos eletrônicos;•  Executar serviços de digitação e datilografia;•  Realizar a venda de publicações e materiais correlatos;•  Controlar os estoques de material de consumo;•  Auxiliar no inventário de bens patrimoniais não bibliográficos.• 
  • 16.
    15EAD - CIAR/UFG/UAB 6- ORGANIZAR ATIVIDADES CULTURAIS E DE EXTENSÃO Viabilizar a organização das atividades culturais;•  Fazer contatos com lideranças, instituições da comunidade profissionais para atividades de incentivo•  à leitura; Auxiliar na busca de parcerias;•  Participar na realização de saraus culturais;•  Elaborar programas culturais em conjunto com a comunidade;•  Auxiliar na realização de feiras de livros, organização de exposições;•  Realizar campanhas de doação;•  Apoiar ações da associação de amigos da biblioteca;•  Realizar atividades de leitura, escrita e oralidade;•  Auxiliar na realização da biblioteca itinerante;•  Realizar atividades de leitura em hospitais, presídios e outras instituições;•  Participar da organização de concursos literários.•  7 - PARTICIPAR DA ORGANIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DO AMBIENTE Controlar as condições de higiene e limpeza do ambiente;•  Organizar a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;•  Manter a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;•  Controlar o fluxo do usuário;•  Elaborar a sinalização do ambiente;•  Auxiliar no controle do uso e manutenção dos equipamentos;•  Avaliar o uso e adequação do ambiente.•  Participar na elaboração e análise de critérios estatísticos;•  Reproduzir documentos.•  No ambiente da biblioteca, nem sempre as atividades de auxiliares de bibliotecas e bibliotecários estão muito claras. Em um dos poucos estudos realizados a respeito do assunto, Ferreira aponta que bibliotecários em posição de gestores têm tomado para si tarefas que deveriam ser realizadas pelos auxiliares, a exemplo do registro de materiais bibliográficos e não-bibliográficos, das baixas sofridas no acervo, da conferência dos materiais adquiridos e do arquivamento das faturas de compra de publicações. Nesse sentido, é compreensível que os bibliotecários exi- jam qualidade na realização das tarefas, haja vista que as informações processadas no trabalho informacional nas bibliotecas universitárias são direcionadas para as atividades de ensino, de pesquisa e de extensão. Porém, isso não significa dizer que os (as) bibliotecários (as) devam tomá-las para si, pois, aos gestores, cabe o papel de orientar os auxiliares na realização do trabalho informacional e acompanhar seu desempenho, o que corresponde, efetivamente, às funções administrativas de co- mando e de controle. (FERREIRA, 2006, p.111) Independente das atribuições legais, dentro deste cenário, quais as habilidades e atitudes que se deseja de um Auxiliar de Bibliotecas? Consideramos ser importantíssimo que ele/ela mantenha boa comunicação com a equipe da biblioteca e com os usuários; conheça a biblioteca em que trabalha para poder oferecer uma boa orientação ao usuário; seja curioso e procure lidar com diversas mídias - livros, revistas, jornais, CDS, DVDS, computadores. O Auxiliar de Biblioteca deve exercitar constantemente a criatividade e o inte- resse em aprender sempre. Ética profissional De uma maneira geral, quando falamos em ética profissional, nos referimos a um conjunto de princípios e valores importante não só para a convivência humana, mas também para o ambiente de trabalho. A ética profissional reflete a nossa imagem, os valores e a imagem da instituição através das pessoas. Estes valores orientam as atividades e as relações de trabalho e constituem-se em princípios fundamentais para a ativi- dade profissional.
  • 17.
    16 Auxiliar deBiblioteca Embora não haja um conjunto de regras constituído em relação à ética profis- sional específica para os auxiliares de biblioteca, entendemos que devem ser se- guidas as mesmas regras aplicadas aos profissionais que lidam com a informação, uma vez que estes profissionais também se incluem na classe de trabalhadores da informação. A Resolução Nº. 42 de 11 de Janeiro de 2002, do Conselho Federal de Bibliote- conomia, dispõe sobre Código de Ética da Biblioteconomia e está disponível no site http://www.cfb.org.br/. No entanto, o compromisso ético do profissional da informação não se restringe à observância de regras de cunho meramente profissional. No contexto de uma sociedade pós-industrial em que a informação as- sume importância cada vez maior no desenvolvimento econômico e social, o compromisso com a ética da informação torna-se fundamental. A ética da informação trata dos dilemas e conflitos morais que surgem da interação entre o homem e o ciclo da informação (produção, organização, disseminação e uso). Aborda problemas morais como, por exemplo, a liberdade de intelectual versus acessibilidade, privacidade e confidencialidade da Informação. A liberdade intelectual diz respeito ao direto de todo usuário da biblioteca de ler, ver e ouvir o que se quer ler, ver e ouvir sem a censura de funcionários ou repressão institucional. (BUSHA, 1972). Mas, todos podem ter acesso a tudo? Uma criança pode ter acesso a material pornográfico? E material de cunho pedó- filo? É claro que existem limites, portanto, a liberdade intelectual deve ser contextualizada e ponderada em relação a outros valores sociais. A privacidade é entendida como controle sobre as informações pessoais ou o direito de não ter suas informações pessoais documentadas e divulgadas. Este direito é ameaçado pela intensificação dos fluxos de informação nas redes de computadores (Internet) e as novas tecnologias de comunicação. Na Europa, a privacidade é entendida como direito fundamental que deve ser garantido pelo Estado; é condição impor- tante para outros direitos humanos como a dignidade, a autonomia e a liberdade. Nos EUA, a privacidade é um direito individual do consumidor que pode ser trocada por um benefício como, por exemplo, a utilização gratuita da Internet (PRIVACIDADE..., 2008). A confidencialidade refere-se à necessidade de estabelecer mecanismos que impeçam o acesso a infor- mações por pessoas não autorizadas. Envolve mecanismos de segurança de informação. Você sabia que ética e moral são quase sinônimas? Veja o glossário. Ética - do grego ethos, significa “princípio de conduta moral de pessoas, grupos, religião, etc”. Moral - do latim morales, “trata dos costumes, deveres e modos de proceder dos homens para com outros homens”. Por isso que a ética e a moral são termos indissociáveis. Fonte: Minidicionário Sacconi da Língua Portuguesa (1999).
  • 18.
    17EAD - CIAR/UFG/UAB Tema2 - Biblioteca: conceitos, funções e tipologias Se a palavra biblioteca vem do grego bi- blion (livro) + théke (caixa), então ela signifi- ca“depósito de livro”? Isso mesmo. A biblioteca, tomando-se a origem grega do termo, é etimologicamen- te definida como um espaço físico em que se guardam livros. E aqui cabem as mesmas observações já feitas anteriormente. Os meios para registrar o conhecimento sofreram avanços significativos ao longo da nossa história: pedra, argila, pergaminho, papel, etc. Hoje em dia a informação é registrada em diversos outros tipos de suportes tais como CDs, fitas, VHS, filmes, DVD, grandes bancos de dados eletrônicos, entre outros. Portanto, atualmente, a biblioteca não é constituída somente de livros impressos em papel e não está confinada a um espaço físico predeterminado. Os avanços tecnológicos permitem estruturar bibliotecas digitais. São grandes os esforços empreendidos no âmbito da biblioteconomia para acompanhar esses avanços tecnológicos. Prevê-se que, em um futuro não muito distante, os acervos das bibliotecas sejam, preponde- rantemente, armazenadas em formato digital ou eletrônico à medida que cresce o volume de informações disponibilizado nas novas mídias. Apesar de não acreditarmos no desaparecimento dos livros, a tendência é que estes convivam harmonicamente com outros suportes e formas de registros do conhecimento. A biblioteca, no entanto, não sofre somente influências dos avanços tecnológicos. Como instituição so- cialmente constituída, sua concepção acompanha as transformações políticas, sociais e culturais do mundo contemporâneo. Ao longo da história, o seu perfil passa de“depósito de livros”para instituições promotoras do amplo acesso à informação. Fica evidente que é preciso pensar a biblioteca de uma maneira mais abrangente. Assim podemos dizer que essa instituição é todo espaço (concreto, virtual ou híbrido) destinado a uma coleção de informações registrada em qualquer suporte - papel ou digitalizadas, com o propósito de reunir, preservar e dar amplo acesso à produção científica, artística, cultural e tecnológica de uma sociedade. Biblioteca de Ninive é apontada pelos historiadores como a biblioteca mais antiga, Mantida pelo rei•  Assurbanipal (século VII a.C.), chegou a possuir 25 mil placas de argila em seu acervo. Biblioteca de Carlos Magno – rei dos Francos (768-814), foi a mais importante biblioteca pública na•  antiguidade. Biblioteca de Alexandria (Séc. II AC) chegou a ter 700.0000 volumes (pergaminhos) antes de ser•  destruída por três incêndios Biblioteca universitária surge no séc. XIII, juntamente com a criação das primeiras universidades.•  Biblioteca Nacional e Pública do Rio de Janeiro foi a primeira biblioteca oficial do Brasil, criada por•  Dom João VI, em 1807, quando a família real mudou-se para o Brasil fugindo de um confronto com Napoleão. A biblioteca pode estar associada à função de educar - neste caso, incluem-se as bibliotecas públicas, escolares, universitárias; de preservar a memória de uma sociedade – como no caso da biblioteca nacional; ou à função de recreação – que pode ser o caso das bibliotecas públicas, comunitárias, escolares e infantis. Porém, a função de disseminar a informação para todo usuário que recorra a seus serviços é comum a todas as elas, independente de sua natureza (CARVALHO, 2002). “Assim é a biblioteca moderna: recreia, educa e instrui.Viva, dinâmica e amena, não aparece já com a fisionomia dos outros tempos, severa, acética, pouco convidativa. Tudo nela é, agora, um permanente convite à leitura.” Discurso de Governador JK, na inauguração da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em 1954. http://www.cultura.mg.gov.br
  • 19.
    18 Auxiliar deBiblioteca Para Refletir “Os vários incêndios e destruições perpetrados por mãos ignóbeis ao longo da História não impediram, porém, que as bibliotecas continuassem a ser uma das maiores expressões de persistência da Humanida- de. Como seria mais fácil rastrear as nossas origens caso não tivesse sido consumido pelo fogo o magnífi- co acervo de um dos maiores redutos do saber da Antigüidade, a Biblioteca de Alexandria. E são tantos os outros casos. [...] O século XXI também já tece sua triste história: após a destruição e o saque ocorridos em Bagdá, bibliotecários e editores iranianos informaram, na última Feira do Livro de Frankfurt, que enfren- tam agora a monstruosa tarefa de reconstruir as bibliotecas do país, restaurar manuscritos inestimáveis e tentar criar um mercado editorial moderno.”(SPITZ, 2003). Tipos de bibliotecas Obviamente que não! As bibliotecas têm suas especificidades e dinâmicas definidas em função, principalmente, do seu propósito, usuário ou da instituição que ela serve – fá- bricas, empresas, escolas etc. A partir daí, estabelece-se a estrutura física, ad- ministrativa, de serviços, produtos e acervos para atender às demandas desses usuários ou instituições. Assim, existem vários tipos de bibliotecas: bibliotecas públicas, bibliotecas particulares, bibliotecas escolares, bibliotecas comunitárias, bibliotecas espe- cializadas, bibliotecas infantis bibliotecas universitárias, bibliotecas digitais, só para citar alguns. As bibliotecas são todas iguais? Que tal visitar o site http://pt.wikipedia.org/wiki/Bibliotecas? Lá você encontrará as maiores informações sobre os diversos tipos de bibliotecas Um exemplo de biblioteca digital, criada em 2004 e mantida pela Secretaria de Educação a Distância, vinculada ao Ministério da Educação do Brasil, é o Domínio Público. O acervo é constituído por obras de domínio público, ou seja, aquelas que não têm mais restrições impostas pelos direitos autorais ou que foram devidamente cedidas pelos proprietários intelectuais da obra. Seu principal objetivo é promover o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas em textos, sons, imagens e vídeos (PORTAL...,2008). As bibliotecas dos polos de apoio presencial para a educação a distância podem ser pensadas na mesma perspectiva das bibliotecas universitárias uma vez que seu público é composto por alunos, professores e funcionários envolvidos nas atividades de pesquisa e ensino de nível superior e seu acervo é pensado para esta finalidade. O propósito das bibliotecas do polo é ser o local onde estudantes, tutores, monitores, funcionários, entre outras categorias de prováveis usuários terão acesso a um ambiente físico de estudo e a importantes fontes de informação para o bom desempenho de suas atividades didático-pedagógicas. As condições de funcio- namento dessas unidades nos polos são estratégicas para a viabilidade e qualidade dos cursos ofertados a distância.
  • 20.
    19EAD - CIAR/UFG/UAB ParaRefletir “Não só de pão vive o homem. Eu, se tivesse fome e me encontrasse desamparado na rua, não pediria pão;antes,pediriameiopãoeumlivro.Eeuatacoviolentamenteaosquesomentefalamdereivindicações econômicas sem referir jamais às reivindicações culturais que é o que os pobres pedem a gritos. Está certo que todos os homens comam, mas que todos os homens saibam. Que gozem todos os frutos do espírito humano porque o contrário é convertê-los em máquinas a serviço do Estado, é convertê-los em escravos de uma terrível organização social”– Federico Garcia Lorca, fragmento de um discurso proferido à inauguração da Biblioteca de Fuentevaqueros (apud CALVO, 2005) Tema 3 - Biblioteca Universitária A biblioteca universitária tem um papel a ser desempenhado na for- mação do aluno e no desenrolar das atividades dos demais atores en- volvidos no processo de formação em nível superior (ensino, pesquisa e extensão). Sua missão não se limita a organizar e dispor em estantes enfileiradas as obras e documentos de que seu usuário precisa. Vai além. Ela tem ao mesmo tempo função cultural, social e educativa. Na sua função educativa, a biblioteca é mais que a extensão da sala de aula. Pode ser pensada como um espaço de auto-aprendizagem e de educação continuada. Espaço de descobertas e de confrontos de idéias que levarão a construção de conhecimentos sólidos e a uma nova com- preensão do mundo. Ainda sob a perspectiva da biblioteca como espaço de aprendiza- gem, algumas bibliotecas universitárias têm envidado esforços para desenvolver em seus usuários competências informacionais indispen- sáveis para agir em uma sociedade caracterizada como “sociedade da informação”. Ao se envolver no processo pedagógico de desenvolvimento de competências informacionais daqueles que a ela se reportam, a biblioteca universitária também colabora para a formação de cidadão que sabe como adquirir e usar o conhecimento para que possa exercer seus direitos e deveres. No contexto atual, é sabido que o acesso à informação é condição fundamental para o exercício da cidadania. O exercício da cidadania pressupõe que se tenha, no mínimo, conhecimento dos deveres e direitos fundamentais de cada pessoa. A biblioteca universitária exerce ainda um importante papel na inclusão digital. É comum que esta unida- de, principalmente aquela vinculada à instituição pública de ensino superior, abra suas portas não somente para o público de sua instituição, mas para alunos e professores de escolas de ensino médio e superior, seja da rede pública ou privada, e para as comunidades geograficamente próximas ao local de seu funciona- mento. As comunidades vizinhas, em muitos casos, procuram a biblioteca atraídas pela possibilidade de utilização da Internet. Cultura e bibliotecas são, para muitos, termos indissociáveis. A maioria significativa das bibliotecas uni- versitárias dispõe de espaços culturais que visam promover talentos, sensibilizar e propiciar o contato do usuário com as diversas manifestações e representações artístico-culturais locais ou nacionais. Para exercer todas as suas funções, a biblioteca universitária precisa constantemente criar mecanismos de ação que despertem no seu usuário o interesse pela leitura, pelas descobertas e valoração de todas as formas de representações e manifestações culturais como meios de buscar conhecimentos para o seu apri- moramento contínuo. Competência informacional: para que se desenvolva a competência informacional, é preciso “ter habilidades para encontrar, avaliar, interpretar, criar e aplicar a infor- mação disponível na geração de novos conhecimentos.” (BELLUZZO et al. 2004, p.95.)
  • 21.
    20 Auxiliar deBiblioteca Principais Atividades da Biblioteca Universitária Para alcançar os propósitos para os quais foi estruturada, a biblioteca realiza uma série de atividades, muitas das quais não são visíveis para o usuário. Durante o cur- so, você terá oportunidade de conhecer três das principais atividades realizadas em uma biblioteca e qual sua participação nestas atividades. São elas: Planejamento e organização do espaço da biblioteca•  – essas são atividades de natureza administrativa que visam estabelecer os objetivos a longo, médio e curto prazo a serem alcançados pela biblioteca; criar condições para atingir estes objeti- vos; e estruturar os espaços físicos para que estejam de acordo com a natureza da unidade de informação; Preparação do material para disponibilizá-lo aos usuários•  – este conjunto de ações é conhecido no âmbito da Biblioteconomia como “Processamento técnico” e envolve técnicas específicas para a descrição física do documento (catalogação), a descrição do conte- údo (classificação e indexação) e o preparo mecânico do material (tombamento, identificação etc.). Atendimento ao usuário•  – talvez esta seja a atividade fim da biblioteca, a atividade para a qual ela foi constituída – atender com qualidade os seus usuários, prestando-lhes assistência adequada na busca da informação, estruturando serviços para este propósito. Neste curso você terá oportunidade de aprofundar seus conhecimentos no atendimento direto ao usuário através dos serviços de referência e empréstimos. Formação e desenvolvimento de acervo•  – o acervo de uma biblioteca é composto pelos mais varia- dos tipos de documentos que ela disponibiliza para os seus usuários. Os tipos de documentos mais comuns, no entanto, são os livros e as revistas científicas. Mas como esses variados tipos de documen- tos passam a fazer parte do acervo de uma biblioteca? Quais são os procedimentos envolvidos na formação e no desenvolvimento deste acervo? Nesse módulo, daremos atenção especial aos procedimentos necessários para a Formação e Desenvol- vimento de Acervo. O Processamento Técnico, o Atendimento ao Usuário e o Planejamento de Unidades de Informação serão objetos dos módulos 2, 4 e 5 respectivamente. Principais Serviços A biblioteca tem por objetivo oferecer serviços aos usuários. Neste curso você terá oportunidade de conhecer os seguintes serviços promovidos pela maioria das bibliotecas: a. Consulta local ao acervo – normalmente, a consulta ao acervo é feita através do acesso ao catálogo da biblioteca, onde se poderá consultar, por diversos campos, como autor, título, assunto, série e outros, a existência do material de interesse do usuário. Em geral, o usuário de bibliotecas tem acesso livre à maioria das coleções (Acesse o site do Sistema de Bibliotecas da UFG: www.bc.ufg.br). Algumas bibliotecas, porém, podem fazer restrições quanto ao acesso ao acervo. Neste caso, o usuário poderá consultar o catálogo da biblioteca para verificar a existência do material, anotar as informações para a localização dos materiais nas estantes e solicitá-lo aos auxiliares de biblioteca. b. Empréstimo domiciliar – O empréstimo é a única forma de retirada dos materiais da biblioteca. Para uti- lizá-lo, o usuário precisa estar cadastrado na biblioteca e deve possuir vínculos com a instituição (professor, aluno ou funcionário). O prazo para a devolução dos materiais é uma decisão administrativa e poderá variar de acordo com as categorias e com o tipo de material solicitado. c. Reserva e renovação de materiais – esses serviços podem ser solicitados pelo usuário no balcão de aten- dimento da biblioteca ou podem ser feitos diretamente através do sistema automatizado da biblioteca me- diante uso de senha e login. Quais as atividades de uma Biblio- teca Universitária? Curioso? Nestas unidades você saberá a resposta.
  • 22.
    21EAD - CIAR/UFG/UAB d.Levantamento bibliográfico e acesso às bases de dados de pesquisa – este serviço consiste em identifi- car, pesquisar e levantar informações no acervo da biblioteca, de outras Instituições e em bases de dados de fontes/bibliografias (nacionais ou internacionais), sobre determinado assunto ou autor de interesse. Atualmente, encontram-se disponíveis inúmeras bases de dados de livre acesso (gratuitas) ou de acesso restrito. Neste último caso, é necessário utilizar senhas ou autorizações prévias fornecidas normalmente pela biblioteca de onde a pesquisa está sendo realizada. A UFG disponibiliza através do Portal de periódicos da Capes acesso a várias bases de dados internacionais de textos completos de artigos de mais de 2400 revistas internacionais, nacionais e estrangeiras, além de ba- ses de dados com referências e resumos de documentos em todas as áreas do conhecimento. Faz também indicações de importantes fontes de informação com acesso gratuito na Internet. Este serviço pode ser feito diretamente pelo usuário ou pode ser solicitado ao bibliotecário do setor de Re- ferência da Biblioteca. e. Treinamento de usuários – O treinamento de usuários é um serviço muito importante oferecido pela bi- blioteca com o objetivo de orientar alunos, professores, funcionários sobre a melhor forma de utilização dos produtos, serviços e acervo. É oferecido a partir do momento em que o usuário é cadastrado no sistema, sen- do realizado de forma individual ou em grupo, mediante agendamento com o bibliotecário responsável. f. Divulgação de novas aquisições – Esse serviço tem como objetivo divulgar, através de boletins eletrôni- cos enviados diretamente aos usuários ou impressos, informações sobre os novos materiais bibliográficos adquiridos pela biblioteca e que já se encontram à disposição para serem utilizados, com a finalidade de promover o uso junto aos usuários. Além do boletim é importante que a biblioteca realize exposições com as novas aquisições, de preferência em local visível e próximo aos usuários. Você terá oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os serviços oferecidos em bibliotecas ao realizar o módulo 4. Mas nada impede que você familiarize com os serviços prestados pelo Sistema de Bibliotecas da UFG, visitando o site: www.bc.ufg.br. Aproveite o próximo tópico. Ele será im- portante para os processos de aquisição de materiais que farão parte do acervo da Biblioteca.
  • 23.
    22 Auxiliar deBiblioteca Tema 4 - Formação e desenvovimento de acervos O acervo de uma biblioteca é constituído por diferentes tipos de documentos que ficam, de uma maneira geral, disponíveis para o atendimento das necessidades de informação dos usuários. O Auxiliar de Biblioteca deve procurar conhecer as características básicas de cada um deles para que saiba realizar com efetividade suas funções na biblioteca. Muitas vezes, a biblioteca possui um acervo considerado bom, porém, em algu- mas circunstâncias pode não atender às necessidades de informação e de estudo dos usuários. Por isso, é importante que o acervo seja constituído de forma criteriosa, considerando a política de formação e desen- volvimento de coleções definidas pelos bibliotecários. Esta política deve contemplar questões básicas que fazem parte da cadeia documental, desde a escolha (seleção) dos documentos que farão parte do acervo, passando pelos processos de aquisição, avaliação e descarte dos materiais, conservação e restauração de documentos. Todo o profissional que atua em uma biblioteca universitária deve conhecer a política e os procedimen- tos relacionados ao processo de formação e desenvolvimento de coleções. Isto os ajudará a compreender, identificar e encaminhar as demandas dos seus usuários. Seleção dos documentos Nem sempre todos os materiais que chegam à biblioteca necessariamente atendem qualitativamente as demandas dos usuários. Por isso, os bibliotecários realizam atividades de seleção dos materiais com base em algumas questões, como: Estes materiais atendem aos usuários da biblioteca?•  É relevante e atende aos objetivos da biblioteca?•  Algumas fontes de informação podem ser utilizadas para apoiar as atividades de seleção, como a consul- ta aos catálogos de editores, resenhas de jornais e revistas, recebimento de sugestões de professores, alunos ou funcionários da instituição, usuários em geral, visitas a livrarias ou sites de editores, bibliografias sobre temas específicos. Visto por esse ângulo, a seleção pode ser considerado como um processo intelectual que consiste em escolher os documentos que a Biblioteca deseja adquirir e incorporar no acervo. Tem início a partir do mo- mento em que o responsável pela Biblioteca precisa tomar a decisão se um determinado material poderá ou não fazer parte do acervo, e por isso deve ser feito por um profissional experiente. Uma vez selecionado o que se pretende adquirir, o passo seguinte é observar os procedimentos institu- ídos pela Biblioteca em relação à política de aquisição dos materiais. A política deve ser adequada e bem definida para evitar equívocos nessa etapa. Aquisição Imagine que você está em uma biblioteca universitária e ao atender um professor ele solicita que a biblioteca adquira um determinado material. Como proceder? Como a biblioteca poderá adquirir o material? Há formas diferentes de adquirir os documentos? Aquisição 22 Auxiliar de Biblioteca A qualidade do acervo de uma biblioteca se mede pela capacidade da biblioteca em atender as necessi- dades dos usuários e não pela quantidade de exemplares armazenados. A aquisição é o procedimento que permite adquirir o material solicitado, de forma a atender as deman- das dos usuários e os objetivos da biblioteca.
  • 24.
    23EAD - CIAR/UFG/UAB Competeao setor de aquisição da Biblioteca estabelecer uma política de aquisição bem definida para que a escolha dos materiais não seja feita ao acaso, mas em função de alguns critérios, como: Relevância do material e atendimento às necessidades e demandas dos usuários;•  Orçamento disponível para a compra e para o tratamento dos materiais adquiridos;•  As prioridades a serem atendidas de acordo com os cursos;•  Natureza da Biblioteca e dos serviços oferecidos aos usuários.•  Formas de aquisição de materiais A aquisição dos materiais pode ser feita envolvendo procedimentos comerciais ou não. Os procedimen- tos comerciais envolvem a compra propriamente dita; os materiais são adquiridos através de contato com fornecedores, produtores, editores ou livreiros. Os materiais bibliográficos adquiridos de forma não comercial correspondem às doações e permutas, ou seja, a troca de materiais produzidos entre as instituições, órgãos públicos, instituições em geral ou através do próprio autor. Avaliação e DescarteAvaliação e Descarte Importante Todos os materiais, independente da sua forma de aquisição, deverão ser encaminhados para recebi- mento no setor de aquisição da Biblioteca para que sejam feitos os procedimentos internos de controle e encaminhamento dos materiais adquiridos. Você já deve ter observado que em uma biblioteca há diferentes tipos de material, com características e finalidades diversas. Cada tipo de documento possui também um ciclo de vida útil diferente, que é influenciado por diversos fatores. O principal deles se refere ao tempo propriamente dito. Com o passar dos anos muitos materiais disponíveis na biblioteca tornam-se obsoletos por vários motivos, entre eles, podemos citar os próprios conteúdos que podem fi- car desatualizados ou não atender mais aos seus usuários; e os danos causados pelo excesso de utilização do material ou causados por agentes naturais, quími- cos ou biológicos. Diante desses fatos, é recomendável que periodicamente se realize proce- dimentos de descarte dos documentos que já não são úteis à Biblioteca. Esse processo requer a definição de critérios claros, estabelecidos pela equipe conforme avaliação feita em relação ao uso dos materiais, a fim de que não haja prejuízos ao acervo e, consequentemente, ao usuário da biblioteca. Portanto, esse procedimento requer cuidados e tomada de decisões acertadas para evitar que sejam descartados itens importantes do acervo. Atividades de planejamento que definam a política de descarte dos materiais, considerando o tempo máximo de permanência das coleções não utilizadas nas estantes, acervos danificados ou obsoletos e de- fasados são medidas fundamentais e necessárias neste trabalho. Pela importância da ação, esta deve ser realizada ou acompanhada pelo bibliotecário responsável. Uns materiais têm vida mais curta que outros. Entre eles: os anuários, repertórios e relatórios provisórios.
  • 25.
    24 Auxiliar deBiblioteca Oprocessodedescarteobjetivaretirardoacervomateriaisquejánãosãoúteisparaatenderàdemanda da Biblioteca, seja por questões relacionadas ao conteúdo ou às condições físicas apresentadas pelos documentos, em especial quando muito danificados, sem condições de uso ou de recuperação. É preciso estabelecer critérios para o descarte considerando a utilidade, o valor histórico e o grau de atualização do documento. Uma vez retirados do acervo para descarte, os procedimentos técnicos relacionados ao controle das bai- xas deverão ser informados às pessoas responsáveis pela manutenção das coleções para que sejam realiza- das as operações de baixa no registro de cada um deles. Conservação de documentos Dentre as atividades consideradas fundamentais para a gestão adequada do acervo em Bibliotecas, des- tacam-se aquelas relacionadas à conservação dos documentos, em seus diversos formatos. A conservação preventiva garante o uso mais prolongado e custos mais baixos de reparação do acervo. Por isso é funda- mental que o Auxiliar de Biblioteca apóie e adote as ações voltadas para a prevenção de danos no acervo, orientando os usuários quanto ao uso correto do documento, zelando pela disposição correta nas estantes, observando e sendo proativo em relação a possíveis ataques de fungos, insetos, excesso de exposição à luminosidade e outros agentes que possam diminuir a vida útil do documento. É importante que a biblioteca estabeleça medidas de proteção para o seu acervo, reunidas em uma política de conservação. Uma boa política de conservação inclui o combate aos agentes químicos, biológicos, físicos e outros relacionados ao próprio manuseio constante dos documentos. A biblioteca deve adotar periodicamente medidas de controle e prevenção para evitar que o acervo seja danificado ou deteriorado precoce- mente. Uma boa política de conservação prevê o controle e o combate a dete- rioração causada por agentes químicos, biológicos, físicos, animais e humanos e outros relacionados ao próprio manuseio constante dos documentos. Algumas medidas podem ser adotadas para prevenir a deterioração dos documentos. Estas medidas incluem: Controle da temperatura ambiente adequada (aproximadamente 23 graus), por meio da utilização de•  aparelhos de climatização; Limpeza constante dos documentos e do mobiliário para evitar o ataque de insetos;•  Controle da luz com o uso de persianas ou cortinas especiais, por exemplo, a fim de evitar a exposição•  direta da luz solar; Combate a insetos e microorganismos, por meio da utilização de fungicidas adequados;•  Armazenagem adequada dos materiais na forma vertical para evitar danos físicos nos materiais;•  Procedimentos de encadernação do material danificado;•  Realizar e manter campanhas de orientação quanto ao uso correto dos documentos.•  Esta última medida é muito importante, pois estabelece relações de parcerias entre a Biblioteca e os usu- ários, o que garante maior compromisso de que os materiais não serão intencionalmente danificados.
  • 26.
    25EAD - CIAR/UFG/UAB Restauraçãode documentos Ações preventivas de conservação do acervo são importantes para evitar que os documentos passem por processos de recuperação ou restauração. Porém, nem sempre é possível combater todos os agentes que causam danos aos materiais. Neste caso, é necessário promover ações que recuperem ou restaurem os documentos danificados. A recuperação e a restauração de documentos exigem técnicas e habilidades específicas; alguns erros nestes procedimentos podem causar maiores danos e efeitos irreparáveis aos materiais. É aconselhável que sejam feitos por pessoas experientes, que dominem as técnicas relacionadas ao trabalho. Pequenos reparos podem ser feitos por pessoal treinado e com a utilização de materiais adequados para o trabalho. Porém, é sempre necessário analisar o material, observar as condições e estado físico, como: o tipo de encadernação existente, a integridade da paginação e se o documento está completo para que procedimentos de recuperação sejam adequados e planejados. As técnicas mais avançadas de recuperação e restauração exigem profissionais com conhecimentos mais especializados, equipamentos e materiais mais adequados ao trabalho. Nesse caso, se não houver nenhum profissional habilitado na biblioteca para recuperar os documentos danificados, recomenda-se encaminha- los para um profissional especializado. Uma boa encadernação permite maior utilização e conservação dos documentos. Para fazer pequenos reparos nos livros, tenha em mãos: cola plás- tica, tesoura, papel de seda, pincel redondo para cola, cartolina ou papelão de 100g e fita gomada. Os principais agentes de deterioração são: 1) Os agentes físicos: O próprio tempo, que deteriora os documentos;•  A variação climática, principalmente em países muito quentes ou úmidos;•  A falta de ventilação;•  E o excesso de luminosidade.•  2) Os agentes biológicos Os microorganismos, (fungos e bactérias);•  Insetos;•  Roedores.•  3) Os agentes químicos A própria acidez da celulose;•  A poluição.•  4) A ação humana causada pela Manipulação;•  Circulação do documento.•  Restauração de documentos Ações preventivas de conservação do acervo são importantes para evitar que os documentos passem Dicas Para o manuseio dos materiais: Manter as mãos limpas ao manusear os materiais;•  Conservar os documentos em lugar seguro e limpo;•  Não rasgar, riscar, dobrar, recortar páginas ;•  Não utilizar clips metálicos para marcar páginas.• 
  • 27.
    26 Auxiliar deBiblioteca Tema 5 - Automação de bibliotecas A informatização da biblioteca, iniciada no final da década de 60, al- terou substancialmente a forma como as atividades, os serviços e produ- tos de informação são estruturados, mantidos e oferecidos à comunida- de. Os computadores e as redes de informação que se estabeleceram a partir da conexão dessas máquinas são importantes aliados no processo de acesso e democratização da produção cultural, científica e artística. É inegável que a automação de bibliotecas tem proporcionado diver- sas vantagens quando comparada com os processos manuais anterior- mente vigentes no ambiente organizacional. Mas, ao mesmo tempo, a automação de uma unidade de informação se mostra uma tarefa com- plexa e envolve determinados desafios que demandam um planejamen- to sistemático do processo. É necessário avaliar e escolher entre os inú- meros softwares existentes no mercado, tanto comerciais quanto livres, aquele que melhor atende as especificidades daquela biblioteca. A escolha de um software para automação da biblioteca faz-se com base em certos critérios como características gerais do software, os mó- dulos oferecidos (circulação, catalogação, relatórios estatísticos, etc), uti- lização do protocolo Z39.50 e do padrão bibliotecário (AACR2, ABNT, MARC). Além desses critérios, para sugerir um software para as biblio- tecas dos polos de ensino a distância parceiros da UFG, levaram-se em consideração também as questões econômicas. Assim, a opção por um software livre torna-se atraente. Observados os critérios, o OpenBiblio mostrou-se satisfatório para o gerenciamento de base de dados bibliográficos para os polos de ensino a distância. Protocolo Z39.50: protocolo de comuni- cação entre computadores desenvolvido para permitir pesquisa e recuperação de informação (textos completos, dados bi- bliográficos, imagens, multimeios, entre outros) em redes de computadores distri- buídos. AACR2: O código Anglo Americano de Registros Catalográficos – peça chave no processamento técnico de material biblio- gráfico, tem como objetivo a normalização internacional da catalogação. A última atualização do código ocorreu em 2005. Está previsto para 2008 o AACR3, sob a de- nominação de Resource Description and Access – RDA. ABNT: conjunto de normas cujo objetivo é uniformizar o formato de apresentação da publicação. MARC: O Machine Readable Cataloging é um conjunto de códigos que torna o for- mato de descrição catalográfica descrito no AACR legível para o computador. O For- mato MARC é muito utilizado no mundo todo. O MEC exige que os sistemas infor- matizados das bibliotecas brasileiras utili- zem o MARC. Uma das alternativas cada vez mais confiáveis, e destinada à informatização das bibliotecas é adoção de software livre de código-fonte aberto, também conhecido como software livre (free software) ou fonte aberta (open source) uma opção que tem conquistado significativo espaço no mercado das tecnologias da informação, merecendo atenção dos paises em desenvolvimento. (SILVA, 2007). O software Openbiblio Diversas atividades e serviços da biblioteca podem ser automatiza- dos utilizando softwares livre. O OpenBiblio é um bom exemplo. O Openbiblio é um software livre que inclui em seu pacote um Catálogo de acesso aberto (OPAC) para consultas on-line do material inserido na base de da- dos e Módulos de administração de circulação, catalogação, relatórios. O fator fun- damental para a escolha do Openbiblio para os propósitos deste curso foi, além do que ele oferece, a utilização do protocolo Z39.50 e do padrão bibliotecário (AACR2, ABNT, MARC). Todas as telas estão traduzidas para o português. A seguir apresentamos brevemente as opções oferecidas pelo OpenBiblio em cada um de seus módulos.
  • 28.
    27EAD - CIAR/UFG/UAB OPACe Páginas de Resultado de Buscas :1. Online Public Access Catalog (OPAC) .a) Resultado de Busca .b) Conceitos gerais para administração da biblioteca:2. Entendendo as mudanças de status da bibliografia.a) Entendendo o código de barras .b) Página de Circulação:3. Página de Procurar Membros (Página inicial de Circulação).a) Página de Informações do membro.b) Visualizando Código de Barras.c) Empréstimo.d) Página de Catalogando:4. Nova Bibliografia e Editar Basic.a) Novo Exemplar e Editar Exemplar.b) O OpenBiblio oferece também a possibilidade de emissão de diversos tipos de relatórios das atividades realizadas. Esses relatórios podem ser ferramentas importantes para o administrador da biblioteca estrutu- rar ações que levam à melhoria dos serviços e produtos oferecidos ao usuário. Os relatórios padrões são (MANUAL, 2007): Busca de exemplar.a) Balanço de devolução por usuário.b) Balanço de devolução por documento.c) Bibliografia mais utilizada (popular).d) Lista de membros com débitos na biblioteca (atrasos).e) Reservas realizadas pelos membros.f) No nosso encontro presencial e nos módulos subsequentes, você terá a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o software que será uma ferramenta importante no seu dia-a-dia na biblioteca em que você irá atuar. Nesse módulo, você aprenderá como excluir do catálogo de sua biblioteca aquele material que foi sele- cionado para o descarte. Exclusão de registros na base de dados Lembra-se da necessidade de fazer o descarte de material bibliográfico que não aten- de mais as necessidades dos usuários? Pois bem, após selecionar e aprovar os itens a serem encaminhados para descarte, o próximo passo consiste em dar baixa do item no catálogo da biblioteca. Para realizar esta etapa: Acesse o sistema OpenBiblio.•  Selecione a opção “Catalogando”. Esta opção permitirá a inserção de novo item bi-•  bliográfico ou a busca de itens já inseridos, conforme a seguinte tela: O CIAR instalou e configurou o OpenBiblio no servidor web UFG. Você terá acesso a ele via internet pelo endereço: http://openbiblio.ciar.ufg.br/home/index.php
  • 29.
    28 Auxiliar deBiblioteca Fonte: Manual de instalação openbiblio Legenda: 38 – busca por código de barra; 39 – busca por título, autor ou assunto; 40 – busca um item biblio- gráfico; 41 - Inserção de novo item bibliográfico; 42– importação de formato marc Em seguida, selecione a opção “busca um item bibliográfico”. A busca poderá ser por título, autor ou•  código de barra. Após informar qualquer uma dessas informações, entraremos na tela de Resultado da Pesquisa. Fonte: manual de instalação do openbiblio, p.47
  • 30.
    29EAD - CIAR/UFG/UAB Aoclicar em cima do nome da bibliografia selecionada, aparecerão as seguintes opções:“Informações•  da bibliografia; Editar Basic; Editar Marc; Novo Exemplar; Pedidos de reserva; Apagar; Nova Bibliografia por comparação”. Selecione a opção“Apagar”. Surgirá a seguinte tela: “Caso a bibliografia tiver exemplares cadastrados, não será permitida a exclusão. Será necessário voltar para a tela de informações da bibliografia para excluir cada exemplar [...]. Aparecerá a pergunta para a confirmação da exclusão. Caso positivo clique no botão “Apagar”. Caso for necessário cancele o processo de exclusão de voluntários, clicar em Cancelar.”(MANUAL, 2007). Pronto! O item foi excluído do catálogo da biblioteca.
  • 31.
    30 Auxiliar deBiblioteca Tema 6 - Direitos Autorais Não poderíamos concluir este módulo sem apresentar algumas considerações sobre direitos autorais. Esta é uma questão fundamental uma vez que os serviços de fotocópias oferecidos pelas bibliotecas não devem passar ao largo dos aspectos legais envolvidos em tais práticas e, como profissionais da informação, o bibliotecário e os auxiliares de bibliotecas devem estar atentos tanto aos direitos dos usuários quanto aos dos autores. Nas palavras de Calvo (2004),“Creio não haver nada que possa melhor defender os direitos dos autores que as bibliotecas”. Enquanto realiza o seu trabalho na Biblioteca, você verifica que muitos documentos adquiridos possuem um símbolo ©, seguido de informações de data, autor ou editor. Este símbolo indica que o documento tem sua re- produção restringida pelo copyright (direito à cópia), uma dos aspectos do direito autoral. O direito autoral é um dispositivo legal que prote- ge o autor, tanto em âmbito moral quanto material, de possíveis perdas relacionadas ao uso indevido de al- guma obra. Indica restrição de reprodução de alguns documentos. Mas não se pode confundir direito autoral com copyright. O criador de uma obra sempre detém a “paternidade” de sua produção intelectual e pode repassar o copyright para terceiros. É o que acontece, por exemplo, com autores de trabalhos científicos que, em muitos casos, cedem o copyright para editoras comerciais de revistas científicas como a Nature ou Science, por exemplo. Apesar de recomendável não é necessário registrar a obra para que ela passe a ser legalmente protegida. A sua simples criação já é suficiente para que seu criador usufrua os direitos autorais de sua obra. O registro pode ser requerido junto a Escola Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional, Escola de Música - UFRJ - MEC, Escola de Belas Artes - UFRJ - MEC, Secretaria para o Desenvolvimento Audiovisual - SDAV, Esplanada dos Ministérios, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agrono- mia - CONFEA, Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI. São passíveis de proteção legal as obras literárias e artísticas (roman- ces, poemas, peças de teatro, filmes, trabalhos musicais, desenhos, pin- turas, fotografias, esculturas e desenhos arquitetônicos); programas de rádio e televisão e programas de computador. Mas os direitos do autor não podem se resumir a uma“mera questão econômica” e legal, defende Calvo. Segundo ela, todo escritor / autor teria direito a: Formar-se leitor;1. Tornar-se criador;2. Fazer-se conhecer;3. Ser lido;4. Perdurar;5. Fazer parte do“corpo cultural”;6. Estar em permanente diálogo com os leitores e outros criadores;7. Obter o respeito da comunidade;8. Agregar valor às suas obras;9. Obter uma compensação financeira por seu trabalho.10. O que significa este ©? Copyright – direito de reprodução do documento, da exploração comercial da obra. Direito autoral – direito de autoria, de produção intelectual.
  • 32.
    31EAD - CIAR/UFG/UAB Limitaçõesdo direito autoral no Brasil Mesmo caracterizado como um monopólio, a legislação brasileira (Lei 9.610/98) prevê limitações dos direitos autorais. Estas limitações são tratadas no capítulo IV da lei. Assim, não constitui ofensa aos direitos autorais“a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários”. (Lei 9.610/98, Art 46) É permitida também a reprodução, em um só exemplar, de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro. A utilização de trechos de qualquer obra para fins de estudo é possível desde que sejam indicados (citados) o nome do autor e da obra da qual a parte citada foi retirada. LEGISLAÇÃO 1. Nacional: www.planalto.gov.br •  Lei 9.610/98 na íntegra 2. Internacional: www.wipo.int e www.upov.int Resumo do Módulo 1 O módulo 1 do curso de Capacitação de Auxiliares de Biblioteca para os polos de Educação a Distância da UFG abordou as principais questões relacionadas à Biblioteconomia e à Biblioteca universitária, com ên- fase na estrutura, função, principais serviços, dinâmica e prática diárias que envolvem o fazer e as decisões profissionais. Nesse estudo, fizemos também uma discussão sobre a função e papel dos profissionais da informação que atuam nas bibliotecas, pois entendemos que é importante que você, ao atuar nas bibliotecas dos polos, seja também capaz de compreender os diferentes papéis desempenhados pelos Auxiliares de Biblioteca e pelo Bibliotecário, sendo este último, o gestor dos processos relacionados aos procedimentos técnicos e administrativos na biblioteca. Você teve oportunidade ainda de conhecer o OpenBiblio, software de automação de bibliotecas escolhi- do para implantação nos polos de ensino a distância que dão apoio ao CIAR/UFG. Referências BELLUZZO, R. C. B. Formação contínua de professores do ensino fundamental sob a ótica do desenvolvimen- to da Information Literacy, competência indispensável ao acesso à informação e geração do conhecimento. Transinformação. Campinas, v. 16, n. 1, p. 17-32, jan./abr., 2004. BUSHA, Charles H. The attitudes of Midwestern public librarians toward intellectual freedom and censorship. [s.n]: [Bloomington, Ind., 1972.] CALVO, Blanca. Las bibliotecas y los derechos de los autores. Noticias.com, 2005. Disponível em: <http:// www.noticias.com/articulo/08-02-2005/carlos-usua-pena/bibliotecas-y-derechos-autores-4dla.html>. Acesso em: 07 nov. 2005. CARVALHO, Kátia. O Profissional da Informação: O Humano Multifacetado DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.3 n.5 out/02 CECCHINI, Isabel. Casa do Manuscrito. www.casadomanuscrito.com.br/casa/ curio_05.htm. Acessado em 09/10/2008 FERREIRA, Rubens da Silva. Auxiliares de biblioteca e trabalho informacional: desafios e possibilidades para o Sibi/UFPA. Ci. Inf. vol. 35 no.1 Brasília Jan./Apr. 2006 Disponível em http://www.scielo.br/scielo. php?pid=S0100-19652006000100011&script=sci_arttext Acessado em Out 2008. FONSECA, Edson Nery. Introdução à Biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, 1992. GUINCHAT, Claire. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e documentação. Brasília: IBICT, 1994.
  • 33.
    32 Auxiliar deBiblioteca MANUAL de Instruções do Openbiblio. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste - FATEC – ZL, 2007. MILANESI, Luís. Biblioteca. São Paulo: Ateliê Editorial, 2000. NORUZI, Ali Reza. Aplicação das Leis de Ranganathan a WEB. ExtraLibris Revista. 2005. Disponível em http:// extralibris.org/revista/aplicacao-das-leis-de-ranganathan-a-web/ Acessado em 15/10/008 ORIGEM do termo biblioteca: conceito, contextualização histórica, evolução da biblioteca pública em Portu- gal. Disponível em http://princesasissi.blogspot.com/2006/09/origem-do-termo-biblioteca-conceito.html. Acessado em 20/11/2008 PORTAL Domínio Público. Disponível em: <http://www.dominiopublico.org.br. Acesso em: 04 nov. 2008. PRIVACIDADE na Internet: estamos perdendo essa batalha?, 2008. Disponível em http://wharton.universia. net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1542&language=portuguese&specialId= SILVA, Divina Aparecida da; ARAÚJO, Iza Antunes. Auxiliar de Biblioteca. Brasília: Thesaurus, 1997. SILVA, José Fernando Modesto. Software livre: modelos de seleção como subsídio à gestão bibliotecá- ria. In: XIII CBBD, Brasília, 7 a 11 de Julho 2007. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/ textos/2007FMODESTOCBBD.pdf acessado em 12 de Nov/2008. SPITZ, Eva. Uma maravilhosa história das bibliotecas. November 15th, 2003. Disponível em http://biblio.cru- be.net/?p=223, acessado em 13 de outubro de 2008.
  • 34.
  • 36.
    35EAD - CIAR/UFG/UAB Módulo2 Processamento técnico Carga horária: 30 horas Arnaldo Alves Ferreira Júnior Bibliotecário-documentalista, supervisor de processamento técnico do Instituto Fe- deral de Educação, Ciência eTecnologia de Goiás; Professor do curso de Bibliotecono- mia da Universidade Federal de Goiás, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFG. E-mail: arnaldojunior@ifgoias.edu.br Telefone: (62) 3227-2750 Currículo Resumido do(a) autor(a)
  • 37.
    36 Auxiliar deBiblioteca O principal objetivo do Módulo de Processamento Técnico é proporcionar a compreensão das etapas que constituem o preparo dos livros para uso na biblioteca. Aqui serão mostradas as três principais fases pelas quais passa o livro, desde o momento em que se deve identificar o seu conteúdo, cadastrar os dados do livro no sistema de informática, carimbagem/colagem de etiquetas, até que, finalmente, o livro fica pronto para que o usuário possa utilizá-lo. Apresentação do Módulo 2 Objetivos do Módulo 2 Roteiro do Módulo 2 Neste módulo, refletiremos sobre os procedimentos realizados pela biblioteca para pro- cessar e preparar tecnicamente os materias para serem utilizados pelos usuários. Para tal, o módulo está estruturado em três unidades: Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento; Inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio; Preparo mecânico de materiais. Aproveite bem esta oportunidade! Olá! Bem-vindo(a) ao módulo 2 do curso de Capacitação de Auxiliares de Bibliotecas para os polos de Educação a Distância da UFG. Temática Conteúdo 1 Organização e distribuição dos materiais da biblioteca por áreas de conhecimento 1) Sistema de classificação do conhecimento: histórico, evolução, principais conceitos. 2) Organização dos conhecimentos no sistema CDU: Índice, Tabelas Principais e Tabelas Auxiliares. 2 Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio 1) Catalogação: Origens.•  Principais conceitos.•  Padrão internacional de descrição bibliográfica (ISBD).•  Principais Códigos de Catalogação Utilizados no Brasil.•  2) Manutenção do Catálogo On-line da Biblioteca. 3 Preparo Mecânico de Materiais 1) Conhecendo as partes do Livro. 2) Carimbagem de materiais informacionais. 3) Colagem de bolso. 4) Etiquetagem do material. 5) Noções de registro.
  • 38.
    37EAD - CIAR/UFG/UAB Todos(as)Animados(as)? Claro que sim! Temática 1 Organização e distribuição de material bibliográfico por áreas de conhecimento Carga horária: 10 horas Nessaunidadevocêiráconhecerumpoucosobreosconteúdosreferentesaoes- tudo dos Sistemas de Classificação. Com certeza você já deve ter se perguntado como as bibliotecas organizam aquela quantidade imensa de livros e outros ma- teriais. É justamente classificando tudo por áreas do conhecimento que a organi- zação das bibliotecas se torna possível. Inicialmente, será apresentado um breve histórico dos sistemas de classificação e os conceitos da área, para que você compreenda a terminologia técnica espe- cífica relacionada ao assunto. Em seguida, entraremos no conteúdo referente ao sistemapropriamentedito,comoestáorganizado,eéclaro,haveráexercíciospráticosparaassegurarquevocêcom- preenda o máximo possível da unidade. Ao final dessa temática, você deverá ser capaz de compreender como o conhecimento humano está devi- damente organizado em grandes classes, e distribuir os materiais de sua biblioteca de acordo com essas classes, tornando possível uma perfeita organização.
  • 39.
    38 Auxiliar deBiblioteca Tema 1 - Sistema de classificação do conhecimento: Histórico, Evolução, Principais Conceitos 1. Sistema de Classificação Decimal Universal A classificação do conhecimento humano sempre foi um desafio para os filósofos, de um modo geral, e para os bibliotecários enquanto organizado- res do conhecimento produzido por uma determinada sociedade. No âmbito da biblioteconomia, os sistemas de classificação são artifícios en- contrados para representar de forma mais fácil e eficiente o conteúdo de deter- minadodocumento,comoobjetivoderecuperarmanualouautomaticamentea informaçãoqueousuáriosolicita(TRISTÃO,2004).Dentreossistemasmaisconhe- cidoseutilizados,estáosistemadeclassificaçãouniversal. O início do desenvolvimento do que conhecemos hoje por Sistema de Classificação Universal, teve como precursores Paul Otlet (1869-1944) e seu colega, Henri La Fontaine (1854-1943). Ambos trabalhavam em um índice bi- bliográfico que arrolasse todas as informações publicadas, sob a orientação do Institute International de Bibliographie - IIB (hoje a reconhecida Federação Internacional de Informação e Documentação – FID). Na busca por orientação para desenvolver um esquema de classifica- ção, Otlet tomou conhecimento da Classificação Decimal de Dewey, 5ª edição, de 1894, da qual conseguiu um exemplar. Estudando o sistema, ficou impressionado com a riqueza de conteúdos e detalhes do material e, escrevendo para Melvil Dewey, autor da Classificação Decimal que leva seu nome, obteve autorização para a tradução de sua obra para a língua francesa. Impressionados com a capacidade do sistema, Otlet e La Fontaine perceberam que a organização do conhecimento humano poderia ser expressa internacionalmente através dos números, ou seja, quanto mais números decimais utilizar, de forma mais específica pode-se representar a informação, e ainda, que os números podiam ser compreendidos em qual- quer idioma, facilitando assim a comunicação da informação. O trabalho deixou de ser uma simples tradução. Recebeu várias inova- ções, adaptações e complementos, passando a se constituir em um siste- ma de classificação que permitiria aos bibliotecários especificar e direcio- nar assuntos de forma bem mais objetiva, atendendo as necessidades dos usuários. Paul Otlet (1869-1944) Fonte: www.mementoproduction.be/Otlet.htm HenriLaFontaine(1854-1943) Fonte:FUNDAÇÃONOBEL:http://nobelprize.org/ CLASSIFICAR significa organizar ob- jetos ou idéias segundo determinados critérios. Classificação Decimal de Dewey - siste- ma de classificação que deu origem ao Sistema de Classificação Decimal Univer- sal e cujo autor é Mevil Dewey. ORGANIZAR, por sua vez, pode ser enten- dida como a atividade voltada para arru- mar de determinado modo; colocar em certa ordem (SOUZA, 1998, apud TRISTÃO, 2004).
  • 40.
    39EAD - CIAR/UFG/UAB Tema2 - Organização do conhecimento no sistema CDU: Índi- ce, tabelas principais e tabelas auxiliares A Classificação Decimal Universal (CDU) é um esquema internacional de classificação de conteúdos de docu- mentos, ou seja, não serve para classificar apenas livros, mas também revistas, filmes, discos e materiais audiovi- suais,entreoutros.Baseia-senoconceitodequetodooconhecimentopodeserdivididoem10classesprincipais, e estas podem ser infinitamente divididas numa hierarquia decimal. Osdocumentossãoclassificadosdeacordocomoassuntoaquesereferem,eéessequedeterminaonúmero que lhes é colocado na lombada e em seguida, são arrumados na estante de acordo com o número de classe atribuído. Exemplo: 55•  Geologia 32•  Política 61•  Medicina 9•  História 51•  Matemática etc. Setomarmos,umaclasseprincipal,porexemploaclasse6,CiênciasAplicadas.Medicina.Tecnologia,poderemos ver como esta se subdivide: 61•  Ciências médicas. 62 Engenharia.Tecnologia em geral.•  63•  Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia. 64•  Ciência Doméstica. Economia Doméstica. 65•  Organização e administração da indústria, do comércio e dos transportes. 66•  Tecnologia química. Indústrias químicas. 67•  Indústrias e ofícios diversos. 68•  Indústrias, artes e ofícios de artigos acabados. 69•  Construção civil. Materiais de construção. Prática e processos de construção. A subclasse 62 Engenharia subdivide-se por sua vez em: 620•  Engenharia em geral. Testes dos materiais. Energia. 621•  Engenharia mecânica. 622•  Engenharia de minas. 623•  Engenharia naval e militar. 624•  Engenharia civil e estruturas em geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção de túneis e de pon- tes. Superestruturas. 624•  Engenharia civil divide-se em áreas diferentes que podem por sua vez ser divididas novamente em áreas ainda mais especializadas: 624.01•  Estruturas e elementos estruturais segundo o material e o processo de construção. 624.011•  Estruturas e materiais de origem orgânica. 624.012•  Estruturas de alvenaria. 624.012.45•  Estruturas de betão armado. 624.1•  Infra-estruturas das construções. Fundações. Construção de túneis. 624.2/.8•  Construção de pontes etc. E assim infinitamente...•  Com isso, Otlet e La Fontaine conseguiram implantar um grau maior de detalhamento na organização dos assuntos dentro desse novo esquema de classificação. O resultado desse trabalho, em língua francesa, foi publicado pelo Ins- titute International de Bibliographie – IIB, sediado em Bruxelas - no Pa- lais Mondial, de forma preliminar em 1904, e foi denominada “Manuel du Repertoire Bibliographique Universel” (Manual do Repertório Bibliográfico Universal) e em 1907, surgiu a reimpressão desta edição do Repertório, em forma de catálogo sistemático, sendo hoje a Classificação Decimal Univer- sal - CDU, com aproximadamente 33.000 subdivisões.
  • 41.
    40 Auxiliar deBiblioteca Estrutura e Notação A Classificação Decimal Universal – CDU - apresenta-se em dois volumes: Parte 1 – Tabela Sistemática;•  Parte 2 – Índice Alfabético.•  A tabela sistemática, por sua vez, subdivide-se em outras duas tabelas: a tabela principal e as tabelas au- xiliares. Faz uso de números arábicos que, depois de pesquisados, passam a formar a notação que é o código (valor numérico) que representa os conceitos na classificação e expressa sua ordenação. Observando a CDU, na pontuação de suas notações, esta acrescenta um ponto a cada grupo de três dígitos para facilitar a leitura, não tendo, portanto, valor classificatório. Tabela principal A tabela principal é igualmente identificada como notação primária, lembrando que notação é o número que está na tabela de classificação e que representa o assunto que se busca para classificar corretamente os documentos. A base da CDU é constituída por nove classes específicas e uma classe geral, apresenta-se somen- te com um algarismo arábico e na classe 4 – Lingüística, que foi incorporada na classe 8 – Literatura (em 1963), deixando então, a classe quatro vaga para futuras expansões. Veja como se distribui o conhecimento no Sistema CDU. 0. Generalidades. Informação. Organização. 01•  Bibliografias. Catálogos. 02•  Bibliotecas. Biblioteconomia. 03•  Livros de Referência: Enciclopédias, Dicionários. 04•  Ensaios, Panfletos, e Brochuras. 05•  Publicações Periódicas. Periódicos. 06•  Instituições. Academias. Congressos. Sociedades. Organismos Científicos. Exposições. Museus. 07•  Jornais. Jornalismo. Imprensa. 08•  Poligrafias. Poligrafias Coletivas. 09•  Manuscritos. Obras Notáveis e Obras Raras. 1. Filosofia. Psicologia. 11•  Metafísica. 133•  Metafísica da vida espiritual. Ocultismo. 14•  Sistemas e pontos de vista filosóficos. 159.1•  Psicologia. 16•  Lógica. Teoria do Conhecimento. Metodologia da Lógica. 17•  Filosofia Moral. Ética. Filosofia Prática. 2. Religião. Teologia. 21•  Teologia Natural. Teologia Racional. Filosofia Religiosa. 22•  A Bíblia. Sagradas Escrituras. 23•  Teologia Dogmática. 24•  Teologia Prática. 25•  Teologia Pastoral. 26•  Igreja Cristã em Geral. 27•  História Geral da Igreja Cristã. 28•  Igrejas Cristãs. Seitas. Denominações (Confissões).
  • 42.
    41EAD - CIAR/UFG/UAB 29• Religiões não-cristãs. 3. Ciências Sociais. Economia. Direito. Política. Assistência Social. Educação. 31•  Demografia. Sociologia. Estatística. 32•  Política. 33•  Economia. Ciência Econômica. 34•  Direito. Jurisprudência. 35•  Administração Pública. Governo. Assuntos Militares. 36•  Assistência Social. Previdência Social. Segurança Social. 37•  Educação. 38•  Metrologia. Pesos e Medidas. 39•  Etnologia. Etnografia. Costumes. Modas. Tradições. Folclore. 4. Classe vaga. 5. Matemática e Ciências Naturais. 50•  Generalidades sobre as Ciências Puras. 51•  Matemática. 52•  Astronomia. Astrofísica. Pesquisa Espacial. Geodésica. 53•  Física. 54•  Química. Mineralogia. 55•  Ciências da Terra. Geologia. Meteorologia. 56•  Paleontologia. 57•  Biologia. Antropologia. 58•  Botânica. 59•  Zoologia. 6. Ciências Aplicadas. Medicina. Tecnologia. 61•  Ciências Médicas. 62•  Engenharia. Tecnologia em Geral. 63•  Agricultura. Silvicultura. Agronomia. Zootecnia. 64•  Ciência Doméstica. Economia Doméstica. 65•  Organização e Administração da Indústria, do Comércio e dos Transportes. 66•  Indústria Química. Tecnologia Química. 67•  Indústrias e Ofícios Diversos. 68•  Indústrias, Artes e Ofícios de Artigos Acabados. 69•  Engenharia Civil e Estruturas em Geral. Infra-estruturas. Fundações. Construção deTúneis e de Pon- tes. Superestruturas. 7. Arte. Belas-artes. Recreação. Diversões. Desportos. 70•  Generalidades. 71•  Planejamento Regional e Urbano. Paisagens, Jardins etc. 72•  Arquitetura. 73•  Artes Plásticas. Escultura. Numismática. 74•  Desenho. Artes Industriais. 75•  Pintura. 76•  Artes Gráficas. 77•  Fotografia e Cinema. 78•  Música. 79•  Entretenimento. Lazer. Jogos. Desportos.
  • 43.
    42 Auxiliar deBiblioteca 8. Linguagem. Lingüística. Literatura. 80•  Lingüística. Filologia. Línguas. 81•  vaga. 82•  Literatura em Língua Inglesa. 83•  Literatura Alemã/Escandinava/Holandesa. 84•  Literatura Francesa. 85•  Literatura Italiana. 86•  Literatura Espanhola/Portuguesa. 87•  Literatura Clássica (Latim e Grego). 88•  Literatura Eslava. 89•  Literatura em outras Línguas. 9. Geografia. Biografia. História. 90•  Arqueologia; Antiguidades. 91•  Geografia, Exploração da Terra e Viagens. 929•  Biografias. 93•  História. 94•  História Medieval e Moderna em Geral. História da Europa. 95•  História da Ásia. 96•  História da África. 97•  História da América do Norte e Central. 98•  História da América do Sul. 99•  História da Oceania, dos Territórios Árticos e da Antártida. Uma versão adaptada da tabela CDU encontra-se no anexo.
  • 44.
    43EAD - CIAR/UFG/UAB Tabelasauxiliares As tabelas auxiliares apresentam-se em duas divisões: os sinais e as subdivisões auxiliares. O uso destas ta- belas permite, além dos números simples, a construção de números compostos e sínteses. Os números simples são qualquer número extraído da tabela principal ou auxiliar e citado isoladamente. Por exemplo: Brasil (81) ou Medicina 61. Os números compostos são os criados por síntese, ou seja, a composição feita com números extraídos de mais de uma parte da tabela (principal ou auxiliar), que juntos formam uma notação de assunto. Por exem- plo: Medicina no Brasil 61(81) ou Mineração e Metalúrgica 622 + 669. Outros assuntos podem ainda ser encontrados nas tabelas auxiliares, como: nomes de países (tabela auxiliar comum de lugar);•  idiomas (tabela auxiliar comum de línguas);•  a forma como o assunto se apresenta, se é um dicionário, uma enciclopédia ou um relatório etc. (ta-•  bela auxiliar comum de formas); raças e nacionalidades (tabela auxiliar comum de raça e nacionalidade), podem também mencionar o•  tempo de que o assunto trata (tabela auxiliar comum de tempo); e ainda tratar do ponto de vista sob o qual o assunto pode ser apresentado (tabela auxiliar comum de•  ponto de vista). Enfim, nas tabelas da CDU podemos classificar os assuntos de maneira completa e abrangente, passando para os nossos usuários confiabilidade e segurança através de nossos serviços. Sinais Os sinais, apresentados na Tabela – Coordenação e Extensão e Tabela – Relação, Subagrupamento e Or- denação são em número de cinco: coordenação, representado pelo sinal de + (adição);•  extensão, representado pela / (barra oblíqua);•  relação, representado pelo sinal de : (dois pontos);•  subagrupamento, representado pelos [ ] (colchetes) e•  ordenação, representado pelos :: (dois pontos duplos).•  Os sinais permitem a composição de números, atingindo um grau maior de especificidade e de recupe- ração de assuntos. Números de classificação utilizando os sinais de relação (:), coordenação (+) e extenção consecutiva(/).
  • 45.
    44 Auxiliar deBiblioteca Subdivisões auxiliares As subdivisões auxiliares podem ser categorizadas em: •  auxiliares comuns: possibilitam o inter-relacionamento entre assuntos e indicam características repeti- tivas, ou seja, aquelas que são aplicadas em todas as classes principais. São eles: auxiliar comum de língua de forma, de lugar, de raça, de tempo, de ponto de vista, de materiais e de pessoas. Incluem-se, também, o asterisco e as extensões alfabéticas. Essas podem ser utilizadas junto a qualquer assunto das tabelas prin- cipais, portanto, fiquem à vontade para utilizá-las quando necessário. auxiliares especiais:•  indicam características que se repetem somente em determinados lugares da tabela, isto é, aqueles que são aplicáveis a um número limitado da tabela, cuja classe principal à qual está subordinada autorize sua utilização. São eles: auxiliares especiais de ponto zero, hífen e após- trofo. Só podem ser utilizadas junto aos assuntos que o sistema permitir, mas não fique preocupado, todas as vezes que essas tabelas especiais precisarem ser utilizadas haverá uma indicação. Em resumo, a CDU utiliza na composição da sua notação números decimais, sinais, símbolos, letras ou palavras, portanto, é uma notação mista. Na estrutura do sistema aparecem, também, outros símbolos iden- tificados a seguir: remissiva“ver”aparece por extenso nas tabelas;•  seta•  → indica“ver também”; subdividir como = indica a divisão paralela, os números que antecedem o símbolo podem ser subdivi-•  didos de maneira análoga à do número que o segue, o que permitirá uma série exatamente análoga, com os mesmos conceitos e mesmos algarismos. Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de línguas. Exemplo de classificação com auxiliar especial de - (hífen). Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de formas. Exemplo de classificação utilizando os núme- ros da tabela auxiliar de lugares.
  • 46.
    45EAD - CIAR/UFG/UAB Índice Éo instrumento criado para facilitar a busca de assuntos nas tabelas principais. Ele aparece como um vo- lume 2 – Índice Alfabético e vem separado dos demais. É mais volumoso que o volume 1 – Tabelas Sistemá- ticas. Os assuntos que os bibliotecários identificam nos materiais são procurados neste índice. Os números identificados são anotados e em seguida, são consultadas as tabelas principais. É necessário ter sempre o cuidado de verificar se o número do assunto encontrado realmente corresponde ao assunto que está indi- cado no material. Nem sempre o assunto encontrado no índice corresponde ao assunto procurado. É preciso ter atenção ao classificar, pois os assuntos podem ser estudados sob diversos pontos de vista. Mas não se preocupem, com o dia-a-dia essas observações ficarão mais claras. A Prática da organização dos materiais por assunto Para organizarmos os assuntos referentes aos materiais que temos em nossa biblioteca, é preciso seguir alguns procedimentos que garantirão que organizemos de forma correta. Para que você compreenda quais os passos a seguir, observe atentamente o fluxograma abaixo: Resumo da temática 1 O conteúdo desta Unidade se refere tão somente à descrição dos conceitos sobre a Teoria da Classifica- ção e sobre a Estrutura do Sistema de Classificação Decimal Universal, que é justamente o sistema adotado pela Universidade Federal de Goiás e por muitas outras bibliotecas universitárias. Sugerimos que o mesmo sistema seja utilizado de forma simplificada para organização do conhecimento e documentos das Bibliote- cas dos Polos de Ensino a Distância do CIAR/UFG. Resumo da temática 1 Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense: http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/•  Consórcio CDU: http://www.udcc.org/•  InstitutoBrasileirodeInformaçãoemCiênciaeTecnologia:http://www.ibict.br/•  Biblioteconomia, Informação & Tecnologia da Informação:•  http://www.conexaorio.com/biti/psite3.cgi
  • 47.
    46 Auxiliar deBiblioteca Referências CAMPOS, Liene; MENEZES, Estera Muszkat. Classificação Decimal Universal – CDU: instruções e exercícios. Florianópolis: Editora da UFSC, 1987. DAHLBERG, I. Fundamentos teórico-conceituais da classificação. R. Bibliotecon. Brasília, v.6, n.1, 1978. p.9-21. GUINCHAT, C. & MENOU, M. Introduçãogeralàsciênciasetécnicasdainformaçãoedocumentação. 2.ed. corr. aum., por Marie France Blanquet; trad. de MiriamVieira da Cunha. Brasília : IBICT, 1994. 54p. PIEDADE, M. A. Requião. Introdução à Teoria da Classificação. São Paulo: Interciência, 1983. SILVA, Odilon Pereira da; GANIM, Fátima. Manual da CDU. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1994. SOUZA, Sebastião. CDU: como entender e utilizar a edição-padrão internacional em língua portuguesa. 3. ed. rev. ampli. Brasília: Thesaurus, 2004. TRISTÃO, Ana Maria Delazari. Sistema de classificação facetada e tesauros: instrumentos para organização do conhecimento. Ciência da Informação, Vol. 33, No 2 (2004).
  • 48.
  • 50.
    48EAD - CIAR/UFG/UAB Temática2 Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio Carga horária: 10 horas Apresentação da temática 2 Bem-vindos(as) à temática 2: “Inserção e Manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio”. Essa parte do trabalho de processamento técnico é conhecida por catalogação, cabendo ao Auxiliar de Biblioteca apoiar o bibliotecário nesta atividade. É nessa parte que avaliaremos com muito cuidado os dados que identificam os materiais, tais como au- tores, títulos, dados de publicação, entre outros. Serão por esses dados que procuraremos os livros para os usuários no momento do atendimento, portanto, se esse trabalho não for feito com bastante atenção e cuidado, dificilmente acharemos o livro solicitado. Tema Conteúdo 1 Catalogação: Origens, principais conceitos, padrão internacional de descrição bibliográfica (ISBD), principais códigos de catagolação utilizados no Brasil 2 Manutenção do Catálogo On-line da Biblioteca Nessa unidade, veremos o conteúdo referente à etapa de inserção e manutenção de registros bibliográficos utilizando o sistema OpenBiblio. Primeiramente, é preciso enten- der os termos utilizados na área, para que vocês não se percam durante nossa caminhada, juntamente com um breve histórico da área de catalogação. Depois de entendermos esses conteúdos, aí sim poderemos passar à parte da inserção e manutenção de registros biblio- gráficos. Para essa tarefa, você utilizará o OpenBiblio. Ao final dessa unidade, você será capaz de entender os termos mais utilizados pelo trabalho de catalogação e conseguir identificar nas obras biblio- gráficas os itens mais importantes para identificar corretamente uma obra, bem como inserir esses dados eficientemente no programa de gestão da biblioteca. Vamos ao trabalho! Objetivos da Unidade 2
  • 51.
    49 Auxiliar deBiblioteca Tema 1 - Catalogação: Origem, principais conceitos, padrão in- ternacional de descrição bibliográfica (ISBD), principais códigos de catalogação utilizados no Brasil De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho, os Auxiliares de Biblio- teca devem atuar no tratamento, recuperação, disseminação da informação, administração do acervo e na manutenção de bancos de dados. Fonte: http://www.mtecbo.gov.br/busca/descricao.asp?codigo=3711-05. Acesso em: 12/12/2008 Foi aqui que tudo começou! Origem Historicamente, a primeira menção sobre catálogos apareceu na Bibliote- cadeAssurbanipal,emAssíria,datandoentre668-626a.C.Atualmente,oMu- seu Britânico de Londres ainda mantém alguns fragmentos de índices desta biblioteca da Antiguidade, como escritas rudimentares. Outra biblioteca a registrar obras em catálogos foi em Alexandria (260-240 a.C.), onde Calímaco realizou a primeira iniciativa para a organização de um catálogo metódico. Da Antiguidade até Renascença, incluindo a Idade Média, os catálogos eram inventários das coleções a que se referiam, ao que hoje poderíamos entender por“livros de tombo”. Emrelaçãoàsuaorganização,aprincipalcaracterísticafísicadoscatálogoseraoformatodecódice,ouseja, em formato de livro. No convento St. Martin, em Dover na Inglaterra, foi encontrada uma lista de livros datada de 1389, o que se considera como o primeiro catálogo da forma como o compreendemos hoje, pois listava o conteúdo de cada obra do convento, além de uma breve análise das suas partes. Outra obra considerada de importância histórica é o catálogo de Amplonius Ratnick, de Berka na Alemanha, nos anos de 1410-12. Já no século XV, com o avanço decorrente dos estudos na área de bibliografias, Johann Tritheim – biblió- grafo e bibliotecário alemão – elabora uma bibliografia em ordem cronológica com índice alfabético de autor. Em meados do século XVI, Konrad Gesner – bibliógrafo e naturalista suíço – cria uma bibliografia em ordem de autor junto com um índice de assuntos. Com as ideias advindas dos ideais iluministas no século XVIII e as tentativas de organizar e sistematizar o conhecimento humano produzido até então, surgem as primeiras En- ciclopédias (a Enciclopédia de Diderot e a Enciclopédia Britannica), que podemos considerar como catálogos de conhecimentos. Ainda no século XVIII, o objetivo pelo qual os catálogos eram confeccionados mudou, a partir de então os catálogos passam a ser desenvolvidos para servir como um instrumento de busca de in- formações, resultado do crescimento de bibliotecas na Europa. Em 1791, foi publicado o primeiro código de catalogação e suas características eram a simplicidade e a brevidade, era curto e prático. No final do século XIX, tem-se o início da Biblioteconomia como conhecida hoje, pelo menos em termos teóricos e não práticos. Nesta época surgem também os primeiros pensadores da área: Anthony Panizzi – 91 regras – British Museum – Inglaterra;•  Charles Jewett – código da Smithsonian Institute – Estados Unidos;•  Carl Dziatzko – Instruções Prussianas - Prússia;•  Charles Ammi Cutter – Rules for a dictionary catalogue – Estados Unidos.•  No século XX, os desenvolvimentos mais importantes na área da catalogação vão se referir ao desenvolvi- mento do código de catalogação anglo-americano, conhecido na área pela sigla AACR, que é o código mais utilizado no Brasil. Inicialmente, mesmo com uma série de inconsistências, foi adotado pela maioria dos paí- ses, até aqueles que possuíam seus códigos nacionais. Essa utilização se deu talvez pelo fato de que o AACR foi o código mais fiel aos princípios da Conferência de Paris. Ocorrida em 1961, reuniu a maioria das agências
  • 52.
    50EAD - CIAR/UFG/UAB Apartir deste momento já temos a Catalogação como conhecemos! de catalogação do mundo na época, para discutirem os rumos que o processo de catalogação deveria seguir. Em 1967, foi lançada a primeira edição do AACR, inicialmente publicado em duas versões – norte-americana e inglesa – por questões de divergências em alguns pontos. Em 1969, é lançada no Brasil a 1ª edição do AACR, tornando-se a partir de então o código mais utilizado no país. Outro evento notável realizado naquele ano foi a Reunião Internacional de Especialista em Catalogação – RIEC, em Copenhague, Dinamarca. Como maior contribuição deste evento, além do avanço no sentido da padronização das práticas de catalogação, foi a publicação por Michael Gorman, especialista alemão, do documento International Standard Bibliographic Description – ISBD. Principais códigos de catalogação utilizados no Brasil: Código de Catalogação da Biblioteca Vaticana;•  AACR1 (traduzido e publicado em 1969);•  AACR2 (traduzido e publicado em 1983);•  “catalogação referenciada”;•  ACR2 revisão (traduzido em 2002 e publicado em 2005).•  Sobre as ISBD’s Em 1971, a IFLA - International Federation of Library Associations - publica os estudos do ISBD(M) (para monografia), a ela seguem outras normas para outros tipos de materiais: Obras raras - ISBD (A)•  Material não livro - ISBD (NBM)•  Publicações seriadas - ISBD(S)•  Material cartográfico (mapas, atlas etc.) - ISBD (CM)•  Geral - ISBD(G)•  Com o objetivo de ser instrumento de intercâmbio internacional de informação bibliográfica, a padro- nização proposta tem várias vantagens. Entre outras, a de permitir a interpretação dos dados bibliográficos para além dos limites da barreira linguísticas, determina os elementos necessários à descrição bibliográfica, estabelece a ordem de apresentação dos elementos na descrição de materiais, utiliza sequências de pontu- ação padronizadas, e por fim, apresenta a seguinte ordem geral dos elementos da descrição bibliográfica: Zona do título e da indicação do autor;•  Zona de designação geral de material (DGM);•  Zona da edição;•  Zona do pé de impressão (local de impressão, nome do editor, data de publicação, local de impressão,•  nome do impressor); Zona da colação (número de volumes e/ou número de páginas, indicação da ilustração, formato, ma-•  terial acompanhante); Zona de coleção;•  Zona de notas;•  Zona do ISBN, da encadernação e do preço.•  O Anglo-American Cataloguing Rules – 2ª Edição (AACR2), de 1978, tem como base o ISBD(M) para des- crição bibliográfica de monografias. A estrutura de zonas do ISBD foi incorporada pelo AACR2, mas alteran- do-se o nome de zonas para áreas. A estrutura do AACR2 está dividida da seguinte maneira: Parte I: trata da descrição bibliográfica dos diversos tipos e suportes de material em seus 12 capítulos,•  dividi-se de forma determinada, e se dedica a cada um dos suportes a seguir: livros, folhetos, materiais cartográficos, manuscritos, música, gravações sonoras, filmes, microformas etc.; Parte II: trata da escolha e forma dos pontos de acesso, ou seja, das informações que se prestam a servir de•  informação principal na busca de materiais informacionais (cabeçalhos, títulos uniformes e remissivas).
  • 53.
    51 Auxiliar deBiblioteca Conheça agora alguns termos da área de Catalogação! Para entender a linguagem do bibliotecário Áreas - Seções da descrição que compreendem dados de uma categoria particular ou de um con- junto de categorias. As áreas são compostas pelos elementos. Entrada principal (ou ficha principal) - Registro catalográfico completo de um documento, apre- sentado na forma que o permita ser identificado. A entrada (ou ficha) principal pode incluir as pistas dos cabeçalhos sob os quais serão acessadas as ou- tras entradas (ou fichas) no catálogo. Cabeçalho - Palavra ou frase colocada no alto de uma entrada catalográfica, como ponto de acesso a um registro do catálogo. Entrada secundária (ou ficha secundária) - Re- gistro catalográfico produzido a partir da entrada (ficha principal) para possibilitar o acesso a outros dados desse registro no catálogo. Catalogação - Processo de descrição (ou represen- tação) das características de um documento, que objetiva permitir sua identificação, busca e seleção pelo usuário. Para tanto, inclui os processos de: 1) descrição bibliográfica do documento; 2) determinação dos pontos de acesso ao docu- mento; 3) elaboração do código de localização do docu- mento. Fonte principal de informação - A fonte de dados de um documento que tem prioridade no preparo de uma descrição bibliográfica ou de parte dela. Catálogo - Conjunto de entradas (fichas) principais e secundárias que representam documentos que compõem um dado acervo de biblioteca. Em uma biblioteca, o acervo e seu catálogo, são decorrentes de objetivos institucionalmente construídos. Item - Um documento ou um grupo de documen- tos sob qualquer suporte, editado, distribuído ou tratado como uma entidade intelectual autônoma, constituindo a base de uma única descrição biblio- gráfica. Código de localização do documento - Codifica- ção dada a um documento. Realiza a relação do registro bibliográfico que representa o documento como o mesmo. Objetiva o acesso ao documento depois de localizado no registro bibliográfico de um catálogo. (Em geral, em bibliotecas compostas por acervos grandes e com temas genéricos, utili- za-se o código de localização denominado número de chamada). Número de chamada - Código de localização do documento em uma biblioteca composto por um número de classificação, uma notação referente à entrada principal (autor ou título; em geral, o pri- meiro) e outras informações, quando existentes (edição, volume, exemplar e outros). Os elementos de conteúdo são tratados na indexa- ção e na elaboração de resumos. Descrição bibliográfica - Conjunto de dados que descreve (ou representa) os elementos característi- cos de um documento. Compõe-se dos elementos de identificação e de descrição física do documen- to. (Refere-se tanto ao processo quanto ao produ- to). Páginaderosto - Página do início de um documen- to, que traz o título principal e, em geral, embora não necessariamente, a indicação de responsabili- dade e os dados referentes à sua produção.
  • 54.
    52EAD - CIAR/UFG/UAB Documento- a informação registrada em qualquer suporte manipulável e “COLEÇÃO”para o conjunto de documentos produzidos por um princípio co- mum. Pistas - Cabeçalhos registrados na entrada (ficha) principal, que representam os outros acessos pos- síveis a um mesmo registro do catálogo. Elementos - Palavras, frases ou grupos de caracte- res que representam uma unidade distinta de infor- mação, e compõem uma área. Ponto de acesso - Nome, termo, código, etc., sob o qual pode ser procurado e identificado um registro bibliográfico. Entrada analítica - Entrada para parte de um docu- mento, já registrado sob uma entrada abrangente, considerada uma entidade intelectual autônoma. Conheça também a estrutura e a pontuação do Código que se usa para descrever os materiais da sua biblioteca. AACR2 : Estrutura e Uso Áreas e elementos da descrição Área do título e informações sobre tipos de autoria: Título principal.•  Títulos equivalentes.•  Outras informações sobre o título.•  Indicação de autoria: autor da obra, tradutor, ilustrador, organizador.•  Área da edição: Indicação de edição.•  Indicação de responsabilidade relativa à edição.•  Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta)•  Lugar de publicação, distribuição etc.•  Editora, distribuidor etc.•  Data de publicação, distribuição etc.•  Lugar de impressão.•  Impressor.•  Data da impressão.•  Área da descrição física (anterior colação): Extensão da publicação.•  Ilustrações.•  Dimensões.•  Material adicional.•  Área da série: Título principal da série.•  Título equivalente.•  Outras informações sobre o título da série.•  Indicação de responsabilidade relativa à série.•  ISSN.•  Numeração da série.• 
  • 55.
    53 Auxiliar deBiblioteca Área das notas: Toda informação que o catalogador julgar importante.•  Área do número normalizado e das modalidades de aquisição: ISBN.•  Modalidade de aquisição.•  Qualificação.•  AACR2 - Áreas e pontuação.•  Área do título e da indicação de responsabilidade: título principal.•  = título equivalente•  : outro título ou informação sobre o título•  / primeiro dado referente à responsabilidade•  , segundo e terceiro dados de responsabilidade•  ; dados análogos subsequentes•  Área da edição: .-- indicação de edição.•  / primeiro dado de responsabilidade da edição.•  , segundo e terceiro dados de responsabilidade.•  ; dados análogos subsequentes.•  Área da publicação, distribuição etc. (anterior imprenta): .-- primeiro local de publicação.•  ; segundo local de publicação.•  : editora.•  , data de publicação.•  ( ) detalhes de impressão (lugar: nome, data).•  Área da descrição física (anterior colação): .-- paginação e/ou número de volumes.•  : dado referente à ilustração.•  ; dimensão.•  + material adicional.•  ( ) detalhes físicos do material adicional.•  Área da série: .-- título da série.•  : outras informações sobre o título da série.•  / primeira indicação de responsabilidade de série.•  . título da subsérie.•  , ISSN.•  ; numeração dentro da série ou subsérie.•  ( ) indicação de série.•  Área das notas: Sem pontuação específica.•  Área do número normalizado e das modalidades de aquisição: ( ) qualificação.• 
  • 56.
    54EAD - CIAR/UFG/UAB Tema2 - Manuntenção do catálogo on-line da biblioteca Pessoal, agora que vocês já conhecem um pouquinho dos princípios da catalogação, vamos ver como inserir dados no catálogo on-line do OpenBiblio! Nessa parte do módulo vamos inserir uma obra bibliográfica como exemplo, utilizando o sof- tware OpenBilio, conforme segue abaixo. Áreas Fontes de Informação Título e indicações de autorias (autor da obra, ilustrador etc). Página de rosto. Edição Página de rosto, outras prelimi- nares e colofão* Publicação, distribuição, etc. Página de rosto, outras prelimi- nares e colofão* Descrição física Toda publicação Série Toda publicação Notas Toda publicação Números normalizados Qualquer fonte A Obra a ser inserida é esta acima. Conforme vocês poderão observar, alguns dados já existem na capa como título da obra, autores, editores, porém outros dados deverão ser procurados em outras partes da obra. Observe o quadro acima, ele apre- senta os locais que devem ser observados e os dados que serão importantes para a atividade que iremos realizar. 1º Passo: Abra o OpenBiblio. A primeira tela a aparecer deverá ser esta abaixo, em seguida clique em“Cata- logando”, como na figura.
  • 57.
    55 Auxiliar deBiblioteca 2º Passo: você irá visualizar a tela abaixo; em seguida selecione“Nova Bibliografia”. 3º Passo: A página de cadastro aparecerá, nela preencha os dados do livro, começando por escolher o tipo de material, nesse caso“Livro”. 4º Passo: Na primeira parte do cadastro preencha os campos solicitados, conforme a figura abaixo: Gênero:•  dentro das várias opções, marque“Livros novos”; Número de Chamada:•  Essa é a informação que permitirá a localização do livro na estante. Coloque as 3 primeiras letras do sobrenome do primeiro autor em maiúsculas e as 3 primeiras letras do título do livro em minúsculas, assim: SIL/aux; Mostrar no OPAC:•  Marque essa opção para que os dados do livro apareçam nas buscas que os usuários farão; Título:•  Coloque o título em destaque do livro, nesse caso,“Auxiliar de Biblioteca”; Restante do Título/Subtítulo:•  Nesse campo, coloque o restante ou subtítulo do livro em letras minús- culas,“técnicas e práticas para a formação profissional”; Indicação de responsabilidade, tradutor etc.:•  Aqui coloque o nome do segundo autor, iniciando pelo seu sobrenome e separados por vírgula:“Araújo, Iza Antunes”; Autor principal:•  É o primeiro autor mencionado. Coloque da mesma forma que o segundo autor, nesse caso:“Silva, Divina Aparecida da”; Descritor de termos (palavras – chave):•  Nesse campo serão colocadas as palavras que representarão o conteúdo dos materiais, coloque uma palavra-chave em cada campo, lembrando que serão no má- ximo 5, aqui poderá ser“Auxiliar de biblioteca”; Descritor de termos (palavras – chave) 2:•  Outra palavra-chave do nosso exemplo era“Formação pro- fissional”;
  • 58.
    56EAD - CIAR/UFG/UAB Continuandoo 4º Passo: Na parte de baixo da tela os dados continuam: Edição:•  O exemplar que estamos catalogando pertence à“5. ed.” International Standard Book Number (ISBN):•  É o número normalizado internacional que identifica o livro,podeserencontradonacontracapajuntoaocódigodebarras,nãoconfundircomeste.Paraesselivroo número do ISBN é: 8570623518. Sem utilização de hífens. Número de Classificação:•  É o número retirado da Classificação Decimal Universal, no caso é 025, reti- rado da tabela CDU. Lembrando o Sistema de Classificação Decimal Universal: 0 Generalidades. Informação. Organização. 01•  Bibliografias. Catálogos. 02•  Bibliotecas. Biblioteconomia. Local de Publicação, Distribuição etc.:•  Se refere ao local de publicação, neste caso “Brasília”; Nome da Editora, Distribuidor etc.:•  O nome da editora é“Thesaurus”; Data de Publicação, Distribuição etc.:•  Entra sempre como ano de publicação do documento o ano em que foi publicado, no caso do exemplo, 2003. DescriçãoFísica(númerodepáginas):•  O número de páginas, corresponde ao número que constar da última página, neste caso“151 p.”; Após colocar todos esses dados no formulário de cadastro, clique em Enviar, para efetivar o cadastro da obra.
  • 59.
    57 Auxiliar deBiblioteca 5º Passo: A tela abaixo deverá aparecer com a seguinte mensagem em destaque: 6º Passo: Seguindo as informações da tela anterior, a próxima tela deverá ser esta. Deixe a opção“Gerar au- tomaticamente”marcada para o programa criar um código de barras para a obra que estamos catalogando, em seguida clique em“Enviar”; 7ºPasso: Para emitir etiqueta, observe o número criado pelo sistema, nesse caso 000061, em seguida clique em“Relatórios”, como mostrado na figura abaixo:
  • 60.
    58EAD - CIAR/UFG/UAB 8ºPasso: Nesta tela, clique em“Busca de Exemplar”; 9º Passo: No campo“Código de Barras começa com”, insira o número do código de barras, quanto ao cam- po“Ordenar por”, escolha a opção de sua preferência, em seguida clique em“Enviar”; 10º Passo: A tela seguinte deverá conter os dados, com os dados do material que iremos imprimir a etiqueta de lombada. Nesta tela escolha a opção“Etiquetas”, à esquerda da página, conforme abaixo;
  • 61.
    59 Auxiliar deBiblioteca 11º Passo: Aqui clique apenas em“Submit”; 12º Passo: O programa irá gerar automaticamente uma etiqueta com as informações necessárias à identi- ficação da obra no acervo, conforme a página abaixo. Confira os dados que serão impressos. A seguir basta clicar em“Imprimir”na opção“Arquivo”e pronto. Resumo da Unidade 2 Nesta Unidade foram apresentados os conceitos principais da prática da catalogação e a estrutura da descrição física de documentos. Também foi apresentado a catalogação passo a passo de uma obra biblio- gráfica usando o programa OpenBilio. Portal de Referência da Universidade Federal Fluminense: < http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia> Acesso em:12/12/08 Fundação Biblioteca Nacional: < http://www.bn.br > Acesso em:12/12/08
  • 62.
    60EAD - CIAR/UFG/UAB Referências BARBOSA,Alice Príncipe. Novos rumos da catalogação. Rio de janeiro: BNG; Brasilart, 1978. CINTRA, A.M.; KOBASHI, N.Y.; LARA, M.L.G. de & TÁLAMO, M.F.G. (2002). Para entender as Linguagens Docu- mentárias. 2a. ed. rev. e ampl. São Paulo: POLIS. CÓDIGO de Catalogação Anglo-Americano. Trad. e adaptação do texto norte-americano editado pela ALA por Abner Lellis Corrêa Vicentini com a colab. de Pe. Astério Tavares Campos. Brasília: Ed. Dos Tradutores, 1960. 528p. CRUZ, Anamaria da Costa. Representação descritiva de documentos: estudos de iniciação. Rio de Janeiro: FE- BAB, 1994. p. 15-97 MEY, Eliane Serrão Alves. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1995. 1123p. PRADO, Heloisa de A. Organização e administração de bibliotecas. 2 ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Cien- tíficos, 1981.
  • 64.
    62EAD - CIAR/UFG/UAB Temática3 Preparo Mecânico de Materiais Carga horária: 6 horas Apresentação da Unidade 3 Bem-vindos(as)! Aqui serão apresentadas orientações referentes ao preparo mecânico de materiais. Os conteúdos que compõem o campo abrangido por essa modalidade estão compreendidos dentro do módulo de processamento técnico. Não se apresenta como uma disciplina em sen- tido amplo, mas como uma atividade posterior à classificação de assuntos e à descrição física de documentos. Seus desdobramentos como atividades inerentes ao processamento técnico se constituem em: Carimbar o material nos devidos lugares e com os tipos de carimbos adequados;•  Colar o bolso no livro, onde constarão os dados de empréstimo;•  Etiquetar o material com etiquetas contendo os dados de localização do livro;•  Registro do livro na biblioteca;•  Compor a notação de autor para individualização da obra no acervo e distribuição e organização dos•  livros nas estantes. O objetivo desta unidade é possibilitar a compreensão do conjunto de atividades que compõem o prepa- ro mecânico de materiais, capacitando-o a desempenhá-las com qualidade, aliando eficácia na realização do trabalho com eficiência na utilização dos recursos. Possibilitará, ainda, a compreensão da importância que essa atividade impõe ao processo de busca e recuperação da informação. Aqui, serão abordadas as técnicas de: carimbagem do material; colagem de bolso; etiquetagem do material; noções de registro; composição de notação de autor e por fim, a organização dos livros nas estantes. Apresentação da Unidade 3 Prontos(as) para mais uma unidade? Roteiro Unidade Temática 3 Tema Conteúdo 1 Conhecendo as partes do livro 2 Carimbagem de materiais informacionais 3 Colagem de bolso 4 Etiquetagem de material 5 Noções de registro 6 Composição de notação do autor 7 Organização dos livros na estante Objetivos da Unidade 3
  • 65.
    63 Auxiliar deBiblioteca Tema 1 - Conhecendo as partes do livro O preparo mecânico de materiais informacionais é um processo cuja finalidade é identificá-los como pro- priedade da instituição, e prepará-lo para que seja devidamente localizado e recuperado. É de fundamental importância que o responsável por essa atividade conheça todas as partes do livro para que não haja erro no momento da efetivação de cada etapa que compõe o processo. A figura a seguir o ajudará nesta tarefa. Partes do livro Aba Aba g g g c r d d Fonte: http://www.reler.com.br/Estado_Livros_Virtuais.htm Após conhecer os elementos constitutivos do livro, passemos para a descrição das etapas que compõem o processo de preparo mecânico. Tema 2 - Carimbagem de materiais informacionais A carimbagem de um material informacional tem por finalidade firmar propriedade. Geralmente, usa-se um carimbo no verso da folha de rosto. Na parte inferior ou no local onde não há informações registradas, contendo, por exemplo, a logomarca e/ou nome da instituição, o número e a data do registro, o valor do material, o tipo de aquisição (compra, doação ou permuta) e a data da carimbagem. Exemplo: É conveniente carimbar também uma página pré-estabelecida pela biblioteca, a página segredo, isso é importante para que os livros tenham uma marcação específica. É o mesmo que fazemos quando compramos um livro, nós colocamos nosso nome. Exemplo: Uma biblioteca pode estabelecer a carimbagem segredo na página 32. Nas publicações com menos de 32 páginas pode-se carimbar a página 12.
  • 66.
    64EAD - CIAR/UFG/UAB Tema3 - Colagem de bolso Para facilitar o controle de entrega de materiais emprestados, é interessante o preparo de um bolso para proteger e guardar o cartão e/ou ficha que contém o registro das datas de devolução. Antigamente, usava- se o procedimento manual para empréstimo, isto é, utilizava-se um cartão com o nome do livro e o número de registro que se localizava no bolso, contendo um espaço para registrar o nome do usuário e as datas de empréstimo e devolução. O cartão ficava retido a partir da data do empréstimo na biblioteca juntamente com a ficha de inscrição do usuário. Após a devolução, o cartão retornava ao bolso do livro. Atualmente, com a informatização de serviços de biblioteca, dispõe-se nos livros apenas a ficha ou comprovante de emprés- timo contendo informações sobre as datas de devolução para lembrar ao usuário a data do retorno do livro à biblioteca. Lembramos que o empréstimo dos materiais é feito atraves do software utilizado pela biblioteca. Caso sua biblioteca ainda não esteja informatizada, recomenda-se o uso do cartão para empréstimo manual. O bolso deve ser colado na parte interna do livro, sempre na mesma posição, pois vale lembrar que deve haver sempre uniformidade quanto às medidas adotadas pela biblioteca. Aconselha-se a fixação na última página do livro. Caso a mesma tenha informações registradas, pode-se fixá-lo no verso da capa. Dentro do bolso coloca-se o cartão (no caso de empréstimo manual) e a ficha para registro de datas. Exemplos: Modelo de bolso para alocação de fichas de datas de devolução. É recomendável, também, carimbar as áreas externas do livro, ou seja, o corte e bordas (superior e inferior). O ideal é o uso de um carimbo pequeno (estreito) que contenha apenas o nome da instituição. Borda inferior Borda superior Borda lateral Locais a ser carimbados
  • 67.
    65 Auxiliar deBiblioteca Modelos da ficha de data de devolução e cartão de empréstimo. Tema 4 - Etiquetagem do material A etiquetagem é o procedimento de identificação do material com o número de chamada a fim de facili- tar a recuperação do material nas estantes. Digita-se o número de chamada na etiqueta, a qual se prega na lombada do livro, protegendo-a com fita adesiva transparente. A identificação pode conter, além do número de chamada (classificação e notação de autor), o número da edição, do exemplar e volume (quando for o caso) para melhor individualização. Vale lembrar que a colagem da etiqueta deve seguir um padrão. Muitas bibliotecas fixam as etiquetas com uma distância de alguns centímetros do final da lombada do livro. Por exemplo: 2cm, 3cm, 4cm etc. As bibliotecas informatizadas têm a possibilidade de imprimirem etiquetas contendo códigos de barras para leitura do material em software, seja para empréstimo, seja para inventário, ou outra atividade correlata. Essa etiqueta pode vir junto à etiqueta de lombada, ou individualizada na página de rosto e/ou outra página pré-estabelecida. Muitas bibliotecas utilizam os dois modelos, isto é, optam por colarem o código de barras tanto na lombada quanto no interior do livro. Esse procedimento é recomendado, pois, caso um código de barras falhe tem-se outra opção. Existe no mercado uma variedade de etiquetas. Aconselha-se a escolha de um material de boa qualidade para melhor conservação. Dentro dessa variedade, existem as diversas numerações correspondentes ao ta- manho. Cada biblioteca se encarrega em escolher o tamanho e o modelo da etiqueta. Exemplos: Modelo de material com etiquetas de lombada Modelo de Colagem da etiqueta de código de barras na pá- gina de rosto Modelo de Colagem da etiqueta de lombada com código de barras
  • 68.
    66EAD - CIAR/UFG/UAB Tema5 - Noções de registro Tema 6 - Composição de notação do autor Todo material adquirido pela biblioteca, seja por compra, doação ou permuta, deve ser registrado para possibilitar o controle do acervo. Trata-se do registro de um número a cada exemplar, conhecido como nú- mero de registro, ou número de tombo. Conforme já mencionado anteriormente, esse número é colocado no livro, no campo reservado do carimbo, no local estabelecido pela biblioteca, utilizado no verso da página de rosto. Vale observar que o número aplicado a cada exemplar é estabelecido por meio de uma sequência de en- tradas, uma ordem numérica crescente. A composição desta sequência pode ser pré-estabelecida em uma folha com números de tombos, fazendo um destaque sempre no último número utilizado para não perder a sequência. Pode-se também adotar fichas de tombos, contendo as seguintes informações: Número do registro;•  Data da realização do registro;•  Autor;•  Título;•  Local;•  Ano da publicação;•  Edição;•  Assunto(s);•  Número de classificação;•  Coleção;•  Forma de aquisição (compra, doação ou permuta);•  Outras informações.•  Após o preenchimento, os dados devem ser inseridos em catálogo informatizado e as fichas devem ser arquivadas. É importante ressaltar que além de livros outros documentos também são registrados, tais como: folhetos, periódicos, vídeos, CDs etc. Para tanto, basta fazer uma adaptação para cada tipo de material. Os procedimentos são sempre os mesmos, o que muda é o formato do documento. Pode-se também, além das fichas de tombos, fazer um registro de entrada num livro – o livro de tombo. Muitas bibliotecas optam em inserir os dados diretamente nos campos de descrição física oferecidos pelo sof- tware de automação adotado por elas. Mas, vale considerar que a conservação dos dados de registro manual oferece segurança quanto à preservação de dados, caso estes sejam corrompidos. Ou seja, se houver falha no sistema informatizado, pode-se recorrer às fichas e/ou ao livro de tombo para recomeçar o processo. O pro- grama que será utilizado para gerenciar a biblioteca, o OpenBiblio, nos dá a opção de gerar um relatório de tombos inseridos, o que poderá ser impresso e encadernado, gerando assim um livro de tombo a partir dos livros inseridos no sistema. As principais vantagens do registro de entrada são: Identificar cada exemplar dos documentos contidos na biblioteca;•  Tombar como bem patrimonial da instituição;•  Informar de maneira sucinta o número de aquisições que compõem o acervo;•  Fornecer informações sobre baixas (materiais retirados do acervo): motivos;•  Informar o valor financeiro, ou formas de aquisição para fins de relatório estatístico;•  Oferecer atualidade e coerência;•  Oferecer segurança ao patrimônio.•  A notação de autor refere-se à composição de uma lógica alfabética ou alfanumérica dos dados do autor e do título. Serve para individualizar os autores numa mesma classificação.Trata-se de um componente mui- to importante, assim como o número de classificação, na organização dos materiais nas estantes. O número de Cutter, ou notação de Cutter, é um sistema muito utilizado em bibliotecas. É um número composto por três dígitos retirados da Tabela de Cutter, criada por Charles Cutter. Consiste em colocar a primeira letra em maiúsculo do sobrenome do autor, seguido do número de Cutter e a primeira letra da primeira palavra do título em minúsculo.
  • 69.
    67 Auxiliar deBiblioteca Exemplo: Livro – Cidadania no Brasil: o longo caminho Autor – José Murillo de Carvalho Notação – C324c A tabela de Cutter pode ser adquirida na versão impressa ou em programa de computador. Através da internet poderá ser encontrada facilmente no seguinte endereço eletrônico: http://www.davignon.qc.ca/ cutter1.html, ou ainda pode ser instalado no computador da biblioteca, gratuitamente, um programa cha- mado OCLC Dewey Cutter Program, que gera automaticamente o número de autor de acordo com a Tabela de Cutter e pode ser encontrado em: http://www.oclc.org/dewey/support/program/. Muitas bibliotecas brasileiras utilizam o sistema de três letras. Usam-se as três primeiras letras do último sobrenome do autor em maiúsculo e as três primeiras letras do título em minúsculo, desconsiderando arti- gos. É desta maneira que as bibliotecas dos polos de ensino a distância deverão utilizar, pois devem seguir o modelo que o Sistema de Bibliotecas da UFG utiliza. Exemplo: Livro – As razões do Iluminismo Autor – Sérgio Paulo Rouanet Notação – ROU/raz Tema 7 - Organização dos livros nas estantes A organização de livros nas estantes é uma atividade muito importante, pois ordena os materiais para pos- terior busca e localização. Em bibliotecas cujo acesso às estantes é livre, o sistema utilizado é a arrumação relativa por assunto. Os livros são reunidos conforme o assunto tratado. Os assuntos são representados pelo código de chamada, que se compõe de um conjunto formado por letras e números. No momento da arrumação, primeiramente leva-se em consideração o número de classificação, consi- derando, em seguida, a notação do autor, ou seja, a ordem alfabética do sobrenome do autor e do título da obra. (Cutter ou sistema de notação de três letras). O acervo da maioria das bibliotecas encontra-se dividido em: acervo geral, acervo de referência, acervo de periódicos, materiais especiais (vídeos, CDs, DVDs, etc.). Portanto, o auxiliar precisa se atentar no momento da ordenação para arquivar os documentos no local adequado. As estantes devem estar assinaladas com as categorias do conhecimento, segundo o sistema de classi- ficação decimal universal (CDU).
  • 70.
    68EAD - CIAR/UFG/UAB Dicaspara a organização do acervo Separar o material segundo a sua natureza (periódico, livro, muitimí-•  dia) Após essa separação, organize cada conjunto segundo a classe a que•  pertence; Dentro da classe, separar pela ordem alfabética (Cutter ou sistema de•  três letras); Observar os exemplares, edição e volume colocando-os na sequência.•  A organização na estante vai do assunto mais geral para o assunto mais•  específico. Os documentos são colocados na estante de cima para baixo e da es-•  querda para a direita, de acordo com o número de chamada. Ao atingirem a última prateleira inferior, os documentos continuam na•  estante logo à direita. Não ocupe totalmente as prateleiras das estantes. Reserve 20% de es-•  paço para a entrada de novas aquisições. Os documentos devem ser colocados na borda das prateleiras, em posi-•  ção vertical com auxílio de bibliocantos. Portal de Referência do Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense: http://www.ndc.uff.br/portaldereferencia/ Referências PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. Rio de Janeiro: Livros técnicos cien- tíficos, 1979. SILVA, Divina Aparecida da; ARAÚJO, Iza Antunes. Auxiliar de Bibliotecas: técnicas e práticas para a formação profissional. 5. ed. Brasília: Thesaurus, 2003. BIBLIOCANTO - suporte para separar e manter em posição vertical livros, discos, fichas e outros documentos.
  • 72.
    70EAD - CIAR/UFG/UAB Módulo3 Fontes de Informação Carga horária: 15 horas Thalita Franco dos Santos Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília. Graduada em Bi- blioteconomia pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente é professora substi- tuta da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. Foi responsável pela Seção de Desenvolvimento de Coleções do Ministério da Saúde, coordenadora do Centro de Estudos e Informação (CEI) do Grupo Transas do Corpo e da Livraria do SUTRI – restaurante, café e livraria. E-mail: thalitafdsantos@gmail.com Telefone: (62) 3521-1333 Suely Henrique de Aquino Gomes Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; Mestre em Automação de bibliotecas pela University College London; Doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University - Inglaterra. É professora do curso de Biblioteconomia e do mestrado em Comunicação, Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia. Atualmente, ocupa o cargo de coordenadora do curso de Biblioteconomia. E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com Telefone: (62) 3521-1348 Currículo resumido das autoras
  • 73.
    71 Auxiliar deBiblioteca Objetivos do Módulo 3 Com este curso de EAD, objetivamos desenvolver a reflexão crítica das necessidades, da busca, acesso, avaliação e o uso de fontes de informação no contexto dos polos de ensino a distância da UFG. Os objetivos específicos estabelecidos para esse módulo são: Conhecer a tipologia de fontes de informação existentes;•  Habilitar o auxiliar de biblioteca a identificar e utilizar fontes de informação;•  Caracterizar e avaliar fontes de informação;•  Capacitar o auxiliar de biblioteca para a pesquisa de informação em fontes gerais de informação.•  Serão abordados temas relacionados à caracterização de fontes de informação como: conceitos, objeti- vos e funções. Classificação e tipologia de fontes de informação: impressas, eletrônicas e multimeios. Noções relacionadas à natureza dos suportes informacionais, prática da pesquisa e recuperação da informação, as- sim como estratégias de busca. Por fim, veremos os critérios utilizados para avaliação de fontes de informa- ção impressas e eletrônicas. Apresentação do Módulo 3 Este módulo será realizado na modalidade de Educação a Distância (EAD), por meio de diferentes recursos. Nessa modalidade, é você que organiza seu tempo de estudo e a ela- boração das atividades previstas. No final do curso de auxiliares de bibliotecas, realizaremos um encontro presencial destinado ao último tema do módulo e, principalmente, para sanar as dúvidas que ficaram em relação aos conteúdos apresentados. Entretanto, para evitar que isto aconteça, você terá à sua disposição o contato direto com a tutora, uso de ferramentas como chats, fóruns de discussão e realização de atividades teórico-práticas para fixação da aprendizagem. Esperamos que este módulo ajude na tarefa de sanar as necessidades de informação dos usuários dos polos de Educação a Distância da UFG, assim como suas próprias necessidades informacio- nais. Ressaltamos que esta será uma experiência de aprendizado mútuo e de trocas. Então, vamos lá e bons estudos! Bem vindo(a) ao módulo 3“Fontes de Informação”! Tema Conteúdo 1 Introdução às Fontes de Informação 2 A Pesquisa Bibliográfica em Fontes de Informação 3 Fontes de Informação Gerais 4 A Avaliação de Fontes de Informação Roteiro do Módulo 3
  • 74.
    72EAD - CIAR/UFG/UAB Tema1- Introdução às Fontes de Informação Vivemos em uma sociedade“da informação”. Uma das características desta sociedade é a produção intensiva do conhecimento e sua rápida divulgação através dos meios mais variados, gerando um “caos docu- mentário”. Cláudio Starec (2007), consultor de comunicação organizacional e jornalista, indaga: Como podemos recuperar as melhores informações, se a cada ano a humanidade produz 17 exabytes de informa- ção original? Só para termos uma ideia do que isso sig- nifica, um exabyte é o equivalente a todo o conteúdo da Biblioteca do Congresso Norte Americano, considerado o mais completo do mundo. A sensação é que estamos, literalmente, afogados num oceano de informação, num caos documentário sem precedente na história, que origi- nou uma explosão de informação, mas que nos leva para longe de atingir uma revolução do conhecimento. É inviável a uma unidade de informação adquirir toda a produção informacional que possa ser de interesse de seus usuários. Sendo as- sim, todos os esforços são direcionados no sentido de garantir acesso ao maior número possível de fontes de informação. Mas há de se ressaltar que a “explosão bibliográfica”torna bastante complexa a tarefa de loca- lizar a informação de que se necessita, conforme já pontuado por Starec (2007). Para transitar no universo informacional, é necessário desenvol- ver determinadas competências informacionais. Segundo Miranda (2004, p. 112), “o desenvolvimento de competências informacionais pode tornar mais efetivo o trabalho de qualquer profissional, no to- cante às tarefas ligadas à informação, principalmente em atividades intensivas de informação”. Segundo a autora, a competência informacional pode “estar ligada à habilidade de mediação que o profissional que trabalha com a informa- ção deve ter para realizar o encontro entre a informação e seu usuário” (Miranda, 2004), o que envolveria o conhecimento do ciclo informacio- nal do contexto informacional e das tecnologias de informação. Nesse módulo são apresentadas ferramentas necessárias para atuar nessa mediação. Priorizaremos as seguintes fontes eletrônicas de informação: catá- logosdebibliotecas(UFGedospolosdeensinoadistância);Scielo;bibliotecas virtuais; bibliotecas digitais de teses e dissertações e o Google. Mãos à obra! Para transitar no universo informacional, é necessário desenvol- ver determinadas competências informacionaiscompetências informacionais. Segundo Miranda (2004, p. 112), “o desenvolvimento de competências informacionais Explosão Bibliográfica acesse: www.sibi.ufrj.br/trab_mariza_ago2001.doc COMPETÊNCIA INFORMACIONAL: capacidade em lidar com as tecnologias da informação, com o ciclo informacional e com os con- textos informacionais. FOnTe: miranDa (2004) CICLO INFORMACIONAL: determinação de ne- cessidades de informação, coleta, proces- samento, distribuição e uso da informação. Conhecer o ciclo informacional implica no conhecimento das diversas fontes estrutu- radas para facilitar a distribuição e o uso da informação. CONTEXTO INFORMACIONAL: contexto em que se dá o ciclo Informacional: quem é o usu- ário, quais são os recursos à disposição, qual a questão colocada? TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: combinação de computadores, telecomunicação e sistemas de software que ajudam a orga- nização, transmissão, armazenamento e utilização de dados, informações ou co- nhecimentos. FOnTe: miranDa (2004)
  • 75.
    73 Auxiliar deBiblioteca Você sabe o que é uma fonte de informação? Você já utilizou alguma? Com certeza! As Fontes de Informação Podemos considerar fontes de informação todos aqueles instrumentos e recur- sos que servem para orientar a busca por (ou satisfazer uma necessidade de) in- formações que irão atender às demandas informacionais, sejam pessoais ou dos usuários da biblioteca. Geralmente, as fontes de informação são utilizadas diretamente por um profissio- nal da informação, intermediário entre a informação e o usuário (RAMIREZ, [199-]). No entanto, extrapolando o estudo de Miranda (2004, p. 121), acreditamos que o con- junto de conhecimentos e habilidades no manuseio desses recursos informacionais “não precisa estar ligado somente ao profissional da informação ou a um só tipo de trabalho[ensino, pesquisa e extensão]”, principalmente em uma sociedade caracteri- zada como da informação ou do conhecimento. Para o manuseio dos recursos informacionais, voltados para satisfazer as demandas por informação, é fundamental, primeiro, que se conheçam as diferentes tipologias e classificações de fontes de informação. Em um segundo momento, saber como se estrutura uma estratégia de busca. Finalmente, saber o funcionamento, conteúdo e organização das diferentes fontes. Classificação e Tipologia de Fontes de Informação As fontes podem ser classificadas segundo o suporte em que a informação foi registrada; o conte- údo e; a cobertura das áreas do conhecimento. Assim, segundo o suporte em que a informação foi registrada, as fontes podem ser classificadas em: Fontes de informação impressas:•  são aquelas disponibilizadas em formato impresso, utilizando o pa- pel como suporte. Exemplos: livros, dicionários, periódicos, jornais semanais, boletins, relatórios, manu- ais e vários outros. Fonte de informação em formato multimeios:•  são aquelas disponibilizadas em formato multimeios, ou seja, em formatos especiais considerados não convencionais. Como exemplo, podemos citar: car- tazes, folders, fitas de vídeo, fotografias, bases de dados em CD-ROM e outros. Fontes de informação eletrônicas:•  são aquelas que se utilizam de equipamentos eletrônicos. É impor- tante destacar que o formato eletrônico é aquele que possui características que não são compartilhadas com o formato em papel. Possuem mecanismos de busca mais avançados e desenvolvidos, e o acesso pode ser remoto, via internet e de qualquer lugar. Os periódicos, e-books, sites e todas as fontes disponi- bilizadas via internet, são consideradas fontes de informação eletrônicas. Tendo como base o seu conteúdo e estrutura, as fontes podem ser categorizadas em fontes primárias, secundárias e terciárias. É importante ressaltar que essa classificação é utilizada tanto para as fontes de in- formação impressas, como para as eletrônicas ou em formato multimeios. Mueller (2000) estabelece as seguintes características para cada uma dessas classificações: Fontes de Informação Primárias: São aquelas que contêm informações originais ou, pelo menos, novas interpretações de fatos ou•  ideias já conhecidos; São geralmente produzidos com interferência direta do autor da pesquisa;•  São dispersas e desorganizadas do ponto de vista de produção, divulgação e controle.•  São exemplos de fontes de informação primárias: Periódicos (jornais e revistas, científicas ou não).•  Relatórios técnicos.• 
  • 76.
    74EAD - CIAR/UFG/UAB Tesese Dissertações.•  Patentes.•  Nomes.•  Marcas comerciais.•  Traduções.•  Legislação.•  Normas Técnicas.•  Fontes de Informação Secundárias: Têm a função de facilitar o uso do conhecimento disperso nas fontes primárias;•  apresentam informação filtrada e organizada de acordo com um arranjo definido, dependendo de sua•  finalidade. São exemplos de fontes de informação secundárias: Bases de Dados e Bancos de Dados.•  Bibliografias e Índices.•  Biografias.•  Dicionários.•  Enciclopédias.•  Livros.•  Manuais.•  Internet.•  Catálogos de Bibliotecas.•  Filmes e Vídeos.•  Siglas e Abreviaturas.•  Fontes de Informação Terciárias: Têm a função de guiar o usuário para as fontes primárias e secundárias;•  São documentos que apresentam uma síntese ou uma consolidação das informações.•  São exemplos de fontes de informação terciárias: Bibliotecas e Centros de Informação.•  Diretórios.•  Revisões de Literatura.•  Guias.•  Quanto a cobertura aos conteúdos informacionais, temos as fontes de informação gerais e as fontes de informação especializadas. As fontes gerais de informação abrangem várias áreas do conhecimento. Como exemplo, podemos citar as bibliotecas digitais de teses e dissertações, o SCIELO, bases de dados, bibliotecas, sites e portais, desde que disponibilizem informações de temáticas variadas. Já as fontes de informação especializadas são aquelas cujos conteúdos abrangem uma área específica do conhecimento. Neste caso, podemos citar a Biblioteca Virtual em Saúde, Ministério da Ciência e Tecnologia, a Associação Brasileira de Normas Técni- cas (ABNT), entre outras. Neste curso de capacitação, daremos ênfase às fontes de informação gerais por se- rem mais abrangentes. Fique atento ao ambiente de aprendizagem do curso! Acesse todos os dias para ver as novidades e participar das atividades. Até lá!
  • 77.
    75 Auxiliar deBiblioteca Tema 2 - A Pesquisa Bibliográfica em Fontes de Informação Até o advento dos computadores, as buscas por informação bibliográfica (livros, artigos, teses, disserta- ções, etc) eram feitas utilizando fontes impressas (secundárias ou terciárias; gerais ou especializadas). Era um trabalho bem moroso. O desenvolvimento de sistemas automatizados de recuperação de informação facilitou sobremaneira a tarefa e aumentou a qualidade das pesquisas bibliográficas ao possibilitar a elaboração de estratégias de buscas mais complexas em um período menor de tempo. Segundo Lopes (2002, p 67), os sistemas automatizados demandam experiência com as fontes eletrôni- cas de informação, que devem ser combinadas com um bom conhecimento das linguagens e estratégias de busca desses sistemas. No tema 3 conheceremos e aprenderemos a utilizar algumas dessas fontes de informação. Mas antes disso, é fundamental que você saiba um pouco sobre como elaborar uma boa estratégia de busca para en- contrar a informação desejada. Estratégias de busca O dicionário Aurélio eletrônico (2006) define “estratégia” como a “arte de aplicar os meios disponíveis com vistas à execução de objetivos específicos”; “busca” pode ser conceituada como “procura minuciosa: revista, exame”. Assim, estratégias de busca podem ser definidas como uma técnica ou conjunto de regras para fazer com que uma pergunta formulada encontre a informação armazenada em alguma fonte. Cada questão dirigida à unidade de informação demandará uma estratégia específica. Para facilitar esse processo, contamos com uma série de dicas e etapas que, se observadas, nos auxiliarão no estabelecimento de estratégias de busca eficazes. Organizamos essas dicas nos seguintes tópicos: pes- quisa de informação; pontos de acesso; recursos de busca. Pesquisa de informação Todo o processo de busca por informação inicia-se com a identificação de uma questão que demanda informações para ser respondida. Assim, o primeiro passo em direção ao estabelecimento de uma boa estra- tégia de busca é entender a questão ou o problema que levou o usuário a procurar a ajuda do profissional de informação. Se a questão não for bem delineada pelo profissional da informação, dificilmente os resultados da busca serão satisfatórios. O primeiro passo, portanto, é discutir com o usuário o tópico geral da pesquisa, com o intuito de eliminar mal entendidos, dúvidas e suposições. Este primeiro contato é chamado de“entrevista de referência”e pode ser realizada face-à-face, por telefone ou mesmo via msn (messenger). Durante a entrevista, todos os parâmetros relevantes devem ser considerados para se determinarem os limites da busca. Quanto, em termos de recursos financeiros, pode ser gasto na busca? Deve a busca ser limitada nos anos mais recentes? Quais as bases de dados que provavelmente irão fornecer as mais relevantes citações? O pesquisador quer todas as citações que mencionam uma autoridade particular ou somente as que são autorizadas por uma pessoa particular? (LOPES, 2004, p. 69) Algumas bibliotecas dispõem de formulários próprios para conduzir a entrevista de referência. O formulário adotado pela Biblioteca Central da Universidade Federal de Goiás é apresentado a seguir, como um parâmetro que pode ser adaptado para a realidade do polo em que você irá trabalhar. Que tal desenvolver um formulário personalizado para a sua Unidade? Mãos à obra!
  • 78.
  • 79.
    77 Auxiliar deBiblioteca Não existe uma única estratégia, uma única solução ou uma estratégia pronta e definida (CENDON,•  2006). Leve em consideração a finalidade da pesquisa (trabalho escolar, fundamentação para pós-gradu-•  ação, trabalho). Isso pode mudar as fontes a serem utilizadas (LOPES, 2004). Muitas vezes o usuário não tem clareza quanto a sua necessidade informacional. Você pode ajudá-•  lo nesta tarefa, mas caberá ao usuário dar as diretrizes sobre a pesquisa (LOPES, 2004). Pontos de acesso Os sistemas automatizados possibilitam várias formas (pontos) de acesso ao documento registrado em suas bases de dados: autor, título, resumo, palavras-chave, data de publicação, código de classificação, edi- tora etc. Esses campos podem ser combinados para se obter maior precisão nos resultados da pesquisa bibliográ- fica, como veremos mais adiante. Recursos de busca Os recursos de busca permitem fazer pesquisas bibliográficas com maior nível de complexidade, envol- vendo vários conceitos (termos) na mesma estratégia de busca e oferecem a possibilidade de truncagem de raízes de palavras e de substituição de caracteres no meio dos termos. Mas como fazer isso? De duas formas: a primeira é conhecida como busca utilizando-se operadores booleanos (and, or, not); a segunda, é a busca por truncagem. Essas duas possibilidades não são excludentes, isto é, você pode combiná-las quando achar necessário. • Busca por Operadores Booleanos - Baseada nas propriedades básicas da teoria dos conjuntos, a busca por operadores Booleanos utiliza as noções de interseção (and), adição (or) e exclusão (not) na elaboração das estratégias de busca, conforme a seguir: a) AND (E) – é empregado quando se deseja que a informação encontrada tenha obrigatoriamente TODAS as palavras digitadas nos campos. Exemplo: CASA AND MACHADO DE ASSIS. Neste caso, você só vai recuperar informações que tragam os termos especificados na estratégia de busca. b) OR (OU) – é empregado quando se deseja encontrar uma informação que tenha qualquer uma das palavras digitadas nos campos. A busca utilizando-se este operador é mais abrangente, pois, a informação encontrada pode ter qualquer um dos termos digitados, ou ainda informações que contenham os dois termos. Exemplo: MATEMÁTICA OR ÁLGEBRA. Neste caso você pode recuperar informações com as palavras matemática ou com álgebra, ou ainda com os dois termos juntos. c) AND NOT (E NÃO) – é empregado quando se deseja encontrar uma informação que tenha o termo digitado no primeiro campo, mas que não tenha o termo digitado no campo seguinte. A busca utili- zando-se este operador é restringida. Exemplo: CULTURA BRASILEIRA AND NOT CULTURA POPULAR. Neste caso, você vai recuperar informações que tragam o termo CULTURA BRASILEIRA mas, que não tratem de CULTURA POPULAR, ou seja, este último termo é excluído dos resultados encontrados. • Truncagem - utiliza símbolos como asterisco (*) e cifrão ($) para pesquisar palavras com a mesma raiz. Desta forma, substitui-se o símbolo utilizado por uma palavra ou frase desconhecida. Exemplo: aliment* (permitindo localizar informações sobre: alimento, alimentação, alimentício, entre outras). Alguns sistemas, como o Google, fazem a truncagem de termos automaticamente, sem a necessidade de utilização de nenhum símbolo especial.
  • 80.
    78EAD - CIAR/UFG/UAB Nãose preocupe, teremos oportunidade de ver na prática como realizar as buscas usando esses recursos! Definição de termos de busca Chegou a hora de estabelecer quais os termos irão representar o tópico ou assunto que o usuário está interessado. Alguns instrumentos básicos para ajudar nesta etapa são os dicionários – busca de si- nônimos, ou dicionários de língua estrangeira para tradução do termo em outras línguas. A consulta a um Thesaurus, se houver para a área em foco, é uma importante fonte de consulta para gerar uma lista de palavras-chave a ser usada na estra- tégia de busca. É importante também, especificar aqueles termos que são relevantes para a pesquisa. Caberá ao usuário decidir que termos poderão ser inclu- ídos ou não na busca. A formulação da estratégia de busca Após realizada a entrevista com o usuário e definidos os termos, chegou a hora de formular a estratégia de busca. Nesse ponto, o intermediário poderá orientar o usuário no agrupamento e na combinação dos termos, reunindo em conjuntos aqueles termos similares. No final, podem-se ter diversos conjuntos de termos similares (LOPES, 2004). Estes devem ser combinados usando os recursos de buscas: truncagem ou operadores booleanos. Lembre-se de excluir aqueles termos indesejados. A forma como esses termos são combinados irá qualificar a busca como simples ou complexa. Montando a expressão de busca Busca simples (termo A AND termo B) Buscas complexas - Blocos conceituais (conceito A OR palavras sinônimas ou afins) AND (conceito B OR palavras sinônimas ou afins) Crescimento da pérola: a partir de documentos encontrados é possível identificar novos conceitos, termos de busca, e autores para realizar novas buscas (CENDON, 2006). A formulação da estratégia de busca “Opesquisadordeveselecionarostermosqueespecifiquemoproblemaporcausadoseugrandeconheci- mento do assunto; o intermediário deve ajudar, mas não deve definir o assunto, porque, na maioria das vezes, a definição obtida para o tema é completamente contrária à do pesquisador”(LOPES, 2004). Thesaurus (tesouro) - dicionário de ideias afins; Lista de palavras com significados semelhantes, restrito a um domínio espe- cífico do conhecimento. Fonte: wikipedia
  • 81.
    79 Auxiliar deBiblioteca Para refinar sua busca: Use termos mais específicos.•  Apresente conceitos secundários.•  Busca por frase exata usando“aspas”.•  Limite por data de publicação, idioma, formato dos arquivos etc.•  Utilize restrições como ano, idioma etc.•  Para ampliar sua busca: Use truncamento (*), ($) etc.•  Use termos mais abrangentes.•  Descubra mais termos e expressões afins.•  Não utilize conceitos secundários.•  Reduza o número de conceitos.•  Remova restrições como ano e idioma.•  Não busque por campos específicos.• 
  • 82.
    80EAD - CIAR/UFG/UAB Tema3 - Fontes Gerais de Informação Vimos que a produção intensiva da informação na nossa sociedade causa algumas dificuldades para localizar aquela informação da qual se necessita. O caos documentário ou informacional demanda interven- ções para viabilizar a recuperação da informação desejada. Nessa linha, Teixeira Filho sugere que o caminho mais simples e mais comum é reunir e organizar em um só lugar as informações produzidas. Obviamente que é impossível reunir toda a produção intelectual de uma sociedade em um único espaço físico. Surgem, então, as fontes de informações eletrônicas, carac- terizadas como grandes bases de dados bibliográficas que podem ser especializadas em um determinado assunto ou área do conhecimento; ou gerais, conforme vimos anteriormente. Neste tópico, serão apresentadas as seguintes fontes de informação gerais: Google, Scielo, bibliotecas virtuais e digitais e catálogos de Bibliotecas. GOOGLE A internet é, sem dúvida alguma, uma fonte riquíssima de informação, pois a partir dela é possível se ter acesso à inúmeras outras fontes de informação. Uma dessas, que veremos mais aprofundadamente, são as ferramentas de busca na internet. Essas fontes de informação fazem uma varredura em toda a rede para localizar as informações de interesse do usuário e, sendo assim, atuam como facilitadores para a localização de informações em buscas gerais. São exemplos des- sas fontes: CADÊ, YAHOO e o GOOGLE. O Google é uma empresa privada fundada em 1998, que produziu e mantém o maior site de busca dis- ponível na internet. Pode ser acessada através do link: www.google.com.br. Além do mecanismo de busca (Google Search), o Google oferece serviços como: G-mail, Orkut, Google Maps, Google Earth, Google Talk, Google Groups, Google News, entre outros. Para realizar pesquisas no Google Search, assim como na maioria das ferramentas de busca disponíveis na web, recomenda-se o uso de palavras-chave. Google: pesquisa avançada Lembre-se que a experiência é adquirida com a prática! Por isso comece a simular algumas pesquisas.
  • 83.
    81 Auxiliar deBiblioteca SCIELO: Acesso a revistas científicas As revistas científicas constituem o meio mais importante para a co- municação científica. Desde seu surgimento, há mais de três séculos atrás,podemserencontradaspredominantementenoformatoimpresso. Mas com o advento da tecnologia, buscaram-se alternativas para acessar o conhecimento científico de forma mais rápida, versátil e econômica. Surge então o PERIÓDICO ELETRÔNICO! Periódico Eletrônico – Designa periódi- cos aos quais se tem acesso mediante o uso de equipamentos eletrônicos. (MUEL- LER , 2000) Os periódicos eletrônicos podem ser disponibilizados de duas formas: 1. CD-ROM: mídias que você utiliza em um computador, através de compra ou assinatura. Possuem características mais semelhantes aos periódicos impressos. 2. On-line: disponíveis via internet. Alguns mantêm o formato tradicional de um periódico impres- so, sendo apenas a versão eletrônica do periódico. Outros possuem formatos inovadores; sem equi- valentes em papel; variados recursos como links para outros acessos, contato direto com o autor; podem incluir som, imagem e movimento. 3. Para saber mais sobre periódicos científicos eletrônicos acesse: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1701/2111 Existem fontes de informação muito importantes para identificação de periódicos, que se constituem peças-chave para a recuperação de informações científicas. O SCIELO é uma dessas fontes. AScientificElectronicLibraryOnline-SCIELOdisponibiliza,deformagratuitaeon-line,umacoleçãoselecionada de revistas científicas brasileiras que está disponível para acesso pelo endereço www.scielo.br Atualmente, conta com uma lista de mais de 210 títulos de periódicos nacionais, de diversas áreas do conhecimento, com acesso ao texto completo de cada artigo de cada periódico. A pesquisa no Scielo pode ser feita por: PERIÓDICOS:•  lista alfabética de periódicos, lista de periódicos por assunto e pesquisa livre; ARTIGOS:•  índice de autores; índice de assuntos; e pesquisa livre. A pesquisa livre pode ser feita através do FORMULÁRIO BÁSICO, podendo se utilizar os operadores boo- leanos AND ou OR e a truncagem. O sistema orienta o usuário quanto à utilização desses recursos por inter- médio de notas, visualizadas na parte inferior da tela. scielO: FOrmUláriO BásicO
  • 84.
    82EAD - CIAR/UFG/UAB Bibliotecasdigitais: http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/221/388 Bibliotecas virtuais: http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/orgvirt1.htm scielO: FOrmUláriO livre Além disso, a pesquisa também pode ser feita utilizando o FORMULÁRIO LIVRE. Neste caso, há possibili- dade de se combinar até três termos de busca a partir dos operadores booleanos AND, OR, ou AND NOT. É possível também indicar os campos (autor, título, assunto, resumo etc) em que o sistema deverá buscar os termos especificados. Bibliotecas digitais e virtuais Uma biblioteca ou unidade de informação é sem dúvida, uma riquíssima fonte de informação. Entretanto, seuacessopodeserrestritodependendodesualocalização.Comoavançotecnológico,novasestruturasforam surgindo e as formas de acessar a informação passaram por grandes transformações. Até que nos deparamos com coleções hoje disponíveis inteiramente via internet, muitas com acesso público e gratuito. As bibliotecas digitais e as bibliotecas virtuais podem ser citadas como exemplo. Dadas as primeiras intruções, agora é só treinar!
  • 85.
    83 Auxiliar deBiblioteca Portal Domínio Público O portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br), é uma bi- blioteca virtual criada em 2004 e que objetiva permitir a coleta, a inte- gração, a preservação e o compartilhamento de conhecimentos, pro- movendo o amplo acesso às obras literárias, artísticas e científicas (nos formatos de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público* ou com sua divulgação devidamente autorizada (PORTAL, 2008). No portal Domínio Público, além da pesquisa básica, você tem a possibilidade de realizar a pesquisa por conteúdo, pesquisa teses e dis- sertações e pesquisa por nome do autor. Agora é hora de você acessar o Portal Domínio Público para conhecê-lo, caso você ainda não o conheça, ambientar-se com sua página e ver as possibilidades de se realizar pesquisas. DOMÍNIO PÚBLICO – uma obra consi- derada de domínio público é aquela que pode ser reproduzida sem autorização do autor. Segundo a lei de direitos autorais, são consideradas obras de domínio pú- blico: obras com prazo de proteção patrimo-•  nial esgotado (mais de 70 anos após a morte do autor, contados a partir do 1ª de janeiro do ano posterior à data de seu falecimento); obras de autores falecidos que não te-•  nham deixado herdeiros; obras de autores desconhecidos, res-•  salvada a proteção legal aos conheci- mentos étnicos e tradicionais. Fonte: Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998 de Direitos Autorais pOrTal DOmÍniO pÚBlicO: pesqUisa Básica Não perca tempo! No Portal Domínio Público você ainda pode pesquisar por imagens, sons e vídeos.
  • 86.
    84EAD - CIAR/UFG/UAB aBDTD: pesqUisa simpliFicaDa a BDTD: pesqUisa avançaDa Visite o site da BDTD para você se familiarizar com a ferramenta! Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações A Biblioteca Digital Brasileira deTeses e Dissertações (BDTD) é um projeto do Instituto Brasileiro de Informa- ção em Ciência e Tecnologia (IBICT) que, segundo o qual,“integra os sistemas de informação de teses e disser- tações existentes nas instituições de ensino e pesquisa brasileiras e também estimula o registro e publicação de teses e dissertações em meio eletrônico”(BDTD, 2008). O objetivo da BDTD é“disponibilizar gradativamente para consulta ou download, a produção nacional de teses e dissertações e oferecer aos usuários produtos e serviços integrados capazes de proporcionar aumento significativo ao impacto de suas pesquisas”(BDTD, 2008). A BDTD está disponível no endereço: http://bdtd2.ibict.br/ e disponibiliza dois tipos de pesquisa: a simpli- ficada e a avançada.
  • 87.
    85 Auxiliar deBiblioteca Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFG A Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFG, desde 2007 disponibiliza de forma gratuita e on-line as teses e dissertações dos programas de pós-graduação da Universidade. A BDTD é um projeto realizado em parceria com o IBICT e de responsabilidade da Biblioteca Central da UFG. Ela pode ser acessada através do site da Biblioteca Central (www.bc.ufg.br) pelo link “Teses e Disserta- ções”, no menu à esquerda, ou ainda diretamente pelo endereço www.bdtd.ufg.br/tedesimplificado. A BDTD-UFG possibilita realizar pesquisas através da busca simples e busca avançada. BDTD-UFG: busca simples BDTD-UFG: busca avançada Catálogos de bibliotecas Os catálogos on-lines de bibliotecas são grandes bases de dados bi- bliográficos. Neste item você será apresentado ao catálogo do OpenBi- blio e ao da Biblioteca Central da UFG (Sophia). As bases de dados de bibliotecas e unidades de informação são fontes importantíssimas na recuperação de informação nesses espaços. Para tanto, é imprescindível saber utilizar essas bases de dados, realizan- do buscas e recuperando os resultados encontrados. Base de dados – indica uma coleção de dados que serve de suporte a um sistema de recuperação de informações. Bases de dados reunidas formam banco de dados. (BASTOS, 2001.)
  • 88.
    86EAD - CIAR/UFG/UAB OpenBiblio Comovocê já deve ter visto em outros módulos, o OpenBiblio é a base de dados utilizada nas bibliotecas dos polos de Educação a Distância da UFG e pode ser acessada pelo endereço http://openbiblio.ciar.ufg.br Realizar a pesquisa nela é super fácil! Basta selecionar o campo em que se deseja pesquisar:“AUTOR,TÍTULO ou ASSUNTO”, digitar o termo de pesquisa escolhido e clicar em“PROCURAR”. O resultado da pesquisa fornecerá as informações sobre a publicação, assim como seu status na bibliote- ca (disponível ou emprestado), o número de chamada (para que a publicação seja localizada na estante), o código de barras, o tipo de material etc. Na aula presencial realizaremos pesquisas nesta base de dados! Sophia Sophia é o nome da base de dados do sistema de bibliotecas da UFG, disponível através do site da Biblioteca Central (www.bc.ufg.br), no link“Acervo-Busca”do lado esquerdo do site, ou pelo endereço http://www.bc.ufg.br/sophia para acesso direto. O Sophia disponibiliza uma série de serviços on-line para usuários cadastrados no sistema como: renova- ção de empréstimo, reservas, sugestões de aquisição, entre outros. Na busca rápida do Sophia é possível realizar pesquisas com palavras-chave, título, autor, assunto, entre outros termos. Open biblio: pesquisa no catálogo Sophia: página principal
  • 89.
    87 Auxiliar deBiblioteca sOphia: BUsca cOmBinaDa Já a busca combinada permite combinar até quatro termos de busca, utilizando-se dos operadores boole- anos E, OU e E NÃO. Não perca tempo! acesse as bases de dados e tente simular pesquisas. em caso de dúvida entre em contato com a tutora!
  • 90.
    88EAD - CIAR/UFG/UAB Então,como fazer para diminuirmos essas incertezas? Tema 4 - Avaliação de Fontes de Informação Neste módulo, estamos conhecendo um pouco da imensa variedade e quantidade de fontes de informação disponíveis hoje para nós. Mas, será que todas as informações disponíveis nessas fontes são confiáveis? A internet como fonte de informação, possibilitou que as informações pudessem ser acessadas de qualquer lugar, a qualquer hora! Entretanto, temos que tomar cuidado com as informações que acessamos na internet, pois com tanta informação disponível, acabamos tendo dificuldades de delimitar a confiabilidade das informa- ções coletadas. Avaliando... Seguem alguns critérios essenciais que devem ser considerados na hora de avaliar as fontes de informa- ção: Autoridade – quem produziu esta fonte? Quais são as credencias, especialidades e habilidades desta pes-•  soa,grupodepessoasouinstituição?Éconhecidonaárea?Écitadoporoutrosautores?Existemcríticasaos seus trabalhos? Qual a qualidade das informações que esta fonte indica? Atualidade –Afontepossuirevisãoeatualizaçãodoconteúdo?Datadepublicação?Algumasáreasneces-•  sitam de informação sempre atualizada e revisada? Entretanto, deve-se atentar para o caso de a fonte ser a única sobre determinada informação. Neste caso, deve-se considerá-la. Precisão – está relacionada ao conteúdo da informação, exatidão, pontualidade, se é condizente com os•  objetivos propostos, se o referencial teórico é substancial etc. Clareza na apresentação.•  Organização da informação.•  Cobertura – é a abrangência da literatura da área em questão. A fonte cobre o todo ou grande parte do•  assunto em questão? Ou é superficial? Relevância – coerência com os propósitos do usuário que busca a fonte de informação.•  Os critérios apresentados acima são utilizados para avaliar tanto fontes de informação impressa quanto eletrônicas. Entretanto, quando falamos de fontes disponíveis na internet, ainda é preciso tomar alguns cui- dados com relação às informações disponibilizadas. Para tanto, alguns critérios específicos para esse tipo de fonte devem ser considerados: Apresentação – está relacionado com a organização das informações. É importante atentar para:•  Fonte – deve ser legível para todo tipo de usuário;•  Layout – visual - deve ser agradável, pois influencia na forma como o usuário percebe a informação;•  Fundo – padrões de textura e cores – aumenta o interesse ao acesso à fonte de informação;•  Interface – deve ser amigável e o usuário deve ter facilidade ao utilizá-la;•  Permanência – refere-se à probabilidade de um documento da•  web manter-se no mesmo endereço ao longo do tempo, ou de ser movimentado para outro diferente. Constância – diz respeito à estabilidade dos conteúdos dos documentos com o passar do tempo.• 
  • 91.
    89 Auxiliar deBiblioteca A partir de agora, comece a observar esses critérios em cada fonte de informação utilizada e rapidamente isso se tornará um hábito! Avaliação de fontes de informação na internet: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/293/216 Viu como é fácil tomar alguns cuidados antes de usar qualquer tipo de informação? Resumo do Módulo 3 Referências Neste módulo, você aprendeu um pouco mais sobre fontes de informação: seus conceitos, importância, tipologia e classificação. Pôde conhecer e simular pesquisas em fontes de informação disponíveis para acesso da biblioteca dos po- los de Educação à Distância. Entre elas estão: Scielo, Portal de Periódicos Capes, Google, Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações, Domínio Público, Sophia e o OpenBiblio que é o software a ser utilizado nos polos. Para finalizar este módulo, você aprendeu a importância de se avaliar as fontes de informação, visto que nem tudo que está disponível para acesso realmente pode ser considerado confiável. Além disso, conheceu os principais critérios a serem observados quando for realizar alguma pesquisa em uma fonte de informação desconhecida. Agora sim, você poderá auxiliar seus usuários na satisfação de necessidades informacionais e poderá tam- bém auxiliá-lo a realizar suas próprias pesquisas. Para isso, não deixe de conhecer e utilizar essas e outras novas fontes de informação!! BIBLIOTECA Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnolo- gia. Disponível em: <http://www.ibict.br>. Acesso em: 12 dez 2008. CUNHA, Murilo Bastos. Para saber mais: fontes de informação em ciência e tecnologia. Brasília, Briquet de Le- mos/Livros, 2001. GOULART, Elias Estevão; HETEM JÚNIOR, Annibal. Pesquisas na web: estratégias de busca. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 2, p. 53-66, jan./jun. 2007. Disponível em: < http:// server01.bc.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=92&layout=abstract>. Acesso em: 12 dez 2008.
  • 92.
    90EAD - CIAR/UFG/UAB LOPES,Ilza Leite. Estratégia de busca na recuperação da informação: revisão da literatura. Ci. Inf., Brasília, v. 31, n. 2, p. 60-71, maio/ago. 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v31n2/12909.pdf>. Acesso em: 12 dez 2008. MIRANDA, SilvâniaVieira. Identificando competências informacionais. Ci. Inf. [online]. 2004, v. 33, n. 2, pp. 112- 122. ISSN 0100-1965. MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação científica e a literatura científica. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. p. 21-34. ___________________. O periódico científico. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizon- te: Editora UFMG, 2000. p. 73-95. PORTAL de Acesso Livre – Capes. Disponível em: <http://www.acessolivre.capes.gov.br>. Acesso em: 12 dez 2008. PORTAL de Periódicos da Capes. Disponível em: <http://www.periodicos.capes.gov.br>. Acesso em: 12 dez 2008. PORTAL Domínio Público. Disponível em: <http://www.dominiopublico.org.br. Acesso em: 12 dez 2008. RAMÍREZ, Isabel de Torres. (Coord.) Las fuentes de información: estudios teórico-práticos. Madrid: Editorial Sín- tesis, [199-]. SCIELO - Scientific Eletronic Library Online. Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 12 dez 2008. TOMAÉL, M. I. et al. Avaliação de fontes de informação na internet: critérios de qualidade. Informação & Socie- dade; estudos, João Pessoa, v. 11, n. 2, p. 13-35, 2001. Disponível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ ies/article/view/293/216>. Acesso em: 12 dez 2008. STAREC, Cláudio. A arte de transformar informação em oportunidades. Disponível em: http://www.catho.com. br/cursos/index.php?p=artigo&id_artigo=144&acao=exibir&. Acesso em: 12 dez 2008. Para saber mais sobre o assunto CAMPELLO, Bernadete; CALDEIRA, Paulo da Terra (Orgs.). Introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2005. CAMPELLO, B. S.; CALDEIRA, P.T.; MACEDO,V. A. A. (Orgs.). Formas e expressão do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998. CAMPELLO, B. S.; CENDÓN, B.V.; KREMER, J. M. (Orgs.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. TOMAÉL, Maria Inês; VALENTIM, Marta Lígia Pomim (Orgs.). Avaliação de fontes de informação na internet. Londrina: Eduel, 2004. BARBOSA, Ricardo Rodrigues. Uso de fontes de informação para a inteligência competitiva: um estudo da in- fluência do porte das empresas sobre o comportamento informacional. Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Florianópolis, n. esp., 1º sem. 2006. Disponível em: <http:/http:// www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/viewFile/345/388>. Acesso em: 12 dez 2008. BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (Orgs.). O zapear a informação em bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. TOMAÉL, Maria Inês et al. Fontes de informação na internet: acesso e avaliação das disponíveis nos sites das uni- versidades. Disponível em: <http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t138.doc>. Acesso em: 12 dez 2008.
  • 94.
    92EAD - CIAR/UFG/UAB Módulo4 Atendimento ao usuário Carga horária: 15 horas Patrícia Martins Pereira Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Goiás. Pesquisadora, produtora e consultora cultural. Atuou como professora substituta no curso de Biblio- teconomia da UFG. Atualmente, é especialista em informação no PROQUEST (www. proquest.co.uk) representando America Latina e Caribe. E-mail: patricia.martins@latin.proquest.com Telefone: (62) 3299-1938 Sheila Cristina Frazão Especialista em docência superior pela Universidade Gama Filho. Graduada em Biblio- teconomia pela Universidade Federal de Goiás. Experiência em organização e gestão de bibliotecas universitárias, pública e escolar. Atualmente é bibliotecária do Setor de Referência do Sistema de Bibliotecas da UFG. E-mail: sheilafrazao@gmail.com Telefone: (62) 3521-1116 Currículo resumido das autoras
  • 95.
    93 Auxiliar deBiblioteca Objetivos do Módulo 4 Conceituar e socializar o que é o atendimento ao usuário.•  Identificar as principais rotinas e tarefas do auxiliar na biblioteca.•  Promover o serviço de empréstimo e referência.•  Identificarquaissãoosdiferentestiposdeusuárioseusosdeinformação.•  Abordar a importância das relações interpessoais entre a equipe da biblioteca, usuário, recursos do-•  cumentais e informacionais. Apresentação do Módulo 4 Esse módulo foi elaborado com o objetivo de contribuir para a realização de seus estudos e para a ampliação de seus conhecimentos sobre atendimento ao usuário em unidade de informação. Recomendamos que: Acesse o ambiente virtual•  Moodle diariamente. Dedique-se pelo menos 1 hora por dia para a realização dos estudos.•  Consulte o orientador sempre que achar necessário.•  Desejamos que você aproveite ao máximo o estudo dos temas abordados neste módulo. Bem-vindos(as) ao Módulo 4: Atendi- mento ao usuário. Tema Conteúdo 1 Atendimento ao usuário 2 Regulamento da biblioteca 3 Serviço de empréstimo 4 Serviço de referência 5 Biblioteca em uso Roteiro do Módulo 4
  • 96.
    94EAD - CIAR/UFG/UAB Tema1 - Atendimento ao usuário O que é atendimento? A equipe da biblioteca deve priorizar um trabalho pró-ativo, desde seu planejamento, até a montagem e funcionamento buscando atrair o usuário de diferentes formas. A proposição de um ambiente atraente, con- fortável, acessibilidade na entrada, nas dependências, com um acervo composto por diferentes coleções, com diversidade de títulos e em quantidade e qualidades desejáveis, que atenda as demandas da clientela é de fundamental importância para o bom atendimento a todos que se dirigem à biblioteca. Algumas pessoas podem não saber procurar os materiais que precisam, elas podem não saber usar os catálogos, ou olhar nas estantes, daí o importante papel de quem irá atendê-las. Os diferentes públicos Na biblioteca universitária, o público é composto, basicamente, pela comunidade interligada à institui- ção: professores(as), estudantes, servidores(as), pesquisadores(as) e colaboradores(as). Mas entendendo a biblioteca como de acesso público, a comunidade se amplia para outros públicos, quais sejam: Crianças;•  Jovens;•  Especialistas;•  Educadores;•  Outros(as) bibliotecários(as) e auxiliares de biblioteca;•  Pessoas da comunidade com diferentes interesses e faixas etárias:•  Adultos;•  Melhor idade, portadores ou não de necessidades especiais;•  Administradores públicos;•  Políticos;•  Turistas;•  Patrocinadores;•  Profissionais da imprensa;•  Associações;•  Sindicatos;•  Fornecedores de equipamentos, livros, outros recursos etc.•  Entende-se por usuário, aquela pessoa que procura a biblioteca com a finalidade de utilizar os recursos disponíveis naquele ambiente, incluindo o de leitura e o acesso intermediado pela equipe. O conjunto de usuários constitui-se na clientela da biblioteca. Uma das tarefas mais importantes na biblioteca é fazer com que a informação esteja sempre disponível e motivar as pessoas a fazerem uso dela. O contato do usuário pode ser presencial ou à distância, por e-mail, telefone, fax ou telegrama, e deve ser compreendido e utilizado pela equipe de forma a aproximar o usuário, escutá-lo e buscar o atendimen- to adequado para sua necessidade. O atendimento deverá ter uma abordagem clara, bem orientada e num ambiente apropriado para um contato mais demorado, se assim se fizer necessário. A equipe da biblioteca deve ser capacitada, orientada e interessada, manuseando e acessando sempre as obras, de forma a se familiarizar com seu arranjo, entradas e saídas temáticas, como sumários e índices. O auxiliar deve priorizar o atendimento personalizado ao público, clien- te, usuário, leitor e visitante, seja de forma presencial ou à distância. Sumário: é um elemento pré-textual, ou seja, antecede o corpo principal do traba- lho, cujo objetivo é enumerar as principais divisões, seções e outras partes de um do- cumento, nas mesma ordem em que a ma- téria nele se sucede. Não se deve confundir sumário com índices, listas e glossários. Índice: elemento pós-textual, isto é, ge- ralmente incluído no final do documento e apresenta a enumeração detalhada dos assuntos, nomes de pessoas, nomes geo- gráficos, acontecimentos, etc., ordenados sob determinado critério (alfabético, cro- nológico ou outros) com a indicação de sua localização no texto (NBR 6034). Lista: elemento pré-textual que enume- ra recursos utilizados no texto, tais como datas, ilustrações, exemplo, tabelas, siglas, etc., na ordem em que aparece. Glossário: Lista de termos utilizados no documento, quase sempre dispostos por ordem alfabética, com suas respectivas significação ou a sua versão em outra lín- gua. Fonte: ABNT, 1989.
  • 97.
    95 Auxiliar deBiblioteca Segundo Guinchat: O usuário é um elemento fundamental de todos os sistemas de informação, pois a única justificativa das atividades destes sistemas é a transferência de informações entre dois ou mais interlocutores distantes no espaço e no tempo. (...) o usuário é um agente essencial na concepção de qualquer sistema de infor- mação. Ele é um fator dinâmico, mas pode ser também um fator de resistência se desconhece os mecanismos da informação e se retém informações! GUINCHAT, 1994, p. 480-481 Para reconhecer os diferentes tipos de usuário, uma reflexão: Clientes internos? Quem são?•  Equipe da biblioteca (Bibliotecário(a), estagiário, bolsistas, servidores, auxiliares).•  Clientes externos?•  Professores.•  Servidores.•  Estudantes.•  Comunidade.•  Turistas (eventualidade).•  Como adequar públicos e usos diferentes? Prioritariamente, a biblioteca universitária atende sua comunidade acadêmica e para tanto dispõe de materiais referentes às suas áreas de atuação. Ou seja, relacionados às disciplinas dos cursos ministrados na universidade. Porém, não há impedimento e é até desejável que a biblioteca amplie seus recursos informacionais de modo a atender outros interesses dos clientes. Os livros literários, informativos, de curiosidades, entre ou- tros, completam a formação acadêmica e pessoal do indivíduo, sendo assim, é importante que ele tenha acesso a esse tipo de material. Todos podem utilizar o espaço da biblioteca e de seu acervo para consulta local, porém, somente a co- munidade acadêmica (alunos, servidores, professores), devidamente cadastrada na biblioteca, utilizará o serviço de empréstimo domiciliar. Quais são os possíveis usos? É importante que a biblioteca busque focar no público-alvo que tem por objetivo atender, mas nunca se feche a outros usuários, mesmo tendo características bem definidas de uma biblioteca universitária. Para cada biblioteca, tipos diversos de usuários; para cada clientela, demandas diferenciadas de informa- ção e documentação. Cada usuário traz consigo diferentes necessidades e interesses para cada momento de sua vida. O que vale dizer é que para cada usuário há uma demanda específica, e que esta pode variar por finalidades, perí- odos de sua vida e sua formação. Conhecer a clientela que compõe a biblioteca é uma tarefa constante, inquietadora e indispensável no trabalho da equipe. Quem irá participar da biblioteca de nosso polo?
  • 98.
    96EAD - CIAR/UFG/UAB Perfildo Auxiliar de Biblioteca O auxiliar é o profissional entre todos da equipe que fica a maior parte do tempo junto ao usuário, tendo maiores possibilidades de descobrir as dificuldades de acesso ao acervo, que observa o uso ou não uso de um determinado espaço e recurso de informação. Dentro desse cenário, é importantíssimo que o auxiliar: Goste de executar seu trabalho e comunique aos seus superiores e companheiros sempre que tiver•  dificuldades. Mantenha boa comunicação com toda a equipe.•  Combine com alegria, ânimo, leitura, atendimento, colaboração.•  A capacitação, que é o objetivo deste curso, é um passo importante. Porém, é indispensável que o auxiliar esteja comprometido com o trabalho, os desafios e as possibilidades advindas da função. Facilita muito o trabalho do auxiliar contar com recursos documentais e informacionais que atendam a de- manda do usuário em quantidade e qualidade, que sejam organizados segundo técnicas biblioteconômicas, como foi visto no módulo“ProcessosTécnicos”, ou seja, que todo o material seja descrito, organizado, sistemati- zado e acondicionado por temáticas e ambientes adequados, preferencialmente em rede, por meio do acesso remoto a um software em linha (on-line) acessível a todos os interessados. Cabe ao auxiliar conhecer os recursos disponíveis na biblioteca. Ele deve ser curioso, orientado, e estar preparado para uma relação constante com os livros, revistas, jornais, CDs, DVDs, entre outros. É preciso estar dotado de um grande desejo de ampliar o seu olhar e facilitar o contato entre recursos e usuários. Ser criativo e interessado – uma vez que a equipe esteja capacitada a comunicar seu trabalho, que o acervo tenha sido selecionado, adquirido, organizado e esteja acessível ao usuário, é importante que o auxiliar de biblioteca se sinta apto e interessado em ser pró-ativo, antecipar-se às demandas, necessidades, orientações de interesse do usuário. O QUE SE ESPERA DO AUXILIAR? Saber priorizar, ser efetivo, pró-ativo, autônomo para atender, buscar informações, ser colaborador e aten- to com a equipe e o usuário, Ser curioso e ter dispo- sição para pesquisar nas mais diversas fontes de in- formação.
  • 99.
    97 Auxiliar deBiblioteca Rotinas/tarefas a serem realizadas pelo auxiliar? No atendimento: Receber os usuários.•  Explicar o funcionamento da biblioteca.•  Informar os serviços oferecidos.•  Treinar o usuário na consulta on-line (catálogo automatizado – OpenBiblio).•  Divulgar e explicar as normas adotadas pela biblioteca.•  Na consulta local ao material: Orientar os usuários em suas pesquisas.•  Orientar os usuários na busca on-line de material (OpenBiblio).•  Ensinar os usuários a manusear as obras de referência (dicionários, enciclopédias, atlas, manuais etc).•  Orientar os usuários na localização do material nas estantes, em relação ao endereço do livro (classifi-•  cação + notação de autor). No empréstimo domiciliar (As etapas de empréstimo serão abordadas detalhadamente mais à frente): Solicitar a apresentação da carteira de identificação.•  Efetivar ou gravar o empréstimo.•  Anotar na papeleta de devolução a data de devolução e entregar o material para o usuário.•  Alertar o usuário quanto à data de devolução.•  Na devolução: Apresentação do livro pelo usuário.•  Conferir a data de devolução. Se houver atraso, cobrar multa.•  Anotar devolvido na papeleta de devolução.•  Agrupar o livro junto aos demais devolvidos para posterior reposição nas estantes.•  Na renovação de empréstimo: Receber o material.•  Verificar a data de devolução: se houver atraso, a multa deve ser paga antes de proceder a renova-•  ção. Selecionar a renovação (no OpenBiblio).•  Efetivar a renovação.•  Na reposição do material na estante: Separar o material devolvido e os recolhidos nas mesas por número de chamada (classificação + no-•  tação de autor), iniciando na classe 0 até a 9, se tiver. Recolocar nas devidas estantes.•  Para que haja sucesso nas atividades da biblioteca, propõem-se uma equação bastante efetiva, que é: Auxiliar de biblioteca, bibliotecário + toda a equipe, desde a portaria até o voluntário, com quem a biblioteca pode contar + o(a) bolsista, o(a) estagiário(a) é = a alma da biblioteca. Portanto, a forma como o auxiliar atua e todos os outros recursos humanos constituem o tom de prazer ou não da equipe. O profissional que irá atender a diferentes processos na biblioteca está em contato permanente com o público interno e externo. Trabalha, portanto, com leitores e situações diferenciadas e deve favorecer o pro- cesso de comunicação, fortalecendo a imagem da equipe, da biblioteca e consequentemente da instituição à qual está vinculada. Para que isso seja uma realidade e perdure, é necessário que toda a equipe esteja bem relacionada entre si. Todos devem conhecer a biblioteca e a instituição, suas normas, regras, o que facilita que sejam adotados pro- cedimentos corretos, evitando que sejam dados direcionamentos diferentes para o mesmo caso.
  • 100.
    98EAD - CIAR/UFG/UAB ParaRefletir Fala-se tanto em qualidade dos serviços prestados pela biblioteca e na verdade qualidade é servir bem, e sem- pre (um pouco melhor); é valorizar as pessoas e trabalhar pela integração da equipe. É preciso acreditar que a qualidade dos serviços nas bibliotecas só é possível através das pessoas. (SILVA; ARAÚJO, 2003, p.122).
  • 101.
    99 Auxiliar deBiblioteca Tema 2 - Regulamento da Biblioteca A importância do regulamento da biblioteca O regulamento é o documento que determina as regras de funcionamento da biblioteca. Deve ser ela- borado e aprovado com a participação de toda a equipe, de modo que todos conheçam as regras e possam orientar corretamente os usuários para o bom uso da biblioteca. O regulamento facilita e assegura o trabalho da equipe no esclarecimento ou na orientação ao usuário, no que se refere aos serviços, à consulta do acervo, bem como direitos e deveres do usuário. O que deve constar no regulamento da biblioteca? A identificação da biblioteca: nome, instituição a qual está subordinada ou órgão mantenedor, ende-•  reço completo. Dias e horários de funcionamento detalhados para que não haja dúvidas do período em que o usu-•  ário poderá efetivamente usufruir da biblioteca. Cada polo deverá definir dias e horários, de modo a atender às necessidades dos usuários, considerando períodos de aula e o tempo livre (antes e depois das aulas) para uso da biblioteca. Apresentar a finalidade da biblioteca e os serviços que oferece.•  Esclarecer as categorias de usuários e quais podem utilizar o serviço de empréstimo domiciliar.•  Apresentar as condições para inscrição do usuário.•  Condições para consulta local: cuidados ao manusear os materiais, acesso às estantes (se é livre ou•  fechado), orientação do auxiliar na busca nas estantes, deixar bolsas, mochilas na portaria. Empréstimo domiciliar: relacionar o material que é emprestado para cada tipo de usuário, quais ma-•  teriais não são emprestados, tempo limite de empréstimo, penalidades para atrasos, danos e extravio de material emprestado. Relacionar direitos e deveres dos usuários.•  Estabelecer as penalidades em caso de atraso ou extravio de material: valor de multa, reposição de•  livro perdido. Abaixo indicamos alguns sites que divulgam regulamento de biblioteca e normas para empréstimo que poderão ajudá-lo a participar mais efetivamente na elaboração de um regulamento para a sua unidade. Direitos e deveres do usuário Relacionamos aqui alguns direitos e deveres dos usuários. Se necessário, a equipe pode acrescentar mais alguns itens que julgar conveniente para a sua unidade. Direitos: Ser bem tratado pela equipe da biblioteca;•  Utilizar de todo material disponível para consulta;•  Contar com o auxílio de um funcionário sempre que precisar;•  Participar de eventos promovidos pela biblioteca.•  Deveres: Conhecer e obedecer as normas da biblioteca;•  Respeitar os funcionários;•  Usar adequadamente o acervo, visando sua conservação;•  Direitos e deveres do usuário Visite os sites: http://www.ourinhos.unesp.br/doc/regulamento-bib.pdf http://www.ence.ibge.gov.br/biblioteca/regulamento_interno.asp http://www.unoescjba.edu.br/biblioteca/quem_somos/regulamento_unificado.pdf http://www.bu.ufsc.br/normas.html
  • 102.
    100EAD - CIAR/UFG/UAB Deixarsobre as mesas os livros utilizados (não retorná-los às estantes).•  Identificar-se sempre que for solicitado;•  Não comer, beber, fumar e utilizar aparelho celular na biblioteca;•  Não entrar com bolsas, sacolas, mochilas.• 
  • 103.
    101 Auxiliar deBiblioteca Tema 3 - Serviço de empréstimo Empréstimo domiciliar Este serviço tem por finalidade possibilitar ao cliente um tempo maior para o uso do material disponível. É um serviço fundamental para facilitar a leitura, pesquisa e estudos dos usuários. Antes de oferecer o serviço de empréstimo, é necessário determinar quais materiais da coleção podem ser emprestados e qual o tempo limite. Essas decisões dependerão da quantidade de material, estimativa de usuários, a facilidade de acesso à biblioteca, considerando a distância geográfica, acesso remoto etc. Como já apresentado no item anterior, essas informações irão constar no regulamento e devem ser di- vulgadas para os usuários. Os clientes dos polos poderão usufruir, também, do sistema de bibliotecas da UFG (SIBI/UFG). Para tanto, deverão conhecer e seguir as normas de empréstimo de material do sistema. Atenção! No caso do SIBI/UFG foram elaboradas normas para empréstimo, uso das salas didáticas de informática, uso do guarda-volumes e utilização de serviços on-line. Observe na sua unidade a necessidade da elaboração de todas essas normas separadamente, ou se é possível englobar todas as regras no regula- mento da biblioteca. No mais, você pode seguir o sistema da UFG como modelo, adequando as normas quando necessário. Se tiver dúvida solicite o auxílio do profissional bibliotecário. Inscrição do usuário A inscrição é feita no balcão de atendimento da biblioteca onde será cadastrado no sistema. Na ocasião, o usúario deverá apresentar a carteira de identificação que comprova seu vínculo com a instituição. Utilizando como exemplo o cadastro de usúario pelo OpenBiblio, deve-se inicialmente abrir a tela de “circulação”e clique em“novo membro”, preencher a ficha e clique em“enviar”. Os clientes dos polos poderão usufruir, também, do sistema de bibliotecas da UFG (SIBI/UFG). Para tanto, deverão conhecer e seguir as normas de empréstimo de material do sistema. Consulte os documentos abaixo, utilize-os como modelo: manual de usuário do SIBI/UFG 2008: http://www.bc.ufg.br/sophia/bc/download/guia2008.pdf•  regulamento de empréstimo no SIBI/UFG: http://www.bc.ufg.br/uploads/files/resolucao722.pdf•  OpenBiblio: Cadastro de usúario Pronto. O usuário está cadastrado!
  • 104.
    102EAD - CIAR/UFG/UAB Comofazer o empréstimo? Para o empréstimo de materiais, siga os passos conforme o modelo abaixo: Na guia“circulação”e no local“inscrição”, insira o número do cadastro do usuário. Outra opção é procurar o usuário pelo sobrenome. OpenBiblio: Empréstimo - Busca pelo sobrenome Busca pelo sobrenome Depois de localizar o usuário, selecione o nome desejado: OpenBiblio: Localização do usúario Aparecerá a tela do usuário, suas permissões de empréstimo e histórico de empréstimos e devoluções: OpenBiblio: Informações do usúario
  • 105.
    103 Auxiliar deBiblioteca Embaixo no item“empréstimo de bibliografia”deverá ser colocado o número de código de barra (gerado quando o livro é processado no OpenBiblio) para efetivar o empréstimo. Depois de registrado o empréstimo, o auxiliar irá anotar a data de devolução do livro na “papeleta de devolução” que será colada na contracapa posterior do livro ou no bolso, conforme forma de preparação material adotada pela biblioteca, exposto no módulo 2, unidade temática 3. Para fazer a devolução dos materiais vá até a guia ”circulação”e em seguida em“devolução de bibliografia”, coloque o número do código de barras e clique em“devolver”. Em seguida, anotar na papeleta de devolução a data em que os materiais foram efetivamente devolvidos. OpenBiblio: Empréstimo de bibliografia - Continuação da tela anterior. ParamaioresesclarecimentossobreoempréstimonoOpenBiblio,consulteomanualdeinstruçõesdisponívelno site: http://openbiblio.incubadora.fapesp.br/portal/down/fontes/InstalandoOpenBiblio06.pdf/view
  • 106.
    104EAD - CIAR/UFG/UAB Tema4 - Serviço de referência e informação O que é o serviço de referência? Serviço responsável por sistematizar e oferecer o “cardápio” da biblioteca, por meio da sua equipe, ten- do por finalidade instigar e fomentar de forma apetitosa a degustação dos recursos da biblioteca. Agrega a ação da equipe de biblioteca, ou seja, do(a) bibliotecário(a), do(a) auxiliar e outros profissionais, visando diagnosticar, antecipadamente e constantemente as necessidades, interesses e problemas do usuário no acesso à biblioteca, seus recursos e sua equipe, buscando solucioná-los. Demonstra interesse pelo usuário com a finalidade de recepcionar, atender, acolher, informar, formar e orientar a clientela interna e externa, facilitando e estimulando o uso da biblioteca e seus recursos. Para o atendimento ao usuário, o bibliotecário, o auxiliar e demais membros da equipe contam com as obras de referência que devem ser instaladas prioritariamente nas proximidades da entrada da biblioteca, de maneira acessível. Em geral, o livro/obra de referência possui um registro de R ou REF compondo o número de chamada, que é impresso na etiqueta colocada na lombada do livro, ou seja, endereço de localização do livro na es- tante: REF ou R As obras de referência são recursos indispensáveis em todas as bibliotecas. De consulta rápida às remis- sivas ou outros títulos, consultas e acessos, são obras bastante utilizadas na maioria das bibliotecas. Não são emprestadas para uso externo ao ambiente da biblioteca, ou seja, não se faz o empréstimo domiciliar e mere- cem atenção e cuidado especial no seu uso e conservação, tendo em vista que possuem custo elevado e uso frequente. As principais obras são: Atlas, bibliografias, catálogos, dicionários, enciclopédias, fontes estatísticas, guias, índices, em forma-•  to impresso, eletrônico e digital. Um bom serviço de referência agrega outros materiais de consulta, como informações sobre a institui-•  ção, a biblioteca, a cidade, incluindo mapas, folders, impressos e outros. Questão de referência No serviço de referência temos a“questão de referência”, que é a dúvida/questão que o usuário traz para ser resolvida pelo auxiliar e/ou pela equipe da biblioteca, seja por meio do acesso a um livro, lugar, informação, pessoa, etc. Se a questão do usuário é previsível ou recorrente, deixa de ser questão de referência e passa a ser uma demanda atendida pela biblioteca, seja pela oferta de produtos, serviços, programas, informes e outros. Assim, não é uma questão de referência o horário de funcionamento da biblioteca, nem tão pouco os serviços, atividades que a biblioteca desenvolve, pois, na medida do possível a equipe da biblioteca deverá produzir um folder, um mapa, um diretório/website que preste essas informações à sua comunidade. A entrevista e o processo de referência atende todos os pontos de interesse do usuário, desde o problema ou dúvida que o leva a buscar a biblioteca, a sua abordagem com a equipe até a solução dessa dúvida. ConformejáenfatizadonomóduloIII,duranteaentrevistatem-seaoportunidadedediscernirseadúvidadousu- ário é uma questão de referência ou uma questão que possa ser respondida com um impresso, como: folder, cartaz, mural e outros. Ou seja, informações que já tenham sido questionadas anteriormente e que a biblioteca já sabe de antemãoasrespostas. Segundo Silva; Araújo (2003, p. 103) as principais fases da entrevista são: o problema, isto é, o que motivou o usuário a ir à biblioteca;•  a necessidade de informação: o que o usuário precisa;•  a questão inicial: a primeira solicitação ao pessoal de referência;•  a questão negociada: conversa que vai esclarecer a questão inicial;•  a estratégia de busca: criada a partir da conversa;•  processo de busca: como e onde buscar a resposta;•  a resposta: apresentação do resultado da busca;•  a solução: a satisfação do usuário com a resposta recebida.• 
  • 107.
    105 Auxiliar deBiblioteca Serviços para usuários O próprio atendimento, a orientação para o uso da coleção, o fornecimento de informações, o apoio às pesquisas são considerados serviços oferecidos pela biblioteca. Podemos relacionar mais alguns serviços: Empréstimo entre bibliotecas;•  COMUT – comutação bibliográfica;•  Reprodução de documentos;•  Acesso à internet e a bases de dados como, por exemplo, portal da CAPES, portal de pesquisas;•  Elaboração de boletins e informativos para divulgar o acervo e a biblioteca;•  Serviço de pesquisa a distância por telefone,•  e-mail, fax – o usuário solicita informação sobre o funcio- Namento, sobre o acervo ou um assunto específico; Visita orientada e treinamento de usuários.•  A seguir apresentamos um serviço que será de grande utilidade para os clientes: Levantamento ou pesquisa bibliográfica – consiste em localizar referências bibliográficas que servirão•  como ponto de partida para os trabalhos científicos e pesquisas. O usuário preenche um formulário em que define o assunto da pesquisa, o tipo de material (artigo de periódico, parte de documento, teses) e suporte (impresso ou correio eletrônico). Caso haja dúvidas de como realizar a pesquisa soli- citada, consulte novamente o módulo 3“Fontes de Informação”. Naquele módulo, foram apresentadas diversas fontes de informação importantes para o levantamento bibliográfico e as estratégias de bus- cas para localizar as informações publicadas sobre determinado assunto. Serviços para usuários Antes de começar a procurar informação: Qual é o objetivo da minha pesquisa?•  O que já sei e o que quero saber sobre o assunto?•  Na pesquisa da informação: Onde posso encontrar a informação de que necessito?•  Das informações que localizei, qual é a mais pertinente?•  Fonte: LUTA (2008) Não Se Preocupe! A implantação dos serviços é gradual e constante. Inicie com o que for possível e amplie à medida que a unidade dispor de mais estrutura e recursos humanos, financeiros, de equipamentos.
  • 108.
    106EAD - CIAR/UFG/UAB Tema5 - Biblioteca em uso A recompensa do trabalho O trabalho de atendimento, especialmente na realização do serviço de referência, é de grande relevância para a comunidade usuária, o que gera uma satisfação profissional quando bem realizado. Não sendo rotineiro, o trabalho oferece perspectivas amplas da receptividade dos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, sendo possível verificar a satisfação do usuário e agregar novas possibilidades de acesso constantemente. (...) além da satisfação derivada da participação num serviço importante prestado à comunidade, o verdadeiro bibliotecário de referência encontra razões pessoais de prazer em seu trabalho. Além de aprender nos livros, o bibliotecário de referência também adquire percepção sobre o comportamento humano, simpatia para com as pessoas, e, de vez em quando, a amizade de uma grande personalidade. Há também no trabalho de referência emoções evariedadesqueevitamamonotonia.Obibliotecáriodereferêncianuncasabequalserá a próxima consulta, e se ele e os recursos da biblioteca estarão à sua altura. Se possuir os instintos de um detetive ou de um caçador, ficará encantado com as questões difíceis que tiver que resolver, regozijando-se com suas soluções corretas. Se não os possuir, será melhor que não fique no trabalho de referência, pois nele não encontrará felicidade nem sucesso. (HUTCHINS, 1973, p. 280). Para Refletir Há muitas possibilidades com pessoas, livros e um espaço preparado para recebê-los. A biblioteca, e o acesso a tudo que há nela, supõe um direito de todos em prol da igualdade de oportuni- dades e de igualdade ao acesso à informação. Algumas práticas promotoras de acesso, uso e leitura Como se vê, o trabalho na biblioteca é bastante instigante. Manter a biblioteca ativa e dinâmica é função das mais importantes. Relacionamos aqui algumas dicas para ajudá-lo: sensibilizar o público quanto à apropriação do espaço, do bom uso das coleções, dos recursos dispo-•  níveis. desenvolver suas habilidades de busca, pesquisa, fontes de informação, base de dados; saber localizar os•  materiais com rapidez e precisão. orientar o usuário para o uso autônomo das coleções.•  pesquisar a história do bairro, da cidade, conhecer a comunidade e contar com a colaboração dela na•  realização de eventos na biblioteca, tais como: poetas, escritores, artesãos, profissionais liberais. estimular o empréstimo domiciliar.•  convidar professores e servidores para utilizarem e colaborarem com a biblioteca.•  promover eventos como saraus de poesia, lançamento de livros, exposição de obras de arte, rodas de•  leitura. 106EAD - CIAR/UFG/UAB Açougue cultural [http://www.t-bone.com.br].•  Proler [www.proler.bn.br]•  Fundación Germán Sánchez Ruipérez [http://www.fundaciongsr.es]•  Biblioteca Demonstrativa de Brasília [http://www.bdb.org.br]•  ProjetoSouEscritor[http://geocities.yahoo.com.br/orientando/aconteceu.htm]•  http://www.folclorecapixaba.org.br•  http://www.cordelon.hpg.ig.com.br• 
  • 109.
    107 Auxiliar deBiblioteca Resumo do Módulo 4 Referências O módulo 4, do curso de Capacitação de Auxiliares de Bibliotecas para os polos de educação a distância da UFG, aborda o atendimento ao usuário trabalhando os conceitos de usuário, atendimento, regulamento da bi- blioteca, serviços de empréstimo e de referência. Apresenta o perfil do(a) auxiliar de biblioteca e o instiga para a importância das inter-relações entre equipe e usuário. Associação Brasileira de Norma Técnica [ABNT]. NBR 6027 - Sumário. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 1989. GUINCHAT, Claire; BLANQUET, Marie-France. Introdução geral às ciências e técnicas da informação e docu- mentação. Trad. de Mirian Vieira da Cunha. Brasília: IBICT, 1994. HUTCHINS, Margaret. Introdução ao trabalho de referência em bibliotecas . Trad. Ada Maria Coaracy. Rio de Janeiro: FGV, 1973. 293 p. LUTA para dar sentido à informação: guião para a realização de trabalhos de pesquisa. Biblioteca da Escola Secundária Montemor-o-Velho. Disponível em: <http://www.anossaescola.com/esmontemor/ficheiros/ recursos/G_LUTA.pdf>. Acesso em: 12 dez. 2008. MILANESI, Luis. Públicos e uso da informação. IN: _______. Biblioteca. Cotia: Ateliê Editorial, 2002. p.53-82. _______. NBR 6034 - Preparação de índice de publicações. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 1989. _____. O que é biblioteca? 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.p.107. SILVA, Divina Aparecida da; ARAUJO, Iza Antunes. Auxiliar de biblioteca: técnicas e práticas para formação profissional. 4. ed. rev. aum. Brasília: Thesaurus, 2003. p.152.
  • 110.
  • 112.
    110EAD - CIAR/UFG/UAB Módulo5 Planejamento e Organização de Biblioteca Carga horária: 10 horas Tatiane Ferreira Mestranda em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, especialista em Docência Superior pela Fundação Lions e graduada em Biblioteconomia pela Uni- versidade Federal de Goiás. Atualmente, é editora de sessão da Revista Brasileira de Estudos em Segurança Pública, bibliotecária do Conselho Regional de Administração de Goiás, bibliotecária da Polícia Militar de Goiás e professora substituta da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás. E-mail: tfteen@gmail.com Telefone: 3201-1614 Suely Henrique de Aquino Gomes Graduada em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília; mestre em automação de bibliotecas pela University College London; doutora em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília, com estágio de um ano na Loughborough University - Inglaterra. É professora do curso de Biblioteconomia e do mestrado em Comunicação, Cidadania e Cultura, da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia. Atualmente, ocupa o cargo de coordenação do curso de Biblioteconomia. E-mail: suelyhenriquegomes@gmail.com Telefone: (62) 3521-1348 Sheila Cristina Frazão Especialista em Docência Superior pela Universidade Gama Filho, graduada em Biblio- teconomia pela Universidade Federal de Goiás. Possui experiência em organização e gestão de bibliotecas universitárias, públicas e escolares. Atualmente, é bibliotecária do Setor de Referência do Sistema de Bibliotecas da UFG. E-mail: sheilafrazao@gmail.com Telefone: (62) 3521-1116 Currículo resumido das autoras
  • 113.
    111 Auxiliar deBiblioteca Objetivos do Módulo 5 Propiciar conhecimento básico para planejamento e organização das unidades de informação dos polos da UFG. Apresentação do Módulo 5 Esperamos que, no decorrer do curso, possamos ter várias trocas de experiência e que o material sirva como guia para orientá-lo no seu trabalho na unidade de informação. Nesse mó- dulo, você conhecerá alguns conceitos, práticas e experiências importantes para desenvolver serviços e produtos com qualidade nas unidades de informação dos polos da UFG. Para isso, comecemos a refletir: O trabalho que presto na unidade de informação tem qualidade?•  Eu faço planejamento?•  O espaço da biblioteca está adequado para as suas atividades?•  Eu sei descrever minhas atividades?•  Eu consigo aferir minha produtividade?•  Como elaborar um plano de ação?•  Olá! Bem vindo(a) ao módulo Planejamento e Organização de Biblioteca. Tema Conteúdo 1 Administração de Bibliotecas 2 Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração 3 Diagnóstico da unidade informacional 4 Relatórios estatísticos 5 Organização do espaço físico Roteiro do Módulo 5
  • 114.
    112EAD - CIAR/UFG/UAB Tema1 - Administração de Bibliotecas Toda biblioteca deve oferecer aos seus usuários serviços e produtos adequados e de qualidade, além de um ambiente aprazível para estudos individuais e em grupo, sem esquecer aqueles que nela trabalham. Para atender a esses quesitos, a biblioteca deve criar condições espaciais e arquitetônicas; deve dispor de equipamentos e mobiliários adequados; acervo em acordo com as necessidades do seu público usuário; uma equipe de funcionários com formação adequada para exercer as funções típicas de uma biblioteca; e uma dotação orçamental que garanta o seu funcionamento. Geralmente, a biblioteca dispõe de poucos recursos, espaços insuficientes, equipes pequenas, e muitas demandas por parte dos usuários e da instituição mantenedora. Nesse contexto, fazer uma biblioteca fun- cionar bem envolve importantes decisões quanto à orientação da equipe, manutenção e organização dos espaços e alocação dos poucos recursos que geralmente são destinados ao seu funcionamento. Assim, como em qualquer empresa ou organização, a biblioteca, para atingir os objetivos para os quais foi constituída e atender as expectativas do seu público alvo, deve ser bem administrada para utilizar da melhor for- ma possível os recursos disponíveis e manter sua equipe motivada a realizar o trabalho e vencer os desafios que surgem no cotidiano. Compete ao bibliotecário administrar a biblioteca neste sentido. Mas o que é administrar? O termo“administração”vem do latim, ad (junto de) e ministratio (prestação deserviço).“Administrar”podeserentendido,portanto,comoumaaçãodepres- tação de serviço voltada para o“processo de trabalho com as pessoas e com os recursosqueintegram, tornando possível o alcancedos seus objetivos. Adminis- trar implica em tomar decisões e realizar ações.”(JACOBSEN et al, 2006, p 16). Decidir é escolher entre alternativas qual delas seguir, levando-se em consi- deração os reflexos futuros das decisões presentes; é posicionar-se em relação ao que fazer no futuro (GOMES et al, 2006). Por que administrar? Porque os recursos estão cada vez mais difíceis;•  os custos estão cada vez mais altos;•  os consumidores estão mais exigentes;•  os concorrentes estão mais fortes;•  a abertura do mercado exige maior competência;•  as mudanças são cada vez mais rápidas.•  (GERALDO, 2008) Assim, como em qualquer empresa ou organização, a biblioteca, para atingir os objetivos para os quais foi constituída e atender as expectativas do seu público alvo, deve ser bem administrada para utilizar da melhor for- Pondere... A biblioteca concorre por recursos com os demais setores e atividades da instituição a qual está vinculada. As verbas são, quase sempre, insu- ficientes para atender todas as demandas da unidade. Portanto, é pre- ciso pensar bem onde irão ser investidas.
  • 115.
    113 Auxiliar deBiblioteca Em qualquer organização, toma-se decisão sobre: O que fazer? O quanto fazer? Com que fazer? Como fazer? Quando fazer? Para quem fazer? Chiavenato (1997) considera que o processo de decisão desenvolve-se em sete etapas, a saber: Percepção da situação que abrange algum problema;•  Diagnóstico e definição do problema;•  Definição dos objetivos;•  Busca de alternativas de solução ou de cursos de ação;•  Escolha da alternativa mais apropriada ao alcance dos objetivos;•  Avaliação e comparação dessas alternativas;•  Implementação da alternativa escolhida.•  Essas etapas estão interligadas, e cada uma exerce influência sobre as demais. Nem sempre as etapas são seguidas à risca. Isso depende da urgência em se tomar a decisão (CHIAVENATO, 1997). Quais as funções do bibliotecário administrador? Espera-se daquele que assume a administração da biblioteca que es- teja apto a desenvolver uma série de ações ordenadas – as chamadas funções administrativas - que levem a unidade de informação a cumprir os propósitos para os quais foi estruturada. Assim, compete ao bibliotecário-administrador, planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar as atividades desenvolvidas no âmbito de sua biblioteca. Planejar•  – ação voltada para pensar o futuro da biblioteca. Etapa em que serão estabelecidos os objetivos da unidade e especifi- cados como, quando e com que recursos serão realizados. O pro- duto do planejamento é um plano de ações para atingir as metas traçadas. É a primeira das funções: antes de agir, pensar. Organizar•  – na fase de organização, os esforços voltam-se para designar, agrupar, dividir e distribuir as atividades e tarefas para cada um da equipe a fim de que os objetivos sejam alcançados satisfatoriamente; delegar responsabilidades na consecução das metas e objetivos estabelecidos; possibilitar a melhor utilização dos recursos disponíveis (financeiros, humanos, materiais). Dirigir/comandar•  – estimular os membros da equipe a colabora- rem e assumirem responsabilidades pelo sucesso da biblioteca. Para fazer a biblioteca acontecer, o bibliotecário e todos os mem- bros da equipe precisam de motivação e disposição para irem além do mero cumprimento apático das atividades que lhes são delegadas. Controlar•  – envolve o estabelecimento de padrões e critérios de desempenho esperado, o acompanhamento na execução das ati- vidades, a coleta de dados relativos ao desempenho de cada setor ou funcionário, a avaliação do desempenho em relação ao padrão estabelecido e a adoção de medidas de correção daquilo que fugir ao esperado. Objetivos indicam intenções gerais para o futuro da biblioteca e o caminho bási- co para chegar ao destino que se deseja. Metas são as ações específicas mensu- ráveis que constituem os passos para se atingir os objetivos. Fonte: http://www.planodenegocios.com. b r / d i n a ¬ m i c a _ a r t i g o. a s p ? t i p o _ tabela=artigo&id=27)
  • 116.
    114EAD - CIAR/UFG/UAB Quemdeve participar do processo administrativo? Atualmente, toda organização moderna adota o modelo de administração participativa. Em uma admi- nistração participativa, é garantida a todos os membros da instituição ampla liberdade para manifestar suas ideias, pontos de vista e opiniões em relação às principais decisões a serem tomadas no âmbito do trabalho. A administração participativa volta-se para a valorização do trabalhador e a humanização do trabalho e da produção. A pessoa não é, simplesmente, “um componente da estrutura produtiva como uma máquina qualquer”(MASIERO, apudVANDI, 1999). Ela é fundamental no processo de condução das atividades organi- zacionais voltadas para atingir os objetivos consensualmente estabelecidos. Conforme sinalizado por Vanti, “este estilo de administração prioriza a tomada de decisões por consenso, pro- curando contemplar todas as opiniões e pontos de vista dos integrantes de uma equipe de trabalho. Para isto, estimula a exposição constante de razões, argumen- tos, críticas, sugestões e ideias por parte de todos os membros, inclusive dos mais introvertidos. Esta proposta busca um permanente envolvimento mental e emo- cional, apontando para a motivação e a assunção de maiores responsabilidades por parte dos integrantes do grupo.“(VANTI, 1999) Portanto, é bastante salutar para a biblioteca que todos contribuam na administração. Como o Auxiliar de Biblioteca pode colaborar nas atividades administra- tivas? A participação do Auxiliar de Biblioteca nas atividades administrativas já é contemplada no código de classificação de ocupações do Ministério do Trabalho e do Emprego. De acordo com o código, é função do Auxiliar de Biblioteca, dentre outras: participar na gestão administrativa da unidade de informação e documentação;•  participar de reuniões de planejamento e avaliação;•  coletar dados estatísticos;•  auxiliar na elaboração de projetos;•  auxiliar no inventário de bens patrimoniais não bibliográficos;•  participar na elaboração e análise de critérios estatísticos.•  Deve também participar da organização, avaliação e manutenção do ambiente de trabalho, o que signi- fica: controlar as condições de higiene e limpeza do ambiente;•  organizar a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;•  manter a disposição do mobiliário e equipamentos no ambiente;•  controlar o fluxo do usuário;•  elaborar a sinalização do ambiente;•  auxiliar no controle do uso e manutenção dos equipamentos;•  avaliar o uso e adequação do ambiente.•  Mas para participar de forma mais efetiva, vamos saber mais sobre as funções administrativas? Os próxi- mos itens serão dedicados ao planejamento, avaliação/diagnóstico, controles/emissão de relatórios estatís- ticos e organização do espaço físico – funções em que o Auxiliar de Biblioteca está diretamente envolvido. 114EAD - CIAR/UFG/UAB Lembre-se sempre: Você é muito importante para a administração da biblioteca! O auxiliar é o profissional entre todos da equipe que fica a maior parte do tempo junto ao usuário. As- sim, possui maiores possiblilidades de descobrir as dificuldades de acesso ao acervo, ao observar o uso ou não uso de um determinado espaço e recurso de informação.
  • 117.
    115 Auxiliar deBiblioteca Tema 2 - Planejamento: conceitos, tipologias e elaboração Se você pensou em “um planejamento”, acertou! É isso mesmo... Tudo que vamos fazer, inclusive uma viagem, precisa de um planejamento. Precisamos pensar: Para onde ir? Com o quê? Como faremos? O que temos para fazer? Quanto vamos gastar? Em quanto tempo? E assim por diante... Para organizar e manter uma biblioteca, assim como numa viagem, precisamos de planejamento. Então, vamos lá! No século XX, quando surgiu o interesse pelo planejamento, planejar voltava-se para o controle de mé- todos, padrões, capacidade e incentivos de produção. Com o passar do tempo, percebeu-se a necessidade da administração global, que segundo Henri Fayol (1841-1924), consistia em planejar, organizar, comandar, coordenar e controlar as atividades nas empresas. O planejamento não é um acontecimento, mas um processo contínuo, permanente e dinâmico que fixa objetivos e define linhas de ação e etapas a serem atingidas. Essas ações devem ser identificadas de forma adequada, considerando aspectos como o prazo, custos, qualidade, segurança, desempenho e outras condi- cionantes. Um planejamento bem realizado oferece inúmeras vantagens à equipe de projetos. Tais como: controle apropriado;•  produtos e serviços entregues conforme requisitos exigidos pelo cliente;•  melhor coordenação das interfaces do projeto;•  resolução antecipada de problemas e conflitos; e•  um grau mais elevado de acertos nas tomadas de decisão.•  O tempo dedicado ao planejamento é vital para evitar problemas na fase de execução. Seu objetivo cen- tral é estabelecer claramente os objetivos pretendidos, independente da área de atuação e dos meios que serão empregados para o alcance desses objetivos (MORETO NETO, 2006, p 26). Ele estabelece o caminho, a direção que a biblioteca irá tomar para atender as demandas de seus mais diferentes públicos. Pare para pensar. Para realizar uma viagem, o que você faz inicialmente? Para Refletir “Planejar é preparar-se para o inevitável, prevenindo o indesejável e controlando o que for controlável” (Peter Drucker).
  • 118.
    116EAD - CIAR/UFG/UAB116EAD - CIAR/UFG/UAB Para aprofundar seus conhecimentos sobre Planejamento Estratégico, acesse os sites: http://www.planodenegocios.com.br/dinamica_artigo.asp?tipo_tabela=artigo&id=27 http://www.gestaoelideranca.com.br/gestaoelideranca/principal/conteudo.asp?id=3951 O planejamento possui três etapas (GOMES, 2008): O estabelecimento dos objetivos a alcançar;•  Tomada de decisões a respeito das ações futuras;•  Elaboração de planos.•  Do ponto de vista das atividades de uma biblioteca, deve-se planejar: O espaço físico: planejamento do espaço;•  a estrutura organizacional: esboço da estrutura com que sejam alcançados os objetivos previstos;•  os produtos: refere-se a produtos e serviços a serem oferecidos;•  os recursos humanos, materiais e financeiros necessários;•  as operações: processos de produção e distribuição de produtos e serviços;•  as formas de acompanhamento e avaliação, bem como da continuidade dos planos;•  a organização como um todo (planejamento global): a combinação de todos os planos existentes na•  organização e o processo pelo qual todos os planos internos se integram ao seu planejamento estraté- gico. Conforme a abrangência, o planejamento pode ser: Estratégico;•  Tático;•  Operacional.•  Independente do nível (abrangência) do planejamento, todos devem ser capazes de responder aos ques- tionamentos: o quê? Quando? Como? E onde? Seja no nível estratégico, tático ou operacional. O planejamen- to estratégico é o planejamento de longo alcance, no qual o horizonte de tempo é maior do que um ano e envolve toda a organização. É muito comum nas empresas brasileiras encontrar planejamentos da ordem de cinco anos. Devido ao seu planejamento temporal longo, o planejamento estratégico opera com dados que são continuamente incompletos e imprecisos. O planejamento estratégico é desenvolvido pela alta direção da instituição com a participação de todos.
  • 119.
    117 Auxiliar deBiblioteca Participe do fórum no moodle para obter sua nota parcial. O planejamento tático envolve um horizonte de tempo intermediário, geralmente um ano ou menos. E o planejamento operacional consiste na tomada de decisão de curto prazo, normalmente feita em horas, dias ou semanas. Neste último tipo, normalmente encontramos dados muito acurados e precisos, e seus méto- dos devem ser capazes de manipular um grande volume de dados. Os planejamentos operacionais correspondem a um conjunto de partes homogêneas do planejamento tático. Cada um dos planejamentos operacionais deve conter detalhes sobre: os recursos necessários para o seu desenvolvimento e Implantação;•  os procedimentos básicos a serem adotados;•  os produtos ou resultados finais esperados;•  os prazos estabelecidos.•  O planejamento operacional pode ser considerado como a formalização, principalmente de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. Portanto, nesta situação têm- se, basicamente, os planos de ação ou planos operacionais. Método 5W 2H O método 5W 2H é o check-list utilizado para construir os planos de ação, frutos de planejamentos estratégicos ou táticos. Segundo Wei- nhardt (2008, slide 20): Os Ws correspondem às seguintes palavras do Inglês: W•  hat (o quê); W•  ho (quem); W•  hen (quando); W•  hy (por que); e W•  here (onde). Os Hs correspondem a H•  ow (como); e H•  ow Much (quanto custa). O planejamento operacional pode ser considerado como a forma- lização, principalmente de documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação estabelecidas. Portanto, nesta situação têm-se, basicamente, os planos de ação ou planos operacionais. PLANO DE AÇÃO - é um documento que mos- tra o planejamento de todas as ações ne- cessárias para atingir um resultado dese- jado.
  • 120.
    118EAD - CIAR/UFG/UAB Fonte:WEINHARDT (2008, slide 23) Oquê? WHAT Açãoou tarefapro- postaaser realizadas paraatingir osobjetivos estratégicos oudasmetas táticas. Porquê? WHY Justificativa lógicasobrea motivaçãoda açãopropos- ta. Como? WOW Meioou maneirapela qualaação podeser viabilizada. Quando? WHEN Prazooudata deconclusão daação. Quem? Oqueéumplanodeação WHO Responsável pelarealiza- çãodaação. Nãoprecisa seroexecu- tor. Onde? WHERE Localondese daráaação. Quanto custa? HOW MUCH Custoestima- doparaa realizaçãoda ação.
  • 121.
    119 Auxiliar deBiblioteca
  • 122.
    120EAD - CIAR/UFG/UAB Tema3 - Avaliação e Diagnóstico da Unidade Informacional A avaliação é uma atividade que deve ser planejada para subsidiar a tomada de decisão no ambiente de trabalho. Deve ser uma prática cos- tumeira de todos os que trabalham na biblioteca. Esta atividade deve ser propositiva, podendo ter como objetivo promover a excelência dos serviços e produtos oferecidos pela biblioteca, subsidiar a alocação de recursos de modo mais eficiente, identificar oportunidades de expansão de atuação da biblioteca e/ou identificar a adequação da sua infra-estru- tura física e tecnológica no atendimento às demandas dos usuários. Lancaster (1996) mostra que existem várias razões para se realizar a avaliação de uma unidade de informação e de seus serviços, e que a mais importante é a necessidade de estabelecer indicadores para mostrar o seu nível de desempenho. Somente a partir do conhecimento de seu desem- penho é que se pode promover melhorias significativas. AVALIAR - Calcular ou determinar o valor, o preço ou o merecimento de. vtd 2 Reco- nhecer a grandeza, a intensidade, a força de: Avaliar a dor, a mágoa. vtd 3 Apreciar: Avaliar a força, os costumes. vtd 4 Compu- tar, orçar: Avaliar a riqueza de um povo. Avaliam a herança em dois milhões de dólares. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis Nós avaliamos e somos avaliados o tempo todo. Somos avaliados na escola, no trabalho, em casa... Avaliamos o modo que o outro se veste, dança, pensa... Avaliamos o tempo: se está frio ou quente; um restaurante: se está limpo, se a comida é boa e assim por diante. O conhecimento vem por meio do diagnóstico da unidade. Esse é considerado a primeira etapa do pro- cesso de planejamento. Consiste na intervenção da rotina da instituição, usando métodos científicos e so- ciais para avaliar o estado da organização num determinado momento. Exemplificando: Quando o paciente vai a um médico que nunca consultou anteriormente, o médico realiza o diagnóstico do paciente. Nesse diagnóstico, o profissional pergunta ao paciente o nome, o peso, a idade, os hábitos e vícios, os sintomas e muitas outras informações. Após realizado o levantamento destas informações, o médico irá analisar estas informações, diagnosticar os sintomas e adotar as medidas necessárias para ajudar o seu paciente a recu- perar a saúde. A elaboração do diagnóstico Para elaborar o diagnóstico de uma unidade de informação, pode-se adotar o seguinte roteiro: a) Identificar e caracterizar os recursos humanos alocados na biblioteca em atividade regular, quanto ao número, formação, cargos ou funções contratuais, situação funcional e atividades de capacitação/ treinamento realizadas; b) Caracterizar os recursos físicos da biblioteca quanto ao espaço físico ocupado e ambiências exis- tentes, condições de ventilação, iluminação e segurança; c) Identificar e caracterizar o mobiliário disponível para usuários, funcionários, serviços e armazena- mento do acervo; d) Identificar os equipamentos existentes na biblioteca; e) Caracterizar a comunidade usuária da biblioteca quanto à tipologia, acesso ao acervo e frequência de uso;
  • 123.
    121 Auxiliar deBiblioteca f) Identificar a responsabilidade, os instrumentos e os critérios adotados para a seleção dos mate- riais; g) Identificar as tipologias adotadas para a aquisição dos materiais, assim como a procedência dos recursos financeiros; h) Identificar e caracterizar o acervo da biblioteca por tipologias documentais; i)Verificar o horário semanal de funcionamento da biblioteca nos períodos de funcionamento da unidade (matutino, vespertino e noturno). Para cada item acima relacionado, deve-se emitir um juízo de valor. Por exemplo, sobre os recursos huma- nos: são suficientes? Estão qualificados para as atividades? Estão satisfeitos? Estão em desvio de função? Sobre a infra-estrutura, novamente procure avaliar se os recursos são condizentes com os planos da biblioteca. E assim sucessivamente. O diagnóstico permitirá a identificação dos pontos fortes (aspectos em que a biblioteca está bem avalia- da) e os pontos fracos (problemas que precisam ser sanados). Em uma organização, a avaliação deve estar respaldada em relatórios. No próximo tópico do módulo, você aprenderá a emitir os principais relatórios estatísticos utilizados nas atividades administrativas da biblioteca. Fique atento ao moodle, pois vocês fará uma atividade importante sobre os temas que trabalhamos até agora! Vamos lá?
  • 124.
    122EAD - CIAR/UFG/UAB Tema4 - Os Relatórios Estatísticos Como ressaltado anteriormente, as decisões devem ser baseadas em dados sobre a realidade da biblio- teca. As estatísticas reunidas e analisadas oferecem subsídios para a tomada decisão. São importantes para avaliar os serviços prestados, bem como o grau de satisfação dos usuários, a adequação do acervo e do es- paço físico. Além disso, as estatísticas servem para orientar a solução de problemas, sanar falhas, melhorar e ampliar os serviços e o atendimento oferecidos e conhecer as necessidades dos usuários. A equipe deve contar com instrumentos para coletar informações importantes, a fim de pensar nos ob- jetivos que a biblioteca irá perseguir. Algumas informações devem ser sistematicamente coletadas, como a frequência de entrada da biblioteca, consulta aos materiais, empréstimos domiciliares, material inserido na base de dados do OpenBiblio. O próprio software de biblioteca (OpenBiblio) emite vários relatórios necessários à preparação das esta- tísticas. Para gerar relatórios, basta clicar na opção“relatórios”da página principal do sistema, conforme tela a seguir. Para que servem os relatórios estatísticos? lisTa De relaTóriOs
  • 125.
    123 Auxiliar deBiblioteca No campo “Mais Novo do que”, informe a data no formato: aaaa-mm-dd. Por exemplo: 2008-12-5 (5 de dezembro de 2008). O sistema oferece a possibilidade de ordenar os resultados por código de barra, título e selecionar o formato do arquivo (HTML ou csv). Após o preenchimento dos campos para ordem da busca, clique no botão“Enviar”. Balanço de Devoluções dos membros:•  gera um relatório de devoluções realizadas pelos membros. Selecione os parâmetros para os campos conforme opções e clique“Enviar”. Bibliografia Devolvida:•  gera um relatório das bibliografias devolvidas. Busca de Exemplar Após selecionar“relatórios”, serão oferecidas as seguintes opções (MANUAL, 2007): Busca de Exemplar:•  realiza buscas dos exemplares contidos na biblioteca.
  • 126.
    124EAD - CIAR/UFG/UAB Vocêpode fixar um período de tempo para contabilizar as devoluções, para ordenar os resultados (por código de barra, autor, título, código do usuário, nome do usuário, data de empréstimo etc) e definir o for- mato do arquivo em que serão gerados os resultados. Após definir os parâmetros, clique“enviar”. Bibliografias Mais Populares•  - gera um relatório das bibliografias mais populares ou consultadas. Após definir como os resultados serão ordenados e qual o formato do arquivo a ser gerado, clique “En- viar”. Membros com livros atrasados•  - gera um relatório de membros com atrasos em sua conta. Para o campo“Até”, informe a data no formato: aaaa-mm-dd. Por exemplo: 2008-12-22 (22 de dezembro de 2008). Se permanecer a opção“today”, o sistema emitirá todos os membros em atraso até o dia em que foi solicitado a geração do relatório. Após informar os parâmetros solicitados pelo sistema, clique“enviar”. Reservas Realizadas Contendo Informações do Membro:•  gera um relatório dos membros. Observe que o formato das datas para os campos“Reservando antes de”e“Reservado desde”é aaaa-mm- dd (ex: 2008-03-25, para indicar 25 de março de 2008). Selecione como os resultados serão ordenados e o formato do arquivo que será gerado pelo sistema. Após, clique“Enviar”.
  • 127.
    125 Auxiliar deBiblioteca Alémdessesrelatórios,aequipetambémpodeprepararoutrosformuláriosimpressosqueconsiderarimportan- tes para a avaliação dos serviços da biblioteca e elaboração de estatísticas, conforme sugestões abaixo. Quadro de frequência de usuários•  - Ao final do mês, somar o total de usuários por categoria para to- talizar a frequência à biblioteca. Consulta aos materiais•  – consiste em anotar o tipo e a quantidade de material utilizado durante todo o período de atendimento. Pode ser captado dos materiais deixados sobre as mesas ou que o auxiliar tenha oferecido ao usuário.
  • 128.
    126EAD - CIAR/UFG/UAB Tiresuas dúvidas sobre o openbiblio no moodle. As estatísticas devem culminar em relatórios que ofereçam dados sobre acervo, serviços de processa- mento técnico, serviços a usuários, usuários inscritos, frequência, consultas e empréstimos, ação de divul- gação e eventos promovidos. Os relatórios podem ser mensais, semestrais ou anuais. Esses relatórios geral- mente contribuem para mostrar às instituições mantenedoras como os recursos estão sendo aplicados para o atendimento das demandas do público da biblioteca.
  • 129.
    127 Auxiliar deBiblioteca Tema 5 - Organização do Espaço Físico A biblioteca deve oferecer condições para acolher os diversos públicos e as diversas atividades nela realizadas. Pensar o espaço físico da biblioteca é fundamental para que todos se sintam bem acolhidos. O espaço da biblioteca O primeiro passo a ser definido na organização de uma biblioteca é a sua localização. Para tanto, deve-se levar em consideração os seguintes pontos: facilidade de acesso;•  boa iluminação, porém que não seja diretamente exposta a raios solares durante grande parte do dia.•  O sol direto é altamente prejudicial aos livros e torna o ambiente muito quente, pouco acolhedor. A radiação UV máxima recomendada tanto para a área destinada ao acervo quanto para aquela onde as pessoas permanecerão (usuários e funcionários) é de 75 UV (m w/lumem); entrada independente de forma a permitir seu funcionamento, mesmo fora das horas e períodos nor-•  mais de aula; possibilidade de ampliações futuras;•  distância de locais de muito barulho;•  localização térrea pois, os livros colocam uma sobrecarga na estrutura da edificação de cerca de 800•  kg/m de estante. Acessibilidade com especial atenção aos usuários portadores de deficiências físicas, assim é preciso•  providenciar rampas de acesso para facilitar a locomoção desses usuários. Sanitários exclusivos para os funcionários, a fim de evitar ausências prolongadas que possam preju-•  dicar o atendimento ao público. 127 Auxiliar de Biblioteca Planejamento de Bibliotecas em relação ao peso Andréa Lemos e Rosilei Paixão Muitos são os casos em que a implantação de uma unidade de informação ocorre em locais inadequa- dos, pois são adaptadas salas já existentes na instituição sem observar alguns critérios de segurança como o peso, por exemplo. Para elaborarmos um projeto de edifício deverá ser levado em conta o“peso vivo”e o“peso morto”. O“peso vivo”é calculado prevendo-se o crescimento da coleção, a quantidade de mobiliário e os equi- pamentos que serão utilizados no armazenamento e na climatização . É importante que o bibliotecário possa fornecer ao arquiteto o número provável de usuários em relação a uma população ou instituição para estimar o número de pessoas que circularão pelo local. Deve-se calcular uma média de 75 Kg/m2 por pessoa. É importante observarmos que livros armazenados juntos são muito pesados. Livros comuns coloca- dos em uma prateleira de 90 cm pesam cerca de 11,4kg a 13,60kg. Coleções de referência pesam cerca de 23 kg a 25 Kg em cada prateleira. Também deve ser computado o “peso morto” que se constitui do telhado, das paredes, janelas, piso etc. Para que uma biblioteca possa ter toda a sua extensão preparada para suportar o peso da coleção é preciso observar os seguintes critérios: colunas de sustentação maiores e fundações mais profundas, o que representa um custo maior na construção mas, que permitirá instalar a biblioteca em qualquer andar do edifício, apesar da recomendação de instalá-la preferencialmente no andar térreo.
  • 130.
    128EAD - CIAR/UFG/UAB Oespaço mínimo indicado para a biblioteca é de, aproximadamente, 50 m2 , o que corresponde ao tamanho de uma sala de aula. A capacidade de resistência ao peso indicada como segura é a de aproximadamente 732 kg/m2 (150 lb/ ft2) o que permitirá arranjar livremente a coleção e a área de armazenamento que torna-se mais pesa- da à medida que é condensada. Organização do espaço As áreas destinadas à biblioteca deverão estar naturalmente relacionadas com o tamanho da instituição, com o número de usuários e serviços a serem prestados. Para que uma biblioteca cumpra suas finalidades mínimas, é preciso pensar em: espaço para funcionários;•  espaço para acervo;•  espaço para usuários.•  Espaço para funcionários: Levam-se em consideração os seguintes setores ou atividades internas: Recepção•  – deve estar próxima à entrada da biblioteca, para realização de empréstimos e devolução de documentos. Por ser um ponto de observação e apoio aos frequentadores da biblioteca, a localização da recepção deve oferecer uma visão geral da biblioteca. A recepção deve contar com um balcão. Este balcão deve ter escaninhos para arquivar livros de empréstimos, gavetas, prateleira para livros devolvidos etc. Na recepção deve-se considerar também a possibilidade de disponibilizar para o usuário um terminal de consulta on-line ao catálogo da biblioteca. Os espaços são calculados tendo como parâmetro o mobiliário e equipamentos específicos (mesas, ca- deiras, estantes e circulação) para cada item acima relacionado. recepçÃO - Bc/UFG
  • 131.
    129 Auxiliar deBiblioteca sala de preparação do material•  – sala especial para execução dos serviços técnicos. Deve ter mesas suficientes para a quantidade de profissionais que ali trabalham. sala de reunião•  – sala para trabalhos em equipe. Sala com pelo menos nove metros quadrados, com mesa de seis lugares e estante para livros. Ou ainda, mesas pequenas que possam ser agrupadas. sala De preparaçÃO - Bc/UFG sala De reUniÃO - ciar/UFG Para acomodar um funcionário deve-se prever uma área de aproximadamente 6,5 m², considerando-se que o funcionário precisará de: mesa 1,20 X 0,75m•  cadeira 0,45 X 0,45 m•  área de circulação 0,60 X 0,45 m•  A área mínima para uma pessoa em sala individual não deve ser inferior a 9,3 m² . Essa área vai dimi- nuindo proporcionalmente ao aumento do número pessoas que ocuparão uma sala.
  • 132.
    130EAD - CIAR/UFG/UAB Espaçopara acervo Umaestantedefacedupla,com10prateleiras,temacapacidadedearmazenarnovemetroslinearesdoacer- vo (armazenamentocompacto).Deveseracrescentadoaocálculomais25%paraalojarcomodamenteacoleção atual. O cálculo de crescimento da coleção é feito por meio da medição por títulos ao ano. As dimensões gerais: Largura das seções – 1m Profundidade – 20 a 25cm Espessura das prateleiras – 2 a 2,5cm Espaço entre estantes fronteiras – 0,76 a 1m Largura dos corredores principais – 1,10m Peso – 80Kg/m³ Área – 1m²/50 volumes Número medio de volumes por prateleira – 30 O acervo geralmente é organizado conforme a natureza do material: revistas científicas (periódicos), livros, discos, vídeos etc. O acervo deve ser acomodado em estantes próprias para os diversos tipos de material. Elas devem ser em aço, para evitar cupim e outros parasitas. acervO Geral - Bc/UFG
  • 133.
    131 Auxiliar deBiblioteca Assim, pode-se pensar em destinar áreas para as seguintes coleções: referência•  – material bibliográfico destinado à consulta e a prestar informações, tais como enciclopédias, dicionários, atlas etc. As estantes podem ter de 1 a 1,10 cm de altura. Como o material de referência é mais volumoso, em média podem ser colocados 18 volumes por prateleira. Referência - BC/UFG setor de periódicos•  –umdosmaisimportantessetoresdabiblioteca.Nestelocaldevem-secolocarmóveis expositores de revistas e jornais. sala de material áudio-visual•  – sala para armazenar matérias especiais como vídeo, CD, DVD etc. Esta sala deverá ter os equipamentos, leitores e tomadas para testes. Setor de periódicos - BC/UFG Sala de material audio visual - BC/UFG
  • 134.
    132EAD - CIAR/UFG/UAB Livros• – as estantes para os livros têm as seguintes especificações: a) altura máxima: 1,80cm; b) largura das secções: 1m; c) profundidade: 0,20 a 0,25cm; d) número de prateleiras: de 5 a 6 (reguláveis e removíveis); e) espaço entre uma estante e outra: 0,76 a 1 m para facilitar a circulação dos usuários. As estantes devem ser dispostas em blocos, de forma que a movimentação de leitores pela coleção de livros não perturbe os que estão estudando em seus lugares. Para calcular a área das estantes e sua quan- tidade, deve-se observar o seguinte: 1 m² para 50 volumes. Este cálculo é feito prevendo o crescimento vegetativo da biblioteca. Dessa forma, o acervo ainda pode ocupar 2/3 da capacidade total das estantes. Conforme este cálculo, a biblioteca com coleção de 3.000 volumes deverá reservar, no mínimo, 60 m² para a área global das estantes, inclusive corredores. Espaço para o leitor O espaço físico mínimo necessário para o usuário depende da categoria em que ele se insere. De um modo geral destina-se para (Wehplozt; Candido, Bono, 2008): aluno de graduação – 2,3 m²;•  aluno de pós-graduação – 3,2 m²;•  professores – 3,7 m².•  sala de leitura•  – espaço para acomodar 10% dos usuários, onde pode ficar localizado o ponto do con- trole de empréstimo e seção de referência. Mesa de estudo individual Espaço entre mesas
  • 135.
    133 Auxiliar deBiblioteca mesas De esTUDO em GrUpO Não esqueça que ainda serão necessários: mural de cortiça para divulgar os eventos e serviços da biblioteca;•  ar condicionado;•  bebedouro;•  copiadora;•  microcomputador e impressora;•  telefone/fax.•  Dicas: Para definir o tipo de mobiliário para as diversas atividades do usuário, considere: Mesas: o tamanho mínimo de mesa individual é de 90 cm X 60 cm. Mesas muito compridas devem•  ser evitadas. O espaço que um adulto ocupa é de 80 cm, no mínimo. As mesas redondas para 6 ou 8 leitores são caras e ocupam muito espaço. Entre uma mesa e outra deve haver um espaço de 1,5 m mais ou menos. As mesas mais recomendáveis são as simples, sem ornamentação e de cantos arre- dondados. A altura regulará entre 80 e 85 cm. Cadeiras: devem ser resistentes, com pés protegidos por borrachas para evitar o barulho. O tama-•  nho deve ser de 0,45 m X 0,45 m. WEHRPLOTZ; CANDIDO; BONO (2008) Resumo do Módulo 5 Neste módulo você teve a oportunidade de conhecer alguns princípios e funções da administração. É por meio de uma boa administração que a biblioteca pode de fato cumprir seus propósitos. Cabe ao adminis- trador, com a colaboração de toda a sua equipe, planejar, organizar, controlar, liderar e avaliar os objetivos e resultados alcançados. A participação do Auxiliar de Biblioteca não só é desejável, como também prevista em suas atribuições pelo sistema de classificação de ocupações do Ministério do Trabalho e do Emprego. Você aprendeu também como emitir relatórios estatísticos utilizando o sistema OpenBiblio e organizar o espaço físico da biblioteca. Esperamos que você esteja apto a responder questões do tipo: como organizar o espaço para acomodar usuários, acervo e funcionários? Qual o mobiliário necessário? Qual o melhor local para implantar a biblioteca? Esperamos que você tenha aproveitado bastante. Boa sorte!
  • 136.
    134EAD - CIAR/UFG/UAB Referências ALMEIDA,Maria Christina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de informação. Brasília: Ed. Bri- quet de Lemos, 2000. CARVALHO, Dóris de Queiroz. Bibliotecas de escolas técnicas industriais. Brasília: MEC, 1970. CHIAVENATO, I. Administração Teoria, Processo e Prática. São Paulo: Makron Books, 1997. ___________. Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron Books, 1997. DRUCKER, P. F. 50 casos de Administração. São Paulo: Pioneira, 1993. GERALDO, Luiz Gonzaga. Noções sobre Administração Rural. Belo Horizonte: EMATER/MG, 2000. Disponível em: <http://www.emater.mg.gov.br/doc%5Csite%5Cserevicoseprodutos%5Clivraria%5CComercializa%C3%A7% C3%A3o%5CNo%C3%A7%C3%B5es%20sobre%20Administra%C3%A7%C3%A3o%20Rural.pdf>. Acesso em: 12 dez 2008. GOMES, Alexandre de Assis. O Processo Administrativo. Disponível em: <http://www.faculdadefortium.com. br/alexandre_assis/material/ADM%20-%20O%20Processo%20Administrativo%20-%20O%20planejamen- to.pdf>. Acesso em: 12 dez 2008. HAMPTON, D. R. Administração Contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo: McGraw Hill, 1992. JACOBSEN, Alessandra Linhares; CRUZ JUNIOR, João Benjamim da; MORETTO NETO, Luis Moretto. Adminis- tração: Introdução e teorias. Florianópolis : SEaD/UFSC, 2006. LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos, 1996. LODDI, J. B. História da Administração. São Paulo: Pioneira, 1993. Manual de Instruções do OpenBiblio. Faculdade de Tecnologia da Zona Leste - FATEC – ZL, 2007. PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e Administração de Bibliotecas. 2. ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000. VANTI, Nádia. Ambiente de qualidade em uma biblioteca universitária: aplicação do 5S e de um estilo parti- cipativo de administração. Ci.Inf. vol.28 n.3 Brasilia Sept./Dec. 1999 WEHRPLOT,Elizabeth; CANDIDO, Helena; BONO, Leonardo. Padrões de espaços em biblioteca: acervo, usuários, funcionários. Disponível em: <http://campus.fortunecity.com/mcat/102/espaco.htm>. Acesso em: 12 dez 2008.
  • 138.
    136EAD - CIAR/UFG/UAB 0Generalidades 001 Ciência e conhecimento em geral. 004 Informática 004.3 Equipamento informático. Hardware 004.4 Software 004.7 Comunicação de computadores. Redes de computadores. Inter- net 005 Gestão 008 Civilização, cultura e progresso 01 Bibliografias. Catálogos 02 Biblioteca e Documentação 025.45 Classificações decimais (CDU, CDD) 027.8 Bibliotecas escolares 030 Obras gerais de referência. Enciclopédias e Dicionários, etc. Classificar aqui obras sobre enciclopédias e outras obras gerais de referência. Para as próprias enciclopédias e obr. ref. utilizar o auxiliar de forma (03) 050 Publicações periódicas. 06 Organizações e colectividades de qualquer tipo. Associações. Congressos. Exposições. 069 Museus. Colecções. Galerias. Exposições permanentes 070 Jornais. Jornalismo. Imprensa. 087.5 Publicações para crianças e jovens 087.7 Publicações oficiais e semioficiais 1 Filosofia. Psicologia 1 A/Z Filósofos 1(031) Enciclopédia de Filosofia 1(038) Dicionário de Filosofia 1(091) História da Filosofia 101 Natureza e âmbito da filosofia 111 Metafísica Geral. Ontologia 122 Metafísica Especial 13 Filosofia da Mente e do Espírito 133 Ocultismo 14 Sistemas Filosóficos 159.9 Psicologia 159.96 Estados e processos mentais especiais (hipnose, sonhos) 159.97 Psicopatologia. Deficiências mentais 159.98 Psicologia aplicada. Psicotecnologia 161/162 Fundamentos da lógica 164 Logística. Lógica simbólica 165 Teoria do conhecimento. Epistemologia 167/168 Metodologia lógica 17 Filosofia moral. Ética. Filosofia prática Anexo
  • 139.
    137 Auxiliar deBiblioteca 2 Religião 2-1 Teoria e filosofia da religião. Fenómeno da religião 2-15 Natureza de Deus(es) 2-17 Universo. Cosmologia 2-18 Homem. Humanidade. Antropologia doutrinal 2-2 Testemunhos da religião 2-3 Pessoas na religião 2-4 Actividades religiosas. Práticas religiosas 2-5 Devoção. Culto. Rituais e cerimónias 21 Religiões pré-históricas e primitivas 22 Religiões do extremo oriente 23 Religiões da Índia 24 Budismo 25 Religiões do mundo antigo 26 Judaísmo 27 Cristianismo 27-23 Bíblia. Textos originais. Versões da bíblia. Histórias da Bíblia 27-9 História geral da igreja cristã 271/279 Igrejas e seitas cristãs 28 Islamismo 29 Movimentos espirituais modernos 3 Ciências Sociais 3(031) Enciclopédia de Ciências Sociais 3(038) Dicionário de Ciências Sociais 3(091) História das Ciências Sociais 30 Teorias, metodologias e métodos nas ciências sociais em geral. Sociografia 311 Ciência estatística 314 Demografia. Estudos da população 316 Sociologia 32 Política 321 Formas de Organização Política 324 Eleições. Campanhas Eleitorais. Resultados Eleitorais 325 Colonização 328 Parlamentos. Governos 329 Partidos e Movimentos Políticos 33 Economia 330 Economia em Geral 331 Trabalho. Emprego. Economia do trabalho. Organização do trabalho 334 Formas de organização e cooperação na economia 336 Finanças. Banca. Moeda 339 Comércio. Relações económicas internacionais. Economia Mundial 339.92 União Europeia (actividades económicas)
  • 140.
    138EAD - CIAR/UFG/UAB 34Direito 342 Direito Público. Direito Constitucional. Direito administra- tivo 347 Direito Civil 35 Administração pública 355/359 Arte e Ciência Militares. Defesa Nacional. Exército 36 Assistência. Segurança Social. 366 Consumo 368 Seguros 37 Educação 37.01 Teoria e política da educação 37.013 Pedagogia geral 37.02 Questões gerais de didáctica e metodologia 37.03 Formação da inteligência e da personalidade (matérias trans- versais: educação para a cidadania, educação para a saúde, educação ambiental, educação rodoviária, etc.) 37.04 Orientação escolar e profissional 37.06 Problemas sociais. Relações escola-família 371 Organização do ensino. Sistemas educativos 371.1 Gestão das escolas. 371.13 Formação de professores 371.2 Organização da instrução, do ensino 371.26 Avaliação dos alunos. Métodos de avaliação 371.27 Sistemas de avaliação. Exames. Notas 371.64 Bibliotecas escolares 371.67 Materiais de ensino. Livros escolares 371.7 Saúde e higiene escolar. Educação para a saúde 373.2 Formas de ensino pré-escolar 373.3 Escolas do ensino básico 373.5 Escolas do ensino secundário 374.7 Educação de adultos 376 Ensino especial 377 Formação profissional 378 Ensino superior. Universidades 379.8 Lazer 39 Etnologia. Etnografia. Usos e costumes. Vida Social. 398 Folclore em sentido restrito. Tradições populares 4 Vazia 5 Ciências Exactas e Naturais 5(031) Enciclopédia da Ciência 5(038) Dicionário da Ciência 5(091) História da ciência 50 Generalidades sobre ciências puras 502 O meio ambiente e a sua protecção
  • 141.
    139 Auxiliar deBiblioteca 504 Ameaças ao ambiente 51 Matemática 511 Teoria dos números 512 Álgebra 514 Geometria 517 Análise matemática 519.2 Probabilidade. Estatística matemática 52 Astronomia. Astrofísica. Investigação espacial. Geodésia 523 Sistema Solar 524 Estrelas. Sistemas Estrelares. Universo 53 Física 531 Mecânica geral. Mecânica dos corpos sólidos 532 Mecânica dos fluidos. Hidromecânica 534 Acústica. Vibrações 535 Óptica 536 Calor. Termodinâmica 537 Electricidade. Magnetismo. Electromagnetismo. 539 Natureza física da matéria 54 Química 542 Química prática de laboratório 543 Química analítica 544 Química física 546 Química inorgânica 547 Química orgânica 548 Cristalografia 549 Mineralogia 55 Ciências da terra. Ciências geológicas 551.1/.4 Geologia geral 551.5 Meteorologia. Climatologia 552 Petrologia. Rochas. Minerais 56 Paleontologia 57 Ciências Biológicas 572 Antropologia 573 Biologia Geral e Teórica 574 Ecologia geral e biodiversidade 575 Genética. Hereditariedade 576 Biologia celular. Citologia 577 Bioquímica. Biologia Molecular 58 Botânica 59 Zoologia 592 Invertebrados 597/599 Vertebrados
  • 142.
    140EAD - CIAR/UFG/UAB 599.89Hominídeos. Homo sapiens. Humanos. Homem Classificar aqui a posição da humanidade na natureza e comparações entre humanos e animais no geral. Para antropologia geral ver 572; para anatomia humana ver 611; para fisiologia humana ver 612; para patologia humana ver 616 6 Ciências Aplicadas 6(031) Enciclopédia das ciências aplicadas 6(038) Dicionário das ciências aplicadas 61 Ciências médicas 611 Anatomia. Anatomia humana e comparada 612 Fisiologia. Fisiologia humana e comparada 613 Higiene. Saúde e higiene pessoal 613.2 Dietética. Princípios nutricionais aplicados à alimentação 613.81 Bebidas alcoólicas. Abstinência. Movimento anti bebidas alcoólicas 613.83 Narcóticos 613.84 Tabaco. Fumar. Movimento antitabágico 613.88 Educação sexual. Sexualidade. Planeamento familiar. 614 Saúde pública. Prevenção de acidentes 614.4 Controlo e prevenção das doenças transmissíveis (infeccio- sas, contagiosas). Prevenção de epidemias 615 Farmacologia. Terapêutica. Toxicologia 616 Patologia. Medicina clínica 616.9 Doenças transmissíveis. Doenças, febres infecciosas e conta- giosas 616.98 Infecções virais e bacterianas (inclui SIDA) 62 Engenharia. Tecnologia em geral. Maquinaria 621.3 Electrotecnia 621.39 Telecomunicações. Comunicação. Radiocomunicação. Ima- gem (televisão, vídeo, etc.) Nota: classificar aqui apenas em relação à comunicação eléc- trica 624 Engenharia civil e estrutural 63 Agricultura. Silvicultura. 64 Economia doméstica. Ciências domésticas. 65 Organização e administração da indústria, do comércio e dos transportes 656 Serviços postais e de transportes 657 Contabilidade 658 Gestão, administração empresarial. Organização comercial 658.3 Relações humanas no seio da empresa. Gestão e administra- ção de recursos humanos 658.8 Marketing. Vendas. Pesquisa de mercado 659 Publicidade. Propaganda
  • 143.
    141 Auxiliar deBiblioteca 659.3 Comunicação de massas. Informação, esclarecimento do público em geral 659.4 Relações públicas 66 Tecnologia química. Indústria química e afins 663 Microbiologia industrial. Indústria de bebidas. 664 Produção e conservação de alimentos sólidos 666.1 Indústria do vidro 666.3 Cerâmica 67 Indústrias e ofícios diversos 68 Indústrias, artes e ofícios de artigos acabados 681.8 Instrumentos musicais 689 Artesanato amador. Hobbies 7 Arte. Música. Jogos. Despor- tos. Espectáculos 7(031) Enciclopédia de Arte 7(038) Dicionário de Arte 7(091) História da Arte 7 A/Z Artistas e sua obra 7.01 Teoria geral da arte. Estética. Filosofia da arte. Crítica da arte 7.03 Estilos artísticos 71 Planeamento territorial físico. Planeamento regional, urbano e rural 72 Arquitectura 73 Artes plásticas 73.02 Técnicas das artes plásticas 74 Desenho. Design. Artes e ofícios aplicados 744 Desenho técnico 75 Pintura 75 A/Z Pintores 76 Artes gráficas. Gravura 77 Fotografia 78 Música 78.03 História da Música 79 Divertimentos. Espectáculos. Jogos. Desportos 791 Cinema. Filmes 791(049.32) Análises criticas a filmes 791.077 Filme amador (inclui home movies) 791.221/.228 Género de filmes 791.221.1 Musicais [subdivisão de 791.221 apenas na versão CDU Int.] 791.229 Filme documentário. Cine jornal 792 Teatro. Representação teatral 792.21 Tragédias 792.8 Ballet. Coreografia. Dança 794 Jogos de mesa e tabuleiro 796 Desportos. Ginástica
  • 144.
    142EAD - CIAR/UFG/UAB 796.3Jogos de bola 796.4 Ginástica. Acrobacia. Atletismo 796.5 Excursões. Montanhismo. Campismo 796.6 Desportos sobre rodas. Ciclismo. Patinagem 796.7 Automobilismo. Motociclismo. 796.8 Desportos de combate. Provas de força. 797 Desporto aquático. Desporto aéreo 798 Desportos com cavalos e outros animais 8 Linguística. Literatura 80 Questões gerais relativas à linguística e à literatura. Filologia 81 Linguística. Línguas 811.111 Língua inglesa 811.111(038) Dicionário de Inglês 811.111(038)=134.3 Dicionário de Inglês-Português 811.111(038)=134.3 811.134.3(038)=111 Dicionário de Inglês-Português, Português-Inglês [indicar duas notações] 811.111’36 Gramática da língua inglesa 811.112.2 Língua alemã 811.124 Latim 811.133.1 Língua francesa 811.134.2 Língua espanhola 811.134.3 Língua portuguesa 811.14’02 Grego clássico 82 Literatura Indicar aspectos filológicos da literatura dando outra notação em 801 e aspectos linguísticos com outra notação em 81 82(031) Enciclopédia de literatura 82(038) Dicionário de literatura 82(091) História da literatura 82-1/-9 Géneros literários Nota: aplicáveis em 821.1/.9 82-1 Poesia 82-2 Drama / Peças de teatro 82-3 Ficção. Prosa narrativa 82-31 Romance 82-311.9 Ficção científica 82-312.4 Romance policial. Romance de mistério, suspense. Thrillers 82-32 Histórias curtas. Novela 82-34 Conto. Lenda 82-342 Contos com teoria ou prática moral 82-343 Mitos. Lendas. Contos de fadas 82-39 Romances antigos. Medievais. De cavalaria 82-6 Cartas. Arte epistolar 82-83 Diálogos filosóficos ou discursivos 82-9 Outros géneros literários – banda desenhada
  • 145.
    143 Auxiliar deBiblioteca 82-93 Literatura infantil e juvenil 82-94 História como género literário. Crónicas. Anais. Diários. Biografias. Autobiografias. 82-96 Obras de ciência e filosofia como literatura 82-992 Narrativas de viagens 82 A/Z Obras de autores específicos Nota: Seleccionar o número de literatura em questão em 821... especificar o género e o nome do autor, de forma abre- viada se assim se entender Ex: 821.111SHAK [Obras de W. Shakespeare] 82 A/Z 1/7 Tipos de edição 82 A/Z 1/7.02 Edição bilingue ou comentada 82 A/Z 1/7.05 Edição resumidas. Paráfrases 82 A/Z3 Selecções. Antologias 82 A/Z7 Obras individuais Nota: acrescentar o título abreviado se necessário Ex: 821.111SHAK7ROM [Romeu e Julieta de W.Shakespeare] 82.0 Teoria, estudos e técnicas literárias 82.02 Escolas tendências e movimentos literários: especificar por extensão alfabética. Ex: 82.02 Romantismo 82.09 Crítica Literária. Estudos literários 821.1/.8 Literatura por países 821.111 Literatura inglesa 821.111(73) Literatura americana 821.112.2 Literatura alemã 821.131.1 Literatura italiana 821.133.1 Literatura francesa 821.134.2 Literatura espanhola 821.134.2(7/8) Literatura hispano-americana 821.134.3 Literatura portuguesa 821.134.3(038) Dicionário de literatura portuguesa 821.134.3(091) História da literatura portuguesa 821.134.3.09 Crítica, estudos de literatura portuguesa 821.134.3 A/Z.09 Crítica literária a um autor específico português: Ex: 821.134.3 Queirós, Eça de.09 [Eça de Queirós] 821.134.3 A/Z Obra de um autor específico português Ex: 821.134.3QUEI [Obras de Eça de Queirós] 821.134.3 A/Z7 Obras individuais Ex: 821.134.3QUEI7MAI [Os Maias de Eça de Queirós] 821.134.3-1 Literatura portuguesa – Poesia Nota: Utilizada no caso de se pretender separar a literatura de uma língua por géneros, recorrendo aos auxiliares especi- ais em 82-1/-9 821.134.3(6) Literatura africana em língua portuguesa 821.134.3(81) Literatura brasileira 821.14’02 Literatura grega clássica
  • 146.
    144EAD - CIAR/UFG/UAB 821.16Literaturas eslavas 821.411.21 Literaturas árabes 9 Geografia. Biografias. História. 902 Arqueologia 903 Pré-história. Vestígios. Artefactos. Antiguidades. Interpreta- ção e síntese de relíquias do homem antigo, suas formas de cultura e civilizações 904 Vestígios culturais dos períodos históricos. Artefactos da história antiga, medieval e moderna 908 Monografias regionais ou de países Ex: 908(469.6) [Monografia do Algarve] 91 Geografia 910 Geografia como ciência 911 Geografia geral (física, humana, teórica, comparada, norma- tiva, aplicada) 912 Representação não literárias, não textuais de uma região. Gráficos, cartogramas, mapas, atlas, globos 913(100) Geografia universal 913(3) Geografia do mundo antigo 913(4) Geografia da Europa 913(469) Geografia de Portugal 929 Biografias 929 A/Z Biografias individuais Ex: 32Relvas, José 929Relvas, José [Biografia do político José Relvas] 929.6 Heráldica 929.7 Nobreza. Títulos. Nobiliarquia 929.9 Bandeiras. Estandartes 93 História 930.1 História como ciência. Teoria e filosofia da história 930.2 Metodologia da história 930.85 História das civilizações 94 História em geral: países e povos 94(100) História mundial (enumeração cronológica dos factos) 94(100)”…/05)” História antiga em geral 94(100)”05/14” História da Idade Média em geral 94(100)”15/19” História Moderna e contemporânea em geral 94(100)”1914/1918” História do da Primeira Guerra Mundial 94(100)”20” História do século XXI 94(3) História do mundo antigo 94(33) História do Egipto antigo 94(4+7) História do Ocidente 94(4) História da Europa 94(4)”375/1492” História da Europa na Idade Média 94(4)”1492/1914” História da Europa na Idade Moderna
  • 147.
    145 Auxiliar deBiblioteca 94(=214.58) História dos povos romani, ciganos 94(469) História de Portugal Fundo Local 3(469. ) Ciências Sociais (Sociologia, política, Direito, etc.) 37(469. ) Educação 398(469. ) Folclore 502(469. ) Ciências naturais. Meio ambiente 7(469. ) Arte 908(469. ) Monografias da região Ex: 908(469.6) [Monografia do Algarve] 91(469. ) Geografia 929(469. ) Biografias 94(469. ) História Alterados / Retirados da tabela anterior (referente à versão para o ensino secundário) 031 Enciclopédias 038 Dicionários 038=111 Dicionário de Inglês 038=112.2 Dicionário de Alemão 038=124 Dicionário de Latim 038=14 Dicionário de Grego 038=131.1 Dicionário de Francês 038=134.3 Dicionário de Português 22 Bíblia 23/28 Cristianismo 29 Religiões não cristãs. Mitologia. Cultos. 371.2 Alunos 371.214 Currículos 373.4 Ensino 2º e 3º ciclos 38 Turismo 504 Ciências do meio ambiente. Educação ambiental 502 Ciências Naturais 551 Geodinâmica. Geomorfologia. Oceanografia, etc. 614.4 Prevenção das doenças infecto contagiosas (hepatite, sida) 659.3 Comunicação social. 7(064) Catálogos de museus e exposições 791.43 Cinema Desnecessários na tabela pela introdução de novas notações 314.7 Migração 524.8 O Universo 539.1 Física Nuclear. Física atómica. Física molecular 544.6 Electroquímica 613.8 Saúde e higiene do sistema nervoso
  • 148.
    146EAD - CIAR/UFG/UAB Notas: • Esta tabela não substitui a tabela CDU publicada pela BN. • Recomenda-se vivamente a utilização da tabela BN com mais notações, indicações e exemplos. • Para imprimir seleccione tudo e modifique a cor do texto para automático. • Autor da adaptação inicial: desconhecido Legenda: A vermelho notações da nova tabela CDU BN A azul – correcções e notações adicionais que já constavam da tabela BN mas não estavam incluídas nesta versão