Artigo sobre o Capitulo 9. O poderoso átomo, do livro “Breve história de quase tudo”
Inês Reis, Margarida Teixeira, Sara Carneiro -12ºB
A verdadeira história da descoberta do átomo: 50 anos de peregrinação.
Sabias que enquanto Einstein e Hubble tentavam esclarecer a estrutura do cosmos, outros
estudavam e tentavam compreender o átomo?
Richard Feynman, um físico, afirmou “Todas as coisas são feitas de átomos”. Uma
molécula é um conjunto de dois ou mais átomos, que são a base da sua estrutura. O mesmo
cientista também afirmou que “ O comportamento dos átomos é completamente diferente de
qualquer experiência normal”.
Dalton descobriu que toda a matéria era constituída por partículas extraordinariamente
minúsculas, irredutíveis, numerosas, praticamente indestrutíveis e como as mesmas se encaixam.
Ficou famoso devido ao facto de conseguir determinar o peso relativo dos elementos conhecidos.
Um século depois da teoria de Dalton ser apresentada, a mesma continuava a ser
considerada hipotética. A primeira prova contra a existência dos átomos foi proposta por Einstein.
Mas foi Ernest Rutherford o primeiro verdadeiro
herói da era atómica. Ele recebeu o Prémio Nobel por
“investigações sobre desintegração dos elementos, e a
química das substâncias radioativas”. Foi na universidade
de Manchester que produziu os seus trabalhos mais
importantes.
Por volta de 1895, houve uma grande evolução na
história da ciência: no Laboratório Cavendish em que
Wilhelm Roentgen descobriu os raios X e Henri Becquerel
descobriu a radioactividade; em 1897, J.J. Thomson e
alguns colegas seus descobriram o electrão; em 1911,
C.T.R Wilson construiu o primeiro detetor de partículas;
em 1932, James Chadwich descobriu o neutrão e recebeu
um Prémio Nobel da Física por este feito e em 1935,
James Watson e Francis Crick descobriram a estrutura do
ADN.
Algumas dúvidas que ainda persistiam no século XX eram qual seria a forma dos átomos e
como se encaixavam uns nos outros. A opinião mais aceite era que o átomo era um objeto sólido,
denso, com carga positiva, composto por eletrões, como passas num bolo. Em 1910, Rutherford
constatou que o átomo era constituído por vácuo e com o núcleo muito denso no centro.
Atualmente sabe-se que os átomos são constituídos por protões, eletrões e neutrões. Os protões e
os neutrões localizam-se no núcleo e os eletrões giram a volta do mesmo. Os protões dão ao átomo
a sua identidade, os eletrões a sua personalidade e os neutrões contribuem para a sua massa.
Modelo atómico de Rutherford
Artigo sobre o Capitulo 9. O poderoso átomo, do livro “Breve história de quase tudo”
Inês Reis, Margarida Teixeira, Sara Carneiro -12ºB
Em 1913, Niels Bohr, que trabalhou com Rutherford, tentou desvendar a estrutura do
átomo pelo seu comportamento. Ele fez um estudo sobre a Constituição dos Átomos e das
Moléculas, no qual apresentava uma nova teoria onde explicava o “salto quântico”, isto é, o
eletrão passava de uma órbita para a outra sem visitar o espaço entre elas. Isto ajudou a
compreender os estranhos comprimentos de onda do hidrogénio. Este trabalho deu a Bohr o
Prémio Nobel da Física.
Werner Heisenberg criou a mecânica quântica que assenta no Principio de Incerteza de
Heisenberg, isto é, nunca se pode saber onde estará um eletrão num determinado instante. Essa
incerteza defende que ou conseguimos saber o percurso do eletrão ou conseguimos determinar
onde ele se encontra, mas nunca podemos saber as duas coisas ao mesmo tempo. Por outro lado,
Einstein propôs a Teoria da Relatividade, que enuncia que nada pode ultrapassar a velocidade da
luz.
Mais tarde, em 1925, Wolfgang Pauli continuou os trabalhos de Heisenberg e enunciou o
Princípio da Exclusão que afirmava que duas partículas subatómicas apresentam uma propriedade
conhecida como spin, não existindo dois eletrões na mesma orbital com o mesmo spin.
Esses estudos sobre o átomo levaram à descoberta que há duas forças que mantêm os
átomos unidos: força nuclear forte, que mantém os protões juntos dentro do núcleo e força nuclear
fraca, que controla as taxas de decadência radioativa.
Em 1940, a comunidade científica tinha a ideia que o átomo já era profundamente
conhecido, após a descoberta dos neutrões, em 1932, culminando esse conhecimento na produção
da bomba atómica. Atualmente ainda há muito por desvendar do átomo, e os cientistas acreditam
que o conhecimento do átomo ainda não é assim tao profundo…

A verdadeira história do átomo

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    Artigo sobre oCapitulo 9. O poderoso átomo, do livro “Breve história de quase tudo” Inês Reis, Margarida Teixeira, Sara Carneiro -12ºB A verdadeira história da descoberta do átomo: 50 anos de peregrinação. Sabias que enquanto Einstein e Hubble tentavam esclarecer a estrutura do cosmos, outros estudavam e tentavam compreender o átomo? Richard Feynman, um físico, afirmou “Todas as coisas são feitas de átomos”. Uma molécula é um conjunto de dois ou mais átomos, que são a base da sua estrutura. O mesmo cientista também afirmou que “ O comportamento dos átomos é completamente diferente de qualquer experiência normal”. Dalton descobriu que toda a matéria era constituída por partículas extraordinariamente minúsculas, irredutíveis, numerosas, praticamente indestrutíveis e como as mesmas se encaixam. Ficou famoso devido ao facto de conseguir determinar o peso relativo dos elementos conhecidos. Um século depois da teoria de Dalton ser apresentada, a mesma continuava a ser considerada hipotética. A primeira prova contra a existência dos átomos foi proposta por Einstein. Mas foi Ernest Rutherford o primeiro verdadeiro herói da era atómica. Ele recebeu o Prémio Nobel por “investigações sobre desintegração dos elementos, e a química das substâncias radioativas”. Foi na universidade de Manchester que produziu os seus trabalhos mais importantes. Por volta de 1895, houve uma grande evolução na história da ciência: no Laboratório Cavendish em que Wilhelm Roentgen descobriu os raios X e Henri Becquerel descobriu a radioactividade; em 1897, J.J. Thomson e alguns colegas seus descobriram o electrão; em 1911, C.T.R Wilson construiu o primeiro detetor de partículas; em 1932, James Chadwich descobriu o neutrão e recebeu um Prémio Nobel da Física por este feito e em 1935, James Watson e Francis Crick descobriram a estrutura do ADN. Algumas dúvidas que ainda persistiam no século XX eram qual seria a forma dos átomos e como se encaixavam uns nos outros. A opinião mais aceite era que o átomo era um objeto sólido, denso, com carga positiva, composto por eletrões, como passas num bolo. Em 1910, Rutherford constatou que o átomo era constituído por vácuo e com o núcleo muito denso no centro. Atualmente sabe-se que os átomos são constituídos por protões, eletrões e neutrões. Os protões e os neutrões localizam-se no núcleo e os eletrões giram a volta do mesmo. Os protões dão ao átomo a sua identidade, os eletrões a sua personalidade e os neutrões contribuem para a sua massa. Modelo atómico de Rutherford
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    Artigo sobre oCapitulo 9. O poderoso átomo, do livro “Breve história de quase tudo” Inês Reis, Margarida Teixeira, Sara Carneiro -12ºB Em 1913, Niels Bohr, que trabalhou com Rutherford, tentou desvendar a estrutura do átomo pelo seu comportamento. Ele fez um estudo sobre a Constituição dos Átomos e das Moléculas, no qual apresentava uma nova teoria onde explicava o “salto quântico”, isto é, o eletrão passava de uma órbita para a outra sem visitar o espaço entre elas. Isto ajudou a compreender os estranhos comprimentos de onda do hidrogénio. Este trabalho deu a Bohr o Prémio Nobel da Física. Werner Heisenberg criou a mecânica quântica que assenta no Principio de Incerteza de Heisenberg, isto é, nunca se pode saber onde estará um eletrão num determinado instante. Essa incerteza defende que ou conseguimos saber o percurso do eletrão ou conseguimos determinar onde ele se encontra, mas nunca podemos saber as duas coisas ao mesmo tempo. Por outro lado, Einstein propôs a Teoria da Relatividade, que enuncia que nada pode ultrapassar a velocidade da luz. Mais tarde, em 1925, Wolfgang Pauli continuou os trabalhos de Heisenberg e enunciou o Princípio da Exclusão que afirmava que duas partículas subatómicas apresentam uma propriedade conhecida como spin, não existindo dois eletrões na mesma orbital com o mesmo spin. Esses estudos sobre o átomo levaram à descoberta que há duas forças que mantêm os átomos unidos: força nuclear forte, que mantém os protões juntos dentro do núcleo e força nuclear fraca, que controla as taxas de decadência radioativa. Em 1940, a comunidade científica tinha a ideia que o átomo já era profundamente conhecido, após a descoberta dos neutrões, em 1932, culminando esse conhecimento na produção da bomba atómica. Atualmente ainda há muito por desvendar do átomo, e os cientistas acreditam que o conhecimento do átomo ainda não é assim tao profundo…