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"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e
vimos a sua glória, como a glória do
Unigénito do Pai, cheio de graça e de
verdade." (Jo 1.14).
O nascimento de Jesus Cristo se deu dentro
do plano divino para
salvar a humanidade.
João 1.1-14.
1- NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o
Verbo era Deus.
2- Ele estava no princípio com Deus.
3- Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que
foi feito se fez.
4- Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
5- E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a
compreenderam.
6- Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7- Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para
que todos cressem por ele.
8- Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.
9- Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que
vem ao mundo.
10- Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não
o conheceu.
11- Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12- Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;
13- Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.
14- E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua
glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade.
Deus não abandonou o ser humano no pecado. Por isso, o nascimento
de Jesus marca o início de uma nova era para a humanidade, em que a
promessa de perdão e de salvação, por intermédio de sua encarnação,
posterior crucificação e morte, foi efetuada por Ele
na cruz a fim de nos redimir.
1. No Antigo Testamento (Lc 24.27).
O Antigo Testamento dá abundantes predições sobre a vinda do
Messias ao mundo: na queda dos nossos primeiros pais, a vinda do
Salvador foi apontada (Gn 3.15); no sangue de animais no umbral das
portas na noite da Páscoa (Êx 12.1-13); no êxodo do povo judeu do
Egito (Êx 12.37-51; 13.17-22); nos 26 salmos messiânicos (SI 2.7;
16.10; 22.1ss; 35.19; 72.1ss; 118.22 e outros); na volta do exílio
babilônico; e nos profetas, especialmente o livro de Isaías,
denominado o livro messiânico do Antigo Testamento (Is 9; 11; 50).
2. Anunciado pelos anjos.
O anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe deu instruções de como ela
conceberia milagrosamente o menino Jesus (Lc 1.30-38). Quando os
anjos anunciaram o nascimento do Salvador aos pastores, estes foram
tomados de grande alegria e glória do Senhor (Lc 2.9), pois ao ouvirem
palavras tão alentadoras e o coral de anjos cantando foram
imediatamente à procura do Salvador (Lc 2.13-18).
3. Desfrutado pela humanidade. A visita dos pastores e dos sábios
simboliza toda a raça humana à procura de Deus. Essa visita não se
deu num belo palácio ornado de ouro, mas numa simples manjedoura
cheia de animais e palha; um lugar inóspito para o grande Rei e
Salvador. Mas foi ali que Deus mostrou-se em toda sua singeleza e
simplicidade, quando foi ao encontro do homem pecador uma vez
perdido e entregue ao opróbrio do pecado (Jo 1.9).
1. Um plano concebido desde a
fundação do mundo.
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus
que foi morto desde a fundação
do mundo (Ap 13.8), pois antes
de o homem pecar, o Pai, em sua
presciência, já havia provido um
salvador. Isso significa que,
quando o ser humano pecou.
Deus não foi pego de surpresa.
Entretanto, em seu eterno amor
pela humanidade, o Altíssimo
havia planejado o resgate dos
pecadores mediante o advento
da pessoa de seu Filho,
Jesus Cristo (Ap 13-8).
2. O nascimento do Salvador. O nascimento do Salvador é um evento
emblemático e simbólico acerca do propósito que Ele veio realizar:
salvar o mundo (Jo 3.16). Para isso o Filho nasceu longe de casa,
peregrinou para Belém sem acomodações adequadas, num
ambiente inóspito e extremamente humilde (Lc 2.1-7
Isso foi a demonstração da humildade divina, pois o Filho se esvaziou
de sua glória para habitar de maneira humilde entre os homens (Fp
2.7). Que belo gesto de doação de si mesmo, pois não poderia haver
maior entrega para mostrar esta verdade: Deus é amor (1 Jo 4.8)!
3. Um roteiro divino de vida. Desde
a fundação do mundo, Jesus foi o
Salvador e, a partir de seu
nascimento, essa realidade foi
confirmada (Lc 2.10,11): Ele foi
concebido por uma virgem, o que
atesta o fato milagroso de ser o Filho
de Deus incriado e gerado como
homem pelo Espírito Santo (Lc 1.35);
Jesus nasceu num contexto de
pobreza, o que mostra sua
humilhação e serviço aos
desafortunados (Lc 4.18-21); o Filho
de Maria cresceu numa família, o que
mostra a importância que Deus dá à
célula mater da sociedade (Lc 2.40).
Assim, o ministério terreno de Jesus seria abrangente (Lc 2.49),
mostrando que o Reino de Deus já havia chegado à Terra (Lc 10.9,11).
1. A encarnação do "Verbo". A Bíblia afirma, reiteradas vezes, que o
Filho de Deus se tornou "carne" (1Tm 3.16; 1 Jo 4.2; 2 Jo v.7; 1 Pe 3.18;
4.1), ou seja, uma pessoa inteira, de carne e osso, em pleno uso de
suas funções psíquicas. Sobre isso, o apóstolo Paulo escreveu que
Jesus realizou a reconciliação "no corpo da sua carne" (Cl 1.21,22), isto
é, quando se fez "carne" e habitou entre os homens, assumiu a
humanidade juntamente com as fragilidades próprias dela.
Por esse motivo, as Escrituras revelam que o nosso Senhor chorou em
público (Jo 11.35), admitiu perdas e sentiu saudades (Jo 11.36),
experimentou dor (Mt 27.50), sentiu tristeza de morte (Mt 26.38),
sentiu-se cansado (Jo 4.6), teve sede (Jo 19.28), teve dificuldades
familiares (Jo 7.3-5), foi tido como louco (Mc 3.21), mostrou que a
privacidade e a oração são períodos essenciais para a
sobrevivência espiritual (Mc 1.35; 6.30-32,45,46; Lc 5.16).
2. A humilhação do servo. A humilhação de Jesus teve início com o
esvaziamento de sua glória para tomar a forma de servo e culminou
com o sofrimento na cruz (Fp 2.7,8).
Sua humilhação está
relacionada aos seus
sofrimentos, como ao ser
perseguido, desprezado
pelas autoridades,
discriminado (Jo 1.46),
silenciado diante de seus
acusadores, açoitado
impiedosamente,
injustamente julgado diante
de Pilatos e Caifás e,
finalmente, morto. Assim se
cumpriu cada detalhe da
profecia a respeito do Servo
Sofredor (Is 53).
3. O exemplo a ser seguido. Quando andou na Terra, Jesus nos
ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o
próximo com um amor sem igual (Jo 4.34; Lc 4.18,19).
Logo, a partir da vida do Salvador, somos estimulados a priorizar o
Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida,
não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração. Assim,
somos instados a amaro próximo na força do mesmo amor que o Pai
tem por nós (Mc 12.30,31).
As boas novas do Evangelho se materializaram em Jesus quando de
seu nascimento em Belém. Sua obra salvadora foi profetizada ao longo
de todo o Antigo Testamento, anunciada pelos anjos aos pastores e
ecoa, de forma abrangente, por todo o Universo. Ele se encarnou, se
humilhou, e finalmente, triunfou gloriosamente mediante a sua
ressurreição para, assim, nos garantir a salvação.

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A Salvação e o Advento do Salvador.

  • 1.
  • 2. "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1.14).
  • 3. O nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.
  • 4. João 1.1-14. 1- NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2- Ele estava no princípio com Deus. 3- Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. 4- Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5- E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. 6- Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. 7- Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
  • 5. 8- Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz. 9- Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. 10- Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. 11- Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12- Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; 13- Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14- E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
  • 6. Deus não abandonou o ser humano no pecado. Por isso, o nascimento de Jesus marca o início de uma nova era para a humanidade, em que a promessa de perdão e de salvação, por intermédio de sua encarnação, posterior crucificação e morte, foi efetuada por Ele na cruz a fim de nos redimir.
  • 7. 1. No Antigo Testamento (Lc 24.27). O Antigo Testamento dá abundantes predições sobre a vinda do Messias ao mundo: na queda dos nossos primeiros pais, a vinda do Salvador foi apontada (Gn 3.15); no sangue de animais no umbral das portas na noite da Páscoa (Êx 12.1-13); no êxodo do povo judeu do Egito (Êx 12.37-51; 13.17-22); nos 26 salmos messiânicos (SI 2.7; 16.10; 22.1ss; 35.19; 72.1ss; 118.22 e outros); na volta do exílio babilônico; e nos profetas, especialmente o livro de Isaías, denominado o livro messiânico do Antigo Testamento (Is 9; 11; 50).
  • 8. 2. Anunciado pelos anjos. O anjo Gabriel apareceu a Maria e lhe deu instruções de como ela conceberia milagrosamente o menino Jesus (Lc 1.30-38). Quando os anjos anunciaram o nascimento do Salvador aos pastores, estes foram tomados de grande alegria e glória do Senhor (Lc 2.9), pois ao ouvirem palavras tão alentadoras e o coral de anjos cantando foram imediatamente à procura do Salvador (Lc 2.13-18).
  • 9. 3. Desfrutado pela humanidade. A visita dos pastores e dos sábios simboliza toda a raça humana à procura de Deus. Essa visita não se deu num belo palácio ornado de ouro, mas numa simples manjedoura cheia de animais e palha; um lugar inóspito para o grande Rei e Salvador. Mas foi ali que Deus mostrou-se em toda sua singeleza e simplicidade, quando foi ao encontro do homem pecador uma vez perdido e entregue ao opróbrio do pecado (Jo 1.9).
  • 10. 1. Um plano concebido desde a fundação do mundo. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8), pois antes de o homem pecar, o Pai, em sua presciência, já havia provido um salvador. Isso significa que, quando o ser humano pecou. Deus não foi pego de surpresa. Entretanto, em seu eterno amor pela humanidade, o Altíssimo havia planejado o resgate dos pecadores mediante o advento da pessoa de seu Filho, Jesus Cristo (Ap 13-8).
  • 11. 2. O nascimento do Salvador. O nascimento do Salvador é um evento emblemático e simbólico acerca do propósito que Ele veio realizar: salvar o mundo (Jo 3.16). Para isso o Filho nasceu longe de casa, peregrinou para Belém sem acomodações adequadas, num ambiente inóspito e extremamente humilde (Lc 2.1-7
  • 12. Isso foi a demonstração da humildade divina, pois o Filho se esvaziou de sua glória para habitar de maneira humilde entre os homens (Fp 2.7). Que belo gesto de doação de si mesmo, pois não poderia haver maior entrega para mostrar esta verdade: Deus é amor (1 Jo 4.8)!
  • 13. 3. Um roteiro divino de vida. Desde a fundação do mundo, Jesus foi o Salvador e, a partir de seu nascimento, essa realidade foi confirmada (Lc 2.10,11): Ele foi concebido por uma virgem, o que atesta o fato milagroso de ser o Filho de Deus incriado e gerado como homem pelo Espírito Santo (Lc 1.35); Jesus nasceu num contexto de pobreza, o que mostra sua humilhação e serviço aos desafortunados (Lc 4.18-21); o Filho de Maria cresceu numa família, o que mostra a importância que Deus dá à célula mater da sociedade (Lc 2.40).
  • 14. Assim, o ministério terreno de Jesus seria abrangente (Lc 2.49), mostrando que o Reino de Deus já havia chegado à Terra (Lc 10.9,11).
  • 15. 1. A encarnação do "Verbo". A Bíblia afirma, reiteradas vezes, que o Filho de Deus se tornou "carne" (1Tm 3.16; 1 Jo 4.2; 2 Jo v.7; 1 Pe 3.18; 4.1), ou seja, uma pessoa inteira, de carne e osso, em pleno uso de suas funções psíquicas. Sobre isso, o apóstolo Paulo escreveu que Jesus realizou a reconciliação "no corpo da sua carne" (Cl 1.21,22), isto é, quando se fez "carne" e habitou entre os homens, assumiu a humanidade juntamente com as fragilidades próprias dela.
  • 16. Por esse motivo, as Escrituras revelam que o nosso Senhor chorou em público (Jo 11.35), admitiu perdas e sentiu saudades (Jo 11.36), experimentou dor (Mt 27.50), sentiu tristeza de morte (Mt 26.38), sentiu-se cansado (Jo 4.6), teve sede (Jo 19.28), teve dificuldades familiares (Jo 7.3-5), foi tido como louco (Mc 3.21), mostrou que a privacidade e a oração são períodos essenciais para a sobrevivência espiritual (Mc 1.35; 6.30-32,45,46; Lc 5.16).
  • 17. 2. A humilhação do servo. A humilhação de Jesus teve início com o esvaziamento de sua glória para tomar a forma de servo e culminou com o sofrimento na cruz (Fp 2.7,8).
  • 18. Sua humilhação está relacionada aos seus sofrimentos, como ao ser perseguido, desprezado pelas autoridades, discriminado (Jo 1.46), silenciado diante de seus acusadores, açoitado impiedosamente, injustamente julgado diante de Pilatos e Caifás e, finalmente, morto. Assim se cumpriu cada detalhe da profecia a respeito do Servo Sofredor (Is 53).
  • 19. 3. O exemplo a ser seguido. Quando andou na Terra, Jesus nos ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o próximo com um amor sem igual (Jo 4.34; Lc 4.18,19).
  • 20. Logo, a partir da vida do Salvador, somos estimulados a priorizar o Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida, não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração. Assim, somos instados a amaro próximo na força do mesmo amor que o Pai tem por nós (Mc 12.30,31).
  • 21. As boas novas do Evangelho se materializaram em Jesus quando de seu nascimento em Belém. Sua obra salvadora foi profetizada ao longo de todo o Antigo Testamento, anunciada pelos anjos aos pastores e ecoa, de forma abrangente, por todo o Universo. Ele se encarnou, se humilhou, e finalmente, triunfou gloriosamente mediante a sua ressurreição para, assim, nos garantir a salvação.