Allan Kardec ao brindar a Humanidade com o Evangelho Segundo o
Espiritismo não quis, em hipótese alguma, tornar desnecessária a leitura do
Novo Testamento; sua intenção foi fazer através desta, que é sem dúvida
uma das obras mais importantes de todos os tempos, uma ligação definitiva
entre a Doutrina Espírita e a moral cristã. Quis nos dar a chave para
interpretar as sábias lições de Jesus.
Essa apresentação visa facilitar o estudo do conteúdo desse Evangelho, para
conhecimento e fixação de suas idéias principais.
O estudo sistemático se faz necessário para que se possa absorver de forma
gradativa e paciente os ensinamentos, para que possamos nos aproximar da
verdadeira interpretação, daquilo que Jesus, esse eminente Espírito
reencarnado entre nós, quer do nosso comportamento.
Esse estudo é um processo lento e gradativo, que demanda de nós
justamente a paciência. E, a cada releitura, nós vamos detectando pontos
que antes não eram percebidos por nós.
Com um estudo perseverante nós vamos conseguindo, cada vez mais,
alcançarmos a verdadeira idéia do Mestre, para que o nosso comportamento
seja todo pautado, alicerçado nesses conhecimentos, que são o
desdobramento das leis divinas.
É necessário sempre fazermos uma ponte do conteúdo do Evangelho para a
nossa vida diária, a fim de que o mesmo tenha uma aplicação e vivência
prática em nossa existência.
1. ETIMOLOGIA
Jesus Cristo (de Jesoûs, forma grega do hebraico Joxuá, contração de
Jehoxuá, isto é, “Jeová ajuda ou é salvador”, e de Cristo, do grego Christós,
que corresponde ao hebraico Moxiá, escolhido ou ungido).
2. O MESSIAS
A idéia de um messias geralmente atribuída ao judaísmo é historicamente
anterior e encontra-se em outras crenças, entre vários povos. Ela é
explicada, porém, com base na concepção de um passado remoto em que os
homens teriam vivido situação melhor e que voltaria a existir pela mediação
entre os homens e a divindade, de um salvador.
Entre os judeus, a ideia do Messias Salvador surge entre os séculos IV e III
a.C. pela literatura profética. É o ungido, o enviado de Iavé com missão de
instaurar o reino de Deus no mundo.
3. A MANJEDOURA
A manjedoura assinalou o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a
dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes. Começando
assim a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade, de vez que
Jesus, com sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e
do amor a todos os corações.
Jesus nasceu em Belém e morreu nos anos trinta de nossa era. O mês e o
ano do nascimento de Jesus Cristo são incertos.
4. A VIDA DE JESUS
A história de Jesus, tal como se processou sua vida, é muito difícil de se
reconstituir hoje. No Novo Testamento, a narrativa da vida Dele sofre um
hiato entre sua infância e a idade varonil, isto é, dos treze aos trinta anos. Os
Evangelhos, a única fonte existente a fornecê-la, descrevem muito mais o
que Jesus vem a significar, após a sua morte para a Igreja, do que os fatos
tal como aconteceram.
O Evangelho nos diz que para fugir à matança das crianças, a Sagrada
Família julgou conveniente fugir para o Egito. Depois da morte de Herodes
regressou do exílio e estabeleceu-se em Nazaré, na Galiléia. Aí passou Jesus
a infância e a juventude, elevando pelo exemplo, como operário na oficina
de seu pai, a dignidade do trabalho. Além disso, pouco ou nada se sabe
acerca de sua infância. Narra-se que certa vez, na Páscoa, quando contava
doze anos, seus pais o perderam, reencontrando-o só após três dias,
assentado no meio dos doutores da lei, ouvindo-os e interrogando-os.
5. A GRANDE LIÇÃO
O mundo era dominado por Roma. Israel havia perdido a própria identidade
sob o jugo impiedoso do conquistador romano e se transformou num
imenso rebanho desgarrado. E essa dominação fez com que as paisagens
morais fossem sombrias, em razão da corrupção que se tornara uma doença
incurável, levando as criaturas à situações morais deploráveis. Cada povo
fazia da religião uma fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos
religiosos do oriente caminhavam para o terreno da dissolução e da
imoralidade.
Os valores éticos eram esquecidos. A desconsideração moral permitia que
os ideais da Humanidade fossem manipulados pela estruturas políticas
odientas, que levavam por terra as construções filosóficas e espirituais do
passado. O povo sofria o abandono e a perseguição inclemente dos agentes
de repressão de ambos os lados, que o afligia impiedosamente. E foi nessa
paisagem moral de sofrimento que Jesus veio apresentar a doutrina de amor,
propondo uma nova ordem, fundamentada na solidariedade fraternal,
sinalizando a era da esperança para os sofredores. Surgia na Terra o
Homem-Luz para modificar a arcaica estrutura de então.
Vinha trazer ao mundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Suas
palavras mansas e generosas, Seus feitos, dividiram os tempos e os fatos da
história.
Conviveu com a ralé. Com os pequeninos das margens do lago, com os
pobres dos subúrbios de Jerusalém, reunindo todos os infortunados e todos
os pecadores e, trabalhando-os, logrou fazer heróis e santos, servidores
incansáveis e ases da abnegação.
Ensinava nas vilas, andando a pé pelas estradas. A vida humilde que viveu
demonstra-nos que nunca se importou com as grandezas do mundo, nem
com os poderosos de seu tempo.
6. A MISSÃO DE JESUS
Moisés trouxe a primeira revelação; Jesus a segunda. A primeira revelação
dá relevância ao olho por olho e dente por dente; a segunda, fala do amor
incondicional, estendendo-o até ao amor ao inimigo.
Jesus não veio destruir a lei, quer dizer, a lei de Deus; ele veio cumpri-la, ou
seja, desenvolvê-la, dar-lhe seu verdadeiro sentido, e apropriá-la ao grau de
adiantamento dos homens; por isso, se encontra nessa lei o princípio dos
deveres para com Deus e para com o próximo, que constituem a base de sua
doutrina.
Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ao contrário, ele as modificou
profundamente, seja no sentido, seja na forma; combateu constantemente o
abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não poderia fazê-
las sofrer uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras:
“Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. E
dizendo: “Está aí toda a lei e os profetas”.
7. A PREGAÇÃO
Contava trinta anos quando começou a pregar a “Boa Nova”. Compreende a
sua vida pública um pouco mais de três anos. Utilizou-se, na sua pregação,
do apelo combinado à razão e ao sentimento, por meio de parábolas
ilustrativas das verdades morais.
As duas regiões de sua pregação: Galiléia (Nazaré) – as cercanias do lago
de Genesaré e as cidades por ele banhadas e, principalmente Cafarnaum,
centro da atividade messiânica de Jesus; Jerusalém – que visitou quatro
vezes durante o seu apostolado e sempre por ocasião da Páscoa.
Na Galileia, percorrendo os campos, as aldeias e as cidades, Jesus
anunciava às turbas que o seguiam o Reino de Deus. É aí, também, que
recruta os seus doze apóstolos e os prepara para serem as suas testemunhas.
Em Jerusalém, continuamente perseguido pela hostilidade dos fariseus,
ataca e desmascara a hipocrisia deles e esquiva-se às suas ciladas. E Jesus
foi mais longe: praticou o que acreditava, rompeu com tradições e costumes
de sua época, desafiou poderosos e trouxe novos ensinamentos. Como prova
de sua missão divina, apresenta-lhes a cura de um cego de nascença e a
ressurreição de Lázaro.
Utilizando-se do cenário da natureza, compôs a mais comovedora sinfonia
de esperança. Na cátedra natural de um monte, Ele apresentou a regra áurea
para a Humanidade, através dos robustos e desafiadores conceitos contidos
nas Bem-aventuranças.
O Mestre falou também da “Boa Nova”, que é uma cascata de Luz e alegria,
prenunciando a vitória da vida sobre a morte; do bem sobre o mal; da
bondade sobre a perversidade.
8. JESUS E O ESTADO
Rejeitando transformar-se em chefe político, conforme o desejo de muitos
dos seus seguidores, Jesus, desde o início do seu ministério, teve de
enfrentar a ordem estabelecida, pois o Estado contrariava as suas prédicas
do Sermão do Monte. A execução de Jesus pelos romanos, sob o letreiro Rei
dos Judeus, indicava que fora legalmente condenado à morte como rebelde
contra o Estado romano, isto é, como se fora um zelota, equivalente hoje a
um terrorista árabe.
Certas afirmações suas: “Não vim trazer a paz, mas a espada”, a expulsão
dos vendilhões do templo, as críticas violentas à corte em geral e a Herodes
pessoalmente, pareciam colocar Jesus na linha do radicalismo político.
A esfinge da moeda não nega a realidade do poder constituído, mas o que
realça é a preeminência de Deus na vida humana. “Daí a César o que é de
César e a Deus o que é de Deus” significa, antes de tudo, a recusa de dar a
César o que é de Deus. Jesus parece defender não a separação das esferas de
poder, mas a submissão de todos os poderes à vontade de Deus, a que
também César deveria submeter-se.
9. O EXEMPLO DO CRISTO
No período em que esteve convivendo mais diretamente com os homens,
Jesus exemplificou para toda a Humanidade a vivência da lei do amor que
emanava de Deus, nosso Pai, como Ele identificou o Criador; ensinou aos
homens tudo o que eles já tinham condição de compreender; curou
enfermos de toda ordem; convidou as criaturas a não errarem mais, para que
não surgisse coisa pior; preparou os discípulos para espalharem a “Boa
Nova” (o Evangelho), que liberta o homem da ignorância e da maldade;
testemunhou a resignação ao aceitar o martírio na cruz: Jesus roga a Deus
com extrema sinceridade: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que
fazem!”.
10. CONCLUSÃO
Jesus, embora não tenha deixado nada escrito, é o modelo enviado por Deus
para nos ensinar a lei do amor. A Sua vida de obediência ao Pai,
renunciando a própria vida, deve constituir-se, para todos os cristãos, um
estímulo constante à prática do bem na Terra. Deixou para todos um roteiro
de vida marcado pela prática do amor incondicional: “Um novo
mandamento vos dou; que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos
amei”.
Sua proposta é nortear o comportamento individual de cada um de nós,
proporcionando-nos ensinamentos que provocam profundas reflexões e
ensejam orientações que despertam para o desenvolvimento espiritual.
A palavra de Jesus, na tônica do amor, é a canção sublime que embalou Sua
época, e até hoje constitui o apoio e a segurança das vidas que se lhe
entregam em totalidade.
Compete-nos apenas, como seus adeptos, à observação do ensino imortal,
aplicando-o a nós mesmos no mecanismo da vida de relação, de modo que
se verifique a renovação geral na sublime exemplificação, porque, se a
manjedoura e a cruz constituem ensinamento inolvidável, muito mais
devem representar, para nós outros, os exemplos do Divino Mestre no Seu
trato com as vicissitudes da vida terrestre.
A finalidade desse PPS é divulgar um estudo sistematizado do Evangelho
Segundo o Espiritismo, que será feito no meu Blog, na pasta “Aprendendo
com o Evangelho”.
Muita paz!
Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

Aprendendo com o evangelho

  • 2.
    Allan Kardec aobrindar a Humanidade com o Evangelho Segundo o Espiritismo não quis, em hipótese alguma, tornar desnecessária a leitura do Novo Testamento; sua intenção foi fazer através desta, que é sem dúvida uma das obras mais importantes de todos os tempos, uma ligação definitiva entre a Doutrina Espírita e a moral cristã. Quis nos dar a chave para interpretar as sábias lições de Jesus.
  • 3.
    Essa apresentação visafacilitar o estudo do conteúdo desse Evangelho, para conhecimento e fixação de suas idéias principais. O estudo sistemático se faz necessário para que se possa absorver de forma gradativa e paciente os ensinamentos, para que possamos nos aproximar da verdadeira interpretação, daquilo que Jesus, esse eminente Espírito reencarnado entre nós, quer do nosso comportamento. Esse estudo é um processo lento e gradativo, que demanda de nós justamente a paciência. E, a cada releitura, nós vamos detectando pontos que antes não eram percebidos por nós.
  • 4.
    Com um estudoperseverante nós vamos conseguindo, cada vez mais, alcançarmos a verdadeira idéia do Mestre, para que o nosso comportamento seja todo pautado, alicerçado nesses conhecimentos, que são o desdobramento das leis divinas. É necessário sempre fazermos uma ponte do conteúdo do Evangelho para a nossa vida diária, a fim de que o mesmo tenha uma aplicação e vivência prática em nossa existência.
  • 5.
    1. ETIMOLOGIA Jesus Cristo(de Jesoûs, forma grega do hebraico Joxuá, contração de Jehoxuá, isto é, “Jeová ajuda ou é salvador”, e de Cristo, do grego Christós, que corresponde ao hebraico Moxiá, escolhido ou ungido). 2. O MESSIAS A idéia de um messias geralmente atribuída ao judaísmo é historicamente anterior e encontra-se em outras crenças, entre vários povos. Ela é explicada, porém, com base na concepção de um passado remoto em que os homens teriam vivido situação melhor e que voltaria a existir pela mediação entre os homens e a divindade, de um salvador.
  • 6.
    Entre os judeus,a ideia do Messias Salvador surge entre os séculos IV e III a.C. pela literatura profética. É o ungido, o enviado de Iavé com missão de instaurar o reino de Deus no mundo. 3. A MANJEDOURA A manjedoura assinalou o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes. Começando assim a era definitiva da maioridade espiritual da Humanidade, de vez que Jesus, com sua exemplificação divina, entregaria o código da fraternidade e do amor a todos os corações.
  • 7.
    Jesus nasceu emBelém e morreu nos anos trinta de nossa era. O mês e o ano do nascimento de Jesus Cristo são incertos. 4. A VIDA DE JESUS A história de Jesus, tal como se processou sua vida, é muito difícil de se reconstituir hoje. No Novo Testamento, a narrativa da vida Dele sofre um hiato entre sua infância e a idade varonil, isto é, dos treze aos trinta anos. Os Evangelhos, a única fonte existente a fornecê-la, descrevem muito mais o que Jesus vem a significar, após a sua morte para a Igreja, do que os fatos tal como aconteceram.
  • 8.
    O Evangelho nosdiz que para fugir à matança das crianças, a Sagrada Família julgou conveniente fugir para o Egito. Depois da morte de Herodes regressou do exílio e estabeleceu-se em Nazaré, na Galiléia. Aí passou Jesus a infância e a juventude, elevando pelo exemplo, como operário na oficina de seu pai, a dignidade do trabalho. Além disso, pouco ou nada se sabe acerca de sua infância. Narra-se que certa vez, na Páscoa, quando contava doze anos, seus pais o perderam, reencontrando-o só após três dias, assentado no meio dos doutores da lei, ouvindo-os e interrogando-os.
  • 9.
    5. A GRANDELIÇÃO O mundo era dominado por Roma. Israel havia perdido a própria identidade sob o jugo impiedoso do conquistador romano e se transformou num imenso rebanho desgarrado. E essa dominação fez com que as paisagens morais fossem sombrias, em razão da corrupção que se tornara uma doença incurável, levando as criaturas à situações morais deploráveis. Cada povo fazia da religião uma fonte de vaidades, salientando-se que muitos cultos religiosos do oriente caminhavam para o terreno da dissolução e da imoralidade.
  • 10.
    Os valores éticoseram esquecidos. A desconsideração moral permitia que os ideais da Humanidade fossem manipulados pela estruturas políticas odientas, que levavam por terra as construções filosóficas e espirituais do passado. O povo sofria o abandono e a perseguição inclemente dos agentes de repressão de ambos os lados, que o afligia impiedosamente. E foi nessa paisagem moral de sofrimento que Jesus veio apresentar a doutrina de amor, propondo uma nova ordem, fundamentada na solidariedade fraternal, sinalizando a era da esperança para os sofredores. Surgia na Terra o Homem-Luz para modificar a arcaica estrutura de então.
  • 11.
    Vinha trazer aomundo os fundamentos eternos da verdade e do amor. Suas palavras mansas e generosas, Seus feitos, dividiram os tempos e os fatos da história. Conviveu com a ralé. Com os pequeninos das margens do lago, com os pobres dos subúrbios de Jerusalém, reunindo todos os infortunados e todos os pecadores e, trabalhando-os, logrou fazer heróis e santos, servidores incansáveis e ases da abnegação. Ensinava nas vilas, andando a pé pelas estradas. A vida humilde que viveu demonstra-nos que nunca se importou com as grandezas do mundo, nem com os poderosos de seu tempo.
  • 12.
    6. A MISSÃODE JESUS Moisés trouxe a primeira revelação; Jesus a segunda. A primeira revelação dá relevância ao olho por olho e dente por dente; a segunda, fala do amor incondicional, estendendo-o até ao amor ao inimigo. Jesus não veio destruir a lei, quer dizer, a lei de Deus; ele veio cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la, dar-lhe seu verdadeiro sentido, e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens; por isso, se encontra nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constituem a base de sua doutrina.
  • 13.
    Quanto às leisde Moisés propriamente ditas, ao contrário, ele as modificou profundamente, seja no sentido, seja na forma; combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não poderia fazê- las sofrer uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”. E dizendo: “Está aí toda a lei e os profetas”.
  • 14.
    7. A PREGAÇÃO Contavatrinta anos quando começou a pregar a “Boa Nova”. Compreende a sua vida pública um pouco mais de três anos. Utilizou-se, na sua pregação, do apelo combinado à razão e ao sentimento, por meio de parábolas ilustrativas das verdades morais. As duas regiões de sua pregação: Galiléia (Nazaré) – as cercanias do lago de Genesaré e as cidades por ele banhadas e, principalmente Cafarnaum, centro da atividade messiânica de Jesus; Jerusalém – que visitou quatro vezes durante o seu apostolado e sempre por ocasião da Páscoa.
  • 15.
    Na Galileia, percorrendoos campos, as aldeias e as cidades, Jesus anunciava às turbas que o seguiam o Reino de Deus. É aí, também, que recruta os seus doze apóstolos e os prepara para serem as suas testemunhas. Em Jerusalém, continuamente perseguido pela hostilidade dos fariseus, ataca e desmascara a hipocrisia deles e esquiva-se às suas ciladas. E Jesus foi mais longe: praticou o que acreditava, rompeu com tradições e costumes de sua época, desafiou poderosos e trouxe novos ensinamentos. Como prova de sua missão divina, apresenta-lhes a cura de um cego de nascença e a ressurreição de Lázaro.
  • 16.
    Utilizando-se do cenárioda natureza, compôs a mais comovedora sinfonia de esperança. Na cátedra natural de um monte, Ele apresentou a regra áurea para a Humanidade, através dos robustos e desafiadores conceitos contidos nas Bem-aventuranças. O Mestre falou também da “Boa Nova”, que é uma cascata de Luz e alegria, prenunciando a vitória da vida sobre a morte; do bem sobre o mal; da bondade sobre a perversidade.
  • 17.
    8. JESUS EO ESTADO Rejeitando transformar-se em chefe político, conforme o desejo de muitos dos seus seguidores, Jesus, desde o início do seu ministério, teve de enfrentar a ordem estabelecida, pois o Estado contrariava as suas prédicas do Sermão do Monte. A execução de Jesus pelos romanos, sob o letreiro Rei dos Judeus, indicava que fora legalmente condenado à morte como rebelde contra o Estado romano, isto é, como se fora um zelota, equivalente hoje a um terrorista árabe.
  • 18.
    Certas afirmações suas:“Não vim trazer a paz, mas a espada”, a expulsão dos vendilhões do templo, as críticas violentas à corte em geral e a Herodes pessoalmente, pareciam colocar Jesus na linha do radicalismo político. A esfinge da moeda não nega a realidade do poder constituído, mas o que realça é a preeminência de Deus na vida humana. “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” significa, antes de tudo, a recusa de dar a César o que é de Deus. Jesus parece defender não a separação das esferas de poder, mas a submissão de todos os poderes à vontade de Deus, a que também César deveria submeter-se.
  • 19.
    9. O EXEMPLODO CRISTO No período em que esteve convivendo mais diretamente com os homens, Jesus exemplificou para toda a Humanidade a vivência da lei do amor que emanava de Deus, nosso Pai, como Ele identificou o Criador; ensinou aos homens tudo o que eles já tinham condição de compreender; curou enfermos de toda ordem; convidou as criaturas a não errarem mais, para que não surgisse coisa pior; preparou os discípulos para espalharem a “Boa Nova” (o Evangelho), que liberta o homem da ignorância e da maldade; testemunhou a resignação ao aceitar o martírio na cruz: Jesus roga a Deus com extrema sinceridade: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!”.
  • 20.
    10. CONCLUSÃO Jesus, emboranão tenha deixado nada escrito, é o modelo enviado por Deus para nos ensinar a lei do amor. A Sua vida de obediência ao Pai, renunciando a própria vida, deve constituir-se, para todos os cristãos, um estímulo constante à prática do bem na Terra. Deixou para todos um roteiro de vida marcado pela prática do amor incondicional: “Um novo mandamento vos dou; que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.
  • 21.
    Sua proposta énortear o comportamento individual de cada um de nós, proporcionando-nos ensinamentos que provocam profundas reflexões e ensejam orientações que despertam para o desenvolvimento espiritual. A palavra de Jesus, na tônica do amor, é a canção sublime que embalou Sua época, e até hoje constitui o apoio e a segurança das vidas que se lhe entregam em totalidade.
  • 22.
    Compete-nos apenas, comoseus adeptos, à observação do ensino imortal, aplicando-o a nós mesmos no mecanismo da vida de relação, de modo que se verifique a renovação geral na sublime exemplificação, porque, se a manjedoura e a cruz constituem ensinamento inolvidável, muito mais devem representar, para nós outros, os exemplos do Divino Mestre no Seu trato com as vicissitudes da vida terrestre.
  • 23.
    A finalidade dessePPS é divulgar um estudo sistematizado do Evangelho Segundo o Espiritismo, que será feito no meu Blog, na pasta “Aprendendo com o Evangelho”. Muita paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br