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            A Aurora do Humano




                                        Prof. Jorge Miklos
                                               Março/2012




•   UNIVERSO:        7 BILHÕES DE ANOS
•   TERRA:           5 BILHÕES DE ANOS
•   VIDA:            2 BILHÕES E MEIO
•   VERTEBRADOS:     600 MILHÕES DE ANOS
•   RÉPTEIS:         300 MILHÕES DE ANOS
•   MAMÍFEROS:       200 MILHÕES DE ANOS
•   ANTROPÓIDES:     10 MILHÕES DE ANOS
•   HOMINÍDEOS:      4 MILHÕES DE ANOS
•   HOMO SAPIENS:    100.000 A 50.000 ANOS
•   CIVILIZAÇÃO:     10.000 ANOS
•   FILOSOFIA:         2.500 ANOS
•   CIÊNCIA:              500 ANOS




     História Natural, História Social
• O animal homem
• Ponto de vista Natural: o ser humano é
  inadequado
• Do ponto de vista cultural: o mais poderoso
  de todos os animais
• Na história humana no lugar de pêlos,
  garras,presas, e instintos os seres humanos
  usam roupas, ferramentas, armas.




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   História Natural, História Social
• Principal questão:
• Como nos tornamos humanos,como
  evoluímos ou involuímos até chegar
  as sociedades complexas que temos
                 hoje?




               Criacionismo




          Os Mitos de Criação




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                Evolucionismo
• Foi a partir de Darwin,
  criador de uma
  sofisticada teoria
  evolucionista e de
  escavações e
  descobertas de fósseis
  que começou-se a
  responder às questões
  do tipo como nos
  tornamos humanos e
  como evoluímos.




               Transformações
• O grande mérito de
  Darwin foi o de ter
  desafiado a visão
  religiosa e rompido
  com a teoria
  Criacionista que
  defendia que todas as
  espécies foram criadas
  por Deus, e
  permaneciam imutáveis
  no decorrer do tempo.




      Viagem de Circunavegação
             1831-1836
• Darwin por meio de
  pesquisas, observações
  a viagens adquiriu a
  convicção que as
  espécies seriam
  passíveis de
  transformações.
• Darwin defendia a
  Seleção Natural.




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                 Seleção Natural
• A teoria da seleção natural está baseada na idéia da
  competição entres os seres vivos diferentes por
  alimento e na reprodução dos mais aptos e por
  conseguinte na não reprodução dos menos aptos.
• O grupo mais nutrido torna-se dominante e com
  mais chances de se reproduzir.
• De alguma forma a teoria darwinista reflete o que
  aconteceu com nossos ancestrais.




                  Marx e Darwin
• Marx quis dedicar a Darwin
  a versão inglesa de sua
  grande obra, O capital, mas
  Darwin não aceitou.
  Quando Marx morreu, um
  ano depois de Darwin, seu
  amigo Friedrich Engels
  disse: “Assim como Darwin
  descobriu a lei da evolução
  da natureza orgânica, Marx
  descobriu a lei da evolução
  da história humana”.




   Como Marx compreende o trabalho, consequentemente,
         desvelando a relação homem—natureza:

• O trabalho é, em primeiro lugar, um processo
  de que participam igualmente o homem e a
  natureza, e no qual o homem
  espontâneamente inicia, regula e controla as
  relações materiais entre si próprio e a
  natureza.




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        Como Marx compreende o trabalho,
 consequentemente, desvelando a relação homem—
                    natureza:
• Ele se opõe à natureza como uma de suas próprias
  forças, pondo em movimento braços e pernas, as
  forças naturais de seu corpo, a fim de apropriar-se
  das produções da natureza de forma ajustada a suas
  próprias necessidades. Pois, atuando assim sobre o
  mundo exterior e modificando-o, ao mesmo tempo
  ele modifica a sua própria natureza. Ele desenvolve
  seus poderes inativos e compele-os a agir em
  obediência à sua própria autoridade.




        Como Marx compreende o trabalho,
 consequentemente, desvelando a relação homem—
                    natureza:
• Não estamos lidando agora com aquelas
  formas primitivas de trabalho que nos
  recordam apenas o mero animal. Um intervalo
  de tempo imensurável separa o estado de
  coisas em que o homem leva a força de seu
  trabalho humano ainda se encontrava em sua
  etapa instintiva inicial. Pressupomos o
  trabalho em uma forma que caracteriza como
  exclusivamente humano.




   Como Marx compreende o trabalho, consequentemente,
         desvelando a relação homem—natureza:

• Uma aranha leva a cabo operações que
  lembram as de um tecelão, e uma abelha
  deixa envergonhados muitos arquitetos na
  construção de suas colmeias. Mas o que
  distingue o pior arquiteto da melhor das
  abelhas é que o arquiteto ergue a construção
  em sua mente antes de a erguer na
  realidade.




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               Naturalismo
• Marx havia dito que a consciência humana era
  um produto da base material (confronto
  Homem X Natureza) de uma sociedade.
• Darwin mostrou que o homem era o produto
  de uma longa evolução biológica.
• Freud deixou claro que as ações dos homens
  freqüentemente são devidas a certos impulsos
  ou instintos “animais”, próprios de sua
  natureza.




              Controvérsias
                        • Em 1859 foi a data de publicação
                          da Origem das Espécies, sendo
                          colocada a primeira dúvida do
                          papel de Deus na criação do
                          mundo, como consta no Livro do
                          Gênesis. Uma guerra se inicia
                          contra tal teoria. Até mesmo o
                          primeiro professor a lecionar o
                          evolucionismo nos EUA foi preso
                          e multado. A palavra que
                          afirmava sobre a existência de
                          cada um devia-se a um milagre
                          divino, era mantida. Mas tratava
                          de estudos científicos, e não á um
                          “ataque” à religião.




     Posição oficial da I. Católica
• Em 1998 o papa João Paulo II aceitou
  oficialmente, em nome da Igreja, a Teoria da
  Evolução, identificada hoje ao nome de
  Charles Darwin.
• O papa não mais considera a Evolução com
  uma mera hipótese, mas como um postulado
  científico incontrovertido.
• Encíclica Fides et Ratio




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                 Fides et Ratio
• “A fé e a razão (fides et ratio) constituem
  como que as duas asas pelas quais o espírito
  humano se eleva para a contemplação da
  verdade. Foi Deus quem colocou no coração
  do homem o desejo de conhecer a verdade e,
  em última análise, de O conhecer a Ele, para
  que, conhecendo-O e amando-O, possa
  chegar também à verdade plena sobre si
  próprio.”




     História Natural, História Social
•   Ramapithecus – o patriarca
•   12 milhões de anos
•   Viviam em florestas - árvores
•   Afastaram-se das árvores e foram viver em
    savanas
•   Bípedes
•   Pisaragarrar
•   Postura ereta - liberar as mãos
•   Utilizavam pedras e pedaços de pau




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   História Natural, História Social
• 3 milhões de anos
   – Australopithecus africanus
   – Australopithecus bolsei
   – Homo habilis




        Australopithecus africanus




         Australopithecus africanus




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Australopithecus bolsei




Australopithecus bolsei




    Homo habilis




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              Homo habilis




              Homo habilis




  História Natural, História Social
• Por que a linha Homo obteve sucesso e a
  linhagem Australopithecus desapareceu?
• Não há resposta




                    ?

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    História Natural, História Social
•   1 milhão de anos
•   Descendente do Homo habilis
•   Homo erectus
•   Marcha – da África para a Ásia e Europa




                Homo erectus




                Homo erectus




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          A aventura humana
• O que o fez sair da África?
• Questão antropológica e filosófica




          A aventura humana
• O Homo erectus que saiu da África oriental
  não será, com certeza um telespectador
  padrão de Silvio Santos.
• Viver para ele era ousar, ousadia própria.
• Simone de Beauvoir em Todos os homens são
  mortais demonstra que a consciência da
  morte não deve ser uma limitação à vida, mas
  sua própria razão de ser




          A aventura humana
• Nossos ancestrais não leram Simone de
  Beauvoir, mas não estavam dispostos a perder
  a vida pensando nos seus riscos
• Saíram para a aventura humana, a própria
  razão de ser da vida.
• Vida perecível – vida com intensidade.




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          A aventura humana
• Sugestão de leituras:
• Tempo de Transcendência: O Ser Humano
  como um Projeto Infinito de Leonardo Boff.
• A Alma Imoral – de Nilton Bonder




        Caçadores e Coletores
• Perigos do etnocentrismo e do eurocentrismo
• O Homo erectus:
• Homo neanderthalensis
  – Desapareceu 30 mil anos
• Homo sapiens sapiens
• 30 mil anos
• Domínio do Fogo




               LINGUAGENS

           SISTEMAS E CÓDIGOS DE
            COMUNICAÇÃO SOCIAL
              REPRRESENTAÇÕES




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                   LOCUS
Caverna de ALTAMIRA, Espanha,
 quase uma centena de desenhos
 feitos a 14.000 anos, foram os
 primeiros desenhos descobertos,
 em 1868. Sua autenticidade,
 porém, só foi reconhecida em
 1902.
http://museodealtamira.mcu.es/




Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas
  foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A
  cor preta, por exemplo, contém carvão moído
  e dióxido de manganês.
         http://www.lascaux.culture.fr/




  Caverna de CHAUVET, França, há ursos,
  panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas
  de rinocerontes peludos e animais diversos,
  descoberta em 1994.
http://www.culture.gouv.fr/culture/arcnat/chau
  vet/fr/




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PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA -
Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas
dos municípios de São Raimundo Nonato,
João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias.
Nessa região encontra-se uma densa
concentração de sítios arqueológicos, a
maioria com pinturas e gravuras rupestres.
  http://www.fumdham.org.br/parque.asp




          Pinturas Rupestres
              ALTAMIRA




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      Pinturas Rupestres
          ALTAMIRA




          Este costume de se exprimir
     graficamente é uma manifestação do
        sistema de comunicação social.




      Pinturas Rupestres
          ALTAMIRA




        Como tal, a representação gráfica é
        portadora de uma mensagem cujo
     significado só pode ser compreendido no
       contexto social no qual foi formulado.




Pinturas Rupestres - CHAUVET




     Trata-se de uma verdadeira linguagem, na
       qual o suporte material é composto por
          elementos icônicos, cuja completa
     significação perdeu-se definitivamente no
        tempo por não conhecermos o código
           social dos grupos que o fizeram.




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Pinturas Rupestres - CHAUVET




      Não podendo decifrar este código, resta
      uma possibilidade de se conhecer mais
       sobre os grupos étnicos da pré-história
     através da identificação dos componentes
     do sistema gráfico próprio de cada grupo e
         de suas regras de funcionamento.




       Pinturas Rupestres
            CHAUVET




      Efetivamente, cada grupo étnico possui um
      sistema de comunicação gráfico diferente,
             com características próprias.




Pinturas Rupestres - CHAUVET




     Fica então excluída qualquer possibilidade
     de interpretação de significados, pois toda
        afirmação se situaria em um plano de
                natureza conjectural.




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Pinturas Rupestres
     CHAUVET




Pinturas Rupestres
     COSQUER




Pinturas Rupestres
    COSQUER




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Pinturas Rupestres
    COSQUER




Pinturas Rupestres
     GAUME




Pinturas Rupestres
     GAUME




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Pinturas Rupestres
     LASCAUX




Pinturas Rupestres
     LASCAUX




Pinturas Rupestres
     LASCAUX




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Pinturas Rupestres
     LASCAUX




Pinturas Rupestres
     LASCAUX




Pinturas Rupestres
     LASCAUX




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Pinturas Rupestres
     LASCAUX




Pinturas Rupestres
     LASCAUX




Pinturas Rupestres
     LASCAUX




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   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




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   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




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   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




   Pinturas Rupestres
Parque Nacional Serra da Capivara




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A Vênus de Willendorf




    O PENSADOR




A VÊNUS DE SAVIGNANO




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  A experiência da grande arte é o
 significado da existência humana.




                 Caçadores
                 e coletores
           A reconstrução do passado




      A reconstrução do passado
• Como refazer seus passos?
• Como recompor seu cotidiano, imaginar suas
  práticas, conhecer seus valores?
• Como saber se esses homens viviam isolados ou em
  grupos, formavam famílias, desenvolviam crenças?
• Como chegar a seres tão distantes no tempo,
  considerando que só de poucos milênios para cá o
  homem inventou a escrita?




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      A reconstrução do passado
• Cientistas e pensadores contemporâneos têm
  tentado responder a essas questões através de,
  basicamente, três formas, isoladas ou combinadas:
   1. o raciocínio lógico e a teoria;
   2. escavações e análise de vestígios;
   3. observação      de     grupos    contemporâneos que,
      supostamente, tenham padrões de existência
      semelhantes.




                Etnocentrismo
• Durante muito tempo chegou-se a comparar o
  homem "primitivo“ a uma criança, no sentido
  de que sua mente era pré-lógica. Segundo
  alguns, a lógica seria uma criação dos gregos,
  momento de ruptura entre civilização e
  barbárie...




                Etnocentrismo
• Hoje, porém, quando questionamos as
  conseqüências desse progresso, que
  aparentemente tinha como meta a felicidade
  humana, não podemos continuar repetindo a
  mesma divisão.




                                                                    28
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              Etnocentrismo
• Sabemos que riqueza técnica e progresso
  material não representam, necessariamente,
  garantia de riqueza espiritual ou artística, ou
  de organização social.
• E que dizer da felicidade de seus membros,
  objetivo final de qualquer grupo?
• Ou não será essa a meta das sociedades
  humanas?




              Etnocentrismo
• Será que a evolução da humanidade, em
  termos materiais e de teorias, cada vez mais
  sofisticadas, vem garantindo à grande massa
  da humanidade uma boa qualidade de vida? E
  mesmo entre aqueles que possuem
  batedeiras e videocassete e moram em
  apartamentos com sauna e guarita, vive-se
  uma vida sem tensões e competitividade,
  plena de paz, compreensão e solidariedade?




              Etnocentrismo
• O perigo das grandes teorias é que, quando
  confrontadas com fatos, tomam aparência de
  dogmas de fé. Entre a teoria imaginada e fatos
  comprovados, os místicos da ciência abstraia
  decidem, sem dó: pior para os fatos; quem
  mandou eles ousarem enfrentar nossa bela
  concepção teórica?




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              Etnocentrismo
• De repente, os ocidentais "civilizados"
  passaram a se perguntar a respeito dos
  "primitivos".




              Etnocentrismo
• Seriam eles tão primitivos assim? Em vista
  dessas interrogações, cientistas resolveram
  fazer observações sistemáticas, tanto em
  grupos de primatas, como chimpanzés, gorilas
  e gibões, como em algumas tribos que
  sobrevivem como caçadoras-coletoras, forma
  de existência que se pretende tenha sido
  universal desde 1 milhão até pouco mais de
  10 mil anos atrás.




              Etnocentrismo
• O caso mais interessante talvez seja o dos
• pesquisadores da Universidade de Harvard em
  uma comunidade dos !Kung, coletores-
  caçadores que vivem no deserto de Calaari
  entre Angola, Namíbia e Botsuana.




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              Etnocentrismo
• Por que o autor afirma que o estilo de vida
  dos Kung não é inferior ao nosso, mas ao
  contrário, revela um estilo de vida muito
  positivo?




              Etnocentrismo
• Etnocentrismo é um conceito antropológico,
  segundo o qual a visão ou avaliação que um
  indivíduo ou grupo de pessoas faz de um
  grupo social diferente do seu é apenas
  baseada nos valores, referências e padrões
  adotados pelo grupo social ao qual o próprio
  indivíduo ou grupo fazem parte.




              Etnocentrismo
• Essa avaliação é, por definição,
  preconceituosa, feita a partir de um ponto de
  vista específico. Basicamente, encontramos
  em tal posicionamento um grupo étnico
  considerar-se como superior a outro. Do
  ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a
  dificuldade de pensar a diferença, de ver o
  mundo com os olhos dos outros.




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             Etnocentrismo
• O fato de que o ser humano vê o mundo
  através de sua cultura tem como
  consequência a propensão em considerar o
  seu modo de vida como o mais correto e o
  mais natural. Tal tendência, denomindada
  etnocentrismo, é responsável em seus casos
  extremos pela ocorrência de numerosos
  conflitos sociais.




             Etnocentrismo
• Não existem grupos superiores ou inferiores,
  mas grupos diferentes. Um grupo pode ter
  menor desenvolvimento tecnológico, se
  comparado a outro mas, possivelmente, é
  mais adaptado a determinado ambiente, além
  de não possuir diversos problemas que esse
  grupo "superior" possui.




             Etnocentrismo
• A tendência do ser humano nas sociedades é
  de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente
  ou não está de acordo com suas tendências,
  costumes e hábitos. Na civilização grega, o
  bárbaro, era o que "transgredia" toda a lei e
  costumes da época; este termo é, portanto,
  etimologicamente semelhante ao selvagem na
  sociedade ocidental.




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Recomendação
      •   O filme se passa na Austrália e
          mostra um grupo de uma
          multinacional que pretende explorar
          o solo a procura de urânio. Mas o
          impasse maior é de convencer os
          aborígenes que lá vivem. A partir o
          que vemos é o choque de cultura, o
          raciocínio, o abismo enorme criado e
          a natural prepotência do homem
          branco. É um filme sobre as coisas
          pequenas e simples que vão além de
          qualquer ganância ou providência
          que o dinheiro pode tomar.




Recomendação




Recomendação




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           A Revolução Agrícola

          E o surgimento das civilizações




           A Revolução Agrícola
• O período que abrange o aparecimento dos
  primeiros hominídeos até a invenção da
  escrita em torno de 3.500 a.C.,
  convencionamos chamar de Pré- História.
  Esse longo período está divido em duas fases:
• PALEOLÍTICO - (Inferior e Superior) 4.000.000
  a.C. A 10.000 a.C.
• NEOLÍTICO - 10.000 a.C. A 3.500 a.C.




    Neolítico - Revolução Agrícola
• Sobre o surgimento da agricultura - e seu uso
  intensivo pelo homem - pode-se afirmar que
  ocorreu, em tempos diferentes, no Oriente Próximo
  (Egito e Mesopotâmia), na Ásia (Índia e China) e na
  América (México e Peru).




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   Neolítico - Revolução Agrícola
• Além disso é preciso ressaltar que a passagem
  da atividade coletora para a agrícola foi lenta
  cujas raízes são multifatoriais, dependendo do
  tempo e do espaço.
• Há quem afirme que a convivência entre a
  agricultura e a coleta foi um fenômeno
  comum durante muito tempo.




   Neolítico - Revolução Agrícola
• Qual o impacto da Revolução Agrícola
  para o homem?
• O primeiro desdobramento foi a gradual
  sedentarização, isto é, a fixação dos
  grupos humanos em locais apropriados.




   Neolítico - Revolução Agrícola
• Locomovendo-se menos, usando mão de obra
  numerosa para a agricultura e tendo um
  maior suprimento alimentar, os homens
  passam a se reproduzir mais, provocando o
  primeiro grande crescimento demográfico
  registrado na história




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   Neolítico - Revolução Agrícola
• Estima-se que no ano 8.000 a.C. a população
  humana era de aproximadamente 10 milhões
  e que, logo após a Revolução Agrícola, ela se
  multiplicou indo para 300 milhões no primeiro
  século da era cristã.




   Neolítico - Revolução Agrícola
• Outro grande efeito da Revolução Neolítica foi
  a domesticação de animais.
• Segundo a avaliação dos especialistas os
  animais teriam se aproximado das primeiras
  comunidades agrícolas em busca de alimentos
  e proteção, transformando-se em atividade
  complementar a agricultura.




           Revolução Urbana
• Por volta de 6.000 a.C., alguns grupos
  humanos descobriram a técnica de produção
  de cerâmica pelo aquecimento da argila.
• Na mesma época aprenderam a converter
  fibras naturais em fios e estes em tecidos.
• Aos poucos começaram a trabalhar com
  metais para produzir instrumentos.




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           Revolução Urbana
• Os indivíduos que trabalhavam com cerâmica,
  metais e tecelagem tornaram-se artesãos.
  Eram os primeiros sinais de mais uma divisão
  social do trabalho (antes apenas entre
  homens e mulheres).




           Revolução Urbana
• A diversidade na produção, a especialização
  do trabalho e as novas funções na sociedade
  contribuíram para que algumas comunidades
  de agricultores se transformassem em vilas e
  cidades, constituindo o que alguns
  historiadores chamaram de Revolução
  Urbana.




           Revolução Urbana
• Em geral, as vilas desenvolveram-se em
  regiões onde os solos eram férteis e propícios
  à agricultura.
• Elas tinham inúmeras funções.
• Na América, por exemplo, estavam associadas
  a cultos religiosos, mas podiam também servir
  de abrigo para artesãos e de espaço de troca
  de produtos.




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              Revolução Urbana
• Dessa forma, o surgimento das vilas e cidades
  facilitou a prática do comércio e o
  desenvolvimento de novas técnicas, como a
  olaria (fabricação de peças de barro) e da
  metalúrgica (fabricação de peças de metais).




              Revolução Urbana
• Assim, percebe-se que o processo de
  consolidação das vilas está associado ao
  aumento da organização social.
• Em outras palavras, está relacionado com a
  prática da religião e do comércio, com o
  aumento da população e com a diversificação
  das atividades produtivas.




                       Cidades
• As cidades representam a
  segunda grande revolução
  da humanidade. Elas
  permitem o trabalho
  organizado de um grande
  número de pessoas, sob
  uma liderança que vai
  adquirindo tamanha
  legitimidade,a ponto de
  estabelecer sanções para os
  que se recusam a cumprir
  as tarefas estabelecidas.




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                 Rios e Vales
• Desde o inicio da Pré História, o homem tem
  procurado os rios para se orientar no espaço e
  obter água.
• Foi ao longo dos rios que floresceram, no
  começo da História, as civilizações agrícolas,
  as primeiras a submeterem o espaço terrestre
  e a natureza a seus desígnios.




                 Rios e Vales
• E foi junto aos grandes rios da Antiguidade
  que se desenvolveram as civilizações que
  deram um novo rumo à História da
  humanidade, por vezes chamadas de
  Civilizações Fluviais, por que foram os rios o
  fator decisivo para o desenvolvimento
  agrícola.




                 Rios e Vales
• As grandes civilizações fluviais, que eram
  economicamente dependentes das culturas
  irrigadas e contavam com uma população
  numerosa e em grande parte urbanizada,
  floresceram nas planícies aluviais formadas
  pelas enchentes de um dos dois grandes rios.




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               Rios e Vales
• Assim, os berços das civilizações chinesa,
  indiana, sumério-babilônica e egípcia foram,
  respectivamente, os rios Amarelo e Azul Indo
  e Ganges, Tigre e Eufrates e Nilo




               Rios e Vales
• A primeiras plantações agrícolas se deram,
  portanto, nos vales, as regiões férteis que
  margeiam os rios.
• Cidades como Çatal Huyuk, Dura Europos, Ur,
  Urak e muitas outras das primeiras sociedades
  sedentárias se formaram ao longo de rios,
  devido à necessidade da fertilidade do solo
  para as práticas agrícolas.




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Mas o que é civilização?




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                 civilização

• Deriva do latim civita que
  designa cidade e civile (civil) o
  seu habitante.




                 civilização
• Durante muito tempo, e por inspiração
  dos filósofos racionalistas do século XVIII,
  a palavra civilização significou um
  conjunto de instituições capazes de
  instaurar a ordem, a paz e a felicidade,
  favorecendo o progresso intelectual e
  moral da humanidade.




                 civilização
• Dessa forma, haveria um corte nítido entre
  pré-civilizados e civilizados, sendo que os
  primeiros, por terem comportamento muito
  distinto do nosso (enquanto ocidentais e
  europeus), seriam uma espécie de homens
  inferiores, criando sociedades primitivas e à
  margem da lei.




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                civilização
• O importante é despir essa palavra
  de conotações valorativas.
• Evitando isso, poderemos
  estabelecer com maior facilidade e
  precisão as características que
  definem uma civilização.




                civilização
• Uma civilização, via de regra, implica
  uma organização política formal com
  regras       estabelecidas        para
  governantes         (mesmo         que
  autoritários e injustos e governados;




                civilização
• implica projetos amplos que demandem
  trabalho    conjunto     e     administração
  centralizada (como canais de irrigação,
  grandes templos, pirâmides, portos, etc.);




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                civilização
• implica a criação de um corpo de
  sustentação do poder (como a
  burocracia de funcionários públicos
  ligados ao poder central, militares,
  etc.);




                civilização
• implica a incorporação das crenças
  por uma religião vinculada ao poder
  central, direta ou indiretamente (os
  sacerdotes egípcios, o templo de
  Jerusalém, etc.);




                civilização
• implica uma produção artística que tenha
  sobrevivido ao tempo e ainda nos encante (o
  passado não existe em si, senão pelo fato de
  nós o reconstruirmos;




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                    civilização
• implica a criação ou incorporação de um
  sistema de escrita (os incas não preenchem
  esse quesito, e nem por isso deixam de ser
  civilizados); implica, finalmente, mas não por
  último, a criação de cidades.




         Civilização não é cultura
• Cultura: é o atributo fundamental da humanidade. É
  ao mesmo tempo a característica mais elementar de
  qualquer grupo humano (sem importar o seu
  tamanho), e que diferencia a qualquer ser humano
  dos animais. A arte, a escritura, a ciência, as
  instituições (Estado, escola, família), o pensamento e
  atos mágicos só existem na sociedade humana.
  Somos os únicos seres dotados de pensamento
  simbólico.




                    civilização
• Podemos dizer que o indígena brasileiro
  tinha cultura, mas não tinha civilização.
• Os “civilizados” europeus destruíram,
  dizimaram e empreenderam o genocídio
  e o etnocídio.
• Eles eram melhores?




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                                 civilização
• Sem cidades não há civilização.
• A civilização não apenas decorre de um
  determinado grau de desenvolvimento das
  técnicas e do conhecimento humano, em
  geral.
• A civilização também impele a espécie
  humana a crescer.




Referências
•   ENGELS, Friedrich. Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em
    homem:
•   _____. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. São Paulo, Global, 1984.
•   FENTON, Edwin. A importância da Revolução Neolítica. In: 32 problemas na história
    universal: leituras básicas e interpretações. São Paulo: Edart, 1974.
•   FISCHER, Steven Roger. Uma breve história da linguagem: introdução à origem das línguas.
    Tradução: Flávia Coimbra. São Paulo: Novo Século Editora, 2009.
•   LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um Conceito Antropológico. Jorge Zahar Editor. 22ª
    edição. Rio de Janeiro, 2001.
•   LEACKEY, Richard. A evolução da humanidade. São Paulo/Brasília, Melhoramentos/Círculo do
    Livro/Ed. da Univ. de Brasília, 1981.
•   MARCO, Nélio. O que é Darwinismo. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1987
•   MORIN, Edgar. O enigma do homem. 2a ed. Rio de Janeiro, Zahar, 1979.
•   PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Atual, 1994 (Discutindo a História).
•   RIBEIRO, Darcy. O processo civilízatóno. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968.
•   ROCHA, Everardo. O que é etnocentrismo. São Paulo: Brasiliense, 1998.
•   SANTOS, José Luiz dos. O que é Cultura. São Paulo: Brasiliense, 1991.




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A aurora do homem

  • 1.
    25/03/2012 A Aurora do Humano Prof. Jorge Miklos Março/2012 • UNIVERSO: 7 BILHÕES DE ANOS • TERRA: 5 BILHÕES DE ANOS • VIDA: 2 BILHÕES E MEIO • VERTEBRADOS: 600 MILHÕES DE ANOS • RÉPTEIS: 300 MILHÕES DE ANOS • MAMÍFEROS: 200 MILHÕES DE ANOS • ANTROPÓIDES: 10 MILHÕES DE ANOS • HOMINÍDEOS: 4 MILHÕES DE ANOS • HOMO SAPIENS: 100.000 A 50.000 ANOS • CIVILIZAÇÃO: 10.000 ANOS • FILOSOFIA: 2.500 ANOS • CIÊNCIA: 500 ANOS História Natural, História Social • O animal homem • Ponto de vista Natural: o ser humano é inadequado • Do ponto de vista cultural: o mais poderoso de todos os animais • Na história humana no lugar de pêlos, garras,presas, e instintos os seres humanos usam roupas, ferramentas, armas. 1
  • 2.
    25/03/2012 História Natural, História Social • Principal questão: • Como nos tornamos humanos,como evoluímos ou involuímos até chegar as sociedades complexas que temos hoje? Criacionismo Os Mitos de Criação 2
  • 3.
    25/03/2012 Evolucionismo • Foi a partir de Darwin, criador de uma sofisticada teoria evolucionista e de escavações e descobertas de fósseis que começou-se a responder às questões do tipo como nos tornamos humanos e como evoluímos. Transformações • O grande mérito de Darwin foi o de ter desafiado a visão religiosa e rompido com a teoria Criacionista que defendia que todas as espécies foram criadas por Deus, e permaneciam imutáveis no decorrer do tempo. Viagem de Circunavegação 1831-1836 • Darwin por meio de pesquisas, observações a viagens adquiriu a convicção que as espécies seriam passíveis de transformações. • Darwin defendia a Seleção Natural. 3
  • 4.
    25/03/2012 Seleção Natural • A teoria da seleção natural está baseada na idéia da competição entres os seres vivos diferentes por alimento e na reprodução dos mais aptos e por conseguinte na não reprodução dos menos aptos. • O grupo mais nutrido torna-se dominante e com mais chances de se reproduzir. • De alguma forma a teoria darwinista reflete o que aconteceu com nossos ancestrais. Marx e Darwin • Marx quis dedicar a Darwin a versão inglesa de sua grande obra, O capital, mas Darwin não aceitou. Quando Marx morreu, um ano depois de Darwin, seu amigo Friedrich Engels disse: “Assim como Darwin descobriu a lei da evolução da natureza orgânica, Marx descobriu a lei da evolução da história humana”. Como Marx compreende o trabalho, consequentemente, desvelando a relação homem—natureza: • O trabalho é, em primeiro lugar, um processo de que participam igualmente o homem e a natureza, e no qual o homem espontâneamente inicia, regula e controla as relações materiais entre si próprio e a natureza. 4
  • 5.
    25/03/2012 Como Marx compreende o trabalho, consequentemente, desvelando a relação homem— natureza: • Ele se opõe à natureza como uma de suas próprias forças, pondo em movimento braços e pernas, as forças naturais de seu corpo, a fim de apropriar-se das produções da natureza de forma ajustada a suas próprias necessidades. Pois, atuando assim sobre o mundo exterior e modificando-o, ao mesmo tempo ele modifica a sua própria natureza. Ele desenvolve seus poderes inativos e compele-os a agir em obediência à sua própria autoridade. Como Marx compreende o trabalho, consequentemente, desvelando a relação homem— natureza: • Não estamos lidando agora com aquelas formas primitivas de trabalho que nos recordam apenas o mero animal. Um intervalo de tempo imensurável separa o estado de coisas em que o homem leva a força de seu trabalho humano ainda se encontrava em sua etapa instintiva inicial. Pressupomos o trabalho em uma forma que caracteriza como exclusivamente humano. Como Marx compreende o trabalho, consequentemente, desvelando a relação homem—natureza: • Uma aranha leva a cabo operações que lembram as de um tecelão, e uma abelha deixa envergonhados muitos arquitetos na construção de suas colmeias. Mas o que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade. 5
  • 6.
    25/03/2012 Naturalismo • Marx havia dito que a consciência humana era um produto da base material (confronto Homem X Natureza) de uma sociedade. • Darwin mostrou que o homem era o produto de uma longa evolução biológica. • Freud deixou claro que as ações dos homens freqüentemente são devidas a certos impulsos ou instintos “animais”, próprios de sua natureza. Controvérsias • Em 1859 foi a data de publicação da Origem das Espécies, sendo colocada a primeira dúvida do papel de Deus na criação do mundo, como consta no Livro do Gênesis. Uma guerra se inicia contra tal teoria. Até mesmo o primeiro professor a lecionar o evolucionismo nos EUA foi preso e multado. A palavra que afirmava sobre a existência de cada um devia-se a um milagre divino, era mantida. Mas tratava de estudos científicos, e não á um “ataque” à religião. Posição oficial da I. Católica • Em 1998 o papa João Paulo II aceitou oficialmente, em nome da Igreja, a Teoria da Evolução, identificada hoje ao nome de Charles Darwin. • O papa não mais considera a Evolução com uma mera hipótese, mas como um postulado científico incontrovertido. • Encíclica Fides et Ratio 6
  • 7.
    25/03/2012 Fides et Ratio • “A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio.” História Natural, História Social • Ramapithecus – o patriarca • 12 milhões de anos • Viviam em florestas - árvores • Afastaram-se das árvores e foram viver em savanas • Bípedes • Pisaragarrar • Postura ereta - liberar as mãos • Utilizavam pedras e pedaços de pau 7
  • 8.
    25/03/2012 História Natural, História Social • 3 milhões de anos – Australopithecus africanus – Australopithecus bolsei – Homo habilis Australopithecus africanus Australopithecus africanus 8
  • 9.
  • 10.
    25/03/2012 Homo habilis Homo habilis História Natural, História Social • Por que a linha Homo obteve sucesso e a linhagem Australopithecus desapareceu? • Não há resposta ? 10
  • 11.
    25/03/2012 História Natural, História Social • 1 milhão de anos • Descendente do Homo habilis • Homo erectus • Marcha – da África para a Ásia e Europa Homo erectus Homo erectus 11
  • 12.
    25/03/2012 A aventura humana • O que o fez sair da África? • Questão antropológica e filosófica A aventura humana • O Homo erectus que saiu da África oriental não será, com certeza um telespectador padrão de Silvio Santos. • Viver para ele era ousar, ousadia própria. • Simone de Beauvoir em Todos os homens são mortais demonstra que a consciência da morte não deve ser uma limitação à vida, mas sua própria razão de ser A aventura humana • Nossos ancestrais não leram Simone de Beauvoir, mas não estavam dispostos a perder a vida pensando nos seus riscos • Saíram para a aventura humana, a própria razão de ser da vida. • Vida perecível – vida com intensidade. 12
  • 13.
    25/03/2012 A aventura humana • Sugestão de leituras: • Tempo de Transcendência: O Ser Humano como um Projeto Infinito de Leonardo Boff. • A Alma Imoral – de Nilton Bonder Caçadores e Coletores • Perigos do etnocentrismo e do eurocentrismo • O Homo erectus: • Homo neanderthalensis – Desapareceu 30 mil anos • Homo sapiens sapiens • 30 mil anos • Domínio do Fogo LINGUAGENS SISTEMAS E CÓDIGOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL REPRRESENTAÇÕES 13
  • 14.
    25/03/2012 LOCUS Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em 1902. http://museodealtamira.mcu.es/ Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês. http://www.lascaux.culture.fr/ Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994. http://www.culture.gouv.fr/culture/arcnat/chau vet/fr/ 14
  • 15.
    25/03/2012 PARQUE NACIONAL SERRADA CAPIVARA - Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres. http://www.fumdham.org.br/parque.asp Pinturas Rupestres ALTAMIRA 15
  • 16.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres ALTAMIRA Este costume de se exprimir graficamente é uma manifestação do sistema de comunicação social. Pinturas Rupestres ALTAMIRA Como tal, a representação gráfica é portadora de uma mensagem cujo significado só pode ser compreendido no contexto social no qual foi formulado. Pinturas Rupestres - CHAUVET Trata-se de uma verdadeira linguagem, na qual o suporte material é composto por elementos icônicos, cuja completa significação perdeu-se definitivamente no tempo por não conhecermos o código social dos grupos que o fizeram. 16
  • 17.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres -CHAUVET Não podendo decifrar este código, resta uma possibilidade de se conhecer mais sobre os grupos étnicos da pré-história através da identificação dos componentes do sistema gráfico próprio de cada grupo e de suas regras de funcionamento. Pinturas Rupestres CHAUVET Efetivamente, cada grupo étnico possui um sistema de comunicação gráfico diferente, com características próprias. Pinturas Rupestres - CHAUVET Fica então excluída qualquer possibilidade de interpretação de significados, pois toda afirmação se situaria em um plano de natureza conjectural. 17
  • 18.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres CHAUVET Pinturas Rupestres COSQUER Pinturas Rupestres COSQUER 18
  • 19.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres COSQUER Pinturas Rupestres GAUME Pinturas Rupestres GAUME 19
  • 20.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres LASCAUX Pinturas Rupestres LASCAUX Pinturas Rupestres LASCAUX 20
  • 21.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres LASCAUX Pinturas Rupestres LASCAUX Pinturas Rupestres LASCAUX 21
  • 22.
    25/03/2012 Pinturas Rupestres LASCAUX Pinturas Rupestres LASCAUX Pinturas Rupestres LASCAUX 22
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    25/03/2012 Pinturas Rupestres Parque Nacional Serra da Capivara Pinturas Rupestres Parque Nacional Serra da Capivara Pinturas Rupestres Parque Nacional Serra da Capivara 23
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    25/03/2012 A Vênus deWillendorf O PENSADOR A VÊNUS DE SAVIGNANO 26
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    25/03/2012 Aexperiência da grande arte é o significado da existência humana. Caçadores e coletores A reconstrução do passado A reconstrução do passado • Como refazer seus passos? • Como recompor seu cotidiano, imaginar suas práticas, conhecer seus valores? • Como saber se esses homens viviam isolados ou em grupos, formavam famílias, desenvolviam crenças? • Como chegar a seres tão distantes no tempo, considerando que só de poucos milênios para cá o homem inventou a escrita? 27
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    25/03/2012 A reconstrução do passado • Cientistas e pensadores contemporâneos têm tentado responder a essas questões através de, basicamente, três formas, isoladas ou combinadas: 1. o raciocínio lógico e a teoria; 2. escavações e análise de vestígios; 3. observação de grupos contemporâneos que, supostamente, tenham padrões de existência semelhantes. Etnocentrismo • Durante muito tempo chegou-se a comparar o homem "primitivo“ a uma criança, no sentido de que sua mente era pré-lógica. Segundo alguns, a lógica seria uma criação dos gregos, momento de ruptura entre civilização e barbárie... Etnocentrismo • Hoje, porém, quando questionamos as conseqüências desse progresso, que aparentemente tinha como meta a felicidade humana, não podemos continuar repetindo a mesma divisão. 28
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    25/03/2012 Etnocentrismo • Sabemos que riqueza técnica e progresso material não representam, necessariamente, garantia de riqueza espiritual ou artística, ou de organização social. • E que dizer da felicidade de seus membros, objetivo final de qualquer grupo? • Ou não será essa a meta das sociedades humanas? Etnocentrismo • Será que a evolução da humanidade, em termos materiais e de teorias, cada vez mais sofisticadas, vem garantindo à grande massa da humanidade uma boa qualidade de vida? E mesmo entre aqueles que possuem batedeiras e videocassete e moram em apartamentos com sauna e guarita, vive-se uma vida sem tensões e competitividade, plena de paz, compreensão e solidariedade? Etnocentrismo • O perigo das grandes teorias é que, quando confrontadas com fatos, tomam aparência de dogmas de fé. Entre a teoria imaginada e fatos comprovados, os místicos da ciência abstraia decidem, sem dó: pior para os fatos; quem mandou eles ousarem enfrentar nossa bela concepção teórica? 29
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    25/03/2012 Etnocentrismo • De repente, os ocidentais "civilizados" passaram a se perguntar a respeito dos "primitivos". Etnocentrismo • Seriam eles tão primitivos assim? Em vista dessas interrogações, cientistas resolveram fazer observações sistemáticas, tanto em grupos de primatas, como chimpanzés, gorilas e gibões, como em algumas tribos que sobrevivem como caçadoras-coletoras, forma de existência que se pretende tenha sido universal desde 1 milhão até pouco mais de 10 mil anos atrás. Etnocentrismo • O caso mais interessante talvez seja o dos • pesquisadores da Universidade de Harvard em uma comunidade dos !Kung, coletores- caçadores que vivem no deserto de Calaari entre Angola, Namíbia e Botsuana. 30
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    25/03/2012 Etnocentrismo • Por que o autor afirma que o estilo de vida dos Kung não é inferior ao nosso, mas ao contrário, revela um estilo de vida muito positivo? Etnocentrismo • Etnocentrismo é um conceito antropológico, segundo o qual a visão ou avaliação que um indivíduo ou grupo de pessoas faz de um grupo social diferente do seu é apenas baseada nos valores, referências e padrões adotados pelo grupo social ao qual o próprio indivíduo ou grupo fazem parte. Etnocentrismo • Essa avaliação é, por definição, preconceituosa, feita a partir de um ponto de vista específico. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnico considerar-se como superior a outro. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros. 31
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    25/03/2012 Etnocentrismo • O fato de que o ser humano vê o mundo através de sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto e o mais natural. Tal tendência, denomindada etnocentrismo, é responsável em seus casos extremos pela ocorrência de numerosos conflitos sociais. Etnocentrismo • Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento tecnológico, se comparado a outro mas, possivelmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui. Etnocentrismo • A tendência do ser humano nas sociedades é de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente ou não está de acordo com suas tendências, costumes e hábitos. Na civilização grega, o bárbaro, era o que "transgredia" toda a lei e costumes da época; este termo é, portanto, etimologicamente semelhante ao selvagem na sociedade ocidental. 32
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    25/03/2012 Recomendação • O filme se passa na Austrália e mostra um grupo de uma multinacional que pretende explorar o solo a procura de urânio. Mas o impasse maior é de convencer os aborígenes que lá vivem. A partir o que vemos é o choque de cultura, o raciocínio, o abismo enorme criado e a natural prepotência do homem branco. É um filme sobre as coisas pequenas e simples que vão além de qualquer ganância ou providência que o dinheiro pode tomar. Recomendação Recomendação 33
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    25/03/2012 A Revolução Agrícola E o surgimento das civilizações A Revolução Agrícola • O período que abrange o aparecimento dos primeiros hominídeos até a invenção da escrita em torno de 3.500 a.C., convencionamos chamar de Pré- História. Esse longo período está divido em duas fases: • PALEOLÍTICO - (Inferior e Superior) 4.000.000 a.C. A 10.000 a.C. • NEOLÍTICO - 10.000 a.C. A 3.500 a.C. Neolítico - Revolução Agrícola • Sobre o surgimento da agricultura - e seu uso intensivo pelo homem - pode-se afirmar que ocorreu, em tempos diferentes, no Oriente Próximo (Egito e Mesopotâmia), na Ásia (Índia e China) e na América (México e Peru). 34
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    25/03/2012 Neolítico - Revolução Agrícola • Além disso é preciso ressaltar que a passagem da atividade coletora para a agrícola foi lenta cujas raízes são multifatoriais, dependendo do tempo e do espaço. • Há quem afirme que a convivência entre a agricultura e a coleta foi um fenômeno comum durante muito tempo. Neolítico - Revolução Agrícola • Qual o impacto da Revolução Agrícola para o homem? • O primeiro desdobramento foi a gradual sedentarização, isto é, a fixação dos grupos humanos em locais apropriados. Neolítico - Revolução Agrícola • Locomovendo-se menos, usando mão de obra numerosa para a agricultura e tendo um maior suprimento alimentar, os homens passam a se reproduzir mais, provocando o primeiro grande crescimento demográfico registrado na história 35
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    25/03/2012 Neolítico - Revolução Agrícola • Estima-se que no ano 8.000 a.C. a população humana era de aproximadamente 10 milhões e que, logo após a Revolução Agrícola, ela se multiplicou indo para 300 milhões no primeiro século da era cristã. Neolítico - Revolução Agrícola • Outro grande efeito da Revolução Neolítica foi a domesticação de animais. • Segundo a avaliação dos especialistas os animais teriam se aproximado das primeiras comunidades agrícolas em busca de alimentos e proteção, transformando-se em atividade complementar a agricultura. Revolução Urbana • Por volta de 6.000 a.C., alguns grupos humanos descobriram a técnica de produção de cerâmica pelo aquecimento da argila. • Na mesma época aprenderam a converter fibras naturais em fios e estes em tecidos. • Aos poucos começaram a trabalhar com metais para produzir instrumentos. 36
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    25/03/2012 Revolução Urbana • Os indivíduos que trabalhavam com cerâmica, metais e tecelagem tornaram-se artesãos. Eram os primeiros sinais de mais uma divisão social do trabalho (antes apenas entre homens e mulheres). Revolução Urbana • A diversidade na produção, a especialização do trabalho e as novas funções na sociedade contribuíram para que algumas comunidades de agricultores se transformassem em vilas e cidades, constituindo o que alguns historiadores chamaram de Revolução Urbana. Revolução Urbana • Em geral, as vilas desenvolveram-se em regiões onde os solos eram férteis e propícios à agricultura. • Elas tinham inúmeras funções. • Na América, por exemplo, estavam associadas a cultos religiosos, mas podiam também servir de abrigo para artesãos e de espaço de troca de produtos. 37
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    25/03/2012 Revolução Urbana • Dessa forma, o surgimento das vilas e cidades facilitou a prática do comércio e o desenvolvimento de novas técnicas, como a olaria (fabricação de peças de barro) e da metalúrgica (fabricação de peças de metais). Revolução Urbana • Assim, percebe-se que o processo de consolidação das vilas está associado ao aumento da organização social. • Em outras palavras, está relacionado com a prática da religião e do comércio, com o aumento da população e com a diversificação das atividades produtivas. Cidades • As cidades representam a segunda grande revolução da humanidade. Elas permitem o trabalho organizado de um grande número de pessoas, sob uma liderança que vai adquirindo tamanha legitimidade,a ponto de estabelecer sanções para os que se recusam a cumprir as tarefas estabelecidas. 38
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    25/03/2012 Rios e Vales • Desde o inicio da Pré História, o homem tem procurado os rios para se orientar no espaço e obter água. • Foi ao longo dos rios que floresceram, no começo da História, as civilizações agrícolas, as primeiras a submeterem o espaço terrestre e a natureza a seus desígnios. Rios e Vales • E foi junto aos grandes rios da Antiguidade que se desenvolveram as civilizações que deram um novo rumo à História da humanidade, por vezes chamadas de Civilizações Fluviais, por que foram os rios o fator decisivo para o desenvolvimento agrícola. Rios e Vales • As grandes civilizações fluviais, que eram economicamente dependentes das culturas irrigadas e contavam com uma população numerosa e em grande parte urbanizada, floresceram nas planícies aluviais formadas pelas enchentes de um dos dois grandes rios. 39
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    25/03/2012 Rios e Vales • Assim, os berços das civilizações chinesa, indiana, sumério-babilônica e egípcia foram, respectivamente, os rios Amarelo e Azul Indo e Ganges, Tigre e Eufrates e Nilo Rios e Vales • A primeiras plantações agrícolas se deram, portanto, nos vales, as regiões férteis que margeiam os rios. • Cidades como Çatal Huyuk, Dura Europos, Ur, Urak e muitas outras das primeiras sociedades sedentárias se formaram ao longo de rios, devido à necessidade da fertilidade do solo para as práticas agrícolas. 40
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    25/03/2012 Mas o queé civilização? 41
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    25/03/2012 civilização • Deriva do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. civilização • Durante muito tempo, e por inspiração dos filósofos racionalistas do século XVIII, a palavra civilização significou um conjunto de instituições capazes de instaurar a ordem, a paz e a felicidade, favorecendo o progresso intelectual e moral da humanidade. civilização • Dessa forma, haveria um corte nítido entre pré-civilizados e civilizados, sendo que os primeiros, por terem comportamento muito distinto do nosso (enquanto ocidentais e europeus), seriam uma espécie de homens inferiores, criando sociedades primitivas e à margem da lei. 42
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    25/03/2012 civilização • O importante é despir essa palavra de conotações valorativas. • Evitando isso, poderemos estabelecer com maior facilidade e precisão as características que definem uma civilização. civilização • Uma civilização, via de regra, implica uma organização política formal com regras estabelecidas para governantes (mesmo que autoritários e injustos e governados; civilização • implica projetos amplos que demandem trabalho conjunto e administração centralizada (como canais de irrigação, grandes templos, pirâmides, portos, etc.); 43
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    25/03/2012 civilização • implica a criação de um corpo de sustentação do poder (como a burocracia de funcionários públicos ligados ao poder central, militares, etc.); civilização • implica a incorporação das crenças por uma religião vinculada ao poder central, direta ou indiretamente (os sacerdotes egípcios, o templo de Jerusalém, etc.); civilização • implica uma produção artística que tenha sobrevivido ao tempo e ainda nos encante (o passado não existe em si, senão pelo fato de nós o reconstruirmos; 44
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    25/03/2012 civilização • implica a criação ou incorporação de um sistema de escrita (os incas não preenchem esse quesito, e nem por isso deixam de ser civilizados); implica, finalmente, mas não por último, a criação de cidades. Civilização não é cultura • Cultura: é o atributo fundamental da humanidade. É ao mesmo tempo a característica mais elementar de qualquer grupo humano (sem importar o seu tamanho), e que diferencia a qualquer ser humano dos animais. A arte, a escritura, a ciência, as instituições (Estado, escola, família), o pensamento e atos mágicos só existem na sociedade humana. Somos os únicos seres dotados de pensamento simbólico. civilização • Podemos dizer que o indígena brasileiro tinha cultura, mas não tinha civilização. • Os “civilizados” europeus destruíram, dizimaram e empreenderam o genocídio e o etnocídio. • Eles eram melhores? 45
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    25/03/2012 civilização • Sem cidades não há civilização. • A civilização não apenas decorre de um determinado grau de desenvolvimento das técnicas e do conhecimento humano, em geral. • A civilização também impele a espécie humana a crescer. Referências • ENGELS, Friedrich. Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem: • _____. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. São Paulo, Global, 1984. • FENTON, Edwin. A importância da Revolução Neolítica. In: 32 problemas na história universal: leituras básicas e interpretações. São Paulo: Edart, 1974. • FISCHER, Steven Roger. Uma breve história da linguagem: introdução à origem das línguas. Tradução: Flávia Coimbra. São Paulo: Novo Século Editora, 2009. • LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um Conceito Antropológico. Jorge Zahar Editor. 22ª edição. Rio de Janeiro, 2001. • LEACKEY, Richard. A evolução da humanidade. São Paulo/Brasília, Melhoramentos/Círculo do Livro/Ed. da Univ. de Brasília, 1981. • MARCO, Nélio. O que é Darwinismo. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1987 • MORIN, Edgar. O enigma do homem. 2a ed. Rio de Janeiro, Zahar, 1979. • PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Atual, 1994 (Discutindo a História). • RIBEIRO, Darcy. O processo civilízatóno. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968. • ROCHA, Everardo. O que é etnocentrismo. São Paulo: Brasiliense, 1998. • SANTOS, José Luiz dos. O que é Cultura. São Paulo: Brasiliense, 1991. 46