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O BRASIL
CONTEMPORÂNEO
e a diversidade das sociedades indígenas
Brasil, 24 de março de
2008: uma lei
sancionada pelo
presidente Luiz Inácio
Lula da Silva incluiu no
currículo das escolas
públicas e particulares
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cultura indígena
brasileira. A
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Tukano, e coordenação
geral de Frank Coe, a
Fundação Darcy Ribeiro
– FUNDAR promove,
em 2010, com patrocínio
e apoio de várias outras
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Brasil com realização no
Memorial dos Povos
Indígenas, em Brasília.

Álvaro Tukano
Nós, brasileiros brancos que aqui chegamos;
nós, brasileiros “brancos” – entre aspas – que
estamos no centro das discussões políticas do
país; nós, brasileiros que estamos na liderança
nas salas de aulas; nós, pequenos e jovens
brasileiros que estamos chegando às escolas,
todos sabemos pouco acerca das matrizes
étnicas que formaram a população brasileira,
que nos formaram.

Gersem dos Santos Luciano Baniwa

O mundo cada vez mais se dá conta de que é
multirracial. Vale aqui a incisiva reflexão de
Gersem dos Santos Luciano Baniwa: “Como se
pode ser civilizado se não se aceita conviver
com outras civilizações? Como se pode ser
culto e sábio se não se conhece – e o que é bem
pior – não se aceita conhecer outras culturas e
sabedorias?” Com suas palavras, podemos
continuar: “As contradições e os preconceitos
tem na ignorância e no desconhecimento sobre
o mundo indígena suas principais causas e
origens e precisam ser rapidamente superados.
Um mundo que se autodefine como moderno e
civilizado não pode aceitar conviver com essa
ausência de democracia racial, cultural e
política.”
Para oferecer subsídios a essa preparação dos
estudantes, organizamos essa seleção de
textos. São pequenos textos ou mesmo
fragmentos extraídos de estudos mais
longos, cuja leitura integral indicamos, de autoria
de antropólogos, indigenistas, lideranças
indígenas e escritores. Textos
informativos, verdadeiros, instigantes que
podem contribuir para um olhar de saudável
curiosidade, que seja capaz de enxergar no
Outro – de diferente berço cultural – um Mesmo
sob a perspectiva Humana, um IGUAL sob a
chancela da Vida.
Brasília, 28 de março de 2009.
Luzia de Maria
Fundação Darcy Ribeiro
Ainda predomina entre
os brasileiros a
imagem do índio
genérico como há 500
anos atrás, quando
colonos e missionários
aqui aportaram. Quem
de nós uma única vez
na vida não encontrou
alguém que ao se
referir aos povos
indígenas utilizasse
expressões assim:
mas a língua deles é
muito enrolada. Aquele
lugar, a oca, onde os
índios moram é
mesmo grande?
Dorme todo mundo
junto?
Expressões herdadas do
passado colonial onde
predominava uma visão
preconceituosa e
generalista, que se
encontrava associada às
estratégias de domínio
dos colonizadores sobre
as sociedades indígenas,
e que passaram a ser
reproduzidas nos séculos
seguintes, inclusive pelos
livros didáticos de nosso
sistema de ensino. Como
se todos as sociedades
fossem pertencentes ao
universo cultural e
linguístico tupi, e como se
as formas de organização
social e a visão de mundo
dos diferentes povos
indígenas fossem iguais
ou se diluíssem num
caldeirão de elementos
amorfos e sem distinções.
Essas generalizações nos
fazem lembrar uma palavra
muito em moda, a tão falada
globalização. No entanto, o
fenômeno da globalização
em que fomos mergulhados
desde a última década do
século XX, tem também
situações contraditórias.
Paralela à interdependência
das economias e à
reprodução dos valores e
padrões culturais dos mais
ricos países do mundo, nos
traz também, cada vez mais
presente, a visibilidade de
diferentes etnias e culturas
em todo o mundo.
Em contraponto ao domínio
e à massificação da cultura
ocidental, surgiram
movimentos de valorização
de culturas e processos de
desenvolvimento locais, bem
como reivindicações de
reconhecimento do direito
ao exercício de ser
diferente, de pertencimento
a uma etnia e uma cultura
diferente da majoritária.
O Brasil é um país fértil
para esse exercício, que
não se limita apenas à
composição genérica
tradicional das três raças:
branco, índio e negro –
abordagem que restringe
uma compreensão mais
completa da diversidade
étnica e cultural do nosso
país, e da complexidade
das relações existentes
entre as diferentes etnias.
O exercício da
diversidade, representada
pela realidade pluriétnica
do Brasil, também abriga
esse fenômeno de uma
aparente hegemonia de
uma cultura urbana
ocidental. Paralelamente,
ocorrem os processos de
luta pelo direito de ser
reconhecido, de ser
ouvido, de ser respeitado,
desenvolvido pelas
sociedades indígenas e
pelos negros nas últimas
duas décadas, que de
certa forma garantiram a
esses grupos étnicos uma
maior visibilidade.
Nos limites do atual
território brasileiro
que, segundo alguns
estudiosos, abrigava em
1500, cerca de 1.000 etnias
diferentes e uma
população de 5 milhões de
indígenas, mesmo com a
extinção de muitas
sociedades e a enorme de
população ocasionada
pelas epidemias, pela
escravização e pelos
massacres contínuos, hoje
ainda há uma rica
diversidade representada
por 220 sociedades
indígenas, e 180 línguas
diferentes.
Para falar da diversidade
das sociedades indígenas
no país, é necessário
recorrer aos sistemas
classificatórios utilizados
pelos estudiosos, que
auxiliam no entendimento
da complexidade deste
universo.
• dividir o país por grandes áreas culturais,

utilizando critérios geográficos e de aspectos
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que apresentam alguns elementos comuns a
determinadas etnias.
• o critério de classificação linguística é o mais

comumente usado para o conhecimento inicial
da diversidade das etnias, no entanto, ele por
si só não é suficiente frente às distinções
sócio-culturais das sociedades. Como os
conhecidos troncos linguísticos Tupi e Macro
Jê, e a família linguística Tupi-guarani.
falar de diversidade implica em considerar
diferentes aspectos da constituição e do
universo em que vivem as sociedades, não
ignorando inclusive o mundo contemporâneo
das relações interétnicas com outros indígenas e
com os não-índios. Fatores relativos à história, à
organização social, à religião e à visão de
mundo tornam cada sociedade única. Alguns
autores ao se referirem à diversidade indígena
do Brasil atual, preferem utilizar a expressão
sociodiversidade, buscando desta forma tornar
mais clara a abordagem.
A realidade demonstra o quanto são complexas as
situações e culturas destas sociedades. O Brasil
tem desde etnias que apresentam contigente
populacional numeroso - a exemplo dos Tikuna,
situados na região do alto rio Solimões, com mais
de 30.000 pessoas - a microssociedades, que
correm o risco de desaparecerem - a exemplo dos
Avá Canoeiro, situados em Goiás, que conta com
apenas seis pessoas.
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década de 80, e que demonstra o intenso
dinamismo da etnicidade no país, foi o surgimento
das etnias emergentes, especialmente na região
Nordeste. Comunidades que sofreram processos de
perdas culturais intensos, perda da língua materna
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reconhecimento étnico como indígena, a partir de
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etnogênese que pode ser encontrado entre os
Pitaguari e Jenipapo Kanindé situados no Ceará ,
ou mesmo mais recentemente, entre comunidades
ribeirinhas do baixo Rio Tapajós, no estado do Pará.
Sites para
aprofundamento:
Entrevista: Gersem Dos
Santos Luciano:
http://www6.ensp.fiocruz.br/r
adis/revistaradis/80/reportagens/entrevi
sta-gersem-dos-santosluciano ultimo acesso:
13.02.2014.
Entrevista com Gersem
Baniwa http://www.youtube.com/wat
ch?v=t14nkFRq264 – ultimo
acesso: 13.02.2014.
Alvaro Tukano: Queremos
desenvolver nossas
comunidades...
http://www.youtube.com/wat
ch?v=qv3cam2mpfk ultimo
acesso: 13.02.2014.
Questionário:
1. Vimos que a lei sancionada em 24 de março de 2008 pelo então presidente da
republica Luiz Inácio Lula da Silva que inclui nos currículos escolares, sejam eles
públicos ou particulares, de nível fundamental e médio, o ensino obrigatório de história e
cultura indígena brasileira. Ação que põe visível nossa pluralidade cultural.
Podemos creditar esta nova realidade a iniciativa a pesquisadores e lideres indígenas
como Álvaro Tukano e Gersem dos Santos Luciano Baniwa. que através de anos de
militância conseguiram colher frutos em nome da já mencionada pluralidade cultural e
multiplicidade étnica-racial.
Podemos perceber que no exemplo dessas duas personagens que o interesse não se
limita apenas no âmbito politico e ideológico. Cite um aspecto primordial de interesse
comum destes para com a legitimação da lei e opine sobre este interesse. Se ele é
válido ou não. (4 linhas)
2. Sobre a reflexão de Gersem dos Santos Luciano Baniwa que diz: “Como se pode
ser civilizado se não se aceita conviver com outras civilizações? Como se pode
ser culto e sábio se não se conhece – e o que é bem pior – não se aceita conhecer
outras culturas e sabedorias?” fica claro que o conhecimento como fator legitimador e
dominante de um grupo ou classe social é bastante questionado. Você concorda com
esta reflexão? Justifique sua reposta e procure uma solução viável baseado no que o
antropólogo sentenciou ainda que você venha a discordar.

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8o ano cultura indigena

  • 1. O BRASIL CONTEMPORÂNEO e a diversidade das sociedades indígenas
  • 2. Brasil, 24 de março de 2008: uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu no currículo das escolas públicas e particulares de nível fundamental e médio, o ensino obrigatório de história e cultura indígena brasileira. A implementação da lei deve começar a vigorar até o ano de 2010. Por iniciativa indígena, especialmente de Álvaro Tukano, e coordenação geral de Frank Coe, a Fundação Darcy Ribeiro – FUNDAR promove, em 2010, com patrocínio e apoio de várias outras instituições, a Exposição Séculos Indígenas no Brasil com realização no Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília. Álvaro Tukano
  • 3. Nós, brasileiros brancos que aqui chegamos; nós, brasileiros “brancos” – entre aspas – que estamos no centro das discussões políticas do país; nós, brasileiros que estamos na liderança nas salas de aulas; nós, pequenos e jovens brasileiros que estamos chegando às escolas, todos sabemos pouco acerca das matrizes étnicas que formaram a população brasileira, que nos formaram. Gersem dos Santos Luciano Baniwa O mundo cada vez mais se dá conta de que é multirracial. Vale aqui a incisiva reflexão de Gersem dos Santos Luciano Baniwa: “Como se pode ser civilizado se não se aceita conviver com outras civilizações? Como se pode ser culto e sábio se não se conhece – e o que é bem pior – não se aceita conhecer outras culturas e sabedorias?” Com suas palavras, podemos continuar: “As contradições e os preconceitos tem na ignorância e no desconhecimento sobre o mundo indígena suas principais causas e origens e precisam ser rapidamente superados. Um mundo que se autodefine como moderno e civilizado não pode aceitar conviver com essa ausência de democracia racial, cultural e política.”
  • 4. Para oferecer subsídios a essa preparação dos estudantes, organizamos essa seleção de textos. São pequenos textos ou mesmo fragmentos extraídos de estudos mais longos, cuja leitura integral indicamos, de autoria de antropólogos, indigenistas, lideranças indígenas e escritores. Textos informativos, verdadeiros, instigantes que podem contribuir para um olhar de saudável curiosidade, que seja capaz de enxergar no Outro – de diferente berço cultural – um Mesmo sob a perspectiva Humana, um IGUAL sob a chancela da Vida. Brasília, 28 de março de 2009. Luzia de Maria Fundação Darcy Ribeiro
  • 5. Ainda predomina entre os brasileiros a imagem do índio genérico como há 500 anos atrás, quando colonos e missionários aqui aportaram. Quem de nós uma única vez na vida não encontrou alguém que ao se referir aos povos indígenas utilizasse expressões assim: mas a língua deles é muito enrolada. Aquele lugar, a oca, onde os índios moram é mesmo grande? Dorme todo mundo junto?
  • 6. Expressões herdadas do passado colonial onde predominava uma visão preconceituosa e generalista, que se encontrava associada às estratégias de domínio dos colonizadores sobre as sociedades indígenas, e que passaram a ser reproduzidas nos séculos seguintes, inclusive pelos livros didáticos de nosso sistema de ensino. Como se todos as sociedades fossem pertencentes ao universo cultural e linguístico tupi, e como se as formas de organização social e a visão de mundo dos diferentes povos indígenas fossem iguais ou se diluíssem num caldeirão de elementos amorfos e sem distinções.
  • 7. Essas generalizações nos fazem lembrar uma palavra muito em moda, a tão falada globalização. No entanto, o fenômeno da globalização em que fomos mergulhados desde a última década do século XX, tem também situações contraditórias. Paralela à interdependência das economias e à reprodução dos valores e padrões culturais dos mais ricos países do mundo, nos traz também, cada vez mais presente, a visibilidade de diferentes etnias e culturas em todo o mundo. Em contraponto ao domínio e à massificação da cultura ocidental, surgiram movimentos de valorização de culturas e processos de desenvolvimento locais, bem como reivindicações de reconhecimento do direito ao exercício de ser diferente, de pertencimento a uma etnia e uma cultura diferente da majoritária.
  • 8. O Brasil é um país fértil para esse exercício, que não se limita apenas à composição genérica tradicional das três raças: branco, índio e negro – abordagem que restringe uma compreensão mais completa da diversidade étnica e cultural do nosso país, e da complexidade das relações existentes entre as diferentes etnias. O exercício da diversidade, representada pela realidade pluriétnica do Brasil, também abriga esse fenômeno de uma aparente hegemonia de uma cultura urbana ocidental. Paralelamente, ocorrem os processos de luta pelo direito de ser reconhecido, de ser ouvido, de ser respeitado, desenvolvido pelas sociedades indígenas e pelos negros nas últimas duas décadas, que de certa forma garantiram a esses grupos étnicos uma maior visibilidade.
  • 9. Nos limites do atual território brasileiro que, segundo alguns estudiosos, abrigava em 1500, cerca de 1.000 etnias diferentes e uma população de 5 milhões de indígenas, mesmo com a extinção de muitas sociedades e a enorme de população ocasionada pelas epidemias, pela escravização e pelos massacres contínuos, hoje ainda há uma rica diversidade representada por 220 sociedades indígenas, e 180 línguas diferentes. Para falar da diversidade das sociedades indígenas no país, é necessário recorrer aos sistemas classificatórios utilizados pelos estudiosos, que auxiliam no entendimento da complexidade deste universo.
  • 10. • dividir o país por grandes áreas culturais, utilizando critérios geográficos e de aspectos relativos à organização social e às culturas que apresentam alguns elementos comuns a determinadas etnias. • o critério de classificação linguística é o mais comumente usado para o conhecimento inicial da diversidade das etnias, no entanto, ele por si só não é suficiente frente às distinções sócio-culturais das sociedades. Como os conhecidos troncos linguísticos Tupi e Macro Jê, e a família linguística Tupi-guarani.
  • 11. falar de diversidade implica em considerar diferentes aspectos da constituição e do universo em que vivem as sociedades, não ignorando inclusive o mundo contemporâneo das relações interétnicas com outros indígenas e com os não-índios. Fatores relativos à história, à organização social, à religião e à visão de mundo tornam cada sociedade única. Alguns autores ao se referirem à diversidade indígena do Brasil atual, preferem utilizar a expressão sociodiversidade, buscando desta forma tornar mais clara a abordagem.
  • 12. A realidade demonstra o quanto são complexas as situações e culturas destas sociedades. O Brasil tem desde etnias que apresentam contigente populacional numeroso - a exemplo dos Tikuna, situados na região do alto rio Solimões, com mais de 30.000 pessoas - a microssociedades, que correm o risco de desaparecerem - a exemplo dos Avá Canoeiro, situados em Goiás, que conta com apenas seis pessoas. Um fenômeno social novo, que nasceu a partir da década de 80, e que demonstra o intenso dinamismo da etnicidade no país, foi o surgimento das etnias emergentes, especialmente na região Nordeste. Comunidades que sofreram processos de perdas culturais intensos, perda da língua materna e dispersão populacional, passaram a reivindicar o reconhecimento étnico como indígena, a partir de elementos de manutenção de identidade que ainda permanecem. É o processo chamado também de etnogênese que pode ser encontrado entre os Pitaguari e Jenipapo Kanindé situados no Ceará , ou mesmo mais recentemente, entre comunidades ribeirinhas do baixo Rio Tapajós, no estado do Pará.
  • 13. Sites para aprofundamento: Entrevista: Gersem Dos Santos Luciano: http://www6.ensp.fiocruz.br/r adis/revistaradis/80/reportagens/entrevi sta-gersem-dos-santosluciano ultimo acesso: 13.02.2014. Entrevista com Gersem Baniwa http://www.youtube.com/wat ch?v=t14nkFRq264 – ultimo acesso: 13.02.2014. Alvaro Tukano: Queremos desenvolver nossas comunidades... http://www.youtube.com/wat ch?v=qv3cam2mpfk ultimo acesso: 13.02.2014.
  • 14. Questionário: 1. Vimos que a lei sancionada em 24 de março de 2008 pelo então presidente da republica Luiz Inácio Lula da Silva que inclui nos currículos escolares, sejam eles públicos ou particulares, de nível fundamental e médio, o ensino obrigatório de história e cultura indígena brasileira. Ação que põe visível nossa pluralidade cultural. Podemos creditar esta nova realidade a iniciativa a pesquisadores e lideres indígenas como Álvaro Tukano e Gersem dos Santos Luciano Baniwa. que através de anos de militância conseguiram colher frutos em nome da já mencionada pluralidade cultural e multiplicidade étnica-racial. Podemos perceber que no exemplo dessas duas personagens que o interesse não se limita apenas no âmbito politico e ideológico. Cite um aspecto primordial de interesse comum destes para com a legitimação da lei e opine sobre este interesse. Se ele é válido ou não. (4 linhas) 2. Sobre a reflexão de Gersem dos Santos Luciano Baniwa que diz: “Como se pode ser civilizado se não se aceita conviver com outras civilizações? Como se pode ser culto e sábio se não se conhece – e o que é bem pior – não se aceita conhecer outras culturas e sabedorias?” fica claro que o conhecimento como fator legitimador e dominante de um grupo ou classe social é bastante questionado. Você concorda com esta reflexão? Justifique sua reposta e procure uma solução viável baseado no que o antropólogo sentenciou ainda que você venha a discordar.