Gêneros literários 3o

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Aula sobre Gênegos Literários elaborada pelo professor André Guerra

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Gêneros literários 3o

  1. 1. Gêneros Literários<br />
  2. 2. Gênero Lírico<br />Gênero Dramático<br />Gênero Épico<br />Gênero Narrativo<br />
  3. 3. Gênero Lírico<br />Forte carga subjetiva<br />Resposta aos anseios humanos<br />Expressão de sentimentos e expressões pessoais<br />Associado à música: origens<br />
  4. 4. UFBA 2009<br />
  5. 5. TRILHOS URBANOSCaetano Veloso<br />O melhor o tempo esconde, longe, muito longe<br />Mas bem dentro aqui, quando o bonde dava a volta ali<br />No cais de Araújo Pinho, tamarindeirinho<br />Nunca me esqueci onde o imperador fez xixi<br />Cana doce Santo Amaro, gosto muito raro<br />Trago em mim por ti, e uma estrela sempre a luzir<br />Bonde da Trilhos Urbanos vão passando os anos<br />E eu não te perdi, meu trabalho é te traduzir<br />Rua da Matriz ao Conde no trole ou no bonde<br />Tudo é bom de vê, seu Popó do Maculelê<br />Mas aquela curva aberta, aquela coisa certa<br />Não dá prá entender o Apolo e o rio Subaé<br />Pena de Pavão de Krishna, maravilha, vixe Maria<br />Mãe de Deus, será que esses olhos são meus?<br />Cinema transcendental, Trilhos Urbanos<br />Gal cantando o Balancê<br />Como eu sei lembrar de você<br />
  6. 6. Constituem afirmações verdadeiras sobre o texto:<br />(01) Em “Trilhos Urbanos”, Caetano Veloso manifesta-se sobre o passado, a partir de modelos que o presente lhe oferece.<br />(02) Na primeira estrofe, as noções de tempo e lugar se confundem na evocação do poeta.<br />(04) No verso 3, o “tamarindeirinho” — diminutivo afetivo — aparece no cenário como testemunha de fatos ocorridos no passado.<br />(08) No verso 12, ao referir-se a “Apolo” e ao “rio Subaé”, o poeta relaciona um monumento da cultura clássica a um patrimônio natural.<br />(16) Nesse poema-canção, as palavras do poeta demonstram a indissociabilidade do tripé sujeito, história e lugar.<br />(32) No texto em estudo, os valores da terra são desqualificados pelo enunciador.<br />(64) Nos versos de Caetano, a pluralidade de sentidos sugerida pela expressão “Trilhos Urbanos” permite ao leitor articular a idéia objetiva de uma empresa de transporte com representações poéticas dos caminhos de uma cidade determinada.<br />
  7. 7. Constituem afirmações verdadeiras sobre o texto:<br />(01) Em “Trilhos Urbanos”, Caetano Veloso manifesta-se sobre o passado, a partir de modelos que o presente lhe oferece. <br />(02) Na primeira estrofe, as noções de tempo e lugar se confundem na evocação do poeta. (tempo/longe, dentro/quando)<br />(04) No verso 3, o “tamarindeirinho” — diminutivo afetivo — aparece no cenário como testemunha de fatos ocorridos no passado. (passivo)<br />(08) No verso 12, ao referir-se a “Apolo” e ao “rio Subaé”, o poeta relaciona um monumento da cultura clássica a um patrimônio natural.<br />(16) Nesse poema-canção, as palavras do poeta demonstram a indissociabilidade do tripé sujeito, história e lugar. (versos 2 e 5)<br />(32) No texto em estudo, os valores da terra são desqualificados pelo enunciador. (É o inverso)<br />(64) Nos versos de Caetano, a pluralidade de sentidos sugerida pela expressão “Trilhos Urbanos” permite ao leitor articular a idéia objetiva de uma empresa de transporte com representações poéticas dos caminhos de uma cidade determinada. (verso 7 – artigo “a”)<br />
  8. 8. AS VITRINESChico Buarque de Holanda<br />Eu te vejo sair por aí<br />Te avisei que a cidade era um vão<br />-Dá tua mão<br />-Olha pra mim<br />-Não faz assim<br />-Não vai lá não<br />Os letreiros a te colorir<br />Embaraçam a minha visão<br />Eu te vi suspirar de aflição<br />E sair da sessão, frouxa de rir<br />Já te vejo brincando, gostando de ser<br />Tua sombra a se multiplicar<br />Nos teus olhos também posso ver<br />As vitrines te vendo passar<br />Na galeria, cada clarão<br />É como um dia depois de outro dia<br />Abrindo um salão<br />Passas em exposição<br />Passas sem ver teu vigia<br />Catando a poesia<br />Que entornas no chão<br />
  9. 9. A leitura do poema-canção “As Vitrines” permite afirmar:<br />(01) A cidade é mostrada como lugar de perigo.<br />(02) O enunciador, na primeira pessoa, dirige-se à mulher amada, colocando-se como seu protetor.<br />(04) A idéia associada a “vitrines” acentua o aspecto da mercantilização de seres e objetos na cidade.<br />(08) O temor do sujeito apaixonado diante da possibilidade de coisificação da mulher amada é percebido no texto.<br />(16) A relação entre os termos “letreiros” (v. 7), “colorir” (v. 7) e “Embaraçam” (v. 8) expressa o deslumbramento do poeta com o mundo citadino.<br />(32) Chico Buarque, ao dizer “Passas sem ver teu vigia” (v. 19), se apresenta como um poeta encantado por sua musa, que o ignora.<br />(64) A repetida referência a “vitrines” reflete o fascínio que elas exercem sobre o poeta.<br />
  10. 10. A leitura do poema-canção “As Vitrines” permite afirmar:<br />(01) A cidade é mostrada como lugar de perigo. (1ª estrofe)<br />(02) O enunciador, na primeira pessoa, dirige-se à mulher amada, colocando-se como seu protetor. (1ª estrofe)<br />(04) A idéia associada a “vitrines” acentua o aspecto da mercantilização de seres e objetos na cidade. (inferência a partir do signo)<br />(08) O temor do sujeito apaixonado diante da possibilidade de coisificação da mulher amada é percebido no texto. (versos 14 e 18)<br />(16) A relação entre os termos “letreiros” (v. 7), “colorir” (v. 7) e “Embaraçam” (v. 8) expressa o deslumbramento do poeta com o mundo citadino.<br />(32) Chico Buarque, ao dizer “Passas sem ver teu vigia” (v. 19), se apresenta como um poeta encantado por sua musa, que o ignora.<br />(64) A repetida referência a “vitrines” reflete o fascínio que elas exercem sobre o poeta. (idem 16)<br />
  11. 11. Gênero Épico<br />Epopéia<br />fundo histórico e feitos heróicos<br />narrativa em versos<br />ideais de um povo<br />construção identitária<br />
  12. 12. Ilíada e Odisséia(Homero)<br />
  13. 13.
  14. 14. Epopéias de Imitação<br />Eneida (Virgílio) - Século I a.C.<br />Os Lusíadas (Luís de Camões) – Renascimento<br />Caramuru – Santa Rita Durão<br />O Uraguai – Basílio da Gama <br />Século XVIII<br />
  15. 15. Gênero Narrativo (Ficção)<br />Romance<br />Novela<br />Conto<br />Fábula<br />
  16. 16. Eduardo E MônicaLegião Urbana<br />Quem um dia irá dizer<br />Que existe razão<br />Nas coisas feitas pelo coração?<br />E quem irá dizer que não existe razão?<br />Eduardo abriu os olhos, <br />mas não quis se levantar<br />Ficou deitado e viu que horas eram<br />Enquanto Mônica tomava um conhaque<br />No outro canto da cidade, como eles<br />disseram...<br />Eduardo e Mônica um dia se encontraram<br />sem querer E conversaram muito mesmo<br />pra tentar se conhecer...<br />Um carinha do cursinho do Eduardo que<br />disse: "Tem uma festa legal, e a gente<br />quer se divertir"<br />Festa estranha, com gente esquisita<br />"Eu não 'to' legal, não agüento mais<br />birita“<br />E a Mônica riu, e quis saber um pouco<br />Mais sobre o boyzinho que tentava<br />Impressionar<br />E o Eduardo, meio tonto, só pensava em<br />ir pra casa<br />"É quase duas, eu vou me ferrar..."<br />Eduardo e Mônica trocaram telefone<br />Depois telefonaram e decidiram se<br />Encontrar<br />O Eduardo sugeriu uma lanchonete,<br />Mas a Mônica queria ver o filme do<br />Godard<br />Se encontraram então no parque da<br />Cidade<br />A Mônica de moto e o Eduardo de <br />camelo<br />
  17. 17. O Eduardo achou estranho, e melhor não<br />Comentar, mas a menina tinha tinta no<br />cabelo<br />Eduardo e Mônica era nada parecidos<br />Ela era de Leão e ele tinha dezesseis<br />Ela fazia Medicina e falava alemão<br />E ele ainda nas aulinhas de inglês<br />Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus<br />De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano <br />e de Rimbaud<br />E o Eduardo gostava de novela<br />E jogava futebol-de-botão com seu avô<br />Ela falava coisas sobre o Planalto Central<br />Também magia e meditação<br />E o Eduardo ainda tava no esquema <br />"escola, cinema clube, televisão".<br />E mesmo com tudo diferente, veio<br />mesmo, de repente<br />Uma vontade de se ver<br />E os dois se encontravam todo dia<br />E a vontade crescia, como tinha de ser...<br />Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia<br />Teatro, artesanato, e foram viajar<br />A Mônica explicava pro Eduardo<br />Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...<br />Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer<br />E decidiu trabalhar<br />E ela se formou no mesmo mês<br />Que ele passou no vestibular<br />E os dois comemoraram juntos<br />E também brigaram juntos, muitas vezes depois<br />E todo mundo diz que ele completa ela<br />E vice-versa, que nem feijão com arroz<br />
  18. 18. Construíram uma casa há uns dois anos atrás<br />Mais ou menos quando os gêmeos vieram<br />Batalharam grana, seguraram legal<br />A barra mais pesada que tiveram<br />Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília<br />E a nossa amizade dá saudade no verão<br />Só que nessas férias, não vão viajar<br />Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação<br />E quem um dia irá dizer<br />Que existe razão<br />Nas coisas feitas pelo coração?<br />E quem irá dizer<br />Que não existe razão!<br />
  19. 19. Gênero Dramático<br />Drama: Ação (Grego)<br />Retrata os conflitos humanos <br />Ausência de narrador<br />A história é contada pelas ações e falas<br />Textos para serem representados<br />
  20. 20. Tragédia<br />Comédia<br />Tragicomédia<br />Farsa<br />

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