Rafael Leonardo Rocha1,* (IC), Aline Orvalho Pereira1 (IC), Joana Guilares de Aguiar2 (PG) e Paulo Rogério Miranda Correia1 (PQ)
1Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP
2Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP
*: rafael.leonardo.rocha@usp.br
Desenvolvimento de exemplo trabalhado sobre proposições para ensinar a fazer
mapas conceituais
Introdução
Mapas conceituais (MCs) são organizadores gráficos usados para
representar o conhecimento e a informação, que podem
promover a aprendizagem significativa¹. Para fazer bons MCs,
faz-se necessário um treinamento sistemático para se obter
proficiência na técnica. As proposições (conceito inicial  termo
de ligação  conceito final) devem ter alto grau de clareza
semântica para que seja possível usar o MC para comunicar
nossas relações conceituais. O exemplo trabalhado (ET) é um
material de estudo que pode ser oferecido aos alunos para
apresentar o raciocínio de um especialista. Ele servirá de guia
para os alunos resolverem uma tarefa similar, evitando a
sobrecarga cognitiva².
O objetivo deste trabalho foi de desenvolver um ET (Fig. 1) sobre
proposições e explorar sua utilização com alunos iniciantes na
técnica de mapeamento conceitual.
Métodos
Figura 1. Parte do ET orientado ao processo sobre proposições estudado apenas pelo grupo
experimental. Cada tópico (em negrito) foi seguido por uma explicação e exemplos (em itálico).
Este estudo foi realizado com 26 estudantes de pós graduação,
divididos entre grupo controle (GC) e experimental (GE). Todos
receberam e assinaram o TCLE. A coleta foi organizada em seis
etapas (Fig. 2), utilizando-se do ET, teste de transferência
próximo (TTP), teste de transferência distante (TTD) e declaração
de esforço mental. Na análise de dados, foi estimado valores
médios e de desvio padrão para o TTP e uma análise semântica
proposicional para o TTD. Esta análise classificou os tipos de
proposições elaboradas pelos alunos de acordo com sua clareza
semântica (Tab. 1).
Figura 2. Etapas da coleta de dados.
Resultados e Discussões
O ET não teve efeito para o TTP, mas mostrou-se eficaz para o
TTD (Fig. 3).
Figura 3. Comparação entre frequência de categorias da análise proposicional
Conclusão
Os resultados deste trabalho mostraram que os ET podem
possibilitar e facilitar o aprendizado da técnica de mapeamento
conceitual. O desenvolvimento do material de estudo realizado
por este estudo tornou possível que alunos elaborassem MCs com
com maior clareza semântica, tornando-os mais úteis no processo
de compartilhamento de conhecimento.
Referências
1 . Cañas, A. J., Novak, J. D., & Reiska, P. (2012). Freedom vs. Restriction of Content and
Structure during Concept Mapping: Possibilities and Limitations for Construction and
Assessment. In: A. J. Cañas, J. D. Novak & J. Vanhear (Eds.), Concept Maps: Theory,
Methodology, Technology. Proceedings of the Fifth International Conference on Concept
Mapping (Vol. 2, pp. 247-257). Valletta, Malta. University of Malta.
2. Sweller, J., Ayres, P., & Kalyuga, S. (2011). Cognitive load theory. New York: Springer.
Para o TTP, os alunos do GC conseguiram construir esquemas
sobre proposições a partir do próprio TTP, enquanto resolviam os
testes por resolução de problemas. No TTD, o GE mostrou melhor
performance em fazer proposições semanticamente claras (NL). O
GE elaborou menos proposições sem verbo em comparação com
GC. Isso pode ser explicado pelo treinamento com uso de ET que
foi submetido o GE. Os estudantes que realizaram o treinamento
com ET tiveram uma performance melhor que os que não
realizaram o treinamento para o TTD.
Agradecimentos
Tabela 1. Categorias de análise semântica proposicional que ocorrem em MC de estudantes.

SIICUSP 2014 - Desenvolvimento de exemplo trabalhado sobre proposições para ensinar a fazer mapas conceituais

  • 1.
    Rafael Leonardo Rocha1,*(IC), Aline Orvalho Pereira1 (IC), Joana Guilares de Aguiar2 (PG) e Paulo Rogério Miranda Correia1 (PQ) 1Escola de Artes, Ciências e Humanidades, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP 2Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ensino de Ciências, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP *: rafael.leonardo.rocha@usp.br Desenvolvimento de exemplo trabalhado sobre proposições para ensinar a fazer mapas conceituais Introdução Mapas conceituais (MCs) são organizadores gráficos usados para representar o conhecimento e a informação, que podem promover a aprendizagem significativa¹. Para fazer bons MCs, faz-se necessário um treinamento sistemático para se obter proficiência na técnica. As proposições (conceito inicial  termo de ligação  conceito final) devem ter alto grau de clareza semântica para que seja possível usar o MC para comunicar nossas relações conceituais. O exemplo trabalhado (ET) é um material de estudo que pode ser oferecido aos alunos para apresentar o raciocínio de um especialista. Ele servirá de guia para os alunos resolverem uma tarefa similar, evitando a sobrecarga cognitiva². O objetivo deste trabalho foi de desenvolver um ET (Fig. 1) sobre proposições e explorar sua utilização com alunos iniciantes na técnica de mapeamento conceitual. Métodos Figura 1. Parte do ET orientado ao processo sobre proposições estudado apenas pelo grupo experimental. Cada tópico (em negrito) foi seguido por uma explicação e exemplos (em itálico). Este estudo foi realizado com 26 estudantes de pós graduação, divididos entre grupo controle (GC) e experimental (GE). Todos receberam e assinaram o TCLE. A coleta foi organizada em seis etapas (Fig. 2), utilizando-se do ET, teste de transferência próximo (TTP), teste de transferência distante (TTD) e declaração de esforço mental. Na análise de dados, foi estimado valores médios e de desvio padrão para o TTP e uma análise semântica proposicional para o TTD. Esta análise classificou os tipos de proposições elaboradas pelos alunos de acordo com sua clareza semântica (Tab. 1). Figura 2. Etapas da coleta de dados. Resultados e Discussões O ET não teve efeito para o TTP, mas mostrou-se eficaz para o TTD (Fig. 3). Figura 3. Comparação entre frequência de categorias da análise proposicional Conclusão Os resultados deste trabalho mostraram que os ET podem possibilitar e facilitar o aprendizado da técnica de mapeamento conceitual. O desenvolvimento do material de estudo realizado por este estudo tornou possível que alunos elaborassem MCs com com maior clareza semântica, tornando-os mais úteis no processo de compartilhamento de conhecimento. Referências 1 . Cañas, A. J., Novak, J. D., & Reiska, P. (2012). Freedom vs. Restriction of Content and Structure during Concept Mapping: Possibilities and Limitations for Construction and Assessment. In: A. J. Cañas, J. D. Novak & J. Vanhear (Eds.), Concept Maps: Theory, Methodology, Technology. Proceedings of the Fifth International Conference on Concept Mapping (Vol. 2, pp. 247-257). Valletta, Malta. University of Malta. 2. Sweller, J., Ayres, P., & Kalyuga, S. (2011). Cognitive load theory. New York: Springer. Para o TTP, os alunos do GC conseguiram construir esquemas sobre proposições a partir do próprio TTP, enquanto resolviam os testes por resolução de problemas. No TTD, o GE mostrou melhor performance em fazer proposições semanticamente claras (NL). O GE elaborou menos proposições sem verbo em comparação com GC. Isso pode ser explicado pelo treinamento com uso de ET que foi submetido o GE. Os estudantes que realizaram o treinamento com ET tiveram uma performance melhor que os que não realizaram o treinamento para o TTD. Agradecimentos Tabela 1. Categorias de análise semântica proposicional que ocorrem em MC de estudantes.