A assistência de Enfermagem na
prevenção e controle da infecção
Prof.ª Enf.ª: Sara Américo Gama dos Santos.
Graduada em Enfermagem – Universidade Federal de Alagoas - UFAL
Especialização em andamento em Obstetrícia e Ginecologia - CEFAPP
Especialização em andamento em Docência em Enfermagem - FAVENI
“Pode parecer um estranho princípio, enunciar como
primeiro requisito para um hospital, que ele não deve
fazer mal ao doente.”
Florence Nightingale
2
COMISSÃO DE CONTROLE DE
INFECÇÃO HOSPITALAR
❖ Durante séculos, os doentes foram tratados sem serem
separados e/ou isolados quanto a patologia que
apresentavam;
❖ No início do século XIX, na Inglaterra, é iniciado o
isolamento de algumas doenças obtendo resultados
eficazes;
❖ Em 1863, Florence Nigthingale, descreveu uma série de
cuidados referente aos pacientes e ao meio, com o
objetivo de diminuir o risco de Infecção Hospitalar (IH).
3
COMISSÕES DE CONTROLE DE
INFECÇÃO HOSPITALAR
❖ Uma das medidas para controlar as infecções foi
criação de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar
(CCIH);
❖ Primeiramente recomendadas pela American Hospital
Association, em 1958 – objetivava fornecer aos hospitais
americanos um sistema que controlasse as causas de
infecções;
❖ No Brasil, essa preocupação acontece na década de 60;
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COMISSÕES DE CONTROLE DE INFECÇÃO
HOSPITALAR
❖Atualmente em vigor está a Portaria nº 2616, de 12 de
maio de 1998 que traz um conjunto de ações
desenvolvidas com vistas a reduzir ao máximo possível a
incidência e a gravidade das infecções hospitalares;
❖ A Lei nº 9431, de 6 de janeiro de 1997 obriga os
hospitais a manterem um Programa de Controle de
Infecções Hospitalares (PCIH) com comissão (CCIH);
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COMISSÕES DE CONTROLE DE INFECÇÃO
HOSPITALAR
❖ A CCIH deverá ser composta por profissionais da área
de saúde, de nível superior e seus membros serão de
dois tipos: consultores e executores;
❖ 0 presidente ou coordenador da CCIH será qualquer um
dos membros da mesma, indicado pela direção do
hospital;
❖ Os membros consultores serão representantes do:
▪ serviço médico;
▪ serviço de enfermagem;
▪ serviço de farmácia;
▪ laboratório de microbiologia;
▪ administração. 6
COMISSÕES DE CONTROLE DE INFECÇÃO
HOSPITALAR
❖ Os membros executores representam o Serviço de
Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e são eles os
responsáveis diretos pela execução das ações do PCIH;
❖ Finalidades:
▪ Detectar casos de infecção hospitalar;
▪ Conhecer as principais infecções hospitalares;
▪ Elaborar normas de padronização para que os procedimentos
sejam feitos com técnicas assépticas;
▪ Treinar profissionais para prevenção e controle de infecções;
▪ Controlar prescrição de antibióticos;
▪ Recomendar medidas de isolamento das doenças transmissíveis. 7
CONCEITOS SOBRE INFECÇÃO
❖ Infecção hospitalar* é qualquer infecção adquirida e que se
manifeste durante a internação ou mesmo após a alta do
paciente, cujo foco relacione-se com a realização de
procedimentos hospitalares.
*Esse termo atualmente é considerado inapropriado, e por isso as chamadas
“infecções hospitalares” são denominadas de “Infecções Relacionadas à
Assistência à Saúde” (IRAS). Esta mudança de denominação se deu porque a
ocorrência das IRAS não depende exclusivamente do ambiente hospitalar, já que a
assistência à saúde pode acontecer também em outros ambientes, como em
clínicas de diálise, de quimioterapia etc.
❖ Infecção comunitária é a infecção constatada ou em
incubação no ato da admissão, desde que não relacionada
com internação anterior no mesmo hospital.
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CONCEITOS SOBRE INFECÇÃO
❖ São infecções hospitalares:
▪ Piora de infecção comunitária (novo microrganismo ou sinais e/ou
sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção);
▪ Associadas a procedimentos invasivos;
▪ Diagnosticadas após 72 horas de internação*
*Também são consideradas hospitalares aquelas infecções
manifestadas antes de se completar 72 horas da internação,
quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou
terapêuticos, realizados previamente.
▪ Infecções em RN (exceto quando por via transplacentária e
associadas com bolsa rota superior a 24 horas).
Infecção Comunitária
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ORIGEM DA INFECÇÃO HOSPITALAR
❖ Flora Endógena:
▪ Migração de bactérias do seu local de origem;
▪ Remédios que leva a diminuição da flora levando a
colonização de microrganismos;
▪ Doenças que levam a diminuição da imunidade (70%).
❖ Flora Exógena:
▪ ar, água, alimentos, artigos hospitalares, mãos, vetores
etc.
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QUEM ESTÁ SOB MAIOR RISCO DE ADQUIRIR
INFECÇÕES?
❖ Pessoas nos extremos das faixas etárias, isto é, RN e idosos;
❖ Pessoas com determinados tipos de doenças. Ex.: diabetes,
leucemias etc.;
❖ Pessoas sob estresse;
❖ Pessoas com necessidade de drogas imunossupressoras, como
quimioterápicos e corticosteroides;
❖ Pessoas com alterações em suas barreiras naturais (sistema
imunológico debilitado);
❖ Pessoas desnutridas;
❖ Pessoas obesas (maior risco de infecção cirúrgica);
❖ Fumantes (maior risco para infecções cirúrgicas e respiratórias).
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Fatores que contribuem para aquisição de uma
infecção hospitalar (IH)
▪ Tempo de hospitalização;
▪ Frequência de procedimentos invasivos;
▪ Utilização de antimicrobianos/imunossupressores;
▪ Escassez de recurso material e humano;
▪ Ausência de atenção e má qualificação dos
profissionais;
▪ Falta de Programa de Controle de Infecções
Hospitalares.
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AGRESSÃO DIAGNÓSTICA E TERAPÊUTICA
▪ Cateterismo;
▪ Punção;
▪ Hemodiálise;
▪ Intubação;
▪ Traqueostomia;
▪ Uso indiscriminado de antibióticos.
❖ Faz parte do ambiente hospitalar:
▪ Ecologia microbiana (resistente);
▪ Grande número de pessoas manipulando o paciente;
▪ Falhas na assepsia, desinfecção e esterilização;
▪ Procedimentos técnicos incorretos. 13
TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕES HOSPITALARES
❖ Transmissão por contato
▪ O principal modo da transmissão das infecções
hospitalares é através de CONTATO com sujeiras,
secreções e eliminações de outras pessoas ou com
materiais sujos com estas secreções e eliminações.
❖ Transmissão pelo ar
▪ Além do contato, as infecções podem ser transmitidas
dentro dos hospitais através do AR, pelas vias
respiratórias (respiração, tosse ou espirro). Infecções
muito transmissíveis, como gripe, sarampo e tuberculose
são propagadas desta forma.
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TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕES HOSPITALARES
❖ Transmissão por vetores
▪ Locais sujos também podem ser atrativos de insetos e
roedores, causando a transmissão de doenças através
destes vetores.
❖ Transmissão por fonte comum
▪ Quando diversos pacientes se submetem ao mesmo tipo
de tratamento (como nos famosos casos da água de
hemodiálise contaminada) ou utilizam alimentos
contaminados (maionese).
15
PRINCIPAIS TIPOS DE INFECÇÕES
16
PRINCIPAIS TIPOS DE INFECÇÕES
❖ INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO (ITU)
▪ Acomete cerca de 2% dos internados.
▪ Responsável por 35 a 45% das IH.
▪ 80% das ITU estão relacionado ao cateterismo vesical
de demora
▪ 50% tiveram ITU de 10 a 14 dias após o cateterismo
vesical.
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PRINCIPAIS TIPOS DE INFECÇÕES
❖ ITU
❖ Fatores de Risco:
▪ Assepsia inadequada/irregular;
▪ Colonização do meato uretral
(por bactérias potencialmente
patogênicas);
▪ Duração do cateter.
❖Fatores Predisponente:
▪ Mulher: 14x mais susceptível que o
homem;
▪ Dificuldade de esvaziar a bexiga, mal
formações congênitas;
▪ Diabetes Mellitus;
▪ Cateterismo vesical com sistema
aberto de drenagem;
▪ Duração do cateterismo;
▪ Erros na indicação e na técnica de
inserção e manipulação do cateter.18
PRINCIPAIS TIPOS DE INFECÇÕES
❖ INFECÇÃO NO CENTRO CIRÚRGICO (CC)
▪ 14 e 16%, ou mais, de todas as infecções hospitalares;
▪ As infecções do sítio cirúrgico devem ser diagnosticadas,
no máximo, até 30 dias após o procedimento;
▪ Na presença de material protético, a infecção será
considerada hospitalar se ocorrer até 1 ano após o ato
cirúrgico.
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PRINCIPAIS TIPOS DE INFECÇÕES
❖ Alguns Fatores de Risco para infecções no C.C.:
▪ Assepsia inadequada/irregular do sítio operatório;
▪ Duração prolongada da cirurgia;
▪ Contaminação abdominal microbiana;
▪ Drenos;
▪ Furos em luvas;
▪ Corpos estranhos;
▪ Não realização de banho/higiene pré-operatória.
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PRINCIPAIS TIPOS DE INFECÇÕES
❖ INFECÇÃO RESPIRATÓRIA
▪ O mecanismo de defesa do sistema respiratório,
durante a hospitalização, pode sofrer redução na sua
eficiência, por causa de patologias ou das medicações
utilizadas no tratamento;
▪ Principal patologia da Infecção Respiratória:
Pneumonia.
▪ Principais agentes etiológicos: Staphylococcus aureus;
Haemophilus influenzae.
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MEDIDA MAIS IMPORTANTE NA PREVENÇÃO E
CONTROLE DA INFECÇÃO HOSPITALAR
22
FONTES DE INFECÇÃO RELACIONADAS
A ARTIGOS HOSPITALARES - Conceitos Iniciais
❖ Artigos: São os materiais necessários aos cuidados
realizados com o objetivo de prevenir danos à saúde das
pessoas ou de restabelecê-la. Compreendem
instrumentos, objetos de natureza diversa, utensílios
(talheres, louças, comadres, papagaios), acessórios de
equipamentos, instrumental odontológico e outros.
Podendo ser descartáveis ou permanentes, e
esterilizáveis ou não.
❖ Superfícies: Compreende mobiliários, pisos, paredes,
portas, tetos, janelas e demais instalações.
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FONTE DE INFECÇÃO RELACIONADA A ARTIGOS
HOSPITALARES
❖ A equipe de enfermagem tem importante papel na
manutenção desses artigos;
❖ Deve-se levar em consideração as necessidades de
consumo, as condições de armazenamento, a validade
dos produtos e o prazo de esterilização;
❖ Os artigos utilizados nos serviços de saúde são
classificados em três categorias conforme o grau de
risco de provocar infecção nos pacientes.
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CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOS HOSPITALARES
1. Artigos críticos: materiais com elevado potencial de
risco de provocar infecção, porque são introduzidos
diretamente em tecidos. Indicação de processo é a
esterilização.
▪ Ex.: Instrumental cirúrgico, agulhas, cateteres
intravasculares e dispositivos a eles conectados, como
equipos de solução e torneirinhas.
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CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOS HOSPITALARES
2. Artigos semicríticos: artigos destinados ao contato com
a pele não-íntegra ou com mucosas íntegras. Indicação
de processo é no mínimo, desinfecção de médio/alto
nível ou esterilização. Ex.: inaladores, equipamentos
para endoscopia.
3. Artigos não-críticos: materiais que entram em contato
somente com a pele íntegra e geralmente oferecem
baixo risco de infecção – Não entram em contato direto
com o paciente. Dependendo do grau de
contaminação, podem ser submetidos à limpeza ou
desinfecção de baixo ou médio nível. Ex.: comadre,
papagaio, termômetro.
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CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOS HOSPITALARES
Tabela com Artigos
Não críticos Semicríticos Críticos
Termômetro
Otoscópio
Estetoscópio
Esfignomanômetro
Comadre e Papagaio
Bacia e Cuba Rim
Máscara de Ambú
Nebulizador
Cânula de Guedel
Lâmina de laringoscópio
Instrumental cirúrgico:
pinças, tesouras, cabos
de bisturi.
Espéculos vaginais
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Processamento de Artigos Hospitalares
❖ O manuseio de artigos requer que cada procedimento seja
acompanhado da indicação do Equipamento de Proteção
Individual (EPI) específico, em relação à natureza do risco ao
qual o pessoal hospitalar se expõe. Os riscos são em relação
ao material biológico, químico e térmico.
▪ Limpeza: É o processo manual ou mecânico de remoção de
sujidade, mediante o uso da água, sabão e detergente neutro
ou detergente enzimático para manter em estado de asseio
os artigos e superfícies reduzindo a população microbiana. A
limpeza constitui ainda o 1º passo nos procedimentos
técnicos de desinfecção e esterilização, considerando que a
presença de matéria orgânica protege os microrganismos do
contato com agentes desinfetantes e esterilizantes.
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Processamento de Artigos Hospitalares
▪ Descontaminação: É o processo de redução dos micro-
organismos, de materiais orgânicos de artigos fazendo com
que os mesmos fiquem seguros para serem manuseados
durante o processo de limpeza manual.
▪ Desinfecção: É o processo físico ou químico de destruição de
micro-organismos, exceto os esporulados. A desinfecção é
realizada por meio físico, através da água quente ou em
ebulição e pelo meio químico, através de produtos
denominados de desinfetantes. Usa-se este termo para seres
inanimados (desinfecção de cubas).
▪ Esterilização: É o processo de destruição de todos os
microrganismos, inclusive esporulados. A probabilidade de
sobrevida do microrganismo no item submetido ao processo
de esterilização é menor que um em um milhão. 29
FONTE DE INFECÇÃO RELACIONADA AO
AMBIENTE
❖ O ar, a água e as superfícies inanimadas verticais e
horizontais fazem parte do meio ambiente de uma
instituição de saúde;
❖ Particularmente no hospital, o ambiente pode tornar-se
foco de infecção hospitalar;
❖ Os cuidados com o ambiente estão centrados
principalmente nas ações de limpeza realizadas pelo
Serviço de Higiene Hospitalar - relação deste com o
Programa de Prevenção e Controle de Infecção
Hospitalar;
❖ Faz-se preciso conhecer as áreas hospitalares.
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CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES
❖ As áreas dos serviços de saúde são classificadas em
relação ao risco de transmissão de infecções com base nas
atividades realizadas em cada local;
❖ O objetivo da classificação das áreas dos serviços de saúde
é orientar o detalhamento dos serviços a serem executados
nesses setores, de modo que o processo de limpeza e
desinfecção de superfícies esteja adequado ao risco;
❖ A definição dessas áreas foi feita considerando o risco
potencial para a transmissão de infecções, sendo
classificadas em áreas críticas, semicríticas e não-críticas.
31
CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES
❖ Áreas críticas: são os ambientes onde existe risco
aumentado de transmissão de infecção, onde se
realizam procedimentos de risco, com ou sem pacientes
ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos.
▪ São exemplos desse tipo de área: Centro Cirúrgico (CC),
Centro Obstétrico (CO), Unidade de Terapia Intensiva
(UTI), Unidade de Diálise, Laboratório de Análises
Clínicas, Banco de Sangue, Unidade de Transplante,
Unidade de Queimados, Unidades de Isolamento,
Berçário de Alto Risco, Central de Material e Esterilização
(CME), Serviço de Nutrição e Dietética (SND), Farmácia e
Área suja da Lavanderia.
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CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS HOSPITALARES
❖ Áreas semicríticas: são todos os compartimentos
ocupados por pacientes com doenças infecciosas de
baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas. Ex.:
desse tipo de área: enfermarias e apartamentos,
ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, elevador
e corredores.
❖ Áreas não-críticas: são todos os demais
compartimentos dos estabelecimentos assistenciais de
saúde não ocupados por pacientes e onde não se
realizam procedimentos de risco. São exemplos desse
tipo de área: vestiário, copa, áreas administrativas,
almoxarifados, secretaria, sala de costura.
33
MÉTODOS E FREQUÊNCIA DA LIMPEZA,
DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO
❖ De maneira geral, a limpeza é suficiente para reduzir os
microrganismos existentes nas superfícies hospitalares;
❖ Reserva-se os processos de desinfecção e descontaminação
para as áreas onde há deposição de matéria orgânica;
❖ Para a descontaminação, indica-se a aplicação de
desinfetante sobre a matéria orgânica, e realizar a limpeza
com água e solução detergente;
❖ Na desinfecção, remover a matéria orgânica, aplicar o
desinfetante sobre a área atingida, aguardar o tempo de
ação, remover o desinfetante e realizar a limpeza com água e
solução detergente.
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MÉTODOS E FREQUÊNCIA DA LIMPEZA,
DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO
❖ A limpeza das áreas hospitalares é um procedimento
que visa remover a sujidade e detritos orgânicos de
superfícies inanimadas;
❖ A limpeza pode ser de dois tipos:
▪ concorrente;
▪ terminal.
35
MÉTODOS E FREQUÊNCIA DA LIMPEZA,
DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO
❖ Limpeza concorrente: É o procedimento de limpeza
realizado, diariamente, com a finalidade de limpar e
organizar o ambiente, repor os materiais de consumo
diário e recolher os resíduos;
❖ É possível a detecção de materiais e equipamentos não
funcionantes;
❖ Estão incluídas a limpeza de todas as superfícies de
mobiliários e equipamentos, portas e maçanetas,
parapeitos de janelas, e a limpeza do piso e instalações
sanitárias.
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MÉTODOS E FREQUÊNCIA DA LIMPEZA,
DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO
❖ Limpeza terminal: Trata-se de uma limpeza mais
completa, incluindo todas as superfícies internas e
externas;
❖ Realizada após alta hospitalar, transferências, óbitos
(desocupação do local) ou nas internações de longa
duração (programada);
❖ As programadas devem ser realizadas no período
máximo de 15 dias quando em áreas críticas. Em áreas
semicríticas e não críticas o período máximo é de 30 dias.
37
MÉTODOS E FREQUÊNCIA DA LIMPEZA,
DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO
❑ Na forma terminal inclui a limpeza
de paredes (de cima para baixo),
pisos (do fundo pra a porta de
entrada, depois das paredes), teto
(em sentido unidirecional), painel de
gases, equipamentos, todos os
mobiliários como camas, colchões,
macas, mesas de cabeceira, mesas
de refeição, armários, bancadas,
janelas, vidros, portas, luminárias,
filtros e grades de ar condicionado.
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FREQUÊNCIA DE LIMPEZA CONCORRENTE
CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FREQUÊNCIA MÌNIMA
Áreas críticas 3x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário
Áreas não-críticas 1x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário.
Áreas semicríticas 2x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário.
Áreas externas 2x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário
39
FREQUÊNCIA DE LIMPEZA TERMINAL
PROGRAMADA
CLASSIFICAÇÃO DAS
ÁREAS
FREQUÊNCIA
Áreas críticas Semanal (data, horário, dia da semana preestabelecido).
Áreas não-críticas Mensal (data, horário, dia da semana preestabelecido).
Áreas semicríticas Quinzenal (data, horário, dia da semana preestabelecido).
40
IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM
CONSIDERAÇÕES FINAIS
❖ Torna-se necessária uma interação entre o setor de
CCIH e os demais setores do hospital para melhor
desenvolvimento das atividades e assistência de
qualidade aos pacientes;
❖ Para isso, compreender o significado e o impacto da
infecção hospitalar e o essencial treinamento dos
profissionais faz-se imprescindível.
Obrigada!’
41
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Manual de normas e rotinas de processamento de artigos de
superfícies para rede municipal de saúde de Florianópolis /
Coordenado por Antônio Anselmo Granzotto de Campos; Organizado
por Lucila Fernandes More e Suzana Schmidt de Arruda.
Florianópolis: IOESC, 2007. 77 p. il.
BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação de Controle de Infecção
Hospitalar. Processamento de Artigos e Superficies em
Estabelecimentos de Saúde. -- 2. ed. -- Brasília,1994. 50 p.
42

03 Prevenção Infecção.pdf

  • 1.
    A assistência deEnfermagem na prevenção e controle da infecção Prof.ª Enf.ª: Sara Américo Gama dos Santos. Graduada em Enfermagem – Universidade Federal de Alagoas - UFAL Especialização em andamento em Obstetrícia e Ginecologia - CEFAPP Especialização em andamento em Docência em Enfermagem - FAVENI
  • 2.
    “Pode parecer umestranho princípio, enunciar como primeiro requisito para um hospital, que ele não deve fazer mal ao doente.” Florence Nightingale 2
  • 3.
    COMISSÃO DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR ❖ Durante séculos, os doentes foram tratados sem serem separados e/ou isolados quanto a patologia que apresentavam; ❖ No início do século XIX, na Inglaterra, é iniciado o isolamento de algumas doenças obtendo resultados eficazes; ❖ Em 1863, Florence Nigthingale, descreveu uma série de cuidados referente aos pacientes e ao meio, com o objetivo de diminuir o risco de Infecção Hospitalar (IH). 3
  • 4.
    COMISSÕES DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR ❖ Uma das medidas para controlar as infecções foi criação de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH); ❖ Primeiramente recomendadas pela American Hospital Association, em 1958 – objetivava fornecer aos hospitais americanos um sistema que controlasse as causas de infecções; ❖ No Brasil, essa preocupação acontece na década de 60; 4
  • 5.
    COMISSÕES DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR ❖Atualmente em vigor está a Portaria nº 2616, de 12 de maio de 1998 que traz um conjunto de ações desenvolvidas com vistas a reduzir ao máximo possível a incidência e a gravidade das infecções hospitalares; ❖ A Lei nº 9431, de 6 de janeiro de 1997 obriga os hospitais a manterem um Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) com comissão (CCIH); 5
  • 6.
    COMISSÕES DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR ❖ A CCIH deverá ser composta por profissionais da área de saúde, de nível superior e seus membros serão de dois tipos: consultores e executores; ❖ 0 presidente ou coordenador da CCIH será qualquer um dos membros da mesma, indicado pela direção do hospital; ❖ Os membros consultores serão representantes do: ▪ serviço médico; ▪ serviço de enfermagem; ▪ serviço de farmácia; ▪ laboratório de microbiologia; ▪ administração. 6
  • 7.
    COMISSÕES DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR ❖ Os membros executores representam o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e são eles os responsáveis diretos pela execução das ações do PCIH; ❖ Finalidades: ▪ Detectar casos de infecção hospitalar; ▪ Conhecer as principais infecções hospitalares; ▪ Elaborar normas de padronização para que os procedimentos sejam feitos com técnicas assépticas; ▪ Treinar profissionais para prevenção e controle de infecções; ▪ Controlar prescrição de antibióticos; ▪ Recomendar medidas de isolamento das doenças transmissíveis. 7
  • 8.
    CONCEITOS SOBRE INFECÇÃO ❖Infecção hospitalar* é qualquer infecção adquirida e que se manifeste durante a internação ou mesmo após a alta do paciente, cujo foco relacione-se com a realização de procedimentos hospitalares. *Esse termo atualmente é considerado inapropriado, e por isso as chamadas “infecções hospitalares” são denominadas de “Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde” (IRAS). Esta mudança de denominação se deu porque a ocorrência das IRAS não depende exclusivamente do ambiente hospitalar, já que a assistência à saúde pode acontecer também em outros ambientes, como em clínicas de diálise, de quimioterapia etc. ❖ Infecção comunitária é a infecção constatada ou em incubação no ato da admissão, desde que não relacionada com internação anterior no mesmo hospital. 8
  • 9.
    CONCEITOS SOBRE INFECÇÃO ❖São infecções hospitalares: ▪ Piora de infecção comunitária (novo microrganismo ou sinais e/ou sintomas fortemente sugestivo da aquisição de nova infecção); ▪ Associadas a procedimentos invasivos; ▪ Diagnosticadas após 72 horas de internação* *Também são consideradas hospitalares aquelas infecções manifestadas antes de se completar 72 horas da internação, quando associadas a procedimentos invasivos diagnósticos e/ou terapêuticos, realizados previamente. ▪ Infecções em RN (exceto quando por via transplacentária e associadas com bolsa rota superior a 24 horas). Infecção Comunitária 9
  • 10.
    ORIGEM DA INFECÇÃOHOSPITALAR ❖ Flora Endógena: ▪ Migração de bactérias do seu local de origem; ▪ Remédios que leva a diminuição da flora levando a colonização de microrganismos; ▪ Doenças que levam a diminuição da imunidade (70%). ❖ Flora Exógena: ▪ ar, água, alimentos, artigos hospitalares, mãos, vetores etc. 10
  • 11.
    QUEM ESTÁ SOBMAIOR RISCO DE ADQUIRIR INFECÇÕES? ❖ Pessoas nos extremos das faixas etárias, isto é, RN e idosos; ❖ Pessoas com determinados tipos de doenças. Ex.: diabetes, leucemias etc.; ❖ Pessoas sob estresse; ❖ Pessoas com necessidade de drogas imunossupressoras, como quimioterápicos e corticosteroides; ❖ Pessoas com alterações em suas barreiras naturais (sistema imunológico debilitado); ❖ Pessoas desnutridas; ❖ Pessoas obesas (maior risco de infecção cirúrgica); ❖ Fumantes (maior risco para infecções cirúrgicas e respiratórias). 11
  • 12.
    Fatores que contribuempara aquisição de uma infecção hospitalar (IH) ▪ Tempo de hospitalização; ▪ Frequência de procedimentos invasivos; ▪ Utilização de antimicrobianos/imunossupressores; ▪ Escassez de recurso material e humano; ▪ Ausência de atenção e má qualificação dos profissionais; ▪ Falta de Programa de Controle de Infecções Hospitalares. 12
  • 13.
    AGRESSÃO DIAGNÓSTICA ETERAPÊUTICA ▪ Cateterismo; ▪ Punção; ▪ Hemodiálise; ▪ Intubação; ▪ Traqueostomia; ▪ Uso indiscriminado de antibióticos. ❖ Faz parte do ambiente hospitalar: ▪ Ecologia microbiana (resistente); ▪ Grande número de pessoas manipulando o paciente; ▪ Falhas na assepsia, desinfecção e esterilização; ▪ Procedimentos técnicos incorretos. 13
  • 14.
    TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕESHOSPITALARES ❖ Transmissão por contato ▪ O principal modo da transmissão das infecções hospitalares é através de CONTATO com sujeiras, secreções e eliminações de outras pessoas ou com materiais sujos com estas secreções e eliminações. ❖ Transmissão pelo ar ▪ Além do contato, as infecções podem ser transmitidas dentro dos hospitais através do AR, pelas vias respiratórias (respiração, tosse ou espirro). Infecções muito transmissíveis, como gripe, sarampo e tuberculose são propagadas desta forma. 14
  • 15.
    TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕESHOSPITALARES ❖ Transmissão por vetores ▪ Locais sujos também podem ser atrativos de insetos e roedores, causando a transmissão de doenças através destes vetores. ❖ Transmissão por fonte comum ▪ Quando diversos pacientes se submetem ao mesmo tipo de tratamento (como nos famosos casos da água de hemodiálise contaminada) ou utilizam alimentos contaminados (maionese). 15
  • 16.
    PRINCIPAIS TIPOS DEINFECÇÕES 16
  • 17.
    PRINCIPAIS TIPOS DEINFECÇÕES ❖ INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO (ITU) ▪ Acomete cerca de 2% dos internados. ▪ Responsável por 35 a 45% das IH. ▪ 80% das ITU estão relacionado ao cateterismo vesical de demora ▪ 50% tiveram ITU de 10 a 14 dias após o cateterismo vesical. 17
  • 18.
    PRINCIPAIS TIPOS DEINFECÇÕES ❖ ITU ❖ Fatores de Risco: ▪ Assepsia inadequada/irregular; ▪ Colonização do meato uretral (por bactérias potencialmente patogênicas); ▪ Duração do cateter. ❖Fatores Predisponente: ▪ Mulher: 14x mais susceptível que o homem; ▪ Dificuldade de esvaziar a bexiga, mal formações congênitas; ▪ Diabetes Mellitus; ▪ Cateterismo vesical com sistema aberto de drenagem; ▪ Duração do cateterismo; ▪ Erros na indicação e na técnica de inserção e manipulação do cateter.18
  • 19.
    PRINCIPAIS TIPOS DEINFECÇÕES ❖ INFECÇÃO NO CENTRO CIRÚRGICO (CC) ▪ 14 e 16%, ou mais, de todas as infecções hospitalares; ▪ As infecções do sítio cirúrgico devem ser diagnosticadas, no máximo, até 30 dias após o procedimento; ▪ Na presença de material protético, a infecção será considerada hospitalar se ocorrer até 1 ano após o ato cirúrgico. 19
  • 20.
    PRINCIPAIS TIPOS DEINFECÇÕES ❖ Alguns Fatores de Risco para infecções no C.C.: ▪ Assepsia inadequada/irregular do sítio operatório; ▪ Duração prolongada da cirurgia; ▪ Contaminação abdominal microbiana; ▪ Drenos; ▪ Furos em luvas; ▪ Corpos estranhos; ▪ Não realização de banho/higiene pré-operatória. 20
  • 21.
    PRINCIPAIS TIPOS DEINFECÇÕES ❖ INFECÇÃO RESPIRATÓRIA ▪ O mecanismo de defesa do sistema respiratório, durante a hospitalização, pode sofrer redução na sua eficiência, por causa de patologias ou das medicações utilizadas no tratamento; ▪ Principal patologia da Infecção Respiratória: Pneumonia. ▪ Principais agentes etiológicos: Staphylococcus aureus; Haemophilus influenzae. 21
  • 22.
    MEDIDA MAIS IMPORTANTENA PREVENÇÃO E CONTROLE DA INFECÇÃO HOSPITALAR 22
  • 23.
    FONTES DE INFECÇÃORELACIONADAS A ARTIGOS HOSPITALARES - Conceitos Iniciais ❖ Artigos: São os materiais necessários aos cuidados realizados com o objetivo de prevenir danos à saúde das pessoas ou de restabelecê-la. Compreendem instrumentos, objetos de natureza diversa, utensílios (talheres, louças, comadres, papagaios), acessórios de equipamentos, instrumental odontológico e outros. Podendo ser descartáveis ou permanentes, e esterilizáveis ou não. ❖ Superfícies: Compreende mobiliários, pisos, paredes, portas, tetos, janelas e demais instalações. 23
  • 24.
    FONTE DE INFECÇÃORELACIONADA A ARTIGOS HOSPITALARES ❖ A equipe de enfermagem tem importante papel na manutenção desses artigos; ❖ Deve-se levar em consideração as necessidades de consumo, as condições de armazenamento, a validade dos produtos e o prazo de esterilização; ❖ Os artigos utilizados nos serviços de saúde são classificados em três categorias conforme o grau de risco de provocar infecção nos pacientes. 24
  • 25.
    CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOSHOSPITALARES 1. Artigos críticos: materiais com elevado potencial de risco de provocar infecção, porque são introduzidos diretamente em tecidos. Indicação de processo é a esterilização. ▪ Ex.: Instrumental cirúrgico, agulhas, cateteres intravasculares e dispositivos a eles conectados, como equipos de solução e torneirinhas. 25
  • 26.
    CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOSHOSPITALARES 2. Artigos semicríticos: artigos destinados ao contato com a pele não-íntegra ou com mucosas íntegras. Indicação de processo é no mínimo, desinfecção de médio/alto nível ou esterilização. Ex.: inaladores, equipamentos para endoscopia. 3. Artigos não-críticos: materiais que entram em contato somente com a pele íntegra e geralmente oferecem baixo risco de infecção – Não entram em contato direto com o paciente. Dependendo do grau de contaminação, podem ser submetidos à limpeza ou desinfecção de baixo ou médio nível. Ex.: comadre, papagaio, termômetro. 26
  • 27.
    CLASSIFICAÇÃO DE ARTIGOSHOSPITALARES Tabela com Artigos Não críticos Semicríticos Críticos Termômetro Otoscópio Estetoscópio Esfignomanômetro Comadre e Papagaio Bacia e Cuba Rim Máscara de Ambú Nebulizador Cânula de Guedel Lâmina de laringoscópio Instrumental cirúrgico: pinças, tesouras, cabos de bisturi. Espéculos vaginais 27
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    Processamento de ArtigosHospitalares ❖ O manuseio de artigos requer que cada procedimento seja acompanhado da indicação do Equipamento de Proteção Individual (EPI) específico, em relação à natureza do risco ao qual o pessoal hospitalar se expõe. Os riscos são em relação ao material biológico, químico e térmico. ▪ Limpeza: É o processo manual ou mecânico de remoção de sujidade, mediante o uso da água, sabão e detergente neutro ou detergente enzimático para manter em estado de asseio os artigos e superfícies reduzindo a população microbiana. A limpeza constitui ainda o 1º passo nos procedimentos técnicos de desinfecção e esterilização, considerando que a presença de matéria orgânica protege os microrganismos do contato com agentes desinfetantes e esterilizantes. 28
  • 29.
    Processamento de ArtigosHospitalares ▪ Descontaminação: É o processo de redução dos micro- organismos, de materiais orgânicos de artigos fazendo com que os mesmos fiquem seguros para serem manuseados durante o processo de limpeza manual. ▪ Desinfecção: É o processo físico ou químico de destruição de micro-organismos, exceto os esporulados. A desinfecção é realizada por meio físico, através da água quente ou em ebulição e pelo meio químico, através de produtos denominados de desinfetantes. Usa-se este termo para seres inanimados (desinfecção de cubas). ▪ Esterilização: É o processo de destruição de todos os microrganismos, inclusive esporulados. A probabilidade de sobrevida do microrganismo no item submetido ao processo de esterilização é menor que um em um milhão. 29
  • 30.
    FONTE DE INFECÇÃORELACIONADA AO AMBIENTE ❖ O ar, a água e as superfícies inanimadas verticais e horizontais fazem parte do meio ambiente de uma instituição de saúde; ❖ Particularmente no hospital, o ambiente pode tornar-se foco de infecção hospitalar; ❖ Os cuidados com o ambiente estão centrados principalmente nas ações de limpeza realizadas pelo Serviço de Higiene Hospitalar - relação deste com o Programa de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar; ❖ Faz-se preciso conhecer as áreas hospitalares. 30
  • 31.
    CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREASHOSPITALARES ❖ As áreas dos serviços de saúde são classificadas em relação ao risco de transmissão de infecções com base nas atividades realizadas em cada local; ❖ O objetivo da classificação das áreas dos serviços de saúde é orientar o detalhamento dos serviços a serem executados nesses setores, de modo que o processo de limpeza e desinfecção de superfícies esteja adequado ao risco; ❖ A definição dessas áreas foi feita considerando o risco potencial para a transmissão de infecções, sendo classificadas em áreas críticas, semicríticas e não-críticas. 31
  • 32.
    CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREASHOSPITALARES ❖ Áreas críticas: são os ambientes onde existe risco aumentado de transmissão de infecção, onde se realizam procedimentos de risco, com ou sem pacientes ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos. ▪ São exemplos desse tipo de área: Centro Cirúrgico (CC), Centro Obstétrico (CO), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade de Diálise, Laboratório de Análises Clínicas, Banco de Sangue, Unidade de Transplante, Unidade de Queimados, Unidades de Isolamento, Berçário de Alto Risco, Central de Material e Esterilização (CME), Serviço de Nutrição e Dietética (SND), Farmácia e Área suja da Lavanderia. 32
  • 33.
    CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREASHOSPITALARES ❖ Áreas semicríticas: são todos os compartimentos ocupados por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas. Ex.: desse tipo de área: enfermarias e apartamentos, ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, elevador e corredores. ❖ Áreas não-críticas: são todos os demais compartimentos dos estabelecimentos assistenciais de saúde não ocupados por pacientes e onde não se realizam procedimentos de risco. São exemplos desse tipo de área: vestiário, copa, áreas administrativas, almoxarifados, secretaria, sala de costura. 33
  • 34.
    MÉTODOS E FREQUÊNCIADA LIMPEZA, DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO ❖ De maneira geral, a limpeza é suficiente para reduzir os microrganismos existentes nas superfícies hospitalares; ❖ Reserva-se os processos de desinfecção e descontaminação para as áreas onde há deposição de matéria orgânica; ❖ Para a descontaminação, indica-se a aplicação de desinfetante sobre a matéria orgânica, e realizar a limpeza com água e solução detergente; ❖ Na desinfecção, remover a matéria orgânica, aplicar o desinfetante sobre a área atingida, aguardar o tempo de ação, remover o desinfetante e realizar a limpeza com água e solução detergente. 34
  • 35.
    MÉTODOS E FREQUÊNCIADA LIMPEZA, DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO ❖ A limpeza das áreas hospitalares é um procedimento que visa remover a sujidade e detritos orgânicos de superfícies inanimadas; ❖ A limpeza pode ser de dois tipos: ▪ concorrente; ▪ terminal. 35
  • 36.
    MÉTODOS E FREQUÊNCIADA LIMPEZA, DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO ❖ Limpeza concorrente: É o procedimento de limpeza realizado, diariamente, com a finalidade de limpar e organizar o ambiente, repor os materiais de consumo diário e recolher os resíduos; ❖ É possível a detecção de materiais e equipamentos não funcionantes; ❖ Estão incluídas a limpeza de todas as superfícies de mobiliários e equipamentos, portas e maçanetas, parapeitos de janelas, e a limpeza do piso e instalações sanitárias. 36
  • 37.
    MÉTODOS E FREQUÊNCIADA LIMPEZA, DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO ❖ Limpeza terminal: Trata-se de uma limpeza mais completa, incluindo todas as superfícies internas e externas; ❖ Realizada após alta hospitalar, transferências, óbitos (desocupação do local) ou nas internações de longa duração (programada); ❖ As programadas devem ser realizadas no período máximo de 15 dias quando em áreas críticas. Em áreas semicríticas e não críticas o período máximo é de 30 dias. 37
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    MÉTODOS E FREQUÊNCIADA LIMPEZA, DESINFECÇÃO E DESCONTAMINAÇÃO ❑ Na forma terminal inclui a limpeza de paredes (de cima para baixo), pisos (do fundo pra a porta de entrada, depois das paredes), teto (em sentido unidirecional), painel de gases, equipamentos, todos os mobiliários como camas, colchões, macas, mesas de cabeceira, mesas de refeição, armários, bancadas, janelas, vidros, portas, luminárias, filtros e grades de ar condicionado. 38
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    FREQUÊNCIA DE LIMPEZACONCORRENTE CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FREQUÊNCIA MÌNIMA Áreas críticas 3x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário Áreas não-críticas 1x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário. Áreas semicríticas 2x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário. Áreas externas 2x por dia; data e horário preestabelecidos e sempre que necessário 39
  • 40.
    FREQUÊNCIA DE LIMPEZATERMINAL PROGRAMADA CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FREQUÊNCIA Áreas críticas Semanal (data, horário, dia da semana preestabelecido). Áreas não-críticas Mensal (data, horário, dia da semana preestabelecido). Áreas semicríticas Quinzenal (data, horário, dia da semana preestabelecido). 40
  • 41.
    IMPLICAÇÕES PARA AENFERMAGEM CONSIDERAÇÕES FINAIS ❖ Torna-se necessária uma interação entre o setor de CCIH e os demais setores do hospital para melhor desenvolvimento das atividades e assistência de qualidade aos pacientes; ❖ Para isso, compreender o significado e o impacto da infecção hospitalar e o essencial treinamento dos profissionais faz-se imprescindível. Obrigada!’ 41
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    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Manual denormas e rotinas de processamento de artigos de superfícies para rede municipal de saúde de Florianópolis / Coordenado por Antônio Anselmo Granzotto de Campos; Organizado por Lucila Fernandes More e Suzana Schmidt de Arruda. Florianópolis: IOESC, 2007. 77 p. il. BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar. Processamento de Artigos e Superficies em Estabelecimentos de Saúde. -- 2. ed. -- Brasília,1994. 50 p. 42