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Comentário ao trabalho realizado pela colega
                    Carmo Romão

        O trabalho da colega Carmo Romão cativou a minha atenção por se tratar de um
documento em que a colega, de forma muito transparente, simples e modesta, faz o retrato
da Biblioteca Escolar da sua escola, na qual se destacam, de facto, alguns pontos fortes, como
por exemplo, ao nível dos recursos humanos afectos à BE: a própria colega, um colega com
vários blocos e com experiência de catalogação e, o que me mais me chamou a atenção, três
assistentes operacionais (auxiliares) com experiência. E desempenham as três funções em
simultâneo na BE, ou em alternativa? Confesso que fiquei curiosa, pois é de salientar, nesse
caso, o empenho da direcção da escola na BE e o reconhecimento do seu valor e da sua
importância. Como a colega refere, a população escolar deve ser muito numerosa, pois inclui o
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        É compreensível o orgulho de terem recebido o elogio que cita da parte da avaliação
externa, o que reforça a ideia de que se trata de uma BE que já apresenta qualidade e que já
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uma cereja em cima de um bolo que há já muito tempo vem a ser trabalhado e melhorado, por
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        Quando a colega refere que não tem sido prática da BE identificar pontos fracos, ou
menos fortes, certamente não poderá significar que está em incumprimento, pois, na verdade,
essa prática ainda não está amplamente difundida. Agora com a implementação do Modelo de
Uto-Avaliação e as novas exigências que recaem sobre a equipa da BE, sobretudo sobre o
professor bibliotecário, todos teremos de passar a reflectir, a auto-avaliar e a agir.

         Este desafio coloca-se principalmente ao professor bibliotecário e à equipa, mas, como
bem afirma, deve ser um desafio de toda a escola. Todos, aos poucos ou com mais celeridade,
conforme os estilos de aceitação da mudança das várias escolas, se irão inteirando do que
chega de novo em termos de organização, de gestão e de visão da BE. Penso que faz falta, e
referi-o no meu trabalho desta semana, um suporte legal para o Modelo de Auto-Avaliaçºao
das BEs, pois creio que não o há (ou ter-me-á escapado?!). Afinal, trata-se de um documento
que vem dar resposta a uma realidade, a BE, que pouco ou quase nada tem sido contemplada
na Lei, ressalvando-se a recente Portaria 756/2009. Creio que esse suporte legal, pois o
documento em si não é lei, seria muito útil, pois iria, aí sim, ser do conhecimento geral, uma
vez que ninguém pode invocar não conhecer a Lei, e não seria apenas dado a conhecer pelo
professor bibliotecário, que é, por si, uma figura muito recente nas escolas a quem, como a
colega bem diz “não é dada muita importância” (por enquanto, esperemos que isso mude...).
Muitos colegas nunca tinham estado sequer nas escolas onde hoje trabalham, logo, ninguém
os conhece, ninguém conhece o seu trabalho e isso pode ser um facto inibidor, acho que sim.
Concordo plenamente quando refere a questão da burocracia e receio que aí vem um
acréscimo dela, com tudo o que nos vai ser exigido nesta auto-avaliação. Tomo a liberdade de
lhe citar uma parte de um texto meu, que escrevi no primeiro trabalho realizado aqui na acção
de formação:

         “Relativamente à aplicação do Modelo de Auto-Avaliação, desejo, sinceramente, que
este não venha a ser um obstáculo a vencer, tornando-se num processo que me obrigue,
enquanto professor bibliotecário, a confinar-me a um gabinete de trabalho e a um computador
durante horas a fio, seguidas ou interpoladas, sozinha ou com elementos da equipa, a fim de
relatar, de evidenciar o trabalho, de prestar contas, de escrever, enquanto lá fora ouço os
alunos e os colegas a perguntarem por mim…”

        Não sei se se revê neste meu receio, mas é, de facto, um receio muito real. Bem sei
que as evidências não são para organizar no fim, devem, ser recolhidas e coligidas no dia a
dia, mas no dia a dia também há outras (inúmeras!) tarefas que temos de realizar. A colega
destaca, por exemplo, o apoio aos alunos, que por vezes mais parece tutoria, outras
aconselhamento, e outras, é claro, encaminhamento no estudo e na elaboração de trabalhos e
pesquisas. E falta tudo o resto: ir a reuniões, combinar actividades com os colegas, dar
orientações à equipa, produzir documentos, enfim, a colega bem sabe a que inúmeras tarefas
me refiro...

        Acrescento ainda que o facto de a colega não ter assento no Conselho Pedagógico é
de lamentar, pois terá sempre de fazer chegar as suas informações através de um terceiro
elemento - coordenador de projectos. Por muito boa vontade que o colega tenha de bem
representar a BE, nunca o fará, decerto, como a colega o faria, sem qualquer desprimor pelo
trabalho do colega. Concordo que esse seja um factor inibidor. Por outro lado, e como tudo na
vida, a sua ausência também tem um lado bom, pois não lhe serão atribuídas tarefas “extra”
relacionadas com o Conselho Pedagógico. No meu caso, por exemplo, estou na equipa da
avaliação interna, por isso, já se vê: vai ser avaliação por todos os lados!



        Relativamente às propostas de plano de acção, penso ser muito positiva a ideia de ir
pedindo pequenas avaliações, entregando pequenos questionários, aos poucos e não numa
fase única, e solicitando igualmente sugestões de melhoria, pois assim a responsabilidade da
melhoria será partilhada. Vou tentar implementar também essa medida. As restantes medidas
que aponta também me parecem muito positivas e coerentes com todo este processo



       Por agora, termino o meu comentário, não sem antes lhe deixar, pessoalmente, votos
de um bom trabalho. Certamente, é uma BE que está em boas mãos.



       Continuação de boa acção de formação.

       Cordialmente, a colega

       Sílvia Maria Passos Baltazar



                       São Brás de Alportel, 21 de Novembro de 2009

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Análise positiva do trabalho da Biblioteca Escolar

  • 1. Comentário ao trabalho realizado pela colega Carmo Romão O trabalho da colega Carmo Romão cativou a minha atenção por se tratar de um documento em que a colega, de forma muito transparente, simples e modesta, faz o retrato da Biblioteca Escolar da sua escola, na qual se destacam, de facto, alguns pontos fortes, como por exemplo, ao nível dos recursos humanos afectos à BE: a própria colega, um colega com vários blocos e com experiência de catalogação e, o que me mais me chamou a atenção, três assistentes operacionais (auxiliares) com experiência. E desempenham as três funções em simultâneo na BE, ou em alternativa? Confesso que fiquei curiosa, pois é de salientar, nesse caso, o empenho da direcção da escola na BE e o reconhecimento do seu valor e da sua importância. Como a colega refere, a população escolar deve ser muito numerosa, pois inclui o terceiro ciclo e o ensino secundário, acrescendo o facto de ser a única escola com ensino secundário num raio geográfico bastante alargado, se não estou em erro. É compreensível o orgulho de terem recebido o elogio que cita da parte da avaliação externa, o que reforça a ideia de que se trata de uma BE que já apresenta qualidade e que já está integrada nas práticas lectivas e nos hábitos de estudo dos alunos. Decerto, este elogio é uma cereja em cima de um bolo que há já muito tempo vem a ser trabalhado e melhorado, por isso ainda saberá melhor! Quando a colega refere que não tem sido prática da BE identificar pontos fracos, ou menos fortes, certamente não poderá significar que está em incumprimento, pois, na verdade, essa prática ainda não está amplamente difundida. Agora com a implementação do Modelo de Uto-Avaliação e as novas exigências que recaem sobre a equipa da BE, sobretudo sobre o professor bibliotecário, todos teremos de passar a reflectir, a auto-avaliar e a agir. Este desafio coloca-se principalmente ao professor bibliotecário e à equipa, mas, como bem afirma, deve ser um desafio de toda a escola. Todos, aos poucos ou com mais celeridade, conforme os estilos de aceitação da mudança das várias escolas, se irão inteirando do que chega de novo em termos de organização, de gestão e de visão da BE. Penso que faz falta, e referi-o no meu trabalho desta semana, um suporte legal para o Modelo de Auto-Avaliaçºao das BEs, pois creio que não o há (ou ter-me-á escapado?!). Afinal, trata-se de um documento que vem dar resposta a uma realidade, a BE, que pouco ou quase nada tem sido contemplada na Lei, ressalvando-se a recente Portaria 756/2009. Creio que esse suporte legal, pois o documento em si não é lei, seria muito útil, pois iria, aí sim, ser do conhecimento geral, uma vez que ninguém pode invocar não conhecer a Lei, e não seria apenas dado a conhecer pelo professor bibliotecário, que é, por si, uma figura muito recente nas escolas a quem, como a colega bem diz “não é dada muita importância” (por enquanto, esperemos que isso mude...). Muitos colegas nunca tinham estado sequer nas escolas onde hoje trabalham, logo, ninguém os conhece, ninguém conhece o seu trabalho e isso pode ser um facto inibidor, acho que sim.
  • 2. Concordo plenamente quando refere a questão da burocracia e receio que aí vem um acréscimo dela, com tudo o que nos vai ser exigido nesta auto-avaliação. Tomo a liberdade de lhe citar uma parte de um texto meu, que escrevi no primeiro trabalho realizado aqui na acção de formação: “Relativamente à aplicação do Modelo de Auto-Avaliação, desejo, sinceramente, que este não venha a ser um obstáculo a vencer, tornando-se num processo que me obrigue, enquanto professor bibliotecário, a confinar-me a um gabinete de trabalho e a um computador durante horas a fio, seguidas ou interpoladas, sozinha ou com elementos da equipa, a fim de relatar, de evidenciar o trabalho, de prestar contas, de escrever, enquanto lá fora ouço os alunos e os colegas a perguntarem por mim…” Não sei se se revê neste meu receio, mas é, de facto, um receio muito real. Bem sei que as evidências não são para organizar no fim, devem, ser recolhidas e coligidas no dia a dia, mas no dia a dia também há outras (inúmeras!) tarefas que temos de realizar. A colega destaca, por exemplo, o apoio aos alunos, que por vezes mais parece tutoria, outras aconselhamento, e outras, é claro, encaminhamento no estudo e na elaboração de trabalhos e pesquisas. E falta tudo o resto: ir a reuniões, combinar actividades com os colegas, dar orientações à equipa, produzir documentos, enfim, a colega bem sabe a que inúmeras tarefas me refiro... Acrescento ainda que o facto de a colega não ter assento no Conselho Pedagógico é de lamentar, pois terá sempre de fazer chegar as suas informações através de um terceiro elemento - coordenador de projectos. Por muito boa vontade que o colega tenha de bem representar a BE, nunca o fará, decerto, como a colega o faria, sem qualquer desprimor pelo trabalho do colega. Concordo que esse seja um factor inibidor. Por outro lado, e como tudo na vida, a sua ausência também tem um lado bom, pois não lhe serão atribuídas tarefas “extra” relacionadas com o Conselho Pedagógico. No meu caso, por exemplo, estou na equipa da avaliação interna, por isso, já se vê: vai ser avaliação por todos os lados! Relativamente às propostas de plano de acção, penso ser muito positiva a ideia de ir pedindo pequenas avaliações, entregando pequenos questionários, aos poucos e não numa fase única, e solicitando igualmente sugestões de melhoria, pois assim a responsabilidade da melhoria será partilhada. Vou tentar implementar também essa medida. As restantes medidas que aponta também me parecem muito positivas e coerentes com todo este processo Por agora, termino o meu comentário, não sem antes lhe deixar, pessoalmente, votos de um bom trabalho. Certamente, é uma BE que está em boas mãos. Continuação de boa acção de formação. Cordialmente, a colega Sílvia Maria Passos Baltazar São Brás de Alportel, 21 de Novembro de 2009