Uma reflexão sobre o ministério pastoral

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Uma reflexão sobre o ministério pastoral

  1. 1. IV - O MINISTÉRIO PASTORAL Não poderia deixar de escrever sobre este assunto, pois o plano de Deus temseus detalhes. Entre estes detalhes, existe o chamado de pessoas salvas paraministérios específicos como já vimos anteriormente, e de todos estes ministérios(serviços) no reino de Deus aqui na terra, este se encontra como aquele que maisresponsabilidades carrega, já que tem como incumbência alimentar, proteger e cuidardo rebanho de Deus administrando, delegando, planejando, organizando, ensinando,pregando, enfim, pastoreando. Este crente é chamado, vocacionado, capacitado e respaldado por Deus paraesta tarefa árdua que pode se tornar mais tranquila quando cada crente temconsciência de qual área na Igreja Deus a chamou para atuar, usando assim seusdons espirituais para essa atuação. Quando isso acontece, o pastor pode ficarsupervisionando e delegando os serviços e se concentrando em alimentar o povoatravés da pregação e ensino da Palavra de Deus. Mas, a tarefa de levar o povo a teresta consciência dos ministérios e dons também é do pastor, portanto todo início detrabalho pastoral é desgastante mas se o pastor priorizar este aspecto e tendo acapacitação do Espírito para levar a cabo, no tempo certo terá um grupo de crentes naIgreja maduros e prontos para o trabalho, facilitando e ajudando o trabalho pastoral. Quero neste capítulo abordar alguns pontos que são difíceis de entender paraalguns, outros que são essenciais para o ato de pastorear e por fim algumasdistorções existentes. Respeitando a seqüência citada, começarei abordando o ponto abaixo: O Chamado e a Vocação Pastoral: Ouvi ou li de alguém uma definição sobre chamado pastoral que acheiinteressante, é a seguinte: “Chamado pastoral é um chamado de Deus a alguém quenão merece, para realizar um serviço impossível, em um lugar que não conhece porum tempo que não sabe”. Já ouvi de muitas pessoas o seguinte: “nunca entendi esse negócio dechamado para ser pastor” ou “todos somos chamados” ou ainda “pra mim essaspessoas que dizem foram chamadas para ser pastor não querem é trabalhar comotodo mundo”. Entendo que todas estas pessoas têm suas razões para expor suas opiniões,pois este assunto é muito complicado para quem não o vive. Exige de quem analisa
  2. 2. ter uma vida de comunhão íntima com Deus e claro que esta pessoa terá que ter umconhecimento bíblico razoável, pois a comunhão vem de conhecer a Deus a cada diamais pelo estudo de Sua revelação escrita, a Bíblia e ainda por uma vida de oraçãodiária e constante. Além disso, compreender sem vivenciar é muito difícil, pois se fica apenas nocampo da teoria e sabemos que saber apenas não convence ninguém. O própriocristianismo vai além do conhecimento teórico de Deus e incentiva um relacionamentomuito próximo entre a divindade e a criatura. Quando a Bíblia diz: “quem crer, será salvo” esta afirmando que quem recebe aCristo, tem um encontro com Cristo será salvo. Podemos tranquilamente trocar overbo “crer” pelo verbo “receber”. Desta forma, quem entende com certa facilidade este assunto é aquele quevivencia, ou seja, os próprios chamados. Mas, mesmo com toda dificuldade que alguns crentes tem de entender este assunto, uns por ignorância sobre o assunto, outros por má vontade, outros por pura maldade, creio que o Espírito Santo pode levar todo crente a compreender este chamado, pois Ele é Deus, portanto pode fazer tudo que lhe aprouver. E esta deve ser nossa oração para que todos entendam o plano de Deus e se esmerem em cumpri-lo. Bem, a partir disto posso afirmar que Deus tem chamado homens de um modo direto e encontramos na Bíblia vários exemplos como os chamados de: Noé (Gn. 6:13), Abraão ( Gn. 6: 8-12), Moisés (Êx. 3:10), Isaías ( Is. 6:9), os apóstolos (Mc. 1:17; Mateus 4: 18-22; João 1:35-42), Paulo (At. 26:19; At. 9: 3-19) entre outros comprovando que Deus chama homens para exercerem as mais distintas tarefas em Sua obra, e como Ele é soberano em seus desígnios, não existe um método definido para a chamada divina, mas sim tudo depende desta soberania. Contudo, temos que diferenciar o chamado ao ministério pastoral do chamado do crente a salvação e do chamado que atinge todos os crentes ao serviço cristão de uma forma geral. Esta chamada especificamente trata-se de uma convocação de homens selecionados para servir como líderes da Igreja. Os destinatários
  3. 3. desse chamado precisam ter a certeza de que Deus assim os escolhepara liderar. Esta certeza vem internamente e posso definir como umprofundo desejo de servir a Deus cuidando de uma parte de Seurebanho e este desejo cresce a cada dia movendo a pessoa a esteobjetivo. Todas as outras coisas se tornam secundárias e a buscapelo preparo para isso se torna quase que uma “obsessão santa”. A pessoa não sente prazer em mais nada que faça a não serservir a Deus desta forma, então, o período de preparo para esta obraé para o vocacionado um período de sofrimento que necessariamentetodos estes tem que passar para serem ensinados por Deus paraexercer este ministério. Há confirmação deste chamado primeiramente é divina e ocrente chamado tem firme convicção dada pelo Espírito Santo disto.Porém, há a necessidade para a Igreja da confirmação de outros eisso não é problema para quem é chamado, pois este irá sediferenciar dos demais pelos dons espirituais que recebeu paraexercer o pastorado além de habilidades naturais que o próprio Deusaperfeiçoa neste. Normalmente este crente já ocupará postos de liderançamesmo antes da ordenação ao ministério pastoral e estará envolvidocom certeza no ministério da pregação e ensino da Palavra de Deus,pois este crente já recebeu dons espirituais específicos para oexercício pastoral e como conseqüência autoridade espiritual para tal.Podemos dizer que a unção para exercer o serviço pastoral já é dadamesmo antes da unção litúrgica que se recebe quando da ordenaçãopela Igreja. Se, todavia não há indícios destas características espirituais nocandidato todo cuidado é pouco por parte da Igreja, pois pode estarhavendo um engano por parte do candidato ao pastorado e se nãohouver um criterioso exame de suas aptidões espirituais para afunção, muitos problemas futuros acontecerão, pois o preparoacadêmico não pode ser a única exigência para ser um pastor, massim deve ser conseqüência do chamado e da vocação deste crente.
  4. 4. O diploma de teologia não é a marca de um pastor, ele énecessário para quem foi chamado para ser pastor porque estarásendo coerente e levando a sério o serviço a que foi chamado paraexecutar, mas o essencial para o pastorado é, acima de tudo serchamado e vocacionado por Deus para tal tarefa. Isso é determinado externamente pelas aptidões espirituais, ouseja, dons espirituais, habilidades e autoridade espiritual dadas porDeus e reconhecidas claramente pela Igreja de Cristo. Ocorrendo normalmente este reconhecimento, no tempo certode Deus este crente estará exercendo sua função no corpo de Cristo. Tenho que ressaltar, porém, que ninguém é qualificadototalmente para o ministério pastoral do ponto de vista humano, pois àmedida que este crente exerce este ministério Deus vai estar ocapacitando para este serviço. Deus usa vasos de barro para Seuspropósitos. A confirmação humana citada anteriormente tem emmente as qualidades espirituais da pessoa e não sua capacidadeparticular com relação ao serviço específico, por isso a Igreja tem quecompreender o que é chamado pastoral e vocação desta pessoa paratal. Também devo ressaltar que não se trata de um chamado auma profissão, essa idéia não encontra respaldo na Antiga Aliançamuito menos na atual. O ministério neo-testamentário é um dom euma vocação de Deus: “E Ele concedeu uns para apóstolos, outrospara profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores emestres” ( Ef. 4:11) . A partir disto, o homem chamado por Deus deveestar consciente de que do Senhor vem a recompensa e pelo Senhorele será julgado. ( 1 Pe. 5:2-4 e I Co. 4:3-5). Posso definir então que chamado pastoral é um ato soberanode Deus em selecionar alguns para pastorear Seu rebanho e vocaçãopastoral é um desejo profundo, constante e imenso iniciado por Deusno coração deste crente que o move para buscar este objetivo comtodas suas forças sem motivações externas de qualquer espécie. O chamado e vocacionado por Deus é desprendido desentimentos gananciosos e materialistas e acima tudo tem aconvicção de que a obra de Deus é o serviço mais importante na face
  5. 5. da terra. Incluo o profundo desejo de obedecer à voz do Bom Pastorna sua consciência, com a exigência muitas vezes, de sacrifícios esofrimentos. Em Filipenses 1:8 diz esse desejo ser a “entranhável afeição deJesus Cristo”. Veja algumas características desta chamada: 1. É divina - Não se trata de uma incumbência dada porconvenção, concílio ou Igreja. Embora que estes possam serinstrumentos de Deus na chamada de alguém. 2. É Pessoal - A chamada para a salvação é universal, e asua eficácia para todos os eleitos. Já a chamada para o ministério épessoal. Deus tem o ministério ou serviço certo para cada crente, porisso distribui os dons e talentos conforme lhe aprouver. Como hávários ministérios no corpo de Cristo, Deus capacita cada um comferramentas próprias e específicas para cada serviço. 3. É Soberana - Por Deus ser soberano é que o crentequando chamado aceita com humildade, submissão e obediência estadeterminação. Quando o crente quer ir contra esta determinação setorna insatisfeito, estressado e mecânico no serviço cristão e sofre acorreção de Deus para retornar ou iniciar no lugar certo, comferramentas certas e na hora certa, um exemplo claro e clássico distoé o do profeta Jonas. Mesmo com toda sua teimosia me responda, elefoi ou não foi pregar em Nínive ? Infelizmente alguns crentes sãovomitados na praia para poderem entender que Deus é soberano. 4. É definitiva - A chamada para o ministério pastoral étambém uma chamada para o discipulado porque envolve algumascondições que são exigidas por Deus ao vocacionado, tais como: nãoter interesse material, prioridade em Deus na sua vida, que renuncie atudo para servir a Deus, ou seja, o crente chamado não pode imporcondições, pelo contrário deve seguir algumas condições impostaspor Deus e acima de tudo agradecer a Deus o privilégio de serchamado, como o fez Paulo em I Timóteo 1:12,13.
  6. 6. 5. É uma chamada acompanhada de autoridade -Aqueles que são chamados para o ministério também são revestidosde autoridade para o desempenho de sua missão. Deus não apenasdelega responsabilidades aos seus servos; concede autoridade parasua execução. Creio, ainda, que a chave da autoridade do ministroestá em saber usar com reverência e temor, pelo Espírito, o preciosonome do Senhor Jesus. Seja no ensino, na pregação, noaconselhamento, assim como ao repreender o mal e corrigir atospecaminosos. Concluo afirmando que a chamada e a vocação pastoral é umdetalhe importante do plano de Deus, pois esta é a forma utilizadapelo Senhor para organizar Sua Igreja. Os dons e ministérios devemser entendidos por todos os crentes porque esta é a forma que Deusidealizou para que a Igreja caminhasse aqui na terra. Como vimos há três tipos de chamadas fundamentadas naBíblia: a primeira é para a salvação, a segunda é para o serviçocristão e a terceira é para ministérios específicos. Nesta terceiraencontra-se a que nós expusemos acima. O Manual Pastoral Pode parecer estranho este tópico, pois todos concordam queo manual do pastor é a Bíblia, mas infelizmente vemos que na práticamuitos pastores não utilizam os ricos ensinamentos bíblicos parapautar suas atitudes e as do rebanho que tem a incumbência decuidar para o Senhor. Porque digo isto? Porque está acontecendouma grande influência nos aconselhamentos e nas pregações deoutras formas de filosofias de vida e ideologias. O Pastor como vimos foi chamado pessoalmente por Deuspara exercer um ministério fundamentado nos ensinos bíblicos. Osvalores e princípios utilizados pelo pastor para sua vida e paraorientação do povo de Deus devem ser exclusivamente bíblicos. Aortodoxia bíblica é fundamentalmente necessária para a funçãopastoral. O crente chamado para ser pastor não tem o direito depropagar idéias pessoais sobre qualquer assunto sem ter a convicção
  7. 7. de que esta idéia esteja alinhada com as Escrituras, ele não foichamado para causar polêmicas nem discussões inúteis, Deus deu aele condições, autoridade, dons e habilidades para exercer de formacorreta o pastorado, não para usar isto com displicência e semresponsabilidade. O manual de regra e prática de todo crente e muito mais dopastor é a Bíblia e ela deve ser utilizada em todas as situaçõespastorais, seja administrativamente, socialmente, particularmente,liturgicamente, emocionalmente ou espiritualmente. Todas ascircunstâncias da vida encontram na Bíblia princípios a seremaplicados para agirmos segundo a vontade de Deus. Todas as outras ferramentas usadas pelo homem para dar-lhepaz e tranqüilidade são inúteis, apenas maquiam, iludem, pois ohomem pelo homem não encontra solução para sua vida. Só emJesus ele a encontrará, e a Palavra de Deus (a Bíblia) tem todas asorientações para a cura do homem em Jesus. O pastor que se utilizadas ferramentas humanas para ensinar, consolar, confortar, motivarou encorajar o rebanho de Deus a seus cuidados peca contra o Deusque o chamou e certamente prestará contas disto a Ele. Creio que quando se trata de Igreja as soluções humanas sãoinaceitáveis. A psicologia e a filosofia só trouxeram para dentro daIgreja confusão e distorção. Os pais destas ciências sempre foramateus convictos com aversão pelo cristianismo e por Deus. Freud eraum insano com idéias subjetivas que se tornaram quase que leis paraexplicar o comportamento humano e curar as doenças da alma. Dapsicologia veio a psicanálise, uma aberração, a meu ver, pois partede um pressuposto absurdo que é o seguinte: o homem analisando ocomportamento e a vida de outro pode descobrir o porque de seutemperamento, caráter ou personalidade bem como seus traumas,complexos ou desvios. Se o homem pudesse realmente fazer isso,com certeza ele resolveria os seus próprios problemas, mas o quevemos é que nem os psicanalistas conseguem entender eles própriose se arrogam no direito de entender e explicar sobre outros e mais,ainda ganham para isso. O único que pode entender o homem emtodos os seus aspectos, corpo, alma e espírito é seu criador, Deus,
  8. 8. qualquer outra tentativa para isso é perda de tempo. Em Jeremias 17:9 Deus diz que o coração do homem é enganoso e corrupto e faz umapergunta: quem o conhecerá? O próprio Deus responde sua perguntano v. 10 e diz: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo ospensamentos...” Só Deus pode compreender e curar o homem, pois oproblema, o mal que assola o homem é o pecado não idéias absurdasde Freud, Jung ou filósofos como Nietzche. Lamentavelmente o que vejo hoje são pastores e ministrosfazendo aconselhamento pastoral e utilizando para isso métodos deabordagem da psicologia, encorajando os membros de suas Igrejas apensarem positivo e assim por diante, conselhos que não temfundamento nem consistência bíblicos. Desgraçadamente vejo pastores e pregadores subirem aospúlpitos para propagarem idéias de auto-ajuda e mensagensmotivacionais com princípios anti-bíblicos e valores humanos para avida e o pior, usando textos bíblicos de forma desonesta parajustificar suas posições. Tristemente vejo crentes sendo ensinados e até incentivados abuscar ajuda em terapias e profissionais desta área para resolveremproblemas de relacionamento conjugal, criação de filhos, depressão,falta de paz, etc. Outro dia soube pela própria pessoa, um pastor, queele próprio precisava de remédios para poder dormir por falta de paze excesso de ansiedade, e se aconselhava com um psicólogo para tercondições para pastorear. Ora, isso realmente é vergonhoso ecompletamente absurdo, pior do que um incrédulo herege é um pastorherege. Isto é a contramão do cristianismo, é completamente contrárioa tudo que a Bíblia ensina. E os pastores têm a responsabilidade deensinar o povo de Deus a buscar a Deus para ter a orientação do quefazer diante dos problemas da vida humana. O problema do ser humano se chama pecado. O causadordeste problema se chama diabo. Todos os demais problemas dohomem decorrem deste problema principal, o pecado. Sem resolvereste problema não adiantam tentar resolver os outros, não se chegaráa lugar nenhum, ou melhor, se chegará sim a um lugar, o inferno.
  9. 9. A única solução para este problema se chama Jesus Cristo. SóEle pode restaurar o homem e religá-lo a Deus. As ferramentas que o pastor vai utilizar para ensinar estaverdade contida no manual pastoral que é a Bíblia vão ser os seusdons espirituais, sua autoridade (unção) espiritual, a sabedoria deDeus e os seus talentos naturais a serviço do reino de Deus. Opróprio Deus já capacitou o pastor com tudo que ele precisa para obom exercício deste ministério, se utilizar de outras ferramentas não éaconselhável por não ser uma forma bíblica de agir. O pastor como alguém chamado por Deus para cuidar do povode Deus tem que ter consciência e convicção disto e ensinar o povo abuscar em Deus direção e orientação para sua vida. E ponto final. Os Falsos Pastores Lamentavelmente, tenho que afirmar que este assunto quevamos tratar agora, está cada vez se tornando mais real para a Igrejade Cristo. Não é de assustar, pois a Bíblia já nos adverte quanto aisso desde o VT. Muitas pessoas atualmente são chamadas de “pastores”,porém nunca foram chamadas por Deus para o serem. Em meus anosde Igreja já encontrei alguns “profissionais de púlpito” que se utilizamde seus cargos para angariarem notoriedade e segurança financeira.Outros se utilizam do cargo para se aproveitar do rebanho executandoem oculto transações comerciais com dinheiro da Igreja com fins delucro pessoal e ouso afirmar que alguns são mesmo enviados desatanás para causarem confusão e escândalo. Pessoas que buscam o interesse próprio e o de sua famíliasem considerar o rebanho e a sua missão como pastor de ovelhas.Certa vez constatei que um destes “falsos pastores” submetia orebanho a pagar inclusive vacinas e veterinário de um animaldoméstico que lhe pertencia e além disso se utilizava do trabalhoindevido e ilegal de dependentes químicos em uma casa derecuperação que dirigia, fazendo-os “vender quinquilharias” nossemáforos e residências( trabalho este não remunerado) paraangariar fundos para uso duvidoso de sua parte.
  10. 10. Estes profissionais e aproveitadores de rebanhos são narealidade pessoas de má fé, oportunistas, que se infiltram nas Igrejasdemonstrando uma falsa espiritualidade, ensinando o povo a darênfase na busca pela prosperidade financeira e pressionando einduzindo os crentes a darem tudo ou o máximo que puderem emdinheiro e bens para a Igreja pois desta forma serão abençoados porDeus. Chegam ao cúmulo de arrecadarem em seus cultos duas e atémais vezes, as ofertas. Fazem isso não visando a benção do povo,mas evidentemente o enriquecimento próprio e o crescimentonumérico de suas congregações, já que ensinam que “é dando que serecebe”, uma forma completamente equivocada e desvinculada doensino bíblico ortodoxo. Enganam líderes ingênuos, desatentos ou simplesmenteenganam líderes que buscam inovações sem medir suasconseqüências. O texto de Colossenses 2:8 diz o seguinte: “Cuidado queninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas,conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundoe não segundo a Cristo...” . Esta advertência de Paulo aos irmãosColossenses é bem aplicada nesta situação. Porém as Igrejas, eu ressalto, não devem fechar as portas paraestas pessoas, pois Jesus pode restaurar estas vidas, porém nuncadevem ser recebidas e aceitas em cargos de liderança muito menosem posições de dirigir e pastorear pontos de pregação, congregaçõesou Igrejas locais. Isto seria um perigo e uma irresponsabilidadeenorme de quem está na liderança de qualquer denominaçãoevangélica.
  11. 11. Há outro tipo também de “falso pastor”. Este segundo tipo é aquele que não é desonesto como os quemencionei, mas não foi chamado para este ministério e insiste em permanecer.Isso causa transtornos imensos para a Igreja, pois por não ser vocacionadopara tal função não tem as ferramentas necessárias para exercê-la e o trabalhose torna infrutífero e sem objetivo. Neste pastor não há o desejo de se aprofundar no estudo da Bíblia e,por conseguinte alimentar o povo cada vez mais com alimentos nutritivos enecessários. A conseqüência disto, são sermões sem conteúdo e sem sentido,normalmente cansativos e repetitivos, demonstrando nitidamente a falta depreparo e mesmo disposição do pastor em prepará-los . Ressalto que o pastornão precisa ser necessariamente um pregador eloqüente e carismático,porém deve pregar corretamente e aplicar os princípios divinos para a vida dohomem hoje com responsabilidade e conhecimento bíblico. Deve alimentar o rebanho sistematicamente com tudo aquilo que esteprecisa, que Deus o dirige a servir. Para isso, o pastor gastará tempo emleitura, meditação e estudo de sua Bíblia bem como em oração e devoçãodiária. O aperfeiçoamento e a busca de maior conhecimento bíblico e geraldeve ser uma tarefa constante na vida do verdadeiro pastor e isso ele faznaturalmente porque o Espírito Santo o leva a amar o rebanho e ter prazernisto. Já o “falso pastor” não sente prazer nesta tarefa e a considera cansativae sem muita utilidade. Defende na maioria das vezes a tese de que “Deus merevelará Sua vontade” e por isso não se prepara adequadamente para pregarou ensinar. Sua atuação então se torna medíocre e certamente todo o rebanhoperceberá isso, e não terá a confiança necessária para respeitá-lo como líderespiritual. Outra característica desse “falso pastor” é a falta de amor pelasovelhas. Ele não foi preparado por Deus para suportar os problemas esituações que se sucedem no ministério pastoral. Ele não tem “coração depastor” e por isso trata as ovelhas a distância e não quer de forma algumaconhecê-las mais profundamente, porque se fizer isso vai ter que ajudá-las,
  12. 12. entendê-las, aconselhá-las e fazer todo o possível na força de Cristo paraconduzí-las a restauração. Este processo todo para o “falso pastor” é muitodifícil e complicado porque tudo isso depende do amor que ele tem pela ovelha,e isso infelizmente ele não tem o suficiente. Ele se torna muitas vezes apenasum administrador de coisas e as pessoas de sua comunidade são deixadaspara elas mesmas se cuidarem. Conclusão: Os dois tipos de “falsos pastores” que citei são danosos para a Igreja deCristo e provocam um desconforto entre os verdadeiros pastores. Cabe a Igrejade Cristo identificar esses falsos líderes e adverti-los quanto ao erro que estãocometendo, bem como os verdadeiros pastores cabe o confronto bíblico comestes falsos pastores e de forma alguma pode existir o corporativismo nestasquestões. A verdade bíblica é absoluta e deve ser comunicada a todos. Para encerrar este tópico, cito o texto abaixo: Filho do Homem, profetiza contra os pastores de Israel, profetiza e dize-lhes: Ai dos pastores de Israel que apascentam a si mesmos! Nãoapascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã edegolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes,a doente não curaste, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes atrazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.Assim se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas asferas do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes epor todo o elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda aterra, sem haver quem as procure ou quem as busque. Portanto. ó pastores,ouvi a palavra do Senhor: Tão certo como Eu vivo, diz o Senhor Deus, vistoque as minhas ovelhas foram entregues à rapina e se tornaram pasto paratodas as feras do campo, por não haver pastor, e que os meus pastores nãoprocuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e nãoapascentam as minhas ovelhas. Portanto, ó pastores, ouvi a palavra doSenhor: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores e delesdemandarei as minhas ovelhas, porei termo no seu pastoreio, e não seapascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para
  13. 13. que já não lhes sirvam de pasto. Porque assim diz o Senhor: Eis que eumesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei...” Ezequiel 34: 2-11 Que Deus tenha misericórdia destes “falsos pastores”!

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