Introdução a seitas e heresias

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Introdução ao Curso de Seitas e Heresias Contemporâneas

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Introdução a seitas e heresias

  1. 1. 1SEITAS E HERESIASCONTEMPORÂNEASPorPr. Prof. Magdiel G Anselmo.
  2. 2. 2INTRODUÇÃOAs pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerânciareligiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas oucorretas do ponto de vista bíblico.Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos, dentre eles: os saduceus (At. 5:17)e os fariseus (Atos 15:5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (At. 23:8).Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno,serpentes, raça de víboras (Mat. 23: 13-15, 33). O Mestre deixou claro que há apenas doiscaminhos: o estreito, que conduz a vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva a destruição(Mat. 7: 13,14).Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsosensinos, adentrassem na Igreja. O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi olegalismo.Alguns judeus cristãos estavam instigando novos convertidos à prática das leisjudaicas, principalmente a circuncisão.Em Antioquia, havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudodas Escrituras (At. 13:1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviamdescido da Judéia e ensinavam: Se não vos circundardes segundo o costume de Moisés, nãopodereis ser salvos (At. 15:1). Esses ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foinecessário que um concílio apreciasse essa questão e se posicionasse. Em Atos 15: 1-35,temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos quecontrariam a fé cristã.FUNDAMENTO BÁSICO PARA O ESTUDO DA DISCIPLINA:POR QUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINAS (HERESIAS)Muitos se perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seriamelhor a dedicação à leitura da Bíblia.Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando aBíblia, a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizescomportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apresentamosas razões para o estudo das falsas doutrinas:1º - Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, deporta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar comos evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acercado que os vários grupos ensinam. Somente assim poderão refutá-los biblicamente (Tito1:9).2º - Proteção do Rebanho: Um rebanho bem alimentado é mais forte e preparadopara não aceitar “alimento estragado”. Devemos investir tempo e recursos na preparaçãodos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam o nosso povo aconhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendodetalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentações dos sectários eexpondo-lhes a verdade, será muito útil para proteger os recém-convertidos dos ataquesdas seitas.
  3. 3. 33º - Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários(seguidores de seitas) nos ajuda a apresentar-lhes a Verdade de que necessitam. Entre elesse encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra deDeus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparadospara abordá-los, e demonstrar a Verdade em sua própria “bíblia”, poderemos encaminhá-los a Cristo.4º - Missões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais do que sedeslocar de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer acultura onde vamos semear o Evangelho. Junto á cultura teremos a religiosidade nativa.Conhecer antecipadamente esses elementos nos Dara condições para alcançá-los maisadequadamente.Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto de falar contra outrasreligiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho.Concordo plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado parapregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rom. 1:16). Disse também que Cristoo chamou para defender esse mesmo Evangelho (Filip. 1:17). E, se olharmos com atençãopara as orientações bíblicas, veremos claramente que a defesa da fé cristã é parteintegrante da pregação do Evangelho (Judas).A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não julgarmos, pois com amesma medida que julgarmos, também seremos julgados.Quem somos nós para julgar? Ora, o contexto (Mateus 7) mostra que Jesus nãoestava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15 Ele alerta: ...acautelai-vos, porém dos falsos profetas (...). Como poderíamos nos acautelar dos falsos profetas senão pudéssemos identificá-los? Não teríamos de emitir um juízo classificando alguém comofalso profeta?Concluímos, portanto, que há juízos estabelecidos em bases sinceras, mas, paraisso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso aqui, esse padrão é a Bíblia(Is. 8:20), a reta justiça.Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse:Julgaste bem (Luc. 7:43), Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Cor. 10:15).Disse mais: O que é espiritual julga todas as coisas (1 Cor. 2:15).Um bom conselho para quem não entende ainda essa questão é estudar umadisciplina denominada “Hermenêutica Bíblica” que é a arte de interpretar a Bíbliacorretamente. Muitos erram por desconhecer ou mesmo desprezar esse estudo.
  4. 4. 4CAPÍTULO I. DEFININDO O ASSUNTO ‘SEITAS E HERESIAS’1.1. Analisando as palavras “seita”, “heresia” e “doutrina”Uma análise etimológica é muito útil para entendermos o porquê dos termosmencionados e para que tenhamos uma visão mais ampla do assunto em questão. Asmudanças e variações que ocorrem no passar do tempo com as palavras e os seus sentidossão muito interessantes e podem clarear pontos obscuros de interpretação em nossos diase indicar soluções antes não imaginadas.O que significa hoje pode não ter significado no passado. O sentido dado hoje podeser totalmente contrário ao que era dado em outros tempos. O bom entendimento dosporquês desta nuance semântica das palavras é essencial para uma correta interpretaçãoatual.Para tanto segue uma rápida exposição etimológica dos termos seita e heresia.1.1.1. A Etimologia das palavrasAmbas as palavras mencionadas derivam de origem grega, mais especificamente dapalavra hairesis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão,escola, etc. A palavra heresia é um adaptação de hairesis, pois quando traduzida para olatim, hairesis se transformou em secta.Por definição e em sua grande maioria os estudiosos consideram que uma seita é adenominação usualmente aplicada a um grupo religioso que se separa de uma religiãoestabelecida, devido ao carismatismo e pregação de um ex-líder local, que geralmentealega ter revelações advindas diretamente do céu. Os membros do grupo dissidenteencaram a antiga religião como uma organização mundana, o que comprometeria suascrenças e práticas tradicionais. É comum as seitas restaurarem alguns dos rituais anterioresa separação.Resumindo em termos teológicos, podemos afirmar que seita refere-se a um grupode pessoas e que heresia indica as doutrinas ou ensinos antibíblicos defendidos epropagados por este grupo.Já a palavra doutrina vem do latim doctrina que significa ensino. Referindo-se aqualquer tipo de ensino ou de algum ensino específico.Existem três formas de doutrina:a) Doutrina de Deus (At. 13:12; 1:42; Tt. 2:10)b) Doutrina de homens (MT. 15:9; Col. 2:22)c) Doutrina de demônios (1 Tim. 4:1)1.1.2. A Interpretação secularOriginalmente, a palavra seita não tinha o sentido pejorativo que hoje possui.Quando o Cristianismo foi chamado de seita (Atos 24:5), não foi em sentido depreciativo.Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, uma facção dentro do judaísmo.Com o tempo, hairesis assumiu conotação negativa, como vemos em 1 Cor. 11:9: Gál. 5:20e 2 Pe. 2: 12,2.
  5. 5. 52. A Caracterização das seitasO método mais eficiente para se identificar uma seita é conhecer os caminhosseguidos por elas, ou seja, as características que as distinguem das demais, vejamos asprincipais:2.1. O grupo adiciona ou acrescenta algo a Bíblia, ou seja, sua fonte de autoridadenão leva em consideração somente a Bíblia.Por exemplo:Adventistas do Sétimo Dia: Seus adeptos têm os escritos de Ellen White comoinspirados tanto quanto os livros bíblicos.Testemunhas de Jeová: Crêem que somente com a mediação do corpo governante(diretoria formada entre nove e quatorze pessoas nos EUA), a Bíblia será entendida, alémde a Bíblia ficar em segundo plano nos estudos do grupo, a referência maior são aspublicações oficiais, principalmente a revista Sentinela.Os Mórmons: Crêem que o “Livro de Mórmon” é mais perfeito que a Bíblia, além deoutros livros do grupo também serem considerados inspirados.Os Meninos de Deus (A Família): Asseveram que é melhor ler os ensinamentos deDavid Berg, seu fundador, do que ler a Bíblia.A Igreja da Unificação (Rev. Moon): Julga ser seu “Princípio Divino” de inspiraçãomais elevada do que a Bíblia.E tantos outros exemplos que veremos no decorrer do curso...Refutação bíblica: O apóstolo Paulo afirma que as Sagradas Escrituras tornam ohomem sábio para a salvação pela fé em Jesus (2 Tim. 3:15). Logo, se alguém ler a Bíblia,descobrirá que nela existem respostas para os dilemas e conflitos da vida, e mais do queisso, respostas que direcionam para a vida eterna. A Bíblia relata a história do Homemdesde a antiguidade (sua criação) e mostra como ele caiu no lamaçal do pecado. Nãoobstante, declara que Deus já havia arquitetado um plano de salvação que se concretizouenviando Seu único Filho para salvar os que cressem Nele.Assim sendo, lendo a Bíblia, o Homem saberá que está condenado, porque estácondenado e que sem Jesus não há salvação (João 1:45; 5:39-46; Lucas 24:27,44; Atos 4:12;10:43; 16:30; Rom. 10: 9,10). Portanto, não existe nenhum outro livro ou escrito que tenhao mesmo valor e autoridade da Bíblia.2.2. O grupo tira ou subtrai algo da pessoa de JesusPor exemplo:A Maçonaria: Vê Jesus como mais um fundador de religião, ao lado de personagensmitológicas, ocultistas ou religiosas, tais como: Orfeu, Hermes, Trimegisto, Krishna,Maomé, entre outros.A Legião da Boa Vontade (LBV): Afirma que Jesus possui apenas um corpo aparenteou fluídico, além de negar sua divindade.Os Kardecistas (Espíritas): Ensinam que Jesus foi apenas um médium de Deus.E tantos outros exemplos que veremos no decorrer do curso...Refutação bíblica: A Bíblia ensina que Jesus é Deus (João 1:1; 20:28; Tito 2:13; 1João 5:20, e outros...). Assim sendo, Jesus não pode ser equiparado ou comparado a seres
  6. 6. 6humanos ou mitológicos, nem mesmo a anjos, que o adoram (Heb. 1:6). A Bíblia atestatanto a humanidade como a divindade de Jesus (Lc. 2:7, 52; Mat. 4:2; João 19:28; Mat.11:19; Luc. 7:34; Mat. 8:24; Luc. 22:44; Heb. 7:26; João 5:18; 10:29-33; 1 João 5:20; Luc.19:10).2.3. O grupo prega a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é tudo. Asalvação é pelas obras, e em certos casos, repudiam publicamente o sangue de Jesus.Por exemplo:A Seicho-No-Ie: Nega a eficácia da obra redentora de Jesus e o valor de seu sanguepara remissão de pecados, chegando a dizer que se o pecado existisse realmente, nem osbudas todos do universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a cruz de Jesus Cristoconseguiria extingui-lo.Os Mórmons: Afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem ocumprimento das leis estipuladas pelo grupo não haverá salvação.Os Adventistas do Sétimo Dia: Ensinam que a guarda do sábado implica salvação eque os benefícios da morte de Cristo nos serão aplicados desde que estejamos vivendo emharmonia com a lei, que no caso, é guardar o sábado.As Testemunhas de Jeová: Ensinam que redenção de Cristo apenas dá aoportunidade para alguém alcançar a sua própria salvação por meio de obras. Jesussimplesmente abriu o caminho, o restante é com o Homem.E tantos outros exemplos que veremos no decorrer do curso...Refutação bíblica: A Bíblia declara que todo aquele que nega a existência do pecadoestá mancomunado com o diabo, o pai da mentira (João 8:44; 1 João 1:8). A eficácia dosangue de Cristo para cancelar os pecados nos é apresentada com a mensagem centralbíblica e a base do perdão dos pecados (Ef. 1:7; 1 João 1:7-9; Apoc. 1:5). Já com respeito asalvação pelas nossas obras, as Escrituras são claras em Efésios 2: 8,9. Praticamos boasobras não para sermos salvos, mas porque somos salvos por Cristo Jesus, nosso Senhor.Portanto, as obras são o resultado da salvação, não o seu agente (Heb. 12: 5-11; 1 Cor.11:31,32; Colos. 2: 14-17; Mat. 11:28-30).2.4. O grupo ensina que não existe salvação fora do sistema religioso da própriaorganização ou igreja.Quase todas as seitas pregam e ensinam isso, sobretudo as pseudocristãs, que seapresentam com a restauração do Cristianismo primitivo, que segundo ensinam, sucumbiuà apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus.Acreditam que, numa determinada data, o movimento surgiu por vontade divinapara restaurar o que fora perdido. Daí a ênfase na exclusividade.Outras, pregam que todas as religiões são boas, e que somente são responsáveispor unir todas as demais. Afirmam que esse é o propósito de Deus e foram criados paraesse cumprimento.Refutação bíblica: O ladrão arrependido ao de Jesus na cruz entrou no Céu (paraíso)sem ser membro de nenhuma seita ou mesmo grupo religioso (Luc. 33:43), pois o pecadoré salvo quando reconhece que é pecador e se arrepende (Luc. 13:3) e reconhece a Jesuscomo seu único e suficiente Salvador (Atos 16: 30,31). Desse modo, ensinar que umaorganização religiosa pode salvar é pregar “outro evangelho” (2 Cor. 11:4; Gál. 1:8). Isso
  7. 7. 7implica dividir a fidelidade a Deus com a fidelidade à organização e tira de Jesus a suaexclusividade de conduzir-nos ao Pai (João 14:6). Não há salvação sem Jesus (Atos 4:12; 1Cor. 3:11).2.5. O grupo possui falsas profecias.Exs:Os Adventistas, os Testemunhas de Jeová, os Mórmons e outros já proclamaram afim do mundo para datas específicas, e obviamente nunca acertaram.Refutação bíblica: A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas para eventoscomo fechamento da porta da graça, a vinda de Jesus, o fim do mundo, etc... (Deut. 18: 20-22; Mat. 24:23; Ezeq. 13: 1-8; Jer. 14:14).3. Dados relevantes para análise futuraEstatísticas mostram o crescimento das seitas pseudocristãs e outras.Veja então como foi demonstrado o crescimento desses grupos e sua distribuiçãono nosso país, segundo a pesquisa da FGV em 2011:2003Sem religião - 5,13%Católica -73,79%Pentecostal - 12,49%Outras evangélicas - 5,39%Espiritualista - 1,5%Afro-brasileiras - 0,23%Orientais ou asiáticas - 0,3%2009Sem religião - 6,72%Católica -68,43%Pentecostal - 12,76%Outras evangélicas - 7,47%Espiritualista - 1,65%Afro-brasileiras - 0,35%Orientais ou asiáticas - 0,31%*Perceba como em todos os casos (exceção católicos) houve crescimento das seitas.Sem contar que muitas seitas como as Testemunhas de Jeová, Adventistas,Congregação Cristã e outros são considerados pela pesquisa como evangélicos, assim comoos neo-pentecostais como sendo pentecostais.

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