Comunicação e Informação:entre eufemismos e determinismos                Pedro Pereira Neto      Escola Superior de Comuni...
“(...) many parties have an interest in overstating theimpact   of    new   communication   technologies.   Forjournalists...
Eufemismos e determinismos             pró-descontinuidade:–     nova Economia    •   mesmo após a bolha .com–     novas f...
Implicações dos eufemismos e determinismos           pró-descontinuidade –     Incapacidade de reconhecimento das premissa...
Qualquer balanço do papel das TIC requer         holismo
Holismo e continuidade–     Política:    •     a soma das novas práticas não equivale a superação dos          regimes    ...
Dois exemplos:               1Jornalismo de Imprensa e Internet
Jornalismo de Imprensa e Internet:           eufemismos e determinismosEntre os aspectos que tornam o estudo da Internet r...
Jornalismo de Imprensa e Internet:                    realidadesÉ a rentabilidade – e não a disponibilidade tecnológica – ...
Jornalismo de Imprensa e Internet:                    realidadesMultimedialidade e constrangimentos logísticos   –   veloc...
Jornalismo de Imprensa e Internet:                      realidadesImediatismo e opções estratégicas:   –     duas práticas...
Jornalismo de Imprensa e Internet:                    realidadesHipertextualidade:   –    espaço editorial ampliado   –   ...
Jornalismo de Imprensa e Internet:                      realidadesInteractividade:   –      interacção com os conteúdos   ...
Dois exemplos:           2Ambientalismo e Internet
Ambientalismo e Internet:         eufemismos e determinismos–    favorável relação custo-eficiência face a consideráveis  ...
Ambientalismo e Internet:                         realidadesRecursos materiais:    –       existência/adequação às necessi...
Ambientalismo e Internet:                     realidadesRecursos humanos:   –     posse de competências info-literáticas, ...
Ambientalismo e Internet:                    realidadesHipertextualidade   –   investimento da utilização dos sites como p...
Ambientalismo e Internet:                       realidadesMultimedialidade   –       Desinvestimento:       •     apenas c...
Ambientalismo e Internet:                   realidadesImediaticidade   –   actualização ocasional: Quercus com actualizaçõ...
Ambientalismo e Internet:                         realidadesInteractividade de conteúdo    –     projecção eminentemente n...
Sínteseprocesso evolutivo – não revolucionário – através do qual  utilizadores incorporam tecnologias no seu quotidiano: u...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Neto - Comunicação e informação: entre eufemismos e determinismos

641 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
641
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
9
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
12
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Neto - Comunicação e informação: entre eufemismos e determinismos

  1. 1. Comunicação e Informação:entre eufemismos e determinismos Pedro Pereira Neto Escola Superior de Comunicação Social (IPL) Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (IUL) Instituto de Ciências Sociais (UL) V Encontro de Comunicação e Design Multimédia Coimbra, 3 de Maio de 2012
  2. 2. “(...) many parties have an interest in overstating theimpact of new communication technologies. Forjournalists and academics, sensational reports of atransformed future draw attention from readers, editorsand funding bodies. For companies, the introductionand dissemination of new technologies provide newmarket opportunities. For politicians and policymakers,predicting and supporting transformation can appearprogressive” Hesmondhalgh, D. (2007)
  3. 3. Eufemismos e determinismos pró-descontinuidade:– nova Economia • mesmo após a bolha .com– novas formas de exercício de poder • e de controlo– novos figurinos de organização social • e de condicionamento– novas práticas comunicativas e de construção de sentido • novas ideias?
  4. 4. Implicações dos eufemismos e determinismos pró-descontinuidade – Incapacidade de reconhecimento das premissas técnico- ideológicas • que subjazem aos enunciados – como somos levados a compreender • que condicionam as conclusões – como somos levados a concluir – Entendimento dos fenómenos de forma generalizante • quando são circunstanciais – Entendimento dos fenómenos lidos a partir do objecto • quando devem ser compreendidos a partir do utilizador • quando devem ser compreendidos a partir do contexto
  5. 5. Qualquer balanço do papel das TIC requer holismo
  6. 6. Holismo e continuidade– Política: • a soma das novas práticas não equivale a superação dos regimes • o traço distintivo do início do séc. XXI é a continuidade, não a ruptura– Técnica: • a tecnologia é fruto de necessidades e adaptação a/de costumes – não pode ser situada fora da sociedade– Sociedade: • confunde-se mudança tecnológica com mudança social, mas – mudança social e tecnológica têm velocidades diferentes – o acesso e a literacia não são universais: as áreas e utilizadores já literados adoptam (mais) as novas tecnologias– Comunicação: • a intensificação (potencial) do contacto não elimina especificidades – dos utilizadores – do conteúdo
  7. 7. Dois exemplos: 1Jornalismo de Imprensa e Internet
  8. 8. Jornalismo de Imprensa e Internet: eufemismos e determinismosEntre os aspectos que tornam o estudo da Internet relevante para o campo específico do Jornalismo encontram-se: – o formato digital dos seus conteúdos, potencialmente copiáveis sem perda de qualidade; – a sua natureza potencialmente hipertextual e multimediática; – a comunicação potencialmente interactiva que permite, tornando dialógica a sua natureza monológica – a potencial facilidade da sua utilização, associável a diversas plataformas
  9. 9. Jornalismo de Imprensa e Internet: realidadesÉ a rentabilidade – e não a disponibilidade tecnológica – o factor determinante nas opções tomadas por media conduzidos como empresasTendências: – concentração em grandes grupos económicos – incremento da concorrência intra- e inter-media – emergência de iniciativas de jornalismo onlineFactos: online como “montra” promocional – área ocupada por publicidade intra-grupo online é, em média, dez vez superior – área ocupada por publicidade a entidades terceiras na edição em papel é 3.5 vezes superior (para o mesmo número de anúncios)
  10. 10. Jornalismo de Imprensa e Internet: realidadesMultimedialidade e constrangimentos logísticos – velocidade de acesso – plataformas de acesso – recursos humanos especializados – know-how da parte dos leitoresFactos: ganho marginal – velocidade e plataformas de acesso em crescimento – recursos humanos residualmente info-literados – utilização de imagens video é ainda marginal – fotografias, quadros ou tabelas em menor número que texto
  11. 11. Jornalismo de Imprensa e Internet: realidadesImediatismo e opções estratégicas: – duas práticas possíveis: • rentabilização do investimento já realizado através da reutilização de conteúdos; ou • criação de novos conteúdos concebidos exclusivamente para publicação na InternetFactos: – renovação de conteúdos assinalável – incidência significativa de reutilização • de conteúdos próprios • de conteúdos de agências
  12. 12. Jornalismo de Imprensa e Internet: realidadesHipertextualidade: – espaço editorial ampliado – estruturação do conteúdo de forma diferente – implantação de mecanismos de validação externa de conteúdoFactos: prevalência da lógica print – formato não-linear de escrita apenas marginal • hiperligações ao fundo do texto ou lateralmente – referências a conteúdos editoriais no seio do mesmo site • hiperligações próprias do site ou da secção, mas não da peça
  13. 13. Jornalismo de Imprensa e Internet: realidadesInteractividade: – interacção com os conteúdos – interacção com outros leitores – interacção com a redacçãoFactos: – residuais mecanismos de personalização da página por parte do leitor – reenvio de artigos ou conteúdos observada em todos – comentários permitidos – resistência em divulgar contactos pessoais de editores e jornalistas
  14. 14. Dois exemplos: 2Ambientalismo e Internet
  15. 15. Ambientalismo e Internet: eufemismos e determinismos– favorável relação custo-eficiência face a consideráveis limitações impostas pela exiguidade de recursos financeiros– impacto simplificador das tarefas quotidianas • simplificação de processos • aumento da velocidade/ubiquidade de circulação de materiais • alcance social conseguido– riscos de excessiva centralidade/dependência
  16. 16. Ambientalismo e Internet: realidadesRecursos materiais: – existência/adequação às necessidades operacionais, incluindo as estratégias de capacitação material encontradas na sua ausência • reconhecimento de que o conjunto de meios de que dispõem não responde totalmente às necessidades identificadas, sobretudo quando consideradas as desigualdades de natureza geográfica, hierárquica e organizacional existentes • recurso a ofertas, software livre e investimentos pontuais – aproveitamento/utilização • absoluta centralidade do correio electrónico • utilização crescente de uma presença em redes sociais online (de que são neste momento ilustrações máximas o Facebook e o Twitter) • reconhecimento de que algum caminho existe ainda a percorrer na maximização destes recursos, sendo discerníveis medidas no sentido da inclusão de alguns desenvolvimentos tecnológicos mais recentes ou cuja banalização se encontra ainda em curso (ex: comunicações telefónicas via Internet)
  17. 17. Ambientalismo e Internet: realidadesRecursos humanos: – posse de competências info-literáticas, mas com relevantes lacunas e desigualdades • quer de natureza institucional (ou seja, entre núcleos) • quer de natureza individual (dentro do mesmo núcleo) – quase absoluta inexistência de formação na área da Comunicação • convocadas capacidades pessoais dos activistas, assumindo-se a polivalência como imperativo
  18. 18. Ambientalismo e Internet: realidadesHipertextualidade – investimento da utilização dos sites como plataformas de promoção das ONGA e da sua actividade, na tentativa de contornar a crónica sub-representação mediática – acentuado fechamento dos sites sobre si próprios e sobre a instituição a que dizem respeito, quer no plano textual, quer no plano gráfico – destacada utilização de hiperligações ligadas à mobilização – tónica de reserva do contributo solicitado no destinatário – a própria organização
  19. 19. Ambientalismo e Internet: realidadesMultimedialidade – Desinvestimento: • apenas conteúdos vídeo (Quercus), e aplicações de design em linguagem flash (Quercus e versão do site da LPN escrito a partir dela) se exceptuam • inclusão ocasional de fotografia
  20. 20. Ambientalismo e Internet: realidadesImediaticidade – actualização ocasional: Quercus com actualizações diárias, LPN com dois dias, GEOTA com quatro dias – acentuado desinvestimento nos sites enquanto plataformas de comunicação em tempo-real
  21. 21. Ambientalismo e Internet: realidadesInteractividade de conteúdo – projecção eminentemente nacional dos sites – inexistência de personalização/formatação • quer em termos temáticos e geográficos • quer em termos de idioma (sem prejuízo da existência de uma “versão inglesa” da página da LPN que se resume a um documento em formato PDF) – disponibilização de mapas e motores de busca – inexistência de uma secção de ajuda • preferência por secções de perguntas frequentesInteractividade de contacto – reserva da identidade dos activistas: preferência por comunicação não individualizada: indicação de contactos por secção/departamento • nível diacrónico (morada, e-mail, fax) • nível sincrónico (rede fixa) – sites não constituem espaços públicos de interacção • não foi encontrado qualquer fórum ou proposta a participação em qualquer sondagem
  22. 22. Sínteseprocesso evolutivo – não revolucionário – através do qual utilizadores incorporam tecnologias no seu quotidiano: uma evolução por transição, e não ruptura(mais) um episódio na História da transformação da sociedade pela complexa acção de necessidades, pressões competitivas e políticas, e inovações técnicas: – ao nível económico, os efeitos do aumento de custos de produção e distribuição – ao nível técnico, os constrangimentos associados à desigual distribuição de plataformas de acesso e de competências – ao nível cultural, a apropriação de artefactos técnicos feita a partir de perfis pessoais e profissionais particulares, e as flutuações verificadas nas características dos utilizadores

×