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Introdução
O focus group, uma técnica de recolha de dados qualitativa e é comumente definido
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Seleção do Moderador
Como já tinha sido descrito na nota introdutória, o moderador desempenha um papel
importantíssimo par...
O respeito pelos participantes é outro elemento fundamental. Este deve acreditar que
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Os participantes têm de estar confortáveis com o moderador. Devem sentir que o
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Lidar com os Participantes – Personalidades e Caraterísticas
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Conclusão
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Referências
Krueger, Richard A. 1994 (2ª edição).Focus Group – A Practical Guide for Applied Research.
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Seleção do moderador baseada nas qualidades pessoais e interpessoais: Como o moderador deve enfrentar a multiplicidade de personalidades existentes no Focus Group com recurso às suas qualidades pessoais.

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  1. 1. FOCUS GROUP Seleção do moderador baseada nas qualidades pessoais e interpessoais: Como o moderador deve enfrentar a multiplicidade de personalidades existentes no Focus Group com recurso às suas qualidades pessoais. Licenciatura em Relações Internacionais Metodologia Em Ciência Política Pedro Rocha – A72100 Dezembro de 2013
  2. 2. Índice Introdução .................................................................................................................................... 1 Seleção do Moderador ................................................................................................................. 2 Lidar com os Participantes – Personalidades e Caraterísticas .................................................... 5 O Expert ..................................................................................................................................... 5 O Participante Dominante ......................................................................................................... 5 O Participante Tímido................................................................................................................ 6 O Rambler.................................................................................................................................. 6 Conclusão ...................................................................................................................................... 7 Referências ................................................................................................................................... 8 2
  3. 3. Introdução O focus group, uma técnica de recolha de dados qualitativa e é comumente definido como uma técnica cuidadosamente planeada, com discussões destinadas a obter perceções sobre uma determinada área de interesse, num ambiente permissivo e não ameaçador. O recurso ao focus group já era comum nos anos 40 do passado século, para perceber a reação das pessoas à propaganda de guerra. Nos anos subsequentes o focus group alargou a sua área de utilização e começou a ser usado por grandes empresas para estudos de mercado, capaz de revelar fatores que influenciam opiniões, comportamentos e motivações. Assumindose, igualmente, como uma técnica capaz de recolher informações para a investigação. Porém, para o focus group obter um resultado positivo e bem-sucedido, é obrigatório sublinhar um importante elemento desta técnica de recolha de dados: o moderador. O moderador desempenha um papel-chave no decorrer do focus group (Krueger 1994: 100). Grande parte do sucesso do focus group é atribuída às capacidades do moderador, pois este necessita de qualidades pessoais especificas para o focus group ser bem-sucedido. É nas seguintes páginas que são expostas as qualidades que devem assistir ao moderador, bem como ele deve fazer recurso das suas qualidades para contornar e controlar a pluralidade de pessoas, personalidades e situações que podem eclodir no decorrer do focus group através de técnicas adaptadas para cada situação 1
  4. 4. Seleção do Moderador Como já tinha sido descrito na nota introdutória, o moderador desempenha um papel importantíssimo para o sucesso do focus group. Em primeiro lugar é necessário desmitificar alguns conceitos. O moderador não é um entrevistador, pois este termo supõe que ação deste seja limitada á comunicação entre duas pessoas: o entrevistador e o entrevistado. Em contraste, o moderador apresenta-se como uma personagem muito mais complexa que tem a oportunidade de realizar diversas interações com todos os participantes do focus group, logo, a tarefa que se avizinha ao moderador vai ser árdua. Depois da clarificação do ponto acima referido, é necessário que a seleção do moderador seja capaz de garantir que a discussão do focus group decorra de forma fluente e que a sua qualidade seja confirmada. Para isso é necessário olhar a certas qualidades pessoais que o moderador deve possuir para que o Focus Group seja bem-sucedido (Krueger 1994: 101). Para garantir o sucesso do focus group o mais aconselhável é escolher um moderador que já esteja familiarizado com as dinâmicas e mecânicas deste processo (Krueger 1994: 101). Este deve saber lidar com múltiplos acontecimentos que decorrem ao longo do focus group. Primeiramente, os participantes devem sentir-se confortáveis com o moderador. É o pontapé de saída, se o moderador conseguir transmitir conforto nos primeiros minutos da sessão, grande parte do desafio está ultrapassado. Este deve criar um ambiente que não seja ameaçador e deve possuir uma poderosa capacidade de interação com os participantes bem como ser excelente na capacidade de relacionamento interpessoal. O moderador deve exercer um poder discreto sobre o grupo de participantes. Ao longo da discussão o mais provável é o aparecimento de variados tópicos, muitas vezes irrelevantes para o objeto da discussão. Por esta razão, cabe ao moderador reconduzir a conversa, de uma forma subtil, ao tema central da discussão. Mas sempre mantendo o entusiamo da discussão. Devendo ser capaz de projetar, igualmente, entusiamo aos participantes na discussão. A par desta capacidade, o moderador deve possuir curiosidade e interesse acerca do tópico de discussão bem como os participantes, de forma a manter o entusiamo da discussão. Pois a indiferença, apatia e cinismo são facilmente detetadas pelos participantes tendo um impacto direto nos resultados do focus group. A curiosidade que ambas as partes devem possuir é muitas vezes útil para explorar outros pontos de interesse inerentes ao tópico em discussão. Ao mesmo tempo, o moderador deve ter um sentido de oportunidade. Deve permanecer em perfeita sintonia com o grupo para saber quando deve desenvolver de uma forma mais profunda, um tópico ou avançar para a próxima pergunta mas nunca de uma forma veloz e prematura. 2
  5. 5. O respeito pelos participantes é outro elemento fundamental. Este deve acreditar que os participantes têm conhecimentos sobre o tópico em questão, não olhando ao nível de educação nem ao background. Não deve possuir quaisquer tipos de preconceitos nem efetuar nenhum tipo de juízo quanto aos participantes Por isso, o moderador deve escutar atentamente a opinião de cada participante. Para atingir a saturação teórica do tópico, o moderador, após do seu quinto ou sexto focus group, já terá ouvido a mesma informação repetidas vezes. Mas os participantes continuam a merecer o seu respeito, escutando atentamente como se fosse a primeira vez que ouvisse a informação. O moderador também deve possuir boas capacidades de comunicação. Deve saber exprimir-se de forma oral e escrita de um modo preciso e claro. Este deve passar a sua mensagem de forma clara para que os participantes a entendam. A boa comunicação é a ponte entre o moderador e os participantes. Interligado com as boas capacidades de comunicação é importante referir que o moderador deve possuir boas capacidades de relacionamento interpessoais. O moderador deve ser lidar com as pessoas, não pode possuir qualquer tipo de receio ao saber que vai ficar fechado numa sala durante uma hora e meia com 8-12 pessoas e que terá de efetuar constates interações com os participantes. Isto não pode ser um fator de impedimento. Também requer autodisciplina. O moderador deve saber conter as suas opiniões pessoais. Um moderador menos experiente poderá cair no erro de exprimir a sua visão mas deverá sempre procurar e extrair os pontos de vista de cada um dos participantes de uma forma detalhada. No que toca à autodisciplina é importante tocar noutro aspeto. A resposta do moderador aos comentários e respostas dos participantes quer seja uma resposta verbal ou não verbal. A maioria das respostas aos comentários é processada de forma inconsciente. Por isso, o momento de resposta do moderador aos participantes requer disciplina e alguma prática para evitar hábitos não aconselhados como movimentos como um simples movimento com a cabeça ou respostas verbais curtas. Os movimentos de cabeça como aceitação ou negação transmitem mensagens aos participantes. O simples abanar a cabeça como sinal de aceitação tende a transmitir a mensagem ao participante um sinal de aprovação e concordância a cerca do comentário do participante, o que resulta numa tendência de esse participante elaborar mais comentários daquele tipo. Por outro lado, o facto de a cabeça abanar de um lado para o outro, numa forma de negação transmite a mensagem de que aquele comentário não é necessário à discussão ou mesmo erróneo. Por essa razão os moderadores com menos experiencia devem evitar estes movimentos No que respeita às respostas verbais curtas, este deve ser um elemento a evitar. O moderador, como já foi descrito em cima, deve possuir boas capacidades de comunicação. Deve evitar respostas como: “OK”; “Sim”. Incluído também “Correto” ou “Excelente. Estas respostas transmitem concordância na resposta. Por isso o moderador deve evita-las o máximo possível pois implicam juízos quanto à qualidade dos cometários. 3
  6. 6. Os participantes têm de estar confortáveis com o moderador. Devem sentir que o moderador é a pessoa certa para colocar as suas questões e discutir as respostas sem nenhum tipo impedimento. As característicasfísicas do moderador também ajudam a desfazer qualquer barreira existente com os participantes e para que estes se sintam no ambiente permissivo. A aparência e o vestuário devem ser tomados em consideração, bem como fatorescomo: o sexo, raça, idade, característicassocioeconómicas e conhecimento técnico (Krueger 1994 : 102). Qualquer um deste fatores pode inibir qualquer participante do grupo a participar na discussão. O moderador também deve estar ciente do tópico em discussão, bem como possuir algum conhecimento sobre o tópico. É possível ilustrar este ponto num exemplo bem simples. Um investigador decide dirigir um focus group como tema de discussão o impacto da criminalidade na sociedade portuguesa. O investigador pode enfrentar algumas dificuldades. Estamos a falar de um ambiente e de uma cultura muito específica. Por esta razão, pode ser necessário ao moderador requisitar um pessoa que entenda melhor este ambiente e esta cultura para se efetuar um foceus group mais rico em informação e de qualidade. Finalmente, o moderador deve possuir sentido de humor, é mais uma técnica para os participantes se sentirem confortáveis. Um sorriso é uma arma potente para criar uma ligação de empatia com os participantes, bem como o bom humor que pode promover uma boa conversa. Porém, a tentativa de usar de maneira forçada o humor pode ser contra produtiva. Toda esta enumeração de fatores e caraterísticas são uteis para determinar a seleção do moderador. Claramente que é extremamente difícil encontrar um individuo que preencha todos estes requisitos, o mais indicado era detetar um individuo que preencha grande parte desses requisitos. Um individuo em conformidade com estes requisitos é já um grande passo para garantir o sucesso do Focus Group. 4
  7. 7. Lidar com os Participantes – Personalidades e Caraterísticas Do decorrer da sessão do focus group, o moderador irá encontrar uma multiplicidade de indivíduos com diferentes backgrounds, características e personalidades. Mas nem todos os participantes vão responder de forma ideal. As particularidades individuais de cada participante podem apresentar sérios problemas ao moderador e por em causa o sucesso do focus group. Muitos investigadores concordam que esta situação é o maior desafio que o moderador pode enfrentar. O facto de se encontrarem 8-12 indivíduos fechados numa sala, cada um com as suas particularidades, pode ser extremamente desafiador para o moderador. Existe um barril de barril de pólvora prestes a explodir se o moderador não possuir os requisitos, que são extremamente necessários, bem como usa-los de forma correta e direcionada a resolver este grande desafio. O moderador tem que maximizar o uso das suas qualidades. Só assim o moderador pode enfrentar esta ameaça e conte-la de modo a que não perverta a recolha de dados. No entanto, é possível reunir em quatro grandes grupos a diversidade de personalidades que surgem no focus group: o expert, o dominante, o tímido, o rambler. O Expert Muitas vezes apelidado de expert, este é o tipo de participante que reconhece que possui um nível de considerável desaber/experiência sobre o tópico de discussão ou detém uma posição de relevo na comunidade ou exercem uma influência socia/política de proeminência. A contribuição destes elementos pode ser produtiva com o fornecimento de informação mas também podem apresentar um problema para o moderador. Estes elementos podem impedir os outros participantes de darem o seu contributo na discussão. Uma das melhores formas de manter o participante expert “adormecido” no decorrer da discussão, é necessário que o moderador tenha o cuidado de não elaborar questões que denunciem o nível de educação e a influência politica/social dos participantes. O Participante Dominante Este tipo de participante tende a ser confundido com o participante expert. Mas com uma particularidade, quando colocada uma pergunta pelo moderador, o participante dominante tem uma propensão para responder de forma imediata à pergunta, impedindo os outros participantes de darem o seu contributo. Também podem eventualmente de assumir e conquistar a posição de líder de grupo. Este tipo de participante é normalmente detetado de forma prematura numa pequena conversa minutos antes de se iniciar a sessão do focus group. Imediatamente detetado o participante dominante, é importante que se aponte o lugar deste participante junto do 5
  8. 8. moderador de modo a exercer contacto visual sobre esse participante de modo a desencorajalo. Se todo este mecanismo falhar, é aconselhável ao moderador usar uma tática mais verbal: “Obrigado João. Mais alguém gostaria de comentar sobre este tópico?”; “Esse é um ponto de vista. Mais alguém quer expressar a sua opinião?”; Outras técnicas passam por evitar o contacto visual ou o moderador transmitir a ideia que se sente aborrecido com os cometários do participante dominante, mas nunca faltando ao respeito, pois estas tentativas serão facilmente detetadas pelos outros participantes ponde em causa o resto da sessão. O Participante Tímido Este tipo de participante tende a intervir pouco durante a sessão do focus group. É claro que o participante envergonhado pode e deve fornecer à discussão elementos importantes, mas é necessário que o moderador introduza coragem ao participante para este dar o seu contributo. Ainda antes de se dar como iniciado o focus group, o moderador deve ter a capacidade de identificar os participantes tímidos e coloca-los do outro lado da mesa, mesmo à sua frente, de modo a estabelecer contacto visual com este tipo de participante e encoraja-los a falar. Se este método falhar o moderador pode sempre convidar o participante tímido a intervir na conversa, como por exemplo: “Ainda não tivemos a hipótese de escutar a sua opinião. Gostava de acrescentar mais alguma coisa?” O Rambler Os ramblers estão associados aos participantes que falam com bastante frequência ao longo de toda a sessão do focus group. Intervêm de forma muito prolongada e nem sempre o seu contributo é o pretendido para o desenvolver do tópico de discussão. Estes indivíduos sentem-se confortáveis em falar e sentem-se na obrigação de dizer algo (Krueger 1994 : 118). A presença de ramblers no focus group é um desafio para o moderador. O moderador possui um determinado tempo para desenvolver o tópico de questão, e o rambler pode consumir esse tempo precioso muito facilmente. Para garantir que o rambler não se apodera do tempo estipulado para a discussão do tema, o moderador tem de recorrer algumas técnicas. Numa primeira linha, o moderador deve interromper, com o participante, o contacto visual durante vinte ou trinta segundos. O assistente deve seguir a mesma regra bem como a restante equipa. Outra forma é desviar o olhar do participante. O moderador pode olhar para os seus papéis, para o relógio ou para os outros participantes, mas nunca estabelecer contacto visual com o participante em causa. Mal o participante faça uma pausa no seu discurso, o moderador deve estar pronto para lançar a próxima questão ou repetir a questão anterior e assegurar o normal decorrer do focus group. 6
  9. 9. Conclusão Uma das conclusões imediatas que podemos extrair é que a função de moderador não é de todo tarefa fácil. É um facto incontestável que o moderador tem que possuir caraterísticas extremamente específicas para que a sessão do focus group seja bem-sucedida. Particularidades que se o moderador não as possuir, o decorrer do focus group pode ser posto em causa e que a discussão não seja de qualidade. Por esta razão é que é aconselhável que o investigador, quando decide aplicar esta técnica na sua recolha de dados, escolha um moderador já experiente que tenha participado neste género de sessões e, se possível, um moderador que já detenha algum conhecimento sobre o tópico em questão. A escolha acertada do moderador pode ditar o sucesso do focus group. Quando uma empresa, uma instituição ou até mesmo um investigador decide encetar um focus group a escolha do moderador deve ser cautelosa. É necessário olhar para o tópico que se vai abordar. O tema da discussão pode requerer algum conhecimento técnico prévio ou mesmo abordar um tema que seja dotado de uma cultura específica, logo, o melhor seria mesmo encontrar um individuo que já esteve ou se encontra em contacto com essa realidade. O mais aconselhável é encontrar um individuo que que já desempenhou funções de moderador. Um individuo que conheça o lado prático do focus group é sempre uma mais-valia. Para além do moderador desempenhar um papel que tem que responder a determinadas particularidades, quando o moderador entra na sessão do focus group, pode entrar em terreno desconhecido. Irá encontrar uma variedade de personalidades, indivíduos que possuem determinadas caraterísticas que dificultaram a tarefa do moderador pondo até em causa o sucesso do focus group. Cabe ao moderador, que perante os diversos tipos de personalidades que surgem no focus group, saber lidar com as respetivas personalidades através de técnicas que a ajudam a segredar ou contornar cada personalidade para que não interfira nos resultados do focus group nem afete os restantes participantes.Mais uma vez, é importante realçar a ideia que a seleção do moderador não pode ser precipitada. Um moderador com experiência e já conhecedor das diversas personalidades que surgem no focus group e que recorra às suas características pessoais, facilmente contornará esta ameaça, mas não deixa de ser um desafio. O focus group é de facto uma ferramenta bastante útil na recolha de dados. Desde investigadores, a educadores e organizações recorrem a esta técnica que possibilita obter informação de qualidade. Mas não podemos descurar o papel do moderador de forma alguma. Para que a informação recolhida seja de qualidade, o moderador tem de desempenhar o seu papel sem espaço para erros. 7
  10. 10. Referências Krueger, Richard A. 1994 (2ª edição).Focus Group – A Practical Guide for Applied Research. Thousand Oaks: Sage Publications Krueger, Richard A. 1998. Moderating Focus Group. Thousand Oaks. Sage Publications Debus, Mary. 1995. Methodological Review - A Handbook for Excellence in Focus GroupResearch. Washington, D.C.: Academy for Educational Development Masadeh, Mousa A. 2012. “Focus Group: Reviews and Practices” International Journal of Applied Science and Technology. 2(10), 63-68. www.ijastnet.com/journals/Vol_2_No_10_December_2012/9.pdf [27 de Novembro de 2013]. Galego, Carla; Gomes, Alberto A. 2005. “Emancipação, Ruptura e Inovação - o Focus Group como Instrumento de Investigação” Revista Lusófona de Educação. 5, 173-184 8

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