Moises o legislador

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Estudo sobre o Pentateuco e a vida de Moisés.

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Moises o legislador

  1. 1. 1 MOISÉS OLEGISLADOR
  2. 2. 2ESTUDO BIBLÍCO SOBRE O PENTATEUCO PAULO FRANCISCO DOS SANTOS Pastor, escritor, poeta e teólogo.
  3. 3. 3 Í ND ICE INTRODUÇÃO.......................................................................... Pág. 04 INICIO DO TRABALHO............................................................. Pág. 06 DE ABRAÃO À MOISÉS............................................................ Pág. 07 OS DIAS DE OPRESSÃO.......................................................... Pág. 09 MOISÉS FILHO DA FILHA DE FARAÓ...................................... Pág. 11 A CIDADE DE RAMESSÉS........................................................ Pág. 14 A CHAMADA E AS CREDENCIAS DE MOISÉS......................... Pág. 15 OS FALSOS DEUSES VERSUS O DEUS VERDADEIRO.............. Pág. 17 COMENTARIO SOBRE A SAIDA DE ISRAEL DO EGITO........... Pág. 20MOISÉS NA ESCOLA DE DEUS, APRENDENDO COM CONSELHOS.......................................................................................................Pág. 21 MOISÉS NA ESCOLHA DE DEUS............................................. Pág. 23 A TÃO ESPERADA LIBERDADE............................................... Pág. 24 O TABERNACULO.................................................................... Pág. 25 A TRANSGRESSAO DA LEI, O BEZERRO DE OURO................ Pág. 26 CONCLUSÃO............................................................................ Pág. 27 BIBLIOGRAFIA......................................................................... Pág. 28
  4. 4. 4 INTRODUÇÃO O Pentateuco ou a Lei. São os cinco primeiros livros que tratam da origem detodas as coisas, da Lei, e do estabelecimento da nação de Israelita, e pra mim comoestudante de teologia vejo um grande privilegio em poder estudá-los e aprender umpouco mais, e assim crescer e crescer até alcançar a estatura de varão perfeito. Os cinco primeiros livros do Antigo Testamento são designados comoPentateuco, e esta palavra é de origem grega, significa cinco rolos, e reflete o costumeantigo de escrever os textos em rolos de papiro e guardá-los em vasos. Por sua parte atradição judia da o nome de Tora, terminação hebraica que se traduz habitualmente porlei, mas que na realidade tem um significado mas amplo. O nome tora, em efeito, derivade uma raiz hebraica que evoca as idéias de dirigir, ensinar e instruir, por isso é melhortraduzi-lo por expressões como guia ou instrução, sem excluir, pelo menos em algunscasos, o significado de lei (Dt. 31.09). Apesar de estar dividido em cinco seções, os livros do Pentateuco, em sua formaatual, constituem uma unidade. Esta divisão se deve por uma razão de caráter pratico:como é difícil manejar um rolo demasiadamente volumoso, foi necessário dividir a obratotal em partes mais ou menos iguais. Tal fragmentação se remonta a uma época muiantiga, pois já se encontra esta versão grega chamada de os Setenta ou Septuaginta(LXX), no século III a.C. A tradição judia designa os cinco livros do Pentateuco (e, em geral, os de toda aBíblia) por suas palavras iniciais. Assim, o primeiro dos livros se chama No principio, osegundo Estes são os nomes, o terceiro O Senhor Chamou, o quarto No deserto, e oquinto Estão são as palavras. Na tradução grego-Latina, são atribuídos os nomes quepõem em relevo algum acontecimento ou tema predominante em cada um dos livros.Daí os nomes Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio, cujo significado seexplica nas respectivas introduções. Uma característica essencial do Pentateuco é a alternância de seções narrativas ede instruções ou leis. A principio prevalece o estilo narrativo, e so esporadicamente seintercalam prescrições de caráter normativo (Gn 9.6; 17:9-14; Ex. 12.1-20). Mas a partirde Ex. 20 predominam as seções que estabelecem normas e disposições destinadas a poro que Deus quer e espera do seu povo. Desta maneira, o Pentateuco traz um importantequadro histórico, que se estende desde da criação do mundo até a morte de Moisés (Gn1.1—Dt. 34.12). Dentro deste marco se escreve acontecimentos tão decisivos com aeleição dos patriarcas, a saída do Egito, a aliança do Sinai e a marcha dos Israelitas pelodeserto até a Terra Prometida. Essa trama histórica tem lugar na promulgação da lei,destinada a instruir Israel sobre a conduta que devia colocar em pratica para serrealmente o povo de Deus. Tradicionalmente se há considerado Moises como o autor do Pentateuco. Oleitor atento deve perceber, tanto as seções narrativas como as passagens de caráterlegal, alguns feitos significativos.
  5. 5. 5 Em primeiro lugar, o mesmo texto bíblico atesta que a redação do Pentateucoutilizou as vezes, fontes mais antigas, como o livro das Guerras do Senhor, citado emNm. 21.14. Em segundo lugar, numerosos indícios colocam a extraordinária complexidadede uma obra literária tão extensa e rica em conteúdo. Assim, por exemplo, o texto doDecálogo se apresenta em duas versões ligeiramente diversas (Ex 20.1-17; Dt. 5.6-21), eo catalogo de grandes festas religiosas de Israel aparece quatro vezes em distintoscontextos (Ex.23.14-19; 34.18-26; Lv. 23; Dt. 16.1-17). Algo semelhante sucede comalgumas narrações: Agar, a serva de Sara, é despedida duas vezes (Gn 16; 21.8-21),também em duas oportunidades Abraão, e uma terceira vez Isaque, apresentam suasesposas como se fossem suas irmãs para poder salvar suas vidas (Gn 12.10-20; 20; 26.6-10). Em todos os casos, não se trata de meras repetições, mas que cada passagem,apesar de se coincidir no fundamental texto paralelo, põem um algo que a individualizae confere um selo particular (comparar, a modo de exemplo, Ex. 20.8-11 com Dt. 5.12-15). Reconhecer a paternidade Mosaica do Pentateuco não é somente afirmar queMoisés é seu autor material de cada texto, mas que o legado espiritual de Moises foiacolhido pelo povo de Israel como uma herança viva que foi transmitida fielmente etambém ampliada e enriquecida através dos séculos. Assim estabelecemos um elo entre o Pentateuco e Moises, que é a figura quevamos superficialmente transcrever neste trabalho, antes, porém vamos relatar algumascoisas que contribuíram para o enriquecimento do nosso caminho para a sua historia. Tanto o Pentateuco como a bíblia sagrada originalmente não foram divididos emcapítulos e versículos, sendo algo bem recente, datado em 1.555 d. C. O hebraico é o idioma oficial da nação Israelita e o AT foi escrito quase em suatotalização nesta língua, com exceção de algumas passagens de Esdras, Jeremias eDaniel que foram escritas em Aramaico. O hebraico faz parte das línguas semíticas, queram faladas na Ásia (mediterrânea), exceto em bem poucas regiões. As línguassemíticas formava um ramo dividido em grupos, sendo o hebraico integrante do grupocananeu. Este compreendia o litoral oriental do Mediterrâneo, incluindo a Síria, aPalestina e o território que constitui hoje a Jordânia. A língua hebraica é chamada noAT de Língua de Canaã (Is 19.18) e Língua judaica ou judaico (2 Rs 18.16,28; Is36.13). Como a maior parte das línguas do ramo semítico, o hebraico lê-se da direitapara esquerda. O alfabeto hebraico é composto de 22 letras e todas são consoantes.Concluímos então que o Pentateuco foi originalmente escrito todo em hebraico.
  6. 6. 6 O INICIO DO TRABALHO Ao receber a incumbência de escolher algum tema para iniciar o trabalho sobre adisciplina do Pentateuco, me pus a pensar farei que parte da história de Israel emreferência a lei? Com certeza qualquer estudioso da bíblia ficaria em duvida, pois temosinúmeros materiais para explorar de Abraão até João Batista; todavia como o tempo écurto e tendo de escolher apenas um tema, tive por prazeroso escolher a figura dopríncipe do Egito, o libertador escolhido numa época de grande angústia e que marcou asua época, sim, escolhi falar sobre Moíses o homem que conversava com Deus face aface (Ex.33.11). Como estudioso da Bíblia que sou não posso deixar de congratular com todorespeito o Deus-Todo-poderoso que sabe como impulsionar seus filhos a pesquisar, poisnesse afã podemos cada dia aprender mais e assim fazer parte da nata que ajudará amudar a historia da humanidade perdida. Moisés teve uma escolha divina e partindo desse maravilhoso fato, podemos vero desenrolar da história sendo moldado aos planos do Altíssimo, por intermédio de umhomem que possuía fraquezas e virtudes, que nasceu, cresceu, acertou, errou, aprendeue faleceu; mas que, todavia serviu ao propósito pelo qual foi chamado. Moisés é um grande exemplo e ponto de referência de pregações, de livros e etc.,sim, um homem formidável, mesmo possuindo suas falhas (e quem não as possue?),mas que ficaram sem ofuscar toda a grandeza divina em sua vida, que ecoa pelaeternidade, nas palavras do Grandioso Deus: Boca a boca falo com ele, e de vista, e nãopor figuras; pois, ele vê a semelhança do Senhor... (Nm. 12.08). Podemos viajar nas escrituras até o Egito e conhecer os momentos de provaçãodo povo hebreu e sua exaltação, suas provas, murmurações e o cumprimento daspromessas divinas. Seria impossível olhar todas experiências bíblicas acontecidas durante estesséculos e ficar intangível, pois, a cada momento após a leitura podemos ver a fé seracrescida de tal maneira que podemos seguir os passos certos para entrar na Canaã...não mais a terrestre e sim a celestial que aguarda o povo de Deus. DA CHAMADA DE ABRAÃO A CONQUISTA DE CANAÃ ACONTECIMENTOS DATA a. C (antes de Cristo)01 A chamada de Abraão 192102 Nascimento de José 180003 Imigração de Jacó e sua família para o Egito 170604 Nascimento de Moises 157105 Egito como 1º império Mundial 1600-120006 Êxodo dos Israelitas 149107 Tempo do Êxodo a Conquista de Canaã 1491-1445
  7. 7. 7 DE ABRAÃO A MOISÉS Abraão peregrinou na terra de Canaã e recebeu a promessa de possuir está terrapor intermédio de sua descendência (Gn.17.01-09), assim Isaque seu primogênitoherdou a mesma promessa e seqüencialmente Jacó, que teve doze filhos que formaram anação chamada Israel. Dos doze filhos de Jacó, se distingue o filho de sua velhice e primogênito de suaesposa Raquel (Gn.30.22-24), o qual foi vendido por seus irmãos ao Egito como escravodevido a inveja que possuíam dele (Gn.37.27,28), sendo o principal personagem dosúltimos capítulos de Gênesis, que com o tempo mediante a uma cadeia deacontecimentos incríveis o conduziram ao estado de governador do Egito. Deus ohonrou grandemente devido seu temor e para cumprir a promessa feita a Abraão. José discerniu o sonho de Faraó Gn. 41, e com isso passa a governar o Egito.Previamente avisado acerca da fome que viria dentro de alguns anos, faz sabiamente oarmazenamento do alimento excedente dos tempos de fartura e salva então o mundoantigo da desgraça e caos que a fome provocaria. Sua família que continuava na terra de Canaã com a fome se obrigada a descerao Egito e conhece o que Deus fez a José, que agora com compaixão não retribui o malfeito por seus irmãos, mas fala benignamente com eles e chama toda sua família a morarna terra de Gosén, a melhor terra do Egito (Gn.42 à 47). Durante cerca de setenta e um anos depois da transferência de Canaã ao Egito oshebreus viveram uma vida sossegada e ditosa, mas como o relato do ultimo versículo deGênesis nos leva a ver a mudança de horizonte para eles, devido a morte se seurespeitado irmão: - E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram, e opuseram num caixão no Egito ( Gn.50.26 ).
  8. 8. 8 ESBOÇO DA VIDA DE MOISES EM ÊXODO E DEUTERONÔMIO ACONTECIMENTOS CAP. E VERS. EM ÊXODO01 Deus escolhe Moises 1:1 – 4:3102 A preparação de Moises 2:1-2503 Seus primeiros 40 anos 2:1-1004 Os 40 anos seguintes 2:11-2505 A chamada de Moises 3:1--4:3106 A revelação pessoal de Deus 3:1-2207 As objeções de Moises 4:1-1708 A resposta de Moises à chamada de Deus 4:18-3109 Deus envia Moises a Faraó 5:1—7:1310 O primeiro encontro com Faraó 5:1-7:711 O segundo encontro com Faraó 7:8-1312 Deus autentica Moises como seu enviado através das 7:14—12:36 pragas13 A partida de Israel do Egito 12:37-5114 A orientação pela Nuvem e pelo Fogo 13:17-2215 A travessia do Mar Vermelho 14:1-2216 A destruição dos exércitos de Faraó 14:23-3117 A libertação cantada por Moises 15:1-2118 Israel no Sinai 19:1—40:3819 Os dez mandamentos 20:1-2620 O pecado do povo: O bezerro de ouro 32:1-1021 A intercessão de Moises 32:11-3522 O arrependimento do povo 33:1-1123 A oração de Moises 33:12-2324 A construção do tabernáculo 34:1—40:3825 O trabalho inspecionado por Moises 39:32-43 ACONTECIMENTOS DEUTERONÔMIO26 Encargos de Moises 31-1-2927 O cântico de Moises 31:30—32:4728 O testamento de Moises 32:48—33:2929 A morte de Moises 34:1-12
  9. 9. 9 OS DIAS DE OPRESSÃO Após a morte de José a bíblia diz: - Depois levantou-se um novo rei sobre oEgito, que não conhecera a José. Ex.01.08 Levantando-se outro Faraó que não conhecia a José e não lembrava dos temposde serviço deste notável homem, usou de astúcia e passou a oprimir a Israel. Para compreender parte da aversão por Israel pelos Egípcios temos que entenderque estes detestavam pastores, atente para o conselho de José a seus irmãos: “E José disse a seus irmãos, e à casa de seu pai... Quando, pois, Faraó voschamar, e disser: Qual é o vosso trabalho? Respondereis: Teus servos foramhomens de gado desde a mocidade até agora, tanto nós como nossos pais; para quehabiteis na terra de Gósen, porque todo pastor de rebanha é abominação para osEgípcios ( Gn. 46.33-34 ).” José disse a eles: ―independentemente do que digam, não contem a Faraó quesão pastores! Deixem essa informação de lado, esta bem? Só digam que cuidam dogado.‖ Por que ele diria isso? Porque José sabia que os pastores eram ―abomináveispara os egípcios‖. Os eruditos do Antigo Testamento, Keil e Delitzsch acrescentam esta apreciaçãointeressantes: “A aversão dos egípcios pelos pastores surgiu do fato de que quanto maisfundamentos do Egito se apoiavam na agricultura, tanto mais os egípciosassociavam a idéia de grosseria e barbárie ao nome de pastor. Isto é... confirmadode varias formas pelos monumentos nos quais os pastores são constantementerepresentados como magricelas, fracos, deformados, emaciados e algumas vezesfiguras quase fantasmagóricas.” Falar que eram pastores era começar com o pé esquerdo um relacionamento comos egípcios, todavia eles esqueceram do conselho de Jose e quando Faraó perguntousobre a ocupação deles responderam: ―Seus servos são pastores, como já eram nossopais‖.Com o passar do tempo, o numero crescente de pastores judeus tornou-se umproblema (com P maiúsculo) entre o povo do Egito. De odiá-las os egípcios passaram também a escraviza-los, debaixo dechicotadas os israelitas construíram duas novas cidades no Egito. É de imaginar quetrabalho árduo e perseguição feroz pudesse restringir a explosão demográfica destepovo. Nada disso! Esses israelitas proliferaram: ―Mas quanto mais os afligiam, tantomais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam; de maneira que se inquietavam porcausa dos filhos de Israel; então os egípcios, com tirania, faziam servir os filhos de
  10. 10. 10Israel‖(Ex.01.12-13) As coisas poderiam permanecer assim durante longos séculos, talvez milênios,todavia as Escrituras dizem: ―...os filhos de Israel gemiam sob a servidão, e por causadela clamara, e o seu clamor subiu a Deus‖(Ex.2.23). Deus ouviu este clamor. Ele não estava dormindo. Sua atenção não se desviara.Lembrava-se bem da promessa que fizera aos filhos e filhas de Jacó. Séculos antes doprimeiro capitulo de Êxodo, Deus falou a Abraão, pais dos hebreus, e revelou umaprofecia relativa aos descendentes desse homem: ―Então lhe foi dito (a Abraão): Sabe, com certeza, que a tua posteridade seráperegrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentosanos. Mas também eu julgarei a gente aa quem tem de sujeitar-se; e depois sairão(Êxodo) com grandes Riquezas‖. Gn.15.13-14 Tudo aconteceu como predissera o Senhor, o povo estava sendo oprimido,escravizado e humilhado, mas não estava esquecido. Deus prometera que iria tira-losdesta tão terrível situação. Chegando o tempo determinado por Deus, nasceu um menino formoso no relatode Êxodo 2.1-2 : ―Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma descendente deLevi. E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-opor três meses‖. Nos parece de alguma forma, além do amor natural de pai e mãe, Anrão eJoquebede tiveram uma revelação divina, acerca de seu recém nascido filho, queguardaram em segredo durante três meses com a ajuda divina, pois um bebê que nãochora alto durante seu nascimento e seus primeiros dias de vida são algoimpressionante. Não podendo mais esconde-lo, Joquebede o colocou um cesto de junco,betumado e colocou no rio... Joquebede era uma mulher de grande fé. Não uma féinsensata, mas com um plano que foi deixado os resultados finais na mão de Deus,levou o menino a ser adotado pela filha de Faraó.
  11. 11. 11 MOISÉS FILHO DA FILHA DE FARAÓ Segundo alguns historiadores, Moisés, nasceu no décimo ano do reinadode Ramessés II (1292 a.C. aproximadamente). Ele foi lançado na águas do Nilo porordem de Faraó e salvo pela princesa, cujo nome seria Merrys, e parece tratar-se damesma pessoa a quem os rabinos chamaram de Bitia (Veja 1 Cr 4.17,18). Ela era umadas filhas mais novas de Ramessés II, e adotou como filho e criou-o no palácio real,preparando-o para ser o futuro Faraó, aquele que seria o libertador do povo hebreu,Moisés. ―A mulher tomou o menino, e o criou. Sendo o menino já grande, ela o trouxe àfilha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés, e disse: Porquedas águas o tirei (Êxodo 2.09-10)‖. De um simples escravo Moisés foi elevado a posição de filho da filha de Faraó,agora pertencia a corte, aos nobres da terra do Egito e passou viver seus primeirosquarenta anos na vida real. Estevão no fala acerca disso em Atos 07.22:―E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavrase obras‖. O plano de Deus acerca de Moisés incluía sua passagem pelo palácio de Faraó,onde teve oportunidade de se tornar um eloqüente participante da vida real daquele país,que era o centro político, econômico e cultural do mundo, aquela época. Adotado, ojovem hebreu teve todas as regalias e privilégios daquela sociedade. O seu preparo, noentanto, precisava ser completado em outro tipo de ambiente, o que aconteceu maistarde, quando teve um encontro com o Deus de seus pais. Moisés passou quarenta anos em uma vida regalada comparada com as afliçõesdo povo hebreu, mas isto, não corrompeu seu coração, que permaneceu terno e voltadoas suas raízes, tanto é que quando era ―grande, saiu a seus, e atentou nas suas cargas; eviu que um varão egípcio feria a um varão hebreu, de seus irmãos. E olhou a uma eoutra banda, e, vendo que ninguém ali havia, feriu ao egípcio, e escondeu-o naareia‖.(Ex.2:11-12). Conforme este relato bíblico, Moisés contava quarenta anos de idade (cerca de1252 a.C.) quando matou este egípcio e teve de fugir para Midiã. Moisés passou a frente de Deus, realizando a sua vontade e não a divina,o que lhe custou passar por uma fase muito difícil de sua vida, digamos que ele tevemedo, angustia e etc; foi-se embora do Egito porque Faraó queria mata-lo, chegou nodeserto de Midiã, lugar semelhante à lua... Sombrio e desolado! Neste lugar Moisés viveu seus outros quarenta anos e aprendeu a ser paciente,
  12. 12. 12esperando a hora que Deus iria fazer a obra e não ele mesmo! Certo comentaristaescreveu: ―Moisés passou seus primeiros anos pensando que era alguém, depois passouos outros quarenta anos pensando que não era ninguém e os últimos quarenta anosaprendeu como Deus usa aquele que não confia em si próprio‖. Em Midiã Moises casou-se, teve dois filhos, passou a pastorear e a viver nodeserto. No deserto lugar de solidão, lugar em que se pode dedicar a meditação vemos ocoração ficar mais sensível a voz daquEle que esta sobre o controle de tudo, inclusive denossas vidas. Parece ilógico para o homem comum, mas para aquele que procura ter umparticular com o Todo-poderoso, o deserto passa a ser um o lugar certo para cursar aescola divina e poder aprender e viver na dimensão do Espírito.
  13. 13. 13 O ANTIGO EGITO RELAÇÕES ENTRE EGITO E ISRAEL PESSOAS – ACONTECIMENTOS DATAS REFERENCIASViajem de Abraão ao Egito Dinastia XII(s.XIX a. Gn. 12: 10-20 C.)José e Jacó no Egito Dinastias XIII-XVII Gn 37—50 (1786-1540 a.C.)Derrota de Israel pouco depois da Dinastia XIX (faraó Documento extraocupação da terra de Canaã Marniptah) c. 1220 a.C. bíblico: Estrela de PedraAlianças política e comercias entre Dinastia XXI (c. 1069- 1 Rs. 3.01; 7.08;Salomão e o rei do Egito 935 a.C.) 9.16,24; 11.01Sisaque, fundador da dinastia XXII,deu exílio a Jeroboão. No final doreinado de Roboão, rei de Judá, C. 935-914 a.C. 1 Rs. 11.40; 14.25-26Sisaque atacou Jerusalém e saqueouo Templo.Zera, rei do Egito, atacou a Asa, rei Dinastia XXII (c.914- 2 Cr 14.9-15de Judá, mas foi derrotado 874 a.C.)Oséias, rei de Israel, pediu ajuda a Dinastia XXIV (c. 725- 2 Rs 17.04So, rei do Egito, contra os assírios 524 a.C.) Dinastia XXV, de faraósEzequias, rei de Judá, busca apoio etíopes (c. 701 a.C.). Na 2 Rs 18.21;egípcio para deter os assírios capital, Tebas, foi Naum 3.8-10 destruída pelos Assírios (663 a.C.)Josias, rei de Judá, querendomostrar-se a favor de Babilônia, saiuao encontro do rei egípcio Neco II, 610-594 a.C., da 2 Rs 23.29-30;para dete-lo, mas este o matou. Neco dinastia XXVI. Jr 46.02foi derrotado por Nabucodonosor,rei de Babilônia.Zedequias, rei de Judá, em sua 589-570 a.C. da Jr. 37.5; Ez. 17.11-21rebelião contra Nabucodonosor, Dinastia XXVIpede ajuda ao rei do Egito, Jofrá.Depois da caída de Jerusalém e do 586 a.C. Jr. 43assassinato de Gedalias, Jeremias élevado ao Egito. Com ele forammuitos refugiados judeus.Em plena época romana, Jose, Maria c. 4 a.C. Mt. 2.13-15e o menino Jesus fogem para oEgito.
  14. 14. 14 A CIDADE DE RAMESSÉS Ramessés (em egípcio, Ra-mesu) significa ―filho do sol‖. Era também o nomede uma cidade situada na melhor parte do Egito, na fértil terra de Gosen (Gn.47.6,11),onde José estabeleceu seu pai Jacó e seus irmãos com suas famílias, que vieram deCanaã. A cidade de Ramessés que os israelitas construíram para Faraó (Ex.1.11, talvezo Ramessés II), parece ser a mesma onde se estabeleceram quando chegaram ao Egito.A cidade, então, não tinha esse nome, o que só veio ocorrer no tempo da opressão. Ébom lembrar que o Pentateuco foi escrito por Moisés, somente muitos anos depois, dasaída do Egito. Por essa razão, ele se referiu ao local onde foram estabelecidos oshebreus, no tempo de José, utilizando o nome pelo qual era conhecida a cidade naocasião em que estava escrevendo. Outros, no entanto, acreditam que Ramessés era umnome nacional, que foi dado a um menino, o qual, mais tarde, veio a tornar-se umFaraó. Desse modo, a cidade construída pelos israelitas nada tem a ver com os faraósdesse nome. Foi da cidade de Ramessés que os israelitas partiram para Sucote, durante oÊxodo (Ex. 12.37; Nm 33.03).
  15. 15. 15 A CHAMADA E AS CREDENCIAIS DE MOISÉS Deus não chama ninguém sem que lhe de credenciais. Estas se constituem nossinais evidentes de que a pessoa chamada tem autoridade do Senhor para cumprir umadeterminada missão. Isso é fator fundamental para o sucesso da ação. Sem os sinais deDeus na vida do obreiro se torna frágil, inseguro, duvidoso, derrotado. Deus chamou um homem que havia se tornado um simples pastor de rebanho deseu sogro, durante décadas, para ser enviado à presença do maior governante de seutempo, com o objetivo de lhe dizer que Jeová, o Deus Todo-poderoso, lhe dava ordens.Mais que isso, como Deus chamou um homem, preparando-o para liderar cerca de trêsmilhões de pessoas, em sua saída do Império Egípcio em demanda da Terra Prometida. Depois de 40 anos na ―Universidade da Solidão‖, na calmaria do deserto deMidiã, Moisés estava tendo completado o seu curso de preparação de liderança segundoa vontade de Deus. No Egito, os animais que mais conhecera de perto foram os cavalosde Faraó. Em Midiã, conheceu muito bem as ovelhas de seu sogro e, com elas aprendeu,certamente, muitas coisas, inclusive a paciência, a submissão, a humildade e adependência do pastor. Outras qualificações ele já houvera adquirido no Egito, taiscomo comando, controle, organização, direção, etc... Mas faltava o complementoindispensável a um líder do povo de Deus. A cultura egípcia já ficava um tanto para o passado. Agora, Moisés, sem o apoiopolítico da filha de Faraó, era um homem pobre, humilde, que nem era dono sequer dorebanho que cuidava. Era um peregrino em terra estranha (Ex.2.22). Para este peregrino em terra estranha estava reservado um encontro que elemesmo gostaria que tivesse acontecido no principio, quando de inicio ele queria resgataro seu povo da opressão, todavia o trabalhar divino esta longe da compreensão humanacomo afirma Isaias: ―Porque assim como os céus são mais altos do que a terá, assim sãoos meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos maisaltos do que os vossos pensamentos‖. Is.55.09 Havia tantas arvores imponentes, de certo, as quais Deus poderia ter escolhidopara, à sombra, ou sobre sua copa, apresentar-se a Moisés. Mas Ele entendeu de mostraro seu poder numa sarça, que se trata de uma arbórea sem muito valor. No dizer deDavis, trata-se de uma ―moita de espinhos‖, com a aparência de uma arvore seca. Deusquer apoderar-se do homem com suas fraquezas, para, nele, manifestar o seu poder (2Co.12.9). O que Moisés viu foi fogo de Deus, de forma gloriosa, no sarçal. Era a glóriado Senhor e não da sarça. A atitude de Moisés a principio, por curiosidade, foi virar-se para a sarça, pelofato de não se queimar, mesmo em meio ao fogo (Ex.3.3). Ate ai, uma atitude humanamuito natural, atraída pelo poder de Deus. O Senhor que atrair as atenções de seu povopara sua gloria, mas, nos dias de hoje, muitos crentes estão atraídos para as glorias domundo e para auto glorificaçao, que são terrenas e transitórias.
  16. 16. 16 Deus disse a Moisés quando ele se voltava para a visão: ―Moisés, Moisés‖, aoque ele respondeu: ―Eis-me aqui‖. O prossegui: ―Não te chegues para cá; tira os teussapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estas é terra santa‖ (Ex.3.4-5). Do meio do fogo, o Senhor disse: ―Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão,o Deus de Isaque e o Deus de Jacó‖(Ex.3.6). Ao ouvir isso, Moisés encobriu o seurosto‖, temendo a Dês, em sinal de reverencia. Ao se revelar a Moisés, Deus o comissiona a fazer aquilo que havia prometido aAbraão, que era libertar Israel da dura escravidão. Não mais era Moisés que queria fazeresta obra por si mesmo, mas agora é Deus quem o convoca para tal feito:“Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvidoo seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portantodesci para livra-lo da mão dos egípcios, e para faze-lo subir daquela terra, a umaterra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e doheteu, e do amorreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu. E agora, eis que oclamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão comque os egípcios os oprimem. Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para quetires o meu povo (os filhos de Israel) do Egito”. (Ex.3.7-10)
  17. 17. 17 OS FALSOS DEUSES VERSUS O DEUS VERDADEIRO Deus chama Moisés para libertar o povo, dá a ele grandes ferramentas (dá poderde operar milagres), e o envia a Faraó ordenando que deixe o povo de Israel partir emnome do verdadeiro Deus, o que este ouvindo se ri e não deixa Israel sair. Vemos então o Senhor castigando os egípcios e fazendo juízo sobre todos osseus deuses. Juízo!? Sim, Deus fez juízo sobre os deuses dos egípcios, deuses que nãopodem auxiliar e muito menos fazer alguma coisa a favor daqueles que os veneram.Com as pragas que se desenrolarão com a vinda de Moisés para libertar o povo, Deusestava falando aos egípcios em outras palavras: ―Deixem de adorar estes seus deusesque não podem vos ajudar e adorem ao Deus verdadeiro!‖. Pena que não deram ouvidoa sua voz, poderiam sofrer menos, mas o coração do homem é inclinado a maldadedesde de sua meninice. Com a recusa de Faraó de deixar o povo de Israel ir embora do Egito a adorar aDeus começa se desencadear uma serie de pragas, ao todo dez, que colocaremos naseqüência abaixo:As águas são transformadas em sangue: O Nilo era considerado um deus pelosegípcios. Mas o Senhor provou que ele era apenas um rio, sem qualquer poder divino.Suas águas foram transformadas em sangue, conforme dissera a Moisés (Ex. 7.17-25).Os magos fizeram o mesmo. Então, o Todo-poderoso feriu o Nilo e todos os animaisconsiderados sagrados, a fim de que os egípcios e os israelitas reconhecessem que só oSenhor é Deus (Ex. 6.7; 7.05,17; 8.22; 10.02).A praga das rãs: As rãs saíram do rio Nilo em grande quantidade e invadiram ascasas dos servos e senhores egípcios na cidade e no campo. Por toda parte estavam asrãs: dormitórios, cozinhas, amassadeiras de pão, panelas, armários, etc. (Ex. 8.01-06).A praga dos piolhos: Quando Arão feriu o pó da terra houve uma grandetransformação: ela tornou-se toda em piolhos. Esses insetos atacaram os homens e osanimais. Os magos procuram imitar o prodígio, mas dessa vez fracassaram e,reconhecendo que os milagres procediam de Deus, convenceram-se e deixaram de opora Ele. Eles advertiram a Faraó para que cedesse aos apelos de Moisés, mas o rei nãolhes deu ouvido (Ex. 8.16-19).A praga das moscas: O Senhor, pelas mãos de Moisés e Arão, continuou a operarmaravilhas. Grandes enxames de moscas vieram sobre o Egito atormentando o povo eseus animais, porém não invadiram a terra de Gosén, conforme prometera o Senhor: ―E,naquele dia, eu separarei a terra de Gosén, em que meu povo habita, a fim de que nelanão haja enxames de moscas, para que saibas que eu sou o Senhor no meio desta terra.E porei separação entre o meu povo e o teu povo‖(Ex. 8.22,23).A praga da peste nos animais: Com esse sinal, o Senhor desferiu um golpeterrível sobre os deuses do Egito, ferindo os gados daquele povo. O touro boi Ápis era odeus principal dos egípcios, porem o Senhor provou que a divindade não passava de umsimples animal. Mais uma vez, houve distinção entre os egípcios e os israelitas, pois apraga não afetou o gado dos hebreus (Ex.9.01-07).A praga das úlceras: Essa praga foi derramada sobre o povo e os animais. Os
  18. 18. 18magos também foram atingidos, pois não tiveram poder para realizar qualquerencantamento que anulasse os efeitos dessa praga. O Senhor ameaçou Faraó pela durezade coração, dizendo:‖Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Porque esta vez enviareitodas as minhas pragas sobre o teu povo, para que saibais que não há outro como eu emtoda a terra... mas deveras para isto te mantive, para mostrar o meu poder em ti, e paraque o meu nome seja anunciado em toda a terra. Tu ainda te levantas contra o meupovo, para não os deixares ir?‖(Ex. 9.13-17).A praga da saraiva: Deus é paciente e misericordioso. Antes de enviar a praga dasaraiva – chuva de pedras, raios etc. – fez um aviso solene aos egípcios. Alguns creram;outros, porém, não quiseram ouvir as palavras que o Senhor ordenara a Moisés (vv.19-21). Assim, mais uma vez, houve distinção entre os egípcios e os israelitas: ―E haviasaraiva e fogo misturado entre a saraiva, mui grave, qual nunca houve em toda a terra doEgito, desde que veio a ser uma nação. E a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudoquanto havia no campo, desde os homens até aos animais; também a saraiva feriu toda aerva do campo e quebrou todas as arvores do campo. Somente na terra de Gosén, ondeestavam os filhos de Israel, não havia saraiva‖(Ex. 9.24-26).A praga dos gafanhotos: Os egípcios estavam muito aflitos, pois reconheciam queaquelas pragas provinham de Deus. Alguns servos de Faraó tentaram persuadi-lo,fazendo com que ele ouvisse as palavras de Moisés, mas o soberano mantinha-seintransigente; não queria deixar o povo de Israel sair do Egito, em vista do grandeprejuízo econômico que isso causaria à nação, isto é, a perda da mão de obra barata e dotrabalho escravo realizado pelos hebreus. Mais uma vez Faraó endureceu o coração.Todavia Deus ordenou que Moisés fosse a Faraó e o ameaçasse com a praga dosgafanhotos, caso ele não libertasse os israelitas. O soberano não o atende e mantem-senovamente intolerante, embora com certo temor (Ex. 10.03-11). Então, não houvealternativa, o Senhor cumpriu sua palavra. Os gafanhotos foram uma das piores pragasque caíram sobre o Egito. Eles vieram em grande numero: nuvens deles invadiram aterra e comeram tudo quanto encontraram, principalmente as ervas que cresceram assimque cessaram as saraivas. Era tão numerosos que, pousados no chão, formavamcamadas de dez a 12 centímetros de altura. Depois de mortos, seu odor era insuportável.A praga das trevas: Esse sinal foi um golpe mortal em Rá, o deus-sol dos egípcios.O Senhor ―apagou a luz dos egípcios‖: ―E houve trevas espessas em toda a terra doEgito por três dias. Não viu um ao outro, e ninguém se levantou do seu lugar por trêsdias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações‖(Ex. 10.22,23). Faraócedeu, porem mudou de idéia e não deixou o povo partir. Que homem teimoso!A morte dos primogênitos: Essa foi a maior praga sobre os egípcios e o momentomais critico para eles. Faraó temeu muito a praga das trevas e, chamando Moisés a suapresença, disse: ―Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas;vão também convosco as vossas crianças. Moisés, porém, disse: Tu também darás emnossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor, nosso Deus. Etambém o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemosde tomar para servir ao Senhor, nosso Deus; porque não sabemos cm que havemos deservir ao Senhor, até que cheguemos lá. O Senhor, porém, endureceu o coração deFaraó, e este não os quis deixar ir. E disse-lhe Faraó: vai-te de mim, e guarda-te que nãomais vejas o meu rosto; porque, no dia em que vires o meu rosto, morrerás‖(Ex.10.24-28). O prestigio de Moisés era muito grande no Egito e crescia cada vez mais aos olhosdos servos do palácio e de todos os maiorais de Faraó. Assim sendo, matar Moisés,conforme ameaçara o soberano, seria um ato temerário. Moisés, cheio do Espírito deDeus, deu um ultimato ao monarca: ―Assim o Senhor tem dito: À meia-noite eu sairei
  19. 19. 19pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde oprimogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até ao primogênito daserva que está detrás da mó, e todo primogênito dos animais. E haverá grande clamorem toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá; mas contratodos os filhos de Israel nem ainda um cão moverá a sua língua, desde os homens atéaos animais, para que saibas que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas.Então, todos estes teus servos descerão a mim e se inclinarão diante de mim, dizendo:―Sai tu e todo o povo que te segue as pisadas; e, depois, eu sairei. E saiu de Faraó emardor de ira‖(Ex.11.04-08).
  20. 20. 20 COMENTÁRIO SOBRE A SAIDA DE ISRAEL DO EGITO―Segundo o nosso conhecimento atual da topografia do Delta oriental, a narrativa docomeço do êxodo, feita no Êxodo 12.37 e 13.20, é absolutamente exatatopograficamente. Novas provas sobre o caráter essencialmente histórico da narrativa doêxodo e a peregrinação pelas regiões do Sinai, Madian e Cades, não serão difíceis deobter graças aos nossos conhecimentos arqueológicos e topográficos cada vez maiores.Por enquanto, devemos contentar-nos com a segurança de que a posição hipercrítica queainda tem mais justificativa. Até a data da saída do Egito, por tanto tempo discutida,pode agora ser fixada dentro de limit4es não muito amplos... Se a fixarmos em 1290 ªC.,dificilmente erraremos, uma vez que os primeiros anos de Ramsés II (1301 a 1234)foram dedicados em grande parte a construções na cidade a que deu o seu nome – aRamsés da tradição israelita. A extraordinária coincidência entre esta data e osquatrocentos e trinta anos referidos no Êxodo 12.40 (Ora o tempo que os filhos de Israeltinham morado no Egito foi de quatrocentos e trinta anos) – a imigração deve ter tidolugar por volta de 1270 a.C. – poderá ser puramente acidental, mas é muito difícil queseja‖.
  21. 21. 21 MOISÉS NA ESCOLA DE DEUS, APRENDENDO COM CONSELHOS. Para todos os lideres existe um problema que tende faze-los tropeçar, neste casoiremos falar sobre a delegação aos subordinados. Muitos lideres tentam fazer muitacoisa sozinhos, quando não permitem que outros participem para ajuda-los a carregar ofardo. Esse pode não parecer um assunto muito espiritual, mas contém um sentidoespiritual implícito. Quando você esta esgotado e exausto por não ter delegado suatarefa como deveria, a irritação se instala. Logo depois da irritação vem a confusão, aperda de visão, o cansaço e, tragicamente, até a perda da família. Por alguma razão, esse parece ser um perigo especial ligado ao trabalho cristão –o sentimento de que o individuo precisa trabalhar mais do que deve, para aliviar a culpaque paira sobre ele, ou ganhar de algum modo a aprovação de Deus ou de alguém aquina terra. Ao receber a visita de seu amigo e sogro Jetro relatada no capitulo de 18 deÊxodo Moisés recebe um conselho que o ajudou muito em seu ministério: No dia seguinte Moisés sentou-se para julgar as questões do povo e ficouocupado desde a manhã até a noite. Quando Jetro viu tudo o que Moisés estafazendo, perguntou: Por que você esta agindo assim? Por que está resolvendosozinho os problemas do povo, com todas essas pessoas em pé ao seu redor, desde amanhã até a noite? (Ex.18.13-14) Boa pergunta, Jetro! Sua primeira pergunta esta ligada às prioridades. A segunda às pessoas. A pergunta de Jetro lançou luz ao que Moisés não estava enxergando, mesmobem intencionado e exercendo o que Deus lhe concedeu – servir o povo, mas que nãoestava sendo realizado de maneira eficaz, o que com o conselho de seu sogro veio aoajudar e muito. Não é bom o que fazes. Totalmente desfalecerás, assim tu, como este povo queestá contigo: porque este negocio é mui difícil para ti; tu só não o pode fazer. Ouveagora a minha voz; eu te aconselharei, e Deus será contigo: Sê tu pelo povo diante deeus, e leva tu as cousas a Deus; e declara-lhes os estatutos e as leis, e faze-lhes saber ocaminho em que devem andar, e a obra que devem fazer. E tu dentre o povo procurahomens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinqüenta, e maioraisde dez; para que julguem este povo em todo o tempo, e seja que todo o negocio gravetragam a ti, mas todo o negocio pequeno eles o julguem; assim a ti mesmo te aliviarásda carga, e eles a levarão contigo. Se isto fizer, e Deus to mandar, poderás entãosubsistir: assim também todo este povo em paz virá ao seu lugar. (Ex.18.17-23)
  22. 22. 22 Vemos que Moisés ouviu o conselho de seu sogro (Ex.18.24) e conseguiucontinuar a levar o cargo do povo. Deus usa pessoas para nos aconselhar e com issodevemos estar atento e dar ouvido quando ―Jetro, a nós vier falar‖!
  23. 23. 23 MOISÉS NA ESCOLHA DE DEUS O LEGISLADOR No capitulo 19 de Êxodo, vemos o relato do encontro de Moisés com Deus nomonte Sinai, onde ouviu e recebeu a revelação da lei durante quarenta dias sem comer ebeber. O povo estava também para encontrar-se com Deus: Disse o Senhor a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povoouça quando eu falar contigo, e para que também creiam sempre em ti. Porque Moiséstinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor (v.9) Disse também o Senhor a Moisés: Vai ao povo, e purifica-o hoje e amanha.Lavem eles as suas vestes, e estejam prontos para o terceiro dia: porque no terceiro dia oSenhor à vista de todo o povo descerá sobre o monte Sinai... Moisés, tendo descido domonte ao povo, consagrou o povo; e lavaram as suas vestes. (Ex. 19.10-11,14) Deus queria se encontrar com Moisés e o povo para transmitir um temor sadioao povo e para comunicar instruções escritas a ele.
  24. 24. 24 A TÃO ESPERADA LIBERDADE Ao findar a última praga os israelitas ganham a liberdade e seguem para Canaã equando estavam em Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, faraó persegue a Israel com seuexercito, mas por fim morre afogado no Mar Vermelho.(Ex.14.01-31). E no deserto o povo passou a ter experiências com Deus e receberam o Decálogoou Dez Mandamentos (Ex. 20:03-17), em seguida as leis sobre os altares (cultos), leisacerca dos servos, leis acerca da violência, leis acerca da propriedade, leis civis ereligiosas, leis acerca do testemunho falso e injuria, lei sobe o ano de descanso ou anosabático, as três festas; constituindo as leis que regiram o povo de Israel o Pentateuco. A lei veio nortear a relação do povo não somente com o seu Deus, mas de cadaum com o seu semelhante. No novo testamento vem uma afirmação que a lei foientregue para refrear o pecado. O povo agora possuía a lei que transmitia suas normasou obrigações que trariam punições para os transgressores. Do ponto de vista jurídico alei em si é boa e coage as transgressores, todavia não transforma, ou modifica o interiordo homem, motivo pelo qual vemos os israelitas transgredindo e sendo mortos, pois alei gravada nas tabuas de pedra não estavam nas tabuas do coração. Receberam uma aliança consagrada com sangue de novilhos para expiar seuspecados. Arrecadaram materiais e construíram por ordem de Deus o tabernáculo ondeseria ministrado os sacrifícios de expiação. (Ex.25.01-31:18)
  25. 25. 25 O TABERNÁCULO No capitulo 25 de Êxodo em diante vemos Deus ordenando Moises construir umtabernaculo. Há um significado histórico, espiritual nisto. Este tabernaculo era figura e sombra das coisas do céu. (Ex. 25.40) Os utensílios do tabernáculo que era móvel eram: (os capítulos 35 a 40enfatizam também esses por menores)  A arca da aliança (vv.10-16);  A mesa da proposição (vv.23-30);  O candelabro de ouro (vv. 31-40);  As cortinas de linho (26.01-06);  As cortinas de pelos de cabras (vv.07-13);  A cobertura de peles de carneiros (v. 14);  As tabuas e as bases (vv. 15-28);  A cobertura de ouro (vv. 29,30);  O véu interior (vv.31-35);  O véu exterior (vv. 36-37);  O altar de bronze (27.01-08);  O átrio do tabernáculo (vv.09-15);  A porta do átrio (vv.16-19);  O azeite do candelabro (vv.20,21). Os sacerdotes, sal consagração e seus paramentos:  Arão e seus filhos, os sacerdotes (28.01,02);  As vestes sacerdotais (vv.03-05);  A estola sacerdotal (vv.06-14);  O peitoral (vv.15-29);  O Urim e o Tumim (v.30);  A sobrepeliz do éfode (vv.31-35);  A lâmina de ouro (vv. 36-38);  As vestes sacerdotais, complementação (vv. 39-43)  A consagração dos sacerdotes (29.01-09);  Os sacrifícios da consagração (vv.10-25);  O alimento dos sacerdotes (vv.26-37);  A oferta continua (vv.38-46). Diversas leis sobre o uso do tabernáculo:  O altar do incenso (30.01-10);  O resgate da alma (vv.11-16);  A pia de cobre (vv.17-21);  O azeite da santa unção (vv.22-33);  O incenso santo (vv.34-38).
  26. 26. 26 A TRANSGRESSAO DA LEI, O BEZERRO DE OURO. Após uma minuciosa analise desses 11 capítulos que revelam com propriedade ogrande amor de Deus, concluímos que o Senhor ministrou a Moises com verdadeirocarinho, dando-lhe todas as instruções referentes ao tabernáculo e seu serviço. Alémdisso, revelou-lhe seu desejo de habitar entre o povo. Moisés estava agra pronto paradescer do monte e levar as tabuas da lei, escritas pelo próprio dedo de Deus. Mas, quedecepção! Jeová estava irado pelo procedimento apóstata de Israel: ―Então, disse oSenhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se temcorrompido, e depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizerampara si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, edisseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito. Disse maiso Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo obstinado‖(vv.07-09). Moisés ao descer do monte olhando o culto idolatra dos israelitas quebra astabuas dos dez mandamentos e destrói o bezerro de ouro e ordena a morte dos idolatras(Ex.32.01-35), em seguida faz uma maravilhosa intercessão pelo povo e recebe novastabuas com os Dez mandamentos (Cap.33 e 34). Do deserto de Parã enviou Moisés 12 espias para a terra de Canaã, os quaistrouxeram um relatório desanimador com exceção de dois (Josué e Calebe) e por causadisso o povo começou a murmurar dizendo que iriam morrer diante dos cananeusduvidando das promessas de Deus, não querendo ir possuir a terra que haviam recebidopor juramento. As conseqüências foram esta:  Os dez espias que desanimaram o povo morreram.(Ex.14.36,37)  Aqueles que foram incrédulos receberam como castigo caminhar no deserto durante quarenta anos, até que todo homem da idade de vinte anos para cima viesse a morrer (com exceção apenas de Josué e Calebe).(Ex. 14.01-45)  Tentaram ainda subir e lutar com os cananeus, depois do Senhor ter dito que eles iriam passar quarenta anos no deserto por causa de seu pecado, mas foram derrotados. (Ex.14.40-45) Depois disto ainda houve a rebelião de Core, Data e Abirão juntamente comduzentos e cinqüenta homens morreram diante do Senhor. (Ex.16). Ao findar os quarenta anos Miriã e Arão morrem no deserto e por fim tambémMoisés passando o cargo de levar o povo a terra de Canaã a Josué, que como novo líderimpulsionado por Deus faz cumprir a promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó.
  27. 27. 27 CONCLUSÃO Moisés foi um homem totalmente dedicado ao Senhor, no seu inicio de carreira,passou anos no palácio real de Faraó (quarenta anos), mas sua chamada era para libertarseu povo, todavia, ele quis realizar esta tarefa antes do tempo de Deus e por isso suatentativa saiu frustrada e com isso passou outros quarenta anos no deserto de Mídiaapascentando ovelhas do sacerdote chamado Jetro que passou a ser seu sogro. Apósestes longos oitenta anos ele foi visitado por Deus e comissionado a realizar a obra queele tanto almejava, tarefa impossível ao ser humano, mas totalmente possível ao Deusonipotente, que isto, fez para glorificar seu nome. Ao retirar o povo do Egito, Deus ensinou aos egípcios que seus deuses nãopassam apenas de vãos ídolos que nada podiam fazer ao seu povo e que só existia umDeus verdadeiro, o qual havia os escolhido o povo de Israel como propriedadeparticular. Mas o povo de Israel estava de tal forma influenciado pela idolatria do recémdestruído cativeiro que não se acostumou com a liberdade para servir ao único Deus, ecom isso, murmurou, blasfemou, voltou o coração ao Egito; todavia a promessa divinanão se invalidou, pois disciplinando o povo os conduziu a terra prometida, mesmo comsua rebeldia. Os anos no deserto serviram como aprendizagem tanto para o povo como paraMoisés, que a cada nova experiência se aproximava mais de Deus. O legado deixado por Moises (o Pentateuco) foi importantíssimo para asobrevivência do povo de Israel, pois suas leis acolhidas vieram fazer parte de suasvidas preservando-os até a atualidade como uma nação singular em toda históriaherdeira da lei Divina e chamada Nação eleita ou o Povo de Deus. Assim vemos que aos cento e vinte anos a jornada de Moisés foi completada eentão este foi descansar nos braços de Deus, tendo realizado aquilo que o Senhor lhehavia incumbido e o povo de Israel continuou sua história conforme nos temos o relatobíblico.
  28. 28. 28BIBLIOGRAFIA:1. Comentário Bíblico ÊxodoCOHEN, Armando ChavesCPAD2. Moises um Homem Dedicado e GenerosoSWINDOLL, Charles R.MUNDO CRISTÃO3. ÊxodoLIMA, Elinaldo Renovato deCPAD4. ÊxodoYAMASHITA, MatikoGráfica Imprensa da Fé5. A Bíblia Através dos SéculosGILBERTO, AntonioCPAD6. A Bíblia AnotadaRYRIE, Charles Caldwell (Autor das notas)Mundo Cristão.7. La Bíblia de Estúdio Dios Habla HoySociedades Bíblicas Unidas8. E a Bíblia tinha razão...KELLER, WernerMelhoramentos9. Chave BíblicaSociedade Bíblica do Brasil

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