CONSUMO CRÍTICO: PARA ALÉM DO CONSUMO CONSCIENTE                     MARTA CAPUTO
A questão ambiental é decisiva para o futuro da humanidade.Mas... Será que podemos falar de preservação ambiental sem ques...
• O mito doECONOMIA     crescimento             infinito                • O dilema    SOCIEDADE                  entre ser...
O consumo é o lugar onde os conflitos entre classes, originados pela desigual participação na estruturaprodutiva, ganham c...
Ainda segundo Canclini......“a participação social é organizada mais através do consumodo que mediante o exercício da cida...
A ideia fundamental que norteia o conceito é a de que o consumoconsciente pode transformar o ato de consumo em uma prática...
CONCEITOConsumo crítico é a prática de organizar os hábitos de compras e consumo, de modo a darpreferência a produtos que ...
Em especial, o consumidor vai reconhecer como componentes críticos da qualidade essencial deum produto, determinadas carac...
A prática do consumo crítico frequentemente lança mão de campanhas pró boicotes, com o intuito demodificar uma determinada...
A ação em boicote ganhou aclamação como uma ferramenta de protesto não-violento com oboicote aos ônibus em Montgomery Alab...
AÇÕES PRÓ-BOICOTES:Uma das vitórias mais significativas dos boicotes, foi a abolição do apartheid na África do Sul. Ascamp...
AS VERTENTES DO CONCEITO: ALGUNS EXEMPLOSNa alimentação: A “dieta dos rebeldes”Na agricultura: a agricultura orgânica.Na a...
“Este ano, prevê-se que os gastos com publicidade cheguem a  US$ 494 bilhões em todo o mundo em razão do crescimento de.  ...
Estados Unidos: Limite de publicidade infantil é de 10 min e 30 seg porhora nos finais de semana , 12 min por hora nos dia...
Canadá: É proibida a publicidade de produtos destinados às crianças emprogramas infantis. Na província de Quebec, é proibi...
CONSELHO NACIONAL DE AUTO-REGULAÇÃO PUBLICITÁRIA (CONAR)“É fato que o Brasil vive plenamente a democracia. Existe liberdad...
ESTRESSE FAMILIAR: Ao apresentar modelos de vida inalcançáveis, a publicidadepassa a falsa ideia de famílias sempre prefei...
OBESIDADE INFANTIL: A publicidade de alimentos não saudáveis contribui muitopara a formaçõa de maus hábitos alimentares. D...
“Até há pouco tempo supunha-se que as formas de exercer a cidadania, atreladas à capacidade deapropriação dos bens de cons...
[...] Os rápidos avanços das tecnologias da produção, a profusão e rapidez com que artigos comnovos designs são colocados ...
"Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente:...
MARTA CAPUTOma Coordenação Acadêmica   marta.caputo@ferss.com.br
BORDENAVE, J. D. Além dos meios e mensagens: introdução à comunicação como processo,tecnologia, sistema e ciência. São Pau...
Consumo Crítico: Novas Práticas Para o Exercício da Cidadania
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Consumo Crítico: Novas Práticas Para o Exercício da Cidadania
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Consumo X Cidadania. O que você pretende ser quando crescer? Um cidadão ou apenas mais um consumidor?

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Consumo Crítico: Novas Práticas Para o Exercício da Cidadania

  1. 1. CONSUMO CRÍTICO: PARA ALÉM DO CONSUMO CONSCIENTE MARTA CAPUTO
  2. 2. A questão ambiental é decisiva para o futuro da humanidade.Mas... Será que podemos falar de preservação ambiental sem questionar nossos padrões de consumo? VOCÊ JÁ RESPIROU HOJE?
  3. 3. • O mito doECONOMIA crescimento infinito • O dilema SOCIEDADE entre ser e ter: Consumidores ou Cidadãos?CONSUMO • As demandas reprimidas
  4. 4. O consumo é o lugar onde os conflitos entre classes, originados pela desigual participação na estruturaprodutiva, ganham continuidade através da distribuição e apropriação de bens.Consumir é participar de um cenário de disputas por aquilo que a sociedade produz e pelos modos de usá-lo .(Apud CANCLINI, 1995, p.78). VOCÊ JÁ COMPROU HOJE?
  5. 5. Ainda segundo Canclini......“a participação social é organizada mais através do consumodo que mediante o exercício da cidadania” (1995, p.14). VOCÊ JÁ EXERCEU SUA CIDADANIA HOJE?
  6. 6. A ideia fundamental que norteia o conceito é a de que o consumoconsciente pode transformar o ato de consumo em uma práticapermanente de cidadania.O objetivo de consumo, quando consciente, extrapola o atendimentode necessidades individuais. Leva em conta também seus reflexos nasociedade, na economia e no meio ambiente.(IDEC, 2008) VOCÊ JÁ ECONOMIZOU HOJE?
  7. 7. CONCEITOConsumo crítico é a prática de organizar os hábitos de compras e consumo, de modo a darpreferência a produtos que satisfaçam certos requisitos de qualidade, diferentes daquelescomumente reconhecidos pelo consumidor médio. VOCÊ JÁ CRITICOU HOJE?
  8. 8. Em especial, o consumidor vai reconhecer como componentes críticos da qualidade essencial deum produto, determinadas características evidenciados por seus métodos de produção, taiscomo:- a sustentabilidade ambiental em todo a cadeia produtiva,- a ética do tratamento concedido aos trabalhadores (Responsabilidade Social) ,- a isenção de” lobby” de qualquer natureza. VOCÊ JÁ QUALIFICOU HOJE?
  9. 9. A prática do consumo crítico frequentemente lança mão de campanhas pró boicotes, com o intuito demodificar uma determinada relação de interesses.A ação em boicote ganhou aclamação como uma ferramenta de protesto não-violento com o boicote aosônibus em Montgomery Alabama, organizado pelo Dr.Martin Luther King Jr. em meados dos anos 50, e quese tornou um momento decisivo do movimento pelos direitos civis da comunidade negra dos EUA. Oboicote tornou-se um dos meios de protesto utilizados por organizações pacifistas e que pregam oativismo não-violento, desde então. VOCÊ JÁ BOICOTOU HOJE?
  10. 10. A ação em boicote ganhou aclamação como uma ferramenta de protesto não-violento com oboicote aos ônibus em Montgomery Alabama, organizado pelo Dr.Martin Luther King Jr. emmeados dos anos 50, e que se tornou um momento decisivo do movimento pelos direitoscivis da comunidade negra dos EUA. O boicote tornou-se um dos meios de protesto utilizadospor organizações pacifistas e que pregam o ativismo não-violento, desde então.
  11. 11. AÇÕES PRÓ-BOICOTES:Uma das vitórias mais significativas dos boicotes, foi a abolição do apartheid na África do Sul. Ascampanhas de boicote aos produtos da Shell, Kellog`s e Coca-Cola, entre outras, haviam sido lançadasmundialmente para protestar contra as políticas racistas do governo sul-africano. As companhias afetadaspelo boicote receberam manifestações de acionários solicitando o desinvestimento no país, catalisando ascircunstâncias para a abolição do apartheid em 1994. VOCÊ JÁ BOICOTOU HOJE?
  12. 12. AS VERTENTES DO CONCEITO: ALGUNS EXEMPLOSNa alimentação: A “dieta dos rebeldes”Na agricultura: a agricultura orgânica.Na arquitetura: a permacultura.No transporte urbano: as “bikes”, ao invés dos carros.No turismo: o ecoturismo, o “birdwatching” O QUE VOCÊ JÁ CONSUMIU HOJE?
  13. 13. “Este ano, prevê-se que os gastos com publicidade cheguem a US$ 494 bilhões em todo o mundo em razão do crescimento de. 3.9% esperado para o período”. Fonte: Grupo de Mídia Brasília http://www.midiabsb.org.br/?tag=mundial
  14. 14. Estados Unidos: Limite de publicidade infantil é de 10 min e 30 seg porhora nos finais de semana , 12 min por hora nos dias de semana.Proibido o merchandising testimonial.Inglaterra: é proibida a publicidade de alimentos com alto teor degordura, açúcar e sal dentro e durante a programação de TV parapúblico menor de 16 anos.Suécia: É proibida a publicidade na TV dirigida à criança menor de 12anos de idade antes das 21 hs.Alemanha: Os programas infantis não podem ser interrompidos porpublicidade.
  15. 15. Canadá: É proibida a publicidade de produtos destinados às crianças emprogramas infantis. Na província de Quebec, é proibida qualquer publicidade deprodutos destinados a crianças de até 13 anos, em qualquer mídia.Dinamarca: É proibida qualquer publicidade durante os programas infantis, eainda, 5 minutos antes e 5 minutos depois.Holanda: Não é permitida qualquer publicidade dirigida às crianças com menosde 12 anos de idade na TV pública.Itália: É proibida publicidade de qualquer produto ou serviço durante osdesenhos animados.Noruega: É proibida toda e qualquer publicidade direcionada à crianças commenos de 12 anos de idade. É proibida também toda e qualquer publicidadedurante os programas infantis.
  16. 16. CONSELHO NACIONAL DE AUTO-REGULAÇÃO PUBLICITÁRIA (CONAR)“É fato que o Brasil vive plenamente a democracia. Existe liberdade de imprensa. Oscidadãos são livres para fazer escolhas e as empresas para empreender, competir e secomunicar com os consumidores. No entanto, a liberdade de expressão está sofrendobullying” (Gilberto Leifert, presidente do CONAR) http://revistanegociosecia.blogspot.com.br/2011/07/co nar-define-normas-para-combater.html FOTO:
  17. 17. ESTRESSE FAMILIAR: Ao apresentar modelos de vida inalcançáveis, a publicidadepassa a falsa ideia de famílias sempre prefeitas., gerando conflitos entre pais efilhos, já que os pais desaprenderam a dizer “não” aos filhos.EROTIZAÇÃO PRECOCE: As crianças incentivadas pela publicidade acabam pulandoetapas importantes de seu desenvolvimento. Ao invés de brincar, passam a sepreocupar em parecer mais velhas e atraentes, portando-se como adultas.VIOLÊNCIA E DELINQUÊNCIA: A publicidade contribui para a exclusão social, já quenem todos podem comprar aquilo que é anunciado. Assim, crianças que não podemter o que querem, muitas vezes reagem violentamente contra a família e asociedade.
  18. 18. OBESIDADE INFANTIL: A publicidade de alimentos não saudáveis contribui muitopara a formaçõa de maus hábitos alimentares. De cada 10 alimentos anunciados noBrasil, 7 são guloseimas industrializadas, sem valores nutricionais equilibrados.Segundo dados do Ministério da Saúde, 15% das crianças brasileiras já estãoobesas.ALCOOLISMO: A publicidade de cerveja está presente em vários lugaresfrequentados por crianças, estimulando-as ao consumo de álcool desde muitocedo.
  19. 19. “Até há pouco tempo supunha-se que as formas de exercer a cidadania, atreladas à capacidade deapropriação dos bens de consumo e às maneiras de utilização dos mesmos fossem compensadas pelaigualdade em direitos abstratos, traduzidos pelo ato de votar. Entretanto, constata-se hoje, que oeleitor, elemento-chave da representação político-administrativa, raramente consegue enxergar saída paraas questões prioritárias, diante de um quadro de degradação política e descrença nas instituições. A identidade do cidadão comum é ditada mais através do consumo privado de bens, insuflado pelosmeios de comunicação, do que por dados relacionados às origens territoriais dos indivíduos, o corpo de leisde sua comunidade, os direitos promovidos por estas, seus representantes etc. As sociedades, sujeitas à burocratização técnica das decisões impostas pelo modelo econômiconeoliberal, articulado em instâncias globais inalcançáveis, fazem com que apenas os bens de consumo e asmensagens se tornem acessíveis, para que cada um os use "como achar melhor".
  20. 20. [...] Os rápidos avanços das tecnologias da produção, a profusão e rapidez com que artigos comnovos designs são colocados no mercado, a comunicação cada vez mais extensiva ou intensiva entre associedades, e a ampliação dos desejos e expectativas que criam, acabam por gerar um quadro deinstabilidade das identidades, antes restritas ao repertório de bens característicos e exclusivos de suacomunidade étnica ou nacional. Entretanto, a cultura de consumo não é uma realidade cristalizada, definitiva e imutável. Dascontradições da cultura de consumo, das dificuldades crescentes para a sua concretização, surgemmovimentos e grupos sociais dispostos a questionar de forma contumaz essa sociedade, na tentativa depromover uma ruptura com o imaginário pós-moderno, e com os dogmas neoliberais ainda dominantes, queinsistem em reiterar a impossibilidade da mudança do mundo.”(CAPUTO, M.V. 2008)
  21. 21. "Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar."Bertold Brecht
  22. 22. MARTA CAPUTOma Coordenação Acadêmica marta.caputo@ferss.com.br
  23. 23. BORDENAVE, J. D. Além dos meios e mensagens: introdução à comunicação como processo,tecnologia, sistema e ciência. São Paulo: Vozes, 1987.COHN, G. Comunicação e indústria cultural. São Paulo: T.A. Queiróz, 1987.DIMBLEY R. & BURTON, G. Mais que palavras: uma introdução à teoria da comunicação. São Paulo:Summus, 1986.DAHRENDORF, R. Class and Class Conflict in Industrial Society. Londres: Routledge & Kegan Paul,1957.________. O conflito social moderno. São Paulo: EDUSP, 1992.CANCLÍNI, N. G. Consumidores e cidadãos. Conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro:UFRJ, 1995.________. Culturas híbridas. Estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 1996.________. La globalización imaginada. México - Buenos Aires - Barcelona: Paidós, 1999. CASTELLS, M.A Era da informação. Economia, sociedade e cultura. Vol.1: A sociedade em rede. São Paulo: Paz eTerra, 1999._________. GIDDENS, A.; TOURAINE, A. Teorías para una nueva sociedad. Madrid… continua

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