REFUGIADOS DO GOLPE MILITAR
CHILENO: ESTUDO DE CASOS
OS DILEMAS DA COMUNICAÇÃO
INTERCULTURAL
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TEMA E DELIMITAÇÃO
 TEMA: OS DILEMAS DA COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL
 Adaptação na nova cultura.
 Como foi deixar seu país...
JUSTIFICATIVA + OBJETIVOS
 RRPP: Projeção para a área
internacional.
 Área de estudo atual: o mundo
vive as diferenças s...
RELAÇÕES INTERNACIONAIS
HISTÓRIA DA HUMANIDADE
RELAÇÕES PÚBLICAS
RELAÇÕES INTERCULTURAIS
OS ENFOQUES DO ESTUDO
Dimensões b...
REFERENCIAL TEÓRICO
1 COMUNICAÇÃO CONTEXTUAL: OS CENÁRIOS
Comunicação e seus processos, variações e adaptações para a cont...
PESQUISA DE CAMPO
6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO
• Estudos de caso: 5 entrevistados.
• Fatos sobre a situa...
 Pesquisa exploratória.
 Observação participante.
Realização:
 Roteiros com perguntas semi-
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Categoria IV
Sociedade
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e aceitação.
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Muito Obrigada!
Jaime Albarrán
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Gladys Córdova
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Roberto Bunster
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Pessoalmente, os depoimentos foram coletados nas datas que seguem:
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Para registrar os depoimentos, as análises serão segmentadas em
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OS DILEMAS DA COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL: ESTUDO DE CASOS DE REFUGIADOS DO GOLPE MILITAR CHILENO

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O presente estudo trata dos dilemas vivenciados pelos refugiados do golpe militar chileno no âmbito da comunicação intercultural. Visa compreender suas percepções e expectativas, assim como incorporar a ótica das Relações Públicas no processo de mediação intercultural. Para isto, foram entrevistados refugiados do golpe militar, que, acolhidos por outros países no período da ditadura, optaram por ficar ou retornar ao Chile. Ao tratar a contextualização dos cenários, demonstra a segmentação da comunicação, das diferenças, da adaptação, do choque cultural e do período histórico. Ao explorar conceitos, revê estereótipo e identidade, assim como as denominações comuns ao tema: cultura, refúgio e exílio. Serão exploradas as mudanças sócio-culturais e a realidade belga, brasileira, chilena e francesa, para melhor ilustrar os quadros comparativos dos entrevistados. Para a realização deste trabalho, foi utilizada a estratégia de estudo de caso (YIN, 2001), com o envio por e-mail de roteiro com perguntas abertas e semi-abertas, além de recursos da pesquisa exploratória (GIL, 1999), desenvolvida mediante técnicas de levantamento bibliográfico e documental. Os resultados sinalizaram as etapas de maior ênfase no que relaciona a comunicação intercultural para os refugiados e seu período de permanência em outro país. O presente trabalho destaca a importância da atividade de relações públicas como mediadora em um ambiente intercultural.

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OS DILEMAS DA COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL: ESTUDO DE CASOS DE REFUGIADOS DO GOLPE MILITAR CHILENO

  1. 1. REFUGIADOS DO GOLPE MILITAR CHILENO: ESTUDO DE CASOS OS DILEMAS DA COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL MARCIA CRISTINA HERNÁNDEZ BRIONES Orientadora: Profª Me. Susana Gib Azevedo Porto Alegre, 2 de julho de 2010.
  2. 2. TEMA E DELIMITAÇÃO  TEMA: OS DILEMAS DA COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL  Adaptação na nova cultura.  Como foi deixar seu país e migrar para um local desconhecido.  Tornar-se um cidadão residente com forma ideologicamente igualitária a dos novos conterrâneos.  DELIMITAÇÃO: ESTUDO DE CASOS DE REFUGIADOS DO GOLPE MILITAR CHILENO  Análise dos processos de mudança vividos por exilados chilenos que foram acolhidos por diversos países, através das diversas culturas em que se refugiavam.
  3. 3. JUSTIFICATIVA + OBJETIVOS  RRPP: Projeção para a área internacional.  Área de estudo atual: o mundo vive as diferenças sociais e compartilha culturas.  Aspecto familiar e coletivo da autora.  Compreender os processos de mudança e os fatos ocorridos.  Identificar a adaptação sob o aspecto das diferentes percepções.  Estudar o processo intercultural.  Vislumbrar o contexto político: a Comunicação e as RRPP. Reconhecimento cultural, social e econômico Nova família; características sociais diferentes Hibridismo cultural
  4. 4. RELAÇÕES INTERNACIONAIS HISTÓRIA DA HUMANIDADE RELAÇÕES PÚBLICAS RELAÇÕES INTERCULTURAIS OS ENFOQUES DO ESTUDO Dimensões básicas do estudo:
  5. 5. REFERENCIAL TEÓRICO 1 COMUNICAÇÃO CONTEXTUAL: OS CENÁRIOS Comunicação e seus processos, variações e adaptações para a contextualização dos cenários tratados. 2 A ADMINISTRAÇÃO DAS DIFERENÇAS Exposição da comunicação intercultural e definições de cultura. 3 AS RELAÇÕES INTERCULTURAIS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO Paralelo da diversidade intercultural e o refúgio e a atividade de Relações Públicas como mediadora. 4 REFÚGIO, EXÍLIO, IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO Nomenclaturas e como ocorrem estas denominações. 5 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL Definições, cenários geográficos e temporais, os principais fatores de mudança, o choque cultural ao recomeçar a vida em um novo país / reconhecimento da pátria ao retorno.
  6. 6. PESQUISA DE CAMPO 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO • Estudos de caso: 5 entrevistados. • Fatos sobre a situação política e econômica do Chile. • Mudanças sócio-culturais causadas pelo golpe militar. • Consequências na sociedade. • Processo de adaptação e readaptação.
  7. 7.  Pesquisa exploratória.  Observação participante. Realização:  Roteiros com perguntas semi- abertas e abertas.  Uso da internet.  Envio de roteiro, com 17 questões, a 5 refugiados do golpe militar chileno.  Período de convivência.  6 categorias / 17 subcategorias + 3 categorias para os depoimentos. METODOLOGIA + PROCEDIMENTOS
  8. 8. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Categoria I Percepções  A percepção das pessoas após o golpe mudou: consciência da ação proposital.  Sensação ao fim do golpe: dividida.  O sentimento de que um novo Chile estava por vir X às injustiças que foram cometidas naquele período.
  9. 9. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Categoria II Adaptação  Traumas: Divisão do social. Medo. Privação da liberdade. Não ter a oportunidade de lutar democraticamente.  Idioma: TV. Livros. Vivência.  Choque Cultural: Diferenças no comprometimento. Contato com pessoas que viveram algo parecido.  Lugar para morar: Segurança. Salvar a vida. Ir para um país com estrutura.  O que mantêm uma pessoa lá: um lugar livre de discriminações.
  10. 10. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Categoria III Trabalho  Funções diferentes até atingir a mesma posição.  Sem a situação legalizada, o contrato informal tinha outra remuneração.  Quem não possuía formação profissional no Chile, trabalhava onde as organizações de apoio aos refugiados os colocavam.
  11. 11. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Categoria IV Sociedade  As reações esboçadas: solidariedade e aceitação.  A população do novo país foi descrita como calorosa, gentil e cooperadora.  Ao saberem que a saída do Chile ocorreu em função do golpe e/ou regime militar, a reação foi de indignação e ao mesmo tempo emotiva.
  12. 12. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Categoria V Interculturalidade  Saída: forma peculiar para cada um dos refugiados.  Ao ingressar no novo país, contaram com o apoio de organizações (na Europa).  Sensação de ser estrangeiro na própria terra.
  13. 13. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO Categoria VI Refúgio  Contatos profissionais, políticos, órgãos internacionais e amigos.  Ampla oferta de manifestações culturais.  Mais liberdade para a mulher, alegria, aproveitar a vida ao ar livre, confiança, crenças.  Dificuldades: orientar-se, idioma, adaptar-se e aceitar a idiossincrasia do país sem perder as suas raízes, outro tipo de clima.
  14. 14. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO PROCESSO DE EXÍLIO MORAL: O REFÚGIO  Jaime Albarrán → Porto Alegre  Roberto Bunster → Santos  Essa denominação surgiu pois formalmente não lhes foram quitados os documentos, mas lhes foi vetada a permanência no país.  “Ao percorrer os povoados ao longo do país, tudo traz lembranças, é como devolver um pedaço da vida que estava perdida; lembranças da infância e juventude se fazem presentes.”
  15. 15. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO PROCESSO DE EXÍLIO POLÍTICO  Jaime Marquez → Paris No Illapu, que realizava turnês mundiais, relatava aos povos o que estava acontecendo no Chile.  Gladys Córdova → Bruxelas Seu marido, foi torturado na base aérea e ao conseguir escapar, conseguiram partir em exílio para a Bélgica.  Enrique Navarrete → Santiago Foi perseguido e preso. Emigrou com identificação trocada.
  16. 16. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO PROCESSO DE “AUTO-EXÍLIO” Mesmo com o fim do regime militar, alguns refugiados optaram por não retornar.  Jaime Marquez → Paris na França teve maiores oportunidades, além de contar com a estrutura que o país oferece.  Gladys Córdova → Bruxelas pôde realizar-se profissionalmente como artista plástica, obtendo reconhecimento.  Jaime Albarrán → Porto Alegre Fixação com o crescimento da família.  Roberto Bunster → Santos o processo repetiu-se e ainda não garante que o tempo de mudanças tenha estancado.
  17. 17. CONSIDERAÇÕES FINAIS  Registro da fragilidade e da força do ser humano ao lutar por um mundo ideologicamente sem fronteiras.  O resgate do que vivenciaram foi marcante e dividido: recordar o povo chileno, as opções políticas, o ir ou ficar, o ficar feliz ou triste.  Esse sentimento ambíguo, que mistura a alegria com a revolta, é relatado com emoção numa forma de registrar a história de cada um, sempre repleta de orgulho – este, sim, sem divisões.
  18. 18. Muito Obrigada! Jaime Albarrán Enrique Navarrete Gladys Córdova Jaime Marquez Isabel Briones Roberto Bunster
  19. 19. • Comunicação trata do elo que conecta pessoas, organizações, mídia. • O significado deste processo é tão amplo e a sua realidade tão essencial que possibilita agregarmos novas ciências, novos estudos e, assim, complementar e direcionar este processo. • A contextualização dos cenários a serem abordados necessita de um processo potente como a comunicação, que, realocada em outra dimensão, torna-se um agente integrador entre cultura e comunicação intercultural. 1 COMUNICAÇÃO CONTEXTUAL: OS CENÁRIOS
  20. 20. 1 COMUNICAÇÃO CONTEXTUAL: OS CENÁRIOS Indivíduos como meio para interação das culturas. Fonte: A Autora (2010). Evolução do sistema de comunicação para um sistema de comunicação intercultural:
  21. 21. 2 A ADMINISTRAÇÃO DAS DIFERENÇAS  COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL Abriga fatores existentes na cultura individual ou coletiva. A interação dos fatores existentes para um indivíduo com outro, causam a fusão de culturas que designamos como interculturalidade.  CULTURA E INTERCULTURALIDADE A cultura não é parte apenas de uma sociedade, mas também é um distintivo de uma nacionalidade, uma organização, um grupo social. É uma representação do real significado do coletivismo. Compreender a cultura de um povo expõe a sua normalidade sem reduzir sua particularidade.
  22. 22. 3 AS RELAÇÕES INTERCULTURAIS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO  DIVERSIDADE CULTURAL E O REFÚGIO Cada grupo vivencia essa experiência de maneira diferente, assim como cada pessoa reage de formas distintas para cada situação. Assim como o estrangeiro experimenta a relação intercultural, assim o é para o nativo que interage com este indivíduo e sua cultura.  RELAÇÕES PÚBLICAS COMO MEDIADOR Segundo Kunsch (2002), “a comunicação é um instrumento vital e imprescindível para que as relações públicas possam mediar relacionamentos organizacionais com a diversidade de públicos, a opinião pública e a sociedade em geral.” A essência das Relações Públicas está na necessidade do equilíbrio entre o individual e o coletivo (FERRARI, 2003, p. 8).
  23. 23. 3 AS RELAÇÕES INTERCULTURAIS NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO Analogia ao modelo de Shannon e Weaver e do sistema fundamental de comunicação. Fonte: A Autora (2010). A cultura que um indivíduo leva consigo, em uma situação migratória, precisa relacionar-se com a cultura que o recebe, através de outro indivíduo:
  24. 24. 4 REFÚGIO, EXÍLIO, IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO  REFÚGIO - Fora do país de origem - não podem ou não querem usufruir da proteção dessa nação - não tem uma nacionalidade e encontram-se fora desse país em consequência dos acontecimentos - não possam ou tenham receio de retornar.  EXÍLIO Assim como o refúgio, caracteriza a situação do país de origem para o passado daquele indivíduo que passou por essas experiências. Pode ser esclarecido como uma formalização do estado de refúgio, através de um decreto oficial.
  25. 25. 4 REFÚGIO, EXÍLIO, IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO  IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO Movimentos que prioritariamente decorrem de mudança geográfica, e não necessariamente estão conectados a um motivo específico do país de origem ou de destino. Decorrentes desses movimentos – imigração, ao entrar em um território, e emigração, ao sair – novos fatos surgem, pois as pessoas estão circulando pelo planeta, compartilhando culturas e evoluindo para uma sociedade cada vez mais homogênea.
  26. 26. POR QUE REFUGIADOS:  ESTEREÓTIPO Podem impedir a comunicação em pelo menos quatro formas: crença coletiva a respeito de algo (ex.: nacionalidade); associação de uma característica específica a todo um grupo; o estereotipado sente-se inferior; e, quando o estereótipo concretizado leva a interpretação de que esse comportamento pertence ao coletivo (JANDT, 2001 apud MARTINELLI, 2008).  IDENTIDADE É um movimento de construção, aliado à personalidade e com temporalidade ilimitada. É algo em constante evolução que é semeada involuntariamente dia após dia, mesmo no passado mais longínquo de cada ser humano, talvez mesmo desde a concepção do embrião. 4 REFÚGIO, EXÍLIO, IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO
  27. 27. 5 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL  A SITUAÇÃO NO CHILE NO ANO DE 1973 Salvador Allende fora eleito através de eleições democráticas, ou seja, realização efetiva da transformação política, social e econômica do país. O apoio dos Estados Unidos ao golpe militar ocorreu por meio desse incentivo financeiro: pagavam parte da população para não trabalhar, numa forma de corroer o governo socialista. A junta militar não restringiu sua revolução somente aos acadêmicos – sociólogos, filósofos, atores, músicos, artistas. Também foram interditados os partidos políticos de esquerda, os conservadores entraram em recesso, o congresso foi dissolvido.
  28. 28. 5 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL  A SITUAÇÃO NO CHILE NO ANO DE 1973 Os líderes da Junta estavam convencidos de que haviam “salvo” o Chile e que os anticomunistas em todo o mundo estariam lhe dando apoio e não censurando. Somente em 1998 Augusto Pinochet foi preso por ter violado os direitos humanos.
  29. 29. 5 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL Jandt (2001 apud MARTINELLI, 2008) O CHOQUE CULTURAL Euforia inicial Impacto da novidade, onde as similaridades entre a cultura materna e a apresentada são exaltadas, afirmando o conforto da nova experiência. Irritação e hostilidade O foco passa para as diferenças entre o país de origem e a nova cultura. Pode manifestar sintomas físicos e psicológicos como fadiga, insônia, depressão, raiva e solidão, reflexo do isolamento. Ajuste gradual Quando sem mais escolhas, a pessoa se ajusta a sua nova realidade e trata de desfrutá-la como lhe parece melhor. Adaptação Plenamente adaptado, passa a conviver naturalmente em ambas as culturas, caracterizando nesse estágio, o hibridismo cultural.
  30. 30. 5 CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA E SOCIAL  RECOMEÇO EM UM NOVO PAÍS Na ida para o novo país, o refugiado leva consigo uma esperança de uma vida melhor, apesar de ter consigo a resistência de querer estar no seu país e não poder. Assim, cria expectativas a respeito do trabalho que irá ter, do idioma que terá que aprender, da nova vida que lhe é oferecida.  RECONHECIMENTO DA PÁTRIA AO RETORNO Imagina como seria sua vida se não precisasse mudar seus rumos, surgindo assim a necessidade de reencontro com o solo natal tantas vezes postergado.
  31. 31.  METODOLOGIA  Pesquisa exploratória. É feita quando o tema é pouco explorado e complexo para formular resultados precisos. (GIL, 1999).  Entrevistas qualitativas, através de roteiros, e observação participante, que incide na inclusão e interação do pesquisador com o objeto de estudo (BARROS; DUARTE, 2006).  Nas entrevistas serão utilizados roteiros com perguntas semi- abertas e abertas, enviadas por e-mail, podendo ser respondidos por escrito e sem a presença do entrevistador (MARCONI; LAKATOS, 2002).  A respeito do uso da internet, visto que os entrevistados estão inacessíveis por outros meios, torna-se uma maneira prática de realização (BARROS; DUARTE, 2006). 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO
  32. 32.  PROCEDIMENTOS Foi enviado um roteiro, contendo 17 questões, a cinco refugiados do golpe militar chileno. As mensagens foram enviadas de 25 a 29 de abril de 2010 e as entrevistas retornaram no período de 8 a 15 de maio de 2010. Envolvidos neste estudo de caso estão:  Jaime Marquez. Exílio Oficial  Gladys Córdova. Exílio Oficial  Jaime Hernández Albarrán. Exílio Voluntário  Roberto Bunster. Exílio Voluntário  Enrique Jaime Navarrete Anguita. Exílio Voluntário 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO
  33. 33. Pessoalmente, os depoimentos foram coletados nas datas que seguem: Jaime Marquez - em 09 de abril de 2009, em Paris, na França. Gladys Córdova - em 26 de junho de 2009, em Bruxelas, na Bélgica. Enrique Navarrete - em 01 de fevereiro de 2010, em Santiago do Chile. No entanto, por volta dessas datas houve um período de convivência de aproximadamente duas semanas com cada um desses três casos de refúgio, o que proporcionou a coleta de dados em forma de observação. Ainda pessoalmente, no entanto com maior ênfase na observação participante, foi resgatado o depoimento de Jaime Albarrán e sua esposa Isabel Briones, que, por serem pai e mãe da autora, proporcionaram anos de relatos durante a convivência familiar. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO
  34. 34. Para registrar os depoimentos, as análises serão segmentadas em três categorias:  Exílio Moral: o refúgio - Trata-se de um exílio voluntário, em que o indivíduo sai do país por falta de recursos básicos de sobrevivência, como alimentação e trabalho. Inclui-se nesta categoria: Jaime Albarrán e Roberto Bunster.  Exílio Político - É o caso de exílio oficial, quando lhe é proibida a permanência e vetada a nacionalidade. Nesta categoria serão incluídos: Jaime Marquez, Gladys Córdova e Enrique Navarrete.  “Auto-Exílio” - Trata-se da opção por não retornar ao país de origem. Inclui-se nesta categoria: Jaime Marquez, Gladys Córdova, Jaime Albarrán e Roberto Bunster. 6 A PESQUISA: REFÚGIO, ADAPTAÇÃO E COMUNICAÇÃO

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