Fotoproteção

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Tipos de radiações solares, formas de proteção e filtros solares, dose eritematosa mínima

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  • Não envolve a formação de melanina
  • Fotoproteção

    1. 1. Fotoproteção Universidade Estadual do Centro-Oeste CURSO DE FARMÁCIA Cosmetologia
    2. 2. 320100 290 400 800 320 – 340 Curto 340 – 400 Longo Efeito Luminoso Efeitos Fotoquímicos Aquecimento MENOR O COMPRIMENTO DE ONDA = MAIOR ENERGIA
    3. 3. ESPECTRO SOLAR TERRESTRE  Luz Infravermelha - IV (50%) Gera pouca energia; provoca aquecimento terrestre Penetração até a hipoderme Fotoenvelhecimento e Fotocarcinogênese Vasodilatação e Eritema  Luz Visível (45%) Atravessa integralmente 0,6 nm da pele Atravessa integralmente a pele Sensibilidade anormal à luz solar Energia calórica e luminosa Radiação Solar
    4. 4.  Luz Ultravioleta - UV (5%) Entre 100 - 400nm Subdividida em classes de acordo com suas características de propagação e efeitos fisiológicos Maior poder energético do espectro solar Atinge a epiderme Níveis ambientais da radiação UV dependem da latitude, estação do ano, correntes de ar, poeira, horário ESPECTRO SOLAR TERRESTRE Radiação Solar
    5. 5. RADIAÇÃO UV  UVA (320 - 400nm) • Podem atingir tecidos dérmicos em peles mais finas, promovendo pequenas alterações em fibras elásticas - Lesiva para elastina e colágeno • Potencializa ações do UVB • Poder cancerígeno • Bronzeamento imediato, sem eritema Radiação Solar UVC UVB UVA
    6. 6.  UVB (290 – 320nm) • Apresentam pequena penetração na pele, mas devido à sua energia, podem resultar em danos imediatos e tardios • Atinge estrato córneo e a epiderme • Provoca queimaduras, edema e bolhas • Transforma ergosterol em vitamina D • Poder carcinogênico • Bronzeamento tardio, com eritema  UVC (100 – 290nm) • Normalmente absorvidos pela camada de ozônio e não alcançam a superfície terrestre • (Eritematogênica • Carcinogênica • Bronzeamento imediato, sem eritema)
    7. 7. Efeitos da Radiação Solar sobre a Pele Necessidade de Proteção Adicional: Filtros Solares Efeitos Radiação Solar sobre a Pele
    8. 8. PENETRAÇÃO DA RADIAÇÃO SOLAR NA PELE Estrato Córneo Epiderme Derme Hipoderme UVC UVB UVA Visível IV 100 290 320 400 800 nm Eritema solar Bronzeamento Envelhecimento Câncer Bronzeamento Envelhecimento Câncer Calor Efeitos da Radiação Solar sobre a Pele
    9. 9. Efeitos da Radiação Solar sobre a Pele  Efeitos Imediatos Ação anti-raquítica (síntese da Vit. D) – raios UVB Produção de calor - raios IV Pigmentação imediata – raios UVA e luz visível  Efeitos Retardados Insolação – raios UVB Espessamento da camada córnea (hiperceratose) – raios UV Bronzeamento (ou pigmentação posterior) - raios UVB  Efeitos em Longo prazo Envelhecimento actínico – raios UVA e UVB Tumores cutâneos – raios UVA e UVB  Efeitos Acidentais Melasmas, lentigos, herpes, acne e fotossensibilização
    10. 10. Eritema e queimadura solar • Eritema: – Vasodilatação – Aumento do volume sangüíneo na derme – Reação transitória – Latência de 1 a 24 horas • Queimadura solar – Inflamação cutânea causada pela exposição solar – Clínica: eritema, edema, dor, bolhas, descamação – Histológica: danos as membranas celulares e ao DNA
    11. 11. DOSE ERITEMATOSA MÍNIMA (DEM) “Dose mínima de radiação UV necessária para produzir eritema” Depende do tipo de pele, espessura, quantidade de melanina: • UVB – é mais eficiente em causar eritema e queimadura solar • UVA – pode contribuir em 10-15% da resposta eritematosa (Potencialização)
    12. 12. Fotoenvelhecimento Problema Social e Problema Estético “Causa primária onde intervém a cosmetologia moderna, cuja finalidade é atenuar os efeitos do envelhecer, principalmente no rosto e pescoço”
    13. 13. Fotoenvelhecimento Evolução “Tendência ao ressecamento e descamação, atrofia da derme e epiderme, atonia dérmica com formação de rugas, redução da atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas, redução da formação da película hidrolipídica da epiderme, aparecimento de fibroses e elastoses na hipoderme, transtornos vasculares, deficiência no aporte nutricional”
    14. 14. Fotocarcinogênese • Exposição solar excessiva • Exposição solar cumulativa – DNA epidérmico atingido: descamação – DNA dérmico atingido: fotoenvelhecimento e fotocarcinogênese • Melanoma - tumor maligno originário dos melanócitos.
    15. 15. FATORES QUE INFLUENCIAM A INTENSIDADE DOS DANOS  Altitude  Estação do ano  Ângulo de incidência  Superfícies refletoras  Espessura da camada de ozônio  Hora do dia  Presença de nuvens  Temperatura  Pigmentação da pele Efeitos da Radiação Solar sobre a Pele
    16. 16. Classificação dos Tipos de Pele Classificação de FITZPATRICK (1988) Fotótipo Cabelos Cor da pele (sem Sol) Bronzeado Proteção contra o Sol 0 (albinos) Brancos Branca - - I Ruivos Leitosa - Muito fraca II Dourados Clara Halo Fraca III Loiros Clara Claro Leve IV Castanhos Mate Escuro Grande V (mediterrâneo) Escuros Morena Muito escuro Grande VI (negro) Negros Negra Negro Muito grande
    17. 17. Mecanismos de proteção da pele • Naturais – Absorção e dispersão de energia – Espessamento da camada córnea - Queratina  produzida pelos queratinócitos, promove espessamento da camada córnea com objetivo de absorver parte da radiação incidente – Pigmentação - Melanina  principal mecanismo de defesa produzida a partir da tirosina pelos melanócitos • Proteção externa – Roupas e acessórios (bonés, óculos) – Filtro solar
    18. 18. Protetor Solar ou Fotoprotetor São produtos cosméticos usados para proteger a pele contra a radiação solar, e estão entre as melhores medidas fotoprotetoras. Esses produtos permitem um maior tempo de exposição ao sol, sendo empregados para prevenção do câncer de pele e do envelhecimento cutâneo precoce.  Atóxicos;  Não ser sensibilizante, irritante ou mutagênico;  Não ser volátil;  Possuir características solúveis apropriadas;  Não ser absorvido pela pele;  Não alterar sua cor;  Não manchar a pele e vestimentas;  Ser compatível com a formulação e material de acondicionamento;  Estável como produto final. Características:
    19. 19. Forulação do Fotoprotetor Gel  Espessantes hidrofílicos; • Não oferecem os mesmos níveis de proteção que as emulsões; • Filtros hidrossolúveis (filtros orgânicos) Loção Hidroalcoólicas  • Água e álcool, fácil de espelhar na pele e evapora rapidamente; • Baixos níveis de proteção; • Efeito deletério do álcool. Cremes e emulsões  • Melhor veículo; • Componentes polares e apolares; • Sensorial mais confortável – O/A e A/O
    20. 20. Filtros Solares Substâncias incorporadas em formulações adequadas para reduzir os efeitos deletérios das radiações UV sobre a pele Filtros Químicos Filtros Físicos
    21. 21. Filtros Orgânicos Compostos orgânicos que absorvem seletivamente radiações UVB e UVA ( 290 a 400nm), impedindo sua ação na pele; Geralmente lipossolúveis; Problemas de toxicidade, alergenicidade e fotoinstabilidade. Exemplos:  PABA  Benzimidazol  Cânfora  Octildimetil-Paba  Benzofenona  P-Metoxicinamato De Octila
    22. 22. Filtros Orgânicos Compostos aromáticos + grupo carboxílico + grupo doador de elétrons (amina ou metoxil) substituído na posição orto ou para do anel aromático Y C N R O Y= OH, NH2, OCH3, N(CH3)2 X= -H=CH- R= C6H4Y, OH, OR' (R= Octila, metila) C RX O
    23. 23. Filtros Orgânicos Absorvem a radiação UV (alta energia) e converte em radiações de baixa energia e inofensivas ao ser humano
    24. 24. Filtros Orgânicos
    25. 25. PABA Octilmetil PABA Filtros Orgânicos
    26. 26. Filtros Inorgânicos - Físicos Refletem e espalham a luz formando um filme protetor que impede a ação dos raios UV Exemplos:  Óxido de zinco  Dióxido de titânio  Talco
    27. 27. Filtros Inorgânicos  Baixa proteção UVA  Fatores que influenciam o FPS:  Tamanho de partícula - pós micronizados  Agregados  Distribuição homogênea
    28. 28. FiltrosInorgânicos SUBSTÂNCIAS CONC. DE USO Óxido de zinco 5 – 25% Dióxido de titânio 5 – 10% Subcarbonato de bismuto 5 – 10% Subsalicilato de bismuto 5 – 10% Estearato de magnésio 10 – 20% Talco 10 – 20%
    29. 29. Dióxido de Titânio
    30. 30. Associação de Filtros Orgânicos e Inorgânicos  Reduz a quantidade de filtros orgânicos: menor risco de sensibilização;  Maior espectro de absorção;  Diminui o aspecto de “Brancura” deixado pelos filtros inorgânicos;  Efeito sinérgico no FPS;  Aumento da fotoestabilidade de filtros orgânicos.
    31. 31. Fator de Proteção Solar (FPS) “Dose mínima eritematosa na pele protegida dividida pela dose mínima eritematosa na pele não protegida” FPS = DEM (pele protegida) DEM (pele não-protegida) DEM = Dose Eritematógena Mínima = Quantidade de energia requerida para produzir a primeira reação eritemática perceptível, com bordas claramente definidas, observadas entre 16-24h após a exposição à radiação UV
    32. 32. Fatores que Influenciam o FPS CONCEITO DE SUBSTANTIVIDADE Quanto ao Usuário Tipo de pele, espessura, pelos, pigmentação Modo / Quantidade / Frequência de aplicação Atividade exercida Quanto à Formulação Concentração / Tipo de Filtro Homogeneidade da Formulação Tamanho de Partícula Associação de Filtros Forma Cosmética Quanto ao Ambiente Afetam o tempo de permanência ao Sol sem causar danos à pele, mas não afetam o FPS.
    33. 33. Metodologia de Avaliação do FPS 1. Métodos IN VIVO: Voluntários sadios: Pele Protegida X Pele Desprotegida 2. Métodos IN VITRO: Técnicas de análises espectrofotométricas na região UV 3. No Brasil: método in vivo (RDC 237/02 – ANVISA) 4. Outras Metodologias: FDA COLIPA Resistência ao Suor e Água Proteção UVA: PPD (Persistent Pigment Darkening)
    34. 34. Fator de Proteção Solar (FPS) • Teste in vivo: relação entre o tempo necessário para o surgimento do eritema, na pele protegida com um fotoprotetor (2mg/cm2), em relação ao tempo de surgimento do eritema na pele desprotegida, em um mesmo indivíduo, sob as mesmas condições experimentais. • Um dado FPS é resultante da média de 20 indivíduos expostos sob radiação artificial (método americano) ou por radiação solar natural (método europeu).
    35. 35. AVALIAÇÃO FPS IN VIVO
    36. 36. AVALIAÇÃO FPS IN VITRO  Espectrofotometria no UV
    37. 37. Bronzeamento pela Radiação UV MELANOGÊNESE Processo de formação de melanina: - Induzida pela luz solar ou fontes artificiais (espectro UV); - Ocorre no interior dos melanossomas, produzidos pelos melanócitos e transportados aos queratinócitos. 37 Tirosina Dopa Domina Dopaquinona Feomelanina + Enxofre + Oxigênio Eumelanina Tirosinase
    38. 38. PIGMENTAÇÃO DIRETA Bronzeamento pela Radiação UV Bronzeamento imediato Início: durante a exposição Máximo: final da exposição  Pode durar até 36h  Descoloração em 4-8 dias Induzido pelo UVA que incide sobre a melanina já formada na pele PIGMENTAÇÃO INDIRETA Início: 48-72h após a exposição Máximo: 7 dias Pode durar semanas a meses Induzido pelo UVA e UVB  Pele mais espessa com UVB  Resulta da produção de melanina  Associado ao ↑ tamanho dos melanócitos, produção de melanossomas e transferência destes para os queraticnócitos. Bronzeamento tardio
    39. 39. Auto-Bronzeadores (Brozeadores sem-Sol) DIHIDRÓXIACETONA - DHA MECANISMO DE AÇÃO: DHA + AAs da queratina → Reação de Maillard → coloração da pele (marrom amarelado) APRESENTAÇÃO: Cremes, loções e espumas DHA: 2% – 5% FORMULAÇÃO: Estabilidade: DHA é mais estável em meio ácido, mas desenvolve coloração em meio alcalino Incompatibilidade: aminas e trietanolamina (a coloração se desenvolve no produto ao invés da pele)
    40. 40. Estimuladores do Bronzeamento MECANISMO DE AÇÃO: Atuam na melanogênese intensificando a formação de melanina Devem ser usados em conjunto com a exposição à radiação UV CLASSIFICAÇÃO: Essência de Bergamota (bergapteno) Derivados da Tirosina Precursores da melanina APRESENTAÇÃO: Cremes, géis e loções
    41. 41. Produtos Anti-Queimaduras Solares Finalidade Destinados a reduzir a inflamação e a dor causadas pela exposição ao Sol; Apresentação Principalmente na forma de emulsões fluidas (pulverizadas); Raramente na forma de géis ou soluções; Composição Base de emulsão O/A; Agentes anti-inflamatórios: guaiazuleno, alfa-bisabolol; Agentes anti-radicais livres: extratos de ginkgo-biloba, flavonóides; Agentes cicatrizantes: alantoína, óxido de zinco ultra-fino; Agente refrescante: mentol; Anestésico local permitido na legislação.

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