Ficha técnica <ul><li>Gênero:  Comédia </li></ul><ul><li>Origem/Ano:  Brasil/2000 </li></ul><ul><li>Duração:  104 min </li...
Sinopse <ul><li>No vilarejo de Taperoá, sertão da Paraíba, João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois ...
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Machismo <ul><li>Demônio X a Compadecida </li></ul><ul><ul><ul><li>Coronel X a Rosinha </li></ul></ul></ul>O Auto da Compa...
Desigualdade Social <ul><li>A associação com a Idade Média e os teatros de Gil Vicente; </li></ul><ul><li>João Grilo e Chi...
<ul><li>Segundo Kellner(2001, p. 83),  a ideologia separa grupos em dominantes/dominados e superiores/inferiores, produzin...
<ul><li>O cangaceiro, afora a deturpação mental, também sofre desigualdade social, mas sua reação é diferente; </li></ul><...
O preconceito <ul><li>Preconceito social: Chicó precisava ser fazendeiro e doutor para ter a mão de Rosinha em casamento. ...
A pobreza <ul><li>João Grilo e Chicó: personagens que vivem com uma condição de extrema pobreza, que se utilizam da inteli...
Adultério e solidão <ul><li>Em sua obra, Suassuna, coloca em questão o tema Adultério; que também foi mantido na rodagem d...
Adultério e solidão <ul><li>Dora trai seu marido com muitos homens da cidade, inclusive aqueles que conhecem ou trabalham ...
Corrupção e ambição <ul><li>A corrupção retratada no filme é a da Igreja: um padre e um bispo que fazem tudo por dinheiro ...
<ul><li>Morte vista pelo ponto de vista católico </li></ul><ul><li>Filme espiritualista </li></ul><ul><li>Não-existência d...
 
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O Auto da Compadecida - Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia

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Apresentação de trabalho para a disciplina Comunicação - 3º ano - Biblioteconomia - UNESP - Marília
2010

Trabalho apresentado por:
Bruna Silva Lara
Camila Ribeiro
Laura Akie Saito Inafuko
Luciana Rosa A. de Oliveira
Marcela Cecília Inácio Evangelista

Publicada em: Educação
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O Auto da Compadecida - Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia

  1. 2. Ficha técnica <ul><li>Gênero: Comédia </li></ul><ul><li>Origem/Ano: Brasil/2000 </li></ul><ul><li>Duração: 104 min </li></ul><ul><li>Direção: Guel Arraes / Mauro Mendonça Filho </li></ul><ul><li>Roteiro: Guel Arraes, Adriana Falcão e Joao Falcão, baseado em peça de Ariano Suassuna </li></ul><ul><li>Produção: Daniel Filho e Guel Arraes </li></ul><ul><li>Prudutor Associado: Daniel Filho </li></ul><ul><li>Figurino: Cao Albuquerque </li></ul><ul><li>Estúdio: Globo Filmes </li></ul><ul><li>Baseado na Obra de: Ariano Suassuna </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia <ul><li>Elenco: </li></ul><ul><ul><li>Fernanda Montenegro (A Compadecida) </li></ul></ul><ul><ul><li>Matheus Nachtergaele (João Grilo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Selton Mello (Chico) </li></ul></ul><ul><ul><li>Lima Duarte. (O Bispo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Rogério Cardoso (Padre João) </li></ul></ul><ul><ul><li>Denise Fraga (Dora) </li></ul></ul><ul><ul><li>Diogo Vilela (Padeiro Eurico) </li></ul></ul><ul><ul><li>Maurício Gonçalves (Jesus Cristo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Marco Nanini (Severino de Aracaju) </li></ul></ul><ul><ul><li>Luis Mello (Diabo) </li></ul></ul><ul><ul><li>Paulo Goulart (Major A.Moraes) </li></ul></ul><ul><ul><li>Virginia Cavendish (Rosinha) </li></ul></ul><ul><ul><li>Bruno Garcia (Vicentão) </li></ul></ul><ul><ul><li>Enrique Diaz (Cangaceiro) </li></ul></ul><ul><ul><li>Aramis Trindade (Cabo Setenta) </li></ul></ul>
  2. 3. Sinopse <ul><li>No vilarejo de Taperoá, sertão da Paraíba, João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello), dois nordestinos sem eira nem beira, andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, &quot;o filme mais arretado do mundo&quot;. A sessão é um sucesso, eles conseguem alguns trocados, mas a luta pela sobrevivência continua. João Grilo e Chicó preparam inúmeros planos para conseguir um pouco de dinheiro. Novos desafios vão surgindo, provocando mais confusões armadas pela esperteza de João Grilo, sempre em parceria com Chicó, mas a chegada da bela Rosinha (Virgínia Cavendish), filha de Antonio Moraes (Paulo Goulart), desperta a paixão de Chicó, e ciúmes do cabo Setenta (Aramis Trindade). Os planos da dupla, que envolvem o casamento entre Chicó e Rosinha e a posse de uma porca de barro recheada de dinheiro, são interrompidos pela chegada do cangaceiro Severino (marco Nanini) e a morte de João Grilo. Todos os mortos reencontram-se no Juízo Final, onde serão julgados no Tribunal das Almas por um Jesus negro (Maurício Gonçalves) e pelo diabo (Luís Melo). O destino de cada um deles será decidido pela aparição de Nossa Senhora, a Compadecida (Fernanda Montenegro) e traz um final surpreendente, principalmente para João Grilo. </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  3. 4. Contexto do livro: diferenças existentes no filme <ul><li>Auto da Compadecida </li></ul><ul><ul><li>Peça de teatro, em forma de auto, em três atos </li></ul></ul><ul><ul><li>Escrita 1955 por Ariano Suassuna </li></ul></ul><ul><ul><li>Sua primeira encenação foi em 1956, em Recife, Pernambuco. </li></ul></ul><ul><li>Diferenças </li></ul><ul><ul><li>A obra suassuniana, possui um tom mais sacro (religioso), enquanto que a adaptação de Guel Arraes apresenta um tom menos moralizante e mais profano. </li></ul></ul><ul><ul><li>A historia não é narrada de maneira integral, em certas seqüências, episódios são alterados ou levemente modificadas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Acréscimo de personagens: Cabo Setenta e Vicentão. </li></ul></ul><ul><ul><li>Substituição de personagem: filho do Major Antônio Morais, no filme, é substituída por uma filha, a Rosinha. </li></ul></ul><ul><ul><li>Acréscimo do fator romance: Chicó e Rosinha. </li></ul></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  4. 5. 1999 - 2000: Principais Fatos ocorridos no Brasil <ul><li>2º mandato do governo FHC </li></ul><ul><li>CPIs </li></ul><ul><li>Morte do calouro da USP durante trote </li></ul><ul><li>Bug do Milênio </li></ul><ul><li>Seqüestro do ônibus 174 </li></ul><ul><li>Caso Lalau </li></ul><ul><li>Guga: número 1 do mundo </li></ul><ul><li>Aniversário 500 anos Brasil </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  5. 6. Elementos trabalhados na análise do filme O Auto da Compadecida (2000) <ul><li>Machismo </li></ul><ul><li>Desigualdade social </li></ul><ul><li>Preconceito social e racial </li></ul><ul><li>Pobreza </li></ul><ul><li>Adultério e solidão </li></ul><ul><li>Corrupção e ambição </li></ul><ul><li>Morte </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  6. 7. Machismo <ul><li>Demônio X a Compadecida </li></ul><ul><ul><ul><li>Coronel X a Rosinha </li></ul></ul></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia <ul><li>Vicentão; Cabo Setenta X </li></ul><ul><li>Dora e outras mulheres da trama </li></ul>
  7. 8. Desigualdade Social <ul><li>A associação com a Idade Média e os teatros de Gil Vicente; </li></ul><ul><li>João Grilo e Chicó = “bobo da corte”, “alecrim” </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia <ul><li>Sátira para retratar os problemas políticos, sociais, culturais ou econômicos. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Segundo Kellner(2001, p. 83), a ideologia separa grupos em dominantes/dominados e superiores/inferiores, produzindo hierarquias e classificações que servem aos interesses das forças e das elites do poder . </li></ul>Desigualdade Social O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia <ul><li>Dora e seu marido se valem de suas ideologias para exclusão de João Grilo e Chicó de suas vidas, traçando para si próprios um perfil de dominadores sobre os dominados. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>O cangaceiro, afora a deturpação mental, também sofre desigualdade social, mas sua reação é diferente; </li></ul><ul><li>Cangaceiro: recorre à violência para se “igualar” socialmente; </li></ul><ul><li>Grilo e Chicó: esperteza e malandragem (lobby) para sobreviver. </li></ul>Desigualdade Social O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  10. 11. O preconceito <ul><li>Preconceito social: Chicó precisava ser fazendeiro e doutor para ter a mão de Rosinha em casamento. Sua condição social inferior o impedia de casar-se. </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia <ul><li>Preconceito racial: João Grilo é chamado de “amarelo”, como se fosse inferior por sua cor, que na verdade representa sua pobreza. O fato de Jesus ser negro causa estranhamento nos personagens </li></ul>
  11. 12. A pobreza <ul><li>João Grilo e Chicó: personagens que vivem com uma condição de extrema pobreza, que se utilizam da inteligência e malandragem para sobreviverem. </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  12. 13. Adultério e solidão <ul><li>Em sua obra, Suassuna, coloca em questão o tema Adultério; que também foi mantido na rodagem do filme. Vale lembrar que o texto original foi escrito em 1955, época em que ainda vivíamos numa sociedade em que a mulher era totalmente desvalorizada. Por isso essa personagem no livro só se caracteriza pelo nome de “mulher do padeiro” </li></ul><ul><li>No filme, Guel Arraes, escolheu um nome para essa personagem, que se chama Dora, uma mulher adúltera, gananciosa, gosta muito de animais e não dá muito valor ao seu marido, que é o o padeiro da cidade, personagem Eurico (nome também escolhido por Arraes, que foi uma homenagem ao personagem Eurico Árabe, do livro O Santo e a Rosa ). Ele se caracteriza por ser um homem submisso e faz tudo aquilo que sua mulher deseja, apesar da sua desconfiança. </li></ul><ul><li>Apesar do filme ter sido inserido um tema romântico, Arraes respeita as características do teatro de Suassuna, não vulgarizando o texto e nem extrapolando com cenas de sexo ou palavras de baixo escalão, optou por manter uma linha simples de diálogo e trejeitos da mulher do padeiro. </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  13. 14. Adultério e solidão <ul><li>Dora trai seu marido com muitos homens da cidade, inclusive aqueles que conhecem ou trabalham para ele, assim ela consegue o enganar e ainda sair de vítima da história. </li></ul><ul><li>Com a invasão dos cangaceiros na cidade, a maioria dos personagens morre, inclusive Dora e Eurico.   </li></ul><ul><li>Na hora da morte de Eurico e Dora, ele pede para que Severino a mate primeiro, pois ele está muito decepcionado com as acusações de adultério que foram feitas á sua mulher e por isso quer vê-la morrendo. </li></ul><ul><li>Porém, um pouco antes da morte dos dois, há uma grande diferença entre o livro e o filme em relação ao perdão entre marido e mulher. </li></ul><ul><li>No livro, quem perdoa é o marido,“ [...] Perdoei minha mulher na hora da morte, porque a amava e porque sempre tive um medo terrível da solidão”(SUASSUNA, 2002, p.176). </li></ul><ul><li>Já no filme, é Dora quem confessa sues adultérios para com o marido e se justifica dizendo que fazia isso por medo da solidão, que preferia perde-lo aos pouquinhos do que perder de uma vez só. </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  14. 15. Corrupção e ambição <ul><li>A corrupção retratada no filme é a da Igreja: um padre e um bispo que fazem tudo por dinheiro </li></ul><ul><li>A corrupção é acompanhada pela ambição: ambição por dinheiro, principalmente, mas também por status na sociedade, pela mão de Rosinha, etc. </li></ul>O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia
  15. 16. <ul><li>Morte vista pelo ponto de vista católico </li></ul><ul><li>Filme espiritualista </li></ul><ul><li>Não-existência da morte </li></ul><ul><li>Mensagem de paz frente a violência atual </li></ul><ul><li>Valorização à vida </li></ul>Morte O Auto da Compadecida: Uma análise do ponto de vista dos estudos culturais da cultura de mídia Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados. Por que tudo que é vivo morre. Ariano Suassuna, 1927-, escritor brasileiro

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