A proposta para a elaboração

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A proposta para a elaboração

  1. 1. A proposta para a elaboração do presente artigo obrigou-nos a buscar subsídios para descrever de maneira sucinta e coesa aspectos do populismo. A sugestão ofertada pelo tema diz respeito ao populismo em terras brasileiras, no entanto, foi imprescindível a conceitualização, bem como, a elaboração de um fluxo cronológico do populismo no decorrer do desenvolvimento das sociedades. Embora o movimento característico do populismo seja a participação das massas, esta forma de organização social só é descrita a partir do início do século 20, por este motivo ousamos mostrar evidências da presença do populismo a partir da historiografia romana. Salientamos e nomeamos no referido artigo vestígios de populismo na Idade Antiga durante o período da República Tardia Romana para que não haja conflito com as fontes contemporâneas. E, finalizando destacamos a Era Vargas como principal exemplo deste movimento, suas características e similaridade com o populismo presente na atualidade. <br />Palavras – chave: Contemporâneo; Massas; Movimento.<br />1 INTRODUÇÃO<br />O populismo apresenta-se como uma interação entre o desejo individual e / ou de um grupo ansioso pelo poder e as necessidades da grande massa. A relação consiste em conceder e / ou restabelecer vantagens, até então, inexistentes ou surrupiadas, em algum momento político - histórico e tutelar através da centralização o poder outorgado por parte da sociedade, representada pelos movimentos populares. Estas ações dependem de recursos pessoais como a empatia, oratória, carisma e desejo embriagante pela mudança; seleção de indivíduos tenazes e capazes de executar as orientações sem grandes questionamentos; apoio sistêmico da mídia, seja ela, estatal ou privada.<br />O fenômeno do populismo é tão antigo quanto a própria sociedade, porém, foi durante o século 20 que se apresentou de forma organizada e capaz não só de mostrar a presença de um governante e sim de provocar mudanças. O populismo por ser um movimento que desperta o proletariado facilmente é utilizado como manobra para ignorar e se sobrepor às instituições democráticas. <br />A grande vitrine do populismo foi à revolução Russa, embora os líderes tenham tomado o poder através da força, mostrou ao mundo o poder inerte e oculto nas grandes massas e, que se devidamente despertado não haveria força coercitiva capaz de detê-la. Tanto que os aparatos de polícia política foram amplamente utilizados pelos reformistas / populistas como forma de controle e cerceamento das liberdades, impedindo que o feitiço se voltasse contra o feiticeiro, perpetuando desta feita o poder. <br />Na América Latina o populismo encontrou e ainda encontra um terreno fértil, não nos faltam exemplos; casal Perón – na Argentina, Getúlio Vargas – no Brasil, Salvador Allende – no Chile, Lázaro Cárdenas del Rio – no México e mais recentemente Hugo Chávez – na Venezuela, Rafael Correa – no Equador, Evo Morales – na Bolívia e menos impactante, Luiz Inácio Lula da Silva – no Brasil.<br />A produção textual teve seu aporte na web-bibliografia e bibliografia clássica. As informações foram exaustivamente analisadas e depuradas para posterior utilização como parte integrante do corpo textual. O espaço temporal remota ao início do século 20 em diante com algumas lacunas preenchidas por informações referentes à Idade Antiga e Moderna. A centralização das ações de pesquisa ateve-se mais ao populismo tupiniquim contemporâneo. <br />2 CONCEITO DE POPULISMO<br />O populismo encontra-se ancorado em um indivíduo ou grupo que catalisa os desejos da grande massa e concede ganhos até então tolhido pelo sistema político vigente. Mesmo que para obter estas concessões tenha que ignorar, atropelar ou modificar as instituições democráticas e representativas encontradas no seio daquela sociedade. Um conceito claro sobre populismo nos é dado por Asensi (2006):<br />O conceito de populismo é usado para designar um tipo particular de relação entre o Estado e as massas, caracterizada pela crescente incorporação das camadas populares ao processo político sob controle e direção do Estado, através do fortalecimento da identidade nacional. A adesão das massas ao populismo tende necessariamente a obscurecer a divisão real da sociedade em classes com interesses sociais conflitivos e a estabelecer a idéia de uma comunidade de interesses solidários. Assim, na verdade, o populismo constitui-se como uma fórmula política, cuja fonte referencial é o povo. Sua ação política se fundamenta nas camadas sociais menos favorecidas, especialmente no proletariado urbano.<br />São as necessidades de mudanças as fomentadoras para o sucesso do populismo, pois este atende a demanda dos proletarii rompendo com o continuísmo de determinados grupos ou oligarquias. As justificativas para o populismo são fundamentadas pelo desejo de quebra de paradigmas existentes, seja através de um modelo econômico, político ou estruturação social. A ameaça ao / e do populismo se faz presente quando o mesmo descarta as instituições ou as modifica para obter um controle sobre os mesmos, criando um estado autoritário. O nazismo é um exemplo claro de populismo capitaneado por um grupo que apresentou respostas a crise existente em sua sociedade, momentaneamente e que depois de suplantar ou controlar as instituições como os partidos políticos, sindicatos e igrejas, apoderou-se do poder autocraticamente.<br />3 EVIDÊNCIAS DO POPULISMO NA HISTÓRIA DAS SOCIEDADES<br />A utilização das massas para orquestrar mudanças de um sistema político contaminado pelas oligarquias ou plutocracias não é novidade na historiografia, encontra-se presente em vários momentos da sociedade. Na Roma Antiga, em especial na República encontramos exemplos como os irmãos Graco, Catilina, Saturnino, Clódio e o maior dos popularis Júlio César que buscava o apoio da plebe para patrocinar mudanças no sistema político - social da época. Leiamos o que nos diz Parenti (2005, p. 153-154) sobre o popularis Caio Júlio César:<br />Em seus últimos mandatos de cônsul, 46-44 a.C., ele fundou colônias para veteranos do seu exército e para 80 mil plebeus romanos, distribuindo algumas das melhores terras da região de Cápua, entre outras, para 20 mil famílias pobres que tivessem três filhos ou mais. César organizou diversõese festas públicas [...]. Perdoou um ano inteiro de aluguel para moradias modestas e moderadas. Concedendo um alívio mais do que necessário aos inquilinos pobres. <br />As ações propostas atendem anseios da plebe, onde claramente Júlio César buscava seu apoio político, para manter-se em evidência e controlar com a ajuda da pressão popular a oligarquia representada pela aristocracia senatorial – os optimates.<br />A partir do século 10 é a religião que abarca o populismo para patrocinar as Cruzadas, neste caso o popularis seria representado por Iesus Nazarenus e o objetivo seria libertar a Terra Santa dos infiéis. A multidão é chamada e organizada para a batalha em prol da salvação do mundo. O chamamento das massas foi realizado a partir das ilusões místicas de um único homem, Pedro, o Eremita. Mais tarde a Igreja se encarrega da organização das Cruzadas tornando-as oficiais e nem por isso menos populares. A enciclopédia virtual Wikipédia (2008) faz um breve comentário acerca do episódio: <br />A Cruzada Popular ou Cruzada dos Mendigos (1096) foi um movimento extra-oficial que consistiu em um movimento popular que bem caracteriza o misticismo da época e começou antes da Primeira Cruzada oficial.O monge Pedro, o Eremita, graças a suas pregações comoventes, conseguiu reunir uma multidão. Entre os guerreiros, havia uma multidão de soldados, mulheres, velhos e crianças.<br />A Revolução Francesa manifesta características populares, as massas representadas pelo Terceiro Estado se rebelam contra o Clero e a Nobreza provendo as mudanças políticas e sociais necessárias para a modernização do Estado. O povo a partir dos intelectuais iluministas é conclamado a participar e mostrar sua força. São Bandouk, Catarin e Recco (2000) que nos dão suporte afirmando que:<br />Segundo a historiografia tradicional, a Queda da Bastilha marca o início da Revolução Francesa. Não há dúvida de que o movimento popular em Paris tenha grande significado, porém a Revolução deve ser vista como um processo, onde é necessário analisar a situação econômica do país, os interesses de classes envolvidos e os interesses dos demais países europeus. A importância da Queda da Bastilha reside no fato de que a partir desse momento a revolução conta com a presença das massas trabalhadoras, deixando de ser apenas um movimento onde deputados julgavam que poderiam eliminar o Antigo Regime apenas fazendo novas leis. A gravidade da crise econômica havia envolvido todo o país em uma situação caótica: os privilégios dados à nobreza e ao Alto Clero dilapidaram as finanças do país, situação ainda mais agravada com a participação da França na Guerra de Independência dos EUA em ajuda aos colonos e palas secas, responsáveis por uma crise agrária, que levava os camponeses a miséria extrema e determinava o desabastecimento das cidades assim como a retração do comércio interno.<br />4 O POPULISMO CONTEMPORÂNEO<br />O populismo como movimento social é descrito a partir do início do século 20 com a Revolução Russa de 1917 onde as forças populares combatem abertamente o sistema político autocrático existente no país dos Czares. O proletariado é chamado às armas para depor os mandatários oligarcas. Neste caso temos uma revolução popular onde seus líderes desejavam o poder e através dele apresentar uma alternativa de governo. A Revolução Russa difere das demais por representar efetivamente o povo no governo, o proletariado apresentou modificações de ordem política, econômica e social. Mais tarde o que nasceu como anseio do povo, para o povo – comunismo / socialismo, passa as mãos da burocracia partidária que serve a autocracia de seus líderes. <br />A partir da década de trinta o populismo exacerbado de líderes como Hitler e Mussolini alçou a Europa no que seria conhecido como Segunda Guerra Mundial. Estas lideranças apropriaram-se das massas para chegar ao poder, eliminando as instâncias democráticas e representativas. Neste caso o populismo apóia-se nas situações vividas pelas sociedades alemã e italiana, ou seja, grave crise econômica e incapacidade de suas lideranças políticas na resolução destes problemas que atingiam a grande massa de desassistidos. <br />A última grande revolução popular foi a Chinesa iniciada em meados do século 20. A partir da movimentação da população, em especial a jovem, foram rompidos os laços com as correntes pró-ocidente,é instalado um governo comunista. Em pouco tempo o que parecia o governo de muitos se torna o governo de poucos, novamente instala-se a autocracia apoiada por um partido. <br />5 POPULISMO AMERICANO<br />No continente americano o populismo apresentou–se nos Estados Unidos da América em meados do século 19 a partir do descontentamento dos fazendeiros em relação à política agráriado governo que punha os produtores em um eterno ciclo de endividamento. Porém, as mudanças exigidas eram mais de ordem econômica que político – social, uma vez que o direito a propriedade e as garantias individuais oferecidas pela Constituição Emancipatória eram bem aceitas pela população.<br />Os movimentos populistas e por conseguinte o populismo se manifestou em praticamente toda a América luso - espanhola, onde caudilhos ou revolucionários movimentaram as massas camponesas e urbanas em direção a mudanças. Na América Latina o populismo encontrou e ainda encontra um terreno fértil, não nos faltam exemplos; casal Perón – na Argentina, Getúlio Vargas – no Brasil, Salvador Allende – no Chile e Lázaro Cárdenas del Rio – no México. Os fenômenos populistas na América parecem não obedecer ao tempo, ressurgem com a mesma rapidez que desaparecem, podemos classificá-los de atemporais, cíclicos e repetitivos. Seus expoentes hoje são Hugo Chávez – Venezuela, Rafael Correa – Equador e Evo Morales – Bolívia. Quanto ao Brasil podemos definir o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como populismo brando, onde as instituições são preservadas, porém a prática de assistencialismo e paternalismo estatal são os indicativos de sua tendência populista.<br />6 O POPULISMO NO BRASIL<br />No Brasil opopulismo se destaca na chamada era Vargas onde várias medidas são adotadas para dar suporte e legitimidade ao governo, uma vez que Getúlio Vargas chegou ao governo através de um golpe e portanto longe das vias democráticas. Sua ascensão ao poder demanda da necessidade de rompimento da velha política café com leite, onde Minas Gerais e São Paulo intercalavam-se no poder. Portanto, mais um anseio político que social. Para prosseguir no podero estrategista Vargas concede várias vantagens a massa como o reconhecimento dos sindicatos, deste que atrelados ao estado, a instituição da carteira de trabalho e a consolidação das leis trabalhistas, entre outras. O MTE[1] (2007) destaca uma as principais benesses do governo Vargas:<br />Entre as principais conquistas trabalhistas da época estão a legalização dos sindicatos (Decreto nº 19.779/março de 1931); instituição das carteiras profissionais (Decreto nº 21.175/março de 1932); regulamentação da jornada de trabalho (1932); regulamentação das condições do trabalho feminino (1932); instituição da convenção coletiva de trabalho (1932); regulamentação do trabalho de menores (1932); regulamentação de férias (1933); a instituição do Salário Mínimo (1940); a aprovação da Consolidação das Leis do Trabalho (1943) e a criação do Instituto dos Serviços Sociais do Brasil (1943); criação de institutos previdenciários (1953). <br />Outros representantes do populismo se seguiram a Getúlio Vargas - Juscelino Kubitschek de Oliveira, Jânio Quadros, João Goulart, Leonel Brizola e entre os direitistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf, porém cabe a Vargas o título de pai do populismo no Brasil. As ações observadas no governo de Vargas nos remetem a analisar a política de agrado das massas para justificar as atitudes autoritárias cometidas contra as instituições civis e democráticas. <br />Hoje o populismo e os que dele se valem procuram não agredir as instituições inerentes a um estado democrático. As ações decorrentes do populismo podem ser observadas no assistencialismo e paternalismo estatal e, na condução constante dos discursos para a massa. No intuito de agradar a população o controle dos gastos públicos não é observado. Os casos de corrupção, mau gerenciamento de fundos, apadrinhamento, clientelismo, tráfico de influência e tantos outros exemplos de ações ilícitas pipocam a todo instante. Em nome de uma suposta governabilidade o estado não pode omitir-se de responsabilidades éticas e morais. <br />7 CONCLUSÃO<br />O populismo como movimento social aparece de forma sistêmica a partir do século 20 e tem seu expoente na Revolução Russa. Porém, em vários momentos da história, períodos onde de alguma forma o povo manifestou suas expectativas são evidenciados. Identificamos aspectos da presença do germe do atual populismo na Roma Antiga, em especial na República Tardia, onde o trabalho dos Tribunos do Povo era capaz de incitar tanto a plebes urbana quanto a rustica. Não devemos imaginar que a ação populista do panem et circenses venha a ser tônica constante das atitudes dos popularis, estes sim, representantes do partido popular e sempre em choque com os optimates senatorias. Na verdade a política do pão e circo demanda de um maior estudo político, social e econômico da civilização romana.<br />No mundo contemporâneo o populismo mostrou-se intrínseco a várias sociedades; russa, alemão, francesa, chinesa, estadunidense e latino americana,provaram o gosto pelo mesmo, é bem verdade que por diferentes ações motivadoras. De comum somente à utilização das massas para obtenção de poder. Em todos os casos o povo foi de alguma forma utilizado por um indivíduo ou um grupo abrindo desta feita o caminho para ápice do poder. <br />O Brasil inaugurou o populismo a partir da Era Vargas, um exemplo da utilização das massas, não para chegar ao poder mas sim para manter-se nele. Para tanto ocorreu um grande avanço na área dos benefícios da classe operária,em tão pouco tempo à mesma conquista vários direitos presentes ainda hoje, todavia, cria alguns vícios, como o excesso clientilista, paternalista e assistencialista, a vinculação dos sindicatos a estrutura governamental, a supressão das instituições democráticas, a limitação da imprensa nacional, entre outras atrofias típicas de estados autoritários. <br />Ao analisarmos o populismo percebemos que o mesmo sofreu transmutações semânticas, se no passado era identificado com líderes populares, hoje é motivo de repulsa, pois, sua prática está ligada às ações de agrado da plebs com a única finalidade de obter o poder ou manter-se epifiticamente atrelado a ele. A participação popular é indispensável para o bom funcionamento das instituições, desde que esta participação seja efetiva e constante e, não apenas ligada efemeramente por um cordão umbilical que ao nascimento do poder o mesmo seja rompido abruptamente pelo seu detentor.<br />Fonte: http://www.webartigos.com/articles/8255/1/Populismo/pagina1.html#ixzz1DOvC9pRh<br />ntroduçãoRetornando o país à normalidade constitucional (a nova Carta foi promulgada em 1946), o populismo iria relevar sua eficiência eleitoral.A eleição do Presidente Eurico Gaspar Dutra contara com o decisivo apoio de Vargas, que a seguir candidatou-se à sucessão. Em 1950 era mais uma vez eleito para a presidência da República. Simultaneamente, organizava-se um partido populista (o Partido Trabalhista Brasileiro - PTB), que conseguiria dominar até 1964, com pequenas interrupções, o Ministério do Trabalho e, por intermédio dele, os sindicatos.No ápice de uma violenta e passional crise política, o presidente Vargas suicidou-se a 24 de agosto de 1954. Nos dezesseis meses seguintes o país conheceria 3 presidentes. Café Filho, vice-presidente e presidente do senado assumiu o poder. Mas foi obrigado a afastar-se antes do fim do mandato, por motivo de doença. A seguir, já restabelecido foi impedido de assumir o poder. Automaticamente o cargo passou para o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, este que, foi declarado impedido pelo Congresso a 11 de novembro de 1955. As funções de chefe de estado passaram assim a ser exercidas até o fim do quinquênio por Nereu Ramos, vice-presidente do Senado, que, com a posse de Café Filho na presidência do país, passara a ex4ercer o papel de vice-presidente da República.Em 1956 tomava posse o presidente eleito, Juscelino Kubistchek, pertence aos quadros do PSD. A base eleitoral deste partido, predominantemente agrária, já elegera antes outro presidente, Gaspar Dutra,. Mas para a vitória de Juscelino Kubistchek contara também com o apoio do PTB, de cujas fileiras saiu o vice-presidente João Goulart.O quinquênio 1956/1960 caracterizou-se pela rápida industrialização, dando ao país uma auréola de prosperidade poucas vezes presenciada no passado. Para incrementar esses desenvolvimento, Juscelino Kubistchek valeu-se da disponibilidade do capital estrangeiro na época, atraindo-o para o Brasil. O país, com seu amplo mercado interno inexplorado e uma indústria siderúrgica de porte regular (onde se destacava a Usina de Volta Redonda, criada por Vargas em 1941), oferecia ótimas de aplacação aos capitais europeus e americanos.Entretanto, na construção de Brasília, nova capital, e em empreendimentos que visavam estabelecer a infra-estrutura e permitir a continuidade do desenvolvimento nacional, Juscelino Kubistchek passava a gastar mais do que comportava a situação econômica do país. Gerou-se uma situação inflacionária, que a curto prazo desembocaria em uma crise.Seu sucessor , Jânio Quadros, ao tomar posse em Janeiro de 1961, denunciou a crise e declarou-se disposto a tomar as medidas necessárias ao saneamento da economia.No desenvolvimento de uma política externa independente, cogitou fazer do Brasil líder das nações do chamado terceiro mundo. A 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renuncia alegando poderes de forças ocultas.A renuncia de Quadros deixou a nação paralisada e perplexa. Para amplos setores das classes medias ele representara uma esperança de moralização da vida pública no país, marcada por denuncias de negociatas, empreguismo, e tráfico de influencias.A rápida passagem de Goulart pelo ministério do trabalho em 1954 e seus pronunciamentos considerados demagógicos tornavam-no fortemente suspeito junto a setores militares e parcelas da opinião pública. Constituiu-se um forte movimento de oposição à posse. Nesse clima não propício assumiu João Goulart.Iniciou-se no Brasil um breve período parlamentarista, durante o qual o cargo de primeiro-ministro foi sucessivamente ocupado.Depois de várias tentativas de estancar a inflação durante esses três anos, João Goulart é obrigado a se exilar no Uruguai…Depois dessa breve introdução, em seguida mais detalhes referentes ao que aconteceu em cada governo.1945 - QueremismoSentindo a onda liberal que tomava conta do país, Getúlio Vargas procurou liderar a abertura democrática. Em fevereiro de 1945, o governo fixou prazo para a próxima eleição presidencial. Concedeu anistia ampla a todos os condenados políticos. Soltou os comunistas que estavam na cadeia, entre os quais Luís Calos Prestes. Permitiu a volta dos exilados ao país.Nesse ambiente de democracia, renascia a vida partidária. Foram organizados diversos partidos políticos, como: UDN, PSD, PTB, PSP. E também foi permitida a legalização do Partido Comunista, este que vivia na clandestinidade.Nas eleições presidenciais, marcadas para dezembro de 1945, concorreriam três candidatos, sendo Eurico Gaspar Dutra o Vencedor.Queremismo: No decorrer da campanha eleitoral, Getúlio Vargas fazia um jogo duplo. Apoiava, aparentemente, o general Dutra. Mas, às escondidas, estimulava um movimento popular que pedia sua permanência no poder, era o queremismo, palavra derivada dos gritos populares "Queremos Getúlio". O queremismo era impulsionado pelo PTB e pelo PCB. Mas nada disso impediu as eleições e a posse do general Dutra.Governo Gaspar Dutra (1946-1951)Logo ao inicio do ano de 1946, Assembléia Constituinte foi convocada para promulgar meses depois em 18 de Setembro de 1946 a nova constituição que tinha essas importantes mudanças.o Princípios básicos do Estadoo Direito de Votoo Direitos Trabalhistaso Direitos do CidadãoO novo presidente tomou posse num clima de euforia pelo restabelecimento das liberdades democráticas. Mais ainda, o Brasil havia acumulado um volume considerável de divisas durante a Segunda Guerra Mundial, o que aumentava o otimismo reinante quanto às perspectivas da economia nacional. No entanto, o novo governo adotou como orientação o liberalismo econômico,Rejeitando a intervenção do Estado na economia. Para combater a inflação, o país foi aberto à importação de bens manufaturados. Com isso, as reservas de divisas esgotaram-se rapidamente.O Governo do general Dutra foi muito influenciado pelos acontecimentos internacionais surgidos após o fim da Segunda Guerra Mundial. Tendo que apoiar os capitalistas ou os socialistas… O governo Dutra aliou-se ao bloco liderado pelos EUA dando origem ao anticomunismo. Todos os políticos eleitos pelo partido comunista brasileira tiveram seus mandatos cassados. E assim o governo reagiu bravamente contra os trabalhadores que pediam por salários maiores e faziam greve, e em seguida foi proibido o direito de greve.Em 1947, porém, foi necessário decretar medidas de controle de câmbio e redução de importações, que beneficiaram indiretamente a indústria nacional. Além disso, pela primeira vez o Brasil conheceu um esforço organizado de planejamento econômico. Em 1947 foi proposto o Plano Salte, numa tentativa de coordenar os gastos públicos através de um programa qüinqüenal.Outra grande obra foi a construção da Estrada Presidente Dutra, tão famosa atualmenteNa disputa pela sucessão presidencial de Dutra concorreram quatro candidatos. Mas venceu Getúlio Vargas dando origem ao seu último governo.Governo Getúlio Vargas (1951-1954)O partido trabalhista foi o responsável pelo apoio e maciça votação recebida por Getúlio Vargas como candidato à Presidência, graças à sua política paternalista para com o trabalhador brasileiro.Destacaram-se nesse período:a) medidas de nacionalização;b) medidas de proteção à indústria;c) Criação da Petrobrás;d) Desenvolvimento econômico.Nacionalismo: Getúlio empenhou-se em realizar um governo nacionalista. Um dos principais fatos do nacionalismo foi sobre o petróleo. Os nacionalistas queriam que a extração do petróleo brasileiro fosse realizada por uma estatal brasileira. Defendiam o slogan O PETRÓLEO É NOSSO. Foi que em 1953 foi criada a Petrobrás que possuía o monopólio do petróleo. Os adversários do nacionalismo promoveram então uma violenta reação à Vargas. Um dos principais lideres da oposição era Carlos Lacerda.Trabalhismo: Para os trabalhadores das cidades, Vargas dizia que seu objetivo era construção de uma democracia social, e assim os trabalhadores teriam direito de desfrutar do progresso. E deu aumento de 100% aos trabalhadores, dando revolta aos patrões.Crise Política: Os políticos da oposição e a imprensa atacam violentamente Vargas. E ocorreu um atentado a Carlos Lacerda. Em agosto de 1954 manifestações militares pediam a renuncia de Vargas. O Presidente recusava a renunciar e em uma atitude trágica, suicidou-se com um tiro no coração e deixou uma carta-testamento no qual pertence a célebre frase: "Sai da Vida para entrar na História".Governo Juscelino Kubistchek (1956-1960)O Governo Juscelino Kubistchek foi marcado por transformações de grande alcance, sobretudo na área econômica, estabeleceu-se um plano de metas, 31 metas, sendo energia, transporte, alimentação, educação e construção da nova capital, esta considerada a mais importante.Essa política desenvolvimentista de Juscelino Kubistchek baseava-se na utilização do Estado como instrumento coordenador do desenvolvimento, estimulado o empresariado nacional, e também criava uma favorável à entrada do capital estrangeiro. Tinha a idéia de realizar atos possíveis em 50 anos somente em 5 anos de seu mandato.O grande número de obras realizadas pelo governo Juscelino Kubistchek fez-se à custa de empréstimos e investimentos estrangeiros. Isto é, governo internacionalizou a economia e aumentou a dívida externa brasileira. Permitiu que grandes empresas multinacionais instalassem suas filiais no país e controlassem importantes serres industriais com eletrodomésticos, automóveis, tratores, produtos químicos e farmacêuticos, cigarros, etc. Por isso, os nacionalistas diziam que a política econômica de Juscelino Kubistchek tinha a vantagem de ser modernizadora. Os gastos com grandes obras públicas ajudaram a elevar a inflação, prejudicando a classe trabalhadora, que, por isso, reclamava por aumentos salariais. Na tentativa de desenvolver a região nordestina Juscelino criou a SUDENE.Juscelino Kubistchek realizou um governo marcado pela garantia das liberdades democráticas. Agindo com habilidade, Juscelino procurava evitar os exageros dos radicais. Durante seu governo não houve cidades presos por motivos políticos.Nesse ambiente de democrático, Juscelino Kubistchek fez-se realizar eleições livres e entregou o poder ao presidente vitorioso, eleito pela oposição: Jânio Quadros.Governo Jânio Quadros (1961)Jânio da Silva Quadros, apoiado pela UDN ganhou as eleições para a presidência com uma vitória espetacular. Conseguiu 48% da preferência do eleitorado, com 1800 mil votos acima do segundo colocado.Juntamente com Jânio, foi reeleito vice-presidente João Goulart. Adversário de Jânio, João Goulart era considerado um herdeiro político.Eleito presidente, Jânio tomou atitudes que surpreenderam os grupos poderosos que o apoiavam os grupos poderosos que o apoiavam. Começou a defender uma política externa independente, isto é, uma política mais livre das pressões das grandes potências. Mandou que se reatassem relações diplomáticas do Brasil com a União Soviética e com a China comunista. Isso provocou violentas criticas.Em 19 de agosto de 1961, Jânio condecorou Che Guevara com a principal comenda brasileira, causando indignação pelos americanos.Revoltada com as atitudes do presidente a UDN rompeu com o governo. Através de uma rede de televisão, Carlos Lacerda acusou Jânio de propiciar a entrada dos comunistas.Apesar do prestígio popular, Jânio não contava com forças políticas organizadas dos trabalhadores para sustenta-lo no poder. Sem o apoiado da UDN, dos grandes empresários e dos grupos que dominavam a imprensa, o presidente tomou uma atitude inesperada: renunciou ao cargo de presidente. Deixou somente um bilhete "forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam… Se permanecesse, não manteria a confiança e a tranqüilidade, ora quebradas e indispensáveis ao exercício de minha autoridade… A mim não falta a coragem da renuncia."João Goulart, o vice, deveria assumir mas estava em viagem a China Comunista, e alguns deputados acusaram-no de ser um comunista. Em retorno só assumiria se aceita-se o sistema parlamentarista. Assumiu, mas após plebiscito popular apoiava o presidencialismo, Jango Assume com o apoio do povo.Governo João Goulart (1956-1960)João Goulart queria realizar um governo nacionalista e reformista. Mas eram muitos os problemas a enfrentar.A inflação e o custo de vida não paravam de subir. E a oposição do governo gastava dinheiro em publicidade e na compra de deputados para votarem contra João Goulart.Sem o apoio dos poderosos, João Goulart procurava a sustentação nas classes populares, e fazia projetos nas áreas de:o Reforma Agráriao Reforma Urbanao Reforma Educacionalo Reforma Eleitoralo Reforma TributariaNo dia 31 de março de 1964, explodiu a rebelião nas forcas armadas. E sem condições de resistir a este golpe de força João Goulart deixou o Brasil no dia 1 de abril e foi se exilar-se no Uruguai.Terminava o período democrático e populista. Começava a ditadura militar…ConclusãoO Período populista teve sua importância na história do Brasil, nota-se que nesse período fatos mudaram a vida dos brasileiros, melhorias foram implantadas, mas à que preço ? e a liberdade? Bem, os comunistas e os grupos de oposição até que tiveram um liberdade relativa, comparando com o conseqüente regime militar. Mas é difícil dizer com exatidão que fatos mordazes teriam acontecido nas entranhas do governo.Mas sobre Getúlio, cada pessoa tem sua própria opinião, ele reinou por 15 anos como ditador, mas era apoiado pelo povo tanto que foi reeleito. Então ele era um ditador… como Hittler (o povo também o apoiava), mas Getúlio aparentemente não fez grandes atrocidades, governou pelo povo, tentou melhorar o estilo de vida. Talvez ele não fosse tudo isso, mas ele construíra uma máscara que o fazia tão popular e por meio de seus atos criava um elo com o povo. Não se sabe se era um anjo o um demônio. Sobre seus últimos atos, pode-se refletir, que ele já sabia que algo iria acontecer, que algo estava podre no governo, e assim queria terminar sua vida mas fazendo algo pelo povo, o fato de ter dado 100% de aumento é uma prova, entre outras.E com toda a tecnologia (ou negligência, ou por interesses) da época, seu suicídio pode ser considerado duvidoso.The Truth is out there<br />

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