Oficinas ecohvale

8.624 visualizações

Publicada em

O vale do Paraíba tem uma importância cultural estratégica seja por unir dois grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, seja por estar na confluência com a serra da Mantiqueira e o sul de Minas Gerais e a Serra do Mar. Historicamente foi palco de muitas passagens importantes na formação da identidade brasileira e centro de atração das mais diversas culturas que culminou por formar a própria identidade paulista. Também por isso foi berço de uma cultura popular riquíssima que até hoje mexe com o imaginário nacional. Na região nasceram grandes poetas e escritores sendo o mais ilustre deles Monteiro Lobato, o visionário empresário que soube capilarizar as matrizes da formação nacional criando personagens que tipificam esta prolífera região brasileira.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
8.624
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7.918
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
3
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Oficinas ecohvale

  1. 1. Oficina 1: "Reencantar o mundo contando histórias" Facilitadora: Margareth Marinho Oficina literária baseada em histórias autorais ou de domínio popular, com dinâmicas de sensibilização, expressividade e roda de histórias. Os assuntos abordados serão: o prazer do texto; o contexto histórico das histórias; fábulas, contos e lendas; o lúdico na literatura; a importância de contar histórias nos dias de hoje e a genialidade de Monteiro Lobato e seus personagens. Currículo resumido Mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Bacharel em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Licenciada em Língua Portuguesa (Licenciatura Plena) pela FERP/RJ. Professora Adjunta na UNIPAC/Juiz de Fora desde 2001 nos cursos da área de saúde e de Administração, com a disciplina Leitura e Produção de Textos. Professora da Prefeitura de Juiz de Fora/MG com vários projetos educacionais e culturais, inclusive premiados., atuando desde 2012 como Coordenadora de Projetos de Incentivo à Leitura na Biblioteca Municipal Murilo Mendes.
  2. 2. Oficina 2: “A oralidade: No principio era o verbo - Os fios da memória presentes na voz do Contador de histórias.” Facilitadora: Andréa Cozzi Ementa: Discutir sobre a necessidade da valorização da literatura oral enquanto possibilidade de problematização de questões relacionadas à identidade, memória e diversidade cultural amazônica. Refletir sobre o diálogo existente entre o contador de histórias tradicional e o urbano. A oficina também deseja trazer para o debate pontos ou atitudes que qualificarão o contato do contador/ouvinte com o universo das narrativas, como: conhecimento do acervo, a seleção dos textos, a preparação das histórias, a criação de roteiros, a voz, o ritmo, utilização de elementos cênicos, o corpo, a vestimenta, improvisação, espontaneidade, emoção. Através das vivencias e reflexões, almejamos criar um movimento voltado para a literatura oral nos espaços educativos, na qual temporalidades e territorialidades não sejam limites para sentarmos e ouvirmos uma boa história, recitarmos poesias, cantarmos uma velha cantiga, ou então, criarmos novas histórias, outras poesias e inusitadas canções. Conteúdo: 1. Leitura e debate de textos teóricos que forneçam base para questões tais como: Letra, voz, memória, identidade e cultura. 2. Reflexão e debate: O diálogo entre o Contador de histórias tradicional e o urbano. O contador urbano – Um ressurgimento? Onde estão quais suas vozes? Por que tanto interesse atualmente na formação de contadores de histórias? As narrativas orais como registro? Há uma intenção na escolha do repertório do contador de histórias? 3. Exibição do curta – Dona Cristina perdeu a memória. 4. Memória e oralidade – o contador como veículo da memória. Slide 5. Cochicho – Memória compartilhada. 6. Apanhadores de histórias – Memória registrada. 7. Leitura compartilhada – O banquete dos deuses ou Meu avô Apolinário. 8. Celebrando a ancestralidade – Danças e cantos da etnia Tembé. Metodologia: Todo o conteúdo será desenvolvido através de reflexões e vivencias sobre a valorização da literatura oral. Público-alvo: professores, educadores, bibliotecários e interessados na arte da palavra. Duração: 04 hrs Currículo Resumido Mestranda pela Universidade do Estado do Pará, na linha de pesquisa Saberes Culturais e Educação na Amazônia; Contadora de histórias do Grupo Cirandeiros da Palavra; Participante do Grupo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas/CUMA, da Universidade do Estado do Pará e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Infância e Educação Infantil na Perspectiva Histórico-Cultural/GEPEHC, da Universidade Federal do Pará- Membro da Rede Internacional de Contadores de Histórias- Cuetacuentos; Membro do Movimento de Contadores de histórias da Amazônia. Idealizadora a organizadora do I e II Encontro de Contadores de histórias da Amazônia e do I e II Festival Pororoca de histórias em parceria com a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.
  3. 3. Oficina 03: Contação de Histórias de Malba Tahan Facilitadora: Profa. Olga Arantes Pereira e Grupo de Contadores de Histórias “Malba Tahan” Justificativa:  As histórias infantis de Malba Tahan – tanto aquelas registradas na “A Arte de Ler e Contar Histórias” quanto as publicadas em jornais e encartes da Maizena –transmitem lições de respeito, solidariedade, justiça, verdade, responsabilidade, lealdade, bondade; atitudes éticas indispensáveis aos educandos/educadores do nosso tempo. Revisão de Literatura  O educador Júlio César de Mello e Souza Malba Tahan (1895-1974) afirma que o cultivo das histórias remonta a época muito afastada,  Do estudo de duas obras de Ivani Fazenda (1993,1994), tecemos o arcabouço teórico para a formação de professores contadores de histórias, pautados na troca efetiva de saberes, na instauração do diálogo e na elaboração das atividades interdisciplinares para as histórias infantis selecionadas. Problema  As histórias não são mais as convidadas ilustres das salas de visitas, dos quartos das crianças e das salas de aula. Atualmente, um número considerável de crianças cresce sem nunca ter ouvido histórias. Hipóteses  Enquanto educadores, formadores de professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, precisamos resgatar não só a arte de ler e contar histórias, mas a magia que delas emana, a imaginação que as mesmas suscitam, os valores éticos e morais que elas propagam. Objetivo  Um mundo melhor espera por seres humanos comprometidos não só com a sua cultura e com a história de seu grupo social, mas principalmente com a transmissão de valores éticos encontrados em muitos contos e fábulas da sabedoria popular. Metodologia  Três momentos – teórico, pedagógico e prático. Considerações  Nestes anos de estudo e pesquisa sobre as histórias Infantis de Malba Tahan, tivemos a oportunidade de constatar que apesar de mais de cinco décadas terem se passado desde a primeira edição de “A Arte de Ler e Contar e Histórias”, a teoria apresentada pelo educador nesta obra está em plena sintonia com alguns teóricos do nosso tempo (Fanny Abramovich, Nelly Novaes Coelho, Marisa Lajolo, Regina Zilberman).  Contando histórias – de Malba Tahan ou de outros autores - estamos ensinando a criança a escutar, a pensar e a ver com os olhos da imaginação. “A narrativa é um antiquíssimo costume popular que podemos resgatar da noite dos séculos e fazê-las renascer” (Abramochi, 1994: 24) não só na formação inicial dos professores de Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, mas também nas escolas e em outros espaços não escolares. Currículo Resumido Graduada em Filosofia, Pedagogia e Língua Portuguesa, Especialização em:Cinema e Mestre em Educação(2006). Professora Titular das Faculdades Integradas Teresa D'Ávila e Diretora do Cine Clube de Lorena,curadora do Cinema Criança há 20 anos e do Festival Gato Preto há 11 anos . Escreveu por vários anos na imprensa local e foi agraciada com o Prêmio Guaypacaré, por sua coluna intitulada "Profissão:Professor". Co-autora do Livro de Todos( Bienal do Livro de 2008). Autora do livro "A Imagem na sala de aula: um olhar" (2009) e membro da Academia de Letras de Lorena, cadeira nº 16, patrono Conde José Vicente de Azevedo. Diretora do Cine Clube de Lorena (cofundadora, em 1964), realiza anualmente o Cinema Criança e o Festival Gato Preto ( vídeos ).
  4. 4. Oficina 04 - Ler e Contar, Contar e Ler Facilitador: Francisco Gregório da Silva Filho Ementa: Ouvir, contar, ler e ver. As narrativas e as diferentes práticas leitoras. O texto, a oralidade, as imagens e as escrituras. A ação, reação e interação dos contadores de histórias e seus públicos. A leitura em voz alta. A relação espacial e o corpo/voz. Dinâmicas de ações dramáticas. Apresentação de filmes de animação. Objetivo A proposta da oficina é promover uma experiência de sensibilização com pessoas de diferentes áreas e interesses para uma prática de ouvir e contar histórias. Metodologia Leitura de textos, contações de histórias, apresentação de audiovisual (documentários sobre o tema), exercícios de práticas de leitura e de contação. Currículo Resumido Francisco Gregório Filho é contador de histórias e escritor. Desenvolve oficinas de formação de contadores de histórias há mais de 25 anos no Rio de Janeiro e em outras cidades do país. Publicou livros de histórias para leitores infanto-juvenis e para adultos; também escreve artigos para jornais e revistas sobre práticas leitoras e a ação de contar histórias. Foi o primeiro coordenador do Proler entre 1992 e 1996. Gestor de programas e projetos com as diferentes linguagens artísticas e a formação de leitores. Nasceu em Rio Branco, no Acre, onde foi Secretário de Cultura do Estado por duas vezes. Alguns de seus livros: Dona baratinha e outras histórias, pela Rocco; Lembranças amorosas, pela Global e Ler e contar, contar e ler, pela Letra Capital.
  5. 5. Oficina 5: Contando Histórias de “Índio”? Facilitadores: Cristino Wapichana (RR), Edson Krenak (MG) e Tiago Hakiy (AM) Ementa: Qual será a verdade por trás da afirmação acima? Como compreendemos os povos indígenas brasileiros? Temos conhecimento suficiente para entender a complexa rede de informação que cerca a arte de contar história por parte dos povos indígenas? Podemos chamar as histórias tradicionais de “histórias de índio”? A proposta da oficina é promover uma experiência de sensibilização com pessoas de diferentes áreas e interesses para uma prática de ouvir e contar histórias. Além disso: - Sensibilizar a todos que se interessem pela arte de contar histórias e da importância da cultura indígena na formação do indivíduo, quer como instrumento de autoconhecimento, quer como ferramenta de ensino ou pesquisa; - Propiciar conhecimento e reflexão sobre as diversas formas de que os povos indígenas trabalhar com a arte palavra, da narrativa, da poesia e da música; - Apresentar a experiência de contar histórias e ouvir histórias como uma das possibilidades de se romper o confinamento cultural, os pré-conceitos e a desinformação, facilitando a imaginação criadora e ética como fonte de ensinamentos. - Promover a leitura. Conteúdo programático A) Apresentação: Por que povos tradicionais contam história? B) A voz, o corpo e a palavra: o sentido da vida; C) Poesia e Memória Cultural: nossos amores; D) A música indígena tradicional e contemporânea na contação de histórias; E) Narração de histórias tradicionais de vários povos indígenas do Brasil. F) Currículos Resumidos Cristino Wapichana - é natural de Boa Vista Roraima, Músico e Compositor e escritor premiado, cineasta, e produtor do Encontro de Escritores e Artistas Indígenas - Vencedor do 4° concurso Tamoios de literatura pela FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e juvenil 2007 com o Texto “A Onça e o Fogo”. Menção Honrosa 2014 do concurso Tamoio. Indicado ao Prêmio da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da Republica 2008 e 2014, pelos trabalhos relevantes em prol da cultura indígena brasileira. Condecorado com a Medalha da Paz-Colinter. Edson Krenak - Graduado em letras pela universidade federal de São Carlos e Mestre em estudos literários pela mesma universidade. Ganhador do concurso Tamoios 2014 promovido pela Fundação Nacional do Livro para Crianças e Jovens (FNLIJ). Tiago Hakiy - É de Barreirinha Estado do Amazonas. Descende do povo Mawé. Viaja por vários lugares do Brasil, participando de eventos literários, para divulgar cultura indígena e a literatura que nasce no coração da floresta. É poeta, escritor e contador de histórias e autor dos livros: AWYATÓ POT: HISTÓRIAS INDÍGENAS PARA CRIANÇAS – Editora Paulinas – GUAYNÊ DERROTA A COBRA GRANDE Editora Autêntica –CURUMINZICES – Editora Leya – CURUMIM – NOITE E DIA NA ALDEIA - TUPANY UM MENINO MAWÉ - Editora Positivo -IWAIPOÁB: o verdadeiro encontro de amor – Editora Edebe

×