Individualismo

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Individualismo

  1. 1. Individualista, eu?Individualista, eu? Antônio Gabriel Filipe Juliana Katherine Luís Otávio
  2. 2. Individualista, eu? A idéia mais comum que temos do individualista é a de alguém que só pensa em si mesmo. Seriam pessoas com dificuldade de relacionamento e isoladas da sociedade, em uma espécie de egoísmo.
  3. 3. Individualista, eu? Entretanto, alguns pensadores até valorizam o lado positivo do individualismo, como consolidar os direitos subjetivos (liberdade individual, privacidade, dignidade, autonomia, etc). Para Aristóteles, todas as coisas são naturalmente individuais, tendo características próprias – para entender o grupo basta uma concepção de base.
  4. 4. Grécia Antiga Na Grécia antiga, a vida cotidiana era conjunta. O testemunho de cada um sobre as ações do outro era importante. O ideal máximo era a conquista da imortalidade: a única forma de se imortalizar era deixar marcas na memória de gerações futuras.
  5. 5. Idade Média Na Idade Média, quem se torna eterna é a alma, não mais a memória. A religião torna-se o caminho para a eternidade. Quem dirige a política são os reis. Não precisando mais se preocupar com a imortalidade e o bem comum, as pessoas passam a cuidar de seus próprios negócios.
  6. 6. Idade Média Desde esse tempo, nossa noção de indivíduo é politicamente conveniente, porque para os governos é mais fácil que cada um cuide de si e não participe da vida comum.
  7. 7. Reforma Protestante A Reforma Protestante foi uma forma de valorização do indivíduo: a pessoa conquistou o direito de sozinha falar com Deus e ler a Bíblia em seu próprio idioma.
  8. 8. Revolução Industrial Até a Revolução Industrial, o trabalhador era ligado à terra e às pessoas que lá trabalhavam, sendo tais relações comunitárias. Com o advento da indústria, o homem passou a ser ele próprio uma força de produção: o trabalho de cada um começa a ser vendido no mercado, por contratos.
  9. 9. Até quando o individualismo é vantajoso? Quando a atitude é superdimensionada, o individualismo torna-se uma patologia: a pessoa torna-se isolada e auto-referente. Este processo leva a dois fenômenos: a morte do espaço público e a cultura do eu.
  10. 10. Até quando o individualismo é vantajoso? Chegou-se a uma era chamada ”consumo de consciência”, com práticas de alcance espetacular do mercado, como a auto-ajuda, o esoterismo, o culto do corpo e a religiosidade como fuga da vida pública.
  11. 11. Coletivismo X Individualismo Um exemplo entre a tensão entre o coletivismo e o individualismo, que existe nos dias atuais, é a crise do meio ambiente e as manifestações que tentam reverter a situação. O sujeito compra um carro baseado em seu direito de consumo, sem pensar nos prejuízos nas gerações futuras.
  12. 12. Coletivismo X Individualismo A Internet nos faz defrontar com o individualismo e o coletivismo: ao mesmo tempo que torna o usuário isolado (apenas com o computador), a Internet conecta um ao outro, permitindo a comunicação entre pessoas distantes.
  13. 13. Soren Kierkegaard (1813-1855) Para Kierkegaard, a finalidade do homem é tornar-se indivíduo, que tenha relações consigo mesmo, com as pessoas e com Deus. Tal indivíduo é o oposto do homem da massa (que não pensa sozinho) e do homem hermético (isolado de outros homens). É importante que o homem deixe de viver por hábito e encontre uma verdade pela qual queira viver e morrer.
  14. 14. Friedrich Nietzsche (1844-1900) O filósofo desmistifica a idéia de que se deve trabalhar por grandes ideais coletivos, ou para se ficar na História. Para ele, o trabalho deve ser feito porque é bom e se gosta de praticá-lo. O benefício comum é conseqüência: um pesquisador pode descobrir coisas que beneficiarão outros seres.
  15. 15. Friedrich Nietzsche (1844-1900) Os pensadores que defendem este raciocínio não lidam com dicotomias (Bem/Mal, individual/coletivo). Tudo está interligado. O individualismo é condenável no sentido de acumular coisas e nunca passar ao próximo.
  16. 16. Outras vantagens Liberdades individuais: Direito à privacidade, à inviolabilidade do lar, da correspondência, ao direito de locomoção (de ir e vir), de reunião e de livre-manifestação do pensamento. Tais liberdades são um legado da Revolução Francesa e refletem a ideologia burguesa.
  17. 17. Então, qual a desvantagem? O abandono que se nota não é nas relações coletivistas, mas no espaço coletivo: as praças estão despovoadas. Todavia, surgem outros espaços públicos, como os sites da Internet. As pessoas também acham que o espaço público não é mais delas. Neste sentido, a crítica ao individualismo é pertinente.
  18. 18. FimFim

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