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Cidadania,
       Reconhecimento e
           Minorias
- os meios de comunicação e a mediação de conflitos -




                                     Faculdade Cásper Líbero
                                 Programa de Pós-Graduação
                                  Mestrado em Comunicação
                                         2º Semestre de 2010
                              Disciplina: Mídia, Poder e Ética
               Professora: Ângela Cristina Salgueiro Marques
                        Aluna: Janaíra Dantas da Silva França
Sejam bem-vindos!
Nossa agenda:

 Analisar o conceito de cidadania e sua relação com a teoria
  do reconhecimento;
 Analisar o significado de “minorias” no atual contexto social e
  político;
 Avaliar as virtudes cívicas e a ética na cidadania;

 O papel dos meios de comunicação na mediação de conflitos
  sociais;
 Considerações finais.
                                                                2
Bibliografia:
BARBALHO, Alexandre. “Cidadania, minorias e mídia: ou
algumas questões postas ao liberalismo”. In: PAIVA, Raquel;
BARBALHO, Alexandre (orgs.). Comunicação e Cultura das
Minorias. São Paulo: Paulus, 2005, pp. 27 a 39.

SILVA, Josué Pereira. “Cidadania e Reconhecimento”. In:
AVRITZER, Leonardo; DOMINGUES, José Maurício (orgs.). Teoria
Social e Modernidade no Brasil. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2000, pp. 123-135.


                                                           3
Bibliografia:
HELLER, Agnes; FÉHER, Ferenc. “Ética da cidadania e virtudes
cívicas”. In: A condição pós-moderna. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1998, p. 113-129.

SODRÉ, Muniz. “Por um conceito de minoria”. In: PAIVA, Raquel;
BARBALHO, Alexandre (orgs.). Comunicação e Cultura das
Minorias. São Paulo: Paulus, 2005, pp. 11 a 14.

PAIVA, Raquel. “Mídia e política da minorias”. In: PAIVA, Raquel;
BARBALHO, Alexandre (orgs.). Comunicação e Cultura das
Minorias. São Paulo: Paulus, 2005, pp. 15 26,
                                                                4
Cidadania, Liberdade e Igualdade

Uma questão que norteia nossa discussão hoje...




      Todos são iguais
       perante a lei?



                                                  5
Cidadania, Liberdade e Igualdade

Referencial histórico:




Alguns movimentos sociais e políticos que aconteceram no final
do século XVIII, contribuíram para nosso atual conceito de
cidadania, liberdade e igualdade.
De um lado as monarquias absolutistas e do outro a burguesia
defendendo a liberdade individual como direito natural do
homem.                                                       6
Cidadania, Liberdade e Igualdade

Dois grandes acontecimentos deste momento histórico:
 A Revolução Americana de 1776;

 A Revolução Francesa de 1789, que resultou na promulgação
da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.




                                                          7
Cidadania, Liberdade e Igualdade

            A importância dos revolucionários
            franceses, segundo Barbalho (2005) não
            está apenas na contribuição na definição
            dos princípios de cidadania, mas
            também       por   defendê-los     como
            “universais”.

            A partir de então, estamos falando de
            “direitos universais”.


                                                   8
Liberalismo

Duas considerações se fazem importantes quando analisamos o
liberalismo:

  Liberalismo não é sinônimo de regime democrático. Visto
que o ideal de Estado liberal é o mínimo de intervenção na vida
privada e do Estado democrático engloba todos como cidadãos,
independentes de fatores de diferenciação como credo, etnia
ou classe social.



                                                              9
Liberalismo

  Apesar do lema “igualdade, fraternidade e liberdade” ser
usado como referencial político até os dias atuais, há fortes
evidências que pele menos dois deles são considerados
excludentes entre si: liberdade e igualdade.

De acordo com Barbalho (2005) é impossível que um Estado
implemente a máxima liberdade e a máxima igualdade ao
mesmo tempo numa sociedade que preze os Direitos Humanos.



                                                            10
Liberalismo

Segundo ele, uma mediação entre as duas seria mais viável,
porque:


 Se o Estado
                                                 Se o Estado
  concede a
                                                    iguala a
    máxima         Máxima                          todos, a
  liberdade,      Liberdade     Máxima          liberdade da
passa a existir                Igualdade        diferença fica
o mais fraco e
                                                  no mínimo
o mais fraco =
                                                   restrita.
desigualdade.

                                                            11
Liberdade e Igualdade

Norberto Bobbio é outro estudioso que define o desencontro
liberdade x igualdade, uma vez que ambas possuem visões
distintas sobre homem e sociedade. (Bobbio, 1988, p.9).

               • Visa a expansão da personalidade
                 individual. É mais individualista,
   Liberal       conflituarista e pluralista.



               • Visa o desenvolvimento da
                 comunidade em seu conjunto,
 Igualitário     mesmo que diminua a oferta de
                 liberdades dos “singulares”.
                                                         12
E as minorias?




                 13
O que é minoria?

Sodré (2005) apresenta a conceituação sobre “minoria” de
forma bem interessante e de vários aspectos...

 A democracia é um regime de minorias, porque só por meio
do processo democrático a minoria pode se fazer ouvir. Neste
caso, a minoria é maioria no processo político.




                                                           14
O que é minoria?

 A minoria é uma voz “qualitativa” de um grupo de
pessoas.

Apóia-se em Kant (alemão), para definir os conceitos
de maioridade e menoridade. A maioridade implica
literalmente na capacidade de falar do sujeito. A
minoridade é a impossibilidade de falar do sujeito.




                                                15
Minoria...




             16
Minoria...

             A noção contemporânea de minoria “é
             a possibilidade terem voz ativa ou
             interferirem nas instâncias decisórias
             do Poder e naqueles setores sociais ou
             frações de classe comprometidos com
             as diversas modalidades de luta
             assumidas pela questão social”.
             (SODRÉ, 2005, p. 12)




                                               17
Minoria...




  O que move a minoria é o impulso para a transformação!

O devir minoritário, que segundo Deleuze e Guattari, a minoria
não é sujeito coletivo numericamente definido e nem idêntica a
si mesma, mas é um fluxo de mudança que atravessa um grupo,
na direção de uma subjetividade não capitalista.
                                                             18
Lugar minoritário...



Não é algo necessariamente físico...

“É o topos polarizador das turbulências, conflitos e
fermentação social. O conceito de minoria é um lugar onde se
animam os fluxos de transformação de uma identidade ou de
uma relação de poder. Implica uma tomada de posição grupal
no interior de uma dinâmica conflitual”. (SODRÉ, 2005)

                                                           19
Como caracterizar uma minoria?


             Minoria não é uma multidão ou grupo
             mobilizado por um ideal, é um
             dispositivo    simbólico      com     a
             intencionalidade ético-política de luta
             contra a hegemonia.




                                                  20
Como caracterizar uma minoria?

o Vulnerabilidade jurídico-social:     por ser considerada
vulnerável mediante as regras de ordenamento jurídico;

o Identidade in status nascendi: uma entidade em formação
que se alimenta da força e dos ânimos dos estados nascentes,
vive sempre em recomeço;

o Luta contra-hegemônica: a não aceitação de um poder
hegemônico;

o Estratégias   discursivas: ações demonstrativas     como
passeatas, invasões, manifestos e similares.
                                                           21
Como relacionar cidadania,
reconhecimento e as minorias?




                           22
Cidadania e Reconhecimento

O autor Josué P. Silva descreve a relação entre cidadania e
reconhecimento, trazendo à discussão os conceitos
desenvolvidos por Marshall (1965) e por Honneth (1994:1995).

Os conceitos de cidadania e reconhecimento se
complementam, porque a noção de cidadania só é possível se
estudarmos a teoria de reconhecimento proposta por Honneth.




                                                           23
Cidadania e Reconhecimento
O conceito de cidadania segundo Marshall (1965), possui
3 elementos:

                  Relativa aos                         Referente aos                        Como conjunto




                                                                         Cidadania Social
Cidadania Civil




                                 Cidadania Política
                   direitos de                             direitos de                      de direitos que
                    liberdade                         participação no                                   inclui
                   individual.                           exercício do                          segurança e
                                                                poder.                           bem estar,
                                                                                                permitindo
                                                                                             viver um vida
                                                                                                  civilizada.

                                                                                                                 24
Cidadania e Reconhecimento
Reconhecimento (Honneth 1994:1995)



                 Baseado nas                         Respeito                A auto-estima
Reconhecimento




                                 Reconhecimento




                                                                  Reconhecimento
                     relações                       moral e da                      social.
   no Amor




                   familiares.                     consciência
                                     Jurídico




                                                                      Social
                                                  dos direitos.




                                                                                              25
Consolidando...

Cada tipo de cidadania pertence à um estágio distinto de
desenvolvimento do processo civilizatório e também de
reconhecimento.

A cidadania social está associada ao surgimento de uma esfera
social diferenciada, que Hannah Arendt chama de “emergência
social”.

O status da cidadania é alcançado por meio da luta de pessoas
ou grupos de pessoas que se sentem excluídos e portanto não
possuem reconhecimento diante da sociedade.
                                                            26
Cidadania e Reconhecimento
Nancy Fraser (1995) contribui para nosso entendimento:

         Redistribuição                            Reconhecimento
      (injustiça econômica)                (injustiça cultural ou simbólica)




                Construção dos Movimentos Sociais
       Movimento operário clássico (sindicatos, empresas, sistema)
           Grupos sociais que sofrem opressão cultural/sexual
            Movimentos ambivalentes: feministas e os negros

   Nos ajuda a entender o que é cidadania que foi discutida por Marshall.
       Ambos os conceitos se complementam, não são excludentes!                27
Cidadania e Virtudes Cívicas

Há normas e regras em todos os campos de interação e
comunicação, conforme descrito por Heller & Féher (1998).

Todo adulto de um estado democrático moderno é por
definição um cidadão. Mas nem todos têm uma relação prática
individual com as normas e regras que regem a esfera política.

Quanto mais ampla for a experiência de vida, quanto mais
múltiplas as necessidades dos atores políticos, maior é a
probabilidade de que normas e regras justas possam substituir
as existentes.

                                                             28
Cidadania e Virtudes Cívicas


As virtudes são traços de caráter considerados exemplares por
uma comunidade de pessoas.

Virtudes cívicas são as virtudes do cidadão, possui valor
intrínseco, significa literalmente a “coisa comum”. São coisas que
partilhamos e consideramos como pré-condições da vida.

A prática das virtudes fazem da “cidade” o que ela deve ser: a
soma de total de todos os cidadãos. As virtudes civícas
contribuem para a boa vida de todos.
                                                               29
Cidadania e Virtudes Cívicas

As ações políticas acontecem de três maneiras:

1. As pessoas agem dentro das organizações políticas;
2. Podem traduzir reivindicações privadas em público;
3. As pessoas podem mobilizar outras para tratar questões
   sociais privadas ou públicas,         tornando-as   normas
   democráticas gerais ou universais.




                                                           30
Virtudes Cívicas e o Valores

Valores Universais de Liberdade...


    Valores Universais da Vida...


        Valor Condicional da Igualdade...


             Valor da Racionalidade Comunicativa...

                                                      31
Mídia e Minorias




                   32
Mídia e Minorias

Cada indivíduo estabelece contatos e contratos com o mundo
(família, escola, trabalho e até religião) e inserimos neste
contexto social, as normas, regras e costumes, criando um
padrão de relacionamento com o outro.

Ou seja, o tecido social é construído com base no conjunto de
mediações sociais.

Emergem entre os sujeitos pré-moderno e moderno novas
formas sociais, novos e distintos formatos de relacionamento
do indivíduo com o mundo e principalmente com o outro.
                                                            33
Mídia e Minorias


O papel das instituições:



Segundo Paiva (2005), um dos maiores desafios da
contemporaneidade está centrado no problema do
estabelecimento de regras, padrões, normas, afetos; enfim, na
aceitação radical do outro.


                                                            34
Mídia e Minorias
E a mídia?

A mídia responsabilizar-se hoje por todas as mediações sociais
e é ela que regula a relação do indivíduo com seus pares.

Ao regular as relações, a mídia parte do pressuposto que a
compreensão do consumo assume papel determinante.

A nova ordem privilegia um número diminuto de indivíduos
capazes de experimentar as novas proposições midiáticas e de
outro lado excluí um número cada vez maior de indivíduos.

                                                             35
Mídia e Minorias
A partir deste contexto, dois distintos grupos produzem uma
nova forma social, regulada pela violência e crueldade e pela
espetacularização midiática.




            Minorias                        Minorias
           Flutuantes                      Passionais




                                                            36
Minorias Flutuantes...


Como a mediação entre as relações sociais é substituída pela
midiatização, a violência e a crueldade é transformada em
espetáculo e utilizada pelos grupos minoritários como
ferramenta de “aparição”.

A isso é dado o nome de “minoria flutuante”, um grupo que se
assume como força política de oposição ao sistema de
hegemonia e de forma ‘guetificada’, adotando posturas
violentas e marcadamente terroristas.

                                                           37
Minorias Passionais...


Sua expressão não ultrapassa o ambiente retórico e as
explosões verbais, ou seja, a manifestação se expressa no
ambiente discursivo e de espetacularização.

Esses movimentos podem assumir uma relevância
organizacional ou partidária ativa, capazes de comprometer a
governabilidade democrática e sua presença caracteriza o perfil
atual dos movimentos: a era das turbulências.


                                                              38
Mídia e Minorias
Espósito fez uma releitura de Hobbes e publicou: “aquilo que os
homens realmente tem em comum é a capacidade de matarem
uns aos outros” (2000, p.45)

Os grupos minoritários que forem pautados pela premissa da
inclusão podem desenvolver práticas que visem interromper a
violência social.

                         Por isso a importância de se entender
                 as teorias do reconhecimento e da cidadania.


                                                              39
Mídia e Minorias

Segundo Paiva (2005), as minorias podem optar por duas formas
de atuação, em:

                           Comunidade Gerativa:
               Conjunto de ações norteadas propósito do bem
               comum,      com      aspectos    próprios    de
               sociabilidade:    cooperação,     solidariedade,
               tolerância, fraternidade, docilidade, amizade,
               generosidade e caridade.

                                 Comunidade Negativa:
                        Grupos e facções que usam práticas
                        violentas para exclusão visceral de outro
                        ao núcleo grupal.
                                                                    40
Mídia e Minorias




  A mídia passa a pensar numa estrutura social que inclua a
  multiplicidade e conviviabilidade. Entre os conceitos que
 devem ser considerados nesta envergadura teórico-prática
  capaz de promover uma reformulação da estrutura social
        são: aceitação, diferença/igualdade, inclusão,        41
 compartilhamento, pertencimento, diálogo e comunicação.
Mídia e Minorias


No esforço de definir a atuação dos grupos minoritários, é
preciso lembrar que não bastar atuar sobre os fracassos das
instituições sociais e do poder público (saúde, segurança,
educação, lazer, urbanização, saneamento, moradia, etc.), é
importante também o envolvimento digno e efetivo dos
indivíduos sob a premissa da inclusão, da responsabilidade,
do afeto e do respeito.

       É o “reconhecimento mútuo” proposto do Honneth.
                                                              42
Cidadania e Virtudes Cívicas

As principais virtudes relacionadas com os valores
 anteriores são: tolerância radical, coragem cívica,
solidariedade, justiça, prudência e a racionalidade
                                          discursiva.




                                                   43
Considerações finais...

Segundo o filósofo americano Richard Rorty, devemos nos
“concentrar em nossa habilidade de tornar irrelevante as
pequenas particularidades que nos separam – não por meio de
uma comparação com uma coisa grandiosa que nos une, mas
mediante a comparação com outras coisinhas pequenas”.

Partindo da premissa que todos nós temos “virtudes cívicas”,
será que estamos praticando-as em nossas relações sociais?

A moralidade é uma questão de sentimento, que talvez exija
(boa) vontade e reivindique presença concreta dos indivíduos.
                                                           44
Muito obrigada pela
presença de vocês!



                      45

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Cidadania, Reconhecimento e Minorias nos Meios de Comunicação

  • 1. Cidadania, Reconhecimento e Minorias - os meios de comunicação e a mediação de conflitos - Faculdade Cásper Líbero Programa de Pós-Graduação Mestrado em Comunicação 2º Semestre de 2010 Disciplina: Mídia, Poder e Ética Professora: Ângela Cristina Salgueiro Marques Aluna: Janaíra Dantas da Silva França
  • 2. Sejam bem-vindos! Nossa agenda:  Analisar o conceito de cidadania e sua relação com a teoria do reconhecimento;  Analisar o significado de “minorias” no atual contexto social e político;  Avaliar as virtudes cívicas e a ética na cidadania;  O papel dos meios de comunicação na mediação de conflitos sociais;  Considerações finais. 2
  • 3. Bibliografia: BARBALHO, Alexandre. “Cidadania, minorias e mídia: ou algumas questões postas ao liberalismo”. In: PAIVA, Raquel; BARBALHO, Alexandre (orgs.). Comunicação e Cultura das Minorias. São Paulo: Paulus, 2005, pp. 27 a 39. SILVA, Josué Pereira. “Cidadania e Reconhecimento”. In: AVRITZER, Leonardo; DOMINGUES, José Maurício (orgs.). Teoria Social e Modernidade no Brasil. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000, pp. 123-135. 3
  • 4. Bibliografia: HELLER, Agnes; FÉHER, Ferenc. “Ética da cidadania e virtudes cívicas”. In: A condição pós-moderna. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998, p. 113-129. SODRÉ, Muniz. “Por um conceito de minoria”. In: PAIVA, Raquel; BARBALHO, Alexandre (orgs.). Comunicação e Cultura das Minorias. São Paulo: Paulus, 2005, pp. 11 a 14. PAIVA, Raquel. “Mídia e política da minorias”. In: PAIVA, Raquel; BARBALHO, Alexandre (orgs.). Comunicação e Cultura das Minorias. São Paulo: Paulus, 2005, pp. 15 26, 4
  • 5. Cidadania, Liberdade e Igualdade Uma questão que norteia nossa discussão hoje... Todos são iguais perante a lei? 5
  • 6. Cidadania, Liberdade e Igualdade Referencial histórico: Alguns movimentos sociais e políticos que aconteceram no final do século XVIII, contribuíram para nosso atual conceito de cidadania, liberdade e igualdade. De um lado as monarquias absolutistas e do outro a burguesia defendendo a liberdade individual como direito natural do homem. 6
  • 7. Cidadania, Liberdade e Igualdade Dois grandes acontecimentos deste momento histórico:  A Revolução Americana de 1776;  A Revolução Francesa de 1789, que resultou na promulgação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. 7
  • 8. Cidadania, Liberdade e Igualdade A importância dos revolucionários franceses, segundo Barbalho (2005) não está apenas na contribuição na definição dos princípios de cidadania, mas também por defendê-los como “universais”. A partir de então, estamos falando de “direitos universais”. 8
  • 9. Liberalismo Duas considerações se fazem importantes quando analisamos o liberalismo:  Liberalismo não é sinônimo de regime democrático. Visto que o ideal de Estado liberal é o mínimo de intervenção na vida privada e do Estado democrático engloba todos como cidadãos, independentes de fatores de diferenciação como credo, etnia ou classe social. 9
  • 10. Liberalismo  Apesar do lema “igualdade, fraternidade e liberdade” ser usado como referencial político até os dias atuais, há fortes evidências que pele menos dois deles são considerados excludentes entre si: liberdade e igualdade. De acordo com Barbalho (2005) é impossível que um Estado implemente a máxima liberdade e a máxima igualdade ao mesmo tempo numa sociedade que preze os Direitos Humanos. 10
  • 11. Liberalismo Segundo ele, uma mediação entre as duas seria mais viável, porque: Se o Estado Se o Estado concede a iguala a máxima Máxima todos, a liberdade, Liberdade Máxima liberdade da passa a existir Igualdade diferença fica o mais fraco e no mínimo o mais fraco = restrita. desigualdade. 11
  • 12. Liberdade e Igualdade Norberto Bobbio é outro estudioso que define o desencontro liberdade x igualdade, uma vez que ambas possuem visões distintas sobre homem e sociedade. (Bobbio, 1988, p.9). • Visa a expansão da personalidade individual. É mais individualista, Liberal conflituarista e pluralista. • Visa o desenvolvimento da comunidade em seu conjunto, Igualitário mesmo que diminua a oferta de liberdades dos “singulares”. 12
  • 14. O que é minoria? Sodré (2005) apresenta a conceituação sobre “minoria” de forma bem interessante e de vários aspectos...  A democracia é um regime de minorias, porque só por meio do processo democrático a minoria pode se fazer ouvir. Neste caso, a minoria é maioria no processo político. 14
  • 15. O que é minoria?  A minoria é uma voz “qualitativa” de um grupo de pessoas. Apóia-se em Kant (alemão), para definir os conceitos de maioridade e menoridade. A maioridade implica literalmente na capacidade de falar do sujeito. A minoridade é a impossibilidade de falar do sujeito. 15
  • 17. Minoria... A noção contemporânea de minoria “é a possibilidade terem voz ativa ou interferirem nas instâncias decisórias do Poder e naqueles setores sociais ou frações de classe comprometidos com as diversas modalidades de luta assumidas pela questão social”. (SODRÉ, 2005, p. 12) 17
  • 18. Minoria... O que move a minoria é o impulso para a transformação! O devir minoritário, que segundo Deleuze e Guattari, a minoria não é sujeito coletivo numericamente definido e nem idêntica a si mesma, mas é um fluxo de mudança que atravessa um grupo, na direção de uma subjetividade não capitalista. 18
  • 19. Lugar minoritário... Não é algo necessariamente físico... “É o topos polarizador das turbulências, conflitos e fermentação social. O conceito de minoria é um lugar onde se animam os fluxos de transformação de uma identidade ou de uma relação de poder. Implica uma tomada de posição grupal no interior de uma dinâmica conflitual”. (SODRÉ, 2005) 19
  • 20. Como caracterizar uma minoria? Minoria não é uma multidão ou grupo mobilizado por um ideal, é um dispositivo simbólico com a intencionalidade ético-política de luta contra a hegemonia. 20
  • 21. Como caracterizar uma minoria? o Vulnerabilidade jurídico-social: por ser considerada vulnerável mediante as regras de ordenamento jurídico; o Identidade in status nascendi: uma entidade em formação que se alimenta da força e dos ânimos dos estados nascentes, vive sempre em recomeço; o Luta contra-hegemônica: a não aceitação de um poder hegemônico; o Estratégias discursivas: ações demonstrativas como passeatas, invasões, manifestos e similares. 21
  • 23. Cidadania e Reconhecimento O autor Josué P. Silva descreve a relação entre cidadania e reconhecimento, trazendo à discussão os conceitos desenvolvidos por Marshall (1965) e por Honneth (1994:1995). Os conceitos de cidadania e reconhecimento se complementam, porque a noção de cidadania só é possível se estudarmos a teoria de reconhecimento proposta por Honneth. 23
  • 24. Cidadania e Reconhecimento O conceito de cidadania segundo Marshall (1965), possui 3 elementos: Relativa aos Referente aos Como conjunto Cidadania Social Cidadania Civil Cidadania Política direitos de direitos de de direitos que liberdade participação no inclui individual. exercício do segurança e poder. bem estar, permitindo viver um vida civilizada. 24
  • 25. Cidadania e Reconhecimento Reconhecimento (Honneth 1994:1995) Baseado nas Respeito A auto-estima Reconhecimento Reconhecimento Reconhecimento relações moral e da social. no Amor familiares. consciência Jurídico Social dos direitos. 25
  • 26. Consolidando... Cada tipo de cidadania pertence à um estágio distinto de desenvolvimento do processo civilizatório e também de reconhecimento. A cidadania social está associada ao surgimento de uma esfera social diferenciada, que Hannah Arendt chama de “emergência social”. O status da cidadania é alcançado por meio da luta de pessoas ou grupos de pessoas que se sentem excluídos e portanto não possuem reconhecimento diante da sociedade. 26
  • 27. Cidadania e Reconhecimento Nancy Fraser (1995) contribui para nosso entendimento: Redistribuição Reconhecimento (injustiça econômica) (injustiça cultural ou simbólica) Construção dos Movimentos Sociais Movimento operário clássico (sindicatos, empresas, sistema) Grupos sociais que sofrem opressão cultural/sexual Movimentos ambivalentes: feministas e os negros Nos ajuda a entender o que é cidadania que foi discutida por Marshall. Ambos os conceitos se complementam, não são excludentes! 27
  • 28. Cidadania e Virtudes Cívicas Há normas e regras em todos os campos de interação e comunicação, conforme descrito por Heller & Féher (1998). Todo adulto de um estado democrático moderno é por definição um cidadão. Mas nem todos têm uma relação prática individual com as normas e regras que regem a esfera política. Quanto mais ampla for a experiência de vida, quanto mais múltiplas as necessidades dos atores políticos, maior é a probabilidade de que normas e regras justas possam substituir as existentes. 28
  • 29. Cidadania e Virtudes Cívicas As virtudes são traços de caráter considerados exemplares por uma comunidade de pessoas. Virtudes cívicas são as virtudes do cidadão, possui valor intrínseco, significa literalmente a “coisa comum”. São coisas que partilhamos e consideramos como pré-condições da vida. A prática das virtudes fazem da “cidade” o que ela deve ser: a soma de total de todos os cidadãos. As virtudes civícas contribuem para a boa vida de todos. 29
  • 30. Cidadania e Virtudes Cívicas As ações políticas acontecem de três maneiras: 1. As pessoas agem dentro das organizações políticas; 2. Podem traduzir reivindicações privadas em público; 3. As pessoas podem mobilizar outras para tratar questões sociais privadas ou públicas, tornando-as normas democráticas gerais ou universais. 30
  • 31. Virtudes Cívicas e o Valores Valores Universais de Liberdade... Valores Universais da Vida... Valor Condicional da Igualdade... Valor da Racionalidade Comunicativa... 31
  • 33. Mídia e Minorias Cada indivíduo estabelece contatos e contratos com o mundo (família, escola, trabalho e até religião) e inserimos neste contexto social, as normas, regras e costumes, criando um padrão de relacionamento com o outro. Ou seja, o tecido social é construído com base no conjunto de mediações sociais. Emergem entre os sujeitos pré-moderno e moderno novas formas sociais, novos e distintos formatos de relacionamento do indivíduo com o mundo e principalmente com o outro. 33
  • 34. Mídia e Minorias O papel das instituições: Segundo Paiva (2005), um dos maiores desafios da contemporaneidade está centrado no problema do estabelecimento de regras, padrões, normas, afetos; enfim, na aceitação radical do outro. 34
  • 35. Mídia e Minorias E a mídia? A mídia responsabilizar-se hoje por todas as mediações sociais e é ela que regula a relação do indivíduo com seus pares. Ao regular as relações, a mídia parte do pressuposto que a compreensão do consumo assume papel determinante. A nova ordem privilegia um número diminuto de indivíduos capazes de experimentar as novas proposições midiáticas e de outro lado excluí um número cada vez maior de indivíduos. 35
  • 36. Mídia e Minorias A partir deste contexto, dois distintos grupos produzem uma nova forma social, regulada pela violência e crueldade e pela espetacularização midiática. Minorias Minorias Flutuantes Passionais 36
  • 37. Minorias Flutuantes... Como a mediação entre as relações sociais é substituída pela midiatização, a violência e a crueldade é transformada em espetáculo e utilizada pelos grupos minoritários como ferramenta de “aparição”. A isso é dado o nome de “minoria flutuante”, um grupo que se assume como força política de oposição ao sistema de hegemonia e de forma ‘guetificada’, adotando posturas violentas e marcadamente terroristas. 37
  • 38. Minorias Passionais... Sua expressão não ultrapassa o ambiente retórico e as explosões verbais, ou seja, a manifestação se expressa no ambiente discursivo e de espetacularização. Esses movimentos podem assumir uma relevância organizacional ou partidária ativa, capazes de comprometer a governabilidade democrática e sua presença caracteriza o perfil atual dos movimentos: a era das turbulências. 38
  • 39. Mídia e Minorias Espósito fez uma releitura de Hobbes e publicou: “aquilo que os homens realmente tem em comum é a capacidade de matarem uns aos outros” (2000, p.45) Os grupos minoritários que forem pautados pela premissa da inclusão podem desenvolver práticas que visem interromper a violência social. Por isso a importância de se entender as teorias do reconhecimento e da cidadania. 39
  • 40. Mídia e Minorias Segundo Paiva (2005), as minorias podem optar por duas formas de atuação, em: Comunidade Gerativa: Conjunto de ações norteadas propósito do bem comum, com aspectos próprios de sociabilidade: cooperação, solidariedade, tolerância, fraternidade, docilidade, amizade, generosidade e caridade. Comunidade Negativa: Grupos e facções que usam práticas violentas para exclusão visceral de outro ao núcleo grupal. 40
  • 41. Mídia e Minorias A mídia passa a pensar numa estrutura social que inclua a multiplicidade e conviviabilidade. Entre os conceitos que devem ser considerados nesta envergadura teórico-prática capaz de promover uma reformulação da estrutura social são: aceitação, diferença/igualdade, inclusão, 41 compartilhamento, pertencimento, diálogo e comunicação.
  • 42. Mídia e Minorias No esforço de definir a atuação dos grupos minoritários, é preciso lembrar que não bastar atuar sobre os fracassos das instituições sociais e do poder público (saúde, segurança, educação, lazer, urbanização, saneamento, moradia, etc.), é importante também o envolvimento digno e efetivo dos indivíduos sob a premissa da inclusão, da responsabilidade, do afeto e do respeito. É o “reconhecimento mútuo” proposto do Honneth. 42
  • 43. Cidadania e Virtudes Cívicas As principais virtudes relacionadas com os valores anteriores são: tolerância radical, coragem cívica, solidariedade, justiça, prudência e a racionalidade discursiva. 43
  • 44. Considerações finais... Segundo o filósofo americano Richard Rorty, devemos nos “concentrar em nossa habilidade de tornar irrelevante as pequenas particularidades que nos separam – não por meio de uma comparação com uma coisa grandiosa que nos une, mas mediante a comparação com outras coisinhas pequenas”. Partindo da premissa que todos nós temos “virtudes cívicas”, será que estamos praticando-as em nossas relações sociais? A moralidade é uma questão de sentimento, que talvez exija (boa) vontade e reivindique presença concreta dos indivíduos. 44