A  MORTE DE D. SEBASTIÃO E A QUESTÃO DA SUCESSÃO
<ul><li>Com a morte de D. João III, na ausência de um sucessor directo, jà que entretanto o seu filho tinha morrido, quem ...
<ul><li>Com a subida ao trono de D. Sebastião Portugal regressou nostalgicamente aos tempos das conquistas Africanas. </li...
<ul><li>Para o jovem rei, a solução para os problemas do reino e  do Império , estaria  no reforço e alargamento das conqu...
<ul><li>Ora, para um clero sempre aberto a novas oportunidades para evangelizar selvagens ou infiéis , para criar novas di...
<ul><li>E para tal era preciso mais que um simples rei. Era preciso um homem providencial, </li></ul><ul><li>que  exaltass...
<ul><li>No tempo de D. Sebastião, vivia-se um clima de” fim de época “. </li></ul><ul><li>A Saudade, o sentimento que os p...
<ul><li>Além disso tinham falhado as medidas tomadas por D. João III para equilibrar as finanças do reino:  </li></ul><ul>...
<ul><li>Entretanto a nossa agricultura  continuava tradicionalmente a produzir e  a exportar  o mel e o azeite, enquanto a...
<ul><li>Entretanto a ” industria” continuava atrasada. Por falta de investimentos, mas também por falta do espírito de ris...
<ul><li>E. na Ásia abriam-se agora perspectivas de novas conquistas  e  negócios.  </li></ul><ul><li>Entretanto as coisas ...
<ul><li>Com o encerramento da feitoria da Flandres, era agora em Sevilha, transformada pelo comércio da prata num importan...
<ul><li>Não foi por isso difícil convencer o país a regressar  ao Norte de África. Ao território dos infiéis. As conquista...
<ul><li>Alcácer - Quibir não repetiu as glórias de que o pais se cobriu com a conquista de Ceuta. Aproximou-se mais do des...
<ul><li>Dizimadas as elites do reino ,o  caos  instalou-se.  </li></ul><ul><li>O clima de fim de época Sebastianista, salp...
<ul><li>Nas suas trovas, um misterioso rei- salvador ,surgiria incógnito ,do nada. Foram muitos os que se apresentaram com...
<ul><li>A D. Sebastião  sucede em 1578, agora como rei ,aquele que o tinha   precedido como regente. O seu tio - avô ,o Ca...
<ul><li>Esta encarregar-se-ia dos assuntos correntes da governação enquanto não fosse encontrado e aclamado um novo rei. T...
<ul><li>Mas secretamente esperava que vencesse o partido Espanhol. Assim pensavam também as principais famílias da nobreza...
<ul><li>Havia poder, terras ,riquezas e empregos que chegavam para todos A união Ibérica era por muitos visto como uma ver...
<ul><li>Quanto ao velho cardeal apesar da sua proximidade com Dona Catarina via no prior do Crato um novo Mestre de Avis ....
<ul><li>É D. António quem toma a iniciativa. Apercebendo-se da posição hesitante e esquiva da Casa de Bragança.  Talvez ma...
<ul><li>Exilado em França António tentará ainda recuperar a coroa ,a partir da ilha terceira que lhe permanecia leal .e qu...
<ul><li>O pais estava pacificado e ordeiro. Nada de conflitos revoltas ou motins.  </li></ul><ul><li>Ainda assim ,de novo ...
<ul><li>Além disso a união Ibérica tinha deixado para quase todos de ser um assustador fantasma .  </li></ul><ul><li>Desde...
<ul><li>A forma inteligente como Filipe II se assumiu como soberano nas” Cortes de Tomar”, preservando no fundamental a no...
<ul><li>Foi por isso tranquilamente que Filipe II se instalou em Lisboa até 1583, ano em que parte definitivamente .O país...
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A Morte de D. Sebastião e a Questão da Sucessão

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A Morte de D. Sebastião e a Questão da Sucessão

  1. 1. A MORTE DE D. SEBASTIÃO E A QUESTÃO DA SUCESSÃO
  2. 2. <ul><li>Com a morte de D. João III, na ausência de um sucessor directo, jà que entretanto o seu filho tinha morrido, quem estava destinado a herdar o trono era o seu neto D. Sebastião. </li></ul><ul><li>No entanto na altura este tinha apenas três anos e de acordo com as leis e costumes da época só aos catorze poderia ser coroado. Assim quem assegurou provisoriamente a regência do reino foram primeiro a sua avó Dona Catarina, e após a morte desta ,o seu tio-avô Cardeal D. Henrique . </li></ul><ul><li>Rei por duas vezes. A primeira como regente e após a morte de D. Sebastião , rei de facto e por direito. Mas velho demais para deixar descendência.. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Com a subida ao trono de D. Sebastião Portugal regressou nostalgicamente aos tempos das conquistas Africanas. </li></ul><ul><li>Em nome dos valores cristãos e do espírito de cavalaria que tinham presidido à sua educação, D. Sebastião ressuscitava os tempos de D. Afonso V “ O Africano “No espírito e na pratica. </li></ul><ul><li>Personagem imatura ,teimoso dado a acessos de exaltação mística que roçavam a loucura , D. Sebastião vivia num mundo a que poucos tinham acesso .Não mais que os nobres e clérigos que o tinham moldado. </li></ul><ul><li>E claro o habitual circulo de oportunistas e bajuladores que o acompanhava para todo o lado. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Para o jovem rei, a solução para os problemas do reino e do Império , estaria no reforço e alargamento das conquistas territoriais Africanas, opção que desde D. João II, tinha vindo progressivamente a perder importância no âmbito da nossa politica expansionista. </li></ul><ul><li>D. Sebastião tinha recebido , de um clero conservador e de uma nobreza que já tinha conhecido melhores tempos, uma educação que pouco tinha a ver com a época, e lhe predestinava o papel de salvador de um Império em crise. </li></ul><ul><li>Para ele o mar e o comércio não podiam ser tudo. Nem sequer o mais importante . </li></ul><ul><li>O mais importante eram a conquista e expansão da Fé . No fundo ,o Império feito de”Guerra Santa”. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Ora, para um clero sempre aberto a novas oportunidades para evangelizar selvagens ou infiéis , para criar novas dioceses e arrecadar mais impostos ,e para uma nobreza decadente que já só se revia no passado, estas palavras soavam a música. </li></ul><ul><li>Era altura de erguer um novo Império Territorial , altura de reviver Glórias passadas, e de dar novas energias a um povo demasiado acomodado perante a lenta decadência do império marítimo e colonial . </li></ul>
  6. 6. <ul><li>E para tal era preciso mais que um simples rei. Era preciso um homem providencial, </li></ul><ul><li>que exaltasse e fizesse cumprir o destino de um povo. </li></ul><ul><li>Foi acreditando que esse papel lhe estava destinado, que D. Sebastião cresceu. Disso se encarregaram os seus mestres. </li></ul><ul><li>Quanto ao povo, farto de velhos e apagados regentes, desesperava por um verdadeiro rei. E por isso também acreditava…Jovem, loiro, teimoso ,mimado e com cara de anjo barroco, D. Sebastião era o filho de todos os portugueses. Nele depositavam todas as esperanças e dele não esperavam menos que a redenção. </li></ul><ul><li>Uma “ Pop - Star ” como hoje lhe chamaríamos. E como verdadeira Pop- Star , quando morreu tornou-se uma lenda. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>No tempo de D. Sebastião, vivia-se um clima de” fim de época “. </li></ul><ul><li>A Saudade, o sentimento que os portugueses descobriram durante a expansão, contagiava todo o reino. </li></ul><ul><li>Enquanto um cansado Camões recitava os “Lusíadas” ao jovem rei , fechando as contas do Império, o povo continuava pobre, e os mais poderosos já tinham passado melhor. </li></ul><ul><li>Qualquer mudança seria bem vinda. Entretanto em África os Muçulmanos desavinham-se. Parecia a altura ideal. </li></ul>Camões recitando os “ Lusíadas perante D. Sebastião
  8. 8. <ul><li>Além disso tinham falhado as medidas tomadas por D. João III para equilibrar as finanças do reino: </li></ul><ul><li>Nessa altura ,substituíram - se os tradicionais capitães -donatários por um único Governador, com o objectivo de tornar mais eficiente e produtiva a colonização do Brasil. </li></ul><ul><li>Foi encerrada a feitoria de Antuérpia na Flandres e abandonaram-se mesmo algumas praças Africanas. </li></ul><ul><li>Gastando menos, concentrando as atenções nos territórios e produtos mais lucrativos tentávamos-mos , compensar as perdas no comercio oriental, e atenuar a escalada das despesas com a defesa das praças africanas. .Uma receita velha que ainda por cá se gasta. </li></ul>Cultura e transporte do Algodão
  9. 9. <ul><li>Entretanto a nossa agricultura continuava tradicionalmente a produzir e a exportar o mel e o azeite, enquanto a produção de cereais teimava em não chegar para as necessidades .Mas a pesca estava desde há muito em franco desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Valia-se das novas técnicas e embarcações. Ia-se agora mais longe , pescava-se mais e em maior variedade. O mesmo acontecia com a produção de sal que continuávamos a exportar em considerável quantidade. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Entretanto a ” industria” continuava atrasada. Por falta de investimentos, mas também por falta do espírito de risco e inovação de uma sociedade cada vez mais instalada e conservadora fechada às ideias reformistas que se impunham na Europa do norte. As importações mantinham-se assim altas. A crise económica prometia durar. </li></ul><ul><li>Mas nem tudo corria mal. Em 1557 obtivemos da china o território de Macau, segundo a lenda como recompensa pelo auxilio prestado ao Imperador Chinês na luta contra a pirataria .A partir de Macau e da sua Feitoria poderíamos expandir mais para oriente os nossos interesses na Ásia e fugir à concorrência .O Império aguentava-se e permanecia quase intacto, apesar do abandono das praças de Safim , Azamor e Arzila ,por decisão de D. João III . </li></ul>
  11. 11. <ul><li>E. na Ásia abriam-se agora perspectivas de novas conquistas e negócios. </li></ul><ul><li>Entretanto as coisas corriam bem entre Portugal e Castela. Os dois Impérios católicos tornavam-se cada vez mais complementares. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Com o encerramento da feitoria da Flandres, era agora em Sevilha, transformada pelo comércio da prata num importante centro do comercio internacional ,que os portugueses vendiam os produtos do oriente. </li></ul><ul><li>O número de casamentos entre os nobres dos dois reinos não parava de aumentar ,esbatendo antigas rivalidades . </li></ul><ul><li>As condições que iriam conduzir à união Ibérica começaram de facto a criar-se bem cedo </li></ul><ul><li>No entanto ,num contexto de grande competição e de ataque aos nossos interesses, os lucros eram cada vez menores. enquanto as despesas com o funcionamento e defesa dos nossos territórios não paravam de crescer… </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Não foi por isso difícil convencer o país a regressar ao Norte de África. Ao território dos infiéis. As conquistas Africanas interrompidas desde D. João III seriam retomadas </li></ul><ul><li>A glória, a honra e a riqueza esperavam-nos. </li></ul><ul><li>Tal como aconteceu no caso de Ceuta , os escassos recursos da coroa e do reino foram utilizados para financiar a expedição militar a Alcácer - Quibir, mas os resultados foram bem diferentes. </li></ul>PARTIDA PARA ÁFRICA
  14. 14. <ul><li>Alcácer - Quibir não repetiu as glórias de que o pais se cobriu com a conquista de Ceuta. Aproximou-se mais do desastre de Tânger ,dos tempos de D. Duarte .Mas numa versão ainda mais negra. O martírio e a morte do infante D. Fernando repetem-se em Alcácer Quibir .Mas aqui a vítima é próprio rei. E com ele a elite da nobreza Portuguesa e dos seus primogénitos. Em vez do baptismo de sangue que os consagraria como guerreiros, em vez do saque com que encheriam os cofres, muitos encontraram aí a morte. E os que sobreviveram só transportavam consigo a vergonha, a humilhação. Nem sombra da honra e da glória de que o país precisava. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Dizimadas as elites do reino ,o caos instalou-se. </li></ul><ul><li>O clima de fim de época Sebastianista, salpicado de nostalgia mas também de euforia e esperança, deu lugar à depressão,.A um novo “sentimento de orfandade colectiva” nunca inteiramente resolvido . </li></ul><ul><li>Ninguém dizia ter visto morrer o jovem rei. Alguns recusavam-se a admitir o facto. Outros punham a circular historias fantasiosas acerca do seu destino . Em todas elas ele tinha sobrevivido e só esperava um sinal para regressar e fazer redimir um povo. Recuperavam-se as profecias ,que no tempo de D. João III, tinham dado ao poeta - sapateiro Bandarra ,a reputação de vidente. </li></ul>A Morte de D. Sebastião
  16. 16. <ul><li>Nas suas trovas, um misterioso rei- salvador ,surgiria incógnito ,do nada. Foram muitos os que se apresentaram com “o regressado”. Todos foram desmascarados. </li></ul><ul><li>Mas solidamente ancorada na tradição, começava a desenhar-se a lenda do “ Desejado”,que nos piores momentos do domínio filipino, entreteve um povo à espera de um salvador e de melhores dias. Personagem que ,o duque de Bragança, futuro D. João IV , encarnará , nas vésperas da restauração. </li></ul><ul><li>A lenda do desejado perdura ainda, nos Sebastianismos de vário tipo que Portugal ressuscita sempre que está mal e não sabe o que fazer. Uma “canga”,que nos tornou passivos e indolentes. </li></ul><ul><li>Afinal de contas tem sido sempre assim. </li></ul><ul><li>Alguém nos salvará. Só é preciso esperar . </li></ul>O” Bandarra “
  17. 17. <ul><li>A D. Sebastião sucede em 1578, agora como rei ,aquele que o tinha precedido como regente. O seu tio - avô ,o Cardeal D. Henrique, que era também na altura o inquiridor - mor do reino . </li></ul><ul><li>Consciente da sua velhice ,num ambiente de descontentamento e instabilidade, em que se começavam a perfilar os candidatos à sua sucessão, D. Henrique cansado e temeroso, convoca as Cortes ,entre 1559 e 1580. </li></ul><ul><li>Aí mostra-se hesitante e incapaz de tomar o partido de qualquer dos candidatos ao trono. Acaba então por delegar o poder numa Junta composta por cinco Governadores. </li></ul>A BATALHA DE ALCAÇER -QUIBIR
  18. 18. <ul><li>Esta encarregar-se-ia dos assuntos correntes da governação enquanto não fosse encontrado e aclamado um novo rei. Todos os pretendentes naturais reclamavam laços de sangue com o rei D. Manuel I, já que D. João III não tinha deixado descendência. Dentre estes, pelo poder e influencia que detinham, destacavam-se três : Dona Catarina neta de D. Manuel ,casada com o duque de Bragança, D. António. o Prior do Crato, e Filipe II de Espanha. </li></ul><ul><li>A Casa de Bragança, na pessoa do marido da pretendente D. Catarina. o Duque D. João, que também contava com algum apoio entre a alta nobreza, preferia esperar para ver. </li></ul>FILIPE II D. ANTÓNIO
  19. 19. <ul><li>Mas secretamente esperava que vencesse o partido Espanhol. Assim pensavam também as principais famílias da nobreza e o alto clero. Afinal de contas Espanha era uma nação economicamente pujante ,enriquecida pelo comércio da prata que vinha da América e também empenhada num processo de expansão marítima e territorial. </li></ul>Os Conquistadores espanhóis na América Central
  20. 20. <ul><li>Havia poder, terras ,riquezas e empregos que chegavam para todos A união Ibérica era por muitos visto como uma verdadeira bênção. E. como era mais fácil e barato, dirigir um império a partir do litoral Atlântico , do que a partir do interior, pensava-se mesmo que não seria difícil convencer os Castelhanos a estabelecer em Lisboa a capital do novo Império. </li></ul><ul><li>D. Catarina por outro lado sem o apoio do povo, que se inclinava fortemente para o lado de D. António, era apenas uma pretendente formal. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Quanto ao velho cardeal apesar da sua proximidade com Dona Catarina via no prior do Crato um novo Mestre de Avis . </li></ul><ul><li>O único candidato que contando com o apoio popular podia impedir que fossemos engolidos por Castela. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>É D. António quem toma a iniciativa. Apercebendo-se da posição hesitante e esquiva da Casa de Bragança. Talvez mais que isso .Oportunista e cobarde. </li></ul><ul><li>É pois neste contexto , reunindo algum apoio popular que se estendia também ao baixo – clero, que D. António se proclama rei em Lisboa e noutros concelhos do sul . </li></ul><ul><li>No entanto logo de seguida as tropas do duque de Alba ,invadem o país desembarcando em Cascais e derrotam em Alcântara o escasso e mal armado exercito de fiéis que D. António tinha conseguido reunir à pressa. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Exilado em França António tentará ainda recuperar a coroa ,a partir da ilha terceira que lhe permanecia leal .e que só se submeterá pela força em 1583,depois de ter conseguido repelir em 1551 um primeiro ataque castelhano. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>O pais estava pacificado e ordeiro. Nada de conflitos revoltas ou motins. </li></ul><ul><li>Ainda assim ,de novo exilado em França, D. António conseguiu algum apoio de Franceses e ingleses que de vez em quando mas sem grandes consequências passaram a atacar os nossos navios e territórios. Aqui e nas colónias. Mas nada disso mudaria o curso dos acontecimentos. </li></ul><ul><li>Em 1580 ao contrário do que aconteceu durante a crise de 1383-85,não se respirava a mesma atmosfera revolucionária de exaltação nacionalista. Os dez anos de incompetência e desvario que caracterizaram o reinado de D. Sebastião tinham devastado os recursos e as energias de um país e de um povo. Estávamos cansados e descrentes. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Além disso a união Ibérica tinha deixado para quase todos de ser um assustador fantasma . </li></ul><ul><li>Desde D. Afonso V ,que nos dois lados da Península se tinham urdido planos que conduziam à fusão entre os dois reinos . </li></ul><ul><li>D. Manuel esteve quase a consegui-lo. </li></ul><ul><li>Há muito que os portugueses entendiam e falavam o castelhano. Muitos autores portugueses publicavam as suas obras nesta língua e por cá circulavam escritos castelhanos que não precisavam de recorrer à tradução. Afinal de contas só a elite lia… E esta pensava cada vez mais em fazer parte de um mundo maior e mais rico .Um Mundo que resultaria da união dos dois impérios católicos. </li></ul>ESTANDARTE DE D . AFONSO V
  26. 26. <ul><li>A forma inteligente como Filipe II se assumiu como soberano nas” Cortes de Tomar”, preservando no fundamental a nossa autonomia e identidade , aliada a uma eficiente administração , e a uma generosa distribuição de privilégios e dádivas , manteve os ânimos calmos. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Foi por isso tranquilamente que Filipe II se instalou em Lisboa até 1583, ano em que parte definitivamente .O país passou a partir de então a ser dirigido por representantes por si nomeados e que agiam em seu nome. E por algum tempo as coisas até melhoraram. </li></ul><ul><li>Graças a uma administração do reino mais moderna e eficiente . mas também graças à prosperidade de Espanha em cujas áreas de interesse económico passamos a poder negociar. </li></ul>FILIPE II DE ESPANHA

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