Jango

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Jango

  1. 1. A Ditadura Militar
  2. 2. Jango João Belchior Marques Goulart , governou o país de setembro de 1961 a março de 1964. Nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul. Entrou para a política com o apoio de seu conterrâneo Getúlio Vargas. Jango venceu duas eleições como Vice-presidente da República, sempre pelo PTB. A primeira vitória foi como segundo de  Juscelino Kubitschek , em 1955. Após cinco anos, foi eleito vice de  Jânio Quadros .
  3. 3. O Governo Jango <ul><li>Jânio Quadros renúncia a Presidência em agosto de 1961, João Goulart deveria assumir </li></ul><ul><li>o governo. Mas partidos da oposição, como a UDN  e os militares tentaram impedir a sua posse. </li></ul><ul><li>O Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, criou a chamada Campanha da Legalidade, a fim de garantir o direito previsto na  Constituição de 1946  de que na falta do Presidente, assume o candidato eleito a vice. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A solução encontrada pelo Congresso Nacional foi instaurar o sistema  Parlamentarista , no qual o poder do Presidente fica limitado. No dia 07 de setembro de 1961 Jango tomou posse. O Primeiro Ministro indicado foi Tancredo Neves, do PSD mineiro . </li></ul><ul><li>Em janeiro de 1963 houve um consulta popular, para que se decide sim ou não pela continuidade do Parlamentarismo. Com 82% dos votos, o povo optou pelo fim deste sistema de governo e pela volta do Presidencialismo . </li></ul>
  5. 5. O Golpe de 1964 <ul><li>A crise política se arrastava desde a renúncia de Jânio Quadros em 1961. O vice de Jânio era João Goulart, que assumiu a presidência. O governo de João Goulart foi marcado pela abertura às organizações sociais. Estudantes, organização populares e trabalhadores ganharam espaço, causando a preocupação das classes conservadoras. Todos temiam uma guinada do Brasil para o lado socialista. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Os partidos de oposição, como UDN e PSD, acusavam Jango de estar planejando um golpe de esquerda. No dia 13 de março de 1964, João Goulart realiza um grande comício na Central do Brasil ( Rio de Janeiro ), onde defende as Reformas de Base. Seis dias depois, em 19 de março, os conservadores organizam uma manifestação contra as intenções de João Goulart. Foi a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>O clima de crise política e as tensões sociais aumentavam a cada dia. No dia 31 de março de 1964, tropas de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Para evitar uma guerra civil, Jango deixa o país refugiando-se no Uruguai. Os militares tomam o poder. Em 9 de abril, é decretado o Ato Institucional Número (AI-1). </li></ul>
  8. 8. Os Atos Institucionais <ul><li>Podemos identificar os Atos Institucionais como decretos que eram validados sem que para isso houvesse a aprovação de um órgão legislativo. </li></ul><ul><li>  Os Atos Institucionais colocaram todos os partidos políticos do país na ilegalidade e reconheceu a existência de apenas dois partidos novos: o MDB e o ARENA. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>AI-5 - foi o instrumento que deu ao regime poderes absolutos e cuja primeira conseqüência foi o fechamento do Congresso Nacional por quase um ano. </li></ul><ul><li>AI-6 - pois tratava da suspensão de todas as  eleições  até novembro de  1970 . </li></ul><ul><li>AI-12 - Este ato informava à Nação brasileira o afastamento do Presidente Costa e Silva, devido à sua enfermidade, portanto, assumiram o controle do Governo do Brasil, os Ministros militares, impedindo a posse do vice-presidente, Pedro Aleixo, afastado por sua intenção de restabelecer o processo democrático. </li></ul>
  10. 10. A Resistência Estudantil <ul><li>Nas décadas de 60 e 70, o movimento estudantil universitário brasileiro se transformou num importante foco de mobilização social. Sua força adveio da capacidade de mobilizar expressivos contingentes de estudantes para participarem ativamente da vida política do país. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Dispondo de inúmeras organizações representativas de âmbito universitário DCES, UEES. UNE, com suas reivindicações, protestos e manifestações, influenciou significativamente os rumos da política nacional. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>As constantes tentativas das lideranças estudantis de retomarem o controle das organizações foi o principal fator a desencadear novas ondas de repressão política. Desse modo, reivindicações educacionais e manifestações de protesto político contra o governo militar foram as principais bandeiras de luta do movimento na segunda metade da década de 60. O ápice da radicalização dos grupos estudantis ocorreu em 1968, ano marcado por grandes manifestações de rua contra a ditadura militar. </li></ul>O Ano mágico de 1968
  13. 13. O Milagre Econômico <ul><li>Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. </li></ul><ul><li>O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a inflação beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi. </li></ul>
  14. 14. Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida externa elevada para os padrões econômicos do  Brasil.
  15. 15. A crise do Período de 1973 <ul><li>De 1969 a 1973, a coerção política atingiu o seu ápice. Neste período, o movimento estudantil foi completamente desarticulado. A maior parte dos militantes e líderes estudantis ingressou em organizações de luta armada para tentar derrubar o governo. </li></ul>
  16. 16. A Abertura Política e a Anistia <ul><li>Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos. Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de  </li></ul><ul><li>futebol e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para presidente naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados. </li></ul>
  17. 17. No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.  
  18. 18. Indicadores sociais do período <ul><li>Nos anos que antecederam o golpe militar de 1964 a economia brasileira mostrava-se combalida. Alguns indicadores dessa fragilidade se evidenciavam através de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) inferior ao crescimento populacional, bem como de um acentuado aumento dos índices inflacionários (33,3% em 1961, 54,8% em 1962, 78% em 1963). </li></ul><ul><li>Com a renúncia do Presidente Jânio Quadros em 1961, assume o governo o então Vice-Presidente João Goulart, o que faz acender na sociedade, dentro de um já efervescente clima político nacional, a chama da esperança de que ele desse início as chamadas reformas de base - reforma agrária, reforma tributária, reformas fiscais e a implantação de uma legislação anti-truste - insistentemente referidas e prometidas ao longo da campanha política que o levou a ser eleito Vice-Presidente. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O desenvolvimento dependente e os específicos interesses internacionais e nacionais passaram a sentir-se ameaçados com a ascensão de João Goulart à presidência. Ao clamor popular pela imediata implantação de medidas restritivas aos investimentos multinacionais em defesa de uma política de apoio e concessão de subsídios diretos ao capital privado nacional, sobretudo aos seus setores não vinculados ao capital estrangeiro, assim como a pretensão de nacionalizar as grandes corporações estrangeiras que mantinham interesses no país, associa-se o temor daqueles que pretendiam a manutenção da política econômica de favorecimento dessas corporações e interesses dando origem, na opinião dos golpistas, ao estopim que justificava fosse detonado o Golpe Militar de 1964. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A partir de então a economia passa a caracterizar-se pela grande intervenção do Estado na economia, o que contribuiu para o desenvolvimento de uma infra-estrutura propícia aos interesses dos grandes grupos capitalistas nacionais, em especial aqueles mantinham estreitos vínculos com o capital internacional. Já nos primeiros anos da ditadura militar a política econômica se mostra voltada a implantação e implementação de um amplo programa de investimentos do Estado, sempre financiados através de fundos obtidos junto à instituições internacionais de crédito. Assim o Estado passou a investir maciçamente em programas de crescimento nas áreas das telecomunicações, construções de estradas para implantar um sistema de transporte rodoviário, ampliação do sistemas de geração e distribuição de energia elétrica, sempre voltados a viabilizar o aumento de investimentos estrangeiros no Brasil. A nova política econômica propiciava financiamento nacional as industrias estrangeiras. A economia abriu-se aos investimentos estrangeiros. Foi editada a legislação de remessa de lucros das empresas estrangeiras para os seus países de origem. Neste período de ditadura militar, os Estados Unidos, através de uma política de créditos fáceis e de empréstimos de capital, foi o país que mais investiu no Brasil, iniciando-se aí a escalada do endividamento externo nacional.  </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Esse período se notabiliza pelos projetos e construções de obras de grande porte, que exigiram grande aporte de capital, algumas efetivamente necessárias, outras nem tanto. Exemplos disso são, de um lado, a ponte Rio-Niteroi e os sistemas viários urbanos, e de outro lado, a construção de diversos estádios esportivos, alguns com capacidade de receber numero de freqüentadores maior do que a população das comunidades onde foram construídos, a transamazônica, e o acordo nuclear Brasil-Alemanha, no valor de 30 bilhões de dólares, para a construção de nove usinas atômicas.  </li></ul>
  22. 22. <ul><li>No âmbito industrial e comercial, a política econômica implantada a partir do golpe militar teve, entre outros objetivos, viabilizar a presença de grandes monopólios produtores de bens de consumo duráveis. Para isso, entretanto, se fizeram necessários investimentos públicos voltados a favorecer os interesses de grandes grupos empresariais nacionais e estrangeiros. Na área agrícola também foram feitos investimentos consideráveis. Tanto foi assim que após 1964 o Banco do Brasil converteu-se no maior banco rural do mundo, financiando projetos destinados a uma produção agrícola que se restringia a gêneros alimentícios destinados a exportação. Aos grandes produtores foram disponibilizados créditos, assistência técnica, facilidades de transporte e armazenagem que levaram o Brasil a tornar-se o maior produtor de soja do mundo. Essa política de incentivos deixou em segundo plano a produção de produtos agrícolas que popularmente compunham a base alimentar dos brasileiros.  </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Entre 1968 e 1973 o país experimentou um grande crescimento na produção industrial. O PIB elevou-se, reflexo da maior produção de bens duráveis, principalmente eletrodomésticos e automóveis. Este período, que atenuou o desemprego urbano, ficou conhecido como &quot;Milagre Econômico&quot;. A industria automobilística era apresentada como a grande vitrina desta política econômica adotada pelo governo.  Entretanto, se não pode ser negado o crescimento econômico havido no período da ditadura militar, não se pode perder de vista também que esse crescimento resultou no benefício de poucos, haja vista que agudizou o problema da má distribuição de renda.  </li></ul>
  24. 24. <ul><li>  A partir de meados da década de 80 começam a vir a tona os aspectos negativos da prática da política econômica implantada pelos governos da ditadura militar. Em 1982 e 1983 o Brasil já bate as portas do FMI. Observa-se uma acentuada elevação do endividamento externo, contraído principalmente nos governos Costa e Silva e Médici, que em 1984 chegava a casa dos 100 bilhões de dólares, determinando o crescimento da dependência externa. Os grandes monopólios produtivos levaram ao sucateamento do parque industrial nacional. O não encaminhando de soluções concretas para o problema da má distribuição da terra, a propaganda ufanista do regime e do chamado &quot;milagre econômico&quot;, incentivou o êxodo rural, provocando a forte migração rural-urbana, determinando o explosivo crescimento de algumas cidades dotadas de infra-estruturas deficientes e de reduzida capacidade de gerar empregos na área industrial, evidenciando o deficit habitacional, contribuindo para o crescimento de favelas e a crise no abastecimento de água e água e esgoto. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>O processo inflacionário, que durante o período compreendido entre 1970 e 1972, havia arrefecido, voltou acrescer a partir de então, durante todo o período da ditadura militar, atingindo seu ápice em 1983, quando atingiu a casa de 239%. Inicia-se a partir de então um violento processo de achatamento salarial, recrudescem as taxas de desemprego e, por consequência o aumento do número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza. </li></ul>
  26. 26. Grupo: Cyntia Severo Carolina curitiba Camila Gomes Gustavo Campello Jéssica carvalho Mariana Lindenberg

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