Jango <ul><li>Jango era vice-presidente de Jânio Quadros. </li></ul><ul><li>Nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul.  </...
O Governo de Jango <ul><li>O Presidente Jânio Quadros renuncia o cargo em agosto de 1961. </li></ul><ul><li>Jango estava e...
<ul><li>A solução encontrada pelo Congresso Nacional foi instaurar o sistema  Parlamentarista , no qual o poder do Preside...
O Golpe de 64  <ul><li>Jango acreditava que só através das chamadas  reformas de base  é que a economia voltaria a crescer...
<ul><li>No dia 31 de março de 1964, os militares se reuniram e tomaram o poder, com apoio dos Estados Unidos.  </li></ul><...
Os Atos Institucionais  <ul><li>podemos identificar os Atos Institucionais como decretos que eram validados sem que para i...
A Resistência estudantil  ( 1964-1968) <ul><li>o  movimento estudantil  universitário brasileiro se transformou num import...
 O ano mágico de 1968
O Milagre Econômico   <ul><li>Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conh...
<ul><li>Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrange...
Crise do Petróleo <ul><li>Transformado em uma das mais importantes fontes de energia do mundo, o petróleo ainda ocupa posi...
<ul><li>A expansão de seu consumo aconteceu, inicialmente, graças à popularização dos automóveis produzidos em série e a u...
<ul><li>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, essa situação se transformou com a ascensão de governos interessados em contr...
<ul><li>Nessa mesma época, a crise entre os produtores orientais e o bloco capitalista piorou com o estouro da Guerra do Y...
<ul><li>O destaque destas duas crises indica que a economia de nações poderosíssimas está intimamente ligada a essa fonte ...
A Abertura Política e a Anistia  <ul><li>Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A infla...
<ul><li>No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Ma...
Indicadores sociais do período  <ul><li>Nos anos que antecederam o golpe militar de 1964 a economia brasileira mostrava-se...
<ul><li>O desenvolvimento dependente e os específicos interesses internacionais e nacionais passaram a sentir-se ameaçados...
<ul><li>A partir de então a economia passa a caracterizar-se pela grande intervenção do Estado na economia, o que contribu...
<ul><li>Esse período se notabiliza pelos projetos e construções de obras de grande porte, que exigiram grande aporte de ca...
<ul><li>No âmbito industrial e comercial, a política econômica implantada a partir do golpe militar teve, entre outros obj...
<ul><li>Entre 1968 e 1973 o país experimentou um grande crescimento na produção industrial. O PIB elevou-se, reflexo da ma...
<ul><li>  A partir de meados da década de 80 começam a vir a tona os aspectos negativos da prática da política econômica i...
<ul><li>O processo inflacionário, que durante o período compreendido entre 1970 e 1972, havia arrefecido, voltou acrescer ...
 
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Jango

657 visualizações

Publicada em

historia

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
657
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
16
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Jango

  1. 1. Jango <ul><li>Jango era vice-presidente de Jânio Quadros. </li></ul><ul><li>Nasceu em São Borja, no Rio Grande do Sul. </li></ul><ul><li>Governou o país de setembro de 1961 a março de 1964. </li></ul><ul><li>Seu primeiro cargo público foi como Deputado Federal, em 1950. </li></ul>
  2. 2. O Governo de Jango <ul><li>O Presidente Jânio Quadros renuncia o cargo em agosto de 1961. </li></ul><ul><li>Jango estava em visita oficial à China (país comunista). </li></ul><ul><li>partidos da oposição, como a  UDN (União Democrática Nacional)  e os militares tentaram impedir a sua posse. </li></ul><ul><li>O Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, cunhado de Jango, encabeçou a chamada Campanha da Legalidade, a fim de garantir o direito previsto na  Constituição de 1946 . </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A solução encontrada pelo Congresso Nacional foi instaurar o sistema  Parlamentarista , no qual o poder do Presidente fica limitado. </li></ul><ul><li>No dia 07 de setembro de 1961 Jango tomou posse. </li></ul><ul><li>Em janeiro de 1963 houve um plebiscito (consulta popular), para que se decide sim ou não pela continuidade do Parlamentarismo. Com 82% dos votos, o povo optou pelo fim deste sistema de governo e pela volta do Presidencialismo . </li></ul>
  4. 4. O Golpe de 64 <ul><li>Jango acreditava que só através das chamadas  reformas de base  é que a economia voltaria a crescer e diminuiria as  desigualdades sociais . Estas medidas incluíam as reformas agrária, tributária, administrativa, bancária e educacional. </li></ul><ul><li>A classe média assustada deu apoio aos militares. Alguns dias depois do comício, foi organizada a  Marcha da Família com Deus pela Liberdade , com o objetivo de dar apoio aos golpistas. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>No dia 31 de março de 1964, os militares se reuniram e tomaram o poder, com apoio dos Estados Unidos. </li></ul><ul><li>Jango não resistiu. Deixou o governo e se refugiou no Rio Grande do Sul. De lá, foi para o exílio no Uruguai e na Argentina, onde morreu aos 57 anos, vítima de um infarto. </li></ul>
  6. 6. Os Atos Institucionais <ul><li>podemos identificar os Atos Institucionais como decretos que eram validados sem que para isso houvesse a aprovação de um órgão legislativo. </li></ul><ul><li>  O novo regime determinou a imposição de cinco Atos Institucionais.  </li></ul><ul><li>  os Atos Institucionais colocaram todos os partidos políticos do país na ilegalidade e reconheceu a existência de apenas dois partidos novos: o MDB e o ARENA. </li></ul>
  7. 7. A Resistência estudantil ( 1964-1968) <ul><li>o  movimento estudantil universitário brasileiro se transformou num importante foco de mobilização social.  </li></ul><ul><li>Sua força adveio da capacidade de mobilizar expressivos contingentes de estudantes para participarem ativamente da vida política do país. </li></ul><ul><li>Tiveram vários confrontos com os Militares. </li></ul>
  8. 8.  O ano mágico de 1968
  9. 9. O Milagre Econômico <ul><li>Na área econômica o país crescia rapidamente. Este período que vai de 1969 a 1973 ficou conhecido com a época do Milagre Econômico. O PIB brasileiro crescia a uma taxa de quase 12% ao ano, enquanto a  inflação  beirava os 18%. Com investimentos internos e empréstimos do exterior, o país avançou e estruturou uma base de infra-estrutura. Todos estes investimentos geraram milhões de empregos pelo país. Algumas obras, consideradas faraônicas, foram executadas, como a Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Porém, todo esse crescimento teve um custo altíssimo e a conta deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma  dívida externa elevada para os padrões econômicos do  Brasil . </li></ul>
  11. 11. Crise do Petróleo <ul><li>Transformado em uma das mais importantes fontes de energia do mundo, o petróleo ainda ocupa posição fundamental no sustentáculo de várias economias. Atualmente, a variação do preço do barril no mercado internacional é capaz de provocar crises econômicas de grandes proporções. Desde os mega investidores até os mais simples consumidores da cadeia econômica, se transformam em um frágil alvo das oscilações do “diamante negro”. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>A expansão de seu consumo aconteceu, inicialmente, graças à popularização dos automóveis produzidos em série e a utilização de motores combustíveis em outros meios de transporte. Com isso, na primeira metade do século XX, grandes indústrias petroleiras buscaram capitanear a exploração desse recurso, principalmente no Oriente Médio. Frágeis ou mesmo sem condições de controle, essas nações viram sua riqueza nacional sistematicamente explorada. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Com o fim da Segunda Guerra Mundial, essa situação se transformou com a ascensão de governos interessados em controlar a exploração de petróleo em seus próprios países. Em posição frágil, por conta das terríveis perdas causadas pelas guerras, as grandes nações capitalistas não tiveram outra opção a não ser reconhecer a nova política das nações médio-orientais. Enfim, era melhor reduzir os lucros da exploração do que correr o risco de não ter acesso aos valiosos barris de petróleo. </li></ul><ul><li>Apesar disso, outras questões políticas serviram para que o controle exercido pelas nações do Oriente Médio causasse serias preocupações aos grandes capitalistas. No começo da década de 1970, as nações produtoras começaram a regular o escoamento da produção petrolífera por conta de sua natureza não renovável. Em 1973, o valor do barril mais que triplicou em um curto período de três meses.  </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Nessa mesma época, a crise entre os produtores orientais e o bloco capitalista piorou com o estouro da Guerra do Yom Kippur. Esse foi um dos vários conflitos entre árabes e judeus envolvendo os territórios da Palestina. Discordando da ofensiva judaica, as nações árabes vizinhas, produtoras de petróleo, organizaram um boicote contra toda a nação que apoiasse a causa dos israelenses. Não suportando a elevação do barril para a casa dos US$ 40,00, vários países abandonaram a guerra. </li></ul><ul><li>Outra crise de grandes proporções também aconteceu no ano de 1979, quando os iranianos organizaram a deposição do ditador Xá Reza Pahlevi. Com a sua saída do poder, o cenário político do Irã foi controlado pelos xiitas apoiadores do aiatolá Khomeini. Até a organização do setor petrolífero desta nação, o barril de petróleo atingiu o estratosférico preço de US$ 80,00. Somente na segunda metade da década de 1980 que o valor do petróleo passou a diminuir. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>O destaque destas duas crises indica que a economia de nações poderosíssimas está intimamente ligada a essa fonte de energia. Sendo o petróleo um recurso natural não renovável, muitos países investem na exploração de outras fontes de energia que possam sustentar o quadro econômico futuro. Contudo, ainda é difícil imaginar as várias transformações que um mundo sem petróleo poderia exercer na economia, na sociedade e, até mesmo, no jogo político internacional. </li></ul>
  16. 16. A Abertura Política e a Anistia <ul><li>Nos últimos anos do governo militar, o Brasil apresenta vários problemas. A inflação é alta e a recessão também. Enquanto isso a oposição ganha terreno com o surgimento de novos partidos e com o fortalecimento dos sindicatos. Em 1984, políticos de oposição, artistas, jogadores de  futebol  e milhões de brasileiros participam do movimento das Diretas Já. O movimento era favorável à aprovação da Emenda Dante de Oliveira que garantiria eleições diretas para  presidente  naquele ano. Para a decepção do povo, a emenda não foi aprovada pela Câmara dos Deputados. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolheria o deputado Tancredo Neves, que concorreu com Paulo Maluf, como novo presidente da República. Ele fazia parte da Aliança Democrática – o grupo de oposição formado pelo PMDB e pela Frente Liberal. Era o fim do regime militar. Porém Tancredo Neves fica doente antes de assumir e acaba falecendo. Assume o vice-presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil. A Constituição de 1988 apagou os rastros da ditadura militar e estabeleceu princípios democráticos no país.   </li></ul>
  18. 18. Indicadores sociais do período <ul><li>Nos anos que antecederam o golpe militar de 1964 a economia brasileira mostrava-se combalida. Alguns indicadores dessa fragilidade se evidenciavam através de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) inferior ao crescimento populacional, bem como de um acentuado aumento dos índices inflacionários (33,3% em 1961, 54,8% em 1962, 78% em 1963). </li></ul><ul><li>Com a renúncia do Presidente Jânio Quadros em 1961, assume o governo o então Vice-Presidente João Goulart, o que faz acender na sociedade, dentro de um já efervescente clima político nacional, a chama da esperança de que ele desse início as chamadas reformas de base - reforma agrária, reforma tributária, reformas fiscais e a implantação de uma legislação anti-truste - insistentemente referidas e prometidas ao longo da campanha política que o levou a ser eleito Vice-Presidente. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O desenvolvimento dependente e os específicos interesses internacionais e nacionais passaram a sentir-se ameaçados com a ascensão de João Goulart à presidência. Ao clamor popular pela imediata implantação de medidas restritivas aos investimentos multinacionais em defesa de uma política de apoio e concessão de subsídios diretos ao capital privado nacional, sobretudo aos seus setores não vinculados ao capital estrangeiro, assim como a pretensão de nacionalizar as grandes corporações estrangeiras que mantinham interesses no país, associa-se o temor daqueles que pretendiam a manutenção da política econômica de favorecimento dessas corporações e interesses dando origem, na opinião dos golpistas, ao estopim que justificava fosse detonado o Golpe Militar de 1964. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A partir de então a economia passa a caracterizar-se pela grande intervenção do Estado na economia, o que contribuiu para o desenvolvimento de uma infra-estrutura propícia aos interesses dos grandes grupos capitalistas nacionais, em especial aqueles mantinham estreitos vínculos com o capital internacional. Já nos primeiros anos da ditadura militar a política econômica se mostra voltada a implantação e implementação de um amplo programa de investimentos do Estado, sempre financiados através de fundos obtidos junto à instituições internacionais de crédito. Assim o Estado passou a investir maciçamente em programas de crescimento nas áreas das telecomunicações, construções de estradas para implantar um sistema de transporte rodoviário, ampliação do sistemas de geração e distribuição de energia elétrica, sempre voltados a viabilizar o aumento de investimentos estrangeiros no Brasil. A nova política econômica propiciava financiamento nacional as industrias estrangeiras. A economia abriu-se aos investimentos estrangeiros. Foi editada a legislação de remessa de lucros das empresas estrangeiras para os seus países de origem. Neste período de ditadura militar, os Estados Unidos, através de uma política de créditos fáceis e de empréstimos de capital, foi o país que mais investiu no Brasil, iniciando-se aí a escalada do endividamento externo nacional.  </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Esse período se notabiliza pelos projetos e construções de obras de grande porte, que exigiram grande aporte de capital, algumas efetivamente necessárias, outras nem tanto. Exemplos disso são, de um lado, a ponte Rio-Niterói e os sistemas viários urbanos, e de outro lado, a construção de diversos estádios esportivos, alguns com capacidade de receber numero de frequentadores maior do que a população das comunidades onde foram construídos, a transamazônica, e o acordo nuclear Brasil-Alemanha, no valor de 30 bilhões de dólares, para a construção de nove usinas atômicas.  </li></ul>
  22. 22. <ul><li>No âmbito industrial e comercial, a política econômica implantada a partir do golpe militar teve, entre outros objetivos, viabilizar a presença de grandes monopólios produtores de bens de consumo duráveis. Para isso, entretanto, se fizeram necessários investimentos públicos voltados a favorecer os interesses de grandes grupos empresariais nacionais e estrangeiros. Na área agrícola também foram feitos investimentos consideráveis. Tanto foi assim que após 1964 o Banco do Brasil converteu-se no maior banco rural do mundo, financiando projetos destinados a uma produção agrícola que se restringia a gêneros alimentícios destinados a exportação. Aos grandes produtores foram disponibilizados créditos, assistência técnica, facilidades de transporte e armazenagem que levaram o Brasil a tornar-se o maior produtor de soja do mundo. Essa política de incentivos deixou em segundo plano a produção de produtos agrícolas que popularmente compunham a base alimentar dos brasileiros.  </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Entre 1968 e 1973 o país experimentou um grande crescimento na produção industrial. O PIB elevou-se, reflexo da maior produção de bens duráveis, principalmente eletrodomésticos e automóveis. Este período, que atenuou o desemprego urbano, ficou conhecido como &quot;Milagre Econômico&quot;. A industria automobilística era apresentada como a grande vitrina desta política econômica adotada pelo governo.  Entretanto, se não pode ser negado o crescimento econômico havido no período da ditadura militar, não se pode perder de vista também que esse crescimento resultou no benefício de poucos, haja vista que agudizou o problema da má distribuição de renda.  </li></ul>
  24. 24. <ul><li>  A partir de meados da década de 80 começam a vir a tona os aspectos negativos da prática da política econômica implantada pelos governos da ditadura militar. Em 1982 e 1983 o Brasil já bate as portas do FMI. Observa-se uma acentuada elevação do endividamento externo, contraído principalmente nos governos Costa e Silva e Médici, que em 1984 chegava a casa dos 100 bilhões de dólares, determinando o crescimento da dependência externa. Os grandes monopólios produtivos levaram ao sucateamento do parque industrial nacional. O não encaminhando de soluções concretas para o problema da má distribuição da terra, a propaganda ufanista do regime e do chamado &quot;milagre econômico&quot;, incentivou o êxodo rural, provocando a forte migração rural-urbana, determinando o explosivo crescimento de algumas cidades dotadas de infra-estruturas deficientes e de reduzida capacidade de gerar empregos na área industrial, evidenciando o deficit habitacional, contribuindo para o crescimento de favelas e a crise no abastecimento de água e água e esgoto. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>O processo inflacionário, que durante o período compreendido entre 1970 e 1972, havia arrefecido, voltou acrescer a partir de então, durante todo o período da ditadura militar, atingindo seu ápice em 1983, quando atingiu a casa de 239%. Inicia-se a partir de então um violento processo de achatamento salarial, recrudescem as taxas de desemprego e, por consequência o aumento do número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza. </li></ul>

×