Psicanalise na literatura

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  • Psicanalise na literatura

    1. 1. Acadêmicas: Denise, Gabriela e Simone Profº Paulo Konzen
    2. 2. • Psicanálise • A psicanálise é um método criado pelo médico e neurológico austríaco Sigmund Freud (1856-1939) que tem como objetivo a investigação e o tratamento das doenças mentais. Tem por base a análise dos conflitos sexuais inconscientes que originados durante a infância. • A doutrina psicanalítica defende que os impulsos instintivos que são reprimidos pela consciência permanecem no subconsciente e afetam o sujeito. E importante ter em conta que o inconsciente não é observável pelo paciente: compete ao psicanalista tornar acessíveis esses conflitos inconscientes através da interpretação dos sonhos, dos atos falhados e da associação livre.
    3. 3. Segundo Catherine Millot, quando o pedagogo imagina estar se dirigindo ao Eu da criança, o que está atingindo, sem sabê-lo, é seu inconsciente. O que há propriamente eficaz na influência exercida por uma pessoa em outra pertence ao registro dos respectivos inconscientes. • Inconsciente • Da criança
    4. 4. Numa relação pedagógica, o inconsciente do educador demonstra possuir um peso muito maior que todas as suas intenções conscientes. Diante disso o que resta ao educador é preparar-se para o inaudito, para eventuais situações que possam aparecer na relação pedagógica.
    5. 5. Conforme Bettelheim explica que a maior dificuldade que temos é de encontrar um significado em nossas vidas. Para termos a aquisição de uma compreensão segura do que o significado da própria vida pode ou deveria ser é o que constitui a maturidade psicológica. Portanto esta realização é o resultado final de um longo desenvolvimento: a cada idade buscamos e devemos ser capazes de achar alguma quantidade módica de significado congruente com o “quanto” a nossa mente e compreensão já se desenvolveram.
    6. 6. Literatura Infantil Hoje e como no passado, a tarefa mais difícil e mais importante na criação de uma criança é ajudá-la a encontrar significado na vida. Para não ficarmos a mercê dos acasos da vida, devemos desenvolver nossos recursos interiores de modo que nossas emoções, imaginações e intelecto se ajudem e se enriquecem mutuamente. Nossos sentimentos positivos nos dão força para desenvolver nossa racionalidade; só a esperança no futuro pode sustentar-nos nas adversidades que encontramos inevitavelmente. Portanto nada é mais importante que o impacto dos pais e outros que cuidam da criança; em segundo lugar vêm nossa herança cultural, quando transmitida de pais para filhos de maneira correta. Quando as crianças são novas, é a literatura que canaliza melhor este tipo de informação.
    7. 7. Todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade do amor, do medo do desamparo, da rejeição da morte são colocados nos contos em lugares fora do tempo e espaço, mais muitos reais para as crianças. A solução geralmente encontrada na história é quase sempre levada a um final feliz, indica a forma de se contrair um relacionamento satisfatório com as pessoas em redor. Para dominar os problemas psicológicos do crescimento (sentido de obrigação moral), a criança necessita entender o que está se passando dentro do seu inconsciente. Ela pode atingir essa compreensão, e com isto a habilidade de lidar com as coisas, não através da compreensão racional da natureza e conteúdo do seu inconsciente, mas familiarizando-se com eles através de devaneios prolongados , ruminando, reorganizando e fantasiando sobre elementos adequados da história com respostas a pressões inconscientes. Com isto a criança adéqua o conteúdo inconsciente às fantasias consciente, o que capacita a lidar com este conteúdo.
    8. 8. Contos De Fadas É aqui que os contos de fadas têm um valor inigualável, conquanto ofereçam novas dimensões à imaginação da criança que ela não poderia por si só descobrir verdadeiramente. Ajuda mais importante: a forma e estrutura dos contos de fadas sugerem imagens à criança com as quais ela pode estruturar seus devaneios e com eles dar melhor direção à sua vida. Através dos contos de fadas adentramos magicamente a penumbra misteriosa do nosso inconsciente, condição básica para se conhecer o significado profundo de nossa vida. Como a criança em cada momento de sua vida está exposta à sociedade em que vive, certamente aprenderá a enfrentar as condições que lhes são próprias, desde que seus recursos interiores o permitam.
    9. 9. • Essencialmente, os contos de fadas são obras maravilhosas capazes de envolver o ser humano em seus enredos e instigar suas mentes. Melhor dizendo, são narrativas que, tendo ou não a presença de fadas, apresentam em seu núcleo a questão da realização essencial do herói ou heroína, geralmente ligada a alguns ritos de passagem de uma idade para outra ou de um estado civil para outro. Daí por que guardam marcas simbólicas da puberdade e do início da atividade sexual. Há sempre provas a serem vencidas para que o herói alcance sua realização pessoal ou existencial; essa realização tanto pode de se revelar no encontro do verdadeiro eu, como na conquista da pessoa amada. Podem-se citar como exemplos: A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Rapunzel, Cinderela, A Pequena Sereia, entre outros.
    10. 10. Esta é exatamente a mensagem que os contos de fadas transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável, é parte intrínseca da existência humana –mas que se a pessoa não se intimida mas se defronta de modo firme com opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa. As crianças necessitam de uma imagem simbólica para saber quem é o bem ou o mal na história, nisto os contos de fadas contribui bastante. Contos De Fadas
    11. 11. Para a criança e para o adolescente, os contos de fadas exprimem verdades sobre a humanidade e sobre a própria pessoa, pois até mesmo dentro do homem mais sábio existe uma criança. Não fossem assim tão verdadeiros ao simbolizar o caminho do desenvolvimento pessoal, apresentando as situações críticas de escolhas que cada indivíduo enfrenta, não despertariam nem sequer o interesse das crianças que encontram neles, além de diversão, um aprendizado apropriado a sua segurança. Dentro dos mais Sábios Existe uma Criança!
    12. 12. “ERA UMA VEZ uma criança que adorava ouvir histórias... ela nada mais esperava que viver cada momento, mas a cada passo dado neste seu mundo de sonhos e fantasias, pouco a pouco, sem o perceber, ia encontrando um sentido para a vida...”(Paulo Urban, Revista Planeta, junho/2001) Contos de Fadas
    13. 13. • A psicanálise foi criada para capacitar o homem a aceitar a natureza problemática da vida sem ser derrotado por ela, ou levado ao escapismo. As figuras nos contos de fadas não são ambivalentes – não são boas e más ao mesmo tempo, como são na realidade. • O conto de fada não poderia ter seu impacto psicológico sobre a criança se não fosse primeiro e antes de tudo uma obra de arte. • Os contos de fada mostram os conflitos de cada ser humano, a maneira de sobrepujá- los e como recuperar a harmonia existencial. Numa terapia, a psicanálise utiliza-se da luta entre o bem e o mal presentes nestes contos para uma análise mais decisiva da personalidade, permitindo, assim, que se trabalhe com sentimentos inconscientes capazes de revelar a verdadeira personalidade. Conto de Fadas como Arte!
    14. 14. A Fantasia Existente em todo conto de fada, a fantasia, justamente pelo inverossímil que apresenta, provoca uma reviravolta no mundo psíquico do homem que, ao ser estimulado, empenha- se na tentativa de compreendê-la. Senão, como explicar na história da Chapeuzinho Vermelho, o fato de a Vovó permanecer viva na barriga do lobo até ser salva pelo Lenhador, ou que João encontre no céu o castelo do Gigante após ter subido num pé de feijão ou, ainda, que a Bela Adormecida durma enfeitiçada um sono de cem anos?
    15. 15. Da mesma forma que as obras de arte possuem aspectos que estão além do alcance do raciocínio, uma vez que provocam emoções capazes de comover os que se colocam diante delas, o conto de fada também é por ele mesmo sua melhor explicação. De acordo com Urban (2001, p. 16): “O significado desses contos está guardado na totalidade de seu conjunto, perpassado pelos fios invisíveis de sua trama narrativa”. Na presença de tais mistérios, muitas são as formas de interpretá-los e todas são válidas, uma vez que adicionam lucidez à sua compreensão.
    16. 16. Entretanto, os contos de fada enfatizam para as crianças que se elas tiverem bons pensamentos ou desejos positivos elas terão ótimas recompensas. O fracasso e as desilusões nos contos de fada não direcionam a criança a ter desejos de vingança, ao contrário, mesmo tendo todos os motivos para desejar coisas ruins para àqueles que a fazem mal, ela somente deve desejar o bem, como mostra os exemplos de Cinderela, que ao invés de castigar as irmãs pelas maldades que lhe fizeram deseja que elas compareçam ao seu baile ou, até mesmo, a Branca de Neve que apesar de tudo não guardou raiva nem mágoa contra a Rainha Malvada.
    17. 17. O lidar com a fantasia nos contos de fada é um recurso fundamental no processo do desenvolvimento humano. Por meio dos contos de fada adentra-se magicamente à penumbra misteriosa do inconsciente, condição básica para se conhecer o significado profundo da vida, resgatando e ensinando as forças de superação do ser humano. “Esta é exatamente a mensagem que os contos de fada transmitem à criança de forma múltipla: que uma luta contra dificuldades graves na vida é inevitável [...] mas se a pessoa não se intimida, mas se defronta de modo firme com as opressões inesperadas e muitas vezes injustas, ela dominará todos os obstáculos e, ao fim, emergirá vitoriosa.” (Bruno Bettelheim, 1980, p. 14)
    18. 18. Finalmente, constata-se que o discurso inconsciente nos contos de fada permite que a força criadora, a sabedoria profunda e o conteúdo arquétipo existentes neles, ajudando as crianças e os adolescentes a encontrarem o caminho para a realização de seus poderes criativos latentes e que nunca percam a esperança. Sendo assim, os contos de fada afirmam à criança e ao adolescente que eles, às vezes, podem vencer o gigante. Conforme Bettelheim (1980, p.36) afirma: “Estas são as poderosas esperanças que nos tornam homens.” “E quanto àquela criança que adorava ouvir histórias? O mais importante que resta disso tudo é que nunca esqueçamos a lição... crianças, jovens ou adultos, no mundo das fadas todos seguimos encantados e ... FELIZES PARA SEMPRE!” (Paulo Urban, 1989)
    19. 19. Psicanálise na Literatura GIGGLIO, Zula Garcia. Contos Maravilhosos: Expressão do Desenvolvimento Humano. Campinas: NEP/UNICAMP, 1991. URBAN, Paulo. Revista Planeta. Nº 345/junho,2001. BETTELHEIM, Bruno. A Psicanálise nos Contos de Fadas. Trad. Arlene Caetano. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

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