Manifesto reforma política_francisco_correa

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Manifesto sobbre o polêmico tema da reforma política brasileira

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Manifesto reforma política_francisco_correa

  1. 1. REFORMA POLÍTICA – MANISFESTO Março de 2011Após anos de espera, o congresso nacional se mobiliza para a elaboração dareforma política brasileira. E neste momento a sociedade precisa se mobilizar em prol dessareforma, para que a mesma venha no mínimo, a se aproximar do ideal oudesejado para o bem do País. Conclamo a todos que virem essa singelamanifestação a nos unirmos divulgando-a, e enviando-a a todos os amigos,políticos e conhecidos, para que tenha efeito positivo. Conto com você. Vamos àluta!Para que nos aproximemos de uma democracia plena, entendo que o maisimportante na reforma política não é a fidelidade partidária, voto distrital, votoem listas ou outra coisa parecida, mas sim O EQUILÍBRIO E A LISURA NOPROCESSO ELEITORAL, pois no Brasil só há duas alternativas para alguém ganharuma eleição na atual conjuntura (segundo a minha visão).A Primeira é o candidatos decolar na mídia. Aí o cara vai que vai... A segunda,que realmente a que envergonha o País, é a compra de votos, ainda quedisfarçadamente como fazem os nossos governantes com a prática dadistribuição de bens renda nos moldes que aí está: oferta gratuita dos bolsasfederais, a distribuição das terras públicas pela via da invasão, verdadeirostrampolins políticos.--- Bom, admitindo-se que o Superior Tribunal Eleitoral proibisse os bolsistase/ou contemplados pelo governo federal votarem, tenho absoluta certeza queNENHUM POLÍTICO falava mais em fome, erradicação da pobreza oudistribuição de bens e renda no Brasil. E peço que não me condenem por exporo meu ponto de vista. É que entendo que isso no Brasil não é coisa de Estado. Écoisa partidária, porém custeado com o dinheiro público, o que é gravíssimo!Sabemos que proibir o voto dos contemplados pelo governo federal éanticonstitucional, mas bem que poderia se pensar numa PEC (Proposta deEmenda Constitucional) nesse sentido.Ora, a forma mais fácil que os veteranos políticos têm para a perpetuação nopoder É EXATAMENTE A FOME, A MÁ DISTRIBUIÇÃO DE BENS E RENDA, A
  2. 2. MISÉRIA, A DEFICIENCIA NA SEGURANÇA PÚLBICA, A PRECARIEDADE DA SAÚDEE DO ENSINO, porque essa parte social é de FÁCIL MANOBRA pela sua carência,e conseqüentemente os seus votos tornam-se mais baratos. Tenho 63 anos.Nunca assisti um só comício onde a Saúde, a Segurança Pública e a Educaçãonão sejam os temas centrais de todos os discursos/candidatos. Também NUNCAVI NINGUÉM APONTAR UMA SOLUÇÃO VIÁVEL, PARA REALMENTE RESOLVERQUALQUER DESTES ASSUNTOS! Bom, não podemos generalizar, mas é claro quegrande parte dos políticos não pretendem fazer algo contra os seus interesses.Todo esse blá blá,blá é mera utopia. INFELIZMENTE, no Brasil ninguém ta nem aípra pobreza. Mas para a nossa tristeza e decepção, esse assistencialismo, oupaternalismo estatal FAZ A DIFERENÇA NAS URNAS! A propósito: qual foi avantagem da Presidenta Dilma na eleição passada em número de votos? Semdúvidas, as bolsas federais com mais de 40 milhões de pessoas assistidas, querepresentam no mínimo 12 a 15 milhões DE ELEITORES DE CABRESTO! Só nãopercebe quem não pensa... Isso decide qualquer eleição presidencial hoje noBrasil.Entendo que existe sim a imperiosa necessidade do combate à fome, à miséria eprecisa se distribuí bens e renda, e que os governos não só do Brasil precisamagir. Sei inclusive que uma medida de corte a esse assistencialismo hoje,provocaria uma imensa reação negativa na opinião pública, não só no Brasil,mas internacionalmente. Sei que é até bíblico, dar comida a quem tem fome. Oque não se pode é assumir isso para o resto da vida do faminto. A própria bíbliadiz que não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar! Nos moldes que oassistencialismo está sendo feito no Brasil está longe de um equilíbrio justo quese possa dizer que temos direitos iguais ou plena democracia. A nossaespecífica realidade é outra. É o verdadeiro toma lá dá cá. TOMA AS BOLSAS ETRÁS OS VOTOS! ESSA AINDA É A NOSSA CULTURA E A NOSSA REALIDADE, e asociedade faz que não ver; e aceita manso e pacificamente!!! Acorda povobrasileiro! Prestem atenção: se acabarmos com a reeleição, automaticamentedesaparecerá esse modelo de assistencialismo, exclusivamente de interessepartidário, pois estará sem sentido para os políticos. Caso continuasse,passaria a ter maior conotação estatal e não partidária.Sei que se impedir que os contemplados federais votem é uma brutaldiscriminação, e uma ação ante democrático, e como já disse; inconstitucional.Então precisamos pensar em outras formas de políticas púbicas mais justas eque contemple maior equilíbrio no processo eleitoral.
  3. 3. O Art. 5º da Constituição Federal/88 preleciona que todo cidadão é igualperante a Lei. O parágrafo I, desse mesmo artigo diz que homens e mulherestambém são iguais perante a Lei. O parágrafo V do art. 29 da CF/88 diz tambémque ninguém pode legislar em causa própria.REGISTROS DE CANDIDATURAS SEM PASSAR PELAS CONVEÇÕES---- O nosso sistema eleitoral permite que se um candidato se eleger uma veznão dependerá mais de passar pelo crivo das convenções para registrarcandidatura. É o que vemos no andar da carruagem. Como eu disse no iníciovou repetir: Na atual conjuntura eleitoral no Brasil só há duas formas de seeleger, ou decola na mídia, ou compra os votos. Isso é público e notório. Não háo que esconder. Ora, no caso da reeleição, o candidato já é conhecido na mídia,está com a máquina na mão. O seu registro é automático. Então, é mais demeio caminho andado. É só comprar os votos e pronto! O cidadão comum quenão tem nenhuma dessas prerrogativas fica em enorme desvantagem. Nessascondições onde é que existe a igualdade de direitos ou o equilíbrio no processoeletivo?Pois bem; com o jeitinho brasileiro, geralmente procede-se no Brasil uma trocade favores: o poder executivo estipula os vencimentos do poder legislativo e olegislativo, estipula o subsídio do poder executivo. Isto ocorre para nãoconfigurar a legislação em causa própria e é feito no decurso da vigência de ummandato para entrar em vigor no mandato subseqüente. Mas com a reeleiçãodo executivo em até dois mandatos e do legislativo ilimitado, eles dão “umchapeuzinho” na lei. Estipulam o vencimento do mandato seguinte no final domandato em andamento, se recandidatam, se reelegem e passam a receber ovencimento que eles mesmo estipularam no mandato anterior. Isso é ou não éLEGISLAR EM CAUSA PROPRIA?Outra questão bastante desleal no processo eletivo: existem determinadasatividades, que a pessoa desenvolve diuturnamente militando com a formaçãode opiniões ou com o convencimento, por tanto, campanha permanentequando existe a intenção da candidatura, ainda que não conhecida do público. Éo caso das funções de sacerdotes, médicos, professores, presidentes desindicatos e/ou associações, e os próprios políticos no exercício de suas funções,e por aí vai. Dessas classes a que mais prejudica o cidadão comum no processoeleitoral quando candidato são os próprios políticos no exercício da função
  4. 4. (reeleição) e a classe sacerdotal. O sacerdócio tem TRES PRERROGATIVASCONSTITUCIONAIS A SEU FAVOR: Direito de livre culto (inciso VI do art 5º daCF/88), liberdade de expressão nas pregações (inciso IV do art. 5º da CF/88) e aisenção de impostos nas suas atividades, art. 150 VI, letra b da Constituição/88,e, que a bem da verdade rende muito. Com dinheiro, tudo se resolve! Então, osacerdócio teria que ser IMPARCIAL com os fiéis. Essa miscigenação da políticapartidária com o sentimento religioso deixa em enorme desvantagem qualquerconcorrente (cidadão comum) e ainda desviam-se do verdadeiro sentido dareligião que seria a busca da salvação da alma, a aplicabilidade do Evangelho ouno mínimo a conciliação dos povos; RAZÃO CONSTITUCIONAL DA ISENÇÃOFISCAL NAS ATIVIDADES! Quando um sacerdote se lança na política, em vez depromover a conciliação, está promovendo a divisão dos povos, pois abraçandoum partido político abraça uma competição. Toda competição É PARCIAL. Isso émuito ruim porque os fiéis se decepcionam e desacreditam nas suas crenças,que se não tiver outro sentido, no mínimo funciona como um freio contra aperversão da humanidade.Existem pessoas que fazem do exercício da função eletiva, praticamente A SUAPROFISSÃO para o resto da vida. É o caso dos vereadores, deputados,senadores, que após elegerem-se uma vez, nunca mais param de concorrer naseleições subseqüentes, tornando-se cada vez mais conhecidos da mídia, dopúblico, e do eleitorado, deixando os outros para trás. Aí vem oquestionamento. Só se reelegem porque prestam um bom trabalho. Será? Podeaté terem feito ou continuarem fazendo, um razoável trabalho, mas o quefacilita as suas vitórias É SEM DÚVIDAS “A MÁQUINA NA MÃO.” O cidadãocomum, por mais que tenha boas propostas e seja até melhor, jamais teráoportunidade em igualdade de condições no processo eletivo.Então para que haja UM VERDADEIRO EQUILÍBRIO, LISURA, E UMA PLENADEMOCRACIA, a Lei precisa fazer valer a igualdade de direitos. Para tanto, SUGIRO:A - que ninguém pode ter mais de dois mandatos legislativos seguidos namesma função,B - que aquele que estiver cumprindo mandato eletivo, não pode terpropaganda eleitoral nos meios de comunicações, POIS TANTO ELE COMO ASSUAS PROPOSTAS JÁ É CONHECIDOS no seu meio eleitoral principalmente comtempo igual ou superior a quem nunca teve mandato,
  5. 5. B I - que se lhe for concedido tempo para propaganda, este seja menor.B II - que não pode ter o privilégio de não passar pelo crivo das convenções queantecedem aos registros das candidaturas.D – que não mais exista reeleição para os cargos do executivo em geral.Com essa prática estão aí inúmeras figuras indesejáveis no poder; do municipalao federal. Entendo que não pode haver tempo maior ou menor para nenhumpartido em função de sua representatividade. Ora, se eleito um candidato deum pequeno partido, e que tem menor tempo nos meios de divulgação, estepor acaso NÃO VAI EXERCER A FUNÇÃO COM COBERTURA A TODA A SUAJURISDIÇÃO, QUE PODE SER DO MUNICIPAL AO NACIONAL? SIM! Então porqueessa discriminação para os pequenos partidos? Porque eu sou pequeno o meugrito tem que ser mais baixo? Acorda Brasil! -- Olhando lá atrás, o FernandoCollor foi eleito por um pequeno partido. Por acaso não seria o Presidente detoda a Nação? Então o pequeno tem que ter o mesmo tratamento do grandepartido.Aqueles que fizerem parte dos grupos sociais que trabalhem ou militem com aformação de opiniões ou o convencimento, quando candidatos, (ALIÁS, QUASETODOS SÃO CANDIDATOS NATOS) também precisam ter o seu tempo depropaganda reduzidos, bem como a participação nos palanques dos comícios,pois eles e suas idéias já são conhecidos. Teriam que se afastarem de suasfunções, com um prazo mínimo de um ano antes da eleição.Gostaria de Enfatizar o Seguinte: essas classes que trabalham com a formaçãode opiniões e/ou com o convencimento, estão criando um fenômeno muitointeressante: eles estão trazendo a governabilidade aos seus pés. Vejamos:começam com os chamados movimentos sociais, (ONGS, DIVERSAS,SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES) são nomeados nos cargos do governo, depois secandidatam, usam o órgão a pertencem nas propagandas das campanhas, tipofulano do INCRA, sicrano do DERTINS beltrano da SANEATINS; e por fim apóseleitos, passam a compor as chamadas bases aliadas dos governos, ou sãorenomeados nos cargos administrativos, indo direto para a base aliada dogoverno. Aqui no Tocantins, dois dos últimos superintendentes do INCRA foramcandidatos a deputados, e um foi eleito na última eleição. Não estar O INCRASERVINDO DE TRAMPOLIM PARA ALGUÉM VIRAR POLÍTICO? Primeiro as ONGs.Não existe nenhum assentamento rural que não ocorra através de umaassociação. Essa é uma das exigências para inicia e dar andamento ao processo.
  6. 6. É um dispositivo legal exigido. Não o cito aqui porque ainda não o conheço, massei que ele existe. Sei inclusive existem mais de oito mil associações hoje noBrasil para esse fim (fonte, a internet). Através destas, chegam às cestas básicaspara os assentados. Quanta gente debaixo do chapéu do governo federal!Depois os sindicatos, e ambos convergem para a eleição dos deputados, eprefeitos que por sua vez carreiam os votos para os governadores e presidentesda república. Isso é muito ruim, pois se cria um sistema governamental quaseSEM OPOSIÇÃO. Acorda Brasil!E continuando sugerindo: o cidadão comum quando se propuser candidato, nãoprecisa de prazo de filiação para registrar candidatura a nada, pois não possuinenhum vínculo com qualquer grupo social, que influencie no resultado daeleição. Precisa simplesmente se habilitar em um partido para registrarcandidatura.Nenhum candidato pode registrar candidatura a nenhum cargo, sem possuí aconclusão do ensino médio, para no mínimo ter a capacidade por si só deinterpretar um texto. (Leis) O problema não é somente saber ler. É por si só,saber discernir e analisar uma peça documental qualquer para poder emitir oseu parecer sem a ajuda do famoso ASSESSOR, hoje; maior cabide de empregono legislativo brasileiro.E aqui vai o assunto mais polêmico desta manifestação: diz a nossa carta magna,que “todo poder emana do povo.” Parágrafo único do art. 1º da CF/88. Valedizer que todo poder deve vir do povo. Pois bem, temos no Brasil um sistemafederativo presidencialista e uma forma democrática que é composto por trêspoderes: Executivo, Legislativo, e Judiciário. O executivo e o legislativoobedecem ao que preceitua a constituição, pois são cargos providos pelo votopopular, mas o judiciário, que às vezes assume papel de super poder, decidindosituações que sobrepõem ao legislativo, é de fato e de direito um poder nãomenos importante que os outros dois, e NÃO TEM OS SEUS CARGOS PROVIDOSPELO VOTO DO POVO. NO MÁXIMO EM ALGUNS CASOS, PASSAM POR UMCOLEGIADO ENTRE SI MESMO. POR QUE ISSO? NÃO É O JUDICIÁRIO UM DOSPODERES DA COMPOSIÇÃO ORIGANIZACIONAL DO PAÍS? POR QUE ESSE PODERNÃO EMANA DIRETO DO POVO? SUGESTÃO PARA ESSE PODER:Procurar uma forma APOLÍTICA PARTIDÁRIA, de prover esses cargos através dovoto popular. Vejamos que até os conselheiros tutelares da criança e do
  7. 7. adolescente nos municípios são escolhidos pelo voto popular obedecendo àconstituição.Quanto ao procedimento, eu não tenho opinião formada, mas sugiro o votopopular ainda que com número de votantes limitado, porém arrolando-senúmeros iguais de eleitores exclusivamente filiados de cada partido existente narespectiva unidade da federação onde se proceda a votação. --- Se não foremeleitores em números iguais de cada partido, poderá haver privilégios oumanipulação dos maiores partidos. Isso para todos os cargos: juiz, promotor,defensor público, desembargadores e ministros do supremo. Aí sim, todo opoder emanaria do povo!O voto popular no Brasil tem que passar a ser FACULTATIVO.Porque o cidadão é obrigado a votar, se ele não é simpático a nenhumcandidato em determinada eleição? Eis aí a razão das enormes abstenções ouvotos nulos. --- Talvez você não saiba, porque não foi divulgado na mídia, masnas ultimas eleições ocorreu um fato curioso na cidade de Bom Jesus doItabapoena - RJ: dos 26.863 eleitores, 20.821 anularam o voto. (fonte: ainternet). O TRE de lá, fez outra eleição e os candidatos reprovados peloseleitores não puderam ser candidatos na segunda eleição. Com o votofacultativo, com certeza isso desapareceria, e a decisão do cidadão de não votarseria respeitada, não sendo obrigado a comparecer a urna nenhuma ou pagarmulta por não ter comparecido. O que está ocorrendo é que a lei obriga ocidadão comparecer à urna, mas nem por isso ele vota. A própria constituiçãoem seu art. 5º parágrafo II, diz que “ninguém é obrigado a fazer ou deixar defazer alguma coisa senão em virtude da lei.” Então: a lei obriga o cidadãocomparecer à urna, mas não tem como obrigar ele a votar ou saber se elevotou, pois o voto é secreto. Dessa forma a lei eleitoral hoje é uma lei inviávelou burra. No caso de Bom Jesus, os eleitores não votaram, anularam a eleição,não foram multados, saíram com o comprovante de votação, e a Lei não tevecomo os punir. Então porque essa bobagem de perder tempo e compareceronde não quer ou às vezes NÃO PODE IR MESMO? É o caso da justificativa dovoto. PESQUISAS ELEITORAISA lei tem que acabar com as pesquisas eleitorais.JUSTIFICATIVA: devido a nossa cultura onde a grande parte do eleitoradoinfelizmente não entende o que é DEMOCRACIA PLENA, essa parte menos
  8. 8. esclarecida do eleitorado “Maria vai com as outras,” só quer acompanhar ocandidato que estiver na frente nas pesquisas. Sabe por quê? Dizem eles: nãovou perder o meu voto! É isso mesmo! NÃO SABEM AINDA DISCERNIR O BEMDO MAL! Não entendem que eles não perdem o voto; o candidato é que perdea eleição. Ora, somos hoje no Brasil aproximadamente 130 milhões de eleitores.Metade não concluiu o primeiro grau ou não sabem ler. (fonte: fl 03 do Jornaldo Tocantins, Edição de 28/01/2008, coluna Dora Kramer). Pergunta-se: estáessa parte do eleitorado, preparada em conhecimento e cultura, para SEBASEAR EM PESQUISAS? Sinceramente não! E pior, os institutos de pesquisasgeralmente direcionam as pesquisas à classe menos esclarecida do eleitorado,até atendendo interesse dos candidatos que são quem as encomendam epagam. Atendendo ainda, recomendação dos seus marqueteiros. É umaverdadeira engenharia política/psicológica. Então essas pesquisas são altamenteprejudiciais a um resultado justo e equilibrado nas eleições brasileiras! Fora,fora esses institutos de pesquisas na reforma eleitoral. Pesquisas a interesseexclusivo dos próprios candidatos, antes dos registros das respectivascandidaturas para ele se situar melhor quanto a ser ou não ser candidato sim,ao longo das campanhas para influenciar o eleitor, nunca!Quanto aos crimes eleitorais, um dos mais graves e que muito prejudica a lisuraeletiva é a compra de votos. Muito bem: que diferença faz do ponto de vistaPRÁTICO E OBJETIVO QUANTO AO PROCESSO ELETIVO, uma oferta instituídapelo governo (as bolsas) e uma cestinha que qualquer candidato oferece para oseu isolado eleitor? Vou ilustrar essa diferença com duas formas de pescar,imaginando que o eleitor fosse o peixe: a pessoa quando cidadão comum ecandidato pela primeira vez, pesca com vara. O governo ou político no exercícioda função quando candidato, (reeleição) pesca com rede.Por acaso os instituidores e distribuidores desse assistencialismo não secandidatam, não apóiam seus candidatos preferidos, não sobem nos palanquese alegam o ASISTENCIALISMO como enorme trunfo, e prometem ampliá-los nassuas campanhas ou de seus apaniguados? Pois é, os eleitores agraciados, e semsaber que isso é uma obrigação de governo; dão como pagamento dessacontemplação generosa do governo federal O SEU VOTO. Aí se não for compra,é troca, é submissão, aliciamento, que resulta no FAMOSO VOTO DE CABRESTOa desaguar nas campanhas principalmente de Presidentes da República. Para osmentores e praticantes dessa coisa, o que lhes interessa mesmo É O VOTO NAURNA! “É como dizia o figurado deputado “Justo Veríssimo”“ no programa doChico Anízio: “Eu quero é me eleger!”. Vejamos que quanto mais carente a
  9. 9. Região ou periferias dos grandes centros, mais votos para presidente! Aqui seexplica a enorme popularidade dos governos assistencialistas! Os políticos seaproveitando dessa extrema carência social, trabalham em cima dessa massapopular de fácil manobra. Isso é uma realidade nua e crua em nosso país paravergonha de nossa sociedade. Será que essa É A ÚNICA FORMA DE POLÍTICAPÚBLICA, que pode tirar o povo carente, do caos da necessidade humana? ----Sou autor de um singelo livrinho, intitulado “A RAIZ DA VIOLENCIA NO CAMPOBRASILEIRO – Se Cuida Brasil!, com um sub título, “Salvação da Alma, Mito ouVerdade?” Nele você verá alguns desses questionamentos e muito mais. Nãoprecisa comprar o livro. Ele está na internet à disposição de quem quiser noOrkut, chicocorrea@fcc.com. Se você que ora lê esse manifesto, tiver aoportunidade de ler meu livrinho, vai ver que lá apontei formas de políticaspúblicas que poderá dispensar esse assistencialismo. O País distribuiria bens erenda mas de forma mais justa e sustentada. Espero que tenhamos umadecente reforma política!INSTITUTO DA REELEIÇÃOEntendo que a instituição da reeleição no Brasil, foi muito prejudicial àdemocracia e ao País. Vejamos: cada prefeito, governador ou presidente darepublica que se elege vem com inúmeras medidas populistas tipo “os bolsasfederais” com a máscara da distribuição de bens e renda. A distribuição de bense renda nos moldes que está aí representa “UMA VERDADEIRA VIAGEM SEMVOLTA QUE O PAÍS FEZ”. Hoje ninguém no Brasil pode se lançar candidato coma idéia de que não vai manter e ampliar esses programas, pois estaráfatalmente fora da competição. Mas esse não pode ser o único caminho parauma política social decente, mais justa e eficiente. Convenhamos é realmentemuito cômoda. Ora, se você tem a chave do cofre na mão, é só tirar de quemganha honradamente e distribuí para quem não trabalha. É muito fácil brincarde bonzinho e generoso com o dinheiro alheio. Tente você leitor, a convencerum bolsista desses, diga-se de passagem, verdadeiros vitalícios federais, a nãovotar no sistema que governa hoje o Brasil! Tente! É malhar em ferro frio,porque eles acham que isso foi invenção do atual governo.Eles não sabem de onde vem esse assistencialismo. Não sabem que isso teveinício, lá nos governos militares; Presidente Ernesto Geisel, que criou oPROTERRA E O FUNRURAL, depois a Constituição/88 no parágrafo V do art. 203,criou o Benefício de Prestação Continuada – BPC, (continuação do FUNRURAL),
  10. 10. não sabem que o FHC criou as BOLSAS, através do Decreto nº 3.934, de 20 desetembro de 2001, (atrelado à reeleição) e que por último tomaram novasformas e variações a partir de 2004 no governo Lula que copiou tudo do FHC,criando o programa bolsa família pela Lei n° 10.863. A diferença do FHC para oLula nessa coisa foi à ampliação feita pelo Lula.E quando digo vitalícios federais, é porque só entram e dificilmente saem dosprogramas, principalmente com a ajuda do Estado. Pelo menos é o que se vê naprática. Vejam o que diz o inciso 9º do art. 2º da Lei Federal nº 10.863. “Obenefício a que se refere o inciso 8º será mantido até a cessação das condiçõesde elegibilidade de cada um dos beneficiários que lhe deram origem.” Eusinceramente não entendi dada disso aqui, mas entendo que as condições deelegibilidade, só poderão cessar ao final da vida política útil dobeneficiário/cidadão ou com a sua morte. Pergunta-se o que tem a ver aelegibilidade com bolsa família? Bom, vamos mudar de assunto. --- Como é quevai ficar a aposentadoria futura desses bolsistas que só recebem e nãocontribuem com a seguridade social? Até quando o País agüenta essaresponsabilidade financeira?E quanto à reeleição, essa apresenta um aspecto bem curioso para quem pensaum pouquinho... Vamos lá. Não configura aí uma meia ditadura? Sim! Ditaduradisfarçada em um País com sistema presidencialista e forma democrática.Olha aí. Primeiro quatro anos, praticamente com a certeza de mais quatro, poisestá com a máquina na mão, somam oito. Elege-se o sucessor (caso recente;Lula e Dilma), lá se vão doze anos, isso se a Dilma ficar só com quatro. Depoiscom certeza virá o Lula novamente. Sim, é claro que ele virá. Se não se reeleger,pela segunda vez ficaremos já com 16 anos. Se reelegendo e parando por aí,somam 20 anos, com os mesmos moldes e mandantes, sendo que nolegislativo a situação é ainda bem pior. No parlamento brasileiro, temosfiguras com trinta/quarenta anos no poder. É uma meia ditadura ou ditadurabranca?Muito se fala na ditadura militar no Brasil. Que diferença faz entre ser civil oumilitar? Quem garante a governabilidade de um ditador civil ou militar nopoder? Lógico; as Forças Armadas da respectiva nação. Então somente porque ochefe do governo é um militar fardado e hierarquizado o seu governo é militar?Tanto faz um ou o outro caso quem os garante são as Forças Armadas! No nossosistema, o presidente da república é o Comandante em chefe das ForçasArmadas. Quando ele é um civil, só não usa farda. O que deve se questionar é
  11. 11. qualquer regime ditatorial. Na verdade, tivemos um período de governo commilitar na presidência da república, mas eles impediram que o Brasil fosse hojeuma réplica de Cuba, tinham disciplina, não barganhavam no Congresso eobedeceram rigorosamente os seus períodos passando para o sucessor notempo e dia marcados para cada mandato, Criaram Itaipu, Tucuruí, a ponte RioNiterói, a rodovia Transamazônica e muita coisa boa, que hoje NÃO SE FARIACOM ESSA ESCANCARADA BARGANHAGEM NO CONCGRESSO NACIONAL.Dentre as coisas boas, a melhor era a ordem e a segurança pública, hojebagunçadas por esses governantes populistas que incentivam a violênciaquando apóiam movimentos sociais que se apresentam com um discursoaltamente democrático, (como se vivessem em outro mundo) para realizaremações eminentemente de vandalismo, desrespeito ao direito de propriedade, àcoisa alheia, com espeque no combate à fome, de que a terra tem que cumprira sua função social, etc., etc., quando na verdade querem mesmo é seperpetuarem no poder. Dá-se a isso o nome de democracia, meia ditadura, oudefesa de interesse próprio? Acorda Brasil! Acorda povo brasileiro! Peço a você que ler essa singela e rude matéria, e que com elaconcorde; que a divulgue ao máximo e vamos cerrar fileiras no sentido de tentaruma reforma política a mais justa possível para o nosso País, pois sem uma fortepressão social no Congresso, muito embora lá também exista muita gente sériae honrada, que trabalham encarando os interesses do Estado, acho muito difícilsair algo que preste, ou que nos ajude a sair dessa, pois infelizmente a maioriasão aqueles que priorizam os interesses próprios. Há muitos interesses em jogo.Que O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO ajude e ilumine esse congressorecém renovado, a nos brindar com uma política partidária mais justa edemocrática!!!FRANCISCO RAMOS CORRÊA.Email: francisco.correa@yahoo.com.br Cel. 0(**)63.9974-5310.

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