Dependência química no ambiente de trabalho | Espaco Holos

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Palestra do psicólogo do Espaço Holos, Sr. Ueliton Pereira, sobre como a dependência química afeta a vida profissional do individuo.

“A dependência química afeta diretamente a vida profissional do dependente. O trabalhador passa a se tornar menos produtivo, mais agressivo no relacionamento com colegas, tende a perder prazos e metas. Com o tempo, o desgaste no ambiente de trabalho se torna tão grande que a droga vira uma muleta para encarar os desafios diários, fechando um ciclo perverso de dependência” .

A palestra aconteceu no Sipat/Caixa em agosto de 2014.

http://www.espacoholos.com.br/noticias-sr-ueliton-pereira-palestra-sobre-dependencia-quimica-sipat-caixa-2014/#sthash.tjNdmd4h.dpuf

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Dependência química no ambiente de trabalho | Espaco Holos

  1. 1. DROGAS E AMBIENTE DE TRABALHO UELITON PEREIRA FILHO | PSICÓLOGO AGOSTO/2014 | SIPAT CAIXA
  2. 2. QUEM SOMOS O Espaço Holos é um centro especializado em saúde mental. Temos uma equipe multidisciplinar com mais de 80 colaboradores, agregada ao ambiente terapêutico, para proporcionar aos pacientes e suas famílias todos os recursos da moderna psiquiatria, em uma estrutura completa que integra ambulatório, hospital, hospital dia e atendimento domiciliar. Tudo isso com um único objetivo: cuidar de pessoas.
  3. 3. DROGAS ou SPAs “Droga”, em seu sentido original, é um termo que abrange uma grande quantidade de substâncias, que pode ir desde o carvão à aspirina. Contudo, há um uso corrente mais restritivo do termo (surgido após quase um século de repressão ao uso de certas substâncias), remetendo a qualquer produto alucinógeno (ácido lisérgico, heroína etc.) que leve à dependência química e, por extensão, a qualquer substância ou produto tóxico (tal como o fumo, álcool etc.) de uso excessivo, sendo um sinônimo assim para entorpecentes.
  4. 4. CONSUMO DE DROGAS * O ser humano sempre procurou fugir de sua condição natural cotidiana, empregando substâncias que aliviassem seus males ou que propiciassem prazer.
  5. 5. TIPOS DE DROGAS Depressivas = aumentam a frequência cerebral e podem dificultar o processamento das mensagens que são enviadas ao cérebro. Exemplos: álcool, heroína e maconha. Psicodistrópticas ou alucinógenas = têm por característica principal a despersonalização em maior ou menor grau. Exemplos: LSD, chá de cogumelo e DMT. Psicotrópicas ou estimulantes = produzem um aumento da atividade pulmonar, diminuem a fadiga, aumentam a percepção ficando os demais sentidos ativados. Exemplos: cocaína, crack, cafeína, ecstasy e anfetaminas.
  6. 6. DEPENDÊNCIA QUÍMICA Alguns conceitos: Dependência: Relação de quantidade e freqüência do uso. Tolerância: Adaptação biológica à droga. Escalada: Refere-se a um aumento no consumo de drogas. Pode ocorrer de duas maneiras: pela passagem de um consumo ocasional para um consumo mais intenso (toxicomaníaco), em função da tolerância desenvolvida; pela passagem de uma droga "leve" para outra considerada mais "pesada", em função da natureza dos efeitos procurados. Síndrome de Abstinência: Quadro de alterações físicas, ocasionadas pela falta da droga no organismo. Overdose: Significa superdose ou dose excessiva de droga capaz de provocar falência dos órgãos vitais, e até mesmo a morte do indivíduo.
  7. 7. AS DROGAS MAIS COMUNS EM ALGUMAS PROFISSÕES Médicos e enfermeiros: Especialmente anestesistas, cirurgiões e profissionais que trabalham em UTI tendem a consumir os chamados opiáceos, como a morfina e a dolatina. Após duas ou três vezes de uso, a pessoa pode tornar-se dependente. Caminhoneiros e motoristas de ônibus: As anfetaminas são as mais utilizadas por esses profissionais. Como, muitas vezes, são obrigados a se manter acordados a recorrem à droga. O efeito cessa abruptamente e o usuário pode dormir no volante, causando sérios acidentes.
  8. 8. AS DROGAS MAIS COMUNS EM ALGUMAS PROFISSÕES . Operadores da Bolsa de Valores, advogados, publicitários e jornalistas: A pressão do tempo, o acúmulo de trabalho e a necessidade de produzir intensamente levam à escolha da cocaína, droga altamente estimulante, nesses profissionais; o álcool também é praxe, principalmente para relaxar. Marinheiros e estivadores: Esses profissionais, como os demais que trabalham em espaços abertos são propensos a consumir maconha, crack ou drogas injetáveis. Jovens profissionais: Ecstasy e crack, as drogas da moda, são as que mais atraem o público jovem, que já começa a semana de trabalho baqueado pelos excessos cometidos nas baladas de final de semana
  9. 9. COMO CADA DROGA INTERFERE NA ROTINA DO TRABALHADOR Álcool Os efeitos físicos são: sensação de moleza, cansaço, dificuldade para se concentrar a dor de cabeça e enjoo, entre outros. Há desconforto também para quem trabalha ao lado. Ele é responsável por grande parte dos acidentes de trabalho que ocorrem após o almoço. São inquietos, ansiosos e, às vezes, agressivos quando querem beber e não podem.
  10. 10. COMO CADA DROGA INTERFERE NA ROTINA DO TRABALHADOR Cigarro: Aproximadamente a cada 30 minutos, o fumante começa a apresentar sintomas sutis de abstinência, como irritabilidade, inquietação, ansiedade e queda na concentração. É comum que ele conviva com esses sintomas o dia todo, livrando-se deles só ao acender um cigarro. Outra decorrência do abuso é a queda na produtividade.
  11. 11. COMO CADA DROGA INTERFERE NA ROTINA DO TRABALHADOR Maconha: Quando retoma as suas atividades, quem usa maconha tende a ficar desatento, disperso e com dificuldade para realizar tarefas mais complexas ou para processar várias informações ao mesmo tempo. Quem consome a droga três vezes por semana, pelo menos, pode apresentar menor motivação no dia-a- dia.
  12. 12. COMO CADA DROGA INTERFERE NA ROTINA DO TRABALHADOR Cocaína: Em geral, usuários de cocaína tendem a ficar instáveis mentalmente, apresentando comportamento mais impulsivo e irritadiço. O consumo no trabalho pode deixar o usuário muito eufórico em uma reunião, agressivo em outra e, não raro, deprimido após o efeito do entorpecente. A instabilidade emocional, então, é constante no ambiente de trabalho.
  13. 13. COMO CADA DROGA INTERFERE NA ROTINA DO TRABALHADOR Ecstasy: O ecstasy é uma substância psicotrópica. É chamada droga de recreio ou de desenho, pois possui ação estimulante e alucinógena. Seus efeitos surgem após vinte e setenta minutos, atingindo estabilidade em duas horas, pode agrupar efeitos da cannabis, das anfetaminas e do álcool. Os jovens são quem mais utilizam essa droga principalmente em finais de semana, em festas e baladas.
  14. 14. USO DE DROGAS Uso na vida: quando a pessoa fez uso de qualquer droga pelo menos uma vez na vida; Uso no ano: quando a pessoa utilizou drogas pelo menos uma vez nos 12 meses que antecederam uma provável consulta. Uso frequente: quando a pessoa utilizou drogas seis ou mais vezes nos 30 dias que antecederam a provável consulta. Uso de risco: padrão de uso ocasional, repetido ou persistente, que implica em alto risco de dano futuro à saúde física ou mental do usuário, mas que ainda não resultou em significantes efeitos mórbidos. Uso prejudicial: padrão de uso que já cause dano à saúde física ou mental.
  15. 15. DEPENDÊNCIA Existe quando ocorrer pelo menos 3 dos seguintes sintomas ao longo de um ano: •Forte desejo ou compulsão de consumir drogas; •Consciência de dificuldades na capacidade de controlar a ingestão de drogas; •Uso de substâncias psicoativas para atenuar sintomas de abstinência com plena consciência da efetividade de tal estratégia; •Estado fisiológico de abstinência; •Evidência de tolerância, necessitando de doses crescentes da substância para alcançar os efeitos antes produzidos; •Negligência progressiva de prazeres e interesses outros em favor do uso de drogas. •Persistência no uso, a despeito de manifestações danosas.
  16. 16. CONSEQUÊNCIAS Trabalhadores: aumento do absentismo, mau relacionamento com chefia e/ou colegas, perda constante de empregos, ou aumento dos acidentes de trabalho. Diminuição da motivação, do aumento dos conflitos e do aumento da exposição a acidentes de trabalho, o que reduz a produtividade. Empresas: perdas de mão de obra, de clientes, gastos com saúde e segurança. Diminuição da eficácia da força de trabalho, o aumento das perdas e defeitos na produção e o aumento dos acidentes de trabalho, diminuição da produtividade e conseqüente diminuição da competitividade. Clientes: menor qualidade e da existência de defeitos dos produtos adquiridos, através da redução da qualidade do serviço e conseqüente aumento dos preços do produto final.
  17. 17. ALCOOLISMO No Brasil, o alcoolismo é o terceiro motivo para absenteísmo no trabalho, causa mais frequente de aposentadorias precoces e acidentes no trabalho e a oitava causa para concessão de auxílio doença pela Previdência Social. O Alcoolismo é o segundo transtorno psiquiátrico mais prevalente na atualidade, sendo superado apenas pelas depressões. Caracteriza-se pela busca ou uso compulsivo, repetitivo do álcool a despeito das consequências físicas e/ou psicológicas, sociais e morais. Quanto mais precoce o início do alcoolismo e mais tardia a intervenção terapêutica, maior a chance de tornar-se mais grave e com maior dificuldade de recuperação.
  18. 18. ALCOOLISMO O alcoolismo é tão grave que toda a família deve ser tratada, tamanho o estrago ocorrido no relacionamento e conflitos familiares, devido os longos períodos da permanência do indivíduo em seu consumo abusivo. Apesar do desconhecimento da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central provocando mudanças no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.
  19. 19. ALCOOLISMO Apesar da ampla aceitação social o consumo abusivo de bebidas alcóolicas passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trabalho, no trânsito e a violência associada a episódios de embriaguez, o consumo abusivo de álcool a longo prazo, frequência e circunstâncias, pode provocar o quadro de dependência conhecido como alcoolismo. O consumo abusivo do álcool tornou-se, então, problema de saúde pública, acarretando altos custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, familiares, profissionais e morais.
  20. 20. COMO EMPRESAS AUXILIAM OS FUNCIONÁRIOS DEPENDENTES • Deixam claro que o empregado que participar do programa não será demitido, mas sim orientado e tratado. • Incluem esses programas em outros maiores, de qualidade de vida, o que diminui o preconceito com o tema. •Não obrigam o profissional a aderir; a participação é sempre voluntária. • Montam equipes multidisciplinares que coordenam o programa, formadas por médicos, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, entre outros profissionais. • Montam equipes de monitores -funcionários treinados para "educar", orientar e encaminhar para tratamento eventuais dependentes químicos. - Oferecem consultas com psicólogos, dentro e fora da empresa. • Custeiam tratamentos ambulatoriais, internações e medicamentos. •- Estendem a familiares alguns dos benefícios oferecidos aos empregados.
  21. 21. TRATAMENTOS PARA DEPENDÊNCIA DE SPAS • Desintoxicação • Abstinência total • Redução de Danos • Consultório de Rua • Tratamento Familiar
  22. 22. TRATAMENTO DE ADICTOS ESPECIFICIDADES DA CLÍNICA HOLOS •Internação Involuntária

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