26 a mensagem do segundo anjo. apoc. 14.8

903 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
903
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
14
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
28
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

26 a mensagem do segundo anjo. apoc. 14.8

  1. 1. A MENSAGEM DO SEGUNDO ANJO Apocalipse 14:8 "E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu! Caiu Babilônia, aquela grandecidade que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da suaprostituição!" (Apoc. 14:8). Este anjo "seguiu" o primeiro, não no sentido de substituí-lo, massim no sentido de acompanhá-lo (como em Apoc. 14:4). A mensagemadicional menciona a "Babilônia" pela primeira vez em Apocalipse, e adescreve como a grande adúltera que seduziu as nações com seu vinhointoxicante. A mensagem do segundo anjo não pode entender-seadequadamente se se isola Apocalipse 14 do contexto que lhe seguir noscapítulos 16 a 18, nos quais é dada mais informação a respeito deBabilônia. O outro enfoque para entender "Babilônia" é recuperar suasconexões com o Antigo Testamento. O nome "Babilônia" está escolhidode maneira intencional para revelar a relação teológica de tipo e antítipocom o arquiinimigo de Israel durante o velho pacto. A queda histórica doimpério neobabilônico, tal como Isaías, Daniel e Jeremias a predisseram,está decretado que seja o protótipo da queda de Babilônia do tempo dofim. Esta correspondência tipológica esclarece a interpretação daBabilônia do tempo do fim e de sua queda. Quando se estabeleceu acontinuidade dos fundamentos teológicos de ambas as Babilônias, oApocalipse proporciona a aplicação para o tempo do fim. Apocalipse 17chama babilônia de "mistério" (V. 5), o que indica que a Babilônia dotempo do fim é a renovação apocalíptica da antiga cidade que se sentavasobre as "muitas águas" do Eufrates (Jer. 51:13). Uma comparaçãominuciosa revela a correspondência intencional:
  2. 2. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 2 BABILÔNIA DO TEMPO DO BABILÔNIA HISTÓRICA: FIM: Apocalipse 17:1 Jeremias 51:13"Vem, mostrar-te-ei o julgamento "Ó tu que habitas sobre muitasda grande meretriz que se acha águas, rica de tesouros! Chegou osentada sobre muitas águas". teu fim, a medida da tua avareza". Esta correspondência essencial das duas Babilônias está descritopelo CBA nesta forma: "A antiga cidade de Babilônia estava situada junto às águas do rioEufrates (ver com. Jer. 50:12, 38), morava simbolicamente entre muitaságuas ou povos (Jer. 51:12, 13; cf. Isa. 8:7, 8; 14:6; Jer. 50:23), assimtambém a Babilônia moderna é apresentada sentada ou vivendo sobre ospovos da terra, ou oprimindo-os (cf. com. Apoc. 16:12)".1 A frase "Babilônia a Grande" (mencionada 5 vezes: 14:8; 16:19;17:5; 18:2, 21) é uma alusão direta à egolatria de Nabucodonosor emDaniel 4:30 (ver também Apoc. 18:7). As frases a respeito da queda deBabilônia e de seu vinho intoxicante em Apocalipse 14:8 estão tomadasdos oráculos de condenação do Antigo Testamento contra Babilônia (Isa.21:9; Jer. 51:7):A QUEDA DA BABILÔNIA DO A QUEDA DA BABILÔNIA TEMPO DO FIM HISTÓRICA"Caiu, caiu a grande Babilônia "Caiu, caiu Babilônia; e todas as imagens de escultura dos seus deuses jazem despedaçadas por terra" (Isa. 21:9).que tem dado a beber a todas as "A Babilônia era um copo de ouro nanações do vinho da fúria da sua mão do SENHOR, o qual embriagavaprostituição" (Apoc. 14:8). a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso, enlouqueceram" (Jer. 51:7).
  3. 3. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 3 Assim como a antiga Babilônia foi a perseguidora de Israel, assimtambém "Babilônia" no Apocalipse é a perseguidora do Israel de Deusno tempo do fim. Louis F. Were recalcou o caráter teológico deBabilônia: "Menciona-se Babilônia nas profecias do Apocalipse sódevido a sua oposição à Jerusalém".2 Também A. Farrar comentou demaneira similar: "Babilônia é a paródia de Jerusalém".3 O contraste entre "Israel" e "Babilônia" que se descreve como duasmulheres, chega a ser ainda mais surpreendente quando se presta atençãoa suas descrições detalhadas. Enquanto que a mulher de Deus no capítulo12 aparece "no céu" iluminada com o sol e as estrelas, a mulher infiel docapítulo 17, adornada com as invenções do homem, "está sentada sobremuitas águas" e "sobre uma besta escarlate" (Apoc. 17:1-3). Enquantoque a mulher do capítulo 12 leva um menino em seu seio a quem vai dara luz, a mulher do capítulo 17 tem em sua mão um cálice cheio dosangue dos descendentes da outra mulher. A primeira mulher éprotegida; a segunda pe destruída. Não pode identificar-se Babilônia com Roma imperial. A grande"meretriz" que se senta "sobre uma besta escarlate" (Apoc. 17:3) é umsímbolo que distingue Babilônia (a mulher) do poder político (a "besta").Desde o começo, a característica essencial de Babel (literalmente, "portados deuses") foi elevar-se aos céus para usurpar o lugar e o podersoberano de Deus (ver Gên. 11:4; Isa. 14:13, 14; Jer. 51:53). A intenção básica de Babilônia de representar a Deus sobre a terrasegundo "sua vontade" (Dan. 11:36) é o mal mais fundamental. Estaaspiração demoníaca se enfatiza na profecia do "chifre pequeno" doprofeta Daniel (caps. 7 e 8) e do "rei do norte" (11:36-45). O objetivoperigoso de substituir tanto a Deus como a sua redenção messiânica ficadesmascarado na guerra que faz o chifre contra o "Príncipe dospríncipes", o verdadeiro Sumo Sacerdote de Deus, e contra seu sacrifíciotodo suficiente (8:11, 25). Doukhan captou esta relação de Babilôniacom o livro de Daniel com uma percepção aguda. Diz Doukhan:
  4. 4. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 4 "A ambição de Babel é idêntica à do chifre pequeno. Tem umanatureza religiosa e está dirigida à posição do Sumo Sacerdote em relaçãocom a purificação e o juízo. Dessa maneira, luta por conseguir tanto o poderpara perdoar pecados como o fim último para decidir a respeito da salvação(ver Lev. 16:19, 32)".4 O segundo anjo anuncia que Deus julgou a Babilônia e suasreivindicações religiosas de representar a Deus na terra. A quedarepentina de Babilônia é o veredicto judicial de Deus. Sua proclamaçãotenta admoestar os seguidores da besta e os adoradores de sua imagempara saírem de Babilônia. Isto se repete na mensagem do anjo deApocalipse 18:1-5. Babilônia deve definir-se teologicamente por suaoposição a Israel, o verdadeiro povo de Deus, o que dá a entender que amensagem do primeiro anjo é o que dá origem ao Israel do tempo do fim(14:6, 7). As mensagens proféticas de Apocalipse 14 antecipam umconflito renovado entre "Israel" e "Babilônia" para o tempo do fim, como entendimento básico de que tanto os adoradores verdadeiros como osfalsos são identificados teologicamente por sua relação com o evangelhoeterno. O cativeiro de Israel levada a cabo pela Babilônia da antiguidade, arepentina queda de Babilônia seguida pelo êxodo do Israel de Babilôniae sua volta a Sião para restaurar a verdadeira adoração em um templonovo, tudo isto será repetido em princípio em uma escala universal. Notempo do fim Deus chamará a seu povo que está disperso em Babilônia: "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecadose para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados seacumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela." (Apoc.18:4, 5). Esta chamada é a iniciativa de Deus para restaurar sua igrejaremanescente, o povo mencionado em Apocalipse 12:17 e 14:12. Osverdadeiros adoradores devem abandonar "Babilônia", a igreja infiel queusa os "reis" ou poderes políticos para perseguir os "testemunhas deJesus" (ver Apoc. 17:3-6; 18:24). Os santos devem fugir de Babilôniaantes que chegue a hora de sua destruição, quer dizer, antes que o juízo
  5. 5. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 5de Deus asseste um golpe a todos os que tenham a marca da besta (16:1,2). Esta chamada a "fugir" de Babilônia é paralela com o conselhoanterior que Jesus deu a seus discípulos a "fugir" da cidade condenada deJerusalém (Mat. 24:15, 16). A Babilônia a iguala explicitamente com aadoração idólatra no fim da era da igreja (ver Apoc. 16:1, 2, 19; 18:4, 8).A destruição de Babilônia se descreve como um juízo retributivo, porcausa de seu crime de perseguir e executar os santos de Deus: "Exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porqueDeus contra ela julgou a vossa causa" (Apoc. 18:20). "Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus,porquanto verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grandemeretriz que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos delavingou o sangue dos seus servos" (Apoc. 19:1, 2). O anúncio profético do segundo anjo, "Caiu, Babilônia, a grandecidade" (Apoc. 14:8), está tomado da profecia de Isaías contra a antigaBabilônia: "Caiu, caiu Babilônia; e todas as imagens de escultura dos seusdeuses jazem despedaçadas por terra" (Isa. 21:9). A queda de Babilônia foi o juízo de Deus por sua usurpação dasoberania divina e a perseguição cruel do povo do pacto (ver Isa.14:12-15; 13:11, 19; 14:3). As profecias de condenação de Isaías foramampliadas pelo profeta Jeremias, quem declarou os cargos legais de Deuscontra Babilônia (Jer. 50, 51). Isaías e Jeremias predisseram a queda de Babilônia como umaverdade profética. Entretanto, seu anúncio do veredicto de Deus chegoua ser a verdade presente para Israel no cativeiro. De igual maneiraDaniel explicou a escritura na parede do palácio de Babilônia: "TEKEL:Pesado foste na balança e achado em falta" (Dan. 5:27). Este veredictojudicial foi uma realidade presente para Daniel e para Babilônia! Oprofeta experimentou o que tinha anunciado: o desaparecimento deBabilônia (v. 30; ver 2:38, 39). O veredicto de Deus no céu foi a causa verdadeira da quedasubseqüente de Babilônia. Jeremias tinha mencionado que a condenação
  6. 6. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 6de Babilônia por parte de Deus estava motivada por sua fidelidade aopacto com Israel, ainda que seu povo também era culpado: "Porque Israel e Judá não enviuvaram do seu Deus, do Senhor dosExércitos; mas a terra dos caldeus está cheia de culpas perante o Santo deIsrael... "Assim diz o Senhor dos Exércitos: Os filhos de Israel e os filhos deJudá sofrem opressão juntamente; todos os que os levaram cativos osretêm; recusam deixá-los ir; mas o seu Redentor é forte, Senhor dosExércitos é o seu nome; certamente, pleiteará a causa deles, para aquietar aterra e inquietar os moradores da Babilônia" (Jer. 51:5; 50:33, 34). O veredicto de Deus sobre a antiga Babilônia, um ato de suafidelidade ao pacto, encontra um paralelo na mensagem do tempo do fimde Apocalipse 14:8. João acrescenta à declaração: "Caiu Babilônia", umachamada profética para escapar à condenação de Babilônia (ver Apoc.18:4, 5). O período intermediário entre a proclamação e a destruição deBabilônia do tempo do fim é o tempo para que Israel fuja de Babilônia.Desse modo, a história antiga de Israel proporciona a fonte e oantecedente das mensagens do tempo do fim do Apocalipse. A mensagem cifrada que anuncia que Babilônia a Grande caiu, sóserá ativado depois que o evangelho apostólico tenha sido reavivado notempo do fim (Apoc. 14:6). A interação entre as mensagens dos doisprimeiros anjos de Apocalipse 14 se estende em forma gradual a todas asnações. Estes anjos traçam a linha de batalha entre Israel e Babilônia.Babilônia é identificada por sua oposição à mensagem do primeiro anjo,quer dizer, por sua oposição tanto ao evangelho eterno como à leisagrada do Criador. A queda de Babilônia pode entender-se em dois níveis. Primeiro,como o veredicto judicial pronunciado no céu, e segundo, como suacondenação na história. A Babilônia do tempo do fim falha moralmentequando rechaça o evangelho eterno. Este ato a converterá em "habitaçãode demônios" (Apoc. 18:2). Nesse momento, seus pecados "chegarão atéo céu" e alcançará o limite da graça divina (v. 5; Jer. 51:9). Então otribunal celestial decidirá o castigo de Babilônia (ver Dan. 7:9-12).
  7. 7. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 7 Enquanto que a mensagem do segundo anjo chama a atenção aoveredicto pronunciado no céu com respeito à culpabilidade de Babilônia,ainda se retarda a terminação do tempo de graça. O "vinho" deBabilônia, por meio do qual se intoxicaram todas as nações da terra,refere-se ao que parece aos ensinos doutrinais de Babilônia, com osquais corrompeu o evangelho eterno e os mandamentos de Deus (verApoc. 14:12). É útil considerar por meio de que causa imediata caiu a Babilôniada antiguidade. O rei Belsazar tinha ordenado o uso dos copos sagradosde ouro do templo de Israel para beber vinho em seu banquete imperial(Dan. 5:2, 3, 23). Nesse ato de profanação, os governantes de Babilônia"deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, demadeira e de pedra" (v. 4). Este ato idolátrico de provocação ao Deus deIsrael marcou o fim do tempo de graça para Babilônia e trouxe overedicto de sua condenação (v. 24). O Apocalipse mostra que aBabilônia do tempo do fim tem um cálice de ouro em sua mão, "cheio deabominações e da imundície de sua fornicação" (Apoc. 17:4). E porque finalmente tem levado "a beber a todas as nações do vinhoda fúria da sua prostituição", cairá da graça protetora de Deus (Apoc.14:8). Quando se bebe esse "vinho", a distinção fundamental entre oCriador e a criação, entre o santo e o profano, chega a ficar impreciso namente das pessoas. Os adoradores da besta honrarão as criaturas maisque o Criador, o que é a essência da idolatria (ver Rom. 1:25; 1 Tes. 1:9).Em sua confusão a respeito da distinção estabelecida pelo Criador, oshomens são levados a confiar em tradições humanas e no poder políticopara assegurar a paz. O juízo retributivo das sete últimas pragas ainda é um juízo futuropara Babilônia. A advertência da mensagem do segundo anjo (Apoc.14:8; 18:1-5) tem sua relevância final para a geração que viva quandodescerem as pragas sobre Babilônia (ver Apoc, 18:4, 5). Deste modo, asmensagens dos três anjos estão em um marco explícito do tempo do fim.
  8. 8. A Mensagem do Segundo Anjo. Apoc. 14:8 8 Referências A Bibliografia para Apocalipse 12-14 (caps. XXI-XXVIII deste livro) encontrará nas páginas 458-466. 1. 7 CBA 863. Ver também a "nota adicional" sobre Babilônia em 7 CBA 879-882. 2 Were, The Fall of Babylon in Type and Antitype, p. 14. 3 Farrar, A Rebirth of Images, p. 213. 4 Doukhan, Daniel: The Vision of the End, p. 66.

×