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Início da Rev. Industrial na
              Inglaterra.
   Disponibilidade de Capital: durante a Idade moderna os
    ingleses acumularam capital através de saque, tráfico
    negreiro, pirataria e exploração de colônias.

   Existência de matérias-primas: havia grande quantidade
    de carvão e ferro em seu território e após se tornar um
    poderoso império, também em suas colônias que
    passaram a fornecer algodão.

   Existência de mão-de-obra: Cercamentos (desde o séc.
    XVI) liberou mão-de-obra para as fábricas.

   Existência de Mercados Consumidores: Aumento da
    população inglesa e o vasto império no século XIX
    constituíram importante mercado consumidor.
Início da Rev. Industrial na
              Inglaterra.
   Como a Inglaterra não tinha colônias tão
    lucrativas quanto Portugal e Espanha,
    muito cedo se firmou a convicção de que o
    apoio ao setor manufatureiro era
    fundamental para a economia.
Forma de governo também
          colaborou...
   Poderio Naval: séc. XVIII e XIX a
    Inglaterra era a rainha dos mares .
     Importante meio de transporte.
   Parlamentarismo (Revolução Gloriosa
    de 1688).
     Burgueses no controle do Estado = a favor
     de seus interesses.
Fases da Revolução:
   Primeira Fase (1760-1860): realizada
    principalmente na Inglaterra.
     Caracterizada pelo desenvolvimento do
      capitalismo Liberal,
     Livre concorrência baseada na liberdade de
      comércio e de produção.
     Indústria    têxtil,  mais     desenvolvida           e
      mecanizada.
     Utilização da energia a vapor:
      ○ máquinas     industriais,   barcos,   locomotivas   e
       automóveis.
Primeira Fase (1760-1860):
   No início, o mais eficiente método de produção
    era manufatura doméstica.

     Burgueses contratavam os tecelões independentes
      para produzir os tecidos.

   A partir do séc. XVIII:
     A invenção das máquinas de tecer automáticas
      permitiu uma mudança radical no processo.

     Os    burgueses passaram a adquirir esses
      equipamentos, mais eficientes, criando indústrias e
      arrasando por meio da concorrência a produção
      doméstica.
DIVISÃO DO TRABALHO
   O emprego do capital excedente em
    investimentos técnicos e tecnológicos levou
    para dentro das grandes oficinas, ou fábricas
    caseiras, uma nova organização do trabalho:
    a divisão do trabalho.

   A divisão do trabalho possibilitou um aumento
    considerável de produtividade, concorrendo
    para o desaparecimento do artesanato
    corporativo, sistema de trabalho do Período
    Feudal.
Fases da Revolução:

 Segunda Fase (1860-1914):
 Expansão da industrialização para outros
  países (EUA, Itália, Alemanha, Rússia, Japão).
 Capitalismo Monopolista: dominar o mercado
  sem concorrência. Controle do mercado através
  dos:
     Trustes -> fusão de empresas do mesmo ramo para
      monopolizar a produção, o preço e o mercado.
     Holdings -> grandes conglomerados de empresas.
     Cartéis -> acordos para eliminar a concorrência.
Segunda Fase (1860-1914):
   Uso de novas fontes de energia:
     Eletricidade e Petróleo (seus derivados).
     Motores de explosão.
   Substituição do ferro pelo Aço;
   Criação da linha de montagem:
     Idealizada por Henry Ford, a produção em série ficou
      conhecida como “fordismo”.
   Com o financiamento para viabilizar o surgimento
    de novas fábricas, o capitalismo industrial
    começou a ser substituído pelo financeiro.
     Os bancos passaram a se tornar mais poderosos que as
      indústrias.
   Desenvolvimento da política imperialista dos
    países europeus.
Terceira Revolução Industrial: a
partir de 1960.
 Aparecimento de gigantescos complexos
  multinacionais.
 Informatização que substituiu a mão de obra
  humana.
     Eliminação de postos de trabalhos.
 Surgimento de pólos tecnológicos e de
  empresas como a Microsoft e a Apple.
 No Japão, surgiu o toytismo em oposição ao
  fordismo:
     Em vez de produzir em grandes séries de um mesmo
     modelo, ele visa à fabricação de séries menores de
     uma variedade maior de modelos de produtos.
Cotidiano dos Trabalhadores no
    início da Revolução Industrial...
 Jornadas de trabalho de
   12 a 16h, definida pelo
           patrão.
     Salários baixos.
    Trabalho infantil e
    feminino com salário
        mais baixos.
 Fábricas com péssimas
         condições:
     Higiene,
     Segurança,
                             Acidentes   eram     comuns,     também
                             esgotamento físico e mental dos operários
Cotidiano dos Trabalhadores no
início da Revolução Industrial......
   Dentro das fábricas: Disciplina férrea com
    capatazes.
       Falha ou deslize: operários poderiam ser multados,
        descontados dos seus salários.
   Não existia leis trabalhistas para amparar ou
    dar mínima segurança aos trabalhadores.
Enquanto os centros eram
reorganizados e planejados....
Os bairros operários eram assim...
PARA FUGIR DA REALIDADE QUE O
OPERÁRIO NÃO CONSEGUIA SE ADAPTAR:

     Aumentava na sociedade:
       Alcoolismo,
       Prostituição,
       Marginalidade,
       Suicídio,
       Degradação da família.
Os protestos...

   1° - quebraram máquinas...
     A polícia, o governo, todos tentavam impedir os
     protestos. Mas os trabalhadores perceberam que
     era melhor se unir.


   2° Passaram a lutar unidos e perceberam
    que pertenciam a mesma classe social
    (proletariado).
Primeiros Movimentos...
   Ludita ou Ludismo: 1811 e 1812 foi chamado assim
    devido ao nome do possível líder, Ned Ludd, apelidado
    King Ludd.
     Movimento politizado, organizado e militarizado.
      Destruir o maquinário era uma forma de defesa.

   Movimento Cartista: Através da carta do povo, exigiam
    voto secreto e universal, e a participação de
    representantes dos trabalhadores no parlamento.

   Trade Unions: associações sindicais.
     Reunia os trabalhadores por atividade.
     Buscavam negociar com o patrão.
     Forma de defesa: Greves.
MUDANÇAS PROMOVIDAS
PELA INDUSTRIALIZAÇÃO.
  Aumento na produção,
  Aumento na urbanização,
  Aumento na divisão do trabalho,
  Nova configuração social,
  Surgimento de novas ideologias.
  Afirmação da economia capitalista,
  Falência de inúmeras oficinas
   artesanais.
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2° ano EM - Revolução Industrial.

  • 1.
  • 2. Início da Rev. Industrial na Inglaterra.  Disponibilidade de Capital: durante a Idade moderna os ingleses acumularam capital através de saque, tráfico negreiro, pirataria e exploração de colônias.  Existência de matérias-primas: havia grande quantidade de carvão e ferro em seu território e após se tornar um poderoso império, também em suas colônias que passaram a fornecer algodão.  Existência de mão-de-obra: Cercamentos (desde o séc. XVI) liberou mão-de-obra para as fábricas.  Existência de Mercados Consumidores: Aumento da população inglesa e o vasto império no século XIX constituíram importante mercado consumidor.
  • 3. Início da Rev. Industrial na Inglaterra.  Como a Inglaterra não tinha colônias tão lucrativas quanto Portugal e Espanha, muito cedo se firmou a convicção de que o apoio ao setor manufatureiro era fundamental para a economia.
  • 4. Forma de governo também colaborou...  Poderio Naval: séc. XVIII e XIX a Inglaterra era a rainha dos mares .  Importante meio de transporte.  Parlamentarismo (Revolução Gloriosa de 1688).  Burgueses no controle do Estado = a favor de seus interesses.
  • 5. Fases da Revolução:  Primeira Fase (1760-1860): realizada principalmente na Inglaterra.  Caracterizada pelo desenvolvimento do capitalismo Liberal,  Livre concorrência baseada na liberdade de comércio e de produção.  Indústria têxtil, mais desenvolvida e mecanizada.  Utilização da energia a vapor: ○ máquinas industriais, barcos, locomotivas e automóveis.
  • 6. Primeira Fase (1760-1860):  No início, o mais eficiente método de produção era manufatura doméstica.  Burgueses contratavam os tecelões independentes para produzir os tecidos.  A partir do séc. XVIII:  A invenção das máquinas de tecer automáticas permitiu uma mudança radical no processo.  Os burgueses passaram a adquirir esses equipamentos, mais eficientes, criando indústrias e arrasando por meio da concorrência a produção doméstica.
  • 7. DIVISÃO DO TRABALHO  O emprego do capital excedente em investimentos técnicos e tecnológicos levou para dentro das grandes oficinas, ou fábricas caseiras, uma nova organização do trabalho: a divisão do trabalho.  A divisão do trabalho possibilitou um aumento considerável de produtividade, concorrendo para o desaparecimento do artesanato corporativo, sistema de trabalho do Período Feudal.
  • 8. Fases da Revolução:  Segunda Fase (1860-1914):  Expansão da industrialização para outros países (EUA, Itália, Alemanha, Rússia, Japão).  Capitalismo Monopolista: dominar o mercado sem concorrência. Controle do mercado através dos:  Trustes -> fusão de empresas do mesmo ramo para monopolizar a produção, o preço e o mercado.  Holdings -> grandes conglomerados de empresas.  Cartéis -> acordos para eliminar a concorrência.
  • 9. Segunda Fase (1860-1914):  Uso de novas fontes de energia:  Eletricidade e Petróleo (seus derivados).  Motores de explosão.  Substituição do ferro pelo Aço;  Criação da linha de montagem:  Idealizada por Henry Ford, a produção em série ficou conhecida como “fordismo”.  Com o financiamento para viabilizar o surgimento de novas fábricas, o capitalismo industrial começou a ser substituído pelo financeiro.  Os bancos passaram a se tornar mais poderosos que as indústrias.  Desenvolvimento da política imperialista dos países europeus.
  • 10. Terceira Revolução Industrial: a partir de 1960.  Aparecimento de gigantescos complexos multinacionais.  Informatização que substituiu a mão de obra humana.  Eliminação de postos de trabalhos.  Surgimento de pólos tecnológicos e de empresas como a Microsoft e a Apple.  No Japão, surgiu o toytismo em oposição ao fordismo:  Em vez de produzir em grandes séries de um mesmo modelo, ele visa à fabricação de séries menores de uma variedade maior de modelos de produtos.
  • 11. Cotidiano dos Trabalhadores no início da Revolução Industrial...  Jornadas de trabalho de 12 a 16h, definida pelo patrão.  Salários baixos.  Trabalho infantil e feminino com salário mais baixos.  Fábricas com péssimas condições:  Higiene,  Segurança, Acidentes eram comuns, também esgotamento físico e mental dos operários
  • 12. Cotidiano dos Trabalhadores no início da Revolução Industrial......  Dentro das fábricas: Disciplina férrea com capatazes.  Falha ou deslize: operários poderiam ser multados, descontados dos seus salários.  Não existia leis trabalhistas para amparar ou dar mínima segurança aos trabalhadores.
  • 13. Enquanto os centros eram reorganizados e planejados....
  • 14. Os bairros operários eram assim...
  • 15. PARA FUGIR DA REALIDADE QUE O OPERÁRIO NÃO CONSEGUIA SE ADAPTAR:  Aumentava na sociedade:  Alcoolismo,  Prostituição,  Marginalidade,  Suicídio,  Degradação da família.
  • 16. Os protestos...  1° - quebraram máquinas...  A polícia, o governo, todos tentavam impedir os protestos. Mas os trabalhadores perceberam que era melhor se unir.  2° Passaram a lutar unidos e perceberam que pertenciam a mesma classe social (proletariado).
  • 17. Primeiros Movimentos...  Ludita ou Ludismo: 1811 e 1812 foi chamado assim devido ao nome do possível líder, Ned Ludd, apelidado King Ludd.  Movimento politizado, organizado e militarizado. Destruir o maquinário era uma forma de defesa.  Movimento Cartista: Através da carta do povo, exigiam voto secreto e universal, e a participação de representantes dos trabalhadores no parlamento.  Trade Unions: associações sindicais.  Reunia os trabalhadores por atividade.  Buscavam negociar com o patrão.  Forma de defesa: Greves.
  • 18. MUDANÇAS PROMOVIDAS PELA INDUSTRIALIZAÇÃO.  Aumento na produção,  Aumento na urbanização,  Aumento na divisão do trabalho,  Nova configuração social,  Surgimento de novas ideologias.  Afirmação da economia capitalista,  Falência de inúmeras oficinas artesanais.