Diálogos Capitais O Brasil e a Energia  de Amanhã Expectativas sobre a  Energia dos Próximos Anos Carta Capital/Envolverde...
388,6 ppm Jan-2010
Emissões Brasileiras  (em mi ton CO2eq)
Pré-Sal  <ul><li>Demanda futura por petróleo? </li></ul><ul><li>Viabilidade do seqüestro de carbono  </li></ul><ul><li>(CC...
<ul><li>Custos Crescentes </li></ul><ul><li>(Angra 3: 9 bilhões de reais) </li></ul><ul><li>Tempo médio de construção:  </...
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Energia Eólica
Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, 2001 Energia Eólica <ul><li>Redução de 200 milhões de  </li></ul><ul><li>ton CO2/ano...
Geração Elétrica Total   [r]evolução energética  (2050)
Redes Inteligentes
Evolução da Geração de Eletricidade
<ul><li>Substituição e ajuste de equipamentos </li></ul><ul><li>Substituição de Fontes de Geração </li></ul><ul><li>Arquit...
<ul><li>IRENA e evolução das renováveis </li></ul><ul><li>Taxação de Carbono e encarecimento de energias fósseis </li></ul...
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  • Trabalho da Campanha de Energia do Greenpeace. Cenário revolucao energetica, para diferentes partes do mundo e feito no Brasil em parceria com a USP, a partir de software de cenários energéticos modelado pelo DLR (Nasa da Alemanha) Uso de energias renováveis – não basta ser renovável (má aplicação de energias renováveis tem impactos ao ambiente e à sociedade), tem que ser sustentável Greenpeace promove formas de energia que impliquem em menores impactos ao meio-ambiente e à sociedade Papel da energia no cenário de mudança climática, associação da produção de energia à emissão de CO2 e gases de efeito estufa
  • Emissões atuais e desafio de, antes de reduzir as emissões, fazer com que as emissões estacionem. Temos apenas 5 anos para fazer com que essa curva “inflexione”. É possível desvincular o crescimento econômico e do PIB ao aumento de uso de energia e emissões e vamos mostrar mais adiante como isto pode ser feito.
  • Mostrar tendência do crescimento das emissoes do setor energético até 2020. Estes calculos são resultado de inventario produzido por diversos ministérios, entre MCT, MME, MMA e Casa Civil.
  • Sequestro de Carbono técnica e economicamente viável após 2030. Emissões do pré sal consideram toda a cadeia desde extração até queima dos combustíveis e o escape de CO2 contido nas jazidas ao meio aéreo. Receita do Pré-sal deveria pavimentar o desenvolvimento de novas fontes renováveis que substituirão o alto consumo de petróleo em um futuro próximo, quando não poderemos mais queimar este combustível por conta das restrições climáticas.
  • Ver apresentação nuclear para descrição de cada tópico.
  • Alto potencial hidrelétrico na região norte mas altos impactos socioambientais, haja visto a dificuldade em se licenciar as usinas do Rio Madeira e de Belo Monte – ressaltando-se o grande número de condicionantes e o custo de mitigação destes impactos indicados pelo Ibama. Verifica-se também altos custos de transmissão desta energia aos principais centros de consumo no sudeste do país, da ordem de bilhões de reais. Há possibilidades de repotenciação de usinas, substituindo turbinas antigas por novas de maior aproveitamento. Futuramente também será possível a reversão da água para os reservatórios por bombeamento, aproveitando mais energia do que se aproveita atualmente. Os pequenos aproveitamentos hidrelétricos podem ser utilizados desde que não impliquem em impactos à população do entorno dos rios ou à fauna e flora local.
  • A biomassa está disponível nas formas líquida (álcool e biodiesel), sólida (lenha e diferentes resíduos) e gasosa (produção de biogás de esgoto e rejeitos animais) Etanol de cana de açucar tem balanço energético superior ao do etanol de milho usado nos EUA, porque o bagaço pode ser queimado em caldeiras e produzir eletricidade. Mas a produção de etanol e eletricidade deve obedecer critérios rigidos de sustentabilidade em relação à eliminação das queimadas, descarte indevido de vinhaça, emprego de mão de obra escrava ou superexploração de trabalhadores. Nem todos os estados brasileiros estão em condições similares nestes critérios. O Biodiesel tem um papel positivo na redução das emissões de combustíveis a diesel, mas ainda carece de diversificação da produção. A maior parte dele ainda vem da soja, que vem de grandes produtores e não favorece a produção agrícola de pequena escala inicialmente pervista no programa. Outros tipos de óleo vegetal ainda precisam de mais pesquisa e redução de custos para terem sua escala aumentada. O potencial de geração de eletricidade pelo bagaço de cana é enorme no Brasil – equivalente a duas usinas de Itaipu ou 25% da geração atual. A grande vantagem desta produção é que ela se complementa com a geração hidrelétrica – a safra da cana acontece nos períodos de menos chuva. A produção de biogás tem como grande vantagem evitar que o lixo e os rejeitos animais se decomponham, gerando metano que, ao ser eliminado para a atmosfera, tem um potencial de provocar efeito estufa cerca de 20 vezes superior ao do CO2. Assim, evitando a emissão de metano e transformando-o em biogás, temos a redução deste impacto e a geração de créditos de carbono e energia.
  • As comunidades isoladas na região norte tem acesso restrito à eletricidade. Esta é suprida por geradores a diesel, combustível de alto custo que tem que ser transportado à região. Por isto, em alguns casos, a disponibilidade de energia é de apenas 4 horas por dia e 20 dias por mês. Para estas comunidades, a geração solar seria uma ótima opção, com um suprimento mais longo, mais barato e mais limpo de eletricidade. Os preços de painéis fotovoltaicos vem crescendo pelo ganho de escala e esta acontece por incentivos legais, ao garantir que a energia solar gerada em domicílios possa ser injetada na rede básica e remunerada aos cidadãos. Durante a noite, utiliza-se energia da rede e durante o dia, no horário comercial, com o menor consumo residencial, esta energia é enviada para a rede e as concessionárias pagam um valor especial ao consumidor por isto. Mesmo no Brasil, se esta lei fosse implantada, simulações da UFSC garantem que até a metade da década, a energia solar, atualmente a opção mais cara, teria valor igual a outras opções como térmicas ou eólicas.
  • Potencial eólico (figura grande) é de 143 GW ou 10 vezes a capacidade instalada de Itaipu. O dado é de 2001. A revisão deste potencial indica que este irá dobrar (figura menor) e teremos cerca de 300 GW de potencial, considerando a mudança na altura das torres de 50 para 100 m nos últimos anos.
  • O cenário [r]evolução energética propõe que a matriz elétrica seja diversificada. As hidrelétricas ainda continuam com a maior participação, considerando a não implantação de grandes centrais na região amazonica, apenas de pequenos aproveitamentos e repotenciação de outras usinas. Na sequencia viria a biomassa, com diferentes aplicacoes, entre a cogeracao pelo bagaco da cana e outros residuos, a geracao distribuida de biodigestores e oleos vegetais e a geracao de biogás em aterros. A geracao eólica responderia por 20% do total, considerando o alto potencial de geração no sul e no nordeste do país. A geração solar participará com 4% do total, uma estimativa relativamente conservadora se observados diferentes cenários internacionais que prevêem matrizes elétricas inteiramente solares no futuro. A matriz é completada por termelétricas a gás natural, de forma provisória. Estas térmicas tem emissoes inferiores às movidas a diesel e carvão e devem dar lugar a mais energia renovável após 2050. Como se pode ver, a matriz diversificada não apenas reduz os impactos ambientais da geração de energia, mas tem a intenção de proporcionar segurança energética para o país, ao deixarmos de apostar apenas em uma fonte renovável (e no regime de chuvas). O atendimento à demanda energética tem que acontecer a partir de fontes complementares – o vento e a biomassa exercem esta função perfeitamente bem na época de estiagem e menor altura dos reservatórios.
  • Flexibilidade de Geração Nuclear compete pela rede com as renováveis Por ser uma forma de geração inflexível, o despacho compete com as outras formas de geração ligadas ao sistema. A Espanha tem desligado seus aerogeradores devido à geração nuclear Estimativas apontam para prejuízos de até 6 bilhões de euros na França entre 1995 e 2001 devido à inflexibilidade da geração elétrica nuclear As usinas nucleares não podem ser desligadas a qualquer momento. Às vezes, nem por segurança a empresa quer desligá-la. Foi o que aconteceu no início de 2010. Com a BR-101 interditada, principal via de evacuação para um acidente nas usinas de Angra, o prefeito da cidade coerentemente pediu o desligamento das usinas. O presidente da empresa não hesitou em negar o desligamento e deixou a usina funcionando sem levar em consideração a segurança da população. Por essa impossibilidade de ser desligada, ela é considerada uma forma de geração inflexível. Assim sendo, nas horas de baixo consumo, quando se está gerando mais do que consumindo, as outras fontes mais flexíveis têm que ser desligadas. Geralmente são as renováveis, mais limpas e mais baratas, que são desligadas por causa das nucleares. Isso tem acontecido na Espanha e está fazendo com que diversos países criem leis que favoreçam a geração renovável em primeiro lugar, garantindo o consumo de 100% de sua geração prioritariamente sobre as outras. A França, que tem sua matriz de geração de energia elétrica composta em 79% de nuclear, dentre vários problemas, tem uma sobra de geração nas horas de baixo consumo e uma falta nas horas de pico. Por isso, exporta energia na hora de baixa e importa nas horas de pico de consumo. Isso faz com que o país tenha tido prejuízos de até 6 bilhões de euros entre 1995 e 2001.
  • O mais importante no cenário, além da diversificação das fontes e da utilização de redes inteligentes é a eficiência energética, que deverá eliminar 29% da necessidade de consumo de energia no ano de 2050. Esta eficiência fará com que possamos ter uma matriz altamente renovável. Sem a economia (barras brancas), teríamos que gerar o necessário com fontes termelétricas ou contar com novas tecnologias de geração que possam ser utilizadas em 2050.
  • São muitas as possibilidades de se economizar energia, desde o uso de equipamentos eficientes (lâmpadas, TVs, geladeiras) até o ajuste destes equipamentos para que consumam menos energia. A substuição de fontes também evita a construção de mais usinas no futuro, principalmente no caso de aquecedores solares ou mesmo aquecedores a gás em substituição à eletricidade que vem da rede básica, de grandes usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares. A arquitetura bioclimática tem uma função especial ao reduzir a demanda por luz e condicionamento ambiental, privilegiando a luz natural e a ventilação em projetos. Pode-se também armazenar frio ou calor e utiliza-los em momentos em que a demanda é maior e a tarifa elétrica é mais alta, evitando a sobrecarga do sistema e reduzindo a conta de luz não apenas de residências, mas de estabelecimentos comerciais. Medidores inteligentes devem ajudar a educar os consumidores de energia, ao fornecer, em tempo real, informações sobre gastos de energia discriminados por equipamento e tradução desta energia em dinheiro gasto na conta de luz.
  • IRENA: Recem fundada Agencia Internacional de Energias Renovaveis, que pode adotar nosso cenário mundial de energia como meta. Renováveis devem ter seu custo reduzido ao longo do tempo, ao contrário das térmicas que devem ser taxadas e cujo combustível será cada vez de mais difícil obtenção. Em termos legislativos, o projeto de lei das renováveis ainda está atrasado, considerando toda a prioridade política do marco regulatório da exploração do pré-sal.
  • Contatos dos campaigners de energia, André (Nuclear e Ricardo (renováveis), dos twitters que trazem notícias de energia e meio ambiente e principalmente do site do greenpeace, que tem todos os relatórios e notícias atualizadas.
  • Ricardo Baitelo - Greenpeace

    1. 1. Diálogos Capitais O Brasil e a Energia de Amanhã Expectativas sobre a Energia dos Próximos Anos Carta Capital/Envolverde 06 de agosto de 2010
    2. 2. 388,6 ppm Jan-2010
    3. 3. Emissões Brasileiras (em mi ton CO2eq)
    4. 4. Pré-Sal <ul><li>Demanda futura por petróleo? </li></ul><ul><li>Viabilidade do seqüestro de carbono </li></ul><ul><li>(CCS)? </li></ul><ul><li>Utilização das r eservas estimadas do </li></ul><ul><li>pré-sal pode emitir ao longo dos próximos </li></ul><ul><li>40 anos entre 350 e 890 milhões de </li></ul><ul><li>toneladas de CO2 por ano </li></ul><ul><li>Proporciona transição para matriz limpa? </li></ul><ul><li>Risco de Acidentes </li></ul><ul><li>Plano Nacional de Contingência atrasado </li></ul>
    5. 5. <ul><li>Custos Crescentes </li></ul><ul><li>(Angra 3: 9 bilhões de reais) </li></ul><ul><li>Tempo médio de construção: </li></ul><ul><ul><li>até 12 anos </li></ul></ul><ul><li>Riscos de Acidentes </li></ul><ul><li>Impactos Ambientais </li></ul><ul><li>Problemática do depósito de </li></ul><ul><li>rejeitos radioativos </li></ul><ul><li>Altas emissões de CO2 </li></ul><ul><li>(Ciclo de Vida Nuclear) </li></ul>Energia Nuclear
    6. 6. Energia Hidrelétrica <ul><ul><li>Grandes hidrelétricas na região amazônica (Madeira e Belo Monte) </li></ul></ul><ul><ul><li>Solução economicamente viável mas não socialmente justa </li></ul></ul><ul><ul><li>Inúmeros impactos socioambientais </li></ul></ul><ul><ul><li>Alternativa com pequenos aproveitamentos hídricos e repotenciação de usinas </li></ul></ul>
    7. 7. Biomassa <ul><li>Etanol da cana: Ótimo balanço energético e diferentes impactos socioambientais </li></ul><ul><li>Bagaço de cana: grande potencial para geração de energia elétrica; período de safra coincide com o período seco das centrais hidrelétricas </li></ul><ul><li>Centrais térmicas com base em gases provenientes de lixo urbano e dejetos animais </li></ul>
    8. 8. <ul><li>No Brasil: 2 milhões de habitantes sem luz. </li></ul><ul><li>PV: única opção para algumas regiões </li></ul><ul><li>Estabelecimento de indústria nacional de fabricação de painéis </li></ul><ul><li>Capacidade Instalada Mundial: 15 mil MW </li></ul><ul><li>Preços decrescentes, paridade tarifária </li></ul><ul><li>Não contemplados na legislação em vigor, energia pode apenas ser “doada” à rede </li></ul>Energia Solar - Painéis Fotovoltaicos
    9. 9. Energia Eólica
    10. 10. Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, 2001 Energia Eólica <ul><li>Redução de 200 milhões de </li></ul><ul><li>ton CO2/ano </li></ul><ul><li>Complementação com </li></ul><ul><li>geração hídrica </li></ul><ul><li>Redução do Custo Marginal </li></ul><ul><li>de Operação </li></ul>
    11. 11. Geração Elétrica Total [r]evolução energética (2050)
    12. 12. Redes Inteligentes
    13. 13. Evolução da Geração de Eletricidade
    14. 14. <ul><li>Substituição e ajuste de equipamentos </li></ul><ul><li>Substituição de Fontes de Geração </li></ul><ul><li>Arquitetura bioclimática </li></ul><ul><li>Armazenamento de energia </li></ul><ul><li>Medidores inteligentes e controle da demanda </li></ul>Eficiência Energética
    15. 15. <ul><li>IRENA e evolução das renováveis </li></ul><ul><li>Taxação de Carbono e encarecimento de energias fósseis </li></ul><ul><li>C rescimento econômico: </li></ul><ul><li>empregos fósseis ou empregos verdes? </li></ul><ul><li>PLs do Pré-Sal vs PL 630/03 </li></ul><ul><li>Responsabilidade de pavimentar um futuro sustentável: </li></ul><ul><li>Governo, Empresas, Indústria e Sociedade </li></ul>Perspectivas – Brasil e Mundo
    16. 16. Obrigado! http://www.greenpeace.org.br [email_address] http://www.twitter.com/rbaitelo

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