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No meu caso pessoal eu sou muito assim:
Se a pessoa estiver triste eu também estarei, se chorar eu também chorarei… mas se for feliz eu
também serei, simplesmente porque amo realmente esse ser.
Por isso eu compreendo e aceito a atitude da Rosa, quando esta, por amor o decide ajudar a
morrer, mesmo indo contra os seus princípios, contra os seus “quereres” de início. Não posso
condenar a atitude de Ramón, apesar de achar que por muito limitados que estejamos, por
quem nos ama, vale sempre a pena tentar, mas isso não foi o bastante para ele, mesmo
rodeado de amor, sendo uma pessoa com muitas capacidades dentro das suas limitações, não
era feliz. E devido às suas limitações lutava por uma “morte digna”. Ramón sofria por não poder
fazer tudo o que o comum dos mortais fazia. Transtornava-o de tal forma que o fez querer
libertar-se daquela vida. Fico um bocado reticente quanto ao que dizer em relação a tudo isto,
porque pra além de entender o seu lado, o seu sofrimento, não acho que o suicídio seja nunca
uma opção. Sou a favor da eutanásia, quando estamos perante casos de doenças terminais, em
que o doente tem pouco tempo de vida e está a sofrer muito, quando sabemos de antemão que
não há nada que possamos fazer para melhorar o seu quadro clínico, então ai porque não
aliviarmos o seu sofrimento, se é mesmo o que eles desejam? Claro que é muito difícil para o ser
humano em geral perceber o porquê de alguém querer pôr termo á sua vida mas para o
compreenderem teriam de estar ou de se colocar no lugar deles, coisa que é raro conseguirem.
É fato que todos temos direito á vida, que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, de
decidir quem vai viver e quem vai morrer como disse antes mas tal como disse antes também
temos direito á liberdade e liberdade é poder fazer as coisas, sem interferência dos outros.
O governo aqui erra ao não lhe conceder o direito á morte porque tudo bem que tenhamos o
direito á vida, mas a vida é nossa, nós é que sabemos o que fazer com ela. Não é tão banal
assim mas é assim. Se ele não estava feliz, se não conseguia viver naquele “sofrimento”,
embora mais psicológico, ele tinha todo o direito de querer pôr termo á vida, se assim o
entendesse. Ramón tinha mais que direito ao “pedido” dele. O acidente deixou-o sem força de
viver, completamente dependente dos outros, a sofrer por não poder fazer “nada”, afinal para
um homem que passou por tantas coisas ter ficado tetraplégico de repente deve ser muito
complicado. Tudo bem que a pessoa continue e possa ter uma vida “normal” mas temos de nos
colocar no seu lugar também e entendermos que apesar de estarmos vivos a nossa vida nunca
mais será a mesma, não poderemos mais andar, passear, tocar, amar alguém do jeito de que
gostaríamos, que antes poderíamos. Claro que há várias formas de amar como disse a Júlia mas
pensando como Ramón eu consigo entender perfeitamente o seu ponto de vista! E é triste, não
imagino se fosse eu no lugar dele.
Tal como ele diz também, mas aqui no final “Viver é um direito, NÃO É UMA OBRIGAÇÃO”!
Por outro lado acho que ele agiu mal ao decidir suicidar-se e ter “metido” outras pessoas no
meio. Afinal ele queria uma morte digna e desse ponto de vista não acho que o suicídio fosse
essa “morte digna” que ele tanto queria. Pelo contrário…
Vejo-me a mim mesma a pensar em Júlia, no fato de também ela estar a sofrer com a sua
condição física e esta tendo mesmo de fato uma doença designada “terminal” que a faria perder
as capacidades, quer físicas quer psicológicas, (cognitivo-emocionais), á medida que o tempo ia
passando e mesmo assim ter desistido da ideia de se suicidar. Ter tido força e coragem
suficientes para continuar a viver, mesmo sabendo do que viria posteriormente a acontecer. Se
formos a compará-los que conclusão podemos tirar?
E apesar de isto poder vir a parecer um pouco “estúpido”, a minha opinião é esta, se ele tivesse
morrido através da eutanásia, eu iria concordar, e se o governo tivesse concedido esse “direito”
acredito que aqui até a Júlia tomaria essa decisão. Quando penso em suicídio, então não!
Pode até para alguns parecer que é a mesma coisa mas não confundam suicídio com eutanásia
porque nada tem a ver!
Conclusão: Eu entendo-o, entendi o seu desespero, sofrimento mas não concordo com o fato
dele se ter suicidado. E acho que é isso.

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  • 1. No meu caso pessoal eu sou muito assim: Se a pessoa estiver triste eu também estarei, se chorar eu também chorarei… mas se for feliz eu também serei, simplesmente porque amo realmente esse ser. Por isso eu compreendo e aceito a atitude da Rosa, quando esta, por amor o decide ajudar a morrer, mesmo indo contra os seus princípios, contra os seus “quereres” de início. Não posso condenar a atitude de Ramón, apesar de achar que por muito limitados que estejamos, por quem nos ama, vale sempre a pena tentar, mas isso não foi o bastante para ele, mesmo rodeado de amor, sendo uma pessoa com muitas capacidades dentro das suas limitações, não era feliz. E devido às suas limitações lutava por uma “morte digna”. Ramón sofria por não poder fazer tudo o que o comum dos mortais fazia. Transtornava-o de tal forma que o fez querer libertar-se daquela vida. Fico um bocado reticente quanto ao que dizer em relação a tudo isto, porque pra além de entender o seu lado, o seu sofrimento, não acho que o suicídio seja nunca uma opção. Sou a favor da eutanásia, quando estamos perante casos de doenças terminais, em que o doente tem pouco tempo de vida e está a sofrer muito, quando sabemos de antemão que não há nada que possamos fazer para melhorar o seu quadro clínico, então ai porque não aliviarmos o seu sofrimento, se é mesmo o que eles desejam? Claro que é muito difícil para o ser humano em geral perceber o porquê de alguém querer pôr termo á sua vida mas para o compreenderem teriam de estar ou de se colocar no lugar deles, coisa que é raro conseguirem. É fato que todos temos direito á vida, que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, de decidir quem vai viver e quem vai morrer como disse antes mas tal como disse antes também temos direito á liberdade e liberdade é poder fazer as coisas, sem interferência dos outros. O governo aqui erra ao não lhe conceder o direito á morte porque tudo bem que tenhamos o direito á vida, mas a vida é nossa, nós é que sabemos o que fazer com ela. Não é tão banal assim mas é assim. Se ele não estava feliz, se não conseguia viver naquele “sofrimento”, embora mais psicológico, ele tinha todo o direito de querer pôr termo á vida, se assim o entendesse. Ramón tinha mais que direito ao “pedido” dele. O acidente deixou-o sem força de viver, completamente dependente dos outros, a sofrer por não poder fazer “nada”, afinal para um homem que passou por tantas coisas ter ficado tetraplégico de repente deve ser muito complicado. Tudo bem que a pessoa continue e possa ter uma vida “normal” mas temos de nos colocar no seu lugar também e entendermos que apesar de estarmos vivos a nossa vida nunca mais será a mesma, não poderemos mais andar, passear, tocar, amar alguém do jeito de que gostaríamos, que antes poderíamos. Claro que há várias formas de amar como disse a Júlia mas pensando como Ramón eu consigo entender perfeitamente o seu ponto de vista! E é triste, não imagino se fosse eu no lugar dele. Tal como ele diz também, mas aqui no final “Viver é um direito, NÃO É UMA OBRIGAÇÃO”! Por outro lado acho que ele agiu mal ao decidir suicidar-se e ter “metido” outras pessoas no meio. Afinal ele queria uma morte digna e desse ponto de vista não acho que o suicídio fosse essa “morte digna” que ele tanto queria. Pelo contrário… Vejo-me a mim mesma a pensar em Júlia, no fato de também ela estar a sofrer com a sua condição física e esta tendo mesmo de fato uma doença designada “terminal” que a faria perder as capacidades, quer físicas quer psicológicas, (cognitivo-emocionais), á medida que o tempo ia passando e mesmo assim ter desistido da ideia de se suicidar. Ter tido força e coragem suficientes para continuar a viver, mesmo sabendo do que viria posteriormente a acontecer. Se formos a compará-los que conclusão podemos tirar? E apesar de isto poder vir a parecer um pouco “estúpido”, a minha opinião é esta, se ele tivesse morrido através da eutanásia, eu iria concordar, e se o governo tivesse concedido esse “direito” acredito que aqui até a Júlia tomaria essa decisão. Quando penso em suicídio, então não! Pode até para alguns parecer que é a mesma coisa mas não confundam suicídio com eutanásia porque nada tem a ver! Conclusão: Eu entendo-o, entendi o seu desespero, sofrimento mas não concordo com o fato dele se ter suicidado. E acho que é isso.